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Confira os 13 países em que animais ameaçados de extinção são caçados

Leões, leopardos e elefantes são algumas das vítimas


PublicDomainPictures/Pixabay

Quatro americanos tiveram suas armas de fogo confiscadas no aeroporto de Lusaca, capital da Zâmbia. O casal, Amy e Craig, estavam com dois amigos na cidade para uma temporada de caça. Craig venceu o leilão de uma hiena e os amigos pagaram três mil dólares para matar um hipopótamo. Amy, que se declara vegetariana, explica que eles não levariam a hiena e que, como sua carne não é boa, sequer os moradores de Lusaca comeriam o animal.

A casa de Amy e Craig possui uma sala cheia de “troféus”. Ela afirma desejar que o marido pare com a prática, mas entende que “a caça é viciante”. Embora estivessem lá atrás de uma hiena, Craig foi ameaçado pelos filhos caso acertasse um elefante. “Meus filhos disseram ao meu marido que se ele atirar em um elefante, eles nunca mais falarão com ele. Eu não sei se eles fariam isso, mas, de qualquer forma, não vamos matar elefantes”, conta Amy ao site New York Post (8).

Craig acredita que a caça é benéfica à comunidade que mora próximo ao safári, pois “traz dinheiro, a carne alimenta e as mortes ajudam com o problema da superpopulação [de animais]”. Este é o mesmo argumento utilizado pelo governo de Botsuana ao legalizar a caça no ano passado, cinco anos após a proibição por Ian Khama, presidente na época. Normalmente, animais como girafas, zebra, antílope e javalis são comidos pelos moradores, assim como hipopótamos e búfalos.

WikiImages/Pixabay

No entanto, não há evidências de que a caça traga mesmo benefícios aos moradores, uma vez que a maior parte do dinheiro é destinada ao pagamento de taxas governamentais e aos administradores de safáris. Eddie, morador local e guia de campo, conta que recebia 60 dólares por viagem e realizava, em média, apenas uma viagem por mês. O salário médio de acordo com o site Salary Explorer é de 68 a 2.225 dólares.

Apesar das muitas manifestações contrárias, treze países oferecem serviços de caça de animais vulneráveis e ameaçados de extinção para pessoas ricas. Confira quais são eles:

Zâmbia 

A caça de elefantes no país é permitida. Leões e leopardos são caçados com iscas e podem ser encontrados em quase todas as áreas do país. Elandes vaca-do-mato, cudu maior, chango (gazela),  sitatunga,  estacatira, inhacoso,  gnu-de-cauda-preta, gazela-pintada, impala, antílope-salta-rochas, puku,  oribi, xipene, javali africano, porco-vermelho, cabrito-cinzento, hipopótamos e crocodilos também são caças comuns próximos aos rios do país.

Moçambique

Leão, leopardo, búfalo, elefante e rinoceronte são os animais comumente mortos em Moçambique, de acordo com o The Big Game Hunting. A população de búfalos no país é de 50 mil animais. A Federação Africana da Vida Selvagem considera mais da metade dos animais selvagens do país como extintos.

Tanzânia

Por 25 mil dólares é possível matar uma variedade de animais na Tanzânia, incluindo leão, búfalo, leopardo, elefante, zibelina, redunca do sul, javali, oribi, impala, hiena e chacais, segundo informações de Diana Hunting Tours.

Camarões e República Centro-Africana

A caça de bongo e elefantes da floresta são possíveis pelo valor de 34 mil dólares, de acordo com Diana Hunting Tours.

Botsuana

O país colocou em leilão 70 elefantes desde a revogação da lei que proibia a caça do animal. Um dos argumentos utilizados é o de que os animais e os humanos que moram próximos aos parques habitados pelos elefantes estão entrando em conflito.

Zimbábue

Os parques nacionais de Zimbábue não permitem a caça, no entanto, muitas vezes os animais são atraídos para fora destas áreas e mortos por caçadores. É o que aconteceu com o leão Cecil, em 2015. Além disso, é permitido adquirir licenças de caça para quase todos os animais.

Namíbia

De acordo com o site African Hunting Safaris, a Namíbia, juntamente com a África do Sul, são os únicos dois países em que é possível caçar estes cinco animais juntos: leões, leopardos, búfalos, elefantes e rinocerontes brancos ou pretos. O guepardo também é encontrado na Namíbia e pode ser morto.

África do Sul

Na África do Sul, a lei diz que o dono da terra também tem direito sobre os animais que estão nela, portanto, quando um animal estiver em uma área privada e o dono deste terreno permitir a caça, estão ela está autorizada, incluindo espécies ameaçadas de extinção. Existem algumas regras, no entanto, como a proibição de atirar em animais presos em armadilhas.

Benin e Burquina Faso

A caça é muito popular em Benin. Nos dois países, é possível encontrar uma população densa de animais, incluindo muitas espécies raras e em situação de vulnerabilidade. Os búfalos também atraem muitos caçadores.

Etiópia e Uganda

Oferece a caça de animais exóticos em população cada vez menor, como o bangô, elande e inhala da montanha.


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Rinoceronte negro mais velho do mundo morre na Tanzânia

Foto: AYO TV
Foto: AYO TV

O rinoceronte negro mais velho do mundo morreu aos 57 anos em um santuário na Tanzânia, depois de viver a maior parte de sua vida na natureza.

Acredita-se que o rinoceronte do sexo feminino, chamado Fausta, tenha morrido de causas naturais em 27 de dezembro, segundo o Departamento de Conservação de Ngorongoro, reserva localizada no norte da Tanzânia.

A declaração dizia: “Os registros mostram que Fausta viveu mais do que qualquer rinoceronte no mundo e sobreviveu no Ngorongoro, ao ar livre, por mais de 54 anos”.

Fausta foi transferida para o santuário em 2016, depois de ser atacada por hienas.

Especialistas consideraram liberar o mamífero na natureza, mas ponderaram que ela poderia estar correndo o risco de contrair uma doença.

A declaração acrescentou: “Fausta foi vista pela primeira vez na cratera Ngorongoro em 1965 por um cientista da Universidade de Dar Es Salaam, com idade entre três e quatro anos”.

“Sua saúde começou a se deteriorar em 2016, quando fomos forçados a colocar o animal em cativeiro, depois de vários ataques de hiena e ferimentos graves depois disso”.

Sana, uma fêmea rinoceronte branco do sul, com 55 anos, foi considerada o rinoceronte branco mais antigo do mundo quando morreu em cativeiro no parque zoológico La Planete Sauvage, na França, em 2017.

O Departamento de Conservação de Ngorongoro estima que a expectativa de vida dos rinocerontes esteja entre 37 e 43 anos na natureza, enquanto eles podem viver até mais de 50 em cativeiro.

Contudo, a vida de um animal é cativeiro é sempre mais infeliz, limitada e menos próspera que na natureza, onde é o seu lugar, animais levados para viver em santuário não se encontram aptos para a vida na selva. As informações são do Daily Mail.

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Turistas registram um raro encontro entre hipopótamo e hiena, na Zâmbia

Momento foi observado por turistas que passavam no local.


Por Heloiza Dias


Um raro encontro entre dois animais foi observado por turistas e um orientador do Parque Nacional Luangwa do Sul, na Zâmbia. Um hipopótamo se aproximou calmamente de uma hiena-pintada que estava dormindo, ao despertar a hiena apenas o observou e os dois chegaram a tocar os focinhos.

“A hiena não correu e os dois começaram a cheirar um ao outro, quase como se beijassem um ao outro”, disse Njobvu – chefe da Shenton Safaris , à National Geographic.

Os animais permaneceram se cheirando por cerca de vinte minutos, a hiena rolava de um lado para o outro enquanto o hipopótamo a observava de perto.

hiena-malhada
Hiena-malhada na Reserva Nacional de Masaai Mara, no Quênia. Foto: Frans Lanting, Corbis

Especialistas especulam que esse é um caso de curiosidade juvenil, animais nessa idade normalmente estão recolhendo dados sobre o ambiente que vivem e com quem o partilham.

A hiena foi surpreendida pelo hipopótamo que apenas apresentava certa curiosidade sobre ela, o fato de nenhum dos animais ter fugido é devido a maneira como essa situação foi dada, ambos não apresentavam comportamento agressivo.

Arjur Dheer – especialista em hienas-pintadas do Tanzânias’s Ngorongoro Crater, uma área de conservação ambiental – afirma que havia interesse mútuo dos animais, mas não descarta o medo que eles sentiam um do outro.

As hienas são os predadores mais bem-sucedidos da África, porém os hipopótamos são animais bastante perigosos, sendo responsáveis por muitas mortes de humanos todos os anos.

Acesse a notícia na íntegra.


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Tanzânia apreende carregamento de marfim equivalente a 117 elefantes mortos

Fotos do carregamento mostram uma fileira composta por 75 presas inteiras e cerca de 338 pedaços menores de marfim descobertos com os traficantes


 

Elefante do sexo masculino é visto na Reserva Singita Grumeti, na Tanzânia | Foto: REUTERS/Baz Ratner
Elefante do sexo masculino é visto na Reserva Singita Grumeti, na Tanzânia | Foto: REUTERS/Baz Ratner

A demanda por marfim de países asiáticos como China e Vietnã, onde o material é transformado em joias e ornamentos, impulsionou o aumento da caça em toda a África.

A população de elefantes na Tanzânia, famosa por suas reservas da vida selvagem, passou de 110 mil em 2009 para apenas 43 mil em 2014, segundo um censo de 2015, declínio que os grupos de conservação atribuem a caça. O governo diz que os números começaram a se recuperar.

Hamisi Kigwangalla, ministro de Recursos Naturais e Turismo, disse em sua conta do Twitter na quarta-feira (04) que o marfim foi recuperado depois que as autoridades prenderam o suspeito caçador Hassan Shaban Likwema, também conhecido pelo apelido de Hassan Nyoni.

“A prisão de Nyoni nos levou a um estágio em que podemos finalmente dizer que temos em custódia todos os caçadores de nossa lista de procurados, exceto alguns que deixaram o país”, disse Kigwangalla a Reuters.

“A remessa de Nyoni e de seus cúmplices vale 4 bilhões de xelins (1,74 milhão de dólares) e envolveu a morte de cerca de 117 elefantes desde 2015 e anos anteriores”, disse ele.

Nem Likwema nem seus cúmplices estavam acessíveis para comentar, segundo a Reuters.

As fotos que Kigwangalla postou em sua conta no Twitter mostraram o ministro inspecionando uma fileira composta por 75 presas inteiras e cerca de 338 pedaços menores de marfim.

O governo disse em julho que seus esforços contra a caça levaram a uma recuperação no número de elefantes, que subiram para mais de 60 mil atualmente.

Em fevereiro, um tribunal da Tanzânia condenou uma importante empresária chinesa apelidada de “Rainha do Marfim” a 15 anos de prisão por contrabandear as presas de mais de 350 elefantes para a Ásia, marcando uma grande vitória para o governo e para os animais.

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Construção de barragem hidrelétrica em reserva ameaça rinocerontes e elefantes

Vista aérea mostra o rio Rufiji durante o lançamento da construção do projeto Rufiji Hydro Power | Foto: REUTERS
Vista aérea mostra o rio Rufiji durante o lançamento da construção do projeto Rufiji Hydro Power | Foto: REUTERS

O presidente da Tanzânia inaugurou o enorme e polêmico projeto da construção de uma barragem hidrelétrica em uma reserva de vida selvagem no centro das advertências e esforços para proteger as populações de rinocerontes e elefantes.

Grupos conservacionistas se opuseram ao projeto da Stiegler’s Gorge, na Reserva de Selous Game Reserve, a maior área de vida selvagem do país, que, segundo a Unesco, tem uma das concentrações mais significativas de elefantes e rinocerontes negros do mundo.

O presidente John Magufuli chamou o projeto de “o início da liberação econômica”, dizendo que a reserva – que também é um paraíso para guepardos e girafas – tem sido considerada uma fonte de energia potencial por décadas.

Apenas uma em cada 10 famílias na nação do leste da África tem acesso à rede nacional e os preços da eletricidade são altos.

“A partir de hoje, isso indicará que a Tanzânia é um país independente e não um país pobre”, disse Magufuli.

O projeto, que deverá levar três anos para ser finalizado, e levará a derrubada de 2,6 milhões de árvores para inundar uma área de cerca de 1.200 km2, incluindo os habitats dos últimos rinocerontes negros do local.

A barragem teria 130 metros de altura e se estenderia 700 metros através do Canyon Stiegler no Rio Rufiji, em um Patrimônio Mundial da Unesco, uma das maiores áreas protegidas da África e relativamente não perturbada por humanos.

O presidente disse que espera que o projeto impulsione o desenvolvimento industrial na região.

“É hora de nos beneficiarmos de nossos recursos nacionais”, disse ele.

Os opositores do projeto dizem que a barragem também pode ameaçar a subsistência de dezenas de milhares de pessoas que moram nas proximidades do projeto e dependem do rio para agricultura e pesca.

No mês passado, a IUCN, juntamente com o Centro do Patrimônio Mundial da Unesco, pediu a suspensão imediata da atividade madeireira e outros preparativos do projeto, alertando sobre “danos irreversíveis” se ele fosse adiante.

Uma revisão independente encomendada pela IUCN destacou a “inadequação” da avaliação de impacto ambiental.

“A construção dessa barragem cortaria o coração da reserva de Selous, com impactos catastróficos na vida selvagem e habitats do local”, disse Peter Shadie, do Programa de Patrimônio Mundial da IUCN.

Após a inauguração, o Worldwide Fund for Nature (Fundo Mundial para a Natureza) disse que a reserva era de “importância extraordinária” e pediu ao governo da Tanzânia para considerar “alternativas energéticas menos nocivas”.

Mas no início deste mês, Magufuli minimizou os temores pelo meio ambiente, dizendo que, ao fornecer energia, a barragem impediria os moradores locais de derrubar árvores para combustível.

“Eu quero tranquilizar a todos sobre este projeto, que na verdade, visa promover o meio ambiente”, disse Magufuli, disse o Business Day.

“Além disso, é apenas uma pequena parte da reserva – apenas 3% da área total”.

O presidente disse que a represa não atenderia apenas às necessidades nacionais de eletricidade, mas também forneceria energia para exportação.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a economia da Tanzânia crescerá 4% este ano, em comparação aos 6,6% no ano passado.

A Elephant Protection Initiative (Iniciativa de Proteção ao Elefante) disse que o fato de um país líder em vida selvagem (lar de muitos animais selvagens) estar “preparado para contemplar o afogamento de ‘jóias da coroa natural’ em busca de megawatts deve servir como um alerta para todos na conservação”.

“Destruir o habitat pode apresentar a ilusão de ganhos econômicos de curto prazo, mas a longo prazo é contraproducente, não apenas para a vida selvagem, mas também para pessoas e economias.”

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Número de rinocerontes aumenta na Tanzânia após repressão à caça

Por Rafaela Damasceno

A Tanzânia foi descrita em 2015 como o “ponto zero” da crise da caça, com apenas 15 rinocerontes presentes em todo o seu território. Ao assumir o poder, o presidente John Magufuli adotou uma linha dura no combate do crime da caça, estimulando as autoridades a prender todos os envolvidos no tráfico de animais. Nos últimos quatro anos, a população de rinocerontes no país cresceu já em 1.000%.

Um rinoceronte andando ao lado de seu filhote
Foto: Wild for Life

Os elefantes, que costumam ser assassinados para alimentar o comércio do marfim, também se reproduziram consideravelmente. A população aumentou quase metade em cinco anos, fato que o governo da Tanzânia também atribuiu ao combate da caça.

Em 2015 havia apenas 15 rinocerontes em todo o país. Atualmente são 167. Entre 2009 e 2014, o número de elefantes despencou 60% (de 110.000 para 43.000), mas hoje há mais de 60.000, segundo as autoridades.

Desde que o combate teve início, diversas pessoas foram presas. Alguns meses após o presidente assumir o poder, quatro chineses foram condenados a 20 anos de prisão após serem detidos na fronteira da Tanzânia com o Mauí, contrabandeando chifres de rinoceronte. Em fevereiro deste ano, uma empresa chinesa (apelidada de “Rainha do Marfim”), recebeu a sentença de 15 anos de prisão na Tanzânia por contrabandear mais de 350 presas de elefantes para a Ásia.

As autoridades afirmam que o número de animais cresceu devido a uma força-tarefa especial, criada em 2016 apenas para combater a caça de animais selvagens. Mark Jones, diretor de política e caridade da vida selvagem da Born Free Foundation, discorda. “Devemos ver esses números com cautela até que haja uma verificação independente. Não é possível que isso tenha acontecido por meio de proteção e reprodução apenas”, afirmou, em entrevista ao Independent.

Mark diz que rinocerontes e elefantes se reproduzem muito devagar, portanto, acredita que eles foram importados para o país. Mesmo assim, enxerga o crescimento da população dos animais como algo positivo.

O comércio de marfim é um problema que muitas pessoas desconhecem com totalidade. Pesquisas apontam que até mesmo alguns compradores acreditavam que as presas e chifres, de onde o marfim vem, cresciam de volta nos animais.

O preço do marfim diminuiu quando a China, a principal compradora, tornou o comércio ilegal. Mas o negócio ainda é lucrativo no Japão, Hong Kong, União Europeia e outros lugares do mundo.

Apesar de tudo, o combate à caça e o reforço de segurança em áreas protegidas, que deveriam ser seguras para os animais, é a melhor solução para proteger as vidas selvagens antes que elas cheguem à extinção.


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Mulher é condenada a 15 anos de prisão por contrabando de 2 toneladas de marfim

Foto: WAN

De acordo com Reuter s, Yang Fenglan, que viveu na Tanzânia e fora por décadas “foi considerada culpada por trabalhar com dois homens no contrabando de mais de 800 peças de marfim entre 2000 e 2004”.

“Parabéns à Tanzânia por se posicionar contra o tráfico de animais selvagens e por prosseguir com a acusação de uma caçadora de marfim de alto nível da Ásia”, disse Damien Mander, fundador da International Anti-Poaching Foundation. As informações são da World Animal News.

“Muitas vezes, essas pessoas podem entrar em um avião e voar para casa intocadas. Esta sentença de 15 anos é uma das mensagens mais fortes até agora de que a vida selvagem da África está fora dos limites”.

Yang Fenglan e os homens com quem ela conspirou, Salivius Matembo e Manase Philemon, teriam sido condenados por “liderar uma gangue de crime organizado”.

Em uma coletiva de imprensa na última terça-feira (19), quando questionada sobre as notícias da Reuters, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang, confirmou que a China apoia a decisão do tribunal da Tanzânia.

“O governo chinês tem ‘tolerância zero’ para com o comércio ilegal de animais em extinção e seus produtos”, Shaung respondeu ainda explicando que “desde 2015, a China lançou medidas para proibir a importação e exportação de esculturas de marfim, troféus de caça e processamento interno e venda de marfim para fins comerciais”.

“Apoiamos os departamentos relevantes da Tanzânia na investigação deste caso de acordo com a lei”, continuou Shuang. “A China está pronta para trabalhar com a Tanzânia e outros membros da comunidade internacional para proteger espécies ameaçadas e reprimir o comércio ilegal”.

O governo chinês solicita a seus cidadãos estrangeiros que respeitem as leis e regulamentos locais e nunca protejam aqueles que violaram as leis.

“Eu gostaria de lembrar os cidadãos chineses viajando na África para ter em mente as leis relevantes e não para comprar ou transportar com eles quaisquer produtos feitos de animais selvagens ameaçados, como marfins e chifres de rinoceronte”, disse Shuang.

Proibição na China

A ANDA noticiou no fim do ano passado que a exploração de rinocerontes e tigres continuaria sendo ilegal na China, após o governo chinês acabar com a revogação da lei que proíbe a exploração, comércio, transporte e exibição desses animais. Esta lei existe há vinte e cinco anos.

A lei foi revogada em outubro de 2018, abrindo uma exceção que permitia o uso de partes de rinocerontes e tigres para fins medicinais. A decisão causou revolta a grupos de ativistas, como a fundação WWF e a Humane Society International.

De acordo com Huang Caiyi, porta-voz do Departamento Nacional de Gestão Ambiental, a repressão ao comércio ilegal de rinocerontes e tigres, assim como suas partes, ocorre em todo o país desde 13 de novembro e permaneceria até dia 31 de dezembro.

 

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Os leitos de chimpanzés têm menos bactérias que camas humanas (Foto: Brandon Wade/AP/HSUS)
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Chimpanzés dormem em leitos mais limpos que camas de humanos, mostra estudo

Um novo estudo realizado pela Universidade do Estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, mostrou que os leitos onde dormem os chimpanzés são mais limpos do que camas de humanos. Isso acontece porque, ao contrário de nós, os animais trocam suas “folhas” todas as noites.

Sendo assim, as ‘camas’ dos chimpanzés, que ficam nos complexos de árvores, são compostas de ramos e folhas que contêm menos bactérias do que a maioria das camas de famílias humanas.

Os leitos de chimpanzés têm menos bactérias que camas humanas (Foto: Brandon Wade/AP/HSUS)
Os leitos de chimpanzés têm menos bactérias que camas humanas (Foto: Brandon Wade/AP/HSUS)

Em comparação com os leitos humanos, os locais onde chimpanzés deitam-se para dormir tinham uma variedade muito maior de insetos, enquanto os locais onde deitam-se humanos estão cheios de bactérias fecais, orais ou de pele.

Megan Thoemmes foi líder da pesquisa na Tanzânia, e contou em sua publicação: “Sabemos que os lares humanos são efetivamente seus próprios ecossistemas, e cerca de 35% das bactérias que contêm em camas de seres humanos provêm dos nossos próprios corpos. Queríamos saber como isso se comparava a alguns dos nossos parentes evolucionários mais próximos, os chimpanzés, que fazem suas próprias camas diariamente”.

“Não encontramos quase nenhum desses micróbios nos ninhos de chimpanzés, o que foi um pouco surpreendente”, ressaltou a pesquisadora. Os cientistas ficaram igualmente surpresos quando tentaram aspirar artrópodes parasitas – pulgas e piolhos – dos ninhos de chimpanzés.

Os chimpanzés são primatas que mudam os locais onde dormem todas as noites, evitando o acúmulo de bactérias do corpo, que podem atrair doenças (Foto: Brandon Wade/AP/HSUS)
Os chimpanzés são primatas que mudam os locais onde dormem todas as noites, evitando o acúmulo de bactérias do corpo, que podem atrair doenças (Foto: Brandon Wade/AP/HSUS)

As camas feitas por grandes primatas, sejam eles chimpanzés, gorilas, bonobos ou orangotangos, são normalmente usadas para uma única noite e depois abandonadas, e isso acontece pois diminui a capacidade de doenças e pragas se acumularem em um local de descanso. Além disso, reduz os odores microbianos associados ao animal que podem atrair predadores.

Publicado na revista Royal Society Open Science, o estudo é o primeiro a comparar a composição dos locais onde dormem primatas não humanos à camas de seres humanos. “Este trabalho realmente destaca o papel que as estruturas feitas pelo homem desempenham na formação dos ecossistemas de nosso ambiente imediato. De certa forma, nossas tentativas de criar um ambiente limpo para nós mesmos podem, na verdade, tornar nosso ambiente menos ideal”, comentou a líder do estudo.

 

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A luta para salvar a vida dos elefantes está ganhando forças na África

Especialistas estão monitorando elefantes ameaçados de extinção em uma reserva florestal na Tanzânia, onde acontece a pior e cruel caça de animais do mundo.

Um operação realizada na África foi parte de um esforço de um ano para rastrear 60 elefantes dentro e nos arredores da Selous Game Reserve, na Tanzânia, amplamente reconhecida como o ponto principal das caças que dizimaram os elefantes africanos nos últimos anos. A agência de notícias, Associated Press, viajou para a área para registrar como a batalha para salvar os elefantes do continente está ganhando algum ímpeto, com mortes em declínio e alguns rebanhos mostrando sinais de recuperação.

Os mercados marfim estão diminuindo em todo o mundo, mas é muito cedo para declarar uma reviravolta. Os caçadores estão se mudando para novas áreas e os traficantes estão se adaptando, auxiliados pela corrupção arraigada. A taxa anual de mortes de elefantes ainda excede a taxa de natalidade. E a invasão de humanos nos habitats está reduzindo o alcance dos animais.

“A tendência da caça está diminuindo, mas ainda temos um longo caminho a percorrer antes que possamos nos sentir confortáveis ​​com o futuro dos elefantes”, disse Chris Thouless, do Save the Elephants, um grupo defensor dos direitos animais sediado no Quênia.

Ameaçados de extinção, os elefantes estão sendo monitorados na Tanzânia.
Elefantes estão sendo monitorados na Tanzânia. (Foto: pinterest.fr)

Em um movimento para reprimir caçadores e traficante de animais, nos Estados Unidos a proibição do marfim entrou em vigor em 2016  e o Reino Unido anunciou este mês a proibição das vendas de marfim. Se a caça for controlada na Tanzânia, há esperança de que a matança de elefantes possa ser evitada em outras partes do continente africano.

A população de elefantes da África despencou de cerca de 1.900 para pelo menos 415 mil atualmente. Inteligentes e emocionais, com comportamento social altamente desenvolvido, os elefantes foram caçados durante séculos. A proibição do comércio de marfim através das fronteiras internacionais entrou em vigor em 1990, porém muitos países continuaram a permitir a compra e venda de marfim no mercado interno.

Somente na Tanzânia, a população de elefantes diminuiu em 60%, para 43 mil entre 2009 e 2014, segundo o governo. Uma contagem na área de Selous-Mikumi, no ano anterior, acrescentou 23 carcaças de elefantes caçados, apenas 20% do número encontrado quatro anos antes. E a caça de elefantes africanos diminuiu para níveis anteriores a 2008 depois de atingir um pico em 2011, de acordo com a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES).

Na região de Selous, na Tanzânia, mais elefantes recém-nascidos são visíveis e eles estão se movendo mais amplamente fora de áreas protegidas oficialmente, segundo Edward Kohi, principal pesquisador do Instituto de Pesquisa de Vida Silvestre e líder do programa ‘GPS collaring’. As coleiras são projetadas para permitir que os guardas florestais rastreiem o movimento dos elefantes e, em seguida, mobilizá-los para protegê-los, caso sigam para locais de caça. Ao receber dados transmitidos por satélite em telefones celulares, os guardas-florestais também podem interceptar elefantes que chegam a áreas urbanas ou a campos de cultivo.

Ações para reprimir os criminosos também ocorreram. O presidente da Tanzânia, John Magufuli, que tomou posse em 2015, assumiu uma linha dura contra a crueldade animal e as autoridades prenderam suspeitos importantes ligados a caçadores.

No entanto, quando ganhos são feitos em uma área, como a Tanzânia, os assassinatos se intensificam em outro lugar, como a reserva do Niassa em Moçambique.

Algumas gangues de caça no Niassa são tanzanianas e há muito movimento na fronteira que inclui outros negócios ilícitos, incluindo madeira e minerais, disse James Bampton, diretor de Moçambique da Wildlife Conservation Society, sediada em Nova York. O grupo co-administra o Niassa com o governo.

Existem provavelmente menos de 2 mil elefantes em Niassa, segundo Bampton. Isso é uma pequena fração do número estimado há uma década no principal refúgio de elefantes de Moçambique. Os sequestros periódicos de marfim e chifre de rinoceronte confiscados em Moçambique também levantam preocupações sobre o acordo oficial com os traficantes.

O tráfico de animais é a grande causa da ameaça de extinção dos elefantes.
O tráfico de marfim é a grande causa das mortes de elefantes. (Foto: pixabay)

Além disso, outro fato preocupante é a evidência do aumento do processamento de presas de marfim em joias e acessórios na África, ao invés do antigo método de enviar marfim bruto para fora do continente. Isso permite que os traficantes transportem marfim em quantidades menores que são difíceis de serem detectadas e evitam o aumento das operações de esculpir em marfim na Ásia.

Apenas dois dos cinco elefantes monitorados foram colocados ao longo de três dias no parque Mikumi. Os conservacionistas abstiveram-se de disparar matriarcas de elefantes, preferindo fêmeas mais jovens que sempre seguirão o grupo. Os elefantes exibiram seus laços sociais em um momento, recuando para um círculo defensivo depois de ouvir o estampido da arma de dardos. Quando uma fêmea foi atingida, os outros pareciam tentar amparar sua companheira antes de fugir.

Os traficantes suspeitos são uma ameaça além dos elefantes. Em agosto de 2017, o conservacionista Wayne Lotter, que auxiliou as autoridades da Tanzânia a desmantelar algumas operações de contrabando de marfim, foi assassinado em Dar es Salaam. Oito pessoas foram presas pelo assassinato, incluindo dois funcionários de banco e vários empresários.

A região de Selous-Mikumi, na Tanzânia, é conhecida como um dos maiores campos de extermínio para elefantes africanos, mas o vasto deserto de cerca de 60 mil quilômetros quadrados ainda oferece esperança para o maior animal terrestre do mundo.

“Em 50 a 100 anos, quando a população humana estiver subindo rapidamente, essa será uma das áreas importantes para a conservação dos elefantes”, finalizou Kohi.

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Tribunal acusa oito pessoas pelo assassinato de ativista na Tanzânia

Os oito indivíduos foram acusados de assassinato e conspiração para matar, registram os documentos judiciais vistos pela AFP.

Wayne Lotter com a primatóloga Jane Goodall (centro) e a co-fundadora da PAMS, Krissie Clark. (Foto: Krissie Clark, PAMS)

Lotter, um ativista sul-africano de 51 anos, foi um dos criadores da PAMS Foundation, que luta contra a caça de elefantes e o tráfico de marfim na Tanzânia. Ele foi morto por homens armados desconhecidos no dia 16 de Agosto enquanto estava em um táxi.

“Parabenizamos a Força de Polícia da Tanzânia pela prisão e acusações desses indivíduos”, declarou a PAMS em um comunicado.

“Wayne foi um conservacionista visionário que trabalhou com determinação infatigável para salvar os animais selvagens da Tanzânia e estamos aliviados de que alguns dos autores responsáveis por sua morte prematura tenham sido detidos e sejam levados à justiça”, acrescentou.

De acordo com o World Animal News, o PAMS conquistou grandes vitórias contra o comércio de animais silvestres, trabalhando com a Unidade de Investigação de Crimes Graves e Transnacionais da Tanzânia (NTSCIU) na prisão de cerca de 900 caçadores e vendedores de marfim.

Os criminosos incluem a chinesa Yang Fenlan, conhecida como “Rainha do marfim”, que atualmente está sendo julgada na Tanzânia por tráfico de 706 presas de elefantes entre 2000 e 2014. A Tanzânia é um dos países africanos mais atingidos pela caça de elefantes e perdeu mais de 66 mil elefantes em 10 anos. Porém, os esforços de proibição contribuíram com a diminuição da caça nos últimos anos.

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Imagens incríveis

O Rei Leão

Por Ana Zinger*

Um belo macho observa as planícies do Serengeti, Tanzânia. Só existem 3 mil leões machos selvagens hoje na África. A população desses majestosos felinos teve um declínio de 90% nos últimos 75 anos.

* A fotógrafa carioca Ana Zinger começou muito cedo fotografando cenários brasileiros, quando há mais de dez anos descobriu a beleza que envolvia as paisagens selvagens da África. A partir daí, resolveu adotar as reservas e os parques nacionais africanos como sua segunda casa e seu estúdio fotográfico particular. Nestes últimos anos, viajou por mais de uma dezena de países e elegeu os parques nacionais de Mana Pools, no Zimbábue, do Serengeti, na Tanzânia, de Luangwa Sul, na Zâmbia, e de Amboseli, no Quênia, seus lugares preferidos para desenvolver seus trabalhos fotográficos. Além das imagens de animais selvagens em raros flagrantes, seu principal interesse, Zinger registra com grande sensibilidade as pessoas das diferentes etnias africanas. Deste modo, Zinger que é tataraneta do fotógrafo suíço Georges Leuzinger, um dos primeiros a registrar as paisagens do Rio de Janeiro, no século XIX, mantém a tradição familiar de bons fotógrafos e de serem pioneiros em capturar imagens inusitadas. As fotos de Zinger foram publicadas nas revistas e no livro África Geographic. Vive no Rio de Janeiro.

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Notícias

Presidente da Tanzânia diz a forças de seguranças que persigam caçadores de vida selvagem

Reprodução/Uol
Reprodução/Uol

O presidente da Tanzânia ordenou que forças de segurança persigam criminosos que financiam redes organizadas por trás da caça de elefantes, dizendo que ninguém era “intocável”.

A nação no leste da África é casa do famoso Serengueti, que abriga rica vida selvagem e a maior montanha da África, Kilimanjaro. O país depende da receita do turismo e dos safáris, mas tem sido prejudicado por caçadores buscando marfim para vender principalmente na Ásia.

Desde que chegou ao poder, em 2015, o presidente John Magufuli prometeu extirpar a corrupção e a má administração.

“Prendam todos os envolvidos no comércio ilícito, ninguém deve ser poupado, independentemente da sua posição, idade, religião … ou popularidade”, disse Magufuli, em um comunicado. “Vão atrás de todos … para que possamos proteger nossos elefantes do massacre.”

Magufuli emitiu a diretiva depois de visitar o ministério de Turismo e Recursos Naturais da Tanzânia na capital comercial Dar es Salaam, onde ele viu 50 presas apreendidas de caçadores.
Fonte: Uol
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