Notícias

Tamanduás são encontrados carbonizados por conta de queimada

A ilha do Bananal, na qual os tamanduás foram encontrados mortos, é uma das localidades mais afetadas pelas queimadas no Tocantins


Uma queimada tirou a vida de dois tamanduás-bandeira na ilha do Bananal, no Tocantins. Encurralados em meio ao fogo, eles morreram carbonizados.

Foto: Ibama/Divulgação

No local, jacarés também sofrem. A estiagem prolongada faz com que eles tentem sobreviver contando apenas com um lago quase seco.

Esses animais, porém, não são os únicos afetados. Na zona rural de Palmas, uma jiboia foi queimada viva em um incêndio que atingiu uma chácara em Taquaraçu Grande. Os animais sobreviventes são levados para o Centro de Fauna, em Palmas. As informações são do G1.

A ilha do Bananal é uma das localidades mais afetadas pelas queimadas no Tocantins. No estado, 11,5 mil focos de incêndio foram registrados desde o início do ano, sendo 4,5 mil apenas em setembro.

Para combater as chamas, reforços de outros estados e também de fora do Brasil são recebidos pelo governo do Tocantins. Um helicóptero da Marinha, outro da Secretaria de Segurança Pública e três aviões enviados pelo Chile jogam água nas regiões atingidas pelos incêndios florestais. Além disso, 650 profissionais de diversas instituições, que integram a operação Verde Brasil, do Governo Federal, cooperam com os militares para por fim às queimadas.

Foto: Ibama/Divulgação

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

PM resgata dois tamanduás-mirins em cidades do interior do Tocantins

A Polícia Militar Ambiental resgatou dois tamanduás-mirins no último domingo (11) nas cidades de Gurupi e Tocantínia, no interior do estado do Tocantins.

Foto: Divulgação/PM Ambiental

O primeiro resgate foi feito no setor Pedroso, em Gurupi, após uma denúncia. Um morador apontou que o animal estava no local e acionou a PM Ambiental. O tamanduá foi devolvido a natureza por não ter nenhum ferimento. As informações são do portal G1.

O outro tamanduá era um filhote e foi visto por um morador, ao lado da casa dele, no assentamento Água Fria, em Tocantínia. Resgatado, ele foi levado para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em Palmas, e foi devolvido à natureza após passar por atendimento veterinário.

O segundo animal era um filhote e estava sozinho. Ele foi visto por um morador, do lado da casa dele, no assentamento Água Fria, em Tocantínia. Ele foi capturado pela PM Ambiental e levado para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) em Palmas, para passar por atendimento e depois ser devolvido à natureza.

​Read More
Notícias

Estudo investiga se superstição motiva matança de tamanduás em MS

Uma pesquisa inédita desenvolvida em Mato Grosso do Sul investiga até que ponto a superstição da população interfere na matança desenfreada de tamanduás-bandeira no estado. Parece mentira mas, em pleno 2018, muitas culturas preservam o hábito de agredir esses animais por acreditar que eles “atraem” azar.

Tamanduá-bandeira com filho nas costas, registrado na região do Pantanal. (Foto: Mariana Catapani)

A exemplo de animais como o gato preto e sua relação com má sorte, em países como o Brasil, Bolívia, Colômbia e Costa Rica é muito forte a crença de que o tamanduá-bandeira é portador de mau-agrouro.

“As crenças folcóricas levam a uma visão negativa da espécie”, explica a bióloga Mariana Catapani, à frente do projeto de doutorado “Da superstição à perseguição: os motivadores dos conflitos humano-fauna motivados por crenças de mau-agouro” pela USP (Universidade de São Paulo).

O trabalho foi motivado pelo alto número de relatos de moradores de áreas rurais sobre a ligação do animal como símbolo de azar, bruxarias.

“São quase 10 anos conversando com trabalhadores rurais. Há superstição de que se encontrar um tamanduá antes da pescaria, não terá peixe algum, ou que se o animal aparecer no meio do caminho, é melhor voltar para casa”, explica.

A bióloga pretende realizar 300 entrevistas, Já foram ouvidos cerca de 70 trabalhadores rurais no Cerrado e Pantanal e mais de 80 caminhoneiros no estado.

“Acreditamos que muitos atropelamentos de tamanduás sejam intencionais, motivados pela crença de que se o animal atravessar na frente do carro, o condutor terá azar”, conta.

Vale ressaltar que o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), consta na categoria “vulnerável” da Lista Nacional das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção. As maiores causas do declínio das populações de tamanduás-bandeira são a perda e fragmentação de habitat, as queimadas e a caça.

“Como a espécie já é ameaçada de extinção, com baixo crescimento populacional, os atropelamentos propositais e perseguição humana contribuem para a retirada de mais indivíduos da natureza”, concluiu.

Em Mato Grosso do Sul, o animal está entre as espécies com maior incidência de atropelamentos nas rodovias. Entre 2013 e 2014, o tamanduá-bandeira foi a terceira espécie mais atropelada, depois do cachorro-do-mato e do tatu-peba, com 135 carcaças encontradas.

“O estudo investiga os fatores psicológicos e socioculturais associados à assimilação dessas crenças e como isso se desenvolve ao ponto de matar um animal. A compreensão desses fatores pode auxiliar em intervenções para a conservação dessas espécies”, acredita.

Fonte: Campo Grande News

 

​Read More
Notícias

Tamanduás são devolvidos à natureza após resgate

Guarda Metropolitana Ambiental/Divulgação

Dois tamanduás da espécie mirim foram resgatados na área urbana da cidade de Palmas, em Tocantins.

Um dos animais estava próximo à quadra 104 Norte, onde corria risco de atropelamento e o segundo mamífero foi encontrado perto do Parque Cesamar, onde sofria de desorientação devido às fortes luzes de veículos que trafegavam no local.

Eles foram resgatados e após ficar constado que eles estavam saudáveis e sem ferimentos foram soltos na zona rural da cidade.

​Read More
Notícias

Indústrias de carvão ameaçam último habitat restante de pangolins

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/OneGreenPlanet
Reprodução/OneGreenPlanet

Os pangolins são mamíferos bastante próximos de tamanduás. Estas criaturas noturnas passam suas noites comendo formigas e térmitas e geralmente só dão à luz um filhote de cada vez. Seus descendentes são muito dependentes da mãe e podem ser vistos passeando em sua cauda quando ficam cansados.

No entanto, os pangolins indianos altamente ameaçados correm o risco de serem extintos definitivamente. Seu principal habitat em Bangladesh, também a maior floresta de manguezal do mundo, está sendo destruída por empresas que querem construir indústrias de carvão, relata o One Green Planet.

A área, conhecida como Sundarbans, foi reconhecida pelas Nações Unidas como um Local do Patrimônio Mundial da UNESCO: um lugar especial com valor universal e que deve estar sob proteção.

Porém, há planos em andamento para construir duas centrais a carvão em grande escala. As chaminés das centrais iriam depositar mercúrio, gases ácidos e outras emissões tóxicas nesta área, prejudicando as comunidades que ficam ao redor, florestas de mangue e espécies animais.

Além disso, o principal rio que atravessa os Sundarbans seria dragado para abrir caminho para barcaças poluentes de carvão.

A UNESCO tem o poder de adicionar as Sundarbans à lista de Património Mundial em Perigo, e proteger a floresta e suas criaturas do desenvolvimento destrutivo. Ela também pode pressionar Bangladesh para cancelar as centrais propostas e se comprometer com o desenvolvimento sustentável em torno das Sundarbans.

Porém, a organização manteve-se em silêncio enquanto avançam os planos que ameaçam a floresta, animais como os pangolins, e os seres humanos que dependem desse ecossistema.

Agora, uma aliança de grupos internacionais, incluindo a Rainforest Action Network, pressiona a UNESCO a tomar uma posição contra esta intrusão nas Sundarbans.

Nas próprias palavras da UNESCO, esses locais “pertencem a todos os povos do mundo, independentemente do território em que eles estão localizados.”

Pelo bem do nosso patrimônio, a UNESCO deve proteger esta área preciosa em vez de permitir a construção de duas centrais a carvão altamente destrutivas.

​Read More
Notícias

Tamanduás são encontrados em áreas urbanas no noroeste paulista

Tamanduá capturado em Tanabi nesta segunda-feira (Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)
Tamanduá capturado em Tanabi nesta segunda-feira (Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)

Dois tamanduás foram encontrados em áreas urbanas nesta segunda-feira (18) em cidades da região noroeste paulista. Em um dos casos, um tamanduá adulto apareceu na porta de uma fábrica na avenida da Saudade, em Araçatuba (SP), na madrugada desta segunda-feira.

Segundo informações da Polícia Ambiental, o animal foi encontrado pelos funcionários da fábrica que acionaram o Corpo de Bombeiros para fazer a captura do tamanduá. Ele foi resgatado e solto em uma mata afastada da cidade.

Outro caso

Os bombeiros também fizeram o resgate de um tamanduá-bandeira, na manhã desta segunda-feira, em Tanabi (SP). De acordo com o Corpo de Bombeiros, o animal estava no campo de futebol de um clube da cidade e surpreendeu os trabalhadores no campo. Segundo os bombeiros, ele foi capturado e como não estava ferido, foi solto em uma mata da região.

De acordo com a Polícia Ambiental, normalmente os tamanduás vão para a cidade em busca de comida, já que os agrotóxicos usados nas plantações matam as formigas e os outros insetos que fazem parte da alimentação da espécie.

Fonte: G1

​Read More
Notícias

Polícia Militar Ambiental resgata três tamanduás em Brasília (DF)

Tamandua
Divulgação

Policiais militares do Distrito Federal resgataram três tamanduás em áreas urbanas de Brasília nos últimos três dias. Os animais, de porte médio, estavam em regiões próximas a rodovias de grande movimento, mas que são margeadas por áreas de mata nativa. Os três tamanduás passam bem.

O primeiro tamanduá foi encontrado na última terça (5), próximo a um posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-060, que liga Brasília às cidades goianas de Anápolis e Goiânia. Segundo a Polícia Militar Ambiental, o animal era um tamanduá-mirim ou tamanduá-colete – nome que faz referência à pelagem mais escura no corpo. Outro tamanduá da mesma espécie foi encontrado no setor Incra 8, em Brazlândia, nesta quarta (6).

Nesta quinta (7), a corporação capturou um tamanduá-bandeira, espécie ameaçada de extinção. Ele foi encontrado perto de uma churrasqueira, em um clube no Setor de Clubes Sul. Segundo a PM, o animal tinha boa saúde.

Fonte: G1

​Read More
Notícias

Família recebe visitas de tamanduás em casa

1Ver animais próximo a lagos, lagoa, e mata é comum em Aquidauana (MS) – distante 125 km da Capital -. Mas daí ver na porta da sua casa um animal que não é doméstico, pode ser um tanto quanto engraçado e ao mesmo tempo preocupante.

Imagine você acordar com seu cachorro latindo sem parar, insistentemente. Isso aconteceu com um casal aquidauanense, logo às 6h. O casal foi acordado e o homem ao abrir a porta para averiguar o motivo do latido de seu cachorro, deparou-se com um Tamanduá Bandeira.

O animal circulou tranquilamente pelo jardim e varanda da frente e depois foi retirado pelo dono da residência com ajuda de um conhecido. “Assim que me deparei com o tamanduá liguei para a ambiental, mas eles disseram que não tinha como vir, pelo fato de estarem com apenas uma viatura, e que a mesma estava no trecho”, explicou o proprietário da residência.

A proprietária da casa disse ainda que alguns meses antes receberam visita também do tamanduá mirim. Em vídeo registrado pela família percebemos que o animal sentiu-se bem à vontade e comeu os cupins da árvore.

Inusitado e engraçado, porque os amigos já começaram a imaginar onça e jacaré circulando pela casa, porém preocupante pelo fato de saber que esses animais estão com seu habitat natural ameaçado.

Fonte: Correio do Estado.

​Read More
Notícias

Após mais de 24h dentro de piscina, tamanduás são devolvidos à natureza

(Foto: Vídeo G1)
(Foto: Vídeo G1)

A mãe e o filhote de tamanduá-mirim que ficaram aproximadamente 27 horas dentro de uma piscina vazia, aparentemente debilitados, em um sítio de São João da Barra, no Norte Fluminense, foram devolvidos à natureza na tarde desta terça-feira (24) após o resgate feito por equipes do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Animais (Nepas) e do Instituto Nacional do Ambiente (Inea). Ele passaram por avaliação de especialistas e foram liberados em uma área de preservação ambiental.

Os tamanduás foram encontrados por um dos caseiros do sítio na tarde de segunda-feira (23). O filhote permaneceu agarrado à mãe durante todo o tempo. O funcionário da propriedade disse que o aparecimento de espécies silvestres tem se tornando comum na propriedade após o início das obras do Porto do Açu. Segundo a médica veterinária e professora da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) Helena Hokamura, a urbanização tem interferência direta no surgimento destes animais em residências.

Veja o vídeo clicando aqui.

“A área dos animais é invadida e eles vão sofrendo compressão. Com isso, aumentam os casos de animais mortos por atropelamento em estradas, e também o surgimento em casas. Outra consequência é a diminuição da procriação. O tamanduá-mirim não está em extinção, mas assim como outros animais pode ocorrer a diminuição da espécie nesta região”, comentou a médica.

Manuseio de animais silvestres deve ser feito por especialistas

Em casos como o do tamanduá-mirim, a orientação é buscar ajuda de órgãos e profissionais especializados. Segundo Henrique Nogueira, médico veterinário e colaborador do Nepas, o ideal é evitar o contato com o bicho e chamar ajuda. “Quanto mais perto as pessoas chegam do animal, pior pode ser para ele. É preciso procurar ajuda o mais rápido possível”, afirma. Em Campos é possível acionar a Guarda Ambiental através do 153. Em regiões próximas de São João da Barra, o atendimento pode ser feito pelo Parque Estadual da Lagoa do Açu no telefone (22) 2747-5316.

Fonte: G1

​Read More
Notícias

Tamanduás são os que mais morrem nas estradas de Mato Grosso do Sul

Foto: Dalmo Curcio
Foto: Dalmo Curcio

Em função do grande numero de grãos que caem nas estradas por conta das carretas que transportam produtos agrícolas, tamanduás são os que mais morrem nas estradas do Mato Grosso do Sul. Na cadeia alimentar este fato atrai inúmeros animais as margens das rodovias, como as formigas. E, atrás delas, vêm os tamanduás.

Nesta imagem fotográfica, solto no campo, um belo exemplar, considerado um dos mais ameaçados pelas rodovias do estado. Muitas outras espécies também correm risco de atropelamento, como a anta, as raposas, capivaras e o jacaré, na região do pantanal.

Fonte: Cassilândia Jornal

​Read More
Home [Destaque N2], Notícias

Cresce o comércio espécies em extinção, nas Filipinas

Por Teresa Cerojano (Huffington Post)
Tradução por Patrícia Tai (da Redação)

Foto: Reprodução/AWF

Na semana passada, autoridades das Filipinas apreenderam grandes cargas de carne de tamanduá e carapaças de tartaruga, o que mostra que o comércio de animais em extinção está crescendo.

Vinte e seis quilos de carne de tamanduá filipino, prestes a serem contrabandeados para Manila como carne de bode, foram confiscados na quarta-feira passada no aeroporto da cidade de Puerto Princesa que fica no sudoeste da província de Palawan, segundo Alex Marcaida, um funcionário da área de meio ambiente.

Na segunda-feira, noventa e cinco quilos de carne de tamanduá e noventa quilos de carapaças de tartarugas foram apreendidos no mesmo aeroporto, disse ele. A expedição tinha um valor de mercado de quase um milhão de pesos.

Para os chineses, o tamanduá é tratado como uma iguaria. Suas escamas são usadas na medicina tradicional chinesa.

A carapaça da tartaruga é formada de placas que cobrem o casco e que são cruelmente usadas para decorar instrumentos musicais e outros produtos.

Marcaida disse que é possível que os comerciantes estejam voltando a sua atenção cada vez mais para Palawan, que abriga uma fauna exótica, para obter a carne de tamanduá, uma vez que essa espécie animal foi desaparecendo em outras partes do Sudeste Asiático devido à caça e ao desmatamento.

A União Internacional de Conservação da Natureza (IUCN) confirma que a demanda crescente por tamanduás, em sua maioria da China continental, mais a falta de uma legislação rigorosa, estão acabando com esses animais em seu habitat florestal no Sudeste Asiático.

Os animais estão protegidos pelas leis em muitos países asiáticos, e uma proibição internacional sobre o seu comércio está em vigor desde 2002. Mas essas medidas têm tido pouco impacto sobre o comércio ilícito, disse a IUCN.

O IUCN lista os tamanduás filipinos, típicos de Palawan, como a espécie mais ameaçada.

Marcaida, que faz parte de um Conselho para o Desenvolvimento Sustentável do governo de Palawan, disse que o acompanhamento rigoroso do comércio de tamanduá levou os comerciantes a tentarem contrabandeá-lo como carne e escamas. Um quilo de escamas de tamanduá é vendido por 5.000 pesos (equivalente a 114 dólares). Há suspeitas de envolvimento de comerciantes nos embarques apreendidos, mas nenhuma prisão foi feita e a investigação está em curso.

​Read More
Notícias

O perigo das estradas para a vida selvagem

Na semana passada, indo pro Zizo eu e o Guilherme, encontramos essa coruja-orelhuda (Asio clamator) atropelada na beira da estrada, já chegando em São Miguel Arcanjo. Infelizmente esse é um problema comum no mundo inteiro. Diariamente milhares de aves e outros animais morrem atropelados. Em alguns lugares esse problema parece ser mais crítico. Viajar de carro pelo MS por exemplo é uma coisa pavorosa… Encontra-se muitos animais atropelados, como tamanduás, cachorros-do-mato, seriemas, tatus, cobras, etc. Nessa época do ano isso é mais triste ainda porque muitos animais, em especial as aves, estão com filhotes. Ou seja, se um morre é provável que a ninhada inteira morra também.

Corujas são especialmente suscetíveis a atropelamentos porque elas vêm caçar nas estradas. Acredito que um dos grandes motivos é que os caminhões que transportam grãos, como milho, comum na região de São Miguel, deixam cair grande quantidade de grãos nas estradas. De dia é possível ver pombas se alimentando no meio da estrada, e a noite com certeza é a vez dos roedores, que por sua vez atraem as corujas.

A solução não é fácil. No caso dos mamíferos, o melhor é cercar a estrada com uma tela nos pontos críticos e criar túneis para passagem de vida silvestre. Isso é feito em países mais desenvolvidos com muito sucesso. Já no caso das aves o problema é mais difícil de solucionar. Umas das coisas que pode ser bastante efetiva é cobrar que os caminhões que transportam grãos selem bem a carga para evitar que os grãos caiam na pista. Isso poderia ser motivo para multa inclusive. Se não tiver grão na estrada não vai ter roedor, sem roedor as corujas vão caçar em outros locais. Outra ação poderia ser impor limites menores de velocidade nos pontos críticos.

Como a coruja havia sido morta algumas horas antes e estava sem nenhum dano externo aparente, a pegamos para levar pra UNICAMP. Pelo menos ela terá alguma função educativa/científica.

Fonte: Octavio Campos Salles

​Read More