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Dia do Tamanduá faz alerta sobre a necessidade de preservar espécies

Vítimas da caça, do desmatamento e de atropelamentos, os tamanduás precisam da proteção da sociedade para que possam sobreviver


Hoje, 29 de novembro, comemora-se o Dia do Tamanduá. A data tem como objetivo incentivar a preservação das três espécies do animal: o tamanduá-bandeira, o tamanduá-mirim e o tamanduaí.

Tamanduá-bandeira (Foto: Carlos Alberto Coutinho/TG)

O tamanduá-bandeira é característico de campos naturais e do cerrado. Ele pode pesar até 40 kg. Peso bem diferente do tamanduá-mirim, que tem no máximo 7 kg e está presente em todos os biomas brasileiros. Já o tamanduaí pode ser encontrado do sul do México ao Brasil central. O animal pesa cerca de 400 gramas.

Esses animais são vítimas da caça, do desmatamento e dos atropelamentos registrados em rodovias. Esses fatores prejudicam especialmente o tamanduá-bandeira, que é o mais ameaçado entre as três espécies. Cerca de 30% de sua população foi extinta nos últimos 10 anos. Além disso, a espécie tem uma reprodução lenta, com nascimento de apenas um filhote por ano, por conta de seus hábitos solitários.

Tamanduá-mirim (Foto: Rudimar Narciso Cipriani)

Diante deste cenário, o Dia do Tamanduá foi criado para conscientizar a população sobre a necessidade de proteger as espécies, facilitando a sobrevivência desses animais.

Para ajudar a preservar os tamanduás, a sociedade pode auxiliar as autoridades com denúncias sobre casos de caça, dirigir com cautela para evitar atropelamentos e adotar hábitos sustentáveis para não colaborar com empresas que promovem o desmatamento, dentre elas as fabricantes de carne, que desmatam grandes áreas para criar pasto para os animais e plantar grãos para alimentá-los.

Tamanduaí (Foto: Karina Theodoro Molina)

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Animais silvestres em Manaus (AM) sofrem com expansão urbana e desinformação da população

Espécies que são retirados de seu habitat natural acabam sendo prejudicados porque são confinados em cativeiro

O veterinário Laérzio Chiezorin solta na natureza o tamanduaí, menor espécie de tamanduá do mundo. Foto: Márcio James/Divulgação Semcom

Preguiças, jiboias e jacarés encabeçam a lista de animais resgatados pelo Refúgio da Vida Silvestre Sauim-Castanheiras, da prefeitura de Manaus, segundo o veterinário e gestor da unidade, Laérzio Chiezorin.

Mas outras espécies também são resgatadas regularmente, como macacos-pregos, papagaios e até uma espécie rara, o tamanduaí.

Somente este ano, conforme dados divulgados pela assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), o refúgio já realizou 360 resgates e realizou 222 devoluções à natureza, entre primatas, quelônios e répteis.

Os animais são enviados para áreas protegidas e distantes de aglomerações urbanas.

Os que não são devolvidos à natureza acabam indo parar em zoológicos, criadores comerciais e instituições autorizadas pelo Ibama. Alguns ficam no refúgio para receber tratamento de saúde.

Cativeiro

Os animais com maior dificuldade de se submeter à reabilitação da natureza são os da espécie do psitacídeos (papagaios, araras e assemelhados) porque eles são gregários e geralmente chegam ao refúgio isoladamente, chega por resgate, seja levado pelo próprio “tutor”.

De acordo com Chiezorin, a expansão urbana de Manaus tem causado danos à fauna silvestre que reside na cidade por causa da expansão urbana.

O veterinário explica que em todas as zonas da cidade são encontrados animais silvestres. Muitos são criados, de forma errônea, como animais domésticos e de cativeiro.

É o caso dos primatas das espécies macaco-prego e macaco-barrigudo, que são retirados da natureza ainda recém-nascidos, após o caçador matar sua mãe e outros filhotes da mesma família.

Ocorre que, ao serem adotados como animais domésticos, os tutores do primata, insatisfeito com o comportamento do bicho, tentam se desfazer dele.

“A gente recebe muitos primatas de cativeiro. Pequenos, eles são calmos. Mas quando se tornam juvenis, por volta dos quatro anos de idade, se tornam agressivos porque estão na fase hormonal e querem se reproduzir. Mas dentro de um grupo de primata, um animal para reproduzir tem que disputar com o líder. No caso de uma família de humanos, o líder são os pais, o marido ou a esposa. Uma primata fêmea vai querer atacar a esposa do casal achando que ela é a fêmea alfa do grupo. A mesma coisa acontece com o primata macho, que vai atacar o homem”, explica o veterinário.

Conforme Chiezorin, há uma superpopulação de primatas em cativeiro porque, quando retirados da vida livre, eles não conseguem mais retornar ao seu habital natural. É que, ao serem retirados da vida silvestre, esta espécie não recebeu treinamento dos pais para se adaptarem.

Serpentes

A jiboia, conhecida como “animal de vida livre”, é outra espécie que,  devido à sua má reputação, também é ameaçada.

No entanto, a espécie cumpre um papel que poucos seres humanos conhecem: presta serviço para manutenção da higiene da cidade.

“Esses animais residem em áreas verdes e fragmentos florestais, próximo ao ser humano por causa do acúmulo de entulhos de casas e lixo acumulado. Mas como é predadora natural do rato, ela se responsabiliza para controlar a população deste animal”, explica o veterinário.

Segundo Chiezorin, existe muito “preconceito” contra as serpentes e por conta desse comportamento estes animais são agredidos e chegam machucados e doentes ao refúgio.

Tamanduaí

Somente nesta quinta-feira (14), um jacaré-coroa, um tamanduaí e um bicho-preguiça foram devolvidos à natureza.

Os animais chegaram ao Sauim-Castanheiras após terem sido resgatados pelo batalhão ambiental da Polícia Militar.

O tamanduaí foi solto na própria reserva Sauim-Castanheiras. É a menor espécie de tamanduá do mundo, rara de ser vista por possuir hábitos noturnos.

Já o jacaré-coroa e o bicho-preguiça foram soltos em uma área verde localizada no Tarumã, zona Norte da cidade.

O Refúgio Sauim Castanheiras pode ser acionado para fazer o resgate por meio do telefone da reserva 3618-9345. A linha-verde da Semmas (08000-92-2000) também repassa as informações para o Refúgio.

Fonte: A Crítica

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Tamanduaí é resgatado em rodovia e volta à floresta no Pará

Sem a cauda, animal mede cerca de 15 cm de comprimento (Foto: Nelson Feitosa/Ibama/Divulgação)

Turistas salvaram um tamanduaí que tentava atravessar a rodovia PA-481, em Barcarena, a 123 km de Belém. O animal, um Cyclopes didactylu, foi entregue na sexta-feira ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) do Pará. Ele apresentava cerca de 15 cm de comprimento (sem a cauda) e 300 g de peso. Resgatado, mamífero foi entregue ao instituto em uma caixa de sapato e, depois de examinado, devolvido a uma área segura de floresta.

“Tivemos sorte de o bicho, que é muito pequeno e lento, ter sido visto antes de ser atropelado”, disse o chefe da Divisão de Fauna do Ibama no Pará, Leandro Aranha. Segundo ele, apesar da falta de estatísticas, é grande o número de morte de animais por atropelamentos em todo o Estado. “Um espécime arbóreo só faria uma jornada destas, por terra, numa situação crítica. Provavelmente, perdeu seu habitat para o avanço dos desmatamentos na região. Ou ele partia em busca de uma nova mata ou morria de fome”, afirmou.

Com hábitos noturnos, o tamanduaí passa o dia enrolado nas copas das árvores e se alimenta principalmente de formigas. No Brasil, há registros da espécie na região amazônica e, com menos frequência, no Nordeste.

O tamanduaí não está incluído na lista dos animais ameaçados de extinção, mas pouco se sabe sobre a abundância da espécie, que sofre com a destruição de florestas e a sua captura na natureza. Ainda é comum na região amazônica o tamanduaí, também conhecido como tamanduá-anão ou tamanduá-seda, ser criado em cativeiro como animal de estimação.

Fonte: Terra

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Projeto coleta informações sobre os menores tamanduás do mundo, os Tamanduaís

Pela primeira vez, um grupo de pesquisadores faz uma expedição em comunidades quilombolas da Amazônia para estudar o menor tamanduá do mundo, o Tamanduaí (Cyclopes didactylus), que mede aproximadamente 20 cm e pesa apenas 300g.

Espécie mede cerca de 20 cm, descontando a cauda. (Foto: Projeto Tamanduá/ Divulgação)
Espécie mede cerca de 20 cm, descontando a cauda. (Foto: Projeto Tamanduá/ Divulgação)

A expedição se inicia no dia 17 de março e vai percorrer dez comunidades quilombolas da Amazônia paraense, começando pela Reserva Biológica Rio Trombetas Porto (no município de Oriximiná no Pará ).

A pesquisa, realiazada pelo Instituto de Pesquisa e Conservação de Tamanduás no Brasil (Projeto Tamanduá), é inédita no mundo e conta com o apoio da Fundação O Boticário de Proteção à Natureza.  O objetivo é coletar informações sobre  o animal. Os resultados da pesquisa contribuirão para que os cientistas conheçam os hábitos do animal e cataloguem dados sobre sua ecologia, saúde e genética. As informações também servirão de base para elaborar estratégias para a conservação do tamanduaí no Brasil, como parte da defesa da biodiversidade brasileira.

Sabe-se que o tamanduaí tem hábitos noturnos, vive no topo das árvores e se alimenta de cupins e formigas.  A distribuição original da espécie abrange as florestas tropicais localizadas na América Central e América do Sul, em regiões abaixo de 1.500 metros de altitude. No Brasil, há registros da espécie nos estados do Norte (Amazônia) e também alguns esporádicos na Mata Atlântica nordestina.

“O trabalho junto às comunidades quilombolas vai nos ajudar a responder perguntas básicas sobre os hábitos do tamanduaí , e sua relação com a comunidade (sobre as suspeitas deles serem capturados para servirem de alimento ou serem vendidos como mascote), com este entendimento buscamos analisar as principais ameaças desse animais na Amazônia”, diz a coordenadora do projeto, Flavia Miranda.

Apesar da quase inexistência de dados oficiais sobre o animal, os pesquisadores têm indícios de que o tamanduaí possa estar em declínio populacional . “A principal ameaça é a destruição de habitat. A população nordestina está criticamente ameaçada”

A partir dos resultados já alcançados a União Mundial para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) organização que reúne especialistas de todo o mundo e que avalia a categoria de ameaça das espécies, já se prontificou a classificar a população de tamanduá  do Nordeste brasileiro como criticamente ameaçada. A mesma classificação deve acontecer no Brasil, com o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).


*Com informações do Projeto Tamanduá

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