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Estudo revela que baleias sussurram para alertar seus filhotes sobre predadores

Foto: Fox News/Reprodução
Foto: Fox News/Reprodução

Junto com os golfinhos, as baleias são amplamente consideradas os mamíferos mais inteligentes do mar, tendo desenvolvido cérebros e comportamentos que sugerem inteligência e sofisticação raramente vistas na natureza.

Mas um novo estudo teoriza que algumas espécies de baleias levaram esse intelecto a um novo nível – “sussurrando”.

A pesquisa, publicada no Journal of Experimental Biology, sugere que as baleias francas do sexo feminino “sussurram” aos filhotes para evitar serem ouvidas por baleias orcas.

Pesquisadores observaram por meio de etiquetas multisensores nove baleias em lactação por aproximadamente 63 horas em uma área usada pelos cetáceos para reprodução na Austrália Ocidental, usando o SoundTrap para estimar o ruído de fundo acústico e ficaram surpresos com o que ouviram – ou mal ouviram.

“Foi difícil diferenciar as comunicações e vocalizações do filhote ou da mãe, porque elas são muito próximas uma da outra”, disse a principal autora do estudo, Mia Nielsen, em um comunicado. Embora os filhotes da baleia-franca-austral (Eubalaena australis) tenham entre 5 e 8 metros de comprimento, eles são vulneráveis a ataques, por isso é importante que eles se mantenham discretos quando os predadores estão próximos.

Normalmente, as comunicações das baleias são audíveis por quilômetros, mas os sons e grunhidos das fêmeas das baleias francas austrais eram quase inaudíveis sobre as ondas agitadas, frequentemente em níveis muito baixos de decibéis e menos frequentes do que o habitual.

Nielsen, que disse que um dos desafios iniciais do estudo era entender as baleias na área, observou que esses mamíferos são “muito físicos uns com os outros”, incluindo ações como o filhote esfregando-se contra a mãe. Isso dificultou que as tags (etiquetas) permanecessem presas aos pequenos por mais de 40 minutos.

“Concluímos que essa criptografia acústica em baleias francas austrais e outras baleias reduz o risco de morte ao alertar sobre a presença de potenciais predadores e, portanto, requer um investimento energético substancial da mãe”, afirma o resumo do estudo.

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