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‘Gatos pretos não dão azar’, afirma tutora de Mogi das Cruzes (SP)

Roseli T com seu gato preto Gustavo. "Ele me dá sorte", diz (Foto: Jamile Santana/G1/Divulgação)
Roseli T com seu gato preto Gustavo. “Ele me dá sorte”, diz. (Foto: Jamile Santana/G1/Divulgação)

Não passar por baixo de escadas, descer da cama com o pé direito e evitar cruzar com um gato preto. Quem nunca ouviu estas recomendações supersticiosas, principalmente em uma sexta-feira 13? Mas há quem garanta que a data não tem nada de anormal. A taróloga Roseli Pereira de Souza é tutora de sete gatos pretos e afirma: “Eles me dão sorte”, diz.

A mogiana trabalha como terapêuta holísca e está acostumada a ser procurada para sanar dúvidas sobre várias superstições, principalmente na data. “Gatos pretos não dão azar e nem mesmo são crueis. Eu tutelo e não reclamo. Os egípcios veneravam os gatos e a deusa Bastet, que tem cara de gato e é protetora das mulheres grávidas”, comentou.

A taróloga conta que os gatos são animais domésticos das bruxas e as auxiliam, como “filtros” que limpam o ambiente de energias ruins, tamanha sua capacidade espiritual. “Eu tutelo 29 gatos. Sete deles são pretos e estes são os mais intuitivos” declarou.

Segundo a bruxa, os gatos adivinham quando ela está sentindo dores, por exemplo. “Eu nem preciso falar nada. Eles deitam e lambem o local onde está doendo. Eu tenho um problema no joelho, por exemplo, e quando estou com dor, eles fazem isso. E é engraçado porque, em seguida, sinto um alívio”, detalhou.

Ela conta que adotou todos os gatos e os pretos, em especial, são as maiores vítimas de abandono e crueldades, devido as superstições. “Muita gente não quer ficar com o animalzinho, principalmente preto, por acreditar que ele dá azar. Mas isso não tem fundamento. É só a cor do gato, não influencia em nada”, diz.

Roseli T com três de seus sete gatos pretos de estimação (Foto: Jamile Santana/G1/Divulgação)
Roseli T com três de seus sete gatos pretos (Foto: Jamile Santana/G1/Divulgação)

Com exceção de um, os sete gatos pretos de Roseli tem nome de gente: Maurício, Gustavo, Renata, Aninha, D’Artagnan, Alice e Moleque. “O Maurício é o mais velho, encontrei ele na rua há uns quatro anos e meio. O D’Artagnan é o recém chegado na casa, tem quatro meses”, declara.

Superstição
A taróloga afirma que a sexta-feira 13, ao contrário do que muita gente acredita, pode sim ser um dia de sorte. “No Tarô, o 13 é representado pela Carta da Morte, que representa o renascimento e vida, transformação, o pensamento positivo. E isso pode marcar uma passagem interessante, principalmente para quem nasceu na data”.

Segundo Roseli, as pessoas que fazem aniversário nesta data são sistemáticas, práticas e com os pés no chão. O coordenador de programação Roberto Vicente Sant’Ana, o Bebeto, acrescenta outra característica: ser cético: “Meu aniversário já caiu em outras sextas-feiras 13, mas não me lembro de nada de anormal. A única coincidência é que vai demorar para meu aniversário cair em uma sexta-feira de novo”, brincou. Segundo o calendário, o dia 13 de setembro só cairá em uma sexta-feira novamente, em 2019.

Os gatos são animais de estimação das bruxas, diz taróloga de Mogi (Foto: Jamile Santana/G1/Divulgação)
Os gatos são animais companheiros das bruxas, diz taróloga de Mogi (Foto: Jamile Santana/G1/Divulgação)

Fonte: G1

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Destaques, Notícias

Corujas continuam sendo mortas em rituais religiosos da Índia

(da Redação)

Foto: Care2
Foto: Care2

Um aumento no comércio ilegal de corujas para serem sacrificadas no Diwali, festival religioso hindu, ameaça o futuro desses animais na Índia. As informações são da Care2 e da TRAFFIC.

Superstições e falsas crenças criaram uma demanda por corujas e partes de seus corpos em rituais durante esse festival anual, que se chama Festival Hindu das Luzes e costuma ocorrer nos meses de outubro ou novembro. A prática já foi citada em reportagem da ANDA em 2010.

Dos corpos dos animais se utilizada quase tudo nas cerimônias, incluindo crânio, penas, garras, coração, fígado, rins, sangue, olhos, gordura, bico, lágrimas, cascas de ovos, carnes e ossos. Tufos de orelha das corujas (extensões de penas no alto da cabeça) são considerados “detentores dos maiores poderes mágicos”, segundo a reportagem.

Centenas de corujas são capturadas em armadilhas e vendidas todos os anos, apesar da caça e do comércio de todas as espécies de corujas da Índia serem proibidos de acordo com a Lei de Proteção à Vida Selvagem de 1972.

Esses animais e as partes de seus corpos são usadas em magia negra, performances de rua, taxidermia, consumo alimentar e medicina alternativa, e até mesmo seus ovos são usados em jogos de azar, conforme informado por Abrar Ahmed, especialista em comércio de pássaros indianos da Organização TRAFFIC (The Wildlife Trade Monitoring Network), que monitora o comércio de vida selvagem.

“As corujas desempenham um papel ecológico fundamental pois controlam a população de ratos e grandes insetos. Em um país de economia agrária, onde 60% da população depende da agricultura, a importância das corujas precisa ser reconhecida, e proteção estrita deve ser dada a estes magníficos pássaros noturnos”, acrescenta Ahmed.

A Care2 lançou uma petição que será direcionada ao governo da Índia e que apela para que este atue junto aos especialistas de modo a fiscalizar e a tomar medidas contra os caçadores. A petição solicita também que sejam providenciados mais centros de reabilitação para os animais apreendidos, para que possam ser recuperados e voltar à natureza. A reportagem finaliza com a afirmação de que “mais proteção tem que ser dada às corujas se os humanos quiserem que elas continuem existindo na Índia”.

Coruja é medicada por veterinário em Ahmadabad, Índia. (Foto: Ajit Solanki/AP)
Coruja é medicada por veterinário em Ahmadabad, Índia. (Foto: Ajit Solanki/AP)

Assine a petição:

http://www.thepetitionsite.com/322/656/307/stop-owl-sacrifices-in-india/?z00m=20616677

Nota da Redação: Em seu site, a TRAFFIC anuncia que seu papel é o de “trabalhar para assegurar que o comércio de plantas e animais selvagens não seja uma ameaça para a preservação da natureza”.

Embora seja digno o propósito da petição e sua validade esteja acima de questionamentos, a ANDA deixa claro que não concorda com uma organização que trabalhe no sentido de apoiar o comércio de animais. Qualquer forma de comercialização de seres sencientes é condenável e deve ser combatida, pois coloca os animais na situação de objetos ou mercadorias, e incita uma série de consequências como crueldade, confinamento, abandono e maus-tratos. 

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