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Sem apoio da prefeitura, defensores tentam reduzir a população de animais nas ruas de Cajazeiras (PB)

Por Sophia Portes | Redação ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais)

Foto: Cléo Moura é uma das protetoras engajadas com a causa em Cajazeiras (Foto: Reprodução / Diário do Sertão)

Protetores de animais fizeram uma reunião para debater o problema da superpopulação de animais em situação de rua em Cajazeiras, na Paraíba. O alto número de cães e gatos nas ruas do município, alarma a falta de participação do poder público municipal sobre a causa nos últimos anos.

E apesar da falta de ações do governo para sanar o problema, muitas pessoas se movimentam para ajudar tomando atitudes para diminuir a população de cães e gatos nas ruas da cidade e cuidar dos mais enfermos e dos que foram vítimas de maus-tratos.

Cléo Moura, uma das protetoras de animais da cidade, fala que todo o sacrifício é feito com muito amor, pois ela espera que o governo e a sociedade como um todo contribuam pelo menos com as esterilizações dos animais para facilitar as adoções. “A gente espera conseguir que as pessoas nos ajudem mais para que os animais que a gente resgata sejam tratados e castrados para que a gente possa conseguir adoção. O animal estando castrado fica mais fácil de ele ser adotado. Então a gente busca muito que as pessoas nos ajude apadrinhando castrações para que a gente possa tirar mais animais das ruas e diminuir a superpopulação”, explica ela.

Defensores dos animais em Cajazeiras (Foto: Reprodução / Diário do Sertão)

Eliézer de Souza é um protetor que cuida de diversos animais em uma espécie de canil onde ele abriga cães e gatos resgatados das ruas, consegue tratá-los e muitas vezes até castrá-los, mesmo sem ajuda financeira do governo municipal. Hoje, existem aproximadamente 55 animais vivendo neste abrigo. Mas o protetor apela para que a sociedade se conscientize sobre a importância da causa e comece a ajudar.

“Eu tinha um sonho e esse sonho foi desmoronado nessa gestão porque ninguém teve o interesse de nos procurar. A estrutura que eu tenho para cachorros em Cajazeiras ninguém tem. Eu chamo canil, mas futuramente será um grande hospital. Mas a população não contribui. Ninguém ajuda”, lamenta Eliézer.

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