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Cadela que teve pata colada com Super Bonder passará por cirurgia

A cachorra foi avaliada por veterinários da Unesp e passará por cirurgia (Foto: Géro Bonini/Especial para Terra)

A cachorra que teve a pele colada em São Manuel, no interior de São Paulo, deve passar pro cirurgia no dia 1º de fevereiro. A poodle Radija teve parte da pele sobre a pata colada em um procedimento para imobilizar o membro, que está quebrado. O veterinário que a atendeu disse que se tratava de um procedimento normal, inclusive aplicado com sucesso em outros animais.

Na quinta-feira (26), a cadela foi atendida no Hospital Veterinário da Unesp de Botucatu para retirada do restante da cola e realização de novos exames. “Ela passou por uma nova radiografia, que confirmou a fratura no membro anterior. A cachorra passará pelo procedimento normal nesses casos que é a cirurgia para imobilização interna”, explicou o médico Carlos Roberto Teixeira, responsável pelo Departamento de Cirurgia do Hospital.

Ainda de acordo com o veterinário, toda a cola já foi retirada e cadela se recupera bem. “Como já o procedimento normal a raspagem dos pelos para a cirurgia, nós conseguimos retirar o que ainda tinha de cola. A cachorra passou pelos exames pré-operatórios e está reagindo bem”, completou.

A cachorra já tinha passado por outro veterinário após ter a pele colada, que identificou a dermatite causada pelo produto e iniciou o tratamento de recuperação dos ferimentos. De acordo com o tutor, José Luiz Padovan, após a repercussão do fato a Unesp se colocou a disposição para atendê-los. “Por isso decidimos procurar o Hospital, nesta quinta-feira ficamos a tarde toda no local para retirada da cola e na sexta-feira marcamos a cirurgia”, conta.

Ação na Justiça

José Luiz disse também que ele e a mulher devem entrar com uma ação na Justiça contra o veterinário que utilizou a cola na imobilização da pata quebrada. Segundo ele, um novo boletim de ocorrência foi registrado após as declarações do profissional de que ele não havia realizado o Raio-x porque a dona da cachorra não tinha dinheiro.

“Com esse e o outro boletim mais a avaliação dos veterinários, nós vamos procurar um advogado para entrar com uma ação contra o veterinário. Em nenhum momento ele solicitou que fosse feito um exame de Raio-x, como ele declarou na reportagem. Se não tivéssemos dinheiro não teria pago a consulta e o preço da cola utilizada”, afirma.

O veterinário Airton defende que somente a cola não teria causado os ferimentos, que o problema foi a retirada dela. “Tentaram desfazer o procedimento de forma cruel, com um bisturi ou água quente, o que provocou lesões no animal”, justifica Airton Roberto Romão.

A conduta do veterinário é investigada pela Polícia Civil em São Manuel e também pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária, que vai encaminhar o caso para sede em São Paulo para abertura de uma sindicância. De acordo com a delegada regional, o veterinário pode receber uma advertência ou ter exercício profissional suspenso, se forem comprovados os maus-tratos e negligência.

Fonte: G1

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Veterinário cola pata de cão com Super Bonder no interior de SP

Radija, 4 meses, pode precisar amputar a pata (Foto: Géro Bonini/Terra)

Uma dona de casa denunciou um veterinário de ter colado com cola instantânea a pata de uma cadela da raça poodle, de 4 meses, que havia sofrido uma fratura em São Manuel (259 km de São Paulo). Agora, o animal corre o risco de ter o membro amputado.

“Levei a Radija ao pet shop, e lá o veterinário atendeu ela em cima do balcão mesmo. Ele disse que não poderia fazer nada, que era uma fratura e teria que imobilizar. Pegou um tubo de Super Bonder e utilizou para colar a patinha dela e depois prender a perninha contra o peito”, afirmou Kelly Cristina, que ainda relatou ele cobrou, além da consulta, o dobro do preço do tubo da cola. “O outro veterinário disse que só poderia rir do que foi feito, que não era correto esse tipo de tratamento e que deveríamos tirar toda a cola, fazer uma radiografia e medicar a cadelinha”, disse ela.

O filhote ficou com a parte do corpo grudada pela cola queimada. Além disso, pelo e pele da região caíram. Kelly registrou um boletim de ocorrência por maus-tratos contra o veterinário, e a polícia de São Manuel abriu investigação para apurar a denúncia.

Veterinário diz que já usou cola outras vezes

O veterinário Airton Romão, responsável pelo pela aplicação da cola instantânea, disse que é um procedimento comum no meio veterinário e afirmou que não cometeu crime. “Já fiz esse tipo de tratamento por diversas vezes. Sou formado há mais de 30 anos pela Faculdade de Medicina Veterinário da Unesp de Botucatu. Já tratei, com eficiência, desta maneira cabritos, aves e tartaruga. É algo comum para fraturas. O esparadrapo, tão utilizado na Medicina, também tem cola, mas é com menor intensidade. O que eu precisava neste caso era algo mais forte e utilizei o Super Bonder, com consentimento da tutora do animal. Mas essa cola deveria ter ficado 30 dias, agora não sei a maneira que foi retirada da cachorrinha, que certamente deve ter ficado machucada”, afirmou.

Ele não concordou com a acusação de maus-tratos. “Maus-tratos? Para mim é o contrário. Estava cuidando do animal, mas depois o caso foi passado para outro veterinário, que assumiu as responsabilidades”, disse.

A reportagem entrou em contato com o grupo de docentes da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Unesp de Botucatu, que afirmaram que existem trabalhos na literatura veterinária sobre o uso de colas instantâneas em fraturas, mas todos em caráter experimental e com resultados controversos. Os docentes ainda afirmaram que a faculdade não utiliza tal procedimento em seus atendimentos e estão à disposição para cuidar da cadela Radija.

Fonte: Terra

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