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Poluente banido há 40 anos pode levar à morte metade das orcas do oceano em 50 anos

De acordo com cientistas, uma substância química tóxica que estava banida por quarenta anos poderia matar metade das orcas. Bifenilos policlorados (PCBs) foram banidos pela primeira vez em 1978 e são extremamente duráveis, permanecendo em ecossistemas até quatro décadas depois de serem proibidos.

A química perigosa se acumula no topo da cadeia alimentar e tem um impacto desastroso na fertilidade e no sistema imunológico de um animal. Cientistas descobriram níveis preocupantes de PCBs no tecido de orcas.

Eles acreditam que este poluente artificial de longa duração poderia levar ao desaparecimento de metade de sua população nos próximos 30 a 50 anos. Pesquisadores mediram a quantidade de PCBs em tecidos de orcas e encontraram até 1300 miligramas por quilo na gordura do animal.

Esse poluente acumula-se a cada passo da cadeia alimentar, tornando o principal predador o mais afetado pelos produtos químicos tóxicos.

Sobre o poluente

Bifenilos policlorados (PCBs) são compostos orgânicos produzidos pelo homem. Eles foram usados ​​como refrigerante no início do século 20, pois são difíceis de queimar.

Essa propriedade os tornou úteis como fluidos de resfriamento e isolamento para transformadores e capacitores. Também são extremamente duráveis ​​e não são biodegradáveis ​​com facilidade.

Durante as décadas de 1970 e 1980, os PCBs foram banidos em vários países. Em 2004, por meio da Convenção de Estocolmo, mais de 90 países se comprometeram a eliminar gradualmente os grandes estoques de PCBs.

O abandono da substância química mortal não a impediu de prejudicar os ecossistemas hoje, pois os PCBs são altamente duráveis ​​e demoram a se decompor no meio ambiente.

Estudos anteriores descobriram que animais com apenas 50 miligramas por quilo de PCB em seus tecidos podem ter sérios problemas de saúde, como infertilidade e enfraquecimento do sistema imunológico.

A pesquisa, publicada na revista Science, mediu a contaminação química em 351 baleias de 19 populações separadas de orcas. Descobriu-se que o número de orcas está diminuindo rapidamente em 10 desses grupos.

Animais com apenas 50 miligramas por quilo de PCB podem ter sérios problemas de saúde, como infertilidade e enfraquecimento do sistema imunológico (Foto: Daily Mail Online)

 

Ameaça aos animais

Os pesquisadores disseram que as orcas são particularmente ameaçadas em áreas altamente contaminadas, como as águas próximas ao Brasil, ao Estreito de Gibraltar e ao redor do Reino Unido.

O Dr. Jean-Pierre Desforges, da Universidade de Aarhus, disse que modelos matemáticos mostram que o número de orcas nessas áreas foi praticamente reduzido pela metade durante o meio século em que os PCBs estiveram presentes.

Ele disse: “Populações do animal que vivem na costa da Groenlândia também foram dizimadas, já que a maioria de sua dieta é composta de grandes mamíferos marinhos, como focas”.

A professora Ailsa Hall, que junto com Bernie McConnell desenvolveu os modelos usados ​​pela Sea Mammal Research Unit na Escócia, disse: “Nessas áreas, raramente observamos baleias assassinas de recém-nascidos”.

O alcance da baleia assassina selvagem é vasto, com vagens conhecidas por residir em todo o mundo, tornando o animal um dos mamíferos mais difundidos na Terra.

Os cientistas dizem que, apesar de conquistar todos os oceanos do mundo, os animais só prosperam em áreas com poluição mínima.

Como as orcas são mamíferos que alimentam seus filhotes com leite da mãe, isso infelizmente agravou a questão, pois permite que os PCB passem pelo leite rico em gordura da mãe para o bezerro.

A sobrepesca e a poluição sonora também estão afetando negativamente a saúde dos predadores do topo.

 

 

 

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Notícias

Peixes são encontrados mortos em rio de Aracaju (SE)

Morte dos peixes estaria ligada a despejamento de substâncias químicas (Foto: Portal Infonet)

Centenas de peixes mortos foram encontrados no rio do Sal, no Conjunto Bugio. Segundo informações dos moradores da região, a causa das mortes estaria ligada ao despejo de substâncias químicas de indústrias que se localizam na proximidade do rio. Na tarde desta última terça-feira, 23, representantes da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) foram até o local e retiraram parte da água como amostra para análise e detectação de produtos químicos.

De acordo com o morador João Clemente, a amostra da água retirada não servirá para análise já que, segundo ele, a equipe demorou a chegar ao local e a água teria sido renovada, pois o rio teve uma cheia. “As autoridades competentes dizem que a causa do envenenamento dos peixes tem a ver com a nossa rede de esgoto. Mas tenho certeza que isso não procede, afinal, esses envenenamentos ocorrem num período de seis em seis meses”, explicou o morador. Para ele se a causa fosse o esgoto doméstico, não haveria mais peixes no rio.

A Equipe do Portal Infonet entrou em contato com a Assessoria de Comunicação da Adema, mas não obteve retorno, pois eles só poderiam falar autorizados pelos biólogos responsáveis pela análise do material retirado do Rio do Sal. Quanto ao resultado está previsto para sair ainda durante essa semana.

Fonte: Infonet

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Substância amarelada pode ser a causa da morte de centenas de peixes

Centenas de peixes do tipo ruivaco apareceram mortos na ribeira da Adémia, Portugal.

“Conforme iam morrendo, começaram a ficar presos aqui e acolá… depois foram-se espalhando pela vala fora”, descreveu Óscar Maia, morador daquela área.

O alerta partiu de um morador, que começou a ver a água com um “aspecto leitoso e amarelado”. Referiu por sua vez, Filomena Santos, presidente da Junta de Freguesia de Eiras. Uma substância desconhecida foi expelida pela conduta de águas pluviais, em Santa Apolônia, do lado da freguesia de Eiras. Depois, a substância percorreu a ribeira até à zona da Adémia. Tudo isto na quinta-feira (15) passada, explicou Filomena Santos. “Não se sabe de onde veio a substância, só que começou a subir a ribeira”, disse ainda.

Uma equipe do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente da GNR de Coimbra percorreu a zona durante dois dias e recolheu de amostras de água, que segundo fonte daquele serviço “foram para análise”.

Fonte: Diário as beiras

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Você é o Repórter

A arte da sedução nas espécies

João O. Salvador
salvador@cena.usp.br

Na selva, o relacionamento entre os bichos também exige truques de sedução, com rituais que podem envolver uma mistura de ternura e agressividade. O macho conquistador tem que passar por provas complicadas, envolvendo-se em aguerrida batalha contra outros para conseguir a eleita do seu coração. Ele precisa ser corajoso, forte e de grande imaginação. A fêmea, por sua vez, menos disponível e disputada, se dá ao luxo de selecionar o parceiro. Quando uma leoa vê um leão forte, astuto, matreiro, destemido, o escolhe para o acasalamento, com a intenção instintiva de ter crias de mesma imponência.

Além das formas auditiva e visual de comunicação, os animais, em geral, podem emitir sinais químicos odoríferos, perfumados (feromônios) utilizados na sua paquera. Numa mesma espécie, os feromônios permitem o reconhecimento mútuo e sexual dos indivíduos, capazes de suscitar reações específicas de tipo fisiológico e comportamental em outros membros que estejam num determinado raio do espaço físico ocupado pelo excretor. É uma substância muito utilizada pelos insetos, inclusive.

Nos alados, os machos são mais vistosos, exibidos e cortejadores do que as fêmeas, sendo obrigados a cantar de forma especial ou a exibir suas belas plumagens. Em algumas espécies, na época reprodutiva, há um ritual de radiosa beleza, quando vários machos ficam próximos uns dos outros, abrem e agitam suas asas, cantam, enquanto a fêmea sobrevoa-os e escolhe seu preferido. Já, em outras, o macho constrói uma cabana decorada com plumas coloridas e flores e destroem as cabanas de outros machos.

Nos seres aquáticos, os peixes, no geral, os machos são mais coloridos que as fêmeas, e, para conquistá-las, fazem vários movimentos similares a uma dança. Já, nos anuros, as rãs são mais românticas e sexualmente liberadas. Se o macho manifestar seu desejo, deve coaxar de uma maneira especial, à espera de uma resposta no mesmo compasso, e esses encontros da espécie são sempre festivos, coloridos e coletivos.

Resumidamente, o amor é universal, presente em todo o reino animal, há relacionamentos poligâmicos, mas, também, os de união estável. Boa parte dos racionais, porém, ignora os truques de conquistas de outras espécies, e reina como se fosse a mais bela, a mais sábia e poderosa das criaturas. Ledo engano.

João O. Salvador é biólogo do Cena – (Centro de Energia Nuclear na Agricultura)-USP. E-mail: salvador@cena.usp.br

Fonte: Gazeta de Piracicaba

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Formiga argentina emite substâncias para evitar ser enterrada viva

Vida de formiga não é brincadeira, mas ter de ficar o tempo todo gritando as companheiras “Estou viva! Não me joguem no lixo” já é demais. E foi precisamente isso o que descobriram pesquisadores liderados por Dong-Hwan Choe, da Universidade da Califórnia em Riverside. Integrantes de uma espécie de formiga argentina, a Linepithema humile, emitem constantemente substâncias que avisam suas companheiras para não tratá-las como um cadáver.

A pesquisa está na edição desta semana da revista científica “PNAS”. A limpeza do formigueiro e o descarte de cadáveres é uma medida importante para evitar doenças entre os insetos. Acontece que, na verdade os bichos emitem constantemente o sinal cadavérico, só que ele é normalmente suprimido por duas outras substâncias. Uma hora após a morte, essas moléculas deixam de estar presentes na cutícula das formigas. Experimentos comprovaram que, quando animais vivos são lavados para retirar tais substâncias, eles acabam sendo levados para o lixão da colônia de qualquer maneira.

Fonte: Ambiente Brasil

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