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Vídeo mostra minques se atacando e comendo uns aos outros em fazendas de pele

A gravação foi realizada pela ONG Open Cages e deixa claro a violência física e emocional a qual esses animais são submetidos


Open Cages

Um vídeo realizado pela organização europeia em defesa dos direitos animais Open Cages, no ano passado, viralizou e chocou ativistas. As imagens mostram minques se atacando e comendo uns aos outros em fazendas da Lituânia, na Europa. O vídeo também mostra os animais saltando dentro das gaiolas e até mesmo um minque rasgado ao meio por outro animal. O objetivo da filmagem era dar destaque à situação da espécie explorada por sua pele que é valiosa no país.

Um trecho do vídeo mostra um minque enrolado, como uma bola, com costas e laterais arranhadas. Enxames de moscas voam em torno das gaiolas sujas de sangue e excrementos. Filhotes também foram flagrados em situação de total negligência, amontoados no chão de arame da gaiola, arrastando-se uns sobre os outros. Alguns corpos estavam inchados com sinais de decomposição.

O CEO da Open Cages, Connor Jackson, declarou para o site Daily Mail (10) que “condições terríveis como essas são surpreendentemente comuns nas indústrias de pele”. Apesar disso, “não há desculpas para os maus-tratos”, afirma . Jackson contou que a organização enviou um pedido à secretária de Estado de Meio Ambiente do Reino Unido, Theresa Villiers, para que ela se comprometa a enfrentar esse problema e sugere que o Brexit seja usado para proibir a venda de peles nos países que compõem o grupo.

O vídeo também inclui o depoimento de um funcionário de uma dessas fazendas, gravado em 2016, relatando o tratamento e o comportamento dos animais. “Eles são sempre assim, parece ser devido ao estresse”, opina. “Jogamos as comidas e, às vezes, elas caem em seus ouvidos, eles lambem e causam feridas”, conta.

O Reino Unido proibiu esse tipo de indústria em 2016, mas ainda permite a importação de produtos fabricados com peles. Quase 75 milhões de dólares em peles de animais foram importados em 2017, revelam números do governo. Apesar da proibição, uma pesquisa recente revelou que produtos a base de peles, como bolsas e casacos, ainda são vendidos em lojas onde o comércio é considerado ilegal. Na ocasião em que a proibição foi imposta, a medida tinha apoio de dois terços da população britânica, segundo dados do Humane Society International UK.

O vídeo chegou ao conhecimento da FurLithuania, organização que representa as fazendas de peles no país. Em nota, ela afirmou estar “chocada com as imagens inaceitáveis” e disse nunca ter visto “nada parecido”. Ainda de acordo com a FurLithuania, nem a Associação de Criadores de Lituânia e tampouco a Agência Veterinária do Estado da Lituânia tiveram ciência de situação semelhante. “Manter animais feridos e não tratá-los é crime, portanto, qualquer pessoa que tiver conhecimento sobre isso pode denunciar à Agência Veterinária do Estado”, informou.

Após a divulgação do vídeo por parte da Open Cages, a Procuradoria Geral da Lituânia abriu investigações para apurar o caso, ainda em 2018. O comunicado do órgão afirmava que “se a morte de um minque ocorrer na fazenda, ela é registrada no diário especial e os corpos devem ser colocados em segurança em um freezer e, posteriormente, transportados para uma empresa especializada”. As imagens pode ter sido registradas em fazendas soviéticas reformadas, que existem na Lituânia, Letônia e Estônia.

Confira o vídeo:


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ONG de proteção animal luta pelo fim de um dos maiores rodeios australianos

Foto: Facebook/Carrieton Rodeo
Foto: Facebook/Carrieton Rodeo

A RSPCA, a mais antiga e maior ONG do Reino Unido, luta para que um dos maiores rodeios noturnos do sul da Austrália não aconteça, mas os organizadores dizem que vão em frente.

Além dos maus-tratos e da crueldade com os animais a organização líder em bem-estar animal usou o argumento do calor excruciante que vem atingindo o país com temperaturas girando em torno dos 40°, mas a organizadora do evento, Carrieton Rodeo, se negou a cancelar ou reagendar seu evento marcado para a noite de sábado (28).

“Nas condições previstas, é provável que alguns animais sofram e não suportem esse estresse por calor, mas será difícil verificar quantos sofreram ou até que ponto”, disse Rebekah Eyers, da RSPCA.

“Para demonstrar que o bem-estar animal é uma prioridade, esperávamos que a Associação Profissional Australiana de Rodeio e os organizadores do evento seguissem o exemplo de outras organizações que usam animais para entretenimento e cancelassem ou reagendassem o evento”.

O presidente da associação, Daniel Williams, disse que o 67º rodeio anual estava “seguindo em frente”, esperando até 3 mil pessoas para comparecer ao evento e injetar dinheiro na cidade atingida pela seca.

Foto: Facebook/Carrieton Rodeo
Foto: Facebook/Carrieton Rodeo

“Está um dia absolutamente lindo. Temos um pulverizador de água à mão, se necessário, e temos a opção de adiar se o calor for extremo ”, disse Williams à AAP.

“Os cavalos são mantidos em excelentes condições, tratados como a realeza, e até conseguem correr por aí”.

“A RSPCA é um grupo ativista com o qual ninguém se preocupa atualmente, seu objetivo declarado é encerrar os rodeios”, disse presidente da associação de rodeios

A temperatura na cidade do extremo norte do sul da Austrália deve atingir 36°C no início da noite que é quando o rodeio começa, antes de esfriar rapidamente, disse o Bureau of Meteorology (Birô de Meteorologia).

Foto: Facebook/Carrieton Rodeo
Foto: Facebook/Carrieton Rodeo

“Essa temperatura de 36°C é bastante razoável para essa hora do dia, mas esfria muito rapidamente, e à meia-noite uma temperatura de 24°C é esperada”, disse uma porta-voz do departamento.

“Quando o sol se pôr, tudo ficará bem e eles receberão ajuda da brisa do mar”.

Não há temperatura máxima legalmente aplicável para impedir que os animais se apresentem em rodeios em todo o estado, infelizmente os rodeios são eventos legais no país.

Rodeios são alguns dos exemplos mais óbvios de crueldade com animais para entretenimento, derrubados, laçados, vítimas de choques, esses animais são explorados tem seus ossos quebrados e muito morrem nesses eventos bárbaros.

Mesmo que a temperatura caia, a RSPCA ainda tem preocupações sobre o transporte e manuseio de animais para e do evento, risco de estresse por calor e demais tipos de estresse físico.

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Campanha mostra o sofrimento causado pelos fogos de artifício aos animais e viraliza na internet

Foto: Rimac
Foto: Rimac

Com a chegada das festas de final de ano, Natal e Ano Novo, tutores testemunham o sofrimento dos animais (além e crianças e idosos) com os fogos de artifício e seus estrondos ensurdecedores. Numa iniciativa de conscientização sobre o problema, a seguradora peruana RIMAC, juntamente com a ONG de proteção animal Grupo Caridad também sediada no país, criou a campanha #CeroCohetones (#ZeroRojões).

Os fogos de artifício podem causar mortes ou problemas nervosos aos animais, explica Fernando Moreno, presidente do Grupo Caridad: “Os animais ouvem o barulho dos rojoões, com intensidade até 500 vezes maior que os humanos, e sem estrutura lógica para entender essas explosões, elas produzem um medo inimaginável que pode matá-los”, disse ele.

“Cães e gatos são tratados como parte de nossa família, mais de 50% das famílias peruanas têm animais domésticos e nós os amamos. Cães e gatos cumprem o papel de amigos incondicionais, com uma compreensão diferente. Eles nos servem como uma fonte inesgotável de amor e companhia e podem até ser um apoio emocional muito importante”, continuou Moreno.

O presidente da ONG agradeceu e parabenizou a empresa RIMAC pela iniciativa de responsabilidade social e empatia aos animais.

A campanha

No vídeo da campanha, que tem duração de pouco mais de 2 minutos, vemos pessoas convidadas a colocar fones de ouvido, sem saber o que irá acontecer, e ao dar o sinal cada um dos participantes do experimento começa a ouvir sons desagradáveis em alto volume, como o barulho de uma britadeira, unhas em uma lousa, despertador, buzinas de carros, zumbidos agudos.

As pessoas logo mostram seu desconforto por suas expressões faciais e pedem para retirar os fones por não suportarem os ruídos. Após a experiência eles são questionados sobre o que sentirem ao serem expostos aos barulhos: eles descrevem sensações como angústia, medo, perturbação, ansiedade, nervoso, coração disparado, arrepios e vontade de fugir.

Neste momento eles são informados de que alguém mais quer lhes fazer uma pergunta, quando entra um cachorrinho no set de filmagem, com um envelope na boca e entrega ao entrevistado, onde está escrito: “Quer saber como eu escruto?”.

Foto: Rimac
Foto: Rimac

Então a cortina presa na parte de traz do cenário cai e diversas caixas de som, de todos os tamanhos e potências, empilhadas umas sobre as outras, são mostradas aos entrevistados, que por sua vez, entendem a mensagem e demostram reações de emoção genuínas.

Os animais escutam três vezes mais que os humanos, se para estas pessoas foi uma experiência cruel ouvir os sons em um fone de ouvido, como seria ouvi-los em caixas de som gigantescas e potentes juntas? Assim são os fogos de artifício para os animais.

Reconhecimento

O movimento, promovido pela empresa e pela ONG, passa a fazer parte do “Be Well” (Fique Bem), uma campanha que promove o bem-estar do povo peruano.

Foto: Rimac
Foto: Rimac

#CeroCohetones teve a aprovação de várias personalidades. Entre os mais conhecidos no país estão: Gisella Ponce de Leon, Carolina Cano, Emilia Drago, Andrés Silva, entre outros.

Medidas para proteger seu animal de estimação de fogos de artifício

1 – Ataduras ou algodão

Coloque as bandagens ao redor do seu animal doméstico, para lhe dar uma sensação de segurança.

2 – Sedativos

Só use esses medicamentos em casos extremos, lembre-se de consultar o veterinário para saber como fazer uso deles.

3 – Sala fechada, janelas fechadas

Coloque seu animal doméstico em um local fechado, sem barulho e fique com ele. Dessa forma, vocês ouvirão menos ruído.

Foto: Rimac
Foto: Rimac

4 – Muito amor: abraços e massagens

Massagens em locais estratégicos podem tranquilizar os animais. As áreas recomendadas são os ombros, atrás das orelhas, pescoço e pernas.

Para mais informações, visite zerocohetones e aproveite as festas de final de ano ao lado de seus companheiros peludos.

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Homens matam ave rara ameaçada de extinção e são espancados por moradores da região

Foto: David Palmer
Foto: David Palmer

A ave morta pertencia a espécie tetraz-grande e segundo a polícia de Titisee-Neusdart, o vilarejo na Floresta Negra onde o incidente ocorreu, ela foi morta com uma garrafa por dois homens bêbados que retornavam para casa depois de assistirem a um festival de música.

Após serem questionados, os dois homens, disseram que estavam apenas se defendendo da ave os teria atacado. O tetraz-grande tem aproximadamente o tamanho de uma galinha grande.

Christian Sütfeld, guarda florestal voluntário responsável pela área de Feldberg da Floreste Negra, acredita que embora a ave possa ter investido contra os dois rapazes, ela não representaria um perigo real para eles.

Segundo o guarda florestal o tetraz-grande, assim como o cisne, é territorialista, e protege o local onde vive: “Se os rapazes tivesse se afastado, nada teria acontecido, ele não são uma ameaça”, explica ele.

A população da espécie, considerada ameaçada de extinção na Alemanha, vem diminuindo rapidamente tanto pela perda de habitat como pela ação de caçadores e do stress natural causado na ave quando em contato com humanos.

Ainda existem cerca de mil casais de tetrazes-grandes na Alemanha, espalhadas por uma área grande demais para poder garantir a continuidade natural da população. A maior concentração delas é na Floresta Negra, onde ainda se encontram algumas centenas delas.

O guarda florestal foi chamado ao local do incidentes para examinar o corpo da ave, ele disse que o tetraz foi espancado com força. “Havia penas faltando de seu peito e pescoço”, explicou. A causa da morte foi pescoço quebrado.

O guarda acrescentou ainda que os dois rapazes, que tem 20 e 22 anos e não foram identificados, filmaram o enfrentamento com o tetraz.

Alguns moradores locais, cerca de 10 pessoas, que assistiram a morte da ave de longe avançaram sobre os rapazes e deram socos e pontapés nos assassinos do tetraz, chamando a polícia e segurando-os até a chegada das autoridades.

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Festival de música anuncia shows dentro das instalações de zoológico

Lêmures em cativeiro | Foto: Tayto Park Zoo
Lêmures em cativeiro | Foto: Tayto Park Zoo

Grupos de defesa dos direitos animais condenam o zoológico e parque temático Tayto Park, na Irlanda, pelo impacto que os shows do festival que o parque irá abrigar, terão nos animais que vivem em cativeiro na instalação.

Como se não bastasse serem privados de sua liberdade e serem mantidos presos em cativeiros contra a sua vontade, distantes de seus habitats naturais e de suas famílias, sendo obrigados a servir de entretenimento humano, os animais agora tem que suportar barulho, bagunça e intrusos em sua hora de descanso noturna.

A ISPCA e a Born Free Foundation disseram que o evento no local, “anunciado como um festival de diversão para a família”, não seria “divertido para o os animais de maneira nenhuma”.

O evento está previsto para os dias 29 e 30 de junho, com apresentações ao vivo de artistas como Key West, Nathan Carter e Hudson Taylor.

Os grupos de defesa dos direitos animais disseram que o evento incluirá música alta nas duas noites do festival em “momentos em que os animais normalmente não são perturbados e estão descansando”.

Eles acrescentaram que é “irresponsável” que o evento continue, uma vez que “é muito provável que os animais sofram estresse considerável”.

Propaganda do Festival de música | Foto: Tayto Park Zoo
Propaganda do Festival de música | Foto: Tayto Park Zoo

Os grupos disseram que levantaram suas preocupações ao conselho regional, Meath County Council, que emitiu a permissão para o festival, mas que nenhuma exigência adicional de bem-estar em relação aos animais presentes no local foi acrescentada.

O porta-voz da ISPCA, Andrew Kelly, disse estar “muito desapontado” com o conselho “ignorar as preocupações dos especialistas em bem-estar animal e dar o aval para este tipo de evento”.

Ele acrescentou: “No mínimo, acreditamos que uma condição para a emissão da licença deveria incluir a presença de um veterinário especializado no zoológico para monitorar o bem-estar dos animais durante a realização do evento”.

O porta-voz da ONG Born Free, o Dr. Chris Draper, disse que uma vez que o festival comece, “haverá pouco que possa ser feito para proteger qualquer animal que esteja estressado”.

Ele acrescentou: “Os zoológicos e os conselhos locais devem pensar mais nos eventos que permitirem no futuro e priorizar o bem-estar animal em detrimento do lucro”.

Em resposta, um porta-voz do Tayto Park disse que “os guardiões e cientistas comportamentais monitoram os animais durante todos os nossos eventos para garantir seu bem-estar”.

O parque disse que seu plano de proteção ao beme-star animal garantirá que nenhum distúrbio aos animais do zoológico e que ele será fechado às 19h, sem mais acesso ao público.

O porta-voz disse que o palco não estava localizado no zoológico, mas fora do perímetro do parque e que os recintos mais próximos da área ficavam a pelo menos meio quilômetro de distância.

Ele acrescentou: “Os auto-falantes vão ficar pendurados para cobrir o público e reduzir o barulho no zoológico e nas áreas residenciais”.

Eles disseram que os níveis de ruído não excederiam seus protocolos e os níveis seriam monitorados com a assistência de veterinários e funcionários.

Shows dessa proporção, com palco, iluminação e projeção de som para platéia imensas podem ser ouvidos a quilômetros de distâncias, como mostram os eventos de cantores e andas famosos realizados em estádios.

Estrelas como os artistas convidados atraem multidões e com certeza os animais ficarão incomodados não só pelo som, como pelas luzes e o excesso de pessoas, males dos quais, em seus habitats naturais jamais encontrariam.

O irrefreável sede de lucro dos seres humanos triunfa uma vez mais sobre os animais indefesos perante sua ambição desmedida.

Zoológicos de Londres realizam festas noturnas chamadas de “Zoo nights”

“Zoo nights”- um evento apenas para adultos, onde o SLZ London Zoo (zoológico de Londres) serve álcool e toca música alta – foi criticado e acusado de representar um “flagrante crueldade contra animais”.

A vegana e ativista pelos direitos animais, Abbie Andrews, criou uma petição pedindo que o zoológico cancele o evento, que recebeu quase 500 assinaturas em menos de 24 horas.

“Este é um evento recorrente onde o zoológico é basicamente transformado em uma boate noturna, com música tocando alto e álcool sendo vendido, sem nenhum cuidado com os animais como mostram os incontáveis incidentes que ocorreram nos anos anteriores”, disse Andrews.

A petição afirma que incidentes anteriores ocorridos no zoológico incluem pessoas tentando entrar em locais cercados e protegidos, pessoas derramando cerveja sobre os tigres, pinguins sendo perseguidos e supostamente feridos, e borboletas sendo esmagadas.

Absolutamente nenhuma consideração pelo animais

“Não há absolutamente nenhuma consideração pelos animais que já são mantidos no zoológico contra sua vontade, é tudo para os consumidores e visando lucro e dinheiro”, diz o texto da petição.

“A última coisa que esses animais precisam é estar cercados de pessoas bêbadas e música alta. Esse evento foi renomeado várias vezes sem nenhuma indicação de que seja cancelado de uma vez por todas.”

Andrews está pedindo ao público para assinar a petição antes de junho, quando o evento ocorrerá todas as sextas-feiras do mês.

O ZLS London Zoo disse: “Temos medidas rigorosas em vigor e bem-estar animal é sempre uma prioridade ao planejar nossos eventos. Em todos os eventos Zoo Nights, temos um oficial de bem-estar animal junto com nossos tratadores especialistas que cuidam de nossos animais. Nós também monitoramos os níveis sonoros para garantir que sejam cumpridas todas as políticas relevantes.

“No Zoológico ZSL de Londres, nossos animais vêm em primeiro lugar. Durante o dia, ou em eventos especiais, nossos especialistas veterinários, funcionários do zoológico dedicados e especialistas em bem-estar animal são dedicados a garantir que fornecemos tudo o que precisam para se manter saudáveis, estimulados e em forma”.

O zoológico também alegou que os supostos incidentes foram “reportagens altamente sensacionalistas” e que “nenhum visitante jamais feriu um animal nem entrou em um cercado de animais”.

Zoológicos – fábricas de morte

Todo tipo de cativeiro, sem exceções, causa prejuízos aos animais. Estes seres sencientes nasceram livres, com a natureza por habitat, e nenhum local ou nenhuma justificativa (como proteção das espécies e reprodução assistida) pode isentar o crime que esse fato representa.

Além do sofrimento psicológico e físico, dos traumas, da perda de vontade de viver e uma série e outros sintomas ligados a privação da liberdade, os animais ainda são afastados de seus bandos, suas estruturas sociais, seus vínculos consanguíneos e amorosos.

Sim, eles criam vínculos, são capazes de amar, sofrer, sentir, compreender o mundo ao seu redor e responder a estímulos externos. Essa capacidade de sentimento e consciência foi registrada sob o título de senciência animal e conta com a aprovação cientifica de especialistas do mundo que assinaram a Convenção de Cambridge em 2012.

Dessa forma essa evidencia científica só torna o sofrimento de nossos companheiros de planeta ainda maior e nossa culpa ainda mais condenável e vexatória.

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Estudo revela que cães apresentam os mesmos níveis de stress de tutores

Foto: Earth.com
Foto: Earth.com

Pesquisas confirmam o que muitos tutores já concluíram por si mesmos: cientistas descobriram que os animais domésticos não são alheios às ansiedades de seus companheiros humanos, ao contrário, eles apresentam a mesma quantidade de estresse que seus tutores sentem.

A descoberta vem de um estudo sobre o cortisol, um hormônio do estresse, que circula no sangue e também deixa sua marca em fios de cabelo. Com o tempo, à medida que o hormônio se liga ao cabelo em crescimento, cada haste se torna um registro biológico do estresse que um indivíduo experimenta.

Depois de conseguir a contribuição voluntária de 25 cães da raça border collies, 33 cães pastores de Shetland e os tutores do sexo feminino dos animais, pesquisadores na Suécia descobriram que o maior nível de cortisol no cabelo humano batia com o maior nível de hormônio no pelo de cão. Todos os cães moravam dentro de casa com seus tutores.

“Esta é a primeira vez que vemos uma sincronização de longo prazo nos níveis de estresse entre membros de duas espécies diferentes”, disse Lina Roth, etologista que liderou o trabalho na Universidade de Linköping, na Suécia. “Nós não vimos isso entre humanos e cães antes.”

A equipe de Roth mediu as concentrações de cortisol em fios curtos de cabelo cortados perto da pele no inverno e no verão de 2017 e 2018. A ligação entre o cortisol humano e de cães foi mantida durante as estações, mas foi maior nos cães durante o inverno.

Para investigar se o estilo de vida canino teve um impacto sobre os níveis de estresse, cerca de metade de cada raça inscrita estava envolvida em algum tipo de atividade regular e testes de habilidades como obediência e agilidade. O resto dos cães eram animais de companhia comuns.

Escrevendo em relatórios científicos, os pesquisadores descrevem como o estresse nos cães testados (competições) mais se espelhava mais acuradamente nos proprietários, potencialmente porque os animais tinham formado um vínculo mais forte com seus tutores do que os animais domésticos comuns.

Roth acredita que há mais fatores envolvidos na sincronização dos níveis de estresse do que simplesmente compartilhar o mesmo ambiente. Quando os cientistas observaram se os cães tinham um jardim para brincar; as horas que o proprietário trabalhava e se os cães viviam com outros cães, não encontraram nenhum efeito nos níveis de cortisol nos cães.

O que realmente teve efeito sobre os níveis de estresse dos animais foi a personalidade de seus tutores, avaliada por uma pesquisa padrão. O maior fator foi o neuroticismo (indivíduos que, a longo prazo, possuem uma maior tendência a um estado emocional negativo).

De acordo com o estudo, os tutores que obtiveram maior pontuação no neuroticismo tendiam a ter cães com níveis mais baixos de cortisol no cabelo. Uma explicação, disse Roth, é que os tutores mais neuróticos podem buscar mais conforto de seus animais de estimação, e o ataque de abraços e atenção reduz o cortisol nos cães. “Sugerimos pelas análises que os cães, em grande medida, espelham os níveis de estresse de seus companheiros humanos”, escrevem os cientistas na revista.

Se as descobertas forem suficientes para fazer os tutores de cães estressados se sentirem culpados, Roth tem algumas palavras de conforto. “A maioria dos tutores de cães sabe que seus companheiros caninos recebem muitos sinais deles, mesmo os não intencionais, mas ainda é benéfico estar juntos”, disse ela.

Enquanto o estudo afirma ser a primeira evidência de diferentes espécies sincronizando seus níveis de estresse a longo prazo, o contágio de estresse de curto prazo já foi identificado em membros da mesma espécie anteriormente.

Em 2016, James Burkett, da Universidade Emory, em Atlanta, mostrou que os ratos-da-pradaria, ou ratos-do-prado, monogâmicos reagiriam a um parceiro estressado aumentando seus próprios níveis de estresse e cuidando mais deles.

Burkett, que não esteve envolvido no estudo mais recente, disse que o trabalho foi adicionado a um crescente corpo de pesquisas mostrando que os cães são empáticos aos seus tutores.

“Os cães são afetados pelo sofrimento de seus companheiros humanos e respondem com comportamentos consoladores”, disse ele. “Agora sabemos que os cães também são afetados pelas personalidades e níveis de estresse de seus tutores. Embora isso possa ser senso comum para os tutores de cães, a pesquisa empírica ainda está atualizando nossas intuições sobre a empatia animal ”.

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Companhia de animais contribui para aliviar o 'stress'

Foto: Divulgação
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Os muitos sorrisos e o companheirismo a que estão habituados os que tutelam animais domésticos não são novidade, mas os cientistas continuam a reforçar as vantagens de partilhar o dia-a-dia com estes amigos de quatro patas, cuja presença contribui para aliviar o ‘stress’ e cujo apoio pode ser valioso em momentos difíceis.

De acordo com Mia Cobb, especialista em animais e investigadora da Universidade de Monash, na Austrália, passar tempo com cães e gatos “pode ser tão bom como estar com os amigos e com um membro da família”, existindo vários estudos que comprovam que os amigos felpudos “podem apoiar-nos, reduzir o ‘stress’ e fazer-nos rir mais”.

Em entrevista ao jornal Daily Mail Australia, Cobb explicou que a companhia dos animais pode ser “muito benéfica para o nosso bem-estar” e contribui, até, para melhorar a nossa autoestima.

Todas estas vantagens parecem estar, segundo Cobb, associadas à chamada “hormona do amor”: a oxitocina, que pode ser libertada através de um gesto tão simples como fazer uma festa ao nosso animal de estimação e que diminui a ansiedade e o ritmo cardíaco.

Fonte: Boas Notícias

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Presença de turistas causa estresse em gorilas selvagens

(da Redação)

gorila

Para o viajante que tem a esperança de vislumbrar gorilas africanos, uma viagem de ecoturismo – muitas vezes descrita como uma viagem de baixo impacto que apoia a conservação – pode parecer o ideal para as férias. Mas um novo estudo descobriu que os ecoturistas causam desconforto nos macacos selvagens, colocando os animais em risco de doenças relacionadas com o estresse. As informações são do The Dodo.

A chave para entender a ansiedade macaco, ao que parece, está nas fezes desses animais. Um grupo de pesquisadores europeus coletou fezes de gorilas de uma floresta na República Centro-Africana para medir os hormônios do estresse no excremento. Ao comparar diferentes grupos de gorilas – alguns que freqüentemente encontram turistas e outros que nunca viram seres humanos – os cientistas descobriram uma ligação entre estresse e turismo.

Gorilas que nunca se encontraram com turistas apresentaram os menores níveis de hormônios do estresse. Mas em locais visitados pelos seres humanos, os níveis hormonais dos macacos residentes estavam altos – particularmente dentro das duas primeiras semanas de contato.

Os níveis de estresse alcançaram picos quando os turistas chegavam muito perto dos animais. Embora o ecoturismo tenha adotado regulamentos destinados a manter os seres humanos a pelo menos 20 metros de distância de gorilas, a regra é frequentemente desrespeitada. Aumentar a distância da zona de aproximação entre o macaco e o turista – e respeitá-la – vai manter esses primatas, ameaçados de extinção, calmos e saudáveis, dizem os cientistas.

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Os benefícios da Doha: Ioga praticada com tutor e seu cão

A convivência com cães é considerada por muitos um refúgio para desacelerar e aliviar o stress. Praticantes de ioga perceberam isso e agora tentam explorar os benefícios que o bem-estar tanto para os animais como para seus tutores.

Doga - ioga cachorro (Foto: Stuart Isett/The New York Times)
Doga – ioga cachorro (Foto: Stuart Isett/The New York Times)

A chamada Doga, nome que vem da união da palavra cachorro e ioga em inglês, procura alcançar um estado de relaxamento sincronizando a respiração, circulação e movimentação de cães e seus tutores. Ela parte do pressuposto de que, ao unir pessoas com seres inocentes que as amam, é mais fácil criar momentos de alegria e satisfação.

A Doga nasceu nos Estados Unidos e hoje já se espalha pela Europa. Em países asiáticos, como Japão e Taiwan, chegou em 2008 e logo se tornou uma febre.

Nas palavras de Suzi Teitelman, a norte-americana que primeiro idealizou a versão canina da antiga meditação hindu, “quando combinamos os seres mais divinos de nossas vidas [os cães] com a ioga, acabamos duplamente abençoados”. Uma das maiores entusiastas da Doga é a comediante norte-americana Betty White. Aos 91 anos, ela é uma das militantes mais célebres dos direitos dos animais no país e praticante assídua da Doga. Foi Suzi quem apresentou a técnica a Betty.

Os movimentos da Doga não são muito diferentes daqueles consagrados na ioga. O que ocorre é uma adaptação dos gestos tradicionais para comportar o tamanho e a estrutura do corpo dos cães. Os alongamentos são diversos. Em um dos movimentos, o tutor se projeta sobre o animal, usando um dos braços para estender uma das patas.

Suzi afirma que nunca presenciou brigas entre cães durante suas aulas. Ela acredita que esse tipo de comportamento é inibido na prática da Doga. “Em último caso, recomendo o uso do mantra aum [pronuncia-se “om”]. Ele é capaz de acalmar os cães, pois carrega em sua essência a conexão entre os seres vivos. Alguns cães imitam seus tutores e também emitem o mantra”.

Fonte: Época

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Cães ajudam a tranquilizar passageiros em aeroportos nos Estados Unidos

(Fotos © Damian Dovarganes/AP )
(Fotos © Damian Dovarganes/AP )

Em três aeroportos dos Estados Unidos, várias dezenas de cães passaram a ter uma missão diferente das tradicionais. Os aeroportos estão recorrendo a cães ‘terapeutas’ como forma de aliviar o stress e atenuar os medos dos passageiros antes dos voos e a ideia está sendo um sucesso.

O recurso de usar cães com habilidades “especiais” começou há mais de dez anos, mais precisamente nos dias que se seguiram aos ataques terroristas do 11 de Setembro de 2001, quando um voluntário do Mineta San José International Airport pediu autorização para levar o cão para o trabalho com o objetivo de tranquilizar os viajantes, ansiosos e assustados devido aos voos atrasados e à dificuldade em contatar a família.

O impacto da presença do animal foi tão positivo que o aeroporto decidiu formalizar o programa e tem, agora, nove cães à disposição que, todos os dias, fazem as delícias dos passageiros e contribuem para ajudar a enfrentar as longas filas, as multidões, os receios e as preocupações com questões que estão sempre no pensamento, como o terrorismo.

Entretanto, dois outros aeroportos norte-americanos quiseram seguir este exemplo pioneiro: o Miami International Airport já tem o seu primeiro cão terapeuta e no Los Angeles Internacional Aiport (LAX) há 30 cães que confortam os viajantes, um número que deverá aumentar.

Um dos cães terapeutas do aeroporto de Los Angeles "cumprimenta" Jacob, um bebé de 13 meses que se preparava para viajar (Foto: Divulgação)
Um dos cães terapeutas do aeroporto de Los Angeles “cumprimenta” Jacob, um bebé de 13 meses que se preparava para viajar
(Foto: Divulgação)

Em declarações à Associated Press, Heidi Huebner, diretora de voluntariado do aeroporto LAX, sublinha “nunca se sabe por que razão as pessoas vão voar”: pode ser para férias, mas também para ir um funeral, para visitar um familiar doente ou para participar numa reunião de trabalho. Ou seja, o stress é elevado e é aí que o programa Pets Unstressing Passengers (PUPs), lançado por este aeroporto em Abril, desempenha o seu papel.

Quando os cães se aproximam dos passageiros “é possível sentir, literalmente, os níveis de stress a baixar. As pessoas começam a sorrir, desconhecidos começam a falar uns com os outros e quando vão embora, todos vão muito, muito mais bem-dispostos”, garante Huebner.

Segundo Billie Smith, diretor executivo da empresa Therapy Dogs, que “certifica” os cães terapeutas do aeroporto de Los Angeles, os animais que participam no programa têm de ser saudáveis, estáveis, bem educados e capacitados, além de estar confortáveis com multidões.

Os voluntários que acompanham os cães na sua missão, por seu lado, são ensinados a ter especiais cuidados com pessoas que têm medo ou não gostam destes animais e com eventuais casos de alergias. No entanto, habitualmente, são os próprios passageiros que se aproximam dos cães e os cumprimentam, identificando-os através dos seus “uniformes” próprios onde pode ler-se a frase “Pet Me!” (“Faz-me uma festa!”, em tradução livre).

Fonte: Boas Notícias

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Ruído dos navios causa “stress crônico” nas baleias

O ruído afeta diretamente o organismo das baleias, defendem os investigadores (Foto: Alvaro Vidal/AFP)

O ruído causado pelo tráfego marítimo causa “stress crónico” nas baleias, revela, pela primeira vez, um estudo de investigadores norte-americanos publicado nesta quarta-feira.

Os investigadores aperceberam-se da ligação direta entre o ruído e os níveis hormonais nas baleias relacionados com o stress durante a paragem brusca do tráfego marítimo causada pelos atentados do 11 de Setembro de 2001, nos Estados Unidos.

O essencial desta poluição sonora tem origem nas hélices e motores dos navios comerciais e situa-se “em frequências baixas, entre os 20 e os 200 Hertz”. O problema é que estas frequências também são utilizadas pelas baleias para comunicarem entre si, segundo o estudo publicado na revista Proceedings of the Royal Society B.

“Mostrámos que as baleias que vivem em oceanos com elevados níveis de ruído causado por navios têm stress crónico, como resposta”, disse Rosalind Rolland, principal autora do estudo e investigadora do Aquário de Nova Inglaterra, em Boston, citada pelo jornal The Guardian.

Os especialistas já tinham demonstrado que o ruído obrigava as baleias-francas a aumentarem a amplitude e frequência dos seus sinais de comunicação, a modificarem o seu comportamento e, por vezes, a mudar de habitat. No entanto, ainda não se sabia se o ruído tinha, ou não, um impacto biológico significativo e duradouro junto destes cetáceos. “Já sabíamos que as baleias alteravam a frequência dos seus chamamentos para se adaptarem ao ruído dos navios, mas esta investigação revela que isso não é só uma chatice para elas, está a ter mesmo efeitos no seu organismo”, acrescentou.

Redução significativa do ruído

Algumas semanas antes dos atentados do 11 de Setembro, os cientistas realizaram uma campanha de estudo das baleias-francas do Atlântico Norte (Eubalaena glacialis) que, todos os anos, se juntam na Baía de Fundy, no Canadá, para alimentar as suas crias.

Nos dias seguintes aos atentados, as autoridades marítimas locais confirmaram uma queda acentuada do tráfego de navios comerciais. Segundo os investigadores, a intensidade do ruído de fundo nas águas da baía de Fundy baixou 6 decibéis, com uma redução significativa do ruído abaixo dos 150 Hertz. Ao mesmo tempo, análises aos excrementos das baleias revelaram uma queda forte de glucocorticóides, hormonas segregadas pelos vertebrados em resposta a situações de stress. Análises semelhantes foram realizadas até 2005, sem que se tivesse voltado a registar uma tal diminuição de glucocorticóides.

“Na nossa opinião, não existe nenhum outro fator que afeta a população [de baleias] que possa explicar esta diferença entre a redução do tráfego marítimo e a poluição sonora submarina depois do 11 de Setembro”, concluem os autores da investigação.

Os efeitos biológicos do stress crónico nas baleias estão ainda pouco estudados mas sabe-se que a produção continuada de glucocorticóides nos vertebrados tem efeitos negativos na saúde (problemas de crescimento, no sistema imunitário e no sistema reprodutivo).

Nos últimos 50 anos, a prospecção petrolífera, os sonares militares e o aumento do tráfego marítimo têm feito aumentar a poluição sonora submarina. “A boa notícia nisto tudo é que este é um problema com solução”, disse Rolland, lembrando que o ruído dos navios se deve, muitas vezes, a defeitos nos motores das embarcações. Actualmente, a União Europeia e a Organização Marítima Internacional estão a estudar formas de reduzir o ruído nos oceanos.

Fonte: Ecosfera

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