Destaques, Notícias

Peixe-boi é amarrado e arrastado ao longo de uma estrada na Nigéria

No vídeo divulgado, gritos e berros do animal também podem ser ouvidos em segundo plano


Imagens divulgadas do vídeo na internet

Recentemente, imagens divulgadas na internet mostram um peixe-boi em perigo, amarrado e sendo arrastado por uma estrada de terra enquanto tenta escapar. O vídeo foi gravado na Nigéria e mostra pessoas puxando o animal com cordas, enquanto sua pele raspava o chão e o animal clamava por socorro.

Após as imagens se tornarem famosas na internet, o Ministério do Meio Ambiente da Nigéria, ordenou uma investigação completa sobre o vídeo, que foi divulgado em uma mídia social no dia 22/02, depois de ser capturado na região do Delta do Níger.

Embora seja ilegal caçar peixes-boi no país, os animais continuam sendo alvo, pois sua carne, óleo e órgãos são usados ​​na medicina tradicional do país.

Além do vídeo mostrar o animal se contorcendo quando sete pessoas o arrastam pela estrada principal de uma cidade, gritos e berros do animal também podem ser ouvidos em segundo plano.

Imagens divulgadas do vídeo na internet

A vice-ministra do Meio Ambiente da Nigéria, Sharon Ikeazor, condenou no dia 23/03,  a captura do peixe-boi e pediu que as autoridades o investiguem e resgatem o animal.

“Minha atenção foi atraída para um vídeo muito angustiante e desagradável de um peixe-boi capturado na região do Delta do Níger sendo arrastado por terra para um destino cruel ”, disse ela no Twitter.

E completou: “É triste que os peixes-boi continuem sendo um dos mamíferos aquáticos mais caçados”, disse ela, acrescentando que era necessária uma campanha de conscientização “para educar nosso povo a proteger o peixe-boi”.

A pobreza generalizada na região do Delta do Níger, apesar de décadas de riqueza em petróleo, provoca a caça de animais em extinção, além disso, vazamentos de petróleo no sul da Nigéria também danificaram o habitat natural de peixes-boi e outras espécies aquáticas.

De acordo com a Sociedade Conservadora de Vida Selvagem na Nigéria, a legislação que protege espécies ameaçadas de extinção raramente é aplicada pelas agências governamentais.

Confira as imagens dos maus-tratos ao peixe-boi:


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Notícias

Animais são resgatados durante a tempestade Dennis, no País de Gales

A Sociedade Real para a Prevenção da Crueldade contra Animais está em alerta máximo por causa das inundações e chamadas recebidas de todo o País de Gales


 

Instagram RSPCA Cymru

Recentemente, ovelhas, cavalos e animais domésticos foram resgatados após serem vítimas da Tempestade Dennis, no País de Gales.

As equipes de emergência da  RSPCA (Sociedade Real para a Prevenção da Crueldade contra Animais), salvaram ovelhas e cavalos na cidade de Carmarthenshire. No entanto, em uma cidade vizinha chamada Llandeilo, apenas uma ovelha conseguiu ser resgatada em um campo inundado.

Uma outra equipe de resgate também ajudou 22 ovelhas presas pelas águas da enchente em um campo em St Asaph, Denbighshire. No entanto, num primeiro momento, eles tomaram a decisão de não tentar um resgate.

Instagram RSPCA Cymru

O inspetor Anthony Joynes disse: “Levamos feno para as ovelhas e alimentamos elas: “Como as ovelhas estavam todas pesadas por conta da água, decidimos deixá-las onde estavam”.

E completou: “Quando a água da enchente começou a recuar, observamos que elas estavam mais seguras para deixar o local. Se tivéssemos começado a tentar resgatá-las antes, elas teriam se assustado e provavelmente fugido para a água, onde poderiam ter se afogado”.

Os inspetores também ajudaram as equipes de emergência a tirar os moradores de suas casas na vila de Nantgarw, perto da cidade de Cardiff.

A inspetora da RSPCA, Emma Williams, disse: “Os serviços de emergência estavam fazendo um trabalho incrível em circunstâncias tão difíceis e fico feliz em saber que os residentes e seus animais domésticos foram evacuados com segurança”.

E completou: “Embora tenhamos ouvido relatos de que um cachorro se afogou tristemente em Nantgarw, nossos pensamentos vão para o tutor, juntamente com todos que foram afetados”.

A RSPCA está em alerta máximo por causa das inundações e chamadas recebidas de todo o País de Gales. O vice-inspetor-chefe da RSPCA, Phil Lewis, disse ao site: “A Tempestade Dennis causou grande devastação em todo o país de Gales e nossos pensamentos estão com todos que foram afetados”.

E completou: “Vimos chuvas prolongadas chegando em áreas que já estão saturadas. Como resultado, no final de semana, estivemos tão ocupados que tivemos que priorizar as chamadas de emergência”.

“Todas as nossas equipes de resgate foram chamadas e a equipe de folga entrou para ajudar na emergência também “, concluiu ele.


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Civetas são alimentadas à força para produzir o café mais caro do mundo

Os animais são mantidos em gaiolas apertadas e sujas. O café é fabricado a partir das fezes desses mamíferos na Indonésia


Lady Free Thinker

Civetas, que são mamíferos asiáticos pequenos e leves, estão sendo alimentados à força para que o café mais caro do mundo seja produzido, uma vez que o produto é fabricado a partir das fezes desses animais. O mamífero engole os grãos de café, libera alguns ácidos e enzimas, e depois os elimina nas fezes. Isso faz com que o café fique com aroma de frutas vermelhas, pouco amargo e sem nenhuma acidez.

Recentemente, os animais foram encontrados vivendo em gaiolas apertadas e sujas na Indonésia.

Pesquisadores da entidade animal Lady Freethinker encontraram 20 dos animais, também conhecidos como luwaks, que estavam sendo mantidos atrás de uma casa particular na ilha de Bali.

Uma pesquisadora que trabalha para a entidade animal e que deu seu nome apenas como Diana, disse ao Mail Online que encontrou os animais que são de hábitos noturnos e solitários, em gaiolas de arame empilhadas à luz do sol, sem acesso a comida ou água.

Ela também disse que todos os animais estavam magros e um deles possuía ferimentos, provavelmente por se morder devido ao estresse.

Lady Free Thinker

Os luwaks também andavam de um lado para o outro – um comportamento compulsivo típico de animais estressados e provavelmente resultado de serem constantemente cafeinados devido à dieta de grãos de café.

Ela disse: “A cena foi horrível. Havia arame nos quatro lados das gaiolas, sem água em nenhuma delas e sem comida”.

E completou: “Se você deixar animais noturnos, em um espaço aberto onde as pessoas possam vê-los e eles não tiverem nenhum bloqueio da luz solar, eles ficarão constantemente assustados”.

Como parte de sua pesquisa, Diana também visitou zoológicos onde as civetas eram mantidas em melhores condições, embora não devam viver em cativeiro.

Ela disse que os trabalhadores dos locais disseram que a maioria dos cafés da cidade – conhecidos como ‘kopi luwak’, literalmente ‘café de um luwak’ – era cultivada nas colinas de Bali e que os luwaks eram mantidos ao ar livre, comiam grãos de café em grandes alimentadores e eram bem tratados.

No entanto, Diana reconheceu que tentativas de rastrear as fazendas para verificar a condição dos animais se mostraram impossíveis, uma vez que elas não estão marcadas em nenhum mapa, e os trabalhadores dos zoológicos e cafeterias de luwak não são informados onde estão localizadas.

Ela até tentou fingir que era compradora de café, mas não conseguiu acessar as fazendas e foi direcionada para as cafeterias turísticas.

O Kopi Luwak é conhecido popularmente como “o café mais caro do mundo”, com produtos que custam até de 20 mil reais.

Campanha mundial contra a exploração de civetas

 A ONG World Animal Protection tem uma campanha para acabar com a produção do café com confinamento de civetas: “Estamos promovendo uma campanha pelo fim do comércio do café proveniente de civetas mantidas enjauladas – e este movimento vem crescendo bastante. Começamos a nossa campanha pedindo a atacadistas do Canadá, da Dinamarca, da Holanda, da Suécia e do Reino Unido que verificassem suas cadeias de fornecimento do produto e que parassem de vendê-lo caso não tivessem condições de garantir a sua proveniência. Pelo menos 13 atacadistas – incluindo gigantes como a Harrods e a Selfridges, no Reino Unido, e a Simon Lévelt, na Holanda – já optaram por retirar o café civeta de suas prateleiras ou concordaram com a investigação da sua procedência”. Para conhecer melhor a campanha e assinar uma petição acesse AQUI

Confira o vídeo dos animais em cativeiro:


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Austrália identifica mais espécies em situação de risco

Cerca de 30% do habitat natural dos animais foi destruído por queimadas


Skeeze/Pixabay

A Austrália identificou 113 espécies de animais que necessitam de “ajuda urgente” após incêndios destruírem seus habitats, é o que informa relatório divulgado pelo governo federal. Quase todas as espécies da lista perderam cerca de 30% de seu habitat devido às queimadas que assolaram a Austrália ao longo dos últimos meses. O relatório informou, ainda, que algumas espécies altamente ameaçadas enfrentam “risco iminente de extinção”, como o dunnart, uma espécia de rato da Ilha dos Cangurus.

Animais como o coala tiveram parte substancial de seu habitat arrasado e precisam de intervenções humanas de emergência para que se recuperem. Além dos coalas, cangurus, algumas espécies de pássaros, peixes e sapos estão entre os que mais precisam de ajuda, segundo informações fornecidas por especialistas ao BBC News (12). De acordo com a ministra do Meio Ambiente, Sussan Ley, “as espécies vegetais e outros invertebrados devem ser citados na próxima atualização da lista”.

JODY GATES / SA DEPARTAMENTO DE MEIO AMBIENTE E ÁGUA DA AUSTRÁLIA

Em comunicado, Ley afirmou que “ainda não é seguro entrar em muitas áreas para fazer avaliações mais detalhadas no terreno”. Porém, no mês de janeiro foi publicada uma estimativa feita por pesquisadores de que mais de um bilhão de animais podem ter morrido nos incêndios. Na mesma época, a Austrália prometeu 50 milhões de dólares para a recuperação da vida selvagem e seus habitats. O dinheiro será destinado a tratamentos médicos de animais, comida e programas de controle de pragas.


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Voluntário chora todos os dias ao resgatar coalas na Ilha Kangaroo

Ele também alega que a falta de serviços de apoio está levando a mortes de coalas que poderiam ter sido evitadas


Kai Wild/Facebook

Um voluntário da vida selvagem na Ilha Kangaroo diz que chora todos os dias enquanto trabalha para salvar os animais presos nas matas destruídas pelo fogo.

Kai Wild viajou para Adelaide , na Austrália, para se voluntariar para a operação de resgate no final de janeiro, porque possui experiência em escalar árvores para resgatar coalas feridos.  Desde sua chegada em 30 de janeiro, ele já ajudou a resgatar 18 coalas, incluindo quatro órfãos.

No entanto, durante os resgates que vem realizando, ele descreveu ser tomado pela emoção, alegando também que a falta de serviços de apoio está levando a mortes de coalas que poderiam ter sido evitadas.

'I've seen plenty of koalas that have burnt to death. 100s. I've seen koalas that are decomposing because they starved weeks ago but I haven't seen a koala that has died from starvation recently, in the time that I've been here. Until today,' the volunteer wrote.
Kai Wild/Facebook

Ele lamenta: “Já vi muitos coalas que queimaram até a morte. Eu vi coalas que estão em decomposição porque morreram de fome semanas atrás e vi um coala que morreu de fome recentemente”.

Ele compartilhou a história no Facebook em um apelo por mais serviços de apoio, depois de encontrar o primeiro corpo de um coala que sobreviveu aos incêndios apenas para morrer de fome.

“Hoje eu percebi que sou o único que vai sair para colocar estações de alimentação de coalas nessas plantações onde os coalas estão prestes a morrer de fome”, concluiu ele, lamentando mais uma vez, a falta de apoio na área.

Confira o vídeo dos resgates:


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Curta-metragem com Joaquin Phoenix aborda queimadas na Amazônia e Austrália

No filme, o ator é um médico que luta para salvar o planeta Terra à beira de um colapso


Mobilize.Earth

Joaquin Phoenix (45), favorito para ganhar o Oscar na categoria de “Melhor Ator” no próximo domingo (9), está na produção “Guardians of Life” (Guardiões da Vida) que estreiou em 30 de janeiro e tem apenas 2 minutos de duração. No curta o ator é um médico que luta para salvar o planeta Terra à beira de um colapso.

A produção é a primeira de uma série de curtas de Hollywood que visam estimular a ação sobre as mudanças climáticas. A estrela de “Coringa” se uniu recentemente ao grupo de ativistas ambientais da Extinction Rebellion e a Amazon Watch, uma organização da Califórnia que faz campanha para proteger a floresta amazônica.

Segundo informações do site Daily Mail (6), o curta foi gravado em uma sala de emergência de Los Angeles e mostra médicos tentando salvar um paciente não identificado, cujos sinais vitais básicos representam a ameaça das mudanças climáticas, desmatamento e incêndios na Austrália e na  Amazônia.

“As pessoas não percebem que ainda há tempo, mas apenas se agirmos agora e fizermos mudanças radicais em nosso consumo. Não podemos esperar que os governos resolvam esses problemas para nós”, declarou Phoenix.

O filme é primeiro de uma série planejada de 12 curtas-metragens e evidencia o papel vital que os indígenas desempenham na proteção de habitats, além das descobertas de cientistas que estudam milhões de espécies de plantas e animais que, segundo eles, correm o risco de extinção devido a danos causados ​​pela indústria e a sociedade.

“Isso demonstra o envolvimento dos artistas na proteção da Amazônia, mostrando o papel principal que os povos indígenas desempenham na defesa das florestas, do planeta e da própria vida”, disse Sonia Guajajara, da Associação dos Povos Indígenas.

Além de Phoenix, os atores Rosario Dawson, Matthew Modine e Oona Chaplin aparecem no filme, que foi dirigido por Shaun Monson e produzido pela Mobilize Earth, uma agência norte-americana  sem fins lucrativos criada para a série e que tem como objetivo arrecadar fundos para a Extinction Rebellion e a Amazon Watch.

“Ainda há uma desconexão entre o quão ruim as coisas estão e a ação que precisa acontecer”, disse Gail Bradbrook, cofundadora da Extinction Rebellion. “Mas essa lacuna está diminuindo. Há cada vez mais pessoas se importando com a causa do planeta”, concluiu ela.

Confira o filme:


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Desmatamento mata dezenas de coalas na Austrália

Os responsáveis podem ser penalizados com multa de 8 mil dólares


Rebecca Tregear/Pixabay

Um desmatamento em uma plantação de eucaliptos em Victoria, na Austrália, em dezembro de 2019, já matou 30 coalas, dos 80 animais socorridos por especialistas. Para os investigadores, o número deve ultrapassar as 40 vítimas quando os 10 km de madeira derrubada forem percorridos. O caso ficou internacionalmente conhecido como ‘massacre dos coalas’.

Em terras privadas próxima ao local, veterinários tratam os animais que chegam a eles com ossos quebrados e famintos. Vários tiveram de ser submetidos à morte induzida por conta de seu estado grave de saúde.

Em manifestação oficial, a ministra do Meio Ambiente do Estado de Victoria, Lily D’Ambrosio, afirmou que o evento foi “devastador” para a população de coalas da região de Portland e prometeu que o governo fará “todo o possível” para punir os autores. “Todos podem, com razão, sentir-se não apenas chocados,  profundamente tristes e com o coração partido, mas com raiva. Estou absolutamente zangada”, disse.

Os moradores relataram o incidente ao Departamento de Meio Ambiente, Terra, Água e Planejamento (DELWP), que chegou ao local no dia 31 de janeiro. Os coalas sobreviventes foram transferidos para receber tratamento especializado e reabilitação. “Após avaliação, os animais que não necessitam de transferência imediata receberam comida e água”, afirmou o departamento. “A DELWP está trabalhando com as partes interessadas para fazer o melhor pelos coalas restantes e isso pode incluir a translocação para locais adequados”, esclareceu.

De acordo com a Lei da Vida Selvagem, matar, assediar ou perturbar os animais pode gerar multa de oito mil dólares, além de uma multa adicional de mais de oitocentos dólares por vítima. A Lei de Prevenção da Crueldade contra Animais também pode ser utilizada como forma de punição. Uma das empresas madeireiras envolvida na colheita de madeira do local, em outubro de 2019, alegou ter devolvido a área no mês seguinte. Em nota, a empresa afirmou que “deixou um número apropriado de árvores para a população de coalas existentes e forneceu detalhes disso em uma carta ao proprietário da terra”.

Free-Photos/Pixabay

“Entende-se que, após a empresa concluir seu trabalho, as árvores restantes foram desmatadas. Isso é particularmente preocupante para os silvicultores e funcionários que trabalharam assiduamente para proteger os coalas durante a operação de colheita”, diz o comunicado. Um porta-voz da empresa afirmou que devolveu o local ao proprietário em meados de novembro com 72 coalas no local, deixando 10 hectares de vegetação remanescente.

A propriedade é administrada por Keith Troeth em nome de seu pai, Russell Troeth. Keith Troeth contou ter limpado o local na semana anterior, mas que toda a atividade foi pensada para minimizar qualquer fatalidade. “Pode ter havido um ou dois coalas mortos e eu assumirei a responsabilidade, mas não o grande massacre que está sendo verificado”. Russell Troeth se recusou a comentar.

A Associação Australiana de Produtos Florestais (AFPA) se manifestou afirmando horror ao que a investigação revela e descreveu como um “ato insensível de crueldade animal”. O executivo-chefe da associação, Ross Hampton, afirmou que os operadores florestais “seguem meticulosamente os procedimentos de preservação de coalas supervisionados pelo Departamento de Meio Ambiente de Victoria”.

“Fui informado de que os operadores, neste caso, foram tão cuidadosos que levaram até um coala ferido, que encontraram durante a inspeção, ao veterinário”, disse ele. “A colheita dessa área terminou em novembro e a terra foi devolvida ao proprietário antes do Natal. Ainda não está claro quem demoliu as árvores com os coalas aparentemente ainda neles, mas é absolutamente certo que isso não foi feito por uma empresa. Apoiamos todos aqueles que clamam para que a lei seja aplicada ao agressor”, acrescentou. A AFPA lançará sua própria investigação. As informações são do The Guardian de 3 de fevereiro.


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Fotógrafo registra imagens do que restou após incêndios na Ilha Kangaroo

Uma das imagens mais simbólicas registradas pelo profissional é a de um coala perplexo, sentado na base de uma árvore cercada por um matagal queimado


DAVID YARROW

David Yarrow (53), é um fotógrafo britânico que capturou a realidade árdua da crise de incêndios florestais na Austrália, que destruiu mais de 12 milhões de acres de terra e matou cerca de um bilhão de animais até o momento.

Segundo o site Daily Mail desta quinta-feira (30), o fotógrafo Yarrow, registrou durante dez dias, a devastação causada pela vida selvagem na Ilha Kangaroo – uma das áreas mais atingidas do país.

Uma das imagens mais simbólicas registradas pelo profissional é a de um coala perplexo, sentado na base de uma árvore cercada por um matagal queimado. Além do coala, a sequência também mostra dois cangurus aterrorizados no meio de sua “casa”, em cinzas. Ademais, a vegetação registrada pelo fotógrafo é árida e com mínimos sinais de vida.

DAVID YARROW

Yarrow lançou nesta quarta-feira (29), #KoalaComeback Campaign, uma campanha a fim de arrecadar US$ 2 milhões para apoiar os esforços de recuperação na Austrália, em parceria com a WildArk, organização que promove e apoia atividades de conservação da vida global.

“O dia na Austrália em que vi 500 animais mortos para cada um vivo permanecerá comigo para sempre. Este é um chamado para a luta pela recuperação da Austrália e somos abençoados com um célebre exército de conservacionistas apaixonados” , disse Yarrow.

Ele também explicou a função das fotografias em sua campanha: “Espero que esta fotografia de um coala solitário que eu encontrei sentado na base de uma árvore, que estamos chamando de ‘sobrevivente’, se torne conhecida e emblemática de um período em que todos ficamos cientes da profunda fragilidade do nosso planeta – e que isso possa nos ajudar a arrecadar dinheiro para fazer a diferença”.

DAVID YARROW

O site Daily Mail também explica que os doadores que fizerem uma contribuição de no mínimo US$ 1.000, receberão uma impressão da foto emblemática assinada de 24x33cm em suas casas, já as pessoas que doarem entre US$ 10 e US$100 receberão uma versão para download da imagem. Celebridades como modelo Cara Delevingne, Cindy Crawford e o astro de futebol americano Tom Brady já aderiram à campanha.


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Wombats foram mais afetados que coalas autralianos, diz professor

O professor também relata que as organizações estão mais preocupadas com outras perdas, que não incluem os animais

Pen Ash/ Pixabay

Para o professor John Creighton, embora o mundo esteja impactado com os coalas por conta dos incêndios australianos, há um animal que foi mais afetado que eles: os wombats (chamados de ‘vombates’ no Brasil).

“Para cada coala que perdemos, talvez tenhamos perdido 10 ou 15 wombats – esse é o número que não estamos vendo”, declarou o chefe do grupo de voluntários Wombat Care Bundanoon ao Dailymail desta quarta-feira.

A entrevista foi realizada em Wingello, vila que foi devastada pelos incêndios florestais e que está localizada há 150km de Sydney. “O coala se tornou o símbolo do fogo, mas muitos outros animais morreram. Perdemos muito da nossa vida selvagem”, completou ele.

Creighton diz que desenvolveu vínculos com os wombats, vem se dedicando a salvá-los dos incêndios e que um dos motivos de estar ajudando esses animais com todos os seus esforços é porque as organizações estão mais preocupadas com outras perdas, que não incluem os animais, tais como: pessoas, casas, estradas e serviços públicos, embora a perda de animais esteja estimada em um bilhão.

Ele declarou: “Aqueles que sobreviveram a esse incêndio horrível entrando em suas tocas, retornarão a um mundo completamente diferente e não têm ideia de como existir nele”. “Estamos fazendo todo o possível para mudar isso”.

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Coalas podem ser extintos antes de 2050

O número de coalas em Queensland e Nova Gales do Sul reduziu drasticamente nas últimas três décadas


Skeeze/Pixabay

Os coalas podem ser extintos até 2050 e a Austrália é a grande responsável da ‘catástrofe’, dizem especialistas.

Estima-se que mais de um bilhão de animais tenham sido mortos no incêndio na Austrália, além do mais, metade da população de coalas foi destruída no sul da Austrália.

Segundo o especialista e o professor Christopher Dickman, da Universidade de Sydney, existiam 100 espécies de plantas e animais que corriam risco de extinção, e agora, devido aos incêndios, a possibilidade de monitoramento é quase nula.

“Vai demorar algum tempo até que possamos avaliar se determinadas espécies ainda estão lá ou não, mas entre 20 e 100 plantas e espécies animais que já estavam ameaçadas ficaram no caminho dos incêndios e corriam um risco real”,  declarou ele ao site The Daily Telegraph.

Com relação aos coalas, ele diz que apesar da devastação, ainda existem locais que a espécie nunca foi tocada. “Os coalas têm uma grande variedade e, embora os incêndios tenham coberto mais de 10 milhões de hectares, ainda há uma área muito grande de habitat de coalas que permanece intacta”, declarou ele.

De acordo com o site Dailymail desta quarta-feira (22), o Fundo Mundial para a Vida Selvagem (WWF) diz que até 2050, os coalas serão exterminados no leste da Austrália, no entanto, o Dr. Stuart Blanch prevê que os incêndios “reduziram o cronograma de extinção”.

O número de coalas em Queensland e Nova Gales do Sul, estados da Austrália, reduziu drasticamente nas últimas três décadas.  Na década de 90, havia 326.400 coalas nesses estados e em 2010 havia apenas 188.000, segundo o WWF. Em 2020 a população deve ser menos de 100 mil, devido ao desmatando e a limpeza de terras. O especialista também estima que entre um quarto e metade da população de coalas morreu nos incêndios.

“Os impactos climáticos, incluindo secas e incêndios florestais, estão ocorrendo muito mais rápido do que o esperado, por isso é razoável concluir que o risco de extinção virá bem antes de 2050”, disse ele.

Falando anteriormente ao Dailymail, o professor Dickman disse sobre a possível dificuldade dos coalas se reproduzirem .”Algumas coisas provavelmente não vão voltar”, disse ele. “É quase meio bilhão de animais nativos. Você poderia dizer funcionalmente extinto em algumas áreas”, completou o professor.


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Leões no Sudão estão desnutridos em jaulas enferrujadas e sujas

Uma leoa não resistiu às condições e morreu nesta segunda-feira (20)


Getty Images

Neste sábado (18), imagens e vídeos de leões vivendo em condições horríveis em um zoológico no Sudão, começaram a circular na internet. As imagens são do zoológico Al-Qureshi Park e mostra leões famintos em jaulas sujas e enferrujadas, além disso, os ossos dos felinos podem ser vistos através da pele.

Como resultado dessas condições desumanas, uma leoa não resistiu às condições e morreu nesta segunda-feira (20). O animal recebeu fluidos intravenosos por vários dias, segundo Essamelddine Hajjar, gerente do parque.

Segundo informações divulgadas pelo Dailymail (22), os leões sofrem há semanas sem alimentos e remédios, após o aumento do preço dos alimentos, uma vez que o país enfrenta problemas com a desvalorização de sua moeda.

Essamelddine Hajjar, declarou: “Os grandes felinos receberam comida no domingo, depois que os funcionários do parque a compraram com seu próprio dinheiro”, embora as más condições sejam evidentes.

Getty Images

O parque é mantido por investimentos públicos e doações, e recentemente uma campanha chamada #SudanAnimalRescue (Resgate Animal no Sudão) pediu que os leões desnutridos e doentes fossem retirados do parque.

O ativista Osman Salih, um dos precursores da campanha, declarou no Facebook após lançamento do projeto: “Fiquei abalado quando vi esses leões no parque… seus ossos estão saindo pela pele”.  Ele ainda completa: “Peço às pessoas e instituições interessadas que as ajudem.”

Ainda segundo informações do site, no domingo (19), cidadãos, voluntários e jornalistas foram ao parque para ver o estado dos leões, tornando a situação ainda mais insustentável nas mídias sociais. Carne podre com moscas podiam ser vistas espalhadas pelas jaulas.

Salih, o gerente do parque, salienta que muitas pessoas estão tentando ajudar por meio de sites crowdfunding, no entanto, sanções dos EUA estão impedindo o local de receber fundos. “Apesar de tudo isso, a maratona de recuperação, cura e reconstrução … continua”, declarou o ativista no Facebook.

Na quarta-feira, ele compartilhou uma fotografia da leoa restante depois que os voluntários trouxeram comida, dizendo que ela estava “fazendo um belo progresso” e dizendo que muitas organizações (felizmente) estão dispostas a ajudar.

Confira aqui o vídeo dos maus-tratos dos leões do zoológico do Sudão:


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De olho no planeta, Notícias

Reino Unido é grande responsável pelo desmatamento na Amazônia

A floresta está sendo destruída para o cultivo de soja, que por sua vez, é utilizada para alimentar as aves no Reino Unido e no exterior


Free-Photos/Pixabay

De acordo com um relatório da Greenpeace (organização não governamental ambiental), a crescente demanda de frango no Reino Unido, está aumentando o desmatamento na Amazônia.

O estudo chamado  “Winging it: Como o hábito da galinha no Reino Unido está alimentando a emergência climática e natural“, afirma que há uma relação existente entre os dois episódios.

Segundo o site Plant Based News desta terça-feira (21), a floresta está sendo destruída para o cultivo de soja, que por sua vez, é utilizada para alimentar as aves no Reino Unido e no exterior. Para alimentar as galinhas do Reino Unido, é necessário que uma área maior do que a Irlanda seja desmatada, o equivalente a 1,4 milhão de hectares de terra.

O Greenpeace também perguntou para mais de 20 marcas no Reino Unido, como McDonald’s, KFC e Burger King, a respeito da procedência da soja e as vendas de frango, no entanto, nenhuma das companhias garantiu que a soja para alimentar as aves é livre do desmatamento.

A ativista florestal do Greenpeace no Reino Unido, Chiara Vitali, declarou: “Os consumidores que cortam carne vermelha estão claramente tentando fazer a coisa certa pelas razões certas.  Mas supermercados e restaurantes de fast-food se mantêm no escuro quando se trata de destruir florestas preciosas para alimentar a maior parte dos frangos que eles vendem”.

A ativista também fez um alerta a respeito do consumo demasiado de carne: “A verdade é que não podemos continuar consumindo carne produzida industrialmente nos volumes em que estamos atualmente. É por isso que pedimos às empresas que estabeleçam metas claras de redução de carne e sejam transparentes sobre a origem de sua alimentação animal. A produção de carne é a maior contribuição da Europa para o desmatamento “.

A respeito do combate ao desmatamento, Leah Riley Brown, do British Retail Consortium (BRC), associação comercial do Reino Unido, declarou que os varejistas estão trabalhando arduamente contra o desmatamento e para impulsionar a produção da soja sustentável e certificada, além disso, relatou que a entidade também apelou ao governo brasileiro e diz estar trabalhando com as partes interessadas para garantir fontes sustentáveis.


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