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MasterChef: Sônia Abrão promove veganismo e critica chef Paola Carosella

A jornalista Sônia Abrão, atual apresentadora do “A Tarde é Sua”, da RedeTV, destinou os 15 primeiros minutos de seu programa ontem (27) para falar sobre temas relacionados à exploração animal. As questões levantadas por ela surgiram a partir de uma crítica que ela se propôs a fazer contra o discurso da chef Paola Carosella sobre a exibição de uma vaca no palco do MasterChef Profissionais na última terça-feira (26).

“Já ficou claro que o público não gosta de ver”, começou Sônia em seu discurso sobre a proposta do MasterChef. A forma como a situação foi tratada por Paola, entretanto, foi o que incomodou Sônia Abrão, que classificou as palavras da chef como reacionárias.

Sônia Abrão, que é vegana, criticou o discurso de Paola Carosella feito no MasterChef e defendeu o veganismo (Foto: Mateus Bruxel – 2.fev.11/Folhapress)

“O que me surpreendeu muito na fala da Paolla é que ela respeita a vaca morta. Ela não respeita a vida da vaca. Ela valoriza cada pedacinho da vaca e do boi morto, ao invés de valorizar cada minuto da vida desse ser, que ninguém nos deu a permissão para tirar a vida”, afirmou Sônia.

A jornalista afirmou também que, por mais que considere que a mudança para uma alimentação ética esteja distante de boa parte da sociedade, é preciso refletir a respeito para que, no futuro, uma transformação dos hábitos humanos aconteça. “Acho que não é para o mundo de hoje e talvez não seja nem daqui há 100 anos, mas acho que é uma coisa que a gente já deve começar a refletir e a passar para outras gerações. Quem sabe a gente chegue a um planeta mais civilizado e melhor, que é a história de não comer carne”, pontuou.

Sônia falou também sobre a importância de entender que a carne não vem pronta, que ela não surge no açougue ou supermercado, pelo contrário, para que ela exista um animal foi covardemente explorado e morto. “Não é um pacote, não é uma coisa que você bota na balança, não é o que você vai comprar na gôndola do supermercado. Aquilo é um pedaço de um ser que era vivo, que tinha direito a sua própria vida e que vai parar no prato da gente. E não vai parar no prato da gente de uma maneira muito tranquila, porque existe o tal do abate humanitário, que não é outra coisa senão matar mesmo e ponto final, não tem nada que suavize isso”, comentou.

A apresentadora acredita que as futuras gerações irão lamentar o fato de um dia termos consumido carne. “Eu acho que a gente vai chegar um dia, e que nossos tataranetos talvez olhem para as fotos, para os anúncios, para as coisas de hoje em dia e falem assim ‘não acredito que eles comiam carne, não acredito que eles faziam isso com os animais'”. Em seguida, Sônia lembrou que, além de não existir uma forma humanitária de matar alguém, os animais não só são mortos, como também torturados durante a vida. “Não é somente o abate naquela hora e acabou, vem todo um caminho de tortura que as pessoas se negam a conhecer porque sabem que aí vão ter que fazer uma opção e não querem perder o prazer do sabor da carne. Botam o paladar na frente do direito à vida de cada animal, por isso não tomam as atitudes”, criticou.

Na discussão a respeito do consumo de produtos de origem animal, a jornalista não se limitou a falar da carne, ela abordou também a exploração na qual a produção de leite e ovos está baseada. “Sabe quanto as galinhas são obrigadas a botar de ovos por ano? 300 ovos por ano! Sabe o que elas fazem? Elas morrem de exaustão. Muitas delas não precisam nem ir para o abate, elas caem duras e é isso que vocês vão consumir também”, explicou.

Ao falar do consumo de leite, Sônia considerou o extremo sofrimento ao qual vacas e bezerros são submetidos. “Vocês sabem que o copo de leite que vocês tomam custa a vida de um bezerro? Custa a separação desse bezerro da mãe, que grita, que chora, porque maternidade não é uma coisa exclusiva do ser humano. E ele também chora separado dela e é uma coisa extremamente dramática. Eles separam o bezerro da mãe para que o leite dela fique no seu copo, vá para a sua caixinha que você consome no supermercado e aí ela chora a falta do filho e ela passa a ser fertilizada várias vezes, não é mais aquela gestação natural. E o filho vira vitela para o seu prato, a carne mais macia que tem. Por quê? Porque ele é um bebê”, afirmou.

Os aspectos que envolvem a fabricação de produtos de origem animal vão além da exploração imposta aos animais, atingindo, de maneira destruidora, também a natureza. No programa apresentado por Sônia, esta também foi uma questão abordada por ela. “Matar um animal reflete na vida do planeta. Isso ninguém está pensando ainda. Não sabe que quando você consome um quilo de carne, você está gastando 16 mil litros de água do planeta. Não pensa que quando você come bife o ano inteiro, você está comendo um pedaço da Amazônia, porque ela é desmatada para virar campo de pastagem”, disse.

Sônia, que confirmou a um internauta ter feito a transição para o veganismo, após ser questionada no Instagram, e que afirmou também em entrevista à revista Contigo!, no início de junho, que havia se tornado vegana há três meses, concluiu suas declarações acerca do veganismo em seu programa contando que chega um momento em que não há outra opção senão abrir os olhos e enxergar o sofrimento imposto aos animais. “Porque tem uma hora que você acorda, quando você começa a se informar, começa a ler, a olhar para aquele pedaço de carne e saber que o que está no seu prato é morte, sofrimento e tortura, você não vai adiante.”

Confira o vídeo abaixo:

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