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Gravação rara feita por cientistas revela som emitido por baleias narvais

(Foto: Wikimedia Commons)

Cientistas registraram sons emitidos por baleias narvais, conhecidas como “unicórnios do mar” por terem em cima da cabeça um dente que parece um chifre. O registro é raro, já que esses animais vivem nas profundezas do Oceano Ártico e são tímidos.

O receio do que é desconhecido faz com que esses animais fujam quando percebem a aproximação humana. Por isso, a participação dos inúites, indígenas esquimós que vivem no Ártico e estão acostumados a conviver com as baleias, foi essencial para realização do estudo, já que eles conseguem se aproximar dos narvais sem incomodá-los.

O estudo, realizado pelos geofísicos Evgeny Podolskiy e Shin Sugiyama, foi publicado na última terça-feira (26) na revista científica da associação Advancing Earth and Space Science (AGU), a Journal of Geophysical Research: Oceans.

As gravações revelam zumbidos, chamados e “assobios” importantes para avaliar o comportamento desses animais. Os sons foram captados na Groenlândia através de microfones subaquáticos acoplados a embarcações. A pesquisa se iniciou em julho de 2019.

Com o estudo, os pesquisadores descobriram que os narvais se aproximam mais do gelo das geleiras do que se acreditava anteriormente e procuram por comida no verão, ao contrário do que era imaginado.

Descobriu-se também que os narvais fazem barulhos de maneira mais rápida quando se aproximam da comida. O zumbido auxilia os animais a identificar a localização da presa.


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Vereadores aprovam PL que proíbe fogos barulhentos em Paulínia (SP)

O projeto de lei estabelece multa de R$ 1 mil para quem soltar fogos de estampido na cidade


Os vereadores de Paulínia, no interior de São Paulo, aprovaram na noite da última terça-feira (11) um projeto de lei que proíbe a soltura de fogos de artifício que façam barulho. A proibição se estende a ambientes fechados e abertos, públicos e privados.

Com a aprovação pela Câmara Municipal, a proposta segue agora para análise do prefeito, que decidirá pela sanção ou pelo veto.

Foto: DeltaWorks/Pixabay

O projeto, de autoria do vereador Antônio Miguel Ferrari (DC), é defendido por parlamentares da Câmara como uma forma de proteger animais e humanos, como autistas, idosos e bebês.

Caso se torne lei, a medida irá punir com multa de R$ 1 mil quem manusear, usar, queimar e soltar artefatos pirotécnicos de efeito sonoro.

Em caso de reincidência em um período inferior a um mês, o valor da multa aplicada ao infrator será dobrado.


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Pássaro da Amazônia bate recorde mundial como a ave que emite o som mais alto já registrado

Foto: Anselmo d'Affonseca
Foto: Anselmo d’Affonseca

Um pássaro endêmico da Amazônia se tornou o animal que emite o som mais alto já registrado.

O pássaro araponga-da-amazônia (Procnias albus) foi capturado em vídeo produzindo seu zumbido ensurdecedor e mais alto que o som de uma serra elétrica ou os decibéis emitidos em um show de rock.

É um pequeno pássaro branco com bico preto, parece despretensioso e pesa apenas meio quilo (250g), mas emite o monstruoso ruído de 125dB (decibéis) ao procurar por um companheira.

O araponga-da-amazônia foi filmado entre as copas das árvores nas montanhas no norte da floresta amazônica, cantando para uma fêmea para tentar agradá-la e seduzi-la.

Os cientistas que filmaram o pássaro disseram que as fêmeas podem colocar sua audição em risco ao pousarem tão perto dos machos, mas pode valer a pena para que elas possam examinar seu parceiro.

“Tivemos a sorte de ver as fêmeas se juntando aos pássaros do sexo masculino em seus poleiros”, disse o professor Jeff Podos, biólogo da Universidade de Massachusetts.

“Nesses casos, vimos que os machos cantam apenas suas músicas mais altas”.

Foto: Anselmo d'Affonseca
Foto: Anselmo d’Affonseca

“Não apenas isso, eles giram dramaticamente durante essas músicas, de modo que cantam a nota final da música, diretamente tocando nas fêmeas”, disse o biólogo.

O professor Podos confessa ainda que gostaria “muito de saber porque as fêmeas voluntariamente ficam mais próximas dos machos quanto mais alto eles cantam”.

“Talvez elas estejam realmente tentando avaliar os machos de perto, embora correndo o risco de danificar seus aparelhos auditivos”, considera ele.

O pássaro emite uma chamada que soa como uma campainha e, no vídeo, começa com uma nota e depois passa para outra mais alta ainda.

Ele mantém a boca aberta enquanto faz o som e parece estar sentado no ponto mais alto de uma árvore.

Foto: Anselmo d'Affonseca
Foto: Anselmo d’Affonseca

Em comparação com outros animais, o chamado araponga-da-amazônia canta três vezes mais alto que o recorde anterior pertencente ao pássaro criócró ou piha-gritador (Lipaugus vociferans).

O ouvido humano começa a ficar danificado quando ouve sons a partir de 85dB – cerca de 40dB abaixo do choro do pássaro.

Ficar a um metro de distância de uma buzina de carro quando dispara é igual a cerca de 110dB, enquanto uma broca pneumática – ou britadeira – é de 100dB.

Uma serra elétrica tem cerca de 120dB e música rock ao vivo é de 110dB.

Os pesquisadores não sabem como o pássaro consegue fazer um barulho tão alto, mas concordam que é preciso um esforço significativo para tanto.

À medida que o canto fica mais alto, o professor Podos e seus colegas notaram que ele se torna mais curto – potencialmente porque os pássaros ficam sem fôlego enquanto o fazem.

Os arapongas-da-amazônia têm músculos invulgarmente grossos no abdômen e costelas particularmente fortes, o que pode ajudá-los a fazer o barulho alto, disseram os cientistas.

O professor Podos acrescentou: “Não sabemos como os pequenos animais conseguem ficar tão barulhentos. Estamos realmente nos estágios iniciais de compreensão dessa biodiversidade”.

A pesquisa foi publicada na revista Current Biology.


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Festival de música anuncia shows dentro das instalações de zoológico

Lêmures em cativeiro | Foto: Tayto Park Zoo
Lêmures em cativeiro | Foto: Tayto Park Zoo

Grupos de defesa dos direitos animais condenam o zoológico e parque temático Tayto Park, na Irlanda, pelo impacto que os shows do festival que o parque irá abrigar, terão nos animais que vivem em cativeiro na instalação.

Como se não bastasse serem privados de sua liberdade e serem mantidos presos em cativeiros contra a sua vontade, distantes de seus habitats naturais e de suas famílias, sendo obrigados a servir de entretenimento humano, os animais agora tem que suportar barulho, bagunça e intrusos em sua hora de descanso noturna.

A ISPCA e a Born Free Foundation disseram que o evento no local, “anunciado como um festival de diversão para a família”, não seria “divertido para o os animais de maneira nenhuma”.

O evento está previsto para os dias 29 e 30 de junho, com apresentações ao vivo de artistas como Key West, Nathan Carter e Hudson Taylor.

Os grupos de defesa dos direitos animais disseram que o evento incluirá música alta nas duas noites do festival em “momentos em que os animais normalmente não são perturbados e estão descansando”.

Eles acrescentaram que é “irresponsável” que o evento continue, uma vez que “é muito provável que os animais sofram estresse considerável”.

Propaganda do Festival de música | Foto: Tayto Park Zoo
Propaganda do Festival de música | Foto: Tayto Park Zoo

Os grupos disseram que levantaram suas preocupações ao conselho regional, Meath County Council, que emitiu a permissão para o festival, mas que nenhuma exigência adicional de bem-estar em relação aos animais presentes no local foi acrescentada.

O porta-voz da ISPCA, Andrew Kelly, disse estar “muito desapontado” com o conselho “ignorar as preocupações dos especialistas em bem-estar animal e dar o aval para este tipo de evento”.

Ele acrescentou: “No mínimo, acreditamos que uma condição para a emissão da licença deveria incluir a presença de um veterinário especializado no zoológico para monitorar o bem-estar dos animais durante a realização do evento”.

O porta-voz da ONG Born Free, o Dr. Chris Draper, disse que uma vez que o festival comece, “haverá pouco que possa ser feito para proteger qualquer animal que esteja estressado”.

Ele acrescentou: “Os zoológicos e os conselhos locais devem pensar mais nos eventos que permitirem no futuro e priorizar o bem-estar animal em detrimento do lucro”.

Em resposta, um porta-voz do Tayto Park disse que “os guardiões e cientistas comportamentais monitoram os animais durante todos os nossos eventos para garantir seu bem-estar”.

O parque disse que seu plano de proteção ao beme-star animal garantirá que nenhum distúrbio aos animais do zoológico e que ele será fechado às 19h, sem mais acesso ao público.

O porta-voz disse que o palco não estava localizado no zoológico, mas fora do perímetro do parque e que os recintos mais próximos da área ficavam a pelo menos meio quilômetro de distância.

Ele acrescentou: “Os auto-falantes vão ficar pendurados para cobrir o público e reduzir o barulho no zoológico e nas áreas residenciais”.

Eles disseram que os níveis de ruído não excederiam seus protocolos e os níveis seriam monitorados com a assistência de veterinários e funcionários.

Shows dessa proporção, com palco, iluminação e projeção de som para platéia imensas podem ser ouvidos a quilômetros de distâncias, como mostram os eventos de cantores e andas famosos realizados em estádios.

Estrelas como os artistas convidados atraem multidões e com certeza os animais ficarão incomodados não só pelo som, como pelas luzes e o excesso de pessoas, males dos quais, em seus habitats naturais jamais encontrariam.

O irrefreável sede de lucro dos seres humanos triunfa uma vez mais sobre os animais indefesos perante sua ambição desmedida.

Zoológicos de Londres realizam festas noturnas chamadas de “Zoo nights”

“Zoo nights”- um evento apenas para adultos, onde o SLZ London Zoo (zoológico de Londres) serve álcool e toca música alta – foi criticado e acusado de representar um “flagrante crueldade contra animais”.

A vegana e ativista pelos direitos animais, Abbie Andrews, criou uma petição pedindo que o zoológico cancele o evento, que recebeu quase 500 assinaturas em menos de 24 horas.

“Este é um evento recorrente onde o zoológico é basicamente transformado em uma boate noturna, com música tocando alto e álcool sendo vendido, sem nenhum cuidado com os animais como mostram os incontáveis incidentes que ocorreram nos anos anteriores”, disse Andrews.

A petição afirma que incidentes anteriores ocorridos no zoológico incluem pessoas tentando entrar em locais cercados e protegidos, pessoas derramando cerveja sobre os tigres, pinguins sendo perseguidos e supostamente feridos, e borboletas sendo esmagadas.

Absolutamente nenhuma consideração pelo animais

“Não há absolutamente nenhuma consideração pelos animais que já são mantidos no zoológico contra sua vontade, é tudo para os consumidores e visando lucro e dinheiro”, diz o texto da petição.

“A última coisa que esses animais precisam é estar cercados de pessoas bêbadas e música alta. Esse evento foi renomeado várias vezes sem nenhuma indicação de que seja cancelado de uma vez por todas.”

Andrews está pedindo ao público para assinar a petição antes de junho, quando o evento ocorrerá todas as sextas-feiras do mês.

O ZLS London Zoo disse: “Temos medidas rigorosas em vigor e bem-estar animal é sempre uma prioridade ao planejar nossos eventos. Em todos os eventos Zoo Nights, temos um oficial de bem-estar animal junto com nossos tratadores especialistas que cuidam de nossos animais. Nós também monitoramos os níveis sonoros para garantir que sejam cumpridas todas as políticas relevantes.

“No Zoológico ZSL de Londres, nossos animais vêm em primeiro lugar. Durante o dia, ou em eventos especiais, nossos especialistas veterinários, funcionários do zoológico dedicados e especialistas em bem-estar animal são dedicados a garantir que fornecemos tudo o que precisam para se manter saudáveis, estimulados e em forma”.

O zoológico também alegou que os supostos incidentes foram “reportagens altamente sensacionalistas” e que “nenhum visitante jamais feriu um animal nem entrou em um cercado de animais”.

Zoológicos – fábricas de morte

Todo tipo de cativeiro, sem exceções, causa prejuízos aos animais. Estes seres sencientes nasceram livres, com a natureza por habitat, e nenhum local ou nenhuma justificativa (como proteção das espécies e reprodução assistida) pode isentar o crime que esse fato representa.

Além do sofrimento psicológico e físico, dos traumas, da perda de vontade de viver e uma série e outros sintomas ligados a privação da liberdade, os animais ainda são afastados de seus bandos, suas estruturas sociais, seus vínculos consanguíneos e amorosos.

Sim, eles criam vínculos, são capazes de amar, sofrer, sentir, compreender o mundo ao seu redor e responder a estímulos externos. Essa capacidade de sentimento e consciência foi registrada sob o título de senciência animal e conta com a aprovação cientifica de especialistas do mundo que assinaram a Convenção de Cambridge em 2012.

Dessa forma essa evidencia científica só torna o sofrimento de nossos companheiros de planeta ainda maior e nossa culpa ainda mais condenável e vexatória.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA


 

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Festas noturnas em zoos são flagrantes de mais crueldade contra os animais

ZSL London Zoo | Foto: secretldn
ZSL London Zoo | Foto: secretldn

Como se não bastasse serem privados de sua liberdade e presos em cativeiros, distantes de seus habitats naturais e de suas famílias, sendo obrigados a servir de entretenimento humano, os animais agora tem que suportar barulho, bagunça e intrusos em sua hora de descanso noturna.

“Zoo nights”- um evento apenas para adultos, onde o SLZ London Zoo (zoológico de Londres) serve álcool e toca música alta – foi criticado e acusado de representar um “flagrante crueldade contra animais”.

A vegana e ativista pelos direitos animais, Abbie Andrews, criou uma petição pedindo que o zoológico cancele o evento, que recebeu quase 500 assinaturas em menos de 24 horas.

Sem consideração pelos animais

“Este é um evento recorrente onde o zoológico é basicamente transformado em uma boate noturna, com música tocando alto e álcool sendo vendido, sem nenhum cuidado com os animais como mostram os incontáveis incidentes que ocorreram nos anos anteriores”, disse Andrews.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A petição afirma que incidentes anteriores ocorridos no zoológico incluem pessoas tentando entrar em locais cercados e protegidos, pessoas derramando cerveja sobre os tigres, pinguins sendo perseguidos e supostamente feridos, e borboletas sendo esmagadas.

Absolutamente nenhuma consideração

“Não há absolutamente nenhuma consideração pelos animais que já são mantidos no zoológico contra sua vontade, é tudo para os consumidores e visando lucro e dinheiro”, diz o texto da petição.

“A última coisa que esses animais precisam é estar cercados de pessoas bêbadas e música alta. Esse evento foi renomeado várias vezes sem nenhuma indicação de que seja cancelado de uma vez por todas.”

Convite do evento | Foto: ZSL Zoo
Convite do evento | Foto: ZSL Zoo

Andrews está pedindo ao público para assinar a petição antes de junho, quando o evento ocorrerá todas as sextas-feiras do mês.

O ZLS London Zoo disse: “Temos medidas rigorosas em vigor e bem-estar animal é sempre uma prioridade ao planejar nossos eventos. Em todos os eventos Zoo Nights, temos um oficial de bem-estar animal junto com nossos tratadores especialistas que cuidam de nossos animais. Nós também monitoramos os níveis sonoros para garantir que sejam cumpridas todas as políticas relevantes.

“No Zoológico ZSL de Londres, nossos animais vêm em primeiro lugar. Durante o dia, ou em eventos especiais, nossos especialistas veterinários, funcionários do zoológico dedicados e especialistas em bem-estar animal são dedicados a garantir que fornecemos tudo o que precisam para se manter saudáveis, estimulados e em forma”.
O zoológico também alegou que os supostos incidentes foram “reportagens altamente sensacionalistas” e que “nenhum visitante jamais feriu um animal nem entrou em um cercado de animais”.

Zoológicos – fábricas de morte

Todo tipo de cativeiro, sem exceções, causa prejuízos aos animais. Estes seres sencientes nasceram livres, com a natureza por habitat, e nenhum local ou nenhuma justificativa (como proteção das espécies e reprodução assistida) pode isentar o crime que esse fato representa.

Além do sofrimento psicológico e físico, dos traumas, da perda de vontade de viver e uma série e outros sintomas ligados a privação da liberdade, os animais ainda são afastados de seus bandos, suas estruturas sociais, seus vínculos consanguíneos e amorosos.

Sim, eles criam vínculos, são capazes de amar, sofrer, sentir, compreender o mundo ao seu redor e responder a estímulos externos. Essa capacidade de sentimento e consciência foi registrada sob o título de senciência animal e conta com a aprovação cientifica de especialistas do mundo que assinaram a Convenção de Cambridge em 2012.

Dessa forma essa evidencia científica só torna o sofrimento de nossos companheiros de planeta ainda maior e nossa culpa ainda mais condenável e vexatória.

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Flautista toca para vacas em santuário e elas se aproximam para apreciar a música

Foto: PETA
Foto: PETA

Em um santuário na Índia, equipes de resgate recebem alguns dos animais mais negligenciados do mundo: bois, burros e outros tantas vítimas dos seres humanos, muitos deles forçados a realizar trabalhos pesados, transportando cargas imensas, durante dias e anos seguidos nas comunidades agrícolas e pobres da Índia.

Os amigos da ONG PETA no abrigo Animal Rahat (“rahat” significa “alívio”) conhecem muitos desses animais há um longo tempo: os funcionários saem para as comunidades vizinhas e tratam animais que sofrem de desidratação, desnutrição, tensões musculares, claudicação (mancam) e lesões não tratadas.

Eles estão de prontidão para emergências envolvendo animais de qualquer tipo, seja de dia ou de noite, o ano todo. Muitas vezes, eles conseguem persuadir um proprietário a deixar um animal idoso ir viver no santuário de animais, Animal Rahat.

Lá, os animais de trabalho aposentados têm a liberdade de fazer o que quiserem e podem viver seus dias como bem desejarem.

Eles gostam da companhia de amigos, lambem blocos de sal, mastigam a grama verde fresca, comem iguarias deliciosas como bolo de amendoim e grão de bico, nadam ou rolam nas caixas de areia.

Ou eles apenas descansam na sombra, livres da ameaça de chicotes e outros instrumentos de tortura pelo resto de suas vidas.

E às vezes, os animais recebem um tratamento muito especial

Animal Rahat convidou o tocador de flauta Rasul Mulani para dar a todos os residentes do santuário um relaxante e belíssimo concerto privado. Um membro da equipe gravou o vídeo, e as images impressionam pela pureza, sensibilidade e gratidão dos animais.

Quando se trata de apreciar música, formar vínculos e amizades duradouras, nadar, brincar, relaxar ao sol e apenas apreciar a liberdade de fazer nossas próprias escolhas, todos os animais – incluindo humanos – são muito parecidos.

Reconhecer aos outros animais como indivíduos e permitir que eles sejam livres e vivam em paz é o mínimo que se pode esperar de uma escolha moral condizente com o status de espécie racional que a humanidade ostenta.

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Estudo aponta que pumas tem medo de sons vindos de humanos

Um estudo feito pela Universidade da Califórnia concluiu que os  leões da montanha, também conhecidos como pumas, tendem a fugir  ao ouvirem sons dos seres humanos.

Foi utilizado o som da voz de Rush Limbaugh, comentarista político conservador norte-americano e Rachel Maddow, apresentadora e também comentarista política. Os pesquisadores completaram 29 experimentos no total, com 17 leões da montanha diferentes.

Em 83% das vezes, os leões fugiram ao ouvirem a voz de Limbaugh e Maddow. Não apenas os leões fugiram, mas também hesitaram em voltar para comerem o jantar. Isso demonstra o incomodo e medo que muitos animais selvagens possuem de humanos, devido as diversas intervenções que eles realizam em seu habitat natural.

Os pumas demonstraram medo e fugiram da voz de humanos em pesquisa (Foto: Pixabay)

A pesquisadora Justine Smith observou que os leões temem o som da voz de um humano, independentemente de quem seja a pessoa. “Descobrimos que os pumas demoraram mais para voltar a matar depois de ouvirem as pessoas e, posteriormente, reduziram a sua alimentação por cerca de metade”, ela acrescenta.

“As pessoas aludem a essa ideia o tempo todo, que os leões da montanha têm mais medo de nós do que nós mesmos. Mas a ciência nunca mostrou isso antes”, disse Chris Wilmers, professor de estudos ambientais da UC Santa Cruz. “Quando as pessoas saem para caminhar, algumas temem que os leões da montanha os ataquem. Mas acontece que esses animais tem muito medo das pessoas.”

“Os pumas são apartidários em seu ódio à política americana”, brincou Smith.

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Cientistas fazem primeiras descobertas sobre a comunicação das girafas

(da Redação)

Foto: Martin Harvey/Alamy Stock
Foto: Martin Harvey/Alamy Stock

Diversas espécies de animais emitem sons que já nos são familiares – o rugido do leão, o latido de um cachorro, o grito de um papagaio – mas que som vem à nossa mente quando pensamos em uma girafa? Esses animais de pescoços longos fazem alguns sons básicos, que não haviam sido identificados com nenhum padrão – pelo menos até há pouco tempo atrás.

Biólogos afirmam terem descoberto que as girafas têm o seu som particular: uma espécie de zumbido. Anteriormente, estudiosos haviam especulado que as girafas seriam incapazes de produzir quaisquer sons substanciais pois lhes é fisicamente difícil gerar fluxo de ar suficiente através de seus longos pescoços, de modo a produzir vocalizações. Outros sugeriram que as girafas usavam sons “infrassônicos”, de baixa frequência – ou seja, sons abaixo do nível de percepção humana – assim como os elefantes e outros animais de grande porte fazem para realizar uma comunicação de longo alcance.

Segundo o New Scientist, após ter revisado quase 1.000 horas de gravações de sons em três zoológicos europeus, Angela Stöger, da Universidade de Viena, na Áustria, não encontrou evidências de comunicação infrassônica, mas ela captou um estranho canto vindo de clausuras de girafas em todos os três zoológicos à noite.

“Eu fiquei fascinada, pois aqueles sinais tinham um som muito interessante e uma estrutura acústica complexa”, disse ela.

Concluiu-se que o zumbido, chamado de “hum”, é um som de baixa frequência, de aproximadamente 92 hertz, e que não é um “infrassom” pois nós ainda podemos ouvi-lo sem ajuda. Stöger e seus colegas disseram que o zunido varia em duração e contém uma rica combinação de notas.

Girafas têm um sistema socialmente estruturado, e por muito tempo cientistas estão tentando descobrir como elas se comunicam, diz Meredith Bashaw da Faculdade Franklin & Marshall em Lancaster (Pensilvânia). “Esta nova vocalização pode acrescentar uma peça ao quebra-cabeças”, segundo ela.

Bashaw afirma que pode imaginar algumas funções potenciais para este zumbido. “Ele pode ser produzido passivamente – como o ronco – ou durante um estado de sonho, como os humanos que falam quando estão dormindo, ou cães que murmuram durante o sono”, disse ela. “Alternativamente, pode ser uma maneira delas se comunicarem umas com as outras no escuro, quando a visão é limitada, como para dizer ‘ei, estou aqui’ “.

Infelizmente, Stöger diz que ela e seus colegas não foram capazes de observar sons intermediários, e por isso não se conseguiu saber sobre comportamentos  associados aos sons. Mas vocalizações em outras espécies com estrutura social similar são conhecidas por transmitirem informações a respeito de coisas como idade, gênero, domínio ou estados reprodutivos, disse ela.

John Doherty, da Universidade Belfast no Queens, estuda girafas na Reserva Samburu, no norte do Quênia. “Certa vez eu me deparei com vocalizações audíveis reminiscentes em gravações, novamente em uma girafa cativa”, conta ele. “Mas, neste caso, a girafa estava claramente perturbada por um procedimento que era realizado em seu filhote, em um recinto separado, porém visível”.

A nova descoberta não representou uma surpresa para os residentes de Paignton no sudoeste da Inglaterra. No ano passado, muitos deles se queixaram de um zumbido vindo do zoológico onde estavam confinadas girafas, à noite.

“Eu estou muito cansado. O barulho continua lá”, disse um morador ao Torquay Herald Express. “Estou sendo perturbado na noite e mantido acordado por conta disso”.

No entanto, apesar das novas revelações, os funcionários do zoológico de Paignton negam qualquer relação do fato com as girafas. “Isso não está definitivamente relacionado à nossa questão com a vizinhança – mas a imagem de nossas girafas zumbindo umas para as outras por toda a noite é algo encantador”, declarou Phil Knowling, relações públicas do zoológico.

Stöger concorda que seja improvável que o zumbido possa ter causado transtornos. “Os sinais das girafas não são tão intensos. Eu pessoalmente duvido que os vizinhos teriam ouvido aquilo”, diz ela.

 

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Veterinário alerta sobre a sensibilidade auditiva dos animais

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Foto: Reprodução/Internet

A audição dos cães e gatos é muitas vezes mais sensível do que a do ser humano, e isso requer cuidados com o animal, ainda mais em período de festas populares, como a Micareta, onde som alto é comum, e pode causar problemas ao animal, caso são sejam adotados os cuidados necessários.

De acordo com o Veterinário Jasson Souza, o animal pode ser acometido com perda parcial da audição. Há também casos de dor de cabeça e irritabilidade, nada diferente dos efeitos em nós, seres humanos, quando expostos ao som excessivo. Os sinais são fáceis de serem percebidos nos bichos. “O primeiro sintoma é o stress, o animal fica arfando, correndo de um lado ao outro e com isso há um transtorno físico e mental no cachorro”, alertou o especialista.

E para prevenir esses efeitos, os cuidados são simples. Se você estiver ao lado do seu animal durante o período da folia de momo, a melhor forma de minimizar o stress dele é dar atenção e carinho. “O barulho para eles incomoda bastante e então deve-se fazer algo para eles não fiquem muito agoniados”, recomendou.

Mas se você vai viajar e está impossibilitado de levar o animal, a melhor saída para não deixá-lo na mão é hospedá-lo em um hotel próprio para a estadia dos bichos. Dr. Jasson Souza adverte que deve existir uma pesquisa antes de confiar o animal aos hotéis. “Sempre tem que saber  como é o local, com quantos outros animais ele vai ficar hospedado, se tem veterinário responsável, fazer uma consulta com especialista para verificar que o animal está saudável, para não ser surpreendido com algum problema”, explicou.

Fonte: Tribuna

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Programa identifica espécies de pássaros a partir do som que eles emitem

pássaros

A observação de pássaros é um hobby antigo que envolve paciência, dedicação e, principalmente, um bom ouvido para distinguir o canto de cada espécie. Essa habilidade costuma ser uma das maiores dificuldades encontradas pelos novatos, mas um novo equipamento desenvolvido por pesquisadores ingleses promete facilitar a vida de quem está se iniciando na arte de admirar os bichos emplumados. O método computadorizado consegue identificar sons individuais e em conjunto de aves, com bastante precisão. A novidade promete também ajudar pesquisadores dedicados a estudar a evolução desses simpáticos seres.

Dan Stowell, professor da Escola de Engenharia Eletrônica e Ciência da Computação da Queen Mary University of London, é um dos mentores do projeto, apresentado recentemente em artigo na revista Peer J. Ele explica que a vontade de criar um método de classificação das aves pelo som surgiu após um desafio proposto por uma empresa privada. “Um grupo de pesquisa francês desafiou uma série de desenvolvedores de sistema computacionais a analisar automaticamente gravações de pássaros do Brasil, e nós resolvemos entrar na disputa”, conta.

A nova técnica utiliza um algoritmo de classificação que cria um sistema capaz de distinguir cantos mesmo quando várias espécies estão reunidas. “Nosso sistema faz uma análise poderosa. Ele funciona por meio de uma grande quantidade de padrões de áudio que ocorrem regularmente. Eles são ‘peças de um quebra-cabeça’ que constroem o som de cada ave”, explica.

Fonte: Correio Braziliense

 

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Chamado de baleias-piloto fica mais baixo em mergulhos profundos

Baleias-piloto são criaturas altamente sociais, que se comunicam extensivamente entre si através de chamadas tonais.

Porém, sua capacidade de realizar as chamadas é gravemente reduzida quando elas mergulham abaixo de 80 metros, segundo artigo em The Proceedings of The Royal Society B.

Até esse limite, o som das baleias fica mais alto conforme elas afundam; passados os 80 metros, os sons se suavizam.

As baleias costumam ultrapassar os 900 metros de profundidade para capturar suas presas favoritas _ uma grande e calórica lula.

“Se elas querem ser ouvidas por outras baleias na superfície, o natural seria elas aumentarem o volume, mas isso não acontece”, diz Frants Jensen, biólogo da Universidade Aarhus, na Dinamarca, e principal autor do estudo.

Jensen e seus colegas colocaram identificadores em 12 baleias-piloto das Ilhas Canárias e registraram som, profundidade e orientação dos animais.

Apesar da debilitação causada pela profundidade, as baleias continuaram produzindo chamadas tonais, em volumes reduzidos, até atingirem cerca de 800 metros.

Os pesquisadores acreditam que, em tais profundidades, os pulmões das baleias entram em colapso, reduzindo severamente o volume de ar e restringindo sua capacidade de gerar sons.

Mesmo assim, as baleias encontram suas colegas quando chegam à superfície.

“Elas conseguem encontrar seu grupo social após cada mergulho”, diz Jensen.

“É um sistema social altamente eficaz”.

Porém, um ponto preocupante é a presença de navios motorizados, como barcos de observação de baleias, que podem mascarar as chamadas de baixo volume das baleias, segundo os pesquisadores.

Fonte: Yahoo

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