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ONG de Uberaba denuncia maus-tratos a filhotes vendidos em pet shops

Começa a coleta de provas sobre comercialização de animais

A Sociedade Uberabense de Proteção aos Animais (Supra) e seus voluntários alertam para a forma com que animais são mantidos nos pet shops. A ONG começa a coleta de provas para formalização de denúncias aos órgãos competentes, sobre os maus-tratos praticados por estes estabelecimentos ao exporem filhotes à venda.

De acordo com a presidente da Supra, Denise de Stefani Max, pessoas que por algum motivo preferiram não se identificar e outras simpatizantes aos atos de proteção animal estão buscando provas, com o objetivo de acabar com as práticas que causam sofrimento aos animais, como passar dias confinados nas gaiolas, sem ter água fresca e ração, expostos ao frio ou calor excessivo, sem espaço adequado para movimentação e, até, sendo submetidos ao uso de soníferos que podem mascarar alguns problemas de saúde. “Situações como essas são consideradas crime de crueldade, conforme a Lei de Proteção Animal de nº 9.605/98”.

Segundo informações do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), cirurgias consideradas desnecessárias ou que possam impedir a capacidade de expressão do comportamento natural da espécie, sendo permitidas apenas as intervenções que atendam as indicações clínicas, ficam proibidas. “Portanto, é expressamente proibido cortar orelhas, unhas e rabos, ou mesmo, retirar as cordas vocais de animais. Os veterinários que não cumprirem as determinações do CFMV estão sujeitos a processo no Conselho de Ética e multa”, ressalta Denise.

Adoção de animais

Denise lembra a todos que só existe comércio onde existe oferta. “Nosso trabalho consiste em conscientizar a população para que não compre animais e sim procure a adoção como meio de aquisição de um animais de estimação. Animais não são objetos para ficarem expostos em vitrines impróprias. São seres indefesos que merecem respeito e proteção. Os filhotes à venda, muitas vezes, são originários de cruzamentos sem pedigree, ao contrário do que garantem os comerciantes e raramente sabemos as condições em que foram gerados”.

Denise revela ainda, que há ainda muitas situações que mostram animais sendo fruto de mais crueldade, em que suas matrizes são mantidas apenas com o intuito de reprodução para a venda e, quando perdem a saúde ou envelhecem, são simplesmente descartadas, abandonadas à própria sorte ou sacrificadas.

Feira

Para os interessados em adotar um animal, existe um número incontável deles disponível para adoção. A próxima Feira de Adoção será no dia 06 de fevereiro, a partir das 10h, na avenida Leopoldino de Oliveira, 2.044. Outras informações pelo telefone (034) 3316-4445.

Fonte: Jornal de Uberaba

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Homem que acorrentava cães é preso acusado de maus-tratos

Integrantes da Sociedade Uberabense de Proteção aos Animais (Supra) descobriram mais um caso de maus-tratos na cidade. Trata-se de um homem que mantinha seus cães presos em correntes pequenas, onde os animais mal conseguiam se locomover.

Os cães foram encontrados em um local sujo, feridos devido às marcas deixadas pelas correntes, numa situação totalmente preocupante, do ponto de vista dos voluntários da Supra.

Segundo a voluntária da Supra, Lívia Penna Rocha, que foi até o local onde os cães foram encontrados, as condições em que os animais viviam eram assustadoras . “Fui até os animais e conferi de perto a veracidade da denúncia. Tentei conversar com a moradora Delaine, que também é responsável pelos cães, para tentar entrar em um acordo sobre o melhor a se fazer diante da situação, mas não obtive nenhum sucesso. Ela me disse que não tinha condições de fazer nada e que não iria soltar seus animais”.

No último dia 26 de dezembro, a Polícia Militar foi acionada pela voluntária Lívia Penna Rocha, e pela diretora da Supra, Kelly Cristina Gonçalves Ramos, que voltaram ao local para tomar as devidas providências, juntamente com os policiais militares Edestrom Ibrahim Anderson de Sousa e Rodrigo Almeida Lemos.

Manter cães acorrentados é crime

“Nesse dia, o tutor dos cães, B.M.P., estava presente, e nos disse que já tinha procurado o CCZ para tentar se livrar de alguns cães e que podíamos levar todos eles se quiséssemos, porque eles não valiam sequer uma galinha, e que ficavam presos porque comiam galinhas e latiam com as pessoas na rua. O tutor ainda nos disse que não entregaria todos os cães, porque precisava de alguns para vigiar a sua casa”, revela a diretora da Supra.

Kelly Ramos ressalta que o descaso com os animais era evidente e que os responsáveis não se importavam a mínima com a saúde dos cães. “Assim fica muito fácil, o tutor pega os cachorros e quer se desfazer deles como se fossem meros objetos, como se não fossem vidas também, e depois somos nós que ficamos sozinhos com o problema nas mãos para dar uma solução. Se em todas as denúncias que a gente averiguar, recolhermos os animais, a situação fica muito difícil para a nossa ONG. A nossa intenção é fazer com que a lei seja cumprida, se ele é o responsável pelos cães, ele é quem tem que cuidar direito dos seus animais, dar condições dignas para eles, afinal o que presenciamos é um absurdo, e isso tem que acabar o quanto antes”.

Para Kelly Ramos, as pessoas precisam entender que, a partir do momento que se adquire um animal, ela se torna responsável pelo seu bem-estar, incluindo comida, água, lugar limpo para eles ficarem, com espaço para se locomoverem, com abrigo para não ficarem expostos ao sol, chuva, cuidados veterinários. “Elas não podem simplesmente adquirir animais e permitir que eles fiquem acorrentados como esses cães que descobrimos recentemente, com os pescoços todos feridos. Os animais têm seus direitos também. A Lei 9.605/98, decreto 24645/34 é muito clara, pela qual podemos fazer as seguintes constatações: o animal mantido sobre guarda sem os devidos cuidados, o animal acorrentado, preso, em espaço pequeno, local sujo, exposto ao sol, sem abrigo da chuva e das altas e baixas temperaturas, tudo isso gera o crime de maus-tratos”, esclarece a diretora da Supra.

O responsável pelos cães foi conduzido pela PM, que realizou todos os procedimentos necessários, e liberado em seguida, mas responderá pelo crime que cometeu. “Enquanto o juiz não determina o destino dos animais e o desfecho da situação, nós vamos dar um apoio para que eles tenham uma condição melhor de vida. Compramos colerinhas novas de couro para tirar as correntes do pescoço dos animais, porque as correntes ferem e estão curtas e apertadas. O ideal seria que eles ficassem soltos, livres para correr, brincar, mas vamos providenciar a castração das cadelas para pôr um fim na procriação de cachorros. Já levamos casinhas para eles, pois a maioria não tem abrigo de sol e chuva, cobertores, e nem medicamentos como pomada cicatrizante”.

A presidente da Supra, Denise Stefani Max, vai acompanhar o caso enquanto o juiz não determina o desfecho da situação. “Vamos acompanhar o caso e ficar de olho para ver se as providências emergentes estão sendo tomadas. Nossa intenção é priorizar para que os animais tenham dignidade e respeito, tentamos resolver a situação da melhor forma possível, fomos até o local, orientamos, explicamos o que estava ocorrendo de errado, que os cães precisam de espaço para se movimentar. Como não obtivemos resultados, tivemos que recorrer à polícia e tomar as providências necessárias e agora ele vai responder pelo crime que cometeu”.

Denise Max salienta que as pessoas precisam tratar a vida dos animais com mais respeito. “Não é só colocar o cão no quintal e prendê-lo numa corrente, sem se importar se não está machucando, se ele está tendo espaço suficiente para movimentar, se tem abrigo para sol e chuva. A partir do momento que você adquire um animal você é responsável por ele e tem que proporcionar todos os cuidados que ele precisa”, conclui.

Fonte: Jornal de Uberaba

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