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Cavalos são submetidos a grande sofrimento em maratona na Ilha do Marajó (PA)

Guto Sguissardi
gutolegusta@gmail.com

Este texto estarrecedor refere-se a uma “maratona” com cavalos realizada na Ilha do Marajó (PA).

O documento é assinado por Dra. Eva Abufaiad, Med. Veterinária e Eng. Agrônoma e Alacid da Silva Nunes, Médico Veterinário e Presidente Do Sindicato dos Produtores Rurais de Soure.

Numa rápida pesquisa, verifiquei que o assunto ainda parece ser desconhecido dos companheiros de luta da causa animal, portanto, peço que divulguem o máximo que puderem.

Os cavalos pedem socorro

Solo torrado, lagos tão secos que chega-se a pensar que ali nunca existiu água.

Essa paisagem é a realidade atual dos campos do Marajó (PA). Fato esse, exibido para todo o Brasil pelos canais de televisão.

Perde-se a conta dos animais mortos. A seca não escolhe suas vítimas; búfalos, cavalos,os bezerros, são os mais sacrificados, pois as mães não têm mais o leite; o úbere secou.

Domingo, 27 de dezembro de 2009. Uma corrida de cavalos, aproximadamente 80 km.

Partiram às 08hs da manhã. Não vi a largada, só vi motos competindo com os cavalos.Cada motoqueiro querendo acompanhar a corrida, pois o seu cavalo, ou o do seu amigo,estava competindo.

Questionei: Por que a corrida agora nesta terrível seca? Por quê?
Os cavalos envolvidos na poeira, as motos, jogando mais pó…

Meio-dia, sol a pino, os animais exauridos, já sem forças, sendo estimulados pelos cavaleiros através do chicote. E vão caindo… sem atingir o ponto de chegada. Carentes, até mesmo de acompanhamento de um médico veterinário.

Mas, os pseudo -veterinários, já com a medicação pronta, injetam o que eles achamque será a droga certa. E assim, morrem alguns animais, sem o mínimo respeito. Antes, estes animais lutavam pela vida, buscando o que comer, lutando com o verão. No entanto, não podem lutar contra amantes das corridas, que, não entendem o olhar de súplica de um animal, pedindo socorro, pedindo clemência, pedindo para viver, para ser amado. Ele também sente dor, está estafado.

O vaqueiro marajoara, acostumado a lidar com os animais, sabe quando deve parar. Os amantes das corridas, querem vencer…
Sente-se o cheiro da morte.

Porém existem leis que protegem esses animais e o artigo 32 da lei federal no. 9605, de12.02.1998, diz que: “Praticar ato de abuso, maus-tratos contra os animais é crime.”Apena é detenção de 03 meses a 01 ano e multa. Se ocorrer morte apena é aumentada de1/6 a 1/3.

Há mais de 500 anos, já dizia o famoso pintor italiano Leonardo da Vinci:

“Chegará o dia em que os homens conhecerão o íntimo dos animais, e nesse dia, umcrime contra um animal, será um crime contra a humanidade.”

Dra. Eva Abufaiad
Med. Veterinária e Eng. Agrônoma

Alacid da Silva Nunes
Médico Veterinário
Pres. Do Sindicato dos Produtores Rurais de Soure

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Notícias

Sindicato com mil filiados luta por direitos dos cães

Moradores de Higienópolis, bairro da região central de São Paulo, insatisfeitos com o que dizem ser mais deveres do que direitos, fundaram um grupo para lutar por uma causa comum, o bem-estar dos cães.

Assim surgiu o Sindicato dos Cachorros, um grupo de cachorreiros, como os tutores gostam de ser chamados.

A empresária Consuelo Chear com seus cães, na praça Buenos Aires, em Higienópolis (Foto: Carlos Cecconello/Folhapres)

O grupo, que já reúne mil filiados, de médicos a advogados, diz ter se juntado para “dar representatividade, proteção e apoio político e social aos cachorros e assim conquistar seus direitos”.

Na pauta de reivindicações do parque Buenos Aires, o reduto dos cachorros no bairro, tanques para os cães se refrescarem; esterilização do solo; novo bebedouro e melhorar o piso de barro, que fica enlameado na chuva.

“Cachorro só tem obrigação: colher o cocô e usar focinheira. Direito não tem nenhum. Na Europa os cães andam de metrô e de ônibus. Aqui ainda estamos muito atrasados”, diz Celso Barbosa, líder sindical dos bichos.

“Aqui em Higienópolis tem mais cães do que gente”, diz a advogada Maria Donzília, uma das sindicalistas.

A história do sindicato começou há alguns anos com uma “cachorrata”, uma passeata, segundo o médico Luiz Nusbaum, “de protesto para preservar o direito dos cães”.

A primeira reclamação foi criar um cercadinho para soltá-los no parque sem coleira.

“A partir do momento que os seres humanos quiseram assumir o território, deu problema. Lutamos para conquistar o direito dos cães e não de gente”, diz Barbosa, que cria dois cães num apartamento.

Com informações de Folha

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