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Explorado desde a infância, leão morre aos 18 anos em zoo no Paraná

Foto: Pedro Ribas/SMCS

Simba, um leão explorado desde a infância para entretenimento humano, morreu na manhã da última segunda-feira (3) no Zoológico Municipal de Curitiba, no Paraná.

A prefeitura da cidade alegou que a causa da morte foi velhice. O leão era reduzido à condição de “principal atração” do local, o que o colocava no mesmo nível de um objeto em exposição usado para entreter o público.

Simba tinha 18 anos de idade, viveu todos eles trancafiado no zoológico. Visitantes que passaram pelo local se divertiam ao ver o animal inocente aprisionado.

A administração do zoo informou ao G1 que o leão tinha dificuldades para se locomover e que todas medicação para as dores que sentia por conta de problemas nas articulações.

Ele chegou ao zoológico ainda filhote, após ser resgatado de uma casa onde era mantido em cativeiro, o que configura crime ambiental. Não bastasse todo o sofrimento que vivenciou por ter sido privado da vida em liberdade, o leão ainda foi forçado a se reproduzir em cativeiro, trazendo ao mundo Leona e Nala, leoas que nasceram condenadas à vida no cárcere. Elas vivem no zoológico há quase 14 anos.

Zoológicos x santuários

Após o resgate, o foco principal deve ser reabilitar o animal silvestre para devolvê-lo à natureza. Em casos específicos em que a soltura não é possível, santuários devem ser o destino do animal.

Zoológicos são locais que visam o lucro e o entretenimento e que aprisionam animais e os reproduzem, condenando filhotes a uma vida inteira de aprisionamento para entreter visitantes que enxergam diversão na tristeza dos animais – como apontado por especialistas, movimentos repetitivos e sinais de estresse são comuns nesses animais (um fotógrafo viajou o mundo para registrar o estado depressivo da fauna silvestre que vive em zoológicos – confira aqui).

Foto: Gaston Lacombe

Além dos recintos pequenos e inadequados, muitas vezes feitos de cimento, os zoológicos submetem os animais a condições antinaturais ao forçá-los a suportar o barulho e a presença de muitos visitantes.

Nos santuários, os animais são mantidos em ambientes que tentam ao máximo simular o habitat, e não são expostos ao público. Exceções existem apenas em casos de instituições que precisam abrir para visitação para arrecadar fundos para manter os animais – nesses casos, as visitas são realizadas em dias determinados, de maneira responsável para não estressar os animais, com monitoramento e número reduzido de pessoas.

Como o objetivo dos santuários é promover bem-estar aos animais que não podem retornar à natureza, não há foco no entretenimento humano e, portanto, não há reprodução para que filhotes não sejam condenados a uma vida no cativeiro apenas para serem vistos pelas pessoas.

Basta observar animais retirados do zoológicos e levados a santuários – os que são mantidos pelo Rancho dos Gnomos, por exemplo – para notar a diferença que faz dar ao animal um local digno para viver. As mudanças são visíveis, como mostram as fotos abaixo, da ursa Marsha, que viveu no Rancho dos Gnomos. Conhecida como a ursa mais triste do mundo por viver num zoo, ela se transformou após ser levada ao santuário, onde viveu uma vida feliz por 10 meses, até morrer em decorrência de um tumor.

Foto: Rancho dos Gnomos

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Destaques, Notícias

Leão que seria morto em caça ao troféu é resgatado por ativistas e enviado a santuário

Foto: Lord Ashcroft
Foto: Lord Ashcroft

Quando foi resgatado, Simba estava maltratado, desnutrido, drogado e claramente tinha sido vítima de abuso. O leão estava destinado a se tornar o troféu de algum caçador em uma “caça enlatada”: aquela em que o leão é baleado em um espaço propositalmente pequeno e fechado, onde não tem chances de escapar.

O leão maltratado foi salvo da morte certa quando vagava em uma área de caça na beira do deserto de Kalahari, na África do Sul.

Simba foi resgatado pela equipe de investigação disfarçada da ONG Lord Ashcroft, criada pelo político e filantropo Michael Ashcroft, que é formada por ex-agentes das Forças Especiais, e especialistas no resgate de animais selvagens.

O animal havia sido criado por uma das várias fazendas de reprodução de leões em cativeiro, prática cada vez mais comum na África. Essa indústria envolve milhares de leões criados artificialmente que acabam sendo mortos pelo comércio de ossos, principalmente para o mercado do Extremo Oriente, ou como troféus de caça, geralmente para o mercado dos EUA e da Europa.

Um leão macho adulto com uma juba grande pode ser vendido por mais de 40 mil libras (cerca de 200 mil reais).

Semana passada, o leão foi finalmente transferido definitivamente para um local secreto na África do Sul, depois de passar um tempo em alojamentos temporários. Agora ele tem um novo lar, espaçoso e permanente, segundo informações do Daily Mail.

Acredita-se que o leão tenha cerca de 11 anos e agora finalmente viverá em paz e segurança pelo resto de seus dias.

Segundo a ONG, o paradeiro de sua nova casa deve permanecer em segredo porque, mesmo agora, aqueles que participam do desprezível setor de criação de leões podem tentar prejudicá-lo ou matá-lo.

Simba foi descrito como um animal “profundamente traumatizado” imediatamente após seu resgate. No entanto, ele deve agora viver por mais dez anos, possivelmente mais, e, com esperança, o tempo será um grande curador de suas feridas emocionais e físicas.

Foto: Lord Ashcroft
Foto: Lord Ashcroft

Um de seus novos cuidadores, que pediu para não ser identificado, disse ao Daily Mail: “Ele é um verdadeiro cavalheiro. Mesmo nas poucas semanas em que ele esteve conosco, houve uma enorme diferença em seu comportamento”.

“Quando ele chegou, vivia escondendo-se e rosnando. Agora, pouco a pouco, ele está mais confiante e nos permite estar a 30 pés (cerca de 9 metros) dele”.

“O melhor é que os leões perdoam e se atrevem a confiar novamente e a amar incondicionalmente. É nesse ponto que os humanos tem muito a aprender com os animais”, diz o cuidador.

“A criação de leões, por outro lado, expõe o lado mais sombrio da humanidade: essa atividade cruel é puramente ligada ao ego humano, dinheiro, ambição e ganância”.

Simba agora vive sozinho em um recinto cercado de dois acres e meio onde ele é alimentado e pode circular livremente. Ele tem uma área elevada, um platô, onde pode tomar sol, mas também tem a sombra das árvores para descansar. Alguns doadores anônimos fizeram uma doação substancial para garantir que Simba seja bem cuidado pelo resto de sua vida.

Momento em que o britânico Miles Wakefield atira em Simba com um dardo tranquilizante em um recinto cercado | Foto: Lord Ashcroft
Momento em que o britânico Miles Wakefield atira em Simba com um dardo tranquilizante em um recinto cercado | Foto: Lord Ashcroft

Apesar dos anos de abuso e da recente provação enfrentada, Simba recebeu um atestado de saúde emitido por um veterinário. Mesmo antes do resgate, Simba já havia sido baleado duas vezes por um morador da região que queria “ter o prazer de acertar o animal” com dardos tranquilizantes.

O britânico, Miles Wakefield, pagou milhares de libras pela “oportunidade”, que a equipe da ONG disfarçada filmou, para poder junto balear o leão junto com seus cúmplices. Os caçadores foram mostrados rindo e fazendo piadas, enquanto Simba cambaleava após ser ferido com os dardos e drogado.

Com a repercussão do caso, Wakefield disse na época que foi enganado e acreditava estar participando de uma “operação legal para realocar um leão no interesse da saúde do animal”, acrescentando que nunca havia participado de uma caçada ao leão e que não tinha “absolutamente nenhum interesse em fazê-lo”.

Quando o leão estava semiconsciente, seus agressores posavam para fotos manipulando-o, mantendo a cabeça do animal erguida, em uma pose que os caçadores chamavam de “o tiro mortal”.

Simba teve sorte de escapar ao destino que seus algozes planejavam para ele – muitos não partilham do mesmo final feliz. Agora ele se tornou um símbolo da campanha em que a ONG e outras instituições de caridade, organizações e indivíduos criaram para lutar contra a criação de leões.

Miles Wakefield com Simba drogado | Foto: Lord Ashcroft
Miles Wakefield com Simba drogado | Foto: Lord Ashcroft

Simba é um dos 12 mil leões que as estimativas apontam como animais criados em cativeiro mantidos nas mais de 200 fazendas e complexos na África do Sul.

Ele fez parte de uma indústria cruel, abusiva e mal regulamentada. Incrivelmente, agora existem quase quatro vezes mais leões criados em cativeiro no país do que leões selvagens.

A indústria de criação de leões, unicamente baseada em dinheiro, coloca as fortunas que os caçadores pagam para matar esses animais indefesos, nas mãos de um pequeno número de “empresários” que criam leões em cativeiro e organizam as “caçadas enlatadas”.

Isso significa que os benefícios econômicos para o estado, a sociedade em geral e a conservação são insignificantes.

Simba em seu novo lar | Foto: Lord Ashcroft
Simba em seu novo lar | Foto: Lord Ashcroft

Howard Jones, executivo-chefe da Born Free Foundation, organização internacional de defesa de animais selvagens que busca acabar com a criação de leões e a caça enlatada, disse ao Daily Mail: “Esta é uma indústria brutal e desprezível que esconde o que está fazendo”.

O ativista pediu ao governo da África do Sul que seja honesto e transparente: “Por que as autoridades do pais estão vinculadas a uma indústria corrupta e cruel?”

As autoridades sul-africanas recusaram um convite para uma reunião com o patrono da ONG, Michael Ashcroft, mas o político e filantropo afirma que esta fazendo lobby junto ao governo britânico para que o Reino Unido acabe com sua cumplicidade com essa indústria bárbara.

Em um recente discurso da rainha, o governo britânico anunciou sua intenção de proibir a importação de troféus de caça de espécies ameaçadas para o Reino Unido. Os Estados Unidos e o Reino Unido são os dois maiores importadores mundiais de troféus de caça.

A África do Sul, por outro lado, anunciou recentemente que os leões agora são um dos 33 animais selvagens que serão classificados no futuro como “animais de fazenda”, dessa forma haverá menos restrições legais à sua proteção e bem-estar.

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Raros leões brancos nascem em santuário e recebem os nomes Nala e Simba

Dois raros leões brancos nasceram no final de julho, em um santuário de proteção animal francês chamado “Caresse de tigre”. Os dois foram batizados de Nala e Simba, em homenagem aos personagens de Rei Leão.

Dois filhotes de leões brancos deitados
Foto: Lou Benoist/AFP

O leão branco em nada se diferencia do leão de pelos amarelados, com exceção da sua cor. A cor diferente é causada por uma mutação genética chamada leucismo.

Os leões brancos se tornaram extintos na natureza por doze anos, mas foram reintroduzidos em 2004 à vida selvagem. Mesmo assim, a maior parte desses animais vivem em cativeiro e, na natureza, há menos de treze indivíduos, segundo a entidade de Proteção Global do Leão Branco. Infelizmente, eles são muito cobiçados por caçadores.

O santuário, no nordeste da França, ocupa 300 hectares de uma área florestal e atualmente é o lar de doze tigres e leões. Por enquanto os filhotes estão sendo cuidados pelos proprietários do santuário e se tornaram amigos dos cachorros do casal.


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Histórias Felizes, Notícias

Pit bull sensível não para de chorar na parte mais triste do “O Rei Leão”

Foto: Facebook/Josh Myers
Foto: Facebook/Josh Myers

Os orgulhosos adotantes e novos pais de uma pit bull resgatada estão descobrindo só agora o quão sensível e doce sua cachorrinha, Luna, realmente é.

Luna veio ao mundo há meses atrás em uma situação muito difícil. Ela nasceu de uma pit bull grávida e desabrigada, muiro sofrida, que foi levada para um lar temporário bem a tempo de ter seus 12 filhotes.

Felizmente, várias semanas depois, a mãe pit bull, Melon e seus doze bebês começaram a ser adotados, graças à Humane Educational Society, um abrigo no Tennessee nos EUA.

Foto: Facebook/Josh Myers
Foto: Facebook/Josh Myers

Foi assim que Luna encontrou sua nova família.

Luna foi adotada por Josh Myers e Hannah Huddleston, um jovem casal que vive em Chattanooga.

O casal conta que nunca esquecerá aquela primeira volta para casa com Luna, Myers dirigindo enquanto Huddleston estava ao lado dele com a filhotinha toda enrolada e encolhida em seus braços.

Foto: Facebook/Josh Myers
Foto: Facebook/Josh Myers

Nesses meses em que Luna já faz parte da família, ela cresceu e amadureceu. E Myers e Huddleston estão conhecendo sua doce personalidade pouco a pouco.

Mas o que Luna fez outro dia realmente os surpreendeu de forma única.

Eles estavam assistindo ao desenho em animação do clássico da Disney “O Rei Leão” enquanto Luna estava na sala brincando “descontroladamente” com seus brinquedos, como estava costumada a fazer, de acordo com a página do Facebook de Myers.

Foto: Facebook/Josh Myers
Foto: Facebook/Josh Myers

Quando o filme mostrou uma cena trágica, Luna parou de repente.

“Assim que Mufasa cai morto, ela para e se vira para a TV e parece estar assistindo a cena”, escreveu Myers.

Quando o filme mostra Simba está tentando acordar seu pai na tela, Luna começou a choramingar e ganir.

“Ver ela chorando em frente a televisão foi a coisa mais doce e encantadora que eu já vi”, escreveu Myers. “Ela até se deita logo depois que Simba se deita com seu pai morto também”.

Luna não é a única que tem um lado sensível, de acordo com Brad Ladd, da família que adotou o outro irmão de Luna; ele disse que toda a ninhada de pit bulls daquele resgate é sentimental e emocional.

“A história de vida deste filhote prova que o amor se sobrepõe ao sofrimento” Lad comentou. “Eles foram amados e mimados mais do que qualquer filhote de cachorro no mundo”.

Foto: Facebook/Josh Myers
Foto: Facebook/Josh Myers

A família, conhecida como The Melon Dozen (Os 12 filhos da Melon), ainda se reúne para em datas específicas para matar a saudade e se divertir e acima de tudo para que os irmãos possam continuar interagindo enquanto crescem.

“Nós não merecemos cachorros”, acrescentou Myers. “Quatro meses de idade e ela já está mostrando empatia”.

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Caçador paga 4 mil dólares para atirar em leão com dardo de tranquilizante e filma o ato covarde

Foto: Lord Aschcroft
Foto: Lord Aschcroft

Podemos desconfiar que algo vai mal em nossa sociedade no momento em que atribuímos valor monetário para tirar uma vida e passamos a comercializar esse crime.

Simba e um leão dono de uma juba majestosa que possui uma cicatriz característica bem abaixo de seus penetrantes olhos amarelos, o animal faz jus ao título de rei da savana africana.

Mas foi exatamente sua beleza, rara e imponente que selou seu destino.

Apesar de sua magnificência, este leão de 11 anos não é um animal selvagem. Em vez disso, ele é um dos 12 mil “leões criados em cativeiro” na África do Sul: tratados como um animal de estimação por humanos em uma chamada “fazenda de leões” para depois entrarem em um programa de reprodução para produzir mais filhotes.

Foto: Lord Aschcroft
Foto: Lord Aschcroft

Após de atingir seu auge físico, o tamanho imponente e a gloriosa juba de Simba selaram seu destino: ele seria oferecido para ser morto por caçadores ricos empenhados em tirar sua vida como um troféu para adornar suas luxuosas casas.

Um dos investigadores (da instituição do filantropo e político Lord Aschcroft) disfarçado se apresentou como representante de um rico cliente americano, na esperança de pagar milhares de libras para caçar e matar um leão.

O investigador se aproximou da Mugaba Safaris, uma empresa de propriedade e gerenciada pelo caçador profissional Patrick de Beer.

De Beer é descrito no site de sua empresa como tendo crescido “em uma fraternidade de safáris” e “possui experiência inigualável de caça com arco e fecha e rifle africano”. Fotografias mostram o empresário segurando um enorme leopardo e um leão mortos.

O investigador recebeu por e-mail uma lista com fotos de 16 leões machos, cada um com seu próprio preço, variando de 13 mil a 26 mil dólares, dependendo da qualidade de sua juba.

Foto: Lord Aschcroft
Foto: Lord Aschcroft

Ele reparou em Simba, um macho mais velho que De Beer, que é conhecido como “O Homem Leão”, descreveu em uma mensagem do WhatsApp como um “gato excelente e com uma juba densa”. Ele ainda acrescentou: “Tenho certeza de que o cliente ficará muito satisfeito com seu gato”.

A dupla concordou com um preço de 23 mil dólares para o caçador atirar em Simba, com metade para ser paga antecipadamente como depósito e o saldo em dinheiro na chegada à África do Sul.

O investigador disfarçado pediu diversas vezes para ver Simba antes da caçada, em uma tentativa de testemunhar as condições em que o leão estava sendo mantido. Mas De Beer negou os pedidos, escrevendo sobre sua relutância em mostrar aos visitantes leões em cativeiro.

“Você tem que entender que, devido à natureza sensível da caça ao leão em todo o mundo, estamos hesitantes em levar pessoas para mostrar leões presos jaulas”, disse ele em outra mensagem do WhatsApp. “Isso tira a autenticidade da caça.”

Foto: Lord Aschcroft
Foto: Lord Aschcroft

Em vez disso, ele se ofereceu para enviar ao investigador “quantas fotos e vídeos ele quisesse do leão”.

Ele acrescentou: “Vamos fotografar cicatrizes específicas identificáveis de várias partes do corpo do gato para eliminar qualquer dúvida. Nós garantimos que o leão em que você vai atirar é o mesmo que você escolheu nas fotos enviadas.

Ele enviou uma série de fotos de Simba, incluindo closes de seu rosto, para ilustrar as cicatrizes e marcas identificáveis do animal.

“Há muitos traços distintos entre os leões entre os quais as manchas no nariz são [sic] as impressões digitais desses animais funciona da mesma forma que as impressões digitais de um humano”, escreveu ele.

“Cada leão é único. Outras características são as cicatrizes no rosto (nota para 2 manchas pretas ao lado do olho esquerdo) e os tufos de cabelo da barriga. Também uma cicatriz próxima ao nariz sob o olho direito que fica horizontal.

Foto: Lord Aschcroft
Foto: Lord Aschcroft

Com o regateio, a caçada foi marcada para outubro do ano passado no Kalahari Lion Hunting Safaris, uma fazenda de caça exclusiva à beira do vasto deserto do Kalahari e perto da fronteira da África do Sul com o Botswana.

O parque é dirigido pelo experiente caçador Freddie Scheepers e sua esposa Zerna.

Isso era para ser o que os ativistas chamam de uma caça “enlatada”, na qual um leão criado em cativeiro é morto dentro de uma área de caça rodeada por cercas elétricas.

A equipe de ativistas e investigadores entendeu que Simba seria fornecido por um criador de leões na área de Bloemfontein, embora eles não conseguissem identificar a fazenda exata.

Planos foram colocados em prática para que Simba fosse filmado entre 22 e 25 de outubro – mas os investigadores não tinham intenção de matar o magnífico animal, então encontraram uma desculpa para desistir, na esperança de encontrar uma maneira de resgatar Simba.

Foto: Lord Aschcroft
Foto: Lord Aschcroft

Um dia antes da caçada, um membro da minha equipe posando de caçador americano, conheceu De Beer e alegou que sua esposa e família haviam sofrido um grave acidente de carro nos EUA e que ele precisava voar para casa imediatamente.

Na verdade, essa era uma desculpa inventada para se retirar da caçada.

Mas De Beer e Scheepers agora tinham um problema: haviam soltado um leão de cativeiro em uma área de caça e não tinham ninguém para matá-lo, então bolaram outro plano para ganhar ainda mais dinheiro com o leão antes que ele morresse.

Eles decidiram permitir que um cliente rico pagasse milhares de libras para atirar no felino gigante com um dardo tranquilizante.

Felizmente para os chefes de safári, um entusiasta de caça britânico chamado Miles Wakefield, 48 anos, também estava desfrutando de uma estadia de seis noites no rancho, onde ele estava caçando impalas e outros animais.

Wakefield, que trabalha como perito de seguros em Londres, recebeu a oportunidade de reduzir o preço para atirar no leão com dardos tranquilizantes por 4 mil dólares.

Naquela manhã, Wakefield foi caçar antílopes antes de juntar-se a Scheepers e De Beer à tarde para procurar por Simba, no que o investigador foi informado que seria uma área de caça de 1.100 acres (cerca de 4,5 mil km2.

Eles encontraram o leão perto de uma cerca do perímetro onde uma “isca” de pedaços de carne tinha sido deixada e começaram sua cruel perseguição por ele em um veículo 4×4 aberto.

Wakefield deu um tiro do veículo de uma distância de cerca de 12 metros, mas errou. Um Simba apavorado saltou e, com a escuridão se aproximando, os homens voltaram para o conforto da pousada, que tem sua própria piscina e bar.

A perseguição recomeçou no dia seguinte, com o grupo de perseguidores novamente encontrando Simba perto de uma cerca do perímetro. Ele foi perseguido de novo pela pick-up até que ficou tão exausto que caiu no chão.

Após o fracasso do dia anterior, Wakefield mirou com cuidado sob a direção do Sr. Scheepers, que o aconselhou a acertar Simba no músculo de sua pata traseira direita.

Os investigadores obtiveram imagens do espetáculo assustador, que pode ser visto no vídeo abaixo, com algumas fotos da “caça” também.

O filme comovente mostra o animal angustiado saltando em estado de choque após ser baleado e tentar fugir.

Cada vez mais enfraquecido pela droga, as pernas traseiras do leão começam a falhar quando Wakefield e Scheepers passam a persegui-lo a pé.

Um Simba fragilizado e desorientado é mostrado cambaleando para perto de uma árvore e se afastando de seus perseguidores, aparentemente confuso sobre qual caminho seguir.

Ele finalmente cai na sombra de uma árvore, ponto no qual Wakefield – depois de voltar a sorrir para o resto de seus companheiros – dispara um segundo dardo em sua perna direita.

Foto: Lord Aschcroft
Foto: Lord Aschcroft

Minutos depois, uma vez que as drogas finalmente derrubaram o animal esgotado, Wakefield é filmado posando para o seu “tiro de troféu” ao lado do Simba semi-consciente, cuja língua fica pendurada em sua boca.

O caçador parecia incapaz de conter sua alegria quando o leão atordoado tentou mover sua enorme cabeça e não conseguiu. Wakefield exclamou: “Ele está virando a cabeça e não consegue mais lutar!”

Uma foto do grupo mostrou Wakefield em pé atrás de Simba com Scheepers, De Beer e outro caçador profissional.

De acordo com a lei sul-africana, é ilegal disparar um dardo tranquilizante contra um leão para fins que não sejam veterinários, científicos, de conservação ou de manejo.

O dardo tem que ser disparado por um veterinário ou um veterinário deve estar presente. Os caçadores também são proibidos de caçar um leão em um veículo, a menos que estejam rastreando-o por longas distâncias ou o caçador seja deficiente físico ou idoso.

Wakefield disse neste fim de semana que foi enganado por Scheepers e De Beer e que ele acreditava que estava participando de uma “operação legal para realocar um leão no interesse da saúde do animal”.

Ele disse que só foi informado de que deveria haver um veterinário presente após o evento e que, se soubesse de antemão, “teria imediatamente me retirado da operação”.

Foto: Lord Aschcroft
Foto: Lord Aschcroft

Ele acrescentou: “Fui levado a acreditar, pelos dois sul-africanos Freddie Scheepers e Patrick de Beer, ambos caçadores profissionais, que era uma operação de conservação.
“Ao realocar o leão para um local mais controlado, a vida do animal seria preservada”.

De Beer insistiu na noite passada que não foi uma caçada, alegando que Wakefield pagou pela manutenção do leão em troca da chance de atirar nele com um dardo.

Falando ao Daily Mail, Scheepers confirmou que não havia nenhum veterinário presente, mas negou que fosse uma caçada, insistindo que eles estavam simplesmente “atirando um dado” no leão para movê-lo para outra área fechada depois que o caçador original tivesse saído. “Isso não foi uma caçada. Nós apenas jogamos um dardo nisso ‘, disse ele.

“O que aconteceu foi o cara que deveria caçar o leão, quando desembarcou na África do Sul, sua esposa e suas filhas sofreram um terrível acidente, então ele teve que voltar. Decidimos levar o leão de volta para a área fechada.

Ele disse que Simba não teria sobrevivido onde ele estava. Scheepers alegou que essa era a “primeira e única vez” que um cliente pagara para acertar um leão com um dardo e ele insistiu que era perigoso demais atirar com um tranquilizante em um leão enquanto estivessem a pé.

Depois de posar para fotos, os homens ajudaram a carregar Simba para a parte de trás de um trailer, monitorando cuidadosamente o tempo decorrido para garantir que o efeito da droga não acabasse e a enorme fera não acordasse e se virasse contra eles.

Foto: Lord Aschcroft
Foto: Lord Aschcroft

Este não foi, no entanto, o tipo de operação de realocação que os conservacionistas realizam em toda a África.

Simba estava simplesmente sendo transferido para uma área de espera onde aguardaria o caçador americano que reivindicara o direito de matá-lo. O investigador disfarçado, posando novamente como caçador americano, chegou ao local de caça de Scheeper em 20 de fevereiro.

Mas, depois de localizar Simba, ele desapontou seus anfitriões dizendo que estava infeliz em continuar com a caçada. Para a perplexidade de Scheepers, o falso caçador disse que agora queria resgatar a “fera magnífica” e transferi-la para um santuário.

Depois de dois meses de incerteza nervosa, a equipe de resgate finalmente conseguiu levar Simba para fora das mãos dos “gigolôs de animais” na semana passada e o leão foi levado para um santuário em um local secreto.

Mais tarde, fomos informados que a vida de Simba esteve perigosamente em jogo: fontes nos disseram que outro caçador estava a caminho do parque na quinta-feira para matá-lo.

“O leão agora está fora de perigo”, disse Reinet Meyer, inspetor sênior da Sociedade para a Prevenção da Crueldade contra os Animais. “Um leão foi salvo de uma morte terrível. Estamos muito felizes e aliviados”, desabafou ele.

Infelizmente, o final feliz desta história é altamente incomum. Milhares de leões estão definhando em centros de criação e fazendas em toda a África do Sul esperando para serem escolhidos e mortos por caçadores estrangeiros.

Andrew Muir, amplamente considerado o principal conservacionista e especialista em vida selvagem da África do Sul, classificou a caça de leões como “deplorável”.

“Acredito que a caça deve ser proibida em todo o mundo porque é desumana e não há valor de conservação ou qualquer justificativa para isso”, disse ele.

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Condenado o homem que matou cão Simba, em Portugal

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O tribunal de Idanha-a-Nova condenou o homem que matou o cão Simba a uma pena de 240 dias de multa, que totaliza 1920 euros, a que acrescem 4000 euros de indemnização a pagar ao tutor do cão morto a tiro na aldeia de Monsanto, em dezembro de 2014. O condenado, um funcionário das finanças que vivia na propriedade vizinha, ficou também inibido de uso de arma de caça durante um ano.

Paradoxalmente, o juiz condenou também o tutor de Simba, Diogo Castiço, a uma multa superior, de 2000 euros, e a uma indemnização de 1500 euros por ter chamado “assassino” ao homem que lhe matou o cão. Os dois processos correram juntos.

Ou seja, a pena de multa por “injúrias” acabou por ser maior que a aplicada ao arguido que matou o animal com dois tiros de caçadeira. A “desproporção” da sentença leva Diogo Castiço a querer recorrer da decisão, já que apenas admite ter chamado “assassino” ou outros nomes ao vizinho três vezes e não as seis de que foi acusado.

A morte de Simba, um leão-da-rodésia com cinco anos de idade, incendiou as redes sociais, em dezembro de 2014, após José Diogo Castiço, tutor do animal, ter manifestado no Facebook o seu sofrimento pela morte do “melhor amigo”. Após a leitura da sentença, o juiz resolveu tecer considerações morais em relação a Diogo Castiço por ter usado a morte do cão (que o juiz apelidou de “coisa”) como “porta-estandarte nas redes sociais” e aconselhou-o a não deixar os cães à solta.

Inicialmente, o caso foi visto como paradigmático, tendo em conta a entrada em vigor dois meses antes da lei que criminaliza os maus-tratos a animais domésticos. Porém, o caso acabou por ser julgado como crime de danos patrimoniais, por decisão do Ministério Público, devido às lacunas e incoerências na lei dos maus-tratos a animais, já que esta não prevê a punição pela morte intencional e imediata de um animal. E enquanto o crime por maus-tratos prevê no máximo dois anos de prisão em caso de “morte do animal ou a privação de um órgão”, se o animal for visto como um objecto, a sua morte passa a ser um dano patrimonial que pode implicar prisão até oito anos.

*Esta notícia foi escrita, originalmente, em português europeu e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores.

Fonte: Expresso

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Ministério Público de Portugal pede condenação “por dano” pela morte do cão Simba

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O Ministério Público de Idanha-a-Nova, em Portugal, pediu esta quarta-feira (9) a condenação do homem acusado de ter morto Simba, há um ano, em Monsanto. Sobre o arguido pende uma pena de multa por danos patrimoniais, mas não a inibição de liberdade. A sentença será proferida a 4 de julho.

A morte de Simba, um cão leão-da-rodésia com cinco anos de idade, incendiou as redes sociais, após José Diogo Castiço, tutor do animal, ter manifestado no Facebook o seu sofrimento pela morte do “melhor amigo”. Inicialmente, o caso foi visto como paradigmático, tendo em conta a entrada em vigor da nova lei que criminaliza os maus-tratos a animais de companhia. Mas acabou por pô-la em causa. As lacunas da lei levaram a que o processo de acusação seguisse caminho como crime por danos e não como crime de maus-tratos a animais.

O problema das “incoerências e lacunas” da legislação foram por diversas vezes apontados por Raúl Farias, o magistrado a quem a Procuradoria-Geral da República atribuiu a missão de acompanhar a aplicação da lei. O procurador lembrou, em declarações ao Expresso, que a lei não tem uma norma que puna a intencionalidade da morte, ou seja “a lei pune os maus-tratos que levam à morte, mas não a morte intencional e imediata do animal” com um tiro, por exemplo.

A legislação, em vigor desde outubro de 2014, prevê no máximo um ano de prisão ou 120 dias de multa para quem “infligir dor, sofrimento ou quaisquer maus-tratos a animais domésticos”, e aumenta a punição para dois anos “se resultar a morte do animal ou a privação de um órgão”. Paradoxalmente, se um terceiro matar um cão ou gato “com tutor”, a pena pode ser quatro vezes maior por se tratar de um crime contra a propriedade. A pena por danos de “propriedade”, que olha para o animal como um ser, pode implicar prisão até oito anos.

Desde a adoção da legislação sobre maus-tratos a animais, em outubro de 2014, e dezembro de 2016, foram concluídas 772 investigações pelo Ministério Público. Destas apenas três processos levaram a condenações que variaram entre 30 e 80 dias de multa e no máximo totalizaram 400 euros, segundo informação da Procuradoria-Geral da República.

No caso da morte de Simba, se o arguido for condenado por crime de danos terá provavelmente de pagar uma multa inferior ao valor do processo cível que corre paralelamente, e que aponta para uma indemnização de 6.300 euros. Já o tutor do cão, José Diogo Castiço, está acusado por cinco crimes de injúria por ter chamado, entre outras coisas, “assassino” a quem lhe matou “o melhor amigo”.

*Esta notícia foi escrita, originalmente, em português europeu e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores.

Fonte: Expresso

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Assassino de Simba pode enfrentar dois anos de prisão em Portugal

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O homem que alegadamente é o autor do crime que vitimou Simba enfrenta uma possível pena de prisão até dois anos ou multa de 240 dias. As consequências da morte de um animal sem motivo legítimo bem como infligir dor, sofrimento ou quaisquer outros maus-tratos físicos” estão dispostas no Código Civil, atualizado o ano passado e que penalizou fortemente os maus-tratos animais.

A história de Simba continua a invadir as redes sociais e os órgãos de comunicação social: a petição “Fazer justiça pela morte de Simba” soma todos os dias novos apoiantes e contava com cerca de 120 mil assinaturas até agora.

Uma semana depois do seu desaparecimento, os tutores do Leão da Rodésia de cinco anos não deixam que a morte do seu cão caia no esquecimento, porque decidiram que “o Simba ia ser um símbolo nacional contra os maus-tratos a animais”, escreve o tutor do animal, Diogo Galvão Castiço, um empresário de 37 anos, na sua página de Facebook.

Simba foi morto a tiros, alegadamente por um vizinho que era caçador profissional. Andreia Mira, mulher de Diogo, ouviu dois tiros de caçadeira e o ganir de um cão. Decidiu chamar por Simba, que se aproximou dela ensanguentado e acabou por morrer nos seus braços.

O casal apresentou queixa-crime no posto da GNR de Monsanto, em Idanha-a-Nova, contra o vizinho, que afirmou que disparou a arma mas apenas para o ar, em sinal de aviso. Simba era presença assídua no quintal do caçador e, segundo ele, os tiros de aviso aconteceram para que o cão não se aproximasse das galinhas.

Os seus relatos contrariam a autópsia, que confirma que as balas foram direcionadas para o animal, a poucos metros de distância, perfurando a aorta. Os veterinários de Simba declararam que o cão não era perigoso, através de uma declaração de não-agressividade. Entretanto, a arma que terá morto o cão foi apreendida pelas autoridades.

“Eu não quero que a morte do meu cão seja em vão. Precisamos de justiça”, diz Diogo, enquanto implora que a história seja divulgada. E que justiça pode ser feita em Portugal, perante casos como o de Simba?

A Declaração Universal dos Direitos Animal, de que Portugal é signatário, garante que “todo o ato que implique a morte de um animal, sem necessidade, é um biocídio, ou seja um crime contra a vida”, citando o artigo 11º. No entanto, esta Declaração é meramente proclamatória.

A par deste conjunto de leis defensoras dos Direitos do Animal existe a Convenção Europeia para a Proteção de Animais de Companhia, que proíbe os maus-tratos e abandono de animais desde 2001, mas que tem sofrido diversas alterações desde então.

A Lei da Proteção dos Animais, atualizada o ano passado, clarifica que “são proibidas todas as violências injustificadas contra animais, considerando-se como tais os atos consistentes em, sem necessidade, se infligir a morte, o sofrimento cruel e prolongado ou graves lesões ao animal”. Embora exista há vinte anos, apenas em 2014 é que a violência contra os animais foi criminalizada.

Ao conhecer a história de Simba, o partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) entrou em contato com os tutores do Leão da Rodésia para oferecer apoio jurídico ao casal, após iniciativa do mesmo em busca de ajuda. Com a sua autorização, criaram o Movimento Simba. Cristina Rodrigues, assessora jurídica do PAN, garante que tem recebido muitos relatos de casos semelhantes ao de Simba que “revelam a necessidade de melhorar substancialmente as leis de proteção animal em Portugal”.

Um dos casos que chegou ao conhecimento da advogada diz respeito a assassinato de um animal comunitário por parte de uma Câmara Municipal. Para enfrentar estas histórias, o partido criou a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pelo Fim dos Canis de Abate. Esta diligência pretende “criar uma moldura legal consequente com os princípios de respeito pela vida dos animais não humanos”. É que, segundo a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, apenas 60% dos canis municipais portugueses estão creditados como centros de recolha oficiais.

Nenhum dos casos semelhantes a Simba teve repercussões jurídicas em Portugal, mas os Estados Unidos da América já condenaram um homem por maus-tratos a animais, quando as autoridades encontraram mortos cavalos do seu rancho. O indivíduo aguarda sentença e enfrenta o risco de cumprir até 31 anos e prisão efetiva.

O próximo passo do PAN deve avançar depois das eleições legislativas de 2015, altura em que o partido conta ter deputados na Assembleia da República para propor um Estatuto Jurídico do Animal. O objetivo é cessar a equiparação dos animais a coisas, conforme disposto no Código Civil de Portugal.

O Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente afirma que, desde que se instituiu a lei que criminaliza os maus-tratos a animais, em agosto de 2014, aumentaram o número de denúncias à polícia. Das 500 denúncias que chegaram às suas mãos, 18 tornaram-se acusações por maus tratos a animais. Mas nenhum deles foi ainda condenado. A assessora jurídica acredita que tal não acontece por “falta de provas ou por os processos de inquérito ainda estarem em curso”.

A LPDA presta especial atenção à recolha de informações que possam ajudar a compreender a história atrás da morte de Simba: “A lei é explícita e tem de ser cumprida. Agora cabe às autoridades policiais averiguar os factos”, afirma Maria do Céu Sampaio, presidente da LPDA, ao Observador. Casos como o de Simba “têm acontecido imenso”, embora a lei dos animais de companhia tenha vindo moderar as situações. No passado, “muitos casos eram absolvidos por não haver lei que os contemplasse”.

Ainda assim, a lei continua imperfeita. Maria do Céu Sampaio sublinha que existe interesse político em enfrentar estes acontecimentos, mas que as últimas alterações à lei apenas contemplam o animal de companhia. “O que está em questão é a vida e há que ter noção de que o animal é um ser sensciente, capaz de sentir dor ou stress.

Durante a última semana, Diogo e Andreia receberam mensagens que os ameaçavam de lhes “limpar o sebo”, caso não se ausentassem da sua cidade. O casal relembra que não havia problemas significativos com os vizinhos, pelo que os motivos que conduziram à morte de Simba continuam por apurar.

A queixa já seguiu para o Ministério Público. O tutor  do cão garante que qualquer indemnização que venha a receber vai ser entregue a instituições cuidadoras de animais.

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Fonte: O Observador

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Tutores do cão Simba são ameaçados de morte em Portugal

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A história de Simba, o cão que foi assassinado pelo vizinho, tornou-se viral na internet. Uns mostraram-se solidários, outros reagiram mal.

Segundo o Correio da Manhã (CM), Andreia e José Diogo têm sido ameaçados de morte: “O Diogo recebeu uma ameaça por escrito no telefone, que já foi reportada à GNR. O número está lá, mas não conseguimos saber quem é. Na mensagem, dizem que lhe limpam o sebo se ele não deixar a terra. Não acho que tenha sido o vizinho [autor dos disparos], mas isto está a causar-nos algum medo”, revelou Andreia ao CM.

Simba era um Leão da Rodésia com cinco anos que vivia com os seus tutores, José e Andreia. No sábado passado, Andreia estava no jardim cuidando de seus produtos agrícolas quando ouviu tiros. O cão apareceu a cambalear, deitou-se ao pé da tutor e morreu.

Simba terá sido morto pelo vizinho de José e Andreia. Quando foi confrontado, o homem disse que tinha apenas disparado para o ar e que não tinha matado o animal.

No entanto, os resultados da autópsia revelam o que o casal mais temia: “Através da autópsia confirmamos que os tiros foram completamente direcionados ao animal. Completamente e com boa pontaria. Os chumbos presentes na radiografia não deixam qualquer margem para dúvidas. O Simba morreu com uma perfuração da aorta”, explicou José Diogo. “Além disso também havia chumbos alojados na região traseira do animal, o que prova, balisticamente, que o tiro veio de trás para a frente, ou seja, o animal foi baleado pelas costas”, acrescentou.

Ao mesmo tempo, o apoio ao casal parece continuar a crescer: A petição pública que exige que se faça justiça pela morte de Simba conta já com mais de 89 mil assinaturas. Mas Andreia e José Diogo não estavam à espera deste mediatismo e já pediram que tudo seja feito “em paz”.

“Nós não queremos vingança, nem mediatismo. Aliás, o Diogo já apelou à paz nas redes sociais porque alguns comentários mais agressivos podem mesmo prejudicar-nos na luta pela justiça no caso da morte do nosso Simba. Há pessoas que querem fazer manifestações. Temo que isto se volte contra nós porque se umas pessoas nos querem ajudar, outras acusam-nos de querer dinheiro”, afirmou Andreia.

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Fonte: Sol

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Petição pública pede justiça pela morte de Simba em Portugal

Cão foi mortos a tiroa e gerou onda de solidariedade
Cão foi mortos a tiros e gerou onda de solidariedade

Foi lançada, essa semana, uma petição pública intitulada “Fazer justiça pela morte do Simba”, na sequência da notícia divulgadas desde o inicio dessa semana, que denunciam a morte de um cão, um Leão da Rodésia com cinco anos, no sábado, em Monsanto, Idanha-a-Nova. O animal terá sido morto a tiros pelo vizinhos dos tutores de Simba e o documento online já foi assinado, até agora, por mais de 19 mil pessoas.

A petição pública tem como destinatários o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, o Ministério do Ambiente e o PAN – Partido pelos Animais e Pela Natureza. Este último já ofereceu apoio jurídico a Andreia e a José Diogo Castiço, os tutores do animal mortos.

“O nosso país tem que fazer mais por estes animais e punir seriamente quem faz mal”, pode ler-se na petição.

Segundo José Diogo contou, o alegado autor dos dois disparos confessou ter atirado, mas diz que o fez “para o ar”, uma vez que Simba tinha entrado na sua propriedade. O cão, a cambalear e ensanguentado, correu de volta à quinta para junto da tutora, Andreia, e morreu poucos minutos depois no seu colo.

O caso já foi entregue, pela GNR, ao Ministério Público e tem gerado uma onda de revolta, por todo o país, demonstrada principalmente nas redes sociais. “Quando o fui enterrar, decidi que o Simba ia ser um símbolo nacional contra os maus-tratos a animais”, confessou o tutor do Leão da Rodésia, de 40 quilos e porte atlético, que morreu.

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Fonte: Jornal de Notícias

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Veterinário atesta que Simba nunca mostrou sinais de agressividade

Cão foi abatido a tiro e gerou onda de solidariedade
Cão foi abatido a tiro e gerou onda de solidariedade

O mundo de Andreia e de José Diogo Castiço não é o mesmo desde sábado, dia em que Simba, um dos quatro cães do casal, foi morto a tiros por um vizinho, em Monsanto, Idanha-a-Nova. À dor da perda do “melhor amigo”, como lhe chamavam, tem-se juntado uma onda de solidariedade, a nível nacional, com milhares de pessoas a enviar mensagens de apoio ao casal. “Esta onda de solidariedade é Deus a mover-se pelos direitos dos animais”, acredita José Diogo. Na certidão de óbito do animal, o veterinário que o acompanhava desde 2011 atestou que Simba nunca revelou “sintomas de agressividade”.

Simba, um leão da Rodésia com cinco anos, saiu de perto da dona, que estava a tratar dos cultivos da quinta, e foi à propriedade vizinha, onde tantas vezes ia, ter com os cães da quinta ao lado. Andreia “ouviu dois tiros e um ganido agudo”, recordou o marido, José Diogo, de 37 anos. Ao regressar a correr para junto da tutora, o animal já ia a cambalear, ensanguentado. Morreu, poucos minutos depois, no colo de Andreia, que gritou por socorro sem ninguém a ter ajudado.

Ferimentos com arma

“No óbito, passado por um diretor clínico com 40 anos de experiência, diz-se que a morte ocorreu na sequência de ferimentos com arma de fogo”, adianta o tutor de Simba. Mas o alegado autor dos disparos disse ao jovem empresário que “só tinha disparado para o ar”. Ontem, amigos de José Diogo desenterraram o animal do local onde fora sepultado e levaram o cadáver para ser autopsiado. A necropsia (termo utilizado para autópsias a animais) será essencial para apurar responsabilidades pela morte de Simba. “Fui aconselhado a fazê-la, por muito que me custe. A morte do meu cão não vai ser em vão. Queremos que seja feita justiça por ele e por todos os animais maltratados”, garante José, que aguarda, também, os resultados do raios-X e as contagens de chumbo no cadáver.

Falta decisão do MP

Fonte oficial da GNR de Castelo Branco confirmou que uma patrulha de Monsanto foi chamada à propriedade para um conflito entre animais, nomeadamente “um cão e galinhas”. Os guardas identificaram um suspeito e apreenderam uma espingarda e uma caixa de cartuchos (munições). O caso foi comunicado ao Ministério Público (MP), que ainda não se pronunciou sobre a eventual abertura de um inquérito, que deverá acontecer, visto que, “desde setembro de 2014, os maus-tratos a animais de estimação são considerados crime público”, adiantou a mesma fonte.

*Esta notícia foi escrita, originalmente, em português europeu e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores.

Fonte: Jornal de Notícias

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