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Elefante estressado e obrigado a se apresentar em shows em zoo pisoteia seu cuidador

Foto: Yvonne Ying'er/Weibo
Foto: Yvonne Ying’er/Weibo

Um elefante adulto do sexo masculino, estressado e exausto, mantido em cativeiro em um zoológico no sul da China, pisoteou seu cuidador até a morte na frente de visitantes chocados.

Estudos comprovam que animais mantidos em cativeiros e afastados de seu habitat natural desenvolvem comportamentos agressivos devido ao imenso sofrimento mental a que são submetidos. No caso deste zoo Chinês para piorar o stress dos animais, eles ainda são explorados para entretenimentos em shows para turistas.

O animal de duas toneladas e 56 anos, estava desesperado para se acasalar e atacou seu cuidador que o impedia, o incidente ocorreu na semana passada em Changsha, capital da província de Hunan, segundo o Daily Mail.

O incidente ocorreu pouco antes de um show de circo com animais na terça-feira passada (24) e foi filmado por turistas que esperavam para assistir à apresentação.

O elefante asiático, chamado “Ai A”, vive em Changsha há 10 anos e tem um temperamento “suave”, de acordo com o Zoológico Ecológico de Changsha, onde ocorreu o incidente.

Ele estava esperando para entrar no local da apresentação quando se revoltou contra o cuidador, conhecido por seu sobrenome Bu, disse o zoológico em um comunicado postado nas mídias sociais em 29 de dezembro.

Changsha zoo | Foto: Trip.com
Changsha zoo | Foto: Trip.com

Cinco outros tratadores tentaram acalmar o elefante antes de levar Bu ao hospital.
A vítima foi declarada morta pelos médicos depois que o atendimento de emergência falhou.

As imagens que circulam no Weibo (rede social chinesa), equivalente chinês ao Twitter, mostram três elefantes, incluindo “Ai A”, em pé no campo de performance.

Em seguida, “Ai A” é visto arrastando um homem, que parece sem vida, pelo chão.

Changsha zoo | Foto: Trip.com
Changsha zoo | Foto: Trip.com

Uma testemunha ocular do sexo masculino é ouvida gritando “ele se foi, ele se foi”, indicando que o homem pode estar morto enquanto outros espectadores são ouvidos lamentando a perda.

Especialistas do zoológico suspeitam que “Ai A” estava em seu período de reprodução, época em que os elefantes machos têm relações com as fêmeas.

Quando um elefante asiático masculino está em um estado de “musth”, seu desejo de acasalar aumenta e seus níveis de testosterona e outros hormônios são elevados. Torna-o mais agressivo e briga com outros elefantes machos para competir por parceiras.

Foto: Yvonne Ying'er/Weibo
Foto: Yvonne Ying’er/Weibo

Como os elefantes normalmente vivem na natureza, esse comportamento é absorvido pelo grupo naturalmente sem maiores danos.

Ainda não está claro se os outros elefantes no local eram do sexo masculino ou feminino.

O zoológico manteve “Ai A” em um recinto separado, longe de outros elefantes.

Fundado em 2010, o Zoológico Ecológico de Changsha mantém um total de seis elefantes asiáticos em um pavilhão que ocupa 1.271 metros quadrados.

Todos os elefantes são treinados para realizar acrobacias circenses, incluindo massagens, chute de futebol e bambolês, todos comportamentos antinaturais obtidos à custa de treinamentos dolorosos e cruéis.

O zoológico prometeu impedir que incidentes semelhantes ocorram no futuro.

Entende-se que a polícia e o departamento florestal regional estão investigando o caso. As informações são do Daily Mail.

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Notícias

Dinamarca paga mais de um milhão de dólares para libertar quatro elefantes de circo

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O governo dinamarquês acabou de comprar os quatro últimos elefantes de circo restantes no país. A Dinamarca pagou 1,6 milhões de dólares no total para dar aos animais uma aposentadoria tranquila. O movimento vem logo à frente de uma proposta de proibição do uso de todos os animais selvagens em circos que pode ser aprovada no final deste ano.

O governo dinamarquês comprou os quatro elefantes – Ramboline, Lara, Djunga e Jenny – em setembro. A ONG Animal Protection Denmark (Proteção Animal da Dinamarca) cuidará dos animais por seis a oito meses até que um espaço personalizado seja criado para eles em Knuthenborg.

Junto com os quatro elefantes, o governo dinamarquês também adotou um camelo chamado Ali. O animal é amigo de longa data de Ramboline, um dos elefantes, e ambos viviam e trabalhavam no Cirkus Trapez.

O primeiro-ministro do país, Mette Frederiksen, disse durante uma reunião do parlamento que, uma vez que souberam da amizade dos animais, perceberam que seria “errado separar Ramboline e Ali”. O governo optou por resgatá-los e realocá-los juntos.

Circos em declínio

Os circos têm uma longa história de crueldade animal. Ganchos e chicotes são usados para quebrar o espírito dos animais e torná-los obedientes aos treinadores. Animais selvagens, incluindo leões, tigres e ursos, são forçados a realizar truques não naturais. Eles costumam viver em gaiolas pequenas e apertadas quando não estão se apresentando.

A decisão da Dinamarca de salvar os elefantes está de acordo com os esforços de outros países para melhorar o bem-estar dos animais. Quarenta países, incluindo Grécia, Peru, México, El Salvador, Holanda, Costa Rica, Irã, Eslovênia, Índia e Escócia, já possuem proibições contra animais selvagens em circos.

A proibição de circo do Reino Unido entrará em vigor em 2020. Nos EUA, três estados proibiram animais selvagens em circos: Havaí, Califórnia e Nova Jersey.

O público também está se afastando do entretenimento circense. Outrora a forma mais popular de espetáculos itinerantes, os principais circos encerraram, quase todos, seus espetáculos com animais.

O circo Ringling Bros. Barnum & Bailey, de 146 anos de idade, que já foi o maior nome entre os circos, fechou definitivamente em 2017. O circo citou um desinteresse do público e uma queda nas vendas, forçando o fechamento dos negócios.

Os governos estão cada vez mais reconhecendo a importância dos direitos animais e não apenas dos animais circenses. O governo do Reino Unido pretende proibir todas as importações de caça de troféus, de acordo com o discurso da rainha Elizabeth II no mês passado. Couro, presas, pés e orelhas de elefante tinham a importação liberada e em breve serão restringidos pela proibição.

A rainha confirmou que “pela primeira vez, os princípios ambientais serão consagrados na lei”. Isso inclui legislação que “promoverá e protegerá o bem-estar dos animais, incluindo a proibição de importações da caça aos troféus”.

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Notícias

Atleta vegano Lewis Hamilton pede a seus fãs que não apoiem shows com golfinhos

Foto: Formula1.com
Foto: Formula1.com

O campeão vegano de Fórmula 1, Lewis Hamilton, pediu aos seus fãs que boicotem os shows com animais marinhos.

O atleta, que atualmente está no Japão, usou a rede social Instagram para compartilhar um vídeo de golfinhos se apresentando em um parque marinho.

Ele pediu aos seus seguidores que se conscientizassem sobre as coisas “horríveis” que acontecem aos animais em cativeiro.

“Por favor, não apoie esses shows”

“Então, eu estou de volta ao Japão, um dos meus lugares favoritos do mundo. Um dos lugares mais bonitos, tranquilos e maravilhosos em que já estive”, escreveu ele no post.

“A cultura, as pessoas, a comida e as cidades são impressionantes. Mas infelizmente, isso (shows com golfinhos) acontece aqui no Japão. Por favor, não vá e nem apoie esses shows ao redor do mundo, não compre ingressos para mostrar esse tipo de espetáculos aos seus filhos”.

Foto: Instagram/@lewishamilton
Foto: Instagram/@lewishamilton

“Em vez disso, instrua-os sobre as coisas horríveis que aconteceram com golfinhos, baleias e outras formas de vida marinha quando mantidos em cativeiro e obrigados a realizar truques antinaturais em troca de comida. Essas belas criaturas não devem sofrer”.

Ativismo pelos animais

Hamilton usa regularmente o Instagram para promover mensagens em defesa dis direitos animais. No mês passado, ele pediu que seus 13,1 milhões de seguidores que abandonassem o uso de artigos de couro de origem animal.

Ao compartilhar um vídeo PETA expondo a indústria do couro, ele escreveu: “Acordei me sentindo bem hoje, mas esse vídeo acabou com meu espírito. Isso é tão cruel, tão bárbaro. PETA como posso ajudar a impedir isso?”.

“Ela (vaca) está estremecendo com a dor de ter a cabeça esmagada com uma marreta. Ela ainda estava se mexendo quando sua garganta foi cortada. Sua pele está agora em algum lugar, provavelmente transformada em cinto ou jaqueta. Sua vida valia mais do que uma peça de roupa – por favor, nunca compre couro, não colabora essa crueldade”.

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Destaques

Circo transporta elefantes por 16 mil km através do gelo siberiano para realização de shows

Foto: The Siberian Times
Foto: The Siberian Times

Elefantes explorados por um circo itinerante foram forçados a viajar mais de 16 mil km pela Sibéria para se apresentar nas cidades russas onde animais em circos não são proibidos.

Ativistas pelos direitos dos animais expressaram revolta e indignação sobre a jornada tortuosa em que elefantes, tigres e outros animais são transportados pela Rússia em caminhões apertados num frio para o qual não estão adaptados.

Uma petição contra a crueldade e abuso praticados pelo circo já reuniu quase 100 mil apoiadores.

Foto: The Siberian Times
Foto: The Siberian Times

No entanto, os diretores do circo dizem que os animais “amam o que fazem” e insistem que os caminhões são aquecidos e os elefantes são limpos e alimentados regularmente.

O circo Togni mudou-se para a Rússia depois que animais foram proibidos em shows de circo na Itália e está na estrada há dez meses desde então, viajando por uma distância de mais de 10 mil milhas (cerca de 16 mil km).

Ano passado, o circo viajou de Kazan para se apresentar em Krasnoyark, Irkutsk e no posto avançado de Vladivostok, já no Pacífico, entre outras cidades.

Alguns dos elefantes foram vistos enquanto o circo passava pela cidade de Yakutsk, uma das cidades mais frias do mundo.

“Alguns países europeus como a Itália proibiram todos os animais em circos itinerantes porque essas apresentações são cruéis – mas o circo deu um jeito e chegou à Rússia, onde as tortuosas distâncias percorridas são ainda maiores, as mais longas do mundo”, disse um ativista pelos direitos animais.

Foto: The Siberian Times
Foto: The Siberian Times

“Proibindo a crueldade na Itália, eles pioraram a situação na Rússia para os mesmos animais”, lamentou ele.

Irina Novozhilova, do grupo de direitos animais VITA, disse ao Siberian Times: “As condições não serão humanas em nenhum circo, por uma simples razão. O treinamento anda de mãos dadas com a crueldade”.

“No caso dos elefantes, isso significa usar ganchos e máquinas de choques elétricos. Essas descargas de eletricidade causam pequenos ataques cardíacos nos animais”, diz a ativista, “Os animais nessas trupes itinerantes enfrentam espancamentos e fome, os circos que fazem passeios viajam centenas de quilômetros de uma só vez”, continuou ela.

Foto: The Siberian Times
Foto: The Siberian Times

Outro fato menos conhecido é que existe uma cota de anestesia de animais em caso de acidente, mas se algo acontecer, a cota existente não será suficiente para um único elefante.

“Digamos que, se um elefante quebrar sua perna, não haverá como anestesiá-lo”.

“Não dúvidas de que os circos são sempre cruéis além dos limites. E circos com animais devem ser proibidos” ressaltou a ativista.

A distância percorrida pela trupe de Togni – de uma das maiores dinastias de circo do mundo – é o equivalente a uma viagem de Londres ao posto avançado mais oriental da Rússia, Pevek, segundo o Siberian Times.

Mas o diretor de arte russo do circo Togni rejeitou as reclamações.

Foto: The Siberian Times
Foto: The Siberian Times

“Esses circos são tradicionais”, disse Sergey Bondarchuk ao Siberian Times, “Nós amamos muito nossos animais, eles são nossa família”.

“Eles também amam o circo, ficam entediados sem trabalho. Nossos animais viverão e morrerão conosco, não sobreviverão na natureza”.

“Mover o circo para Yakutsk era uma ambição de longa data para toda a trupe”, disse ele.

“Tanto os italianos quanto eu estávamos sonhando em nos apresentar em Yakutsk, estávamos sonhando com essa viagem porque o circo de Yakutsk é o mais setentrional de todos”, disse diretor do circo.

Foto: The Siberian Times
Foto: The Siberian Times

“Os caminhões têm ar condicionado e aquecimento e, nas estradas da Sibéria, paramos a cada três horas para limpar e alimentar os animais”, ele insistiu.

“Viajar pelas vastas distâncias da Sibéria foi ‘difícil’, mas os animais são como crianças para nós”, continuou ele, “Se algo acontecer com eles, perdemos nossos empregos”.

O circo está atualmente em Kemerovo, uma capital famosa pela atividade de mineração de carvão.

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Destaques

Bebê golfinho explorado morre durante apresentação de show em parque aquático

m golfinho executa truque para o público no Dolfinário de Varna | Foto: Amanda Viajando
Golfinho executa truque para o público no Golfinário de Varna | Foto: Amanda Viajando

Um golfinho bebê morreu em um parque aquático búlgaro após dar sinais de estar “sobrecarregado” com os truques antinaturais e acrobacias que era obrigado a fazer.

O animal tinha apenas nove dias de idade quando faleceu no Varna Dolphinarium, localizado na Bulgária, informam veículos de mídia local.

A pequena criatura indefesa teria morrido na frente de uma plateia lotada, espectadores contam que uma equipe de funcionários os conduziu de forma apressada para fora da arena de shows no momento do ocorrido.

Um dos visitantes que estava na plateia, Bisser Lyubenov, disse à BTV Novinite: “Houve um distúrbio, e de repente os golfinhos pararam de brincar e fazer truques”.

A mãe golfinho e seu bebê (quando vivo) nadam em torno de um pequeno tanque no parque | Foto: BTV2
Mãe golfinho e seu bebê (quando vivo) nadam em torno de um pequeno tanque no parque | Foto: BTV2

O corpo do bebê podia ser visto pelos visitantes do café do parque, de acordo com outra telespectadora do show.

Não ficou claro do que exatamente o bebê golfinho morreu, mas os especialistas culparam as condições no golfinário, a vida em cativeiro, e a exploração diária a que os animais eram submetidos em troca de comida.

Os golfinhos do parque são forçados a se apresentar quatro vezes ao dia durante a alta temporada de verão, quando levas de turistas visitam o golfinário.

E apesar da pouca idade, o bebê golfinho foi forçado a se apresentar com os adultos, afirmam relatos.

Comentários de internautas no Facebook criticaram ferozmente a atração, chamando-a de “tortura” por explorar e sobrecarregar os animais.

O incidente provocou indignação nas mídias sociais e uma petição pedindo o fechamento do parque está sendo divulgada.

“Eu vi o show uma vez e ainda estou horrorizado com a forma como os golfinhos são tratados! É claro que é conseguido um grande lucro às custas dos animais que são forçados a se apresentar com muita frequência”, escreveu uma pessoa no Facebook.

Dias após a morte dos golfinhos, a ONG Four Paws, que atua em defesa dos animais alertou a mídia búlgara sobre outra questão que enfureceu ainda mais os amantes dos animais.

Um grupo de legisladores propôs uma mudança na lei existente de proteção aos animais, que tornaria legal o ato de manter os dois leões-marinhos atualmente usados para “beijar” turistas em fotos na atração e participar de shows ao vivo.

“Se shows com leões-marinhos puderem acontecer, isso será um inferno para os animais”, diz Gechev. “Os legisladores precisam mudar a maneira de pensar e, em vez disso, seguirem na direção oposta, proibindo ou limitando as apresentações existentes com golfinhos e demais animais marinhos”.

Yavor Gechev, da Four Paws, disse à BBC News que cinco golfinhos e uma foca morreram no parque nos últimos cinco anos.

Cinco filhotes de golfinhos e um leão-marinho morreram aqui nos últimos cinco anos | Foto: BISSER LYUBENOV/BTV
Cinco filhotes de golfinhos e um leão-marinho morreram aqui nos últimos cinco anos | Foto: BISSER LYUBENOV/BTV

Ele destacou que a terrível contagem de mortes estava bem acima da média, acrescentando: “Isso significa categoricamente que as condições não atendem nem aos padrões mínimos para manter esses animais”.

“Os animais estão lutando para sobreviver lá, eles não estão apenas vivendo”.

Sabe-se que os golfinhos nascidos em cativeiro têm uma taxa de mortalidade mais alta do que os nascidos na natureza, com entre 50 e 75% morrendo já no primeiro ano de vida.

Estudo comprovam também que mamíferos inteligentes, como orcas e golfinhos, são vítimas de sofrimento mental em cativeiro.

Comportamentos compulsivos como automutilação, movimentos repetidos sem finalidade, como nado em círculos ou sem rumo definido e movimentos compulsivos como bater a cabeça contra grades ou portões nos tanques onde são confinados são observados e classificados como exemplos de sofrimento mental agudo, chamado de zoocose.

Uma orca que vivia em cativeiro no Sea World chamada Tilikum matou três pessoas durante o tempo em que esteve no parque.

Orca Tilikum no SeaWorld | Foto: Reuters
Baleia orca Tilikum no SeaWorld | Foto: Reuters

Pelo mundo

Hoje é amplamente reconhecido no mundo todo que o cativeiro é prejudicial para os cetáceos, cuja natureza altamente inteligente e socialmente complexa exige a liberdade do mar aberto.

Com a exceção notável da Espanha, que possui um grande número de golfinhos em cativeiro, a tendência predominante na Europa é o fechamento de tais instalações.

No Reino Unido, os shows com golfinhos em cativeiro pararam há mais de 25 anos, após uma campanha de direitos animais altamente popular.

Muitas sociedades fora da Europa também estão rejeitando a ideia de golfinhos sendo mantidos em cativeiro. Em junho, o parlamento do Canadá aprovou uma lei federal conhecida como “Free Willy”, que proíbe baleias, golfinhos e botos de serem criados ou mantidos em parques marinhos.

Nos EUA, o SeaWorld – que proibiu seu controverso programa de criação de orcas em 2016 – vem enfrentando críticas recentemente por seu tratamento de golfinhos, com especulações crescentes de que ele se concentrará em passeios de emoção, enquanto os animais em cativeiro terão um papel cada vez menor no futuro.

E, em um gesto expressivo, a Índia não ficou apenas na proibição de shows envolvendo golfinhos em 2013 – mas declarou os animais como “pessoas não humanas”, que deveriam ter seus próprios direitos específicos.

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Notícias

Ex-treinadores revelam que baleias eram drogadas no SeaWorld

Por Rafaela Damasceno

O SeaWorld vem tentando negar há muito tempo as acusações de que as baleias em cativeiro sofrem maus-tratos e se estressam tão profundamente que ficam doentes, morrendo cedo. Esta semana, a empresa de turismo Virgin Holidays anunciou que não venderia mais ingressos de atrações envolvendo baleias e golfinhos, quebrando a parceria com o SeaWorld.

Duas orcas em uma apresentação do SeaWorld
Foto: PETA

Os antigos treinadores do parque, John Hargrove e Jeffrey Ventre, afirmam que a notícia é positiva e que os ativistas têm razão em toda a revolta que dirigem ao local.

Eles declaram que as baleias eram drogadas todos os dias, privadas de alimento e feriam a si mesmas em resposta aos traumas psicológicos que sofriam.

Jeffrey conta que se sentiu honrado quando conseguiu o emprego de treinador, em 1987. O cargo era muito difícil de ser alcançado e ele ficou feliz em poder trabalhar com os animais marinhos, sua paixão. Infelizmente, nos oito anos seguintes, ele percebeu o horror de tudo aquilo.

“É como se você fosse um dublê ou um palhaço, atuando com animais em cativeiro e usando a privação da comida como motivador”, explicou, em entrevista ao The Sun. Segundo ele, as baleias exibiam sinais de extrema angústia e se automutilavam constantemente.

John posa com uma orca em uma das apresentações
John deixou o parque em 2012 | Foto: The Sun

Elas eram medicadas diariamente. O estresse causava úlcera estomacal, e muitas também tiveram infecções crônicas, o que as fez tomar antibióticos. Também eram drogadas com valium, para que ficassem mais calmas e fáceis de controlar.

Endogamia – método de acasalamento entre indivíduos aparentados – também era comum. Taku, uma das orcas do parque, acasalou com a própria mãe.

John virou treinador em 1993 e afirma ainda estar profundamente afetado por tudo o que presenciou, e declarou que o cativeiro reduz a vida das baleias.

“A decisão mais difícil que tomei foi me afastar das baleias que eu amava para poder denunciar tudo o que eu sabia e expor a indústria”, contou.

Jeffrey em uma apresentação com uma orca, lambendo seu rosto
Jeffrey trabalhou no parque por anos antes de sair e denunciá-lo | Foto: Youtube

Jeffrey afirma que os ataques aos treinadores eram comuns porque o estresse tornava as orcas assustadas e agressivas, mas muitos incidentes foram encobertos. Só vieram realmente à tona os que não podiam ser escondidos. Ele ainda acrescentou que os treinadores foram forçados a mentir para o público sobre as baleias, fingindo que os ferimentos que elas sofriam em cativeiro eram normais.

Um exemplo é o colapso da nadadeira dorsal, que se inclina para um dos lados. Não há uma explicação concreta para isso, mas especialistas acreditam que pode ser causado pelo estresse e redução de atividades.

“Também recebemos roteiros para programas educacionais que possuíam diversos erros de informação”, continuou Jeffrey. “Quando falamos com as crianças, nos disseram para explicar a elas que as orcas vivem de 25 a 30 anos. Isso não é verdade”. Na natureza, as orcas vivem em média de 50 a 80 anos. No cativeiro, a expectativa de vida é cerca de 17 anos.

Eles também eram forçados a dizer ao público que o colapso da nadadeira dorsal é uma ocorrência comum na natureza, o que também é uma mentira.

Jeffrey deixou o emprego em 1995 e John, em 2012. Os dois perceberam o impacto negativo que a atração causava nas baleias e nos próprios treinadores. Eles contaram que ainda se sentem culpados por tudo o que viram e tiveram que fazer.

Uma orca posa no tanque de uma apresentação, com a barbatana dobrada
O colapso da barbatana pode ser causado pelo estresse e não é comum na natureza | Foto: Magnolia Pictures

John odeia o fato de que pôde ir embora e continuar sua vida, enquanto as baleias que amava nunca puderam ter a mesma chance. Ele tenta compensar tudo lutando e protestando por condições melhores para os animais, agora.

Jeffrey é médico especialista em medicina física e reabilitação, e atualmente faz campanhas contra manter orcas em cativeiro. Em 2016, o SeaWorld anunciou que pararia seu programa de criação, mas 22 orcas ainda vivem nas atrações espalhadas por Orlando, San Diego e San Antonio.

Jeffrey afirma que é difícil melhorar a vida dos animais enquanto permanecem em cativeiro, em espaços mínimos. A maior parte das doenças, além da agressividade e a alta taxa de mortalidade é causada pelo cativeiro. Ele diz que o certo seria realocá-las em uma área protegida, onde teriam espaço para brincar, interagir com as algas e os peixes, ficar juntas como um grupo e não realizarem mais shows.

A diretora da PETA, Elisa Allen, explica que nos oceanos as orcas nadam mais de 160 quilômetros por dia – sentindo as correntes marítimas, analisando outras vidas marinhas, acompanhando um grupo e criando seus filhotes. Em cativeiro, não fazem muito mais do que nadar em círculos, vezes e vezes sem fim.

“Qualquer um com coração deve ficar longe, bem longe desse tipo de parque”, completou ela.


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Filhote de elefante é forçado a se apresentar e dançar para turistas em zoo

Foto: Moving Animals
Foto: Moving Animals

A decadente e cruel indústria do turismo e entretenimento humano faz mais uma vítima, dessa vez o alvo não passa de um bebê elefante, que antes de aprender a ser um animal selvagem na selva com seus iguais é forçado a aprender truques sem sentido sob a ameaça de ser espancado.

E a filhote não é a única vítima da exploração do parque, os demais elefantes cativos que vivem no zoológico na Tailândia são obrigados a fazer poses antinaturais com suas patas dianteiras, pedalar uma bicicleta feita com pneus de carro e pintar quadros, tudo isso em um palco para entretenimento de uma plateia de turistas.

Foto: Moving Animals
Foto: Moving Animals

Um vídeo pungente mostra como uma bebê elefante, apelidada de Dumbo, é forçada a fazer truques para os visitantes em um show no zoológico de Phuket na Tailândia.

Ativistas afirmam que o jovem animal realiza apresentações por até três vezes ao dia “sob ameaça de um imenso gancho”, nos shows que chegam a ter 20 minutos de duração.

Milhares de pessoas assinaram uma petição online pedindo ao zoológico de Phuket que liberte Dumbo, e permita que ela vá viver em um santuário.

O grupo responsável pela campanha, Moving Animals, afirmou que o animal apresenta um “corpo esquelético” e sugere que ele pode estar sofrendo de desnutrição e exaustão.

Eles também relataram que o animal fica preso por correntes quando não está se apresentando.

Um porta-voz do grupo disse: “Nós assistimos os turistas rindo e tirando fotos e selfies da cena, enquanto o pobre bebê elefante estava com os olhos fechados, silenciosamente sugando o ar por sua o tromba”.

Foto: Moving Animals
Foto: Moving Animals

“A vida cruel que aguarda por Dumbo, o bebê elefante, será de torturas e abusos a serem suportados sem prazo de duração, e então nós começamos uma petição pedindo a sua libertação imediata e envio para um santuário”, disse o representante da ONG.

“Esperamos que em breve ela possa viver em um lugar onde possa ser livre, conviver com seus iguais e sentir paz e tranquilidade, sem qualquer ameaça de dor ou sofrimento ou ser forçada a se apresentar”.

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Notícias

Zoo encerra apresentações de elefantes asiáticos  

Zoológicos são ambiente extremamente cruéis com os animais. Performances com elefantes e outras espécies causam grande sofrimento a eles, pois são forçados a se comportar de maneira não natural, o que causa danos a longo prazo em seus corpos. Tais atividades são alcançadas através da ameaça, violência e privação de alimentos para forçarem os animais a obedecerem comandos.

Foto: Animals Asia

Finalmente, o zoológico de Saigon, o maior do Vietnã, na Ásia, encerrou todas as apresentações com elefantes após anos de pedidos e manifestações de organizações de bem-estar animal, incluindo a Animals Asia .

Embora o zoológico não tenha feito nenhum anúncio formal de que os shows terminaram, a organização teria recebido garantias de que nenhum deles ocorreu desde dezembro de 2018. A organização também confirmou que as performances dos elefantes não serão reintroduzidas.

Como explicado no site da Animals Asia, durante anos, quatro elefantes foram forçados a fazer truques, como se levantar em suas patas traseiras e ficar de pé em banquetas todo fim de semana e feriados.

Foto: Animals Asia

“Estamos felizes pelo fato do zoo de Saigon ter percebido que os shows com elefantes são cruéis, desatualizados e totalmente em desacordo com os princípios do bem-estar animal”, afirmou o diretor de bem-estar animal Dave Neale em um comunicado.

“Oferecemos conselhos gratuitos de bem-estar para ajudar o zoológico a fornecer os mais altos padrões de atendimento para os elefantes e até nos propomos a disponibilizar veterinários qualificados para ajudar a cuidar de um dos animais que está parece estar doente”.

Infelizmente, eles ainda não aceitaram as ofertas de apoio da Animals Asia, mas elas continuarão disponíveis a qualquer momento porque, como a organização afirmou, ela “nunca se afastará de um animal em necessidade”.

Foto: Animals Asia

Oposição em toda a Ásia

Na China, a pressão da Animals Asia contra circos com animais em cativeiro resultou em uma diretriz do governo em 2011, proibindo o uso de animais em apresentações. No entanto, a mais recente investigação da organização sobre o desempenho zoológicos da China revelou que, a partir de 2018, mais de 30% deles, além de parques de safári não encerraram as atividades com exploração animal conforme a lei determinou.

Atualmente, o zoo de Saigon possui seis elefantes asiáticos, quatro dos quais foram forçados a se apresentar. Lamentavelmente, os seis continuarão em exibição pública em seus recintos.

A entidade de defesa dos direitos animais espera que esse seja o primeiro passo para acabar completamente com o confinamento dos elefantes em Saigon e que eles possam ser transferidos para um santuário, onde viverão o resto de suas vidas em paz.

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Vencedor do Oscar Mark Rylance critica como a sociedade trata os animais

O ator premiado com um Oscar, Mark Rylance, afirmou que um dia as pessoas olharão para trás com horror em como tratamos outras espécies.

Mark fez uma parceria com a instituição de caridade vegana PETA para fazer dois vídeos sobre os horrores das apresentações que envolvem animais e sobre nosso tratamento geral com eles.

“Eu acho que as pessoas vão olhar para trás com horror em como tratamos animais hoje”, disse ele em um vídeo.

“Pode haver uma relação tão mais rica e valiosa para nós com os animais”.

O ator realizou dois vídeos em parceria com a organização PETA (Foto: PETA)

“Essa cosmologia dominante do mundo no momento em que estamos de alguma forma separados da natureza, de que não somos animais nós mesmos […] é tão isoladora e solitária para as pessoas – e simplesmente não é verdadeira”.

No outro vídeo, ele pediu para que as pessoas não assistam performances de animais, falando especificamente sobre ursos.

De acordo com a PETA, shows feitos para turismo submetem ursos à muito sofrimento, desde encaderná-los e amordaçá-los até impedi-los de cavar, andar, hibernar e fazer qualquer outra coisa que seja natural e importante para eles.

“Onde quer que você veja os ursos performando, eles estão sofrendo”, disse Sir Mark. “Falando como ator, devemos ser espertos o suficiente para entreter as pessoas sem colocar animais nesse tipo de tortura”.

“Por favor, não compre um ingresso para um evento – um circo, uma feira, qualquer evento – onde você vê um urso se apresentando”, ele pede.

O ator que atualmente é vegetariano diz que quer trabalhar para ser vegano.

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Após anos trancafiada em parques temáticos orca tem um bebe e é afastada dele

Orca Morgan no Parque Loro na Espanha | Foto: FMO/Free Morgan Organization
Orca Morgan no Parque Loro na Espanha | Foto: FMO/Free Morgan Organization

Morgan era uma orca jovem e livre quando foi capturada pelo Dolfinarium Harderwijk, um parque temático holandês, em 2010 na costa dos Países Baixos. Ela nadava sozinha, estava extremamente magra e ferida, porém nunca havia sido confinada.

O governo holandês permite legalmente esse tipo de captura sob a nomenclatura de “resgate, reabilitação e libertação”, porém a parte da libertação nunca ocorreu.

A saga de Morgan estava apenas começando. O parque a manteve por 18 meses em um tanque tão pequeno que ela mal podia se mexer, a orca ainda foi obrigada a aprender truques indignos em troca de comida e perdeu sua liberdade.

Temendo o pior, um grupo de ONGs locais se uniu formando a Coalizão Orca e junto com especialistas de todo o mundo, processaram o governo holandês (que emitiu a licença) e o parque temático, que violou a autorização.

Infelizmente Morgan foi despojada de seus direitos pelo tribunal, numa cadenciada mistura de infortúnios, a corte ignorou evidências cruciais, descartou opiniões de especialistas em orcas, negligenciou aspectos da lei que protege os animais no pais, o que resultou em um veredito em que Morgan foi enviada a outro parque temático, dessa vez na Espanha, nas Ilhas Tenerife: O Parque Loro.

Morgan foi tratada como um ativo e não como um ser vivo durante todo o processo.

A aprovação de sua emigração pelo ministério holandês deliberava que ela seria “utilizada” apenas para fins de pesquisa, porém ela passou a fazer parte do time de apresentações do parque.

As demais orcas, nascidas no cativeiro, sem laços familiares com Morgan, a rejeitaram, não permitiram sua entrada no grupo e ela chegou até a ser atacada por uma delas.
Embora entre os termos de transferência existisse uma cláusula que não permitia a exploração do animal para procriação ou shows e do fato dela ser uma orca selvagem protegida pela legislação da União Europeia e pela convenção da CITES – Convention on International Trade in Endangered Species of Wild Fauna and Flora (Convenção Internacional do Comércio de Espécies Ameaçadas da Flora e da Fauna Selvagem) – e sob essas regras é estritamente proibido fazer uso do animal para fins de reprodução ou entretenimento, ela mesmo assim ela teve um bebê em cativeiro.

Apesar de ter dado a luz há apenas alguns dias (segundo informação do parque, o bebê de Morgan nasceu dia 22 de setembro) ela e seu bebê já foram separados em um período que é crucial para criação do laço mãe e filho e início da amamentação. A orca, inclusive, já foi colocada de volta nas apresentações do parque.

O primeiro vídeo de Morgan e seu bebê mostra o filhote no que parece ser uma tentativa de mamar no “umbigo” de sua mãe, em vez de em suas mamas onde os bicos dos mamilos estão escondidos. O Loro Parque postou o vídeo, mencionando possíveis problemas de alimentação (sendo que o show já esta aberto ao público, logo após o nascimento): “Os primeiros dias na vida de um cetáceo são críticos e todos nós fomos encorajados pelos fortes instintos maternais de Morgan e pela forma como ela está cuidando de seu filhote”, escreveram eles.

O bebê de Morgan tem pela frente uma vida em cativeiro, onde será explorado em shows de entretenimento e para fins de exibição pública em um tanque de dimensões enxutas, tão diferente do oceano imenso onde sua mãe nasceu. É fato que o filhote foi gerado com intuitos comerciais pelos donos do parque.

Foi criada uma fundação sem fins lucrativos, a Free Morgan Fundation, para lutar pela liberdade de Morgan e devolvê-la aos mares da Noruega, onde a ONG afirma que ela nasceu. Entre as muitas ações da fundação estão os processos judiciais contra as quebras de normas feitas pelo parque temático e o acompanhamento próximo das condições do animal. A fundação denunciou por meio de fotos comportamentos típicos de zoocose por parte da orca. Zoocose é o conjunto de comportamentos repetitivos que animais em cativeiro adotam em função do stress sofrido e da privação da liberdade. No caso de Morgan, ela bate repetidamente a cabeça contra o mecanismo de fechamento e abertura dos portões do tanque. Auto-mutilação, movimentos repetitivos, andar em círculos e bater a cabeça contra paredes e jaulas estão entre os comportamentos que denotam sofrimento animal em claustro.

A luta pela libertação de Morgan continua, movida principalmente contra a representação da ambição humana, que se coloca como poder decisório sobre o direito inato e incontestável do animal à liberdade.

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Notícias

Shows de Paul McCartney não tiveram venda de produtos de origem animal proibida

Ao contrário do que foi divulgado pela revista americana Noisey, e replicado por diversos sites, os shows do ex-beatle Paul McCartney não estiveram livres de produtos de origem animal nos estádios onde foram realizados.

Shows de Paul McCartney tiveram venda de produtos de origem animal (Foto: KAMIL KRZACZYNSKI/AFP)

Informações divulgadas pelo Vista-se dão conta de que leitores do portal que foram à turnê de Paul se decepcionaram não só ao perceber que estavam sendo comercializados produtos advindos de exploração animal – com carne, leite, ovos e mel – como também por não terem encontrado nenhuma opção vegana além de pipoca e bebidas.

Em busca de esclarecimentos acerca do possível não cumprimento de normas, a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), que participou de todos os shows divulgando a campanha Segunda Sem Carne, questionou a equipe de Paul a respeito do caso. A resposta recebida pela SVB foi de que nunca houve proibição de venda de produtos de origem animal para os locais que recebem os shows do ex-beatle. Foi dito ainda que tanto o cantor quanto a equipe têm alimentação vegetariana nos camarins. Os lugares onde a turnê acontece, entretanto, seguem suas próprias regras quanto à comercialização de produtos.

Paul possui, inclusive, uma linha de comida congelada ligada ao seu nome que vende produtos com queijo (veja aqui, em inglês).

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Golfinho forçado a realizar truques
Destaques, Notícias

Golfinhos mentalmente doentes são abusados em shows de circo sob pretexto educacional

Golfinho forçado a realizar truques
Foto: Pichayada Promchertchoo

Eles são dois dos últimos golfinhos restantes do mundo que ainda são usados em performances com animais selvagens – uma indústria extremamente popular na Indonésia. A prática é uma das piores formas de crueldade e exploração de animais. Os anos de aprisionamento, a privação de alimentos e os ruídos altos durante as apresentações prejudicam a saúde física e mental dos animais e gera estresse, agressão e morte precoce.

Sempre que a equipe viaja, os golfinhos são colocados em macas e mantidos em um tanque por um período entre 10 e 20 horas. A maioria deles é transportada para outras cidades na parte traseira de um caminhão, onde outros animais, como ursos solares e lontras, são trancados em jaulas apertadas.

“A equipe coloca manteiga ou creme de vaselina na pele do golfinho para mantê-lo úmido porque é um transporte seco”, explica Femke Den Haas, fundadora do Jakarta Animal Aid Network (JAAN), que trabalha com animais selvagens há mais de 20 anos.

Desde 2009, sua organização permanece na vanguarda de uma campanha contra shows com animais, reunindo dados sobre o abuso de golfinhos para entretenimento. Ela condena  os shows de golfinhos itinerantes e quer que os animais sejam reabilitados e retornem à natureza.

“Os golfinhos são animais altamente inteligentes, sociais e acústicos. Eles usam seu sonar para nadar no oceano. Porém, quando ficam presos em uma pequena piscina, seu som constantemente volta para eles e ficam loucos. É como se estivéssemos em uma sala repleta de espelhos e tudo o que você enxerga é você mesmo o tempo inteiro. O que está ocorrendo com os golfinhos na Indonésia é extremamente cruel”, destaca.

No entanto, para o governo, não é. Os shows de golfinhos itinerantes são considerados uma ferramenta de proteção eficaz que educa pessoas sobre animais ameaçados por meio do entretenimento. Enquanto suas necessidades de saúde forem atendidas, eles podem continuar.

Uma tenda de circo é montada em um campo de futebol em Bekasi. Ela é propriedade da PT Wersut Seguni Indonesia (WSI), uma empresa privada que administra a maioria dos shows de golfinhos itinerantes do país.

Dentro dela, Brama e Kumbara são mantidos em uma piscina de plástico. O recinto é extremamente apertado em comparação com o seu lar no Mar de Java.

Menina posa para foto com golfinho
Foto: Pichayada Promchertchoo

Os ativistas pelos direitos animais explicam que o argumento educacional não é nada mais do que um pretexto para manter o negócio em funcionamento.

“Os golfinhos são arrancados de seu habitat, onde podem nadar 100 km por dia, a uma velocidade de 40 km/h. E aqui estão, dentro de uma pequena piscina, tendo que dar uma volta em círculos e trabalhar para receber pedaços de peixe que nem se parecem com a alimentação natural. Tudo o que esses golfinhos estão fazendo é contrário ao seu comportamento natural. Não há nada educacional. É um show, puro entretenimento para lucros”, diz Den Haas.

Em Bekasi, o show apresenta uma cacatua, depois duas lontras e um urso-do-sol bebê. Eles realizam truques não naturais e sem sentido. As lontras são forçadas a jogar basquete. Uma delas equilibra-se em um barril antes que o urso faça agachamentos e outras atividades, mostra a reportagem do Channel News Asia.

Quando o show acaba, Brama e Kumbara dão um salto. A dupla segue todos os comandos rapidamente e com perfeição. Meses de adestramento ensinaram os golfinhos a saltar por aros, a se abraçar, a acenar, a cantar, a dançar e até a jogar futebol com as barbatanas do rabo.

Para muitas pessoas, isso mostra a inteligência dos animais, mas os especialistas em golfinhos explicam que se trata de fome e desespero. “Tudo o que um golfinho faz em cativeiro é por alimento. Se você for para um show de golfinhos e souber o que procurar, verá privação de alimento”, esclarece Richard O’Barry.

Ele capturou e treinou golfinhos para a popular série de TV “Flipper”. “Se você olhar acima da linha dos olhos de um golfinho – não o sorriso no rosto – perceberá que ele não está olhando para o treinador, mas para as mãos do treinador e o bolso de peixe. Eles só querem ser alimentados, então são forçados a fazer todos esses truques ridículos”,  acrescenta.

O’Barry passou cerca de 10 anos de sua vida capturando e treinando golfinhos. No entanto, desde 1970, ele combate essa indústria cruel. Seu Dolphin Project luta para libertar golfinhos confinados em todo o mundo, após a morte de um dos golfinhos de “Flipper”: Kathy.

Ele viu shows de golfinhos na Indonésia diversas vezes. Enquanto o público ria e aplaudia, pensando que os animais estavam se divertindo, o ex-treinador de golfinhos percebia o contrário. “Eu conseguia decifrar sua linguagem corporal e podia ver o sofrimento por trás dos sorrisos dos golfinhos. O sorriso deles é a maior mentira da natureza, cria uma ilusão de ótica que eles sempre estão felizes quando na realidade estão sofrendo”, ressalta.

Exploração disfarçada

Tenda de circo onde golfinhos e outros animais são explorados
Tenda de circo onde golfinhos e outros animais são explorados/ Foto: Pichayada Promchertchoo

A Indonésia é considerada o único país do mundo que ainda explora golfinhos em shows itinerantes. Dos quatro grupos, três são administrados pela WSI e um pela Pembangunan Jaya Ancol (PJA).

As empresas são agências de proteção licenciadas que também possuem grandes parques de diversões, onde os golfinhos aprisionados são treinados para realizar truques e nadar com o público. Eles incluem o Sea Pantai Cahaya da WSI em Kendal, o Java Central e o Taman Impian Jaya Ancol da PJA ou  o Ancon Dreamland em North Jakarta.

De acordo com o Ministério Florestal e do Meio Ambiente, 92 golfinhos são mantidos em cativeiro em atrações turísticas, hotéis e resorts em todo o país. Pelo menos 70 deles foram capturados na natureza por pescadores, revelam dados oficiais. Acredita-se que o restante tenha sido criado em cativeiro por sete agências de proteção, que também exploram golfinhos para o turismo.

A legislação da Indonésia estabelece que é ilegal “pegar, ferir, matar, manter, possuir, cuidar, transportar e comercializar um animal protegido vivo”. Além disso, é ilegal transferir qualquer animal protegido de um local para outro dentro ou fora do país.

Porém, existe uma exceção. Isso pode ser realizado legalmente se o objetivo for para “pesquisa, ciência ou  proteção de animais protegidos”. A lei também exige que a preservação seja realizada sob a forma de cuidados humanos ou reprodução em cativeiro por instituições designadas. Este é o grande problema.

Comércio de golfinhos

Não se sabe como os 70 golfinhos capturados acabaram em atrações turísticas. Há alegações de que alguns dos pescadores que capturaram os golfinhos  fizeram isso em busca de lucro.

“Em 2009, o Pantai Cahaya anunciou que queria comprar golfinhos vivos”, disse um pescador de Batang, sobre o centro de conservação da WSI em Kendal: The Sea Pantai Cahaya.

Na época, ele era um membros da tripulação de um barco de pesca que capturou pelo menos quatro golfinhos para a instalação. “O capitão nos disse para não jogá-los porque tinham um preço. As pessoas de Pantai Cahaya os comprariam vivos. Então nós os cobrimos com roupas molhadas”, afirmou.

De acordo com o pescador, os animais permaneceram no navio por 10 horas antes da parada em Kendal, onde funcionários da WSI os aguardavam com um caminhão. Em seguida, os golfinhos foram colocados nos veículos.

“Todos os pescadores que pegaram golfinhos em 2009 venderam para o Pantai Cahaya. Eles custam cerca de US$ 400. Um grande poderia valer mais de US$ 500. Mas eles não comprariam se não fosse um golfinho nariz-de-garrafa”, acrescentou.

Turismo

A falsa proteção de golfinhos alimenta essa crueldade na Indonésia. Durante seus programas de reabilitação e reprodução, muitos deles precisam realizar truques, nadar com turistas ou passar meses em um circo.

Para shows itinerantes como o de Bekasi, os visitantes pagam US$ 3 por uma entrada padrão ou US$ 4,5 para a área VIP perto da piscina. Muitos deles também pagam a quantia extra de US$ 3 por uma fotografia opcional com os golfinhos.

Isso significa que um grupo de circo pode lucrar mais de US$ 4 mil em um mês, com quatro a seis shows diários, caso venda 10 ingressos por rodada. Normalmente, os shows de fim de semana são vistos por multidões muito maiores.

Golfinhos são mantidos famintos para realizar truques
Golfinhos são mantidos famintos para realizar truques/ Foto: Pichayada Promchertchoo

Os preços aumentam em grandes atrações como a Ancol Dreamland, na qual um ingresso para assistir aos shows com animais custa US$ 12 por pessoa.

À medida que o turismo com golfinhos prospera, a exploração dos animais como entretenimento se dissemina para hotéis e resorts. Os visitantes do Wake Bali Dolphins pagam US$ 110 por um mergulho de 45 minutos com os mamíferos em uma piscina clorada e US$ 89 para vê-los realizando truques.

Eles também podem fazer “terapia com golfinhos “- um tratamento que o resort argumenta ajudar as crianças com síndrome de Down, autismo e transtorno mental a desenvolver autoconfiança e habilidades sociais e acadêmicas. Os quatro golfinhos forçados a participar da prática formam fornecidos pelo centro de conservação da WSI em Java. Eles são mantidos em uma piscina de apenas 10m x 20m à beira mar.

Em Bekasi, Brama e Kumbara quase terminam a primeira apresentação do dia. Ambos deslizam do seu pequeno recinto para a plataforma. Eles mantêm as cabeças e as barbatanas da cauda altas enquanto as pessoas passam para posar para fotografias.

Há mais cinco shows programados, mais pessoas para agradar e mais alimentos usados como uma maneira de forçá-los a trabalhar. Mas, como sempre, ambos exibem o conhecido sorriso dos golfinhos que esconde o grande sofrimento que são obrigados a suportar.

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