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Cão espera por tutor detento na porta de delegacia em Piripiri (PI)

Por Sophia Portes / Redação ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais)

Fonte: Cidade Verde

Um cão sem raça definida  aguarda há aproximadamente três semanas seu tutor na porta da delegacia de Piripiri, no Piauí. Mas todos os detidos do Distrito Policial já foram transferidos para o presídio e ninguém sabe ao certo quem é o guardião do animal.

O cachorro já comoveu a todos os moradores do entorno e agentes policiais. A moradora Dária Silva fez uma publicação em seu Facebook contando sobre a história dele e sensibilizou os internautas.

“Os animais têm mais respeito e consideração pelas pessoas do que muitos têm pelo seu próximo”, diz um comentário. “Muito amor! Uma vez assisti um filme parecido! História real…”, comentou outra pessoa.

Muitas pessoas têm comparado o caso ao filme “Sempre ao seu lado”. A história é baseada em fatos reais e conta sobre um cão chamado Hachiko, da raça akita, que é adotado por um professor universitário (Richard Gere) e passa a acompanhá-lo até a estação e esperar seu retorno todos os dias, onde o tutor embarca para dar aulas. E o cão, sempre fiel, continua a esperar o tutor, mesmo após sua morte.

Fonte: Cidade Verde

Em Piripiri, o cãozinho também parece não querer deixar seu tutor e por isso ele não abandona a porta de delegacia. O delegado responsável pela unidade, Ricardo Oliveira, disse que o cão fica agitado sempre que novos detentos chegam. “Ele fica como se estivesse esperando o tutor voltar. Nós sabemos que ele chegou com alguns presos, mas todos já foram para o presídio de Esperantina (174 km de Teresina) e não sabemos quem é o responsável por ele. Queremos encontrá-lo, porque ele tem coleira, está bem cuidado”, comentou o delegado.

Fonte: Cidade Verde

O delegado informou que esta semana um policial civil levou o animal até uma clínica veterinária para checar seu estado de saúde. E o cãozinho pode se tornar o mais novo mascote da unidade policial.

“Nós queríamos que ele voltasse para o tutor, estamos tentando descobrir quem é, mas se não encontrarmos, vamos adotá-lo, porque ele não deixa a delegacia”, declarou.

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Cachorro espera há oito meses por tutor que faleceu na Argentina

Por Raquel Soldera (da Redação)

Um cãozinho de Monte Cristo, província de Córdoba, na Argentina, está chamando a atenção da população local. Além de ter uma página na rede social Facebook, o cãozinho já apareceu nas redes de televisão e nos jornais locais.

Se trata de Alicio, um cãozinho fiel e leal, que permanece esperando seu tutor em frente ao centro de saúde onde ele foi atendido pela última vez, há oito meses.

Alicio está há oito meses esperando o tutor (Foto: PrensAnimalista)

Segundo informações divulgadas no site PrensAnimalista e no jornal La Voz, o tutor de Alicio foi levado às pressas para o centro de saúde local, e devido à gravidade do problema, veio a falecer. Desde então, Alicio permanece na porta do centro de saúde, esperando o tutor para voltarem para casa.

É inevitável comparar a história de Alicio com o filme Sempre ao seu lado, protagonizado por Richard Gere, baseado na história real de Hachiko, um cão da raça akita que espera o seu tutor na estação de trem por nove anos. Assim como Hachiko, Alicio já ganhou a simpatia e a atenção dos moradores e da imprensa local.

Um grupo de voluntários chamado “Unindo pegadas” é responsável pela alimentação de Alicio, que já foi adotado várias vezes, mas acaba fugindo e voltando para o centro de saúde.

A médica Alicia Delgado adotou o cãozinho como seu “filho postiço”, e por isso ele ganhou o nome de Alicio.

A história de Alicio é mais um exemplo da lealdade e do amor incondicional dos animais, que, infelizmente, nem sempre são retribuídos da mesma maneira e com a mesma intensidade por nós, seres humanos.

Assista ao vídeo com a reportagem sobre Alicio da rede de televisão Teleocho, em espanhol:

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Você é o Repórter

Adaptação japonesa da história de Hachiko fala de amor e lealdade

Donizete Firmino
donifirmino@yahoo.com.br

Sempre ao Seu Lado (Hachiko: A Dog’s Story) é uma adaptação de um conto japonês sobre um fiel cão da raça Akita chamado Hachiko. Este cão especial, apelidado de “Hachi”, acompanha seu tutor Parker, um talentoso professor de música, à estação de trem todos os dias. Ele vai vê-lo partir de manhã e depois volta à estação, todas as tardes, para buscá-lo.

A natureza complexa do cãozinho se revela quando sua rotina simples é interrompida. Hachi acaba perdido em uma estação de trem até ser encontrado e adotado por Parcker (Richard Gere).

Os dois estabelecem laços tão fortes que o cão o acompanha à estação de trem todos os dias quando ele sai para trabalhar, e volta para buscá-lo no final do dia.

Um dia, o professor morre e não retorna mais. Mas Hachi não desiste. Durante dez anos, volta diariamente à estação, na esperança de reencontrar seu tutor. Sua lealdade e perseverança acabam comovendo a todos que por ali transitam. O filme é baseado em fatos reais e aconteceu no Japão pós-guerra no início do século passado.

Hoje a história de Hachi é uma lenda no país e uma estátua do cão foi construída na Estação de Trem. Para os japoneses, tornou-se um símbolo de fidelidade. Não é a primeira vez que essa história foi parar nos cinemas. Em 1987 foi transformada em filme pela primeira vez no Japão. Para o ator e diretor Richard Gere, a história do filme é mais do que emocionante. Ele conta que não conseguiu segurar as lágrimas enquanto lia o roteiro. Para ele, é uma linda história de amor.

O filme estreou no Brasil em 25 de dezembro de 2009. Este filme mostra o significado do mais puro e verdadeiro amor. Pois nada é mais verdadeiro do que o amor que não impõe condições. O amor absoluto.

http://pensandozen.blogspot.com/2010/01/sempre-ao-seu-lado.html

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Por que o cachorro é considerado o melhor amigo das pessoas

Ele não liga se você mora em uma mansão ou na rua, qual sua religião ou a cor da pele. Vasilhas com água limpa e comida, um pouco de cuidado, carinho e respeito bastam para ganhar a confiança de um bicho especial: o cachorro, que recebe o título de melhor amigo do ser humano.

Antes de sua domesticação, há milhares de anos, o cão vivia em matilha (grupo), na qual tinha obrigações a cumprir, como proteger os companheiros. Desde que começou a conviver com os humanos, passou a considerar os tutores como integrantes da matilha. Por isso, se arrisca para defendê-los e fica alerta aos perigos que possam ameaçá-los.

Foto: Reprodução/ Diário do Grande ABC
Foto: Reprodução/ Diário do Grande ABC

Em geral, o cão está sempre disposto a acompanhá-los a um passeio. Não fala mal de ninguém e não se importa com a aparência que eles têm. Às vezes, é tão unido aos tutores que, se um deles adoece, o bicho fica juntinho ao pé da cama, esperando que melhore. São características como essa que fazem dele um companheirão.

Saudade

Depois que o cachorro desenvolve muito carinho pelos tutores, não consegue permanecer muito tempo longe deles. Há casos em que até fica doente se é separado dos humanos que o criaram. E, se por algum motivo tem de viver em outra família, pode não suportar ficar distante da família antiga e, apesar de não ser comum, pode chegar a morrer de saudade.

A amizade entre o cão e as pessoas é muito antiga. Acredita-se que há cerca de 400 mil anos, o ancestral do ser humano, chamado Homo erectus, caçava filhotes e fêmeas de lobo. No entanto, como nem todos os bichos eram comidos, os que sobreviviam eram criados pelo hominídeo. Assim, os dois começaram a conviver.

Esse lobo é considerado o cão primitivo, ancestral dos cachorros domésticos. Com o tempo, o ser humano passou a comer outros tipos de alimento e a confiança entre os dois cresceu. Aos poucos, o bicho foi domesticado e passou a ser utilizado para defender humanos de perigos como invasores, e como companhia na caça. Hoje, é tido como integrante da família por muitas pessoas.

Akita espera dez anos pelo melhor amigo

Foto: Diário do Grande ABC
Foto: Reprodução/ Diário do Grande ABC

Hachiko era especial, não por ter nascido no palácio japonês, mas por ser companheirão. A história desse cão da raça akita, que se tornou o melhor amigo de um homem, virou o filme Sempre ao seu lado, que estreia dia 25.

Ainda filhote, Hachi foi encontrado pelo professor Parker na estação de trem. Sem saber o que fazer, o homem o levou para casa. Colocou cartazes na rua para encontrar o responsável, mas ninguém o procurou.

O cão virou integrante da família. Todos os dias, acompanhava Parker à estação. No fim da tarde, voltava para esperá-lo. Os dois se amavam. Um dia, o professor não voltou mais.

O cão não sabia por que ele tinha desaparecido. Não entenderia se um humano lhe dissesse que seu tutor morreu. Continuou a esperá-lo na esperança de que voltasse.

De verdade

A história de Hachiko é verdadeira, mas aconteceu em época e lugar diferentes. O cachorro nasceu no início da década de 1920, no Japão. Vivia em Tóquio com o professor universitário Hidesaburo Ueno, e o acompanhava de casa até a Estação de Trem de Shibuya.

Hidesaburo morreu em 1924. E, apesar de Hachi ter sido doado a outra pessoa, voltava à estação para esperar pelo amigo. E foi assim durante dez anos, até que morreu em 1935, transformando-se em lenda.

No Japão, há três estátuas de bronze do akita. Uma delas fica no lugar em que o cão aguardava a volta do professor, a saída Hachi, da Estação de Trem de Shibuya. Esse cão é um dos heróis nacionais. Sua história já havia virado filme, em 1987, além de livro infantil.

Histórias de lealdade se repetem por aqui

Histórias semelhantes à de Hachiko acontecem em todo mundo, inclusive por aqui. Mariana Oneda Déa, 10 anos, de São Bernardo, sabe que pode confiar na amiga de quatro patas. Toda manhã, quando vai à escola, é acompanhada pela cadela Xuxa até o ponto de ônibus. “Ela me espera subir e volta pra casa. Quando vou a pé para qualquer lugar, também me segue. Eu me sinto segura.”

A vira-lata chegou na casa de Mari por acaso. Há cerca de dois anos, foi atropelada e abandonada na estrada. Bastante machucada, andou até ser encontrada pela mãe da garota, que é protetora de animais. Ganhou ração, água, cuidados e uma família. “Nunca tive uma cachorra tão bondosa. Ela é carinhosa e vive atrás da gente”, afirma Mariana.

Amigonas

Há três meses Caroline Santos Guariento, 10, de Santo André, acorda com muita disposição para curtir a pit bull Pitt. “Deixo de brincar com minhas amigas para ficar com ela. Cuido e dou muita atenção. Somos companheironas”, conta.

Assim como Xuxa, Pitt tem uma história de maus-tratos. Foi abandonada e amarrada a um poste, onde ficou por dois dias sem comida e água, embaixo de sol e chuva. Um vizinho avisou a mãe de Carol, que é veterinária. Assim, também ganhou uma casa em que recebe muito amor. “Quando o responsável não ensina o cão a ser agressivo, ele se transforma no melhor amigo de qualquer pessoa”, acredita.

Fonte: Diário do Grande ABC

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