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Elefante esperto pula muro para pegar mangas em árvore do outro lado

Foto: Kennedy News/Ian Salisbury
Foto: Kennedy News/Ian Salisbury

Um menino do condado inglês de Lancashire, em viagem de férias à Zambia, captou o momento “incrível” em que um elefante particularmente ágil escalou um muro de um metro e meio, numa tentativa de pegar mangas de uma árvore.

Os convidados do hotel Mfuwe Lodge no Parque Nacional South Luangwa, na Zâmbia, tinham acabado de sair para um passeio de safári à tarde no sábado (4), quando o elefante do sexo masculino fez uma visita inesperada.

O gerente geral do local, Ian Salisbury, 68, viu o elefante que parecia “calcula” como transportar suas quatro pernas gigantes por cima do muro de pedra sem cair.

Fotos hilárias capturadas por Ian mostram o mamífero gigante erguendo as pernas sobre o muro da mesma maneira que um humano faz para atravessar o obstáculo.

E enquanto entrava no acampamento, Andy Hogg, diretor da The Bushcamp Company, empresa proprietária do hotel, gravou a breve, mas malsucedida, tentativa de pegar a fruta feita pelo animal gigante.

Uma família de elefantes visita o local no sul da África entre outubro e meados de dezembro, mas esse visitante inesperado chegou atrasado – procurando por mangas fora de estação.

Foto: Kennedy News/Ian Salisbury
Foto: Kennedy News/Ian Salisbury

Ian, originário de Bacup, Lancs, disse: “Ele escolheu a rota mais direta até as frutas e se sentiu em casa”.

Os convidados acharam muito divertida a ideia de um elefante escalar um muro. Eles ficaram surpresos ao saber que ele se deu ao trabalho de escalar um muro tão alto.

“Eles estavam em um passeio de safári no Parque Nacional na época, então lamentamos ter perdido a oportunidade de vê-lo em ação pessoalmente”.

Foto: Kennedy News/Ian Salisbury
Foto: Kennedy News/Ian Salisbury

O alojamento possui uma área central de entrada aberta e muitas vezes atrai uma família de elefantes no início do inverno.

Mas o rebanho geralmente segue um caminho pavimentado, em vez de seguir a rota direta do muro.

Ian disse: “Ele era um estranho para nós. Ele queria investigar. Ele queria entrar na área central onde esta grande mangueira cresce”.

Obviamente, ele estava com muita fome e esperava conseguir algumas mangas selvagens para si mesmo, embora não restem mais agora. As frutas já foram todas consumidas ou caíram da árvore com o passar do ano.

Ele veio e se espreguiçou, deu uma olhada ao redor, comeu um pouco de grama, depois estranhamente se virou e voltou da mesma maneira, o que foi bastante divertido.

Foto: Kennedy News/Ian Salisbury
Foto: Kennedy News/Ian Salisbury

A maneira mais fácil de chegar lá era escalar esse muro alto. É um comportamento realmente incomum para um elefante subir tão alto.

“Era impressionante que ele conseguisse coordenar as quatro patas para ultrapassar o muro, porque o elefante era um touro muito importante, talvez por volta dos 30 anos, na meia idade”.

Com o tempo incomumente chuvoso, Ian acredita que o elefante solitário pode ter sido encorajado a fazer um desvio para evitar inundações.

Ian disse: “Os elefantes tendem a vagar por grandes distâncias e, dependendo da disponibilidade de comida, eles aparecem em certas áreas”.

“Estava bastante seco na última semana, tivemos uma quantidade enorme de chuva que quase causou uma inundação. Se isso o encorajou a seguir por outro caminho, não tenho certeza”.

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Ollie, ornitorrinco orfão, é o paciente número 90 mil em hospital australiano

Foto: Instagram/Robert Irwin
Foto: Instagram/Robert Irwin

A família do apresentador de televisão Steve Irwin, que morreu em 2006 depois de ser ferido por uma arraia em um acidente marítimo na costa norte da Austrália, continua o legado do patriarca de resgatar e salvar animais selvagens em perigo.

Bindi Irwin, de 21 anos, filha de Steve e o resto da família Irwin resgataram e trataram mais de 90 mil animais, muitos dos quais foram feridos nos recentes incêndios devastadores da Austrália.

Ollie, um ornitorrinco órfão, espécie endêmica e exclusiva da Austrália, foi o paciente número 90 mil no Hospital da Vida Selvagem administrado pela família, disse o irmão de Bindi, Robert Irwin, no Instagram. A foto de Ollie no Instagram já tem mais de 200 mil curtidas.

“Com tantos incêndios devastadores na Austrália, meu coração se parte pelas pessoas e pela vida selvagem que perderam tanto nessa tragédia”, disse Bindi em um post no Instagram na quinta-feira (02).

O Wildlife Hospital está “mais ocupado do que nunca”, disse Bindi na legenda da foto que mostra ela sorrindo na frente de uma foto de Steve e sua mãe ao lado de um crocodilo.

“Meus pais dedicaram nosso Hospital de Vida Selvagem da Austrália a minha linda avó. Continuaremos a honrá-la por sermos ‘Guerreiros da Vida Selvagem’ e salvando o maior número de vidas possível”, disse Bindi.

Foto: Instagram/Irwin family
Foto: Instagram/Irwin family

A ativista ambientalista e conservacionista compartilhou outro post no sábado (04), contando sobre Blossom, o gambá que morreu após ser resgatado dos incêndios florestais em Queensland, apesar do hospital “trabalhar tanto para salvar sua vida”.

Blossom é apenas um dos muitos animais que foram mortos nos incêndios da Austrália. Quase um terço dos coalas da região de Nova Gales do Sul na Austrália pode ter sido morto em incêndios florestais mortais, que estão ainda queimando fora de controle.

Três incêndios combinados se juntaram no sábado (04) para formar um único incêndio maior do que o bairro de Manhattan em Nova York (EUA), enquanto bombeiros australianos lutam contra o que foi previsto como “os incêndios mais catastróficos do país” ainda em uma temporada de seca e altas temperaturas devastadora.

Pelo menos 24 pessoas morreram nos incêndios na Austrália e somente no estado de Nova Gales do Sul, mais de 1.300 casas foram destruídas. As informações são da CNN.

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Fotógrafo australiano conta como fez a imagem que comoveu o mundo

Foto: Instagram/@bradfleet
Foto: Instagram/@bradfleet

“Tudo estava morto”, é com essa frase que o fotógrafo e autor da imagem, Brad Fleet, editor de fotografia do jornal australiano baseado no estado de Adelaide, The Advertiser, descreve o momento dramático em que a foto do canguru carbonizado preso em uma cerca foi tirada.

Símbolo da devastação causada pelos incêndios no país, a foto correu o mundo e foi tema de matéria da ANDA sobre o impacto do fogo na vida selvagem da Austrália. A reportagem bateu todos os recordes de audiência do portal, alcançando mais de 400 mil likes em 24 horas e passando atualmente de 716 mil likes, o que motivou a entrevista com o autor da foto para saber mais sobre a imagem que comoveu centenas de milhares de pessoas.

Brad conta que a foto foi tirada no Ano Novo, enquanto ele e a equipe do jornal The Advertiser estavam cobrindo a destruição causada pelos incêndios na cidade de Cuddle Creek, nas colinas de Adelaide. Eles estavam atravessando um vale que havia sido totalmente consumido pelo fogo, próximo ao leito de um rio, quando se depararam com a imagem do canguru preso à cerca.

Segundo o fotógrafo, essa foi uma das cenas mais difíceis que ele já capturou, não apenas pela imagem em si, mas pelo conjunto da visão, tudo ao redor se reduzia aos tons de cinza e marrom, fazendo com que o corpo do canguru se fundisse com o ambiente destruído e coberto de cinzas.

“O canguru era como uma estátua. Era difícil fotografar não apenas por causa da cena, mas porque era difícil de ver. Tudo estava quieto, com exceção de um vento leve movendo as folhas queimadas”, conta.

“Não me lembro de ouvir nenhum pássaro e você não podia ver outra vida. Às vezes você podia sentir o cheiro de outros animais que haviam sido mortos.Tudo estava morto”

Acostumado a cobrir esses eventos, Brad admite que acaba ficando “desensibilizado” com eles, mas ainda é emocionante: “Essa cena estava parada, sem movimento e sem barulho. Eu acho que é mais emocional quando você pode ouvir a dor, quando você pode ouvir alguém em luto”.

“A cena foi esmagadoramente devastadora, não apenas o canguru, mas também o tamanho e a força do fogo, e esse foi um incêndio relativamente pequeno em comparação com outros que a Austrália está enfrentando no momento”, descreve o fotógrafo.

O australiano diz que a verdade por trás da foto nós nunca saberemos, o que vemos é um animal desesperado agarrado à cerca como se pudesse se agarrar à vida: “Parecia uma luta rápida, mas a realidade é que você não sabe até que ponto o canguru havia sido perseguido pelo vale pelo fogo antes de ser alcançado. Você não sabe quanto tempo estava tentando atravessar a cerca”.

“O canguru parecia congelado no tempo, mais como se um vulcão tivesse entrado em erupção do que um incêndio varrido a região”

Mas o fotógrafo revela que teve que editar a foto, cortando a parte inferior, porque a imagem completa era, segundo ele, “forte demais”. As patas do canguru estavam cruzadas na parte superior e inferior da cerca como se o animal estivesse sentado: “Cortei a metade inferior desse quadro porque não era agradável de se olhar. Eu tenho as fotos de toda a cena, mas elas são terríveis”.

Fotógrafo editorial por mais de 15 anos, quando questionado se esperava a repercussão da foto, Brad diz que sabia que a imagem era significante, mas não esperava essa atenção toda: “Eu nunca tirei uma foto que tivesse alcançado tantas pessoas”.

“Eu sabia que na época era uma fotografia significativa, mas não pensava que seria vista pelo mundo. Eu entendo o seu significado e as pessoas estão relacionadas a ele por causa da enorme quantidade de vida selvagem que foi morta. Os ecologistas estimam que cerca de 500 milhões de animais morreram nos incêndios na Austrália. Embora seja uma imagem importante, ela não chega nem perto do trabalho que certos fotógrafos da Austrália gravaram nos últimos dois meses. Alguns estiveram na linha de frente durante todo esse tempo à medida que percebiam a enormidade dessa história”, comenta.

Infelizmente, mais triste que a imagem do canguru em si, diz Brad, é a situação que seu país, a Austrália, está passando, com incêndios ferozes e ainda fora de controle, destruindo tudo que encontram pela frente como pessoas, animais e casas.

Mas o fotógrafo alerta que a grande tragédia ainda está por vir para a vida selvagem da Austrália que sobreviveu aos incêndios. Com o começo do verão, tradicionalmente, os meses mais quentes ainda estão por vir: “Não há mais nada para esses animais comerem e com muito pouca chuva prevista, eles morrerão de fome. É um desastre absoluto”.

“Acho que esta foto simboliza a perda que a Austrália está enfrentando. O tamanho e a ferocidade desses incêndios e sua natureza incansável é o que está mudando a visão das pessoas. Tantas pessoas morreram e milhares de pessoas perderam suas casas, além de animais selvagens. Chegou a hora de parar de debater as mudanças climáticas. Enquanto os políticos e o público perdem tempo com esse argumento, o mundo fica mais quente. Eu nunca experimentei tantos dias tão quentes na minha vida. Imagino o que meus filhos vão enfrentar na deles”, conclui ele.

Para conhecer mais sobre o trabalho de Brad Fleet consulte seu instagram em @bradfleet ou o site do jornal The Adversiter.

Doações

Milhões de dólares foram arrecadados para os fundos australianos de incêndio florestais, Brad conta que a foto tirada por ele tem sido usada para incentivar doações em algumas campanhas e ele espera que isso possa continuar deixando inclusive o link para doação do seu estado, o SA Country Fire Service https://cfsfoundation.org.au/donate

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Estrela das redes sociais salva bebê canguru de incêndio e filma o resgate

Foto: Instagram/Sam McGlone
Foto: Instagram/Sam McGlone

Uma estrela das mídias sociais na Austrália compartilhou o momento em que salvou um bebê canguru preso em incêndios florestais. Sam McGlone, que se voltou para o combate amador das chamas com sua família, resgatou o jovem marsupial de um incêndio em Braidwood, Nova Gales do Sul (NSW).

O país está devastado por grandes incêndios há meses e teme-se que cerca de 500 milhões de animais tenham morrido no caos. Mas para um filhote de sorte, a ajuda veio na hora certa.

Foto: Instagram/Sam McGlone
Foto: Instagram/Sam McGlone

No início do vídeo ele parece assustado, mas depois se mostra mais do que feliz quando seu novo amigo o coloca em um cobertor e lhe dá um pouco de água para beber, usando uma tampa de garrafa como copo. Ao postar o vídeo no Instagram, o responsável pelo vídeo Sam escreveu no post: “Encontrei um bebê canguru no fogo”.

“E aí pessoal? Conheça meu bebê: Salvei-o do fogo hoje. Você está em segurança amiguinho, não se preocupe, você está protegido agora”. Nas filmagens, Sam – que possui mais de 100 mil seguidores num site – é visto andando pelas chamas antes de gritar “oh meu deus” e pegar o animal jovem no colo enquanto as chamas consomem tudo ao redor de sua cidade natal.

Foto: Instagram/Sam McGlone
Foto: Instagram/Sam McGlone

Em um stories publicado no Instagram mais tarde, ele explica que iniciou uma arrecadação de fundos para o grupo de resgate de animais nativos local. Ele acrescenta: “Essas pessoas incríveis usam seu próprio dinheiro para apoiar os animais. Eles precisam de ajuda! Está tudo muito terrível aqui na Austrália, os incêndios não estão parando, isso não é nada bom”.

“Mas eu comecei uma campanha “gofundme” (site de arrecadação de fundos online). Não há muitos voluntários ou pessoas disponíveis (trabalhando para ONGs de resgate) e há tantos animais selvagens feridos no momento, então precisamos regatá-los”.

“Os centros de resgate da vida selvagem acabaram de ser atingidos por um incêndio massivo e agora há animais feridos em todos os lugares. Eles precisam alimentá-los, não recebem patrocinadores e temos tantos animais machucados”.

Foto: Instagram/Sam McGlone
Foto: Instagram/Sam McGlone

Sam pretende arrecadar 5 mil dólares, mas diz que esse alvo pode ser “ultrapassado”. O valor vai para a vida selvagem ferida nos incêndios e pode fazer a diferença. Até agora, Sam levantou cerca de 4 mil dólares de sua meta de 5 mil.

Ele diz que ele e sua família passaram quase as últimas duas semanas combatendo incêndios em Braidwood e na costa próxima salvando animais, casas e tudo o que puderam. Para doar para o seu apelo, clique aqui. As informações são do METRO UK.

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Filhote de elefante atormentado pelo barulho de festival de música invade o evento

Foto: Viral Press
Foto: Viral Press

Um filhote de elefante selvagem, cuja família foi assustada e incomodada pelo barulho de um festival de música, saiu em defesa dos seus, invadiu o evento que acontecia na Tailândia e provocou pânico nos presentes.

Com seus habitats invadidos pela presença humana, esses animais selvagens se veem cada vez mais restritos em seus espaços e, desacostumados com o barulho e a agitação que vieram junto com a chegada do festival, os animais se assustaram e reagiram.

A banda estava ensaiando para sua apresentação quando a música assustou um rebanho de elefantes próximo a cidade de Chiang Mai.

A matriarca dos elefantes fugiu para a floresta, mas o bebê se dispersou da manada antes do começo do show na segunda-feira à tarde (06).

Alguns moradores da região aterrorizados fugiram enquanto outros dois tentavam puxar o elefante pelo rabo.

Mas o elefante os ignorou e continuou sua jornada de autodefesa, arremessando as cadeiras para fora do caminho com sua tromba poderosa.

Foto: Viral Press
Foto: Viral Press

O músico Watcharin Yodkamlueng estava no palco na hora e gravou o bebê enorme atacando as cadeiras e os equipamentos.

Watcharin disse que a mãe foi encontrada e os locais ajudaram a acalmá-la. Mas o bebê se recusou a render-se e desapareceu na floresta.

O cantor disse: “Fui contratado para tocar aqui pela vila e o local onde montamos o palco era perto de um local frequentado por elefantes”.

Foto: Viral Press
Foto: Viral Press

“Quando estávamos ensaiando para o show, a mãe e o filhote elefante que estavam em uma manada, ficaram assustados com o barulho alto e correram para a área do evento”.

A mãe foi pega com facilidade e se acalmou, mas o bebê foi mais difícil de ser contido. Ele entrou e derrubou as mesas e cadeiras.

“Posso dizer com certeza que esta é a primeira vez que os elefantes interrompem qualquer um dos meus shows”.

A banda continuou com a apresentação da música folclórica tailandesa tradicional uma hora depois, os danos foram resolvidos e a mãe elefante foi levada de volta à floresta

Foto: Viral Press
Foto: Viral Press

Acredita-se que o filhote de elefante acabaria voltando ao seu rebanho.

Infelizmente para esses animais os espaços em que estão acostumados a viver e circular estão cada vez mais reduzidos e a presença humana traz consigo os inconvenientes de barulhos altos, carros, casas, pessoas, sem falar nas ameaças de caça e exploração para o turismo que rondam esses gigantes gentis.

Animais selvagens, belos, livres, inteligentes e com um forte senso de vínculo e estrutura familiar são frequentemente capturados para servir de entretenimento para turistas, escravizados para carregar madeira em indústrias ou mortos pelo marfim de suas presas. Isso quando não são vendidos para serem caçados, mortos e depois terem partes de seu corpo exportadas como troféus de caça.

O legado de crueldade e indiferença da humanidade deixa suas marcas, muitas delas indeléveis na natureza, nos animais e no planeta, que indefesos assistem a tudo em silêncio. As informações são do Daily Mail.

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Agência dos correios se transforma em centro de regate de animais selvagens em vila

Kyle Moser alimenta canguru salvo dos mesmos incêndios que destruíram sua casa | Foto: Andrew Quilty/The Guardian
Kyle Moser alimenta canguru salvo dos mesmos incêndios que destruíram sua casa | Foto: Andrew Quilty/The Guardian

Em uma sala na parte de trás da agência dos correios da Vila de Cobargo, na costa sul de Nova Gales do Sul, Austrália, Kyle Mos e seu parceiro, David Wilson, cuidam de um filhote de canguru resgatado da bolsa de sua mãe nos incêndios que atingiram a vila na semana passada.

O pequeno ainda não tem nome, mas Moser quer dar a ele o nome de “Ali”. “Como o lutador”, explica ele. Além de Ali o casal cuida de mais dois filhotes de canguru.

Ao lado da agência estão os restos de uma cafeteria que foi toda queimada. Do outro lado da rua estão as ruínas carbonizadas do que costumava ser uma loja de couro, um estúdio de ioga e uma loja de incenso.

“Disseram-nos que os bombeiros realmente lutaram para salvar os correios porque não queriam perdê-los”, disse Moser. “É humilhante, sabia? Por que merecemos isso?”.

Moser e Wilson não tiveram muita sorte. O casal se mudou de Sydney, há quatro anos, para começar uma nova vida juntos, administrando os correios. Após o incêndio do fim de semana (04 e 05), a agência tornou-se a casa deles.

Na segunda-feira (06), eles levaram o jornal The Guardian para ver o que restava de sua casa na vizinha Wandella.

Enquanto alimentavam as ovelhas, vacas e cabras que milagrosamente sobreviveram ao incêndio em meio aos escombros do que costumava ser sua casa, eles explicaram como assistiram as primeiras horas da manhã do Ano Novo enquanto o fogo se aproximava de sua cidade.

Ruínas da casa de Moser e Wilson | Foto: Andrew Quilty/The Guardian
Ruínas da casa de Moser e Wilson | Foto: Andrew Quilty/The Guardian

“Foi aterrorizante”, disse Moser. “Nunca pensei em me envolver em um incêndio florestal e nunca mais espero. Foi tão assustador. Acabei de arrumar o carro. Dave queria lutar no começo, mas estávamos preocupados em sair. Há apenas uma estrada aqui”.

Com seus quatro cães, eles se dirigiram para a cidade costeira de Bermagui, que, às 10h, estava “totalmente escura” de fumaça. Um boato dizia que as vias estavam superlotadas de carros, provocando um congestionamento. Disseram-lhes que os correios haviam sido destruídos, que toda a cidade se fora.

Quando voltaram para casa, alguns dias depois, encontraram os restos de sua casa.

“Eu estava apenas entorpecido”, disse Wilson. “Eu acho que seu corpo simplesmente se desliga. Ainda acho que não processamos o que aconteceu. Eu literalmente acabei de descobrir que estamos cobertos pelo seguro e que me sinto vazio. Acho o estresse que carreguei foi tanto que me anestesiou”.

As temperaturas amenas e o clima úmido que ajudaram os bombeiros em Nova Gales do Sul (NSW) a lidar com as dezenas de chamas ainda queimando fora de controle chegaram tarde demais para muitos lugares como Cobargo.

Na segunda-feira (06), a polícia confirmou que uma oitava pessoa havia morrido nos incêndios na costa sul, elevando para 20 o número total de mortes no estado desde o início desta temporada de incêndios florestais. Um homem de 71 anos foi encontrado em sua propriedade em Nerrigundah, uma pequena vila a cerca de uma hora ao norte de Cobargo.

Mas o que acontece com pessoas como Moser e Wilson após a crise inicial? “Esse foi meu primeiro pensamento: “O que vem a seguir?”, disse Moser. “Como, o que acontece agora? Eu ainda não sei”.

Faz uma semana que pai e filho Robert e Patrick Salway morreram lutando contra o mesmo incêndio em sua casa na vizinha Coolagolite.

Parque de exposições de Cobargo | Foto: Andrew Quilty/The Guardian
Parque de exposições de Cobargo | Foto: Andrew Quilty/The Guardian

O incêndio destruiu dezenas de casas e empresas em Cobargo e no distrito circundante, e a Vila tornaram-se objeto de foco internacional depois que o primeiro ministro australiano, Scott Morrison, foi confrontado por moradores locais durante uma visita.

Mas depois que os holofotes passaram para a próxima cidade no caminho do incêndio, a vida de muitos na região atingiu um impasse. A vila permanece sem energia e o parque de exposições local se tornou o abrigo para várias pessoas.

O local tornou-se referência para encontrar informações, conseguir um lugar para ficar e buscar suprimentos em uma barraca de doações mais bem abastecida do que a maioria das lojas locais.

“Eu nem sei de onde vem a maioria das doações”, disse Jess Collins. “As coisas aparecem e desaparecem antes que eu saiba de onde vieram. Algumas pessoas de Jindabyne (cidade vizinha a cerca de 250 quilômetros a oeste) deixaram algumas coisas antes e saíram”.

Collins está aqui quase todos os dias desde o incêndio. Embora tenha crescido em Cobargo, agora vive cerca de quatro horas ao norte, na cidade de Goulburn.

Ela voltou para casa no Natal para visitar o pai e se refugiou no parque de exposições quando as colinas ao redor de sua casa foram tragadas pelo fogo. “Vou ter que voltar para casa eventualmente, mas por enquanto só quero ajudar”, disse ela. As informações são do The Guardian.

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Homem arrisca a vida para salvar coalas dos incêndios na Austrália

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Um morador de uma cidade isolada por incêndios florestais australianos está colocando sua própria vida em risco para salvar coalas e outros animais selvagens afetados pelas chamas.

Patrick Boyle, de 22 anos, entrou na floresta carbonizada de eucaliptos em Mallacoota – uma pequena cidade na região leste de Victoria, no estado de Gippsland – na quarta-feira (01), para procurar os animais que ele poderia salvar.

Ele chamar a responsabilidade para si mesmo e contribuir usando em suas próprias mãos, depois de sentir que, enquanto muitos moradores estavam se apoiando, poucos haviam sido capazes de ajudar a vida selvagem.

Boyle disse que “não tem ideia do que esperar” em sua perigosa missão solo.

“Encontrei instantaneamente um coala queimado que levei direto para o abrigo da vida selvagem. Era realmente notável a rapidez com que encontrei os coalas.

“Encontrei oito ou nove até agora que foram resgatados. Encontrei mais de dez que estavam mortos e outros cinco que estão vivos e saudáveis por enquanto”.

Foto: NATHAN EDWARDS/GETTY IMAGES
Foto: NATHAN EDWARDS/GETTY IMAGES

Boyle está pedindo para doações para os abrigos de vida selvagem, que ele disse que na verdade são apenas a casa de alguém que funciona como abrigo improvisado.

“Os lugares que estão funcionando como abrigos estão repletos de coalas e outros animais selvagens em todo o salão e no quintal. Eles têm muito pouco recurso, portanto, qualquer ajuda que as pessoas possam dar é excelente”.

“Para dar às pessoas uma noção do que estamos lidando, esperamos um clima quente nos próximos dias e o abrigo estará ao lado de uma ravina. Isso coloca o local sob ameaça, de modo que atualmente estamos movendo todos os animais para uma local temporário agora para garantir sua segurança”.

Boyle disse que as pessoas são rápidas em falar sobre questões ambientais, mas na verdade não fizeram nada para causar mudanças.

“Sou caçador – sou uma das últimas pessoas que outros esperariam que fosse ajudar esses animais”.

“Mas os agricultores, caçadores e trabalhadores são os que estão por aí realmente realizando ações efetivas agora”.

Na quinta-feira (02), um navio da Marinha chegou a Mallacoota para evacuar as pessoas, pois os incêndios florestais isolado a cidade.

O navio HMAS Choules é capaz de transportar cerca de 700 passageiros, mas cerca de 4 mil pessoas permanecem presas ao redor da área de praia da cidade, incluindo cerca de 1000 moradores.

Foi relatado que quase 500 milhões de animais foram mortos apenas em Nova Gales do Sul (NSW) como resultado de incêndios florestais. O número final de mortes na Austrália provavelmente será “substancialmente mais alto”, disseram as autoridades.

Detalhes confirmados para doações ao abrigo da vida selvagem na cidade de Mallacoota podem ser encontrados em sua página no Facebook. O fundo oficial de apoio a incêndios em Mallacoota pode ser encontrado aqui.

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Cangurus aflitos correm para salvar suas vidas do fogo que destrói seu habitat

Foto: Mitchell Lyuns/Twitter
Foto: Mitchell Lyuns/Twitter

Imagens comoventes mostrando centenas de cangurus aterrorizados fugindo em busca de segurança, enquanto um incêndio devastador atravessava sua casa foram divulgadas on line.

Mitchell Lyons capturou o momento em que um incêndio fora de controle se aproximou dos animais em Monaro, em New South Wales (NSW), na Austrália às 7h da segunda-feira (30).

Foto: ONG RSPCA
Foto: ONG RSPCA

Em imagens repletas de fumaça e areia, os animais podem ser vistos subindo uma colina na esperança de encontrar abrigo da fumaça e das chamas.

“Eles não sabem para onde fugir de carros, mas com certeza sabem para onde fugir do fogo”, compartilhou Lyons no Twitter.

O fogo está queimando na área de Badja Forest Road, Countegany. As chamas já atingiram mais de 64 mil hectares de terras.

Moradores e turistas na cidade da costa sul do país foram forçados tomar medidas para se proteger das cinzas e das chamas na segunda-feira (30) à noite.

FACEBOOK/NO ONE CARES
FACEBOOK/NO ONE CARES

Milhões de animais já foram mortos como resultado dos incêndios que queimam por todo o país.

Cerca de 8 mil coalas morreram como resultado apenas dos incêndios na costa leste.

A ministra do meio ambiente da Austrália, Sussan Ley, disse que a costa do norte do país, devastada por incêndios florestais em Nova Gales do Sul (NSW), lar de 28 mil coalas, pode ter perdido 30% da população local da espécie nos últimos meses.

Foto: Peter Lucker/Caters News Agency
Foto: Peter Lucker/Caters News Agency

No início deste ano – antes da crise do incêndio florestal – a Fundação Australiana de Coala (AKF) estimou que restavam apenas 80 mil coalas em todo o país.

O ministro disse que a estimativa de que um em três coalas foram mortos nos incêndios foi feita com base nos dados de que um terço do habitat da população de coalas local foi destruído.

Foto: Reuters/Jill Gralow
Foto: Reuters/Jill Gralow

Ela acrescentou que havia um orçamento de 6 milhões de dólares para liberar os coalas sobreviventes dos hospitais da região.

A ONG Australian Koala Foundation (Fundação Australiana dos Coalas) afirmou que os coalas estão “funcionalmente extintos” – termo que se refere ao momento em que uma espécie torna-se pequena demais para sustentar sua população nas gerações futuras. As informações são do Daily Mail.

ABC News: James Carmody
ABC News: James Carmody

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Raposas-voadoras buscam desesperadamente por comida após fogo destruir seu habitat

Foto: Pinterest
Foto: Pinterest

Incêndios violentos estão forçando os morcegos-raposas também conhecidos como raposas-voadoras (Pteropus) a deixar seus filhotes para procurar desesperadamente por comida enquanto seus habitats são arrasados pelas chamas, de acordo com um serviço local de resgate da vida selvagem do país.

Um cuidador de animais do Centro de Resgate da Vida Selvagem, Wildlife Rescue South Coast, em Nova Gales do Sul (NSW), disse que 300 filhotes de raposa-voadora foram abandonados em áreas atingidas pelo fogo, ameaçando a viabilidade local da espécie.

As raposas-voadoras – uma espécie de gigante de morcego – começaram a voar para o sul na primavera, ameaçadas pelo com incêndios no norte de Nova Gales do Sul.

No entanto, elas, juntamente com as colônias locais, foram apanhadas nos incêndios mortais na região e muitas fugiram, deixando para trás seus filhotes.

Foto: Facebook/Shoalheaven Bat Clinic and Sanctuary
Foto: Facebook/Shoalheaven Bat Clinic and Sanctuary

Jenny Packwood, secretária da Wildlife Rescue South Coast, disse ao Daily Mail Austrália que as raposas-voadoras provavelmente estavam abandonando seus filhotes para buscar por comida.

“A situação é terrível. Temo que estejamos testemunhando a extinção de uma espécie”, disse ela.

“Acreditamos que, devido à seca excessiva, muitas raposas-voadoras estavam literalmente caindo do céu no sul de Queensland”.

“Então, seguidas pelos grandes incêndios, acreditamos que as mães voaram para o sul em busca de comida”.

Packwood disse que os filhotes de raposa voadora dependem completamente de sua mãe para realocação e sobrevivência.

“Os bebês de raposa-voadora são totalmente apegados às mães, eles ficam grudados a elas segurando-se no mamilo que está localizado entre as asas e envolvendo os pés no corpo das fêmeas”, disse ela.

Foto: Pinterest
Foto: Pinterest

“Se estão desnutridos, não conseguem aguentar. As mães também podem estar abandonando por causa da fome”.

“Estamos chamando esse triste acontecimento de ‘evento de fome’. Nunca vi um abandono como esse antes”.

Packwood disse que a colônia de raposas-voadoras mais próxima do Centro de Resgate estava em um nível populacional de quase 20 mil habitantes, mas estima-se que tenha sido reduzida para apenas 5 mil quando os animais fugiram das chamas.

Enquanto isso, no sul da Austrália, há temores de que toda uma geração de raposas-voadoras tenha sido exterminada por uma onda de calor.

Até 8 mil filhotes de raposa-voadora morreram devido ao calor intenso e 400 sobreviventes estão sob os cuidados do Centro de Resgate, Fauna Rescue, em Adelaide.

A coordenadora do setor responsável pelas raposas-voadoras da Rescue Fauna, Sue Westover, disse ao jornal The Advertiser que estava cuidando de 61 filhotes da espécie em sua própria casa.

“Basicamente, toda uma geração de raposas-voadoras foi exterminada em Adelaide este ano, o que é muito triste”, disse Westover. “Elas estão listadas como vulneráveis agora e eu diria que não demorará muito até que estejam na lista de espécies ameaçadas”.

O professor de biologia da conservação da Universidade de Sydney, Mike Letnic, disse que outros animais nativos, como coalas, potoroos e equidnas, também foram forçados a se mudar.

O professor Letnic disse à publicação que alguns animais seriam “extintos localmente” nessas áreas.

“Os animais que normalmente sobrevivem nesses locais que não queimam podem recolonizar nesses refúgios, mas pode haver muitos poucos caminhos para permitir uma recolonização eficaz. Vai depender de quantos refúgios restarem”, disse ele.

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Foto comovente flagra canguru filhote carbonizado preso em cerca

Foto: Instagram/@bradfleet
Foto: Instagram/@bradfleet

A imagem forte e comovente, flagrada pelo fotógrafo Brad Fleet do jornal The Advertiser, uma publicação que cobre o estado de Adelaide, na Austrália, mostra um canguru filhote que fugia por sua vida, quando ficou preso em uma cerca de arame.

O animal provavelmente não tinha mais para onde correr quando um incêndio feroz atravessou a cidade de Cudlee Creek, nas colinas de Adelaide. O marsupial se viu imobilizado quando as chamas se fecharam ao seu redor.

O pequenino não teve a mínima chance.

Olhar para fotos angustiantes como essa é inquestionavelmente difícil mas, tragicamente, essa é a realidade brutal da crise de incêndios florestais na Austrália. Assim como esse pobre bebê canguru milhares de outros animais pereceram nos incêndios sem precedentes que tomam conta do país.

Especialistas estimam que algumas espécies jamais vão se recuperar dos danos causados pelos incêndios, entre elas os coalas. Calcula-se que meio bilhão de animais morreram no fogo que consome as florestas australianas.

Somente nos incêndios da cidade de Cudlee Creek, no sul da Austrália, 5.790 animais – incluindo bois, vacas, alpacas e animais domésticos – foram mortos.

À medida que o verdadeiro custo da emergência de incêndio começa a se revelar, os números não param de subir e as vítimas de aumentar. Tutores estão tendo que sacrificar muitos animais queimados e feridos pelo fogo que sobreviveram às chamas.

Foto: Kelly Barnes/AAP
Foto: Kelly Barnes/AAP

Nos próximos dias, mais animais morrerão de fome e estresse pelo calor enquanto lutam para encontrar comida e abrigo em seu habitat dizimado. Como no caso das raposas-voadoras, espécie endêmica da região que está morrendo de fome em razão da destruição de seu habitat. Especialistas estão chamado o fenômeno de “Evento da Fome”.

Grupos de resgate de animais selvagens dizem que a tarefa é “em grande parte um trabalho de sacrifício de animais” devido ao estado de deterioração em que os sobreviventes são encontrados.

“Eles estão tão gravemente queimados que não há nada melhor que fazer do que acabar com o sofrimento”, disse Megan Davidson, chefe da Wildlife Victoria.

A vida selvagem nativa e os animais de criação e domésticos estão entre as fatalidades, com espécies já ameaçadas de extinção e com maior risco de extinção tendo suas populações gravemente impactadas.

A extensão das mortes nos incêndios, ainda fora de controle, pode nunca ser conhecida.

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Elefantes e ursos resgatados celebram as festas de final de ano em santuário

Foto: Wildlife SOS
Foto: Wildlife SOS

A ONG e santuário Wildlife SOS realiza um trabalho muito bonito e que faz a diferença na vida de ursos, elefantes e indivíduos de outras espécies. Eles salvam animais de todos os tipos de situações. Alguns dos animais que eles salvaram este ano incluem um cervo em perigo, um leopardo preso em uma armadilha de caça entre outros. A equipe da ONG não podiam deixar as fetsas de final e ano passarem sem que os animais resgatados tivessem algum prazer e celebração.

Foto: Wildlife SOS
Foto: Wildlife SOS

A Wildlife SOS disse ao site One Green Planet que, na Agra Bear Rescue Facility (Instalação de Resgate de Ursos) e no Elephant Conservation and Care Center (Centro de Conservação e Cuidado com Elefantes), “a equipe da ONG se vestiu em tons de vermelho vivo e construiu estruturas e enriquecimentos especiais e inovadores, inspirados nas cores do Natal.

Foto: Wildlife SOS
Foto: Wildlife SOS

Ambos os centros foram decorados com balões de guloseimas em forma de estrelas enfeitados com fitas. As meias de Natal estavam cheias de pipocas, uma das favoritas dos paquidermes e ursos, todas penduradas no topo de plataformas e árvores altas para atrair os animais a explorar essas estruturas”.

Havia presentes de Natal espalhados para os animais farejarem e se divertirem. Havia também um boneco de neve feito de sacos de estopa, cheios de tâmaras e guloseimas. Os animais estão celebrando as festas de forma pacífica e livre, como deveriam.

Foto: Wildlife SOS
Foto: Wildlife SOS

Kartick Satyanarayan, co-fundador e CEO da Wildlife SOS disse: “Celebramos o Natal todos os anos com grande entusiasmo, especialmente pelos nossos animais resgatados. Enquanto alguns se apressavam com as guloseimas para devorá-las individualmente, os outros eram vistos demolindo construtivamente o homem da neve e as meias. Posso dizer com segurança que a equipe gosta de construir esses enriquecimentos tanto quanto os animais gostam de se aventurar neles”.

Foto: Wildlife SOS
Foto: Wildlife SOS

Ao ver o vídeo com as imagens dos animais percebemos o quanto o Wildlife SOS realmente se importa e dedica ao seu trabalho, não apenas no momento em que eles precisam ser resgatados, mas pelo resto de suas vidas. Os animais estão realmente vivendo suas vidas em paz e felizes. Todos os animais no planeta tem o direito de aproveitar suas vidas como esses animais resgatados.

Foto: Wildlife SOS
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Coala sedento para ciclista sobe em sua bicicleta e se agarra a sua garrafa de água

Foto: Instagram/bikebug2019
Foto: Instagram/bikebug2019

Um coala sedento sofrendo com as temperaturas escaldantes de 40°C que assolam a Austrália parou um ciclista em seu caminho e tomou um gole de sua garrafa de água.

Anna Heusler e um grupo de ciclistas estavam indo para Adelaide na sexta-feira (27) quando avistaram o coala sedento sentado no meio da estrada.

Eles pararam para ajudar o animal a voltar para a mata próxima, mas o marsupial que correu para a Anna.

“Parei na minha bicicleta e ele caminhou até mim, rapidamente, para um coala, e enquanto eu lhe dava uma bebida de nossas garrafas de água, ele realmente subiu na minha bicicleta”, disse ela à 7News.

Foto: Instagram/bikebug2019
Foto: Instagram/bikebug2019

“Nenhum de nós jamais viu algo parecido.”

Heusler compartilhou as imagens adoráveis e comoventes no Instagram, mostrando o coala engolindo sofregamente a água da garrafa.

O post dizia: “Coala australiano sofre de sede intensa em uma onda de calor. Esse coala caminhou até mim enquanto eu descia de minha bicicleta e subiu nela para eu lhe dar água”

Incêndios ferozes nas colinas de Adelaide queimaram 25 mil hectares de terra, deixando coalas sem habitat e buscando por comida e água.

Jane Brister, da ONG e Centro de Resgate Adelaide Koala Rescue, atualmente cuida de 46 coalas que tiveram seus lares destruídos.

Ela disse ao The Advertiser que o Centro normalmente não recebe tantos coalas de uma só vez e o aumento foi devido aos incêndios.

Foto: Instagram/bikebug2019
Foto: Instagram/bikebug2019

“Um grande problema que percebemos agora é que coalas estão morrendo de fome, simplesmente não há comida na floresta para eles”, disse Brister.

“E parte do problema é que geralmente demora pelo menos quatro dias até que alguém os encontre.”

Os coalas comem folhas de eucalipto – mas milhares de árvores foram dizimadas por incêndios.

Rachel Westcott, fundadora do Departamento de Emergência Veterinária da Austrália do Sul e coordenadora de resgate, concordou com Brister.

Ela disse que os animais selvagens queimados estão apenas começando a procurar comida e água agora – que é quando os socorristas descobrem seus ferimentos.

Foto: AP
Foto: AP

Ela disse que muitos coalas tiveram que ser sacrificados devido às queimaduras graves que sofreram.

Os bombeiros de todo o país estão cuidando dos animais selvagens quando os encontram antes de entregá-los às autoridades designadas.

Os bombeiros de Nova Gales do Sul cuidaram de um coala e seu bebê na noite de quinta-feira (26) ao longo da Bells Line of Road.

Em Victoria, onde o clima está atingindo temperaturas em torno dos 40°, um homem deu água para um coala beber de uma mangueira.

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