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Filhotes de leão seguem a mãe atravessando um riacho pela primeira vez

Foto: Storyful
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Quatro filhotes de leão provaram que o estereótipo que diz que os felinos odeiam água não é tão verdadeiro quanto as pessoas acreditam.

Os quatro foram vistos em uma excursão familiar pelo guarda florestal, Cameron Inggs, 28 anos, que trabalha na reserva de Mala Mala na África.

A leoa segue caminhando e passa através da água, decidida e ela mal se incomoda com os dedos molhados, enquanto a bela criatura envia respingos de água que caem na margem do rio.

Os filhotes são rápidos em se organizar para seguir mãe, olhando brevemente um para o outro enquanto o mais corajoso entra, copiando sua mãe.

A água parece um pouco profunda demais para ele, enquanto o pequeno luta para manter o queixo acima da água, saltando e dando pulos para sair da corrente fria o mais rápido que pode.

Seus irmãos não ficam muito atrás – com um ligeiro grito o segundo segue a linha definida pelo líder, copiando seu método de saltos rápidos através do fluxo.

O terceiro segue avidamente os demais, deixando o quarto para trás, que faz uma pausa, soltando um chiado nervoso antes de corajosamente começar a se mover pela água.

Com tudo o último filhote dá uma sacudida rápida de sua pele, aliviado que a provação molhada finalmente acabou.

Foto: Storyful
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Cameron pode ser ouvido rindo enquanto o riacho fica calmo novamente, deixando apenas uma visão pacífica da savana africana.

Os leões, ao contrário dos tigres, são mais reservados quando se trata de água, enquanto eles podem nadar se precisarem, eles preferem estar em terra firme.

A maioria dos leões só vai se aproximar da água se ela os beneficiar para caçar ou se precisarem beber para se refrescar.

No entanto, alguns leões no Botswana começaram recentemente a fazer uma espécie nado “estilo cachorrinho” para atravessar porções de zonas úmidas.

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Investigadores ‘seguem’ baleias para descobrir segredos da migração

As zonas de reprodução das grandes baleias, algures no Atlântico, são um dos maiores mistérios da vida destes animais, que investigadores da Universidade dos Açores, em Portugal, esperam conseguir desvendar ‘seguindo’ a migração das baleias através de transmissores por satélite. Há nove baleias marcadas.

“Nunca ninguém foi capaz de encontrar essas zonas. Todos os esforços feitos para procurar as áreas de reprodução foram absolutamente infrutíferos”, afirmou Mónica Silva, da Universidade dos Açores.

Para esta investigadora, apesar de parecer estranho que animais desta dimensão possam ‘desaparecer’ em determinadas alturas do ano, o desconhecimento das zonas de reprodução está relacionado com o fato de serem “áreas oceânicas, longe das margens continentais”.

Os investigadores admitem que as zonas de reprodução se situem nas Caraíbas e na área entre Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe, já que são locais onde “a temperatura das águas é boa para as crias crescerem”.

A verdade é que “ninguém sabe onde são as zonas tropicais de acasalamento e reprodução” das grandes baleias, mas sabe-se que elas passam pelos Açores na sua migração anual.

No início da Primavera passam pelo arquipélago em direção a Norte, a caminho das águas a Sul da Gronelândia, “onde há muita abundância de alimentos”, ali permanecendo durante quatro ou cinco meses. No final do Verão, voltam a passar pelos Açores na migração para Sul, mas “ninguém sabe para onde vão”.

Para tentar perceber o papel dos Açores na migração das baleias entre as águas tropicais a Sul e as águas frias a Norte, foi lançado o Programa de Marcação de Grandes Baleias. “Utilizamos transmissores via satélite, que nos fornecem dados sobre o posicionamento dos animais e indicam o percurso que está a seguir”, salientou Mónica Silva.

O programa começou em 2007, mas as primeiras marcações só ocorreram em 2008, quando os investigadores conseguiram marcar sete baleias, das quais quatro – todas baleias sardinheiras – forneceram dados durante mais de três meses.

Este ano, já foram marcadas duas, sendo uma baleia sardinheira e outra uma baleia azul, que é o maior animal que existe à face da Terra.

Os investigadores esperam agora que os dados que serão recolhidos nas próximas semanas permitam ajudar a compreender melhor as migrações das grandes baleias e, especialmente, o papel que os Açores representam nessas viagens de longa distância.

Fonte: Público

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