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Sea Shepherd Brasil busca preservar a integridade das baleias durante o turismo de avistamento

Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB)

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O único objetivo do Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) em mover uma ação judicial para a proteção das baleias, no litoral sul catarinense, é preservar estes animais e seus filhotes. Em nenhum momento o ISSB se posicionou contra a atividade turística. Temos total consciência da importância econômica desta atividade para as comunidades locais, da importância de aproximar a população destes animais (sem perturbá-los) e da importância acadêmica para estudos que visem a conservação desta espécie. Porém, diante da informação prestada pelo Instituto Chico Mendes para a Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela administração da Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca, de que não existem estudos sobre a atividade de avistamento, com embarcações, e de que as empresas operadoras não passaram por um processo de licenciamento ambiental, torna este turismo ilegal e irregular na região.

“A fiscalização e monitoramento realizados pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio não estão sendo suficientes para garantir a segurança das baleias-francas, turistas e embarcações envolvidas na atividade, como se verificou nas provas colhidas no curso da ação judicial.

Reforço: não queremos de forma alguma prejudicar a população e a economia local. Ao contrário, o turismo feito de forma organizada e responsável gerará ainda mais recursos para a comunidade”, afirma Luiz André Albuquerque, coordenador jurídico do ISSB.

A Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca, que abrange os municípios do litoral sul catarinenses (Garopaba, Laguna e Imbituba), é a responsável por desenvolver os estudos e verificar a viabilidade ambiental desta atividade diante de diversos fatores regionais. “A APA foi criada em 2000 e desde 2005 já deveria ter o seu plano de manejo concluído, ou seja, desde 2005 a comunidade já saberia acerca da viabilidade ambiental da atividade, e, sendo viável as empresas estariam devidamente licenciadas e operando de forma regular. Caso se constatasse a inviabilidade da atividade, o turismo de observação por terra já estaria consolidado, há sete anos, na região que é farta de mirantes naturais e morros. No entendimento do ISSB, a falta de estudos nos obriga a buscar o cumprimento da legislação brasileira de proteção da fauna”, destaca Renata Fortes, advogada do ISSB.

“O formato das praias do litoral sul catarinense, enseadas fechadas, ou seja, praias pequenas no formato de ferradura favorecem a chegada das francas e seus filhotes. As águas tranquilas e de pouca profundidade inibem o ataque de predadores naturais destas baleias. Resumindo: estes locais são verdadeiros paraísos para estas espécies magníficas de baleias. Mas, precisamos respeitar este momento delicado entre a mãe e o filhote. Precisamos entender que a aproximação de turistas embarcados, pode causar transtornos a estas belas criaturas. O barulho, o som do motor ecoa através destas enseadas fechadas, perturbando o sistema de localização da baleia. Devido às francas ficarem muito perto da areia, quando esses barcos entram, eles acabam encurralando as baleias entre eles e a praia, isso associado ao barulho, causa grande estresse na baleia. Queremos que os órgãos responsáveis, pela liberação e fiscalização desta atividade turística, levem em consideração estes fatores que importunam a baleia. Um turismo feito de forma responsável enobrece a comunidade local e preserva as futuras gerações de baleias francas”, finaliza Wendell Estol,biólogo e diretor geral do ISSB.

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Notícias

Doze golfinhos são encontrados mortos no litoral do RS

Os golfinhos eram da espécie Pontoporia blainvillei, popularmente conhecida como “Toninha” Foto: Sea Shepherd Brasil/Divulgação

Doze golfinhos foram encontrados mortos no Balneário do Hermenegildo, em Santa Vitória do Palmar (RS), em um trecho de praia de cerca de 15 quilômetros. Um dos animais era fêmea e estava prenhe.

Os animais eram da espécie Pontoporia blainvillei, popularmente conhecida como “Toninha”. Nos dias 09 e 10 de janeiro, foram avistadas algumas embarcações pesqueiras na região, logo em seguida, dia 11, os animais começaram a aparecer na praia.

“Estas ocorrências são comuns no litoral do extremo sul do país, pois as embarcações pesqueiras, de diversos estados, tem a região como área preferencial de pesca, uma vez que, ainda há certa abundância de espécies de pescado com valor comercial. Além disso, esta é uma área remota, onde a fiscalização, que já é deficitária em áreas mais povoadas, é praticamente inexistente, pois apesar da boa vontade e dedicação dos funcionários, os órgão de fiscalização não estão aparelhados adequadamente para cumprir tal função. Enquanto o Governo Federal disponibiliza bilhões de reais para financiar o aumento da frota pesqueira do país os investimentos em fiscalização estão cada vez mais pargos “, diz Wendell Estol, Biólogo e Diretor Geral do Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB).

Além de golfinhos é comum nesta época do ano encontrar outros animais marinhos mortos, como tartarugas de várias espécies e outros mamíferos, como lobos e leões marinhos e até pequenas baleias.

Fonte: Zero Hora

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