Destaques, Notícias

Com poucos dias de vida, cãozinho idoso é adotado e supera expectativas

Earl e sua tutora | Foto: Reprodução

A situação de cachorros em abrigos é extremamente difícil, especialmente para aqueles que são idosos. Em geral, os possíveis adotantes tendem a preferir cachorros mais jovens, enquanto os idosos são esquecidos e passam o restante de suas vidas nestes locais.

O mesmo acontecia com um cãozinho idoso, que residia em um abrigo a muitos anos, com problemas de saúde viu inumas possibilidades de adoção passarem por ele, mas nenhuma se concretizou. Mas finalmente, tudo mudou uma mulher residente em Oregon, recebeu informações sobre o cachorro idoso no abrigo e demonstrou interesse em adotá-lo.

O cãozinho foi levado para Oregon para junto de sua tutora, que logo lhe deu um nome, Earl. Ao encontrar Emma, ela pode observar que o estado de saúde do cãozinho, não ia nada bem.

Earl se recuperando do susto | Foto: Reprodução

Logo no início, Earl não conseguia alimentar-se bem sozinho, até chegar num momento no qual não ingeria nada somente com auxílio de uma seringa. Segundo Emma, ele voltou a se sentir um pouco mais forte e seu apetite foi retornando.

Entretanto a melhora foi rápida e, logo em seguida, Earl apresentou respiração ofegante e inchaço no estomago. Pela saúde do companheiro, Emma o levou ao veterinário, onde o cãozinho foi diagnosticado com insuficiência cardíaca.

Com a notícia, o veterinário já preparou a tutora para dizer adeus a seu amigo canino, e que caso ele não passasse das próximas 24h, dificilmente sobreviveria. Mas Earl ‘lutou bravamente’, de acordo com Emma e sobreviveu.

Na manhã seguinte ao ocorrido, Emma conta que o cãozinho aparentava estar bem melhor, e foi logo ao seu encontro quando a viu. O veterinário informou que após o episódio, Earl só teria mais 1 mês de vida, porém se passaram 7 meses do susto causado e ele se encontra bem com sua tutora.


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Elefantes explorados em circos serão transferidos para centro de conservação

Elefante circense | Foto: Reprodução Pixabay

Alguns elefantes aposentados e que foram submetidos a anos de exploração nos circos de Ringling Bros. e Barnum & Bailey Circus se mudarão para uma nova casa, espaçosa, em um centro de conservação na Flórida no próximo ano, concluindo uma jornada que começou em 2015, quando a empresa controladora do circo, Feld Entertainment, anunciou pela primeira vez após anos de pressões de grupos ambientais que deixaria de usar elefantes para as performances circenses.

A compra de 35 elefantes asiáticos da Feld Entertainment pela White Oak Conservation, foi anunciada no dia 23 de setembro e criará o que será a maior comunidade de elefantes asiáticos fora de seu continente, de acordo com a empresa. A construção começou em um habitat de 2.500 acres (equivalente a mais de 1.000 hectares) que está programado para ser concluída em 2021.

O novo refúgio permitirá que os animais escolham entre diferentes paisagens – incluindo pântanos, pastagens e bosques – e possuirá 11 lagos, cada um grande o suficiente para os elefantes entrarem.

“É uma chance para deixá-los voltar a ser simplesmente elefantes em uma situação que é o mais selvagem que podemos chegar”, comenta Michelle Gadd, que lidera os esforços globais de conservação da Walter Conservation. A White Oak é uma propriedade do empresário e proprietário do Los Angeles Dodgers, Mark Walter e sua esposa Kimbra, e faz parte da Walter Conservation, uma divisão do trabalho filantrópico da família dedicada à conservação da vida selvagem.

Os elefantes asiáticos – uma espécie cuja média de vida em cativeiro é de cerca de 45 anos – variam em idade, mas alguns chegam até 70 anos. Entretanto, tendo vivido principalmente em cativeiro, os elefantes não podem ser devolvidos à natureza. Mas segundo Ed Stewart, presidente e cofundador da Performing Animal Welfare Society (PAWS), uma organização sem fins lucrativos com sede na Califórnia que acolhe animais performáticos abandonados, abusados ​​e aposentados, esse movimento trará bem-estar aos animais com um local mais amplo onde possam viver.

Tradição exploratória

A população de elefantes asiáticos é uma espécie em extinção que diminuiu em menos metade nos últimos 75 anos. Cerca de 20.000 a 40.000 permanecem na natureza. Este declínio é em grande parte devido à destruição do habitat, onde apenas 15% das áreas destes animais no sul e sudeste da Ásia permanece até hoje por causa do desmatamento. A causa principal é conhecida: desenvolvimento agrícola e expansão industrial. A população também é afetada por ameaças em menor escala, como a caça ilegal para extração de pele e presas.

Cerca de um terço de todos os elefantes asiáticos vivem em cativeiro. Eles são explorados ​​para fins agrícolas, extração de madeira e atrações turísticas, principalmente na Índia, Tailândia e Mianmar. O processo de treinamento de elefantes jovens em cativeiro pode ser brutal e frequentemente envolve métodos baseados no medo que enfatizam a punição, infligem dor e às vezes extraem sangue.

Várias centenas de elefantes asiáticos vivem nos Estados Unidos, a maioria deles em zoológicos. A maior parte do restante vive em santuários ou refúgios e outra parte ainda pertence a circos, atuando em estados e comunidades onde o uso de animais selvagens ainda é legal.

Ringling Bros. e Barnum & Bailey Circus | Foto: Reprodução Pixabay

Como os elefantes asiáticos são menores do que seus primos africanos e, em geral, por isso mais fáceis de serem transportados, por volta de meados de 1800 eles se tornaram muito populares em shows de circo itinerante. A tendência começou com o autoproclamado “Maior Espetáculo da Terra” de Barnum.

Uma investigação da revista Mother Jones de 2011 relatou que os elefantes sofreram maus-tratos e maus cuidados desde o início. Um animal da primeira expedição de captura de elefantes de Barnum morreu no trânsito do que agora é o Sri Lanka para os EUA, relatou a revista, e técnicas de treinamento com bastões elétricos se tornaram uma prática padrão que continuou depois que a Feld Entertainment comprou o circo de Barnum em 1967. A investigação revelou que, mesmo em pleno século 21, muitos dos animais sob o comando de Feld estavam sobrecarregados e vários morreram de complicações de saúde relacionadas às suas condições de vida.

Em 2016, pressionado por ativistas dos direitos dos animais, Feld aposentou o último de seus elefantes performáticos. Todos eles – 40 na época – foram transferidos para um terreno de aproximadamente 80 hectares chamado Ringling’s Center for Elephant Conservation (CEC). Um ano depois, a empresa fechou o circo para sempre.

Mesmo no CEC, a polêmica continuou. Vários grupos de direitos dos animais e bem-estar, incluindo People for the Ethical Treatment of Animals – PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais, tradução livre) e o Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal, criticaram o tamanho dos recintos dos elefantes. A Reuters relatou em 2016 que os elefantes foram mantidos acorrentados à noite.

Apesar das pressões dos grupos de proteção os animais continuaram no CEC. Atualmente, há 34 elefantes e um emprestado ao Zoológico de Fort Worth. Quase todos eles estão prestes a serem transferidos novamente.

Mais próximo da natureza

A transferência para o novo habitat na White Oak apresenta uma série de desafios. A maioria desses elefantes está acostumada a viver em quase isolamento e nenhum deles procurou comida antes, comenta Michelle Gadd. Por este motivo, segundo informações alguns animais permanecerão no CEC, embora a responsabilidade por seu bem-estar agora seja da White Oak Conservation. Alguns dos elefantes, afirma Gadd, simplesmente não se dariam bem no novo ambiente ou estão em idade muito avançada para se mudar.

Segundo Michelle, os animais não estão familiarizados com a dinâmica do rebanho e os laços familiares que geralmente existem entre os elefantes asiáticos selvagens, por isso seria muito danoso os reintroduzirem no ambiente selvagem.

Nick Newby, membro da Associação de Zoos e Aquários (AZA), contratado pela White Oak para conhecer os elefantes e prepará-los para a vida em sua nova casa, explica que o trabalho já foi iniciado, e que inclui lentamente permitir que os animais desenvolvam por meio de interações em grupo monitoradas e encorajar comportamentos autossuficientes. “Estamos orgulhosos de nossa parceria com a White Oak para transferir os elefantes sob nossos cuidados, afim de expandir ainda mais seus esforços de conservação de espécies ameaçadas”, disse Kenneth Feld, presidente da Feld Entertainment.

O objetivo é que no próximo ano, quando os elefantes deixarem o CEC, eles se acomodem mais facilmente em sua nova casa e, como disse Gadd, “vivam como elefantes normais”. A longo prazo, a White Oak pretende reintroduzir os elefantes nascidos na natureza, diz ela.

Para Ed. Stewart do PAWS isso seria mais complexo, segundo conta, nenhum elefante asiático foi reintroduzido com sucesso na natureza, principalmente por causa de seu habitat em rápida redução e da dinâmica complicada da “cultura humana e da cultura do elefante, e onde eles se encontram”.

Segundo as instituições de proteção animal, muito mais precisa ser feito para conservar e proteger os elefantes asiáticos, tanto nos Estados Unidos, como ao redor do mundo. Mas, enquanto isso, Stewart salienta que vale a pena comemorar essa mudança: “Não há situação perfeita em cativeiro, mas isso parece uma grande melhoria para esses elefantes. E eles merecem”, finaliza.


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Pato é resgatado com embalagem plástica presa no pescoço

Pato com embalagem plastica no pescoço é resgatado. | Reprodução

No dia 23 de agosto em Manchester, no Reino Unido, um pato foi salvo pela Royal Society for the Prevetion of Cruelty Animals – RSPCA (Sociedade para a Prevenção da Crueldade com Animais, tradução livre), depois que um plástico usado para embalar latas de cerveja ficou preso em seu pescoço.

O material, comum para manter juntas embalagens em lata de cerveja e refrigerantes, pode causar sérios danos aos animais quando descartados de maneira incorreta. É o que alerta Lauren Bradshaw, uma das responsáveis pelo resgate do pato.

Ela disse: “O lixo pode ter um impacto prejudicial sobre a nossa vida selvagem e este pato teve a sorte desta embalagem de plástico não ter causado ferimentos. É por isso que é tão importante que as pessoas descartem seu lixo de maneira adequada”.

O plástico preso em animais é extremamente perigoso, sobretudo para a vida marinha que confundem o material com comida, e uma vez presos não conseguem retira-los ou tendem a aperta-los tornando a situação mais danosa.

Material em volta do pescoço do pato | Reprodução

Apesar de ter o material preso ao pescoço, a equipe da RSPCA ainda teve dificuldades para resgatar a ave, é o que revela Bradshaw: “O pato corajoso conseguiu escapar de nós algumas vezes, mas finalmente conseguimos pegar a rede e pegá-lo”, comenta.

Lauren carrega o pato resgatado | Reprodução

A situação poderia ter sido fatal ao animal, mas, felizmente, o plástico não estava apertado em volta do pescoço do animal e não parecia causar ferimentos ou resultar em problemas respiratórios.


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Clínicas são inauguradas para atender animais gratuitamente no Rio de Janeiro

(Foto: Thinkstock)

Após inaugurar, no início de junho, um castramóvel para esterilizar animais das comunidades do Rio de Janeiro, a Subsecretaria de Bem-Estar Animal inaugurou, no sábado (27) e na segunda-feira (29), mais duas unidades de Saúde Médica Veterinária em Paciência e Flamengo, respectivamente. O serviço prestado pelas clínicas será gratuito e realizado mediante agendamento prévio, através do aplicativo Bicho Rio Subem.

O Subsecretário de Bem-Estar Animal, Roberto de Paula, explicou que a unidade do Flamengo foi conquistada por meio de uma parceria entre a Prefeitura e o Instituto Ser Educacional, do Centro Universitário Universus Veritas.

“Nós iremos fornecer o corpo médico, medicamentos e insumos para os procedimentos, e o Instituto fornecerá a estrutura da unidade. Estamos muito felizes com essa parceria, a zona sul estava precisando desta unidade. Quando oferecemos a castração gratuitamente nós estamos combatendo também o abandono”, afirmou Roberto ao Diário do Rio.

A clínica do Flamengo deveria ter sido inaugurada em março, mas a inauguração teve que ser adiada por conta da pandemia de coronavírus. No entanto, também por conta da pandemia, a demanda por atendimento veterinário aumentou bastante e, então, as duas unidades da clínica foram inauguradas após decisão tomada durante reunião entre o presidente da Comissão dos Direitos dos Animais da Câmara, vereador Luiz Carlos Ramos Filho, e técnicos da Subem.

“Com a crise econômica gerada pela pandemia, muitos tutores perderam renda e não têm condições financeiras de levar seus animais na clínica particular. O número de animais abandonados vem aumentando muito. Estes postos de atendimento veterinários gratuito chegam em boa hora”, disse Luiz Carlos Ramos Filho.

A diretora da UNIVERITAS (Centro Universitário Universus Veritas), Adriana Garcia, comemorou a inauguração das unidades. “Estamos muito contentes em poder trabalhar com a extensão universitária disponibilizando serviços à população. Entendemos que todo centro universitário deve beneficiar uma cidade, assim como seu entorno, visando contribuir para o bem-estar social e fazendo o aluno perceber seu papel junto à população”, afirmou.

Nas clínicas, são realizadas cirurgias emergenciais como Cesariana, Piometra, Mucometra, Hidrometra, retirada de fetos mortos, retirada de nódulos, mastectomia, amputação de membros, caldectomia por trauma, enterotomia devido à fecaloma, cistostomia (desobstrução em felinos), penectomia, prolapso retal e vaginal, enucleação, otohematoma, hérnia ingnal e umbilical, testículo ectópico, suturas de feridas e algumas cirurgias de retiradas de corpos estranhos.

Nas novas unidades, 30 animais serão atendidos por dia. Serão distribuídas 15 senhas às 8h e outras 15 às 13h. Os atendimentos serão feitos de segunda a sexta-feira.

As castrações das novas unidades serão agendadas a partir de 01/07, às 10h, pelo aplicativo. Nas demais unidades, o agendamento é feito através do aplicativo sempre no dia 25 de cada mês.

Confira abaixo as unidades de atendimento veterinário gratuito no Rio de Janeiro:

U.S.M.V Flamengo – Rua Marquês de Abrantes, Nº 55
U.S.M.V Paciência – Rua Cabo Bastos Cortes Nº XXX , esquina com Rua Guarujá
U.S.M.V Bangu – Rua Sidney, altura do número 97A, Praça Guilherme da Silveira
U.S.M.V Bonsucesso – Passarela 09 da Avenida Brasil (Próximo ao Hotel Stop Time)
U.S.M.V Campo Grande – Estrada do Tingui, altura do número 169, Praça Oiticica (Próximo ao Colégio Peri)
U.S.M.V Engenho de Dentro: Rua Dois de Fevereiro, 711 (Próximo ao Colégio Ulisses Pernambucano)
U.S.M.V Guaratiba: Estrada do Mato Alto, 5620, na Fazenda Modelo (Próximo à Estação de BRT Mato Alto)
Dúvidas ou informações: (21) 2976-2893, 2088-0097 ou 3402-0380, de segunda a sexta, das 10h às 16h.


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Em prol da saúde animal, Indaiatuba (SP) cria ‘Banco de Ração’ durante pandemia

Foto: Mathew Coulton | Wileypup.com

A Prefeitura de Indaiatuba, no interior de São Paulo, criou o Banco de Ração, destinado a proteger a saúde dos animais durante a pandemia de coronavírus. Isso porque quando são mal alimentados, os animais adoecem mais facilmente.

O coronavírus não afetou apenas os humanos, mas também os animais. Dentre os problemas estão o aumento dos abandonos causados pela crise financeira gerada pelo vírus, a queda na arrecadação de ração por parte das ONGs de proteção animal, e a falta de alimentação para os animais abandonados, que ficaram sem ter quem os alimente com a redução de pessoas nas ruas por conta da quarentena.

O Banco de Ração é vinculado ao Centro de Reabilitação Animal (CRA), que ficará responsável pela coordenação e distribuição das doações recebidas pelo município.

A proposta, de autoria do Poder Executivo, foi aprovada por unanimidade pela Câmara Municipal, em votação realizada no início da semana. A medida tornou-se lei na quarta-feira (20), com a sanção do prefeito.

Com a nova legislação, Indaiatuba passará a receber e armazenar produtos doados por estabelecimentos comerciais e industriais, além de itens provenientes de apreensões, doações de órgãos públicos e também de pessoas físicas e jurídicas. Projetos de patrocínio e doações resultantes de condenações judiciais também estão inclusos no serviço.

As doações de ração serão destinadas a ONGs de proteção animal devidamente cadastradas no município, protetores de animais cadastrados no Compda, acumuladores de animais que tenham laudo médico comprovando o transtorno psíquico e famílias de baixa renda que tenham animais sob sua tutela.


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A obesidade é a principal doença nutricional em animais domésticos brasileiros

A obesidade já atinge entre 30% a  50% da população de cães e gatos no Brasil. Na cidade de São Paulo, especificamente, 41% dos cães são considerados com sobrepeso ou obesos, segundo estudo conduzido na Universidade de São Paulo – USP – em 2019

Foto SneakyElbow/Pixabay

Apesar de ter causa multifatorial, ou seja, existem diferentes fatores de risco relacionados à hereditariedade , doenças endócrinas e o uso de algumas  medicações que podem induzir a polifagia (aumento da ingestão do alimento), o manejo alimentar e regularidade de exercícios são pontos importantes que atuam no desenvolvimento da doença.

Sabe-se que a rotina dos tutores é muito importante no que diz respeito ao controle do peso, já que o manejo nutricional a qual o animal é submetido depende do tutor.  A humanização dos animais domésticos vem crescendo e muitos hábitos e desejos inerentes ao ser humano hoje são atribuídos aos animais e isso inclui os hábitos alimentares, além do sedentarismo do tutor que acaba reverberando no animal.

“A quantidade de alimento que esse animal consome, a quantidade de petiscos, a frequência e intensidade de exercícios são fatores de devem ser controlados para que o animal não tenha obesidade”, ressalta Brana Bonder,  supervisora de Assuntos Veterinários Hill’s Pet Nutrition. “Controlar o que o cão ou o gato comem e estimular atividade física são fundamentais para prevenir a doença”, diz a especialista.

Brana ressalta que a obesidade deve ser sempre diagnosticada pelo veterinário: “Apenas o profissional será capaz de fazer uma avaliação e descobrir o grau de obesidade que o animal apresenta”.

Em casa, porém, existem alguns pontos que o tutor pode observar para saber se o cão ou gato está com a condição corporal adequada. Cães e gatos que apresentam sinais de sobrepeso/obesidade perdem a definição da cintura, ao palpar o animal e os ossos da costela já ficam difíceis de sentir e uma camada de gordura maior na base da cauda fica visível.


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De olho na saúde, Notícias

Aids felina: doença pouco conhecida pode levar gatos à morte

A Aids felina (FIV, na sigla em inglês para feline immunodeficiency virus) é uma doença grave que pode destruir a imunidade dos gatos e levá-los à morte, assim como a leucemia felina. A enfermidade impede que o organismo do animal combata qualquer doença, o que pode ser fatal.

Foto: Divulgação/ Dr. Adelmo Miguel

Pouco conhecida dos tutores, a doença é causada pelo vírus da imunodeficiência felina, do mesmo gênero do HIV. Essa relação faz com que existam várias semelhanças entre a doença que atinge os gatos e a que acomete os humanos.

A Aids felina é um problema de saúde que atinge exclusivamente os gatos, sem afetar humanos e outros animais, como cães. “O diagnóstico é feito através de amostras de sangue de animais, que detectam anticorpos contra o vírus na corrente sanguínea. Apesar das semelhanças, a Aids felina não é contagiosa a outros animais e aos seres humanos”, explicou ao G1 médico veterinário Adelmo Guilhoto Miguel.

Dentre os sintomas da doença, estão: inúmeras infecções, febre, pneumonia, perda de peso, insuficiência renal, diabetes e hipertireoidismo. De acordo com Adelmo, alguns gatos podem hospedar o vírus no organismo durante toda a vida, sem manifestar sintomas.

“Apesar desta condição, de não manifestar nenhum sintoma, os animais hospedeiros transmitem a doença para outros animais, o que pode complicar na hora da identificação de quem está propagando o vírus, principalmente em locais com grande quantidade de gatos, como os abrigos”, disse.

A saliva é o principal meio de transmissão da doença, seja por meio de mordidas durante brigas, lambeduras ou compartilhamento de bebedouros e comedouros. “Alguns estudos indicam a transmissão através da amamentação dos filhotes, por via da placenta durante a gestação e por transfusões de sangue”, complementou Adelmo.

Vital, um gato tutelado pela técnica em segurança do trabalho Erika Russo, moradora de Sorocaba (SP), foi diagnosticado com FIV.  “Ele começou a ficar muito magro, muito fraco e com secreção nos olhos. Algumas feridas surgiram na ‘almofadinha’ da patinha dele, e não curava. Levei até o veterinário e foi feito, entre outros exames, o teste para a FIV, onde deu positivo. Achei que fosse perder ele. Durante uma semana eu o levava todos os dias na clínica veterinária pra que ele pudesse tomar soro. Como ele é adotado, acreditamos que já tenha chegado com a doença. Hoje ele está em casa e está super bem, seguimos com um protocolo de tratamento, alimentação correta e cuidados pro resto da vida dele, mas estamos aliviados com a melhora”, contou.

A Aids felina, assim como a humana, não tem cura, apenas tratamento paliativo para aliviar a dor do animal. Não há, no entanto, grandes possibilidades de sucesso no tratamento. Segundo Adelmo, a expectativa de vida de um gato com FIV varia bastante porque podem existir portadores que não apresentem sintomas.

Foto: Bruna Russo/Arquivo pessoal

“Uma vez que o gato apresente sintomas, o tempo de vida é muito curto, pois o animal tende a apresentar grave perda de peso, anemia, tumores e infecções diversas”, explicou.

Não há, também, vacina para a doença. Experimentos têm sido feitos, segundo Adelmo, por cientistas, mas ainda há a necessidade de evolução nos estudos para a fabricação de um produto eficiente e seguro.

“Para a prevenção, os gatos devem ser castrados, mantidos dentro de casa e não serem expostos a gatos recém-adotados, animais de rua, abandonados ou perdidos, a menos que estes animais tenham sido testados previamente através de exames laboratoriais”, orientou.. É recomendado, também, separar gatos com FIV daqueles que estão saudáveis e evitar que bebedouros e comedouros sejam compartilhados com animais desconhecidos.

Sem acesso à rua

A orientação do veterinário Adelmo Guilhoto Miguel sobre a criação de gatos dentro de casa é a melhor maneira de não só evitar determinadas doenças – inclusive a FIV -, mas também de proteger o animal de riscos como atropelamento, envenenamento, agressão, brigas com outros animais e, no caso de gatos não castrados, de impedir que gravidezes ocorram e filhotes nasçam na rua, contribuindo para o aumento do abandono.

Casos de animais que foram vítimas da crueldade humana são comuns. Notícias de envenenamento são divulgadas frequentemente. Moradores de um bairro de Linhares (ES) denunciaram recentemente a morte de ao menos sete cachorros e três gatos, todos envenenados. De 10 de janeiro a 15 de fevereiro deste ano, 36 casos de morte por envenenamento foram registrados em Alta Floresta (MT). De acordo com os tutores, os animais não apresentavam sintomas de doença e, antes de morrerem, tinham convulsões e saía uma baba espessa branca da boca deles.

Na última semana, uma jovem foi flagrada por uma câmera de segurança ao jogar uma gata na direção de um cachorro em Sorocaba (SP). A gata tem tutora, mas estava na rua, sozinha, no momento em que foi vítima dos maus-tratos. Ao comentar o caso, que classificou como um ato de “muita maldade”, a advogada Regina Santos Ferreira de Almeida reconheceu os perigos que a rua oferecem à Bela, como é chamada a gata. “Ela é danada, vive na rua e a gente vive recolhendo. Não posso deixar ela ir para a rua. Ela é amorosa”, afirmou ao G1.


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Cidades do interior de SP estão sem vacinas contra raiva para animais

As cidades de Guararapes, Valparaíso, Auriflama e Pereira Barreto, no interior do estado de São Paulo, podem ter a campanha de vacinação antirrábica, destinada aos animais, cancelada este ano. Isso porque faltam doses da vacina nos municípios.

Foto: Reprodução/TV TEM

Em Guararapes, o estoque de vacina durou até maio. Desde então, o município, que aguarda um comunicado do Departamento Regional De Saúde (DRS), responsável por distribuir as vacinas, não recebeu novas doses. A campanha está prevista pra começar nas primeiras semanas de agosto, mas pode ser cancelada se as vacinas não forem entregues. A cidade não registrou nenhum caso de raiva este ano.

Valparaíso não tem vacinas desde o início de julho. Se as vacinas não forem entregues, a campanha prevista para a segunda quinzena de agosto não será realizada, assim como em Auriflama, que depende da distribuição das doses para realizar a campanha em agosto. As informações são do G1.

Em Pereira Barreto, a campanha foi iniciada na última semana, mas foi interrompida nesta quarta-feira (24) por falta de estoque.

O Ministério da Saúde afirmou que aguarda entrega do laboratório fornecedor, que afirmou ter encontrado problema técnicos na fase de produção das vacinas.

De acordo com o Ministério Público, a pasta está empenhada em resolver o problema e irá enviar as doses aos estados assim que a produção for normalizada.


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Ministro do STF revê decisão e proíbe fogos ruidosos em São Paulo

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes reviu sua própria decisão, tomada em março, que suspendeu uma lei que proibiu o uso de fogos de artifício ruidosos em São Paulo, e decidiu manter a validade da legislação. Com isso, os explosivos barulhentos estão, novamente, proibidos no município.

Foto: Pixabay

Moraes acolheu os argumentos da Prefeitura de São Paulo e concordou com o objetivo da lei de proteger a saúde dos animais e da população.

Em março, quando suspendeu a lei atendendo a uma ação da Associação Brasileira de Pirotecnia, o ministro afirmou que a norma era inconstitucional porque invadia a competência da União para legislar sobre o tema. No entanto, nesta quinta-feira (27) Moraes repensou a decisão e voltou atrás.

“Constato, desta forma, haver sólida base científica para a restrição ao uso desses produtos como medida protetiva da saúde e do meio ambiente. O fato de o legislador ter restringido apenas a utilização dos fogos de artifício de efeito sonoro ruidoso, preservando a possibilidade de uso de produtos sem estampido ou que acarretam barulho de baixa intensidade, parece, em juízo preliminar, conciliar razoavelmente os interesses em conflito”, disse o ministro.


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Entrevistas

Juristas publicam livro sobre evolução da legislação sobre saúde animal

Os juristas Thiago Pires Oliveira, mestre em Direito e especialista em Direito do Estado, e Luciano Rocha Santana, doutor em Filosofia Moral e Jurídica, são os autores do mais novo livro sobre Direito Animal. “Direito da Saúde Animal” é um livro que aprofunda a discussão sobre os problemas sociais e sanitários presentes na relação entre seres humanos e animais. E para trazer mais informações sobre a obra, um dos autores, Luciano Santana, concedeu entrevista exclusiva à ANDA. Confira abaixo.

ANDA: Como surgiu a ideia de escrever o livro?

Luciano Rocha Santana: De certo modo, este livro já vem sendo escrito ao longo de mais de duas décadas, quando pela primeira vez intuímos transformar o conceito de posse em guarda responsável. Já no início de 2017, conversávamos, eu e Thiago, sobre a existência de certa lacuna na doutrina jurídica pátria, no tocante aos estudos até então existentes, com o propósito de aprofundamento do Direito Animal enquanto ramo autônomo das Ciências Jurídicas. E considerando que a academia e o mercado editorial brasileiro precisavam desenvolver pesquisas que abordassem com rigor científico os reais problemas sociais e sanitários decorrentes da relação dos seres humanos com os outros animais, ocorreu-nos a ideia de propor uma leitura diferenciada da saúde animal enquanto objeto da Ciência do Direito, nascendo assim nossa concepção da obra que ora trazemos à apreciação do público leitor e, em especial, da vasta gama de profissionais e especialistas nos diversos campos do saber relacionados com a temática aqui tratada.

ANDA: De que forma o livro aborda a guarda responsável?

Luciano Rocha Santana: Considerando que a obra “Direito da Saúde Animal” realiza uma exposição crítica acerca dos marcos regulatórios da saúde dos animais domésticos no Brasil, à luz da evolução da legislação, doutrina e jurisprudência, sem descurar de uma leitura constitucional dos institutos jurídicos postos em evidência na referida normativa, buscamos adotar a premissa segundo a qual a instituição da guarda responsável de animais domésticos constitui uma autêntica política pública de efetivação do Direito da Saúde Animal a ser implementada pelo Estado brasileiro.

Deste modo, a obra faz uma abordagem inédita, no Direito brasileiro, tomando por base o ordenamento jurídico pátrio, dos diversos instrumentos que se acham à disposição do gestor público, dentre os quais sistematizamos alguns deles, a saber: registro público de animais de estimação, vacinação, esterilização, controle do comércio, estímulo à adoção e educação voltada para guarda responsável, como institutos jurídicos que visam a eficiente implementação da metodologia da prevenção ao abandono, em substituição à metodologia da captura e extermínio de animais em situação de rua.

ANDA: Qual a diferença entre as obrigações do Poder Público e de particulares no que se refere à guarda responsável?

Luciano Rocha Santana: Em essência, não há diferença, visto que o dever ético e jurídico de guarda responsável visa a proteção da dignidade dos animais, não mais tidos como simples coisas nem meros recursos naturais renováveis, tampouco como uma espécie de recurso ambiental faunístico, senão, sobretudo, como seres sencientes e conscientes com valor inerente, ou seja, sujeitos-de-uma-vida.

Naturalmente, a interpretação normativa da justiça, denominada “visão da igualdade dos indivíduos”, de conformidade com a doutrina de Tom Regan, da qual deriva o direito a tratamento respeitoso atribuível a todos os sujeitos-de-uma-vida, sejam eles animais humanos ou não humanos, impõe, em contrapartida, um dever moral básico exigível de todos os agentes morais, que é o de respeitar os direitos concernentes à vida, à integridade e à liberdade destes seres.

Do mesmo modo que sucede com este dever universal de respeito e cuidado – exatamente como a luz solar ao passar por um prisma se decompõe em uma série infindável de radiações de amplo e variado espectro, se me permite esta metáfora – ao se expandir por uma série de obrigações morais e jurídicas, negativas e positivas, abstratas e concretas, conforme os costumes, as leis e as circunstâncias de tempo e lugar, assim também acontece com a incidência do instituto da guarda responsável, enquanto feixe imbricado e complexo de obrigações e direitos correlativos devidos aos animais, desde o âmbito dos macrossistemas denominados Estados, Comunidades de Estados, corporações transnacionais, nacionais e locais, até o nível mais elementar das microrrelações interespecíficas individuais de uma cidadania, por assim dizer, planetária, ecológica e animalista.

ANDA: Além da guarda responsável, quais outros temas são abordados no livro?

Luciano Rocha Santana: Inicialmente a obra apresenta a indagação sobre se o Direito da Saúde Animal é um novo ramo do Direito. Diante disto, faz-se um esboço da evolução histórica da legislação pertinente à saúde animal, bem como das políticas públicas de proteção da saúde animal e sua interface com a saúde humana. Posteriormente, aborda-se a saúde animal como preocupação do Direito em si, arguindo a respeito do tratamento conferido a esta temática por parte do Direito brasileiro, notadamente a disciplina jurídica da saúde dos animais de produção e a proteção jurídica da saúde dos animais de companhia, esta última confrontada com o Direito Comparado, contextualizando-o então com os ordenamentos jurídicos da Itália, Suíça, Argentina e Chile.

ANDA: De que forma você avalia a evolução da jurisprudência brasileira em relação aos animais?

Luciano Rocha Santana: Como um círculo moral e jurídico quase sempre em expansão, a jurisprudência pátria vem se aperfeiçoando em argumentação e se estendendo a temas cada vez mais diversificados, que vão do Direito Público ao Direito Privado, buscando neste processo histórico em espiral atender às demandas cada vez mais complexas e diversificadas existentes na realidade brasileira em que se distingue a relação de humanos com animais.

A título ilustrativo, aí se acham ações e decisões favoráveis ao tratamento dos animais como sujeitos de direito, a exemplo do Habeas Corpus da Chimpanzé Suíça, protagonizado por Dr. Heron Gordilho, aqui no Brasil, cujo precedente serviu de modelo para casos similares na Argentina e nos Estados Unidos da América.

ANDA: Que conquistas ainda faltam para os animais no meio jurídico?

Luciano Rocha Santana: O caminho é longo, os primeiros passos já foram dados, o futuro do Direito Animal está sendo construído agora. Se me fosse dado o dom da clarividência, diria que o próximo passo será o pleno reconhecimento por parte do sistema jurídico da condição dos animais enquanto seres sensíveis e, mais adiante, sujeitos-de-uma-vida, como de fato o são por direito próprio.

ANDA: Qual a importância de conseguir que o ordenamento jurídico considere os animais como sujeitos de direito?

Luciano Rocha Santana: Vivemos em uma época de transição e, neste sentido, mesmo persistindo a relação jurídica de propriedade entre o ser humano e o animal, o ordenamento jurídico disponível no Brasil – como pode ser visto no artigo 32 da lei federal nº 9.605/1998, e demais legislações que protegem os animais, em especial, a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 225, o decreto-lei federal n° 24.645 de 1934 e a lei federal n° 5.197/1967 – já possibilita visualizar a redução de casos de crueldade e maus-tratos, além de funcionar como uma espécie de janela, permitindo lançar um jato de luz sobre este cenário até certo ponto ainda dantesco, no que tange à exploração institucionalizada dos animais.

Desta forma, quando o ordenamento jurídico permite vislumbrar os animais como sujeitos de direito, por meio destas leis que os protegem, ainda que de forma incipiente, isto implica antever uma revolução sem precedentes no dominante paradigma ético e jurídico fortemente antropocêntrico, cujas consequências são, aqui e agora, inimagináveis.

ANDA: Qual é a sua trajetória de trabalho com o meio ambiente e os direitos animais?

Luciano Rocha Santana: Na qualidade de membro do Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), ocupo o cargo de Primeiro Promotor de Justiça de Meio Ambiente da Comarca de Salvador, desde julho de 1996. Considerando que a missão do Ministério Público é defender a sociedade e o regime democrático para garantia da cidadania plena, resolvi aprofundar a leitura para melhor embasar a tomada de decisão em casos sobre danos ambientais e animalistas.

Logo no ano seguinte à minha assunção ao cargo, verifiquei que os conflitos envolvendo malefícios aos animais vinham surgindo com maior frequência, demostrando uma demanda pungente nesta área de conhecimento e atuação, ainda pouco discutida academicamente na década de noventa do século passado. Por isto, entendi que poderia melhor contribuir com a sociedade ao estudar este campo emergente da Ética e do Direito, ou seja, o Direito Animal, de modo a gradativamente ampliar as fronteiras da comunidade moral e dos direitos para além do humano.

A propósito, devo enumerar as seguintes funções e tarefas acadêmicas e profissionais: mestrado e doutorado no programa Passado e Presente dos Direitos Humanos, pelo Departamento de História do Direito e Filosofia Jurídica, Moral e Política da Faculdade de Direito da Universidade de Salamanca/Espanha (USAL/ES), publicação de livros e artigos filosóficos e jurídicos sobre Direito Ambiental e Animal, fundador do Núcleo de Pesquisa em Direito dos Animais, Meio Ambiente e Pós-modernidade (NIPEDA) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), da Revista Brasileira de Direito Animal (RBDA), do Instituto Abolicionista Animal (IAA) e da Asociación Latinoamericana de Derecho Animal (ALDA), pesquisador do International Center for Animal Law and Policy (ICALP) da Universidade Autônoma de Barcelona/Espanha (UAB), presidente honorário da Asociación Human Animal Liberation Time (HALT), e atual presidente do IAA. Finalmente, tais encargos, repito, têm constituído meu itinerário de luta em defesa do meio ambiente ecologicamente equilibrado, da dignidade e saúde dos animais, desenvolvendo assim o debate filosófico e o embate jurídico acerca destes novos valores morais e jurídicos extensivos a nossos irmãos evolucionais.

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Histórias Felizes

Cadela abandonada em lixão batalha para voltar a andar após resgate

Uma cachorra abandonada pelo tutor em um famoso lixão da Flórida, nos Estados Unidos, foi encontrada encolhida e mal se mexia. Ela estava desnutrida, exausta, cheia de pulgas e carrapatos e não conseguia levantar a cabeça nem andar.

Uma cachorra abandonada por seu tutor foi encontrada desnutrida, exausta, cheia de pulgas e carrapatos e não conseguia levantar a cabeça nem andar.
Foto: GGARR

A protetora de animais local, Isabel Zapata, frequentemente procura por animais abandonados, e foi assim que ela encontrou a rottweiler Susanna no começo de maio. Ela ligou para o Gulfstream Guardian Angels Rottweiler Rescue, e o grupo imediatamente concordou em aceitá-la.

“Os animais são rotineiramente abandonados lá para morrer”, disse Laurie Kardon, membro do conselho de resgate, ao The Dodo. “É um lugar muito perigoso, porque muitos caminhões passam por lá em alta velocidade. É simplesmente desolador. Muitos não conseguem sobreviver.”

Como Susanna não podia andar, Zapata e outros a colocaram em uma lona para levá-la ao caminhão. Ela estava em péssimas condições, mas finalmente estava segura.

Os socorristas levaram Susanna ao hospital de animais mais próximo, onde começaram a dar líquidos a ela e fizeram um exame de sangue. A cadela parecia estar paralisada e ninguém sabia a causa. Não ficou claro se ela seria capaz de andar.

Foto: GGARR

Depois de mais alguns dias de exames e tentativas de estabilizar Susanna, o grupo de resgate a transferiu para o Clint Moore Animal Hospital. Enquanto examinavam seus exames e arquivos, os veterinários começaram a juntar os detalhes desoladores do passado de Susanna.

Ela não tinha problemas na coluna e nenhum de seus ossos estava quebrado – mas ela não conseguia andar por causa do que provavelmente do que as pessoas faziam com ela.

“Ela tinha algumas artrites e deformidades físicas em suas pernas, o que nos faz pensar que ela viveu enfiada em uma caixa desde quando era um filhote”, disse Kardon. “Ela provavelmente ficou lá a maior parte de sua vida e era usada para reprodução. E quando os criadores não querem mais os cães, eles simplesmente os descartam ”.

Susanna, de três anos de idade, já tinha passado por tantas coisas, mas estava claro que ela estava disposta a lutar por sua vida.

“A primeira vez que a vi, ela levantou a cabeça e lambeu meu rosto”, disse Kardon. “Eu disse: ‘É isso aí. Essa garota quer viver’. Nós faríamos tudo ao nosso alcance para fazê-la funcionar novamente.”

Juntos, a equipe de resgate e a equipe veterinária elaboraram um plano de recuperação. Eles a alimentariam com uma comida de qualidade para ajudá-la a ganhar força e peso, e quando ela estivesse pronta, começaria a fisioterapia.

Ela também precisava de analgésicos, que ajudariam a aliviar a rigidez de seus músculos e ossos fracos.

Com muita comida e amor, Susanna começou a ganhar energia. Pouco mais de uma semana depois de ser resgatada, a equipe de veterinários levou Susanna para uma piscina de reabilitação para testar seu equilíbrio. 

Foto: GGARR


“Estávamos todos com lágrimas nos olhos quando ela começou a nadar”, disse Kardon. “Foi um alívio.”

Sabendo que Susanna queria se mexer, seus veterinários faziam questão de levá-la para a piscina com frequência para se esticar e andar por aí.

A luz voltou aos seus olhos e ela começou a abanar o rabo para todos que encontrava. Ela estava ficando melhor – e estava claro que ela amava as pessoas, apesar de tudo que ela havia passado.

“Ela é tão feliz”, disse Kardon. “É provavelmente pela primeira vez em sua vida que ela se sente assim.”

Graças a mais tratamentos a laser e terapia com água para continuar a aliviar a dor nas pernas e ganhar força, Susanna continuou a melhorar constantemente.

Agora, mais de um mês desde que foi encontrado no lixão, ela finalmente está forte o suficiente para começar a se encontrar e brincando com outros cachorros. Ela ama todos eles.

Ela também descobriu recentemente como é divertido andar pela grama – algo que ela nunca conseguiu fazer sem a ajuda de seus salvadores.

Foto: GGARR

Vendo aonde Susanna já chegou, Kardon está animada pelo dia em que estará pronta para ser adotada por um lar amoroso. Até lá, ela continuará a se deliciar com o incrível espírito de Susanna, que parece iluminar todos os lugares em que ela entra.

“Ela é realmente uma prova de sua raça”, disse Kardon. “Ela é forte, determinada e corajosa, mas também tão doce e amorosa. Ela tem o coração de um rottweiler, com certeza”.

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Notícias

Araguari (MG) inicia agendamento para castração gratuita de cães e gatos

O Canil Municipal de Araguari deu início à castrações gratuitas de cães e gatos. Os interessados devem entrar em contato com a unidade para realizar o processo.

Reprodução | G1

De acordo com a Prefeitura, a cirurgia será disponibilizada para os animais que já estão sob reponsabilidade do canil e para os animais que estão sob guarda dos protetores. Atualmente, o local tem 54 cães e gatos resgatados da rua.

Segundo o diretor do canil, Guilherme Borges Pereira de Carvalho, inicialmente, serão castrados três animais por dia e, em pouco tempo, o número irá aumentar. O município irá custear com todo o custo da operação, mas o pré e o pós-operatório são de responsabilidade do tutor do cão ou gato.

Os interessados devem entrar contato com o Canil Municipal no telefone (34) 3690-3094 e deixar o nome para agendamento de consulta com o veterinário. Após os exames, a cirurgia será marcada.

As operações serão feitas sempre nas segundas e terças-feiras e os pré-operatórios, como avaliações e solicitação de exames, nas quarta, quintas e sextas-feiras.

Fonte: G1

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