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Elefanta morre após viver décadas aprisionada em zoológico no RS

Um exame de necropsia deve indicar a causa da morte de Pink. O prazo para divulgação do resultado é de 45 dias


A elefanta Pink, que vivia aprisionada no Parque Zoológico de Sapucaia do Sul (RS), morreu na quarta-feira (26). Com 55 anos, o animal de origem asiática era explorado para entretenimento humano pelo zoo desde a década de 1970.

Após o animal morrer, a Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura do Estado publicou uma nota dando explicações sobre o caso.

Mila e Pink (Foto: Sérgio Bavaresco/Jornal VS)

“Pink passou mal na manhã desta quarta-feira (26), foi atendida pela equipe veterinária, porém não resistiu. No momento do falecimento, a elefanta estava cercada pelos seus biólogos, veterinários e tratadores, que lamentaram a morte. Uma equipe de patologia da Veterinária da Ufrgs esteve no local para fazer a necropsia. Os exames que irão confirmar a causa da morte devem sair em até 45 dias”, informou a Secretaria.

Em julho de 2017, outro elefante-indiano que vivia aprisionado no Zoo morreu. A elefanta Mila chegou ao local em 2008, após ser trazida do Beto Carreiro World, em Santa Catarina, onde também era explorada para gerar entretenimento aos visitantes. Um tumor uterino tirou a vida da elefanta, que tinha cerca de 40 anos.

Cerca de mil animais silvestres vivem em condição de aprisionamento no Parque Zoológico, inaugurado em 1962. Dentre eles, aves, mamíferos e répteis de 130 espécies. As informações são do Jornal VS.

Zoológicos são locais que mantêm animais em confinamento para gerar entretenimento para as pessoas que os visitam. Além dos animais que chegam adultos aos zoos, o nascimento de filhotes nesses lugares é frequente, o que os condena à privação de liberdade desde o início de suas vidas.

O caráter exploratório e cruel dos zoológicos é o que motiva ativistas pelos direitos animais a pedirem o boicote a esses lugares, já que a manutenção dessas prisões depende da presença de visitantes.


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