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Estudo descobre sapo-voador e o menor veado do mundo no Himalaia

Mais de 350 novas espécies, entre elas menor veado do mundo, um “sapo-voador” e uma lagartixa de 100 milhões de anos, foram descobertas no Leste do Himalaia, um tesouro biológico agora ameaçado pelo aquecimento global.

Imagem do sapo-voador descoberto pelos cientistas / Crédito: WWF
Imagem do sapo-voador descoberto pelos cientistas / Crédito: WWF

Pesquisas feitas ao longo de uma década por cientistas em áreas montanhosas remotas em perigo pelo aumento da temperatura resultou em tais descobertas, como o Rhacophorus suffry, um sapo verde florescente que utiliza suas patas ligadas a uma membrana para voar.

Uma das descobertas mais significativas não era exatamente “nova”. Uma lagartixa de 100 milhões de anos, o fóssil mais antigo da espécie conhecido pelos cientistas, foi achado em uma mina no Vale de Hukawng, ao norte de Mianmar. As descobertas estão no relatório da WWF “O Himalaia Oriental”.

“A enorme diversidade cultural e biológica enfatiza a fragilidade da natureza em um ambiente que está ameaçado, ao menos que os impactos das mudanças climáticas sejam revertidos”, disse Tariq Aziz, chefe das pesquisas.

Imagem do menor veado do mundo / Crédito: WWF
Imagem do menor veado do mundo / Crédito: WWF

O documento também menciona o Muntiacus putaoensis, o menor veado do mundo. Inicialmente, os pesquisadores acreditavam que o animal seria um filhote de outra espécie, mas exames de DNA confirmaram que tratava-se de uma nova espécie do mamífero.

A região é conhecida por abrigar cerca de 10 mil espécies de plantas, 300 de mamíferos, 977 de pássaros, 176 de répteis, 105 de anfíbios, e 269 tipos de peixes de água doce. O local também hospeda a maior parte de tigres de bengala, entre outros mamíferos.

Fonte: O Globo

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