Você é o Repórter

Animais da Região Serrana do RJ têm até maio para deixar dois abrigos

Maio começou e, com ele, foi dada a largada de uma verdadeira corrida contra o tempo dos responsáveis por abrigos de animais resgatados das enchentes na Região Serrana. O motivo é a entrega de dois espaços, que deverá ser concretizada nos próximos dias.

Um desses abrigos, o de São José do Vale do Rio Preto, foi determinado que os animais só podem permanecer nas dependências do Clube Valverdão até o dia 10. Porém, o prazo não é o único que cerca as veterinárias que cuidam desses animais,  vítimas da catástrofe que atingiu o município em janeiro. Giselle Keller e Renata de Carvalho contaram tanto com a divulgação no programa Caldeirão do Huck quanto com a recém-fechada parceria com a companhia aérea Gol, que ofereceu transportar os animais para outras regiões do país. Assim, ainda faltam conseguir lares para 15 animais (11 cachorros, sendo três filhotes), uma gata de um ano e mais três filhotinhos felinos. História e fotografias no blog do SOS Animais de São José.

Gata teve filhotinhos no abrigo São José. Ela tem até o dia 10 para conseguir um novo lar.

Em Teresópolis, a situação também é crítica por conta da necessidade de entrega do imóvel alugado pelo Grupo Estimação e que terá que ser devolvido até o fim do mês. A próxima locação da ong já está definida, mas o espaço tem metade da área do atual.

Assim, o grupo e colaboradores promovem feiras de adoção, inclusive na capital, para reduzir o número de abrigados. E, na última, promovida dia 1, no Jardim de Alah, 17 cachorrinhos ganharam um novo lar, sendo que, no sábado, outros 10 foram adotados em outra feira nas terras cariocas. Além deles, outros 13 em Teresópolis no mesmo fim de semana.

As próximas já estão agendadas para depois do dia das mães, o que não impede de você presenteá-la com um mascote. No sábado, dia 14, tanto no Parque dos Patins, na Lagoa, como o pet shop Pet Fun (Rua Vinicius de Moraes, 121, em Ipanema), ocorrerá adoções de alguns mascotes. A feira do Parque dos Patins tem apoio do Grupo de Ação, Resgate e Reabilitação Animal (G.A.R.R.A. Animal), que também trará mais mascotes para conquistar adotantes.

No domingo, dia 15, mais bichinhos participam da feira dos Amigos do Jardim de Alah, localizado na praça do Jardim de Alah (Avenida Borges de Medeiros), das 10h às 16h.

Cadela do abrigo São José tem até o dia 10 para conseguir um novo lar.
​Read More
Você é o Repórter

A incrível história de um cão sobrevivente das enchentes

Marli Delucca
msdelucca@gmail.com

A história deste cãozinho é de arrepiar.

O bombeiro Pablo e o guarda florestal Evandro, ambos na foto com o sobrevivente, tem ajudado muito no resgate de animais em  São José do Vale do Rio Preto (RJ). Eles receberam a informação de que havia um cão que estava ilhado desde o dia da enchente. Detalhe: a enchente devastou nossa cidade no dia 12 de janeiro e eles receberam a informação no dia 22 de janeiro. Foram até o local conferir.

Ao chegarem, verificaram que o cão havia sido arrastado rio abaixo boiando em um sofá e havia parado em uma ilhota, perto de uma localidade chamada Sertão, no bairro de Morelli. Moradores disseram que viram ele passar boiando no sofá no dia da enchente.

Os dois, Pablo e Evandro, não pensaram duas vezes. Atiraram-se na água e resgataram nosso amigo. Os dois o trouxeram para o abrigo, onde chegou tão fraquinho que não conseguia nem comer nem beber água.

Imagine ficar 10 dias sem comer. 10 dias bebendo apenas a água suja, barrenta e contaminada do rio.

Recebeu os primeiros cuidados, foi colocado no soro e em seguida começou a se alimentar, recebendo alimento pastoso de alta qualidade, que recebemos das boas almas que tem nos doado rações secas e pastosas da melhor qualidade!

Em seguida, também bebeu bastante água mineral. Tomou duas vasilhas cheias e se deixássemos teria bebido mais, mas como seu estômago estava “desacostumado”, achamos melhor restringir um pouco, pois haveria o risco de refluxo ou vômito.

Este sobrevivente é um macho, de 2 anos e encontra-se para adoção.

Já está bem mais animado, demonstrando ótima recuperação, se alimentando bem e até rosnando se algum outro cãozinho se aproxima da sua comida.

Ajuda aos sobreviventes/deficientes de São José

São José do Vale do Rio Preto, tornou-se mundialmente conhecida após o resgate comovente de uma senhora que ficou isolada em sua casa com seus cães durante a enchente. As imagens do resgate correram pela imprensa de todo o mundo, que se compadeceu com a situação de tragédia no estado do Rio de Janeiro. O que poucas pessoas viram, foi que um dos cães de D.Ilair se salvou.

Após o término da enxurrada, duas veterinárias da cidade, Dra. Renata e Dra. Giselle, saíram em meio aos escombros que a cidade se transformou, para resgatar o máximo de animais que pudessem salvar.

A Dra. Giselle criou um blog http://sosanimaisdesaojose.blogspot.com, onde posta fotos e informações dos animais recolhidos, na esperança de encontrar seus tutores ou futuros adotantes.

E foi através de apelos postados no blog, pedindo por voluntários que pudessem auxiliar no manejo e limpeza dos animais que ela conseguiu reunir algumas pessoas e algumas doações de ração, coleiras e caminhas para amenizar o sofrimento dos peludinhos.

Com o passar dos dias, vizinhos e voluntários passaram a auxiliá-las, e enquanto elas ficavam na clínica tratando e operando, os outros saíam as ruas em busca de outros animais sobreviventes.

Foram tantos animais resgatados que a clínica ficou pequena para socorrer tantos animais, até que o Ginásio do Valverdão foi cedido pelo Sr. Luiz, Presidente do Esporte Clube Rio Preto.

Graças a ajuda dos voluntários e das doações, agora também o ginásio está servindo de lar temporário para os animais cujos tutores perderam suas casas na enchente, e que não pensam em se separar de seus peludos, mas que por não terem onde morar estão vivendo no abrigo da prefeitura.

Dra. Giselle comenta que “ muitos dos nossos resgatados tem tutor, porém eles perderam suas casas com todos os seus pertences dentro e estão no momento desabrigados ou morando na casa de amigos/parentes, sem terem condições de cuidar de seus amigos de 4 patas. Mas sem querer abrir mão deles. Estamos trazendo para o abrigo muitos casos assim. diz”.

Nestes casos, estes animais não estão para adoção. Estamos prestando a eles os cuidados veterinários necessários, além de muito amor e carinho, até que seus tutores possam reavê-los e os levarem para suas novas casas.”

Quem puder ajudar com doações em dinheiro,pode depositar na conta da Dra. Renata de Carvalho da Silva:

Banco Itaú
Ag: 6116
CC: 00152-7
CPF: 096.961.367-90

Os animais estão sendo resgatados e levados para o Ginásio que fica no Campo do Valverde, onde estão pousando os helicópteros da Defesa Civil e do Exército.

Caso tenha perdido seu animal  durante a enchente, verifique se está no blog que estará sendo atualizado diariamente, com fotos e informações sobre os animais resgatados. Se o seu animal ainda não não foi encontrado, passe informações de onde ele se perdeu para que possamos tentar encontrá-lo. Se avistar algum animal perdido ou ferido, também nos avise para que possamos recolhê-lo e ajudá-lo.

Agradecemos a todos que puderem colaborar. Assim como pessoas estão sofrendo, os animais também sofrem,  muitos também perderam tudo, alguns estão feridos, doentes e precisamos ajudá-los!

Fonte e Fotos: SOS Animais de São José

​Read More
Notícias

Abrigo de animais está sem água e luz em São José do Rio Preto, na Região Serrana

A Secretaria Estadual do Ambiente, através da Superintendência de Educação Ambiental, e a Comissão Especial de Defesa e Proteção Animal da Alerj estiveram anteontem na Região Serrana para verificar as condições dos animais no Ciep de Itaipava e foram também ao município de São José do Vale do Rio Preto, para conhecer o local onde animais resgatados nas enchentes estão sendo abrigados.

Segundo a veterinária Andrea Lambert, que integra a comissão da Alerj, lá eles verificaram que cerca de 30 cães estão abrigados em situação precária, num galpão ao lado de um campo de futebol

“O local não tem água, nem luz e a porta foi arrombada. Com isso, os animais correm risco de escapar. A veterinária que está no local conta que está muito difícil o trabalho de resgate dos animais. Eles precisam de ajuda”, conta Andrea.

Na próxima sexta-feira, uma nova visita ao local está programada. O grupo pretende levar medicamentos, gaiolas e guias. Eles pedem ajuda de voluntários, doações de produtos de limpeza e de uso veterinário e que alguém possar trazer um veículo com tração 4X 4. Quem quiser ajudar entre em contato com Andrea Lambert pelo e-mail: andrealambertvet@gmail.com ou pelo telefone: 21 9632-8115.

Fonte: O Globo

​Read More
Notícias

Lições de Dona Ilair e seu cão

Por Maninho Pacheco
Em colaboração para a ANDA

Na cidade de São José do Vale do Rio Preto, RJ, onde Tom Jobim compôs “Águas de Março”, Dona Ilair reluta em abandonar seu cão vira-lata. Ambos estão tomados pelo pavor. Vizinhos pedem para que ela deixe o animal para trás. Ela recusa. Se amarra como pode, abraça o cão e pula para a enxurrada.  Desesperado, o pequeno cão morde-lhe a mão na tentativa derradeira de agarrá-la. Ela o solta. Bethoven é carregado pelas águas. Dona Ilair se salva.

As dramáticas imagens correm o mundo e já são, de longe, as mais emblemáticas da tragédia que se abateu sobre a Região Serrana do Rio. Não muito distante dali, em Itaipava, no Haras Vale da Boa Esperança, tratadores também resistem em abandonar cavalos e éguas puro-sangue inglês. Pelo menos uma dezena desses belos animais já foi sacrificada. Outros tantos, levados pela torrente.

O drama de Dona Ilair e do vira-lata Bethoven, dos tratadores do haras e seus caríssimos cavalos resume bem o aspecto extremamente democrático da tragédia do Rio: ninguém foi poupado. Humanos e animais. Humanos ricos e pobres. Animais sofisticados e cães SRDs. No momento em que escrevo este artigo já passam de 710 as mortes humanas. As de animais já são o dobro ou mais que isso.

Animais sofrem tanto quanto humanos em ambiente de desastres naturais. O resgate dessas criaturas não pode ser negligenciado. Em todo o mundo, diversas organizações de proteção de animais contam com agências que lidam exclusivamente com resgate, tratamento e amparo de bichos vítimas de catástrofes. Mais que uma questão de compaixão, trata-se de uma ação de saúde pública e humanitária. A promoção do reencontro de animais de estimação com seus donos nos terromotos do Haiti e do Chile foi decisiva para aplacar um pouco da dor dos quer perderam parentes e bens materiais. Além disso, esses animais em contato com a água contaminada podem transmitir diversas doenças, como leptospirose.

Cuidar de animais vítimas de desastres, como o do Rio, não diminui a ajuda humanitária a homens e mulheres. Não se trata de ações conflitantes, mas complementares. Assim como humanos, animais também precisam de cuidados, doação. No caso deles, ração, cuidados veterinários, vacinas, antibióticos, anestésicos. Nas entrevistas que concedeu após o resgate, Dona Ilair chora ao lamentar a perda de seus “bichinhos” (além de Bethoven havia outros dois cães na laje). Imagine o bem que um improvável reencontro com seus cães não teria feito à sofrida Ilair.

Animal vem do latim “anima”, que significa alma, principal característica das criaturas vivas, “animadas”. A Bíblia diz que coisas vivas são animadas pelo “sopro da vida”. Ajudar os animais é lutar por vida, mesmo que manifestada sob forma não-humana. Criticar essa ajuda é negar o sopro divino. Questionada por seu ativismo em defesa dos animais, Brigitte Bardot costuma dizer: ” Ocupem-se dos humanos que eu me ocupo dos animais e todos estarão bem cuidados”.

Maninho Pacheco é jornalista, ativista defensor dos animais, coordenador do Forum Capixaba em Defesa dos Direitos e Bem-Estar dos Animais (Foca) e diretor do Instituto Organização e Consciência Ambiental (Orca).

​Read More
Notícias

Mulher que tentou salvar o cão da enxurrada explica por que teve que soltar o animal

(da Redação)

Foto: reprodução TV Globo

“Quando jogaram a corda, me amarrei rapidinho que nem sei como fiz aquele nó. Estava com tanto medo que o nó fosse fraco que me agarrei como nunca na corda”, disse a dona de casa Ilair Pereira de Souza, 53 anos,  que tentou se salvar com o seu cachorrinho Beethoven na enxurrada da noite desta quarta-feira (12), em São José do Vale do Rio Preto, na Região Serrana do Rio de Janeiro.

O salvamento foi gravado pela Intertv, afiliada da Rede Globo. A cena registrada pela Intertv mostra o momento em que dona Pelinha solta o cachorro, Beethoven, que ela tentava socorrer junto com ela.

Ilair mostra a mordida do cachorro. Foto: Glauco Araújo/G1

“Ele mordeu meu braço para tentar escapar, mas não consegui segurá-lo. Se eu tentasse ajudá-lo, eu iria morrer. Coitadinho, ele ficou me olhando com aquele olhinho triste e se foi naquela água. Não tinha o que fazer”, disse ela, mostrando a marca da mordida no braço esquerdo.

Assista à reportagem do Jornal Nacional:

Com informações do G1

​Read More