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Cães que vivem em aterro de lixo são castrados em São João del Rei (MG)

De acordo com catador, número de cães aproxima dos 300 (Foto: Reprodução/TV Integração)
De acordo com catador, número de cães aproxima dos 300 (Foto: Reprodução/TV Integração)

Continua neste fim de semana em São João del Rei, no Campo das Vertentes, a castração de 28 cães que estão vivendo no aterro controlado da cidade. A situação foi alvo de reclamações da presidente da Associação Protetora dos Animais de Barbacena, Mara Nogueira, que disse que o aterro tem se tornando uma espécie de depósito de animais abandonados.

Segundo a assessoria de comunicação da Prefeitura, nesta quinta-feira (24) foram castrados cinco cães machos, e a estimativa é que outros dois sejam castrados nesta sexta no Departamento de Zoonozes da Secretaria de Saúde. Na próxima semana, começa a castração das fêmeas.

Depois do procedimento, os animais serão medicados e voltarão para o aterro, já que depois da castração os cães precisam ficar soltos. No entanto, um antibiótico protege os animais de risco. Segundo a Prefeitura, não há previsão para a retirada dos cachorros do aterro da cidade.

Segundo a presidente da Associação Protetora dos Animais, o que tem contribuído para o aumento do número de cães no aterro é a inauguraçação de um condominío do Minha Casa, Minha Vida, no Bairro Tijuco. “Não é permitida a presença de animais no local. Com isso, os cães estão sendo deixados no lixão da cidade”, alegou. Mara Nogueira afirmou ainda que é impossível receber e cuidar de tantos cães porque os seis lares temporários já estão superlotados.

A assessoria do Ministério das Cidades em Brasília, responsável pelos programa Minha Casa, Minha Vida, informou à época da reportagem que não existe regra contratual que impeça o morador de ter um animal doméstico no condomínio. Informou, também, que o estatuto é votado e previsto como em qualquer um outro condomínio, através da participação dos moradores e com a coordenação de um síndico ou de uma empresa que administra as unidades.

Fonte: G1

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Cerca de 300 cães estão abandonados em lixão de São João del Rei (MG)

Foto: Reprodução/TV Integração
Foto: Reprodução/TV Integração

O aterro sanitário de São João del Rei, no Campo das Vertentes, tem se tornando uma espécie de depósito de animais abandonados, de acordo com a presidente da Associação Protetora dos Animais de Barbacena, Mara Nogueira. Segundo ela, o que tem contribuído é a inauguração de um condomínio do “Minha Casa, Minha Vida”, no Bairro Tijuco. “Não é permitida a presença de animais no local. Com isso, os cães estão sendo deixados no lixão da cidade”, alegou.

O resultado é um acúmulo de animais, muitos deles já doentes, em um ambiente sem nenhuma estrutura. A assessoria do Ministério das Cidades, responsável pelo programa residencial, informou que não há regra que impeça a permanência dos animais no condomínio. Já a Prefeitura da cidade disse que vai reunir as secretarias para solucionar o problema.

A presidente da associação também comentou que nesses apartamentos têm muito espaço e questionou a possibilidade de construção de um canil comunitário para os animais domésticos dos moradores. “Cada um teria o seu canil, a sua chave e cuidaria do seu cão. Passearia com ele de dia e de noite guardaria o animal no local”, sugeriu.

Mara Nogueira afirmou ainda que é impossível receber e cuidar de tantos cães porque os seis lares temporários já estão superlotados. Mas também destacou que alguma providência precisa ser tomada para a retirada dos cães do aterro sanitário e das ruas. “A Prefeitura nos repassa uma verba de R$ 2.500 para a gente fazer castração em animais de rua. Até então estávamos felizes porque víamos uma diferença na cidade, com a diminuição dessa população canina. Contudo, de repente vêm todos esses animais para cá e a gente não esperava. Não temos mais condições de pegá-los”, concluiu.

Segundo o catador de lixo Francisco Paiva, existem centenas de cães espalhados por todos os pontos do aterro sanitário revirando em meio ao lixo e em busca de comida. De acordo com ele, desde o início de 2014 a chegada de novos cães aumentou. E o número de abandonados é de cerca de 300 animais.

Sobre a possível relação com o condomínio do “Minha Casa, Minha Vida” com a proibição de animais e soltura nas ruas da cidade, a assessoria do Ministério das Cidades em Brasília, responsável pelos programas, informou à produção do MGTV que não existe regra contratual que impeça o morador de ter um animal doméstico no condomínio. Informou, também, que o estatuto é votado e previsto como em qualquer um outro condomínio, através da participação dos moradores e com a coordenação de um síndico ou de uma empresa que administra as unidades.

Já a Prefeitura de São João del Rei informou que não conta com canil próprio, mas aluga três boxes onde abriga cães atropelados. Disse ainda que está reunindo todas as secretarias envolvidas com os problemas para tentar uma solução. Porém, não deixou claro se vai até o aterro recolher ou castrar os animais que vivem no local.

Fonte: G1

 

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Cadela fica paraplégica e espera por novo lar em São João del-Rei (MG)

Cachorrinha aguarda um novo lar (Foto: Divulgação/Setor de Zoonoses)
Cachorrinha aguarda um novo lar
(Foto: Divulgação/Setor de Zoonoses)

Após ser atropelada na BR-265, uma cadelinha de São João del-Rei ficou impossibilitada de andar e ganhou uma cadeira especial para ajudar na locomoção. Agora ela precisa de um tutor. Por isso, o setor de zoonoses e a Sociedade São Francisco de Assis de Proteção aos Animais estão em busca de um lar que contenha amor e carinho. Segundo o representantes da instituição, os atropelamentos de cães são frequentes na cidade histórica.

De acordo com o coordenador do setor de zoonoses, Valdisnei Lopes, a cadela chegou ao canil há cerca de três meses. “Um rapaz a encontrou machucada na estrada e trouxe para a gente. Nós a levamos para o canil. Contamos com o apoio de voluntários e garantimos o tratamento”, contou. A cadelinha, que ainda não tem um nome, fez sucesso. “Ela é um amor. Temos nos dedicado muito a ela”, garantiu a presidente da Sociedade São Francisco de Assis de Proteção aos Animais, Mara Souto.

Porém, como o animal não conseguia se locomover, a solução foi desenvolver uma cadeira especial. Com vontade de ajudar, o próprio Valdisnei tomou a iniciativa e construiu o equipamento. “Pesquisei como fazer na internet. Comprei o material e, em dois dias, confeccionei. Ela é toda feita de PVC, só as rodinhas que não”, explicou. A cadela retribuiu o favor se esforçando cada vez mais para voltar a andar sozinha. “Ela faz de tudo para levantar e andar”, disse Mara. Aproveitando a situação, Valdisnei já construiu quatro cadeirinhas de uma vez só. “Nós temos um problema muito grande com atropelamentos de animais. Fiz uma quantidade maior para os próximos bichinhos que chegarem machucados aqui. A cadeirinha facilita, evita o sofrimento”, destacou.

De acordo com Mara Nogueira, estima-se que há cerca de 4.000 animais abandonados pelas ruas da cidade histórica. “Como hoje em dia todos têm carros e motos, o que mais verificamos são atropelamentos e, normalmente, os bichinhos não são socorridos. Eles acabam agonizando. Então, se ele fica paraplégico, por exemplo, é muito mais difícil arrumar um lar. Infelizmente, ninguém quer adotar o animal que tem dificuldades de locomoção”, explicou.

Atualmente, além da cadela, outros seis cães esperam por um tutor no canil da cidade. Segundo Valdisnei, o local é particular e a Secretaria de Saúde paga a diária para os cachorros. “A lei nos manda permanecer com o animal por 15 dias, até o proprietário ir buscar. Caso o tutor não apareça, nós estamos autorizados a doá-los. Normalmente o canil é para animais que estão na rua e representam perigo. Porém, o trânsito é intenso e as pessoas não respeitam os animais. Nós não vamos deixá-los em sofrimento na rua”, comentou.

Ainda de acordo com ele, a doação é feita com todo o cuidado. “Nós nos certificamos que o novo tutor irá cuidar dos animais, e não abandoná-los. Para isso, temos um termo de responsabilidade que deve ser assinado no momento da adoção”, enfatizou.
Os interessados em adotar um dos animais podem entrar em contato com o setor de zoonoses pelo telefone (32) 3373-0295 ou ir até o local, na Praça Senhor Bom Jesus do Matosinhos, número 11, Bairro Matosinhos.

Fonte: G1

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Cerca de 4 mil animais estão abandonados em São João del-Rei (MG)

(Foto: Reprodução/TV Integração)
(Foto: Reprodução/TV Integração)

Entre três e quatro mil cães e gatos vivem nas ruas de São João del-Rei, no Campo das Vertentes, a maioria deles da periferia. A informação é da Secretaria Municipal de Saúde. O coordenador de zoonoses, Valdisnei Lopes da Silva, considera o número elevado, porém afirma que está dentro da média estabelecida pelo Ministério da Saúde. Uma campanha foi realizada neste sábado como tentativa de diminuir esse número.

Para amenizar o problema de abandono, a membro da Sociedade São Francisco de Assis, Leidiane Gouvea, sugere a implantação de microchips nos bichos. “Por enquanto nenhuma medida é tomada pelo poder público. Acredito que uma boa medida seria colocar microchips nos animais para ajudar na identificação dos tutores”, disse.

Em São João del-Rei não há canil municipal e apenas os animais mais agressivos e doentes são tirados de circulação pela prefeitura. Segundo o coordenador de zoonoses, no município são realizadas campanhas de castração em parceria com a Universidade Federal de São João del-Rei. Mas, segundo ele, o maior problema está na postura de alguns tutores. “Muitas pessoas têm o costume de deixar os animais soltos pelas ruas, que acabam cruzando e gerando mais filhotes nas ruas”, esclareceu.

Na manhã deste sábado (5) foi realizada uma feira de adoção na cidade. Vinte animais abandonados foram disponibiliza-los e metade deles, adotados. A feira faz parte da ‘”Semana do Animal”, que segue até o próximo dia 19.

Fonte: G1

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