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Gorila retorna à natureza depois de entrar em santuário de primatas na África

Atraído pelo cheiro de fêmeas resgatadas por ONG localizada em Camarões, o gorila só estava tentando formar uma família

Gorila Freedom invadiu santuário de primatas em busca de uma fêmea. Foto Ape Action Africa

A Ape Action Africa (Ação pelos Grandes Primatas da África), em Camarões, salva gorilas e chimpanzés dos caçadores que comercializam suas carnes ou vendem os filhotes como animais domésticos. Num trabalho inédito da ONG, um gorila da planície que invadiu o santuário pode ser capturado com tranquilizantes e, depois de alguns meses, devolvido à natureza numa região mais segura.

A ação envolveu uma série de procedimentos que nunca tinham sido testados pela ONG. O jovem gorila foi apelidado de Freedom (Liberdade) por se tratar de um animal que já vivia em liberdade. Ele foi solto no início de março deste ano.

“A Ape Action Africa se tornou o primeiro santuário no Camarões a devolver à natureza um gorila da planície ocidental. O retorno de Freedom foi um grande empreendimento. Estamos incrivelmente orgulhosos de nossa equipe e extremamente gratos a todos que trabalharam conosco para alcançar esse sucesso na conservação”, declara a ONG em seu site.

A história de Freedom teve início em agosto de 2019 quando um dos funcionários da ONG notou um gorila adulto do lado de fora de um dos recintos florestais do santuário. A equipe entrou em estado de emergência.

“O protocolo de fuga foi imediatamente colocado em ação e a equipe se esforçou para identificar o indivíduo que teria fugido de um dos quatro recintos de gorilas. Quando foi relatado que cada um dos 25 gorilas resgatados do santuário continuava em seus grupos, só podíamos pensar que a contagem dos primatas estava errada ou que tinha sido um alarme falso”, esclarece a entidade.

Os gorilas da planície não se reproduzem com parentes. Quando atingem maturidade sexual abandonam sua família e saem em busca de fêmeas em outros grupos. Foto Skeeze/Pixabay

Mas depois a ONG constatou que um jovem gorila, entre 15 e 17 anos de idade, estava se fato rodeando o santuário: “O solteirão certamente deixou seu grupo natal ao atingir a maturidade sexual para formar seu próprio grupo familiar. Viajando pela floresta em busca de fêmeas, o cheiro das gorilas resgatadas e que estão aos cuidados da Ape Action Africa o atraiu”.

Em 23 anos de trabalho, foi a primeira vez que uma situação desse tipo ocorreu no santuário e a ONG não tinha como saber da onde o gorila era originário. “Infelizmente, o desmatamento em larga escala significa que ele havia entrado em uma área dos Camarões onde os gorilas selvagens não têm mais um habitat seguro. Para a segurança desse macho solitário, bem como das pessoas que moram dentro e ao redor do parque onde fica o santuário, a equipe não teve escolha senão tranqüilizar o gorila e protegê-lo em uma de nossas gaiolas satélites vazias”, explica a entidade.

O procedimento foi adotado como temporário, pois, o intuito era localizar um lugar seguro para soltar Freedom. A equipe do Ape Action Africa começou a entrar em contato com autoridades a fim de obter financiamento para cobrir os enormes custos da operação. O gorila ficou no santuário até que, no início deste mês, finalmente, foi concretizada a ação para sua devolução à natureza. A ONG depende de doações e em seu site há outras histórias emocionantes de primatas. Acesse AQUI

Fátima ChuEcco é jornalista ambientalista e atuante na causa animal

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.

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Notícias

Explorados em laboratório, macacos ganham segunda chance em santuário

Cedric, Pugsley, e Cody são três macacos que foram resgatados de um laboratórios de pesquisa. Eles foram levados para seu novo lar, o The Story Book Farm Primate Sanctuary, santuário para primatas localizado na cidade de Sunderland, Ontario, no Canadá.

Essa foi uma novidade não apenas para os animais, que puderam conhecer o mundo real, mas também para o governo canadense, que pela primeira vez aprovou a libertação de animais explorados pelos laboratórios. O que é um avanço, mesmo que pequeno, já que, de acordo com as leis do Canadá, os primatas usados em pesquisas devem remanescer nos laboratórios por toda a vida.

Por conta desta lei, na realidade, os macacos ainda são “propriedade” do laboratório. O que foi concedido a eles foi o direito de viverem o resto de suas vidas no santuário, de acordo com informações retiradas do portal Global News.

A co-proprietária do Santuário, Daina Liepa, conta que os três macacos estão juntos há menos de uma semana, mas já são inseparáveis. Estão todos muito mais relaxados. A gerente de cuidados com animais do santuário, Kim Meehan, conta que eles ficam brincando uns com os outros, se acariciando, se abraçando. “É muito legal ver que eles conseguiram socializar entre eles tão rápido”, comemora.

Como uma solução provisória, os macacos estão morando em um caixote com muitas cordas e outros objetos para que eles possam se entreter, e podem sair por uma abertura em um dos lados. O intuito é criar um espaço cercado bem grande para que os três possam correr livres e felizes.

O santuário hoje abriga cerca de 19 macacos, e Liepa diz que mais pretendem ser criados. Ela torce para que esse primeiro passo seja decisivo para que mais animais explorados em laboratório sejam resgatados e, quando isso acontecer, espera estar pronta para abrigar todos eles.

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Colunistas, Direitos dos Grandes Primatas

A vida em família

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Chego um pouco depois do amanhecer onde está César com sua mãe, Samantha, e sua irmã Sofia. Entro no recinto deles e a família se encontra numa das casas de dois andares, na parte externa, no teto da mesma. Peço para trazer-me o César, já que eu não tenho como subir lá encima. Sofia carrega o César em seu abdômen e desce com ele, com grande facilidade, o entrega para mim e volta para o teto.

Samantha ganhou, além de uma filha eficiente e carinhosa, uma mãe auxiliar espetacular. Samantha não carrega o César, nem nas costas, nem no abdômen. Achamos que ela tem aflição. Por isso tampouco o amamentou quando ele nasceu. Porém, ela brinca com ele, o protege, o vigia e o leva pela mão quando pedimos para trazê-lo para ser alimentado. Quando a distância é grande, ela pede para Sofia carregá-lo.

Duas semanas atrás, ambas começaram a subir com César no teto da casa, onde tem uma visão ímpar do Santuário e das redondezas. César não conseguia subir sozinho e elas o levaram. Também levaram comida para que ele fosse se alimentando com frutas entre as mamadeiras.

Quando entrei pela primeira vez e pedi para que César viesse até mim foi um sufoco, já que esse dia Sofia estava sozinha com ele e nunca tinha experimentado descer com ele sem ajuda da mãe. Porém, a esperteza dos chimpanzés é tão grande que, em poucos minutos, achou a fórmula para descer em segurança.

Samantha agora se apegou ao César muito mais que suas outras filhas, visto que o deixamos com ela, com apenas um ano de idade, quando ele ainda é muito dependente. Ela não quer que o tiremos mais do recinto e me ajuda a sair do mesmo, segurando o filho que deseja sair comigo, já que ele está dividido entre a vida com humanos e com sua família chimpanzé. Eu tenho evitado tirá-lo do convívio com sua irmã e sua mãe.

A algumas centenas de metros da casa de César, outra família – esta não humanizada – também convive em harmonia. Pedrinho leva a Cecília de um lugar a outro e brinca com a irmã menor o tempo todo. Sua irmã Luiza já é mãe de seu bebê, Sol, de poucos meses, e observa as brincadeiras radicais que seus irmãos praticam. A mãe deles, Ditty (mãe de Samantha e avó de César e Sofia) é uma mãe liberal; antes de um ano de idade, já tinha liberado a Cecília do seu controle e a deixava brincar e andar carregada por seu irmão.

Em outras centenas de metros desta família, tem outra em que a mãe é super controladora. Marcelino, seu primeiro filho, já está entrando na adolescência e seu irmão, Miguel, ainda é um bebê, não importa que seu porte seja grande para sua idade. Na primeira confusão que acontece, a mãe Tata pega Miguel em seu colo e o leva para longe do barulho, quando o pai fica irritado com alguma coisa ou com outros chimpanzés da vizinhança. Ela ainda mantém o controle sobre Miguel, como se fosse um recém-nascido.

No mundo do Santuário, num universo pequeno que retrata a vida das famílias de chimpanzés, temos três famílias com diferentes comportamentos e formas de vida. A poucos quilômetros de lá, milhares de famílias humanas vivem, cada uma, segundo seus critérios, histórico familiar e emoções. No fim, ambas espécies se diferenciam muito pouco …

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Cão é abandonado, corre atrás do tutor e quase é atropelado

Uma funcionária do Hospital Veterinário de Curitiba flagrou o momento em que um cão foi abandonado por um motorista em frente ao local. No vídeo, é possível ver o momento em que o cão é deixado no pátio de estacionamento. O cão tenta correr atrás do veículo na tentativa de alcançar o tutor e quase é atropelado pelos carros que passam pela rua. De acordo com o hospital, alguns veterinários correram para tentar resgatar o animal, mas ele não foi encontrado.

Conforme um levantamento divulgado pela Prefeitura de Curitiba, mesmo sendo crime previsto em lei, a situação de abandono é recorrente na capital e cerca de 13 mil vivem soltos nas ruas.

Em uma outra situação de abandono registrada em Curitiba, um homem deixou três filhotes em frente a uma escola de adestramento, no bairro Bacacheri. A caixa estava lacrada, e os animais, que foram acolhidos pelos donos do local, estavam desnutridos. “Além disso, eles estavam infestados de pulga. Nós tivemos que castrar, vacinar e oferecer vitaminas para que eles pudessem retomar a saúde”, conta Izabella Pereira. Após o tratamento, os cães foram disponibilizados para adoção.

Abandonar ou maltratar animais é crime ambiental previsto na Lei Federal nº. 9.605. A ação pode gerar detenção de três meses a um ano. Em Curitiba, as denúncias podem ser feitas através do 156.

Acolhimento

As atividades de recolhimento indiscriminado de animais, que era conhecida como “carrocinha”, estão extintas na capital desde 2005. Atualmente, existe apenas o recolhimento de cães de grande porte. O projeto é coordenado pela Secretaria Municipal de Saúde em parceria com a Guarda Municipal.

Mutirões para microchipagem e atualização de vacinas também são feitos gratuitamente pela prefeitura em parceria com a Faculdade Evangélica na capital. A ação é realizada a cada dois meses.

Fonte: G1

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Mulher responsável pela morte de 31 animais é acusada de crueldade

Por Helena Terra  (da Redação)

Chaveiro relata forte odor em casa fechada pela justiça no estado de Washington, EUA. A proprietária pode ser acusada de maus-tratos.

Voluntários recolhem os corpos dos animais mortos (Foto: Reprodução/KomoNews)

Investigadores encontraram pelo menos 31 animais mortos dentro de uma casa abandonada e em penhora pela justiça, em Washington, EUA, após um chaveiro ter relatado um odor forte vindo do local.

Uma equipe de resgate de animais ajudou o departamento de polícia de Granite Falls ao remover os corpos de cães e gatos.

Na foto, Diane Cowling, acusada de crueldade contra animais (Foto: Reprodução/Komo News)

“Parecia que cada lugar em que pisávamos tinha um animal morto, eles literalmente deitaram e esperaram a morte chegar”, disse a protetora Amber Chenoweth.

Mais assustador, Diane Cowling, a antiga proprietária viveu com os animais já mortos até o mês passado e é chocante o seu relato:

“Eu apenas me tranquei em mim, eu não via nada, eu não queria lidar com a situação”

Cowling disse que ela foi diagnosticada com câncer de mama e então sua casa entrou em penhora judicial e nenhum abrigo aceitou seus animais. A ex-proprietária se mudou da casa no mês passado dizendo que simplesmente se sentiu esgotada e que não poderia mais arcar com as despesas com a alimentação dos animais.

“Gastei todo dinheiro que pude alimentando-os, cuidando deles, mas não havia dinheiro suficiente”, disse Diane.

Mas a protetora acredita que não há desculpas, que esta situação é a mais pura definição de crueldade com os animais e que alguns dos animais já estavam mortos há mais de seis meses.”

“O que vi foi literalmente dez centímetros de fezes sobre cada superfície, a mesa da cozinha com fezes dessa altura e lixo, muito lixo espalhado, inclusive sobre os corpos dos animais mortos.”

Diane hoje vive em um apartamento com seu filho. Ela não acredita que possa ser condenada e diz que precisa de ajuda, que ninguém estava lá quando ela precisava de ajuda  e que todos só a criticam.

Na foto, um dos três gatos que foram encontrados com vida (Foto: Reprodução/Komo News)

Três gatos encontrados vivos na casa foram levados ao santuário de Pasado.

Diane Cowling e seu filho enfrentam hoje 31 acusações de maus-tratos a animais.

As informações são do site Msnbc.

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Ativistas irão processar a cidade de Edmonton por maus-tratos a elefante em zoológico

Por Cassio Mosqueira (da Redação – Canadá)

Ativistas dos Direitos Animais decidiram levar adiante a ameaça de processar a cidade canadense de Edmonton. A alegação é de que os funcionários do zoológico não foram capazes de resolver suas preocupações com a saúde e bem-estar da idosa elefanta Lucy.

Foto: Larry Wong, Edmonton Journal
Foto: Larry Wong, Edmonton Journal

Em outubro, a Zoocheck, entidade canadense de proteção animal, e a PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais) deram um ultimato à cidade, exigindo que as condições de vida de Lucy fossem melhoradas até o dia 14 de dezembro. Agora que o prazo expirou, os grupos irão, nas próximas semanas, apresentar uma moção no Tribunal de Edmonton, alegando que a cidade está permitindo que o animal viva nestas condições.

“Não há falta de evidências para provar que Lucy está sendo mantida em condições desumanas”, disse Julie Woodyer, diretora de capanhas da Zoocheck. “Está bem claro, em seus próprios registros, que eles não têm a intenção de tirar Lucy dali, independentemente de seu estado de saúde.”

Woodyer disse que instruiu o renomado advogado de direitos dos animais, Clayton Ruby, para iniciar o processo o mais rapidamente possível.

A situação de Lucy tornou-se uma pequena causa célebre. Figuras notáveis como William Shatner, Margaret Atwood e Bob Barker vieram a público pedir que Edmonton removesse a elefanta, que sofre de um problema de respiração e artrite, para um santuário em um clima mais quente.

Fonte: National Post

Nota da Redação: Zoológicos são lugares inadequados aos animais, os quais devem viver livres em seus habitats naturais. A sociedade deve compreender, em definitivo, que só o fato de existir o confinamento desses seres em ambientes artificiais já caracteriza crime de violação dos direitos animais. Essa elefanta representa milhares de outras vítimas, que sofrem todos os dias.

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A cantora Grace Slick colabora para o fim da experimentação animal

Por Joana Bronze (da Redação)

Grace Slick, cantora do Jefferson Airplane, banda pioneira e marco do rock psicodélico, está pressionando o Congresso a aprovar um projeto de lei, para o fim de experimentos cruéis em chimpanzés e outros mamíferos. “Farei o que puder”, disse ela, em sua casa na Califórnia. “Quero que toda e qualquer ideia sobre testes em animais seja proibida”, diz ela.

Grace Slick, do Jefferson Airplane

Slick faz parte de um amplo esforço, conduzido pelo Comitê de Médicos pela Medicina Responsável, para acabar com os testes de medicamentos em animais. Os ativistas buscam a liberação dos chimpanzés de propriedade federal para santuários permanentes e o fim do financiamento da reprodução dos chimpanzés para os experimentos.

Ela gravou uma mensagem telefônica sobre o assunto, que foi entregue a todos os legisladores. O grupo de médicos está exibindo fotos e vídeos dos testes anteriores realizados em chimpanzés, que agora estão vivendo em santuários. “As pessoas tendem a usar celebridades porque acreditam em nós. Você só precisa saber do que você está falando”, diz ela.

Slick esteve envolvida na luta contra a experimentação animal há mais de 30 anos. Seu interesse pela causa surgiu quando ela recebeu um panfleto no correio sobre pandas sendo ameaçados. “Não é apenas um negócio emocional. Tem a ver com ciência”, diz ela, chamando a experimentação animal de “ciência malfeita”.

Argumentando que é difícil estender as lições aprendidas e observadas em ratos e chimpanzés a seres humanos, pois não é possível prever os efeitos e reações, ela diz: “Nós não somos como os ratos”.

Com informações de US News

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