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Dois anos após ação de ativistas, beagle vive abandonada perto do Instituto Royal

Morador diz que cadela foi abandonada no local um mês após a invasão, em 2013 (Foto: Arquivo Pessoal)
Morador diz que cadela foi abandonada no local um mês após a invasão, em 2013 (Foto: Arquivo Pessoal)

Dois anos após a ação de ativistas no Instituto Royal – que resultou no resgate de 178 beagles usados em testes para a indústria farmacêutica -, uma cadela da mesma raça vive nas proximidades do laboratório, na zona rural de São Roque (SP). Um morador do bairro garante que o animal é um dos que foram resgatados do laboratório. “Eu tenho certeza que esse animal é do Instituto Royal, pois eu estou todos os dias perto do instituto, que é meu local de trabalho há mais de cinco anos”, afirma o empresário Isaque Martins.

Em entrevista ao G1 nesta terça-feira (20), Martins diz que a cadela foi abandonada no local um mês após o resgate, quando o local já havia sido fechado. “Certamente a pessoa que a pegou do laboratório ficou com medo por causa da investigação policial e resolveu largar o animal”, acredita o empresário.

A reportagem do G1 tentou contato com representantes do Instituto Royal, mas ninguém foi encontrado. O laboratório encerrou as atividades na cidade depois que os ativistas levaram os beagles e, dias depois, todos os roedores do local.

Moradores dão comida ao animal na rua (Foto: Arquivo Pessoal/ Isaque Martins)
Moradores dão comida ao animal na rua
(Foto: Arquivo Pessoal/ Isaque Martins)

O G1 também entrou em contato com o setor de Serviço de Controle de Zoonoses de São Roque, mas foi informado que nunca recebeu relato de cachorro abandonado na região onde funcionava o Instituto Royal.

Martins conta também que uma vizinha chegou a cuidar da cachorra, mas ela se mudou para o estado do Paraná e o beagle voltou a ser abandonado. “A mãe dessa minha vizinha mora em São Paulo e costuma vir para São Roque uma vez por semana e até cuida da cadela, mas nos demais dias da semana ela fica abandonada, procurando água e comida nos lixos das casas”, explica.

O empresário, que acompanhou toda a repercussão do caso do Instituto Royal, em outubro de 2013, diz que já tentou ajudar, mas a cadela é arredia e parece não gostar do contato humano. “Uma outra vizinha também tenta ajudar, deixa ração logo cedo para a cachorra e eu quando chego coloco água, mas ela está bem judiada e até com sarna”, conta.

Martins diz que procurou ajuda de ONGs protetoras de animais e passou a situação para alguns ativistas por meio das redes sociais.

"Animal está judiado e até com sarna", conta morador (Foto: Arquivo Pessoal/Isaque Martins)
“Animal está judiado e até com sarna”, conta
morador (Foto: Arquivo Pessoal/Isaque Martins)

“Com certeza é do Royal”

A aposentada Maria Inês Simões Pastana é outra moradora do bairro que costuma alimentar a cadela. Ela conta que também tem certeza que trata-se de um animal do antigo laboratório que funcionava na região. “Eu moro no bairro há mais de 10 anos e antes da invasão no Instituto Royal não tinha nenhum beagle aqui. Eu tenho certeza que ela era de lá. Afinal, só apareceu depois aqui para gente.”

Além de se preocupar com os cuidados da cadela, Maria Inês ainda teme que o animal possa passar doenças para os seus cães domésticos. “A cadela não tem nenhum tipo de cuidado veterinário, está sem vacina, com sarna. A pele dela da cintura para baixo está até caindo”, acrescenta a aposentada.

Sensibilizados com a situação do animal, os moradores entraram em contato com o G1 para tentar arrumar uma nova família para a beagle. “Eu já tenho três cães grandes, tenho medo que eles machuquem-na, mas ela está passando fome e comendo lixo. Dá dó. A rua tem poucos moradores. Então, são poucas pessoas que podem ajudar”, lamenta Martins.

Grupo de ativistas conseguiu entrar no prédio na madrugada (Foto: Divulgação/São Roque Notícias)
Grupo de ativistas conseguiu entrar no prédio na
madrugada (Foto: Divulgação/São Roque Notícias)

Relembre o caso

Em setembro de 2013, após denúncias de maus-tratos em animais usados em pesquisas e testes de produtos farmacêuticos – incluindo cães da raça beagle, camundongos e coelhos -, ativistas passaram a protestar em frente ao Instituto Royal. Os manifestantes acusaram o instituto de usar métodos cruéis na realização de experimentos. Já no dia 12 de outubro, ativistas se acorrentaram no portão da unidade e prometeram ficar no local até terem uma lista de reivindicações atendidas. Na época, representantes do laboratório conversaram com os manifestantes, mas, segundo uma das organizadoras do protesto, não houve acordo.

Em seguida, uma reunião foi marcada entre ativistas, funcionários da Prefeitura de São Roque e representantes do laboratório no dia 17 de outubro, mas foi cancelada porque o Instituto Royal informou que, por uma questão de segurança, não mandaria um representante. Diante da situação, os ativistas registraram um boletim de ocorrência de denúncia de maus-tratos.

O movimento ganhou adesões após boatos se espalharem nas redes socias de que o Instituto Royal estava preparando a retirada e a morte dos animais da unidade. A informação foi divulgada pelos ativistas que estavam de plantão em frente ao laboratório e viram três vans e um caminhão de pequeno porte entrarem no laboratório.

Proprietários alegam que fariam tudo de novo para ficarem com os animais (Foto: Natália de Oliveira/G1)
Proprietários alegam que fariam tudo de novo para ficarem com os animais (Foto: Natália de Oliveira/G1)

Na madrugada do dia 18 de outubro, cerca de 100 ativistas quebraram o portão e invadiram o instituto. Com carros particulares, os ativistas retiraram do local 178 beagles e sete coelhos, além de destruir boa parte das pesquisas do laboratório que estavam armazenadas em arquivos do escritório.

Fonte: G1

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Em Serra Talhada (PE), ONG faz campanha para salvar cadelas

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A ONG “Animal Feliz”, de Serra Talhada, tem se destacado pelo seu trabalho em favor dos animais na Capital do Xaxado e agora, enviou apelo para o Caderno 1 em busca de ajuda para mais uma ação em favor de um animal necessitado.

Segundo a ONG, a mesma está com três Cadelinhas com TVT, que é um tipo de câncer que precisa quimioterapia. Segundo a ONG o tratamento é caro e os medicamentos são adquiridos em São Paulo.

De acordo com as informações, o tratamento de uma das cadelinhas já foi iniciado graças a solidariedade de algumas pessoas da cidade, mas o da outra ainda não. O medicamento é Sulfato de Vincristina (Fauldvincri). Esta medicação, já na segunda dose apresentou uma diminuição grande do tumor.

O apelo da ONG, é que , caso alguém possa ajudar, deixem suas doações no programa CADERNO 1 NO AR na rádio Vilabela FM, ou entrem em contato com a ONG pelo telefone (87) 9.9962.0480.

Fonte: Caderno 1

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Voluntária faz campanha para salvar filhote de leão que viu crescer em projeto e viraria caça

Alexandra foi cuidar de macacos, mas acabou se apaixonando por uma leoa (Foto: Divulgação)
Alexandra foi cuidar de macacos, mas acabou se apaixonando por uma leoa (Foto: Divulgação)

A canadense Alexandra Lamontagne viajou para a África do Sul para trabalhar como voluntária cuidando de macacos. Mas, ao chegar, se deparou com cinco filhotes de leão – e esta não foi a única surpresa.

A viagem acabou com uma luta para resgatar uma leoa que fora enviada a um local de caça em cativeiro e um documentário contando toda a história.

“Quando cheguei, vi cinco filhotes de leão e comecei a fazer perguntas, porque não era isso que eu estava esperando. Mas me apaixonei por um dos filhotes, por isso fiquei lá”, conta ela, que viajou em 2013.

Segundo a voluntária, os responsáveis pelo local diziam que os leõezinhos haviam sido encontrados em uma clínica veterinária, mas ela achava que a história não fazia sentido.

Uma hora, afirma, mandaram que ela parasse de fazer perguntas. “Mas eu não conseguia deixar, me afeiçoei muito. É muito trabalho, tem que dar leite a cada duas horas, de dia e de noite. Eu até dormia com eles”, conta.”Foi uma experiência que não vou esquecer.”

Serabie era cerca de dois meses mais nova que outros filhotes e, por isso, dependia mais de Alexandra (Foto: Divulgação)
Serabie era cerca de dois meses mais nova que outros filhotes e, por isso, dependia mais de Alexandra (Foto: Divulgação)

Uma leoa, em especial, conquistou Alexandra. Serabie era cerca de dois meses mais nova que os outros filhotes, o que significa que era bem menor e não gostava de brincar com os outros. Por isso, ficava mais no colo de Alexandra.

Ao voltar para o Canadá, porém, Alexandra recebeu um e-mail com más notícias. Os responsáveis pelo local contaram que os animais não seriam enviados para um zoológico, como ela acreditava, mas para um local de caça em cativeiro, prática conhecida como “canned hunting”. Nestes locais, animais criados em cativeiros são soltos em um ambiente grande, mas cercado. O animal é solto cerca de 48 horas antes de ser caçado.

“É uma prática legal, mas o animal, principalmente o leão, está tão acostumado a humanos que ele vai ficar perto de você, vai até te procurar, mesmo se for um local enorme. Você o alimentou, criou, ele não vai ter medo, vai se aproximar. É um alvo fácil”, diz Alexandra.

Resgate foi misto de alegria e tristeza, diz Alexandra (Foto: Divulgação)
Resgate foi misto de alegria e tristeza, diz Alexandra (Foto: Divulgação)

A voluntária refuta o argumento, comum na África do Sul, de que esse tipo de fazenda impede a caça de animais selvagens.

Chamada 'canned hunting' é legal na África do Sul, mas voluntária classifica prática de injusta (Foto: Divulgação)
Chamada ‘canned hunting’ é legal na África do Sul, mas voluntária classifica prática de injusta
(Foto: Divulgação)

“Não muda nada para os leões selvagens, porque ainda estamos tirando seu espaço e as pessoas estão caçando-os mesmo assim.”

Alexandra diz que desconhecia esta prática e que entrou em um dilema. Queria comprar Serabie para salvá-la, mas pensava que, se o fizesse, estaria dando dinheiro para essas pessoas, assim como fazem os caçadores.

A solução veio com um projeto de um documentário: ela pagaria para comprar Serabie, mas chamaria atenção para o problema.

Pela internet, em um projeto de crowdfunding, conseguiu arrecadar US$ 10 mil (cerca de R$ 40 mil) para comprar a leoa. A princípio, conta, o local que estava com a leoa não quis nem conversar com ela, mas Alexandra acabou convencendo-os a vender o animal.

O resgate, diz ela, foi um misto de lágrimas de alegria e de tristeza.

“Você pensa nos outros que ficaram para trás, é difícil pensar que você salvou um, mas que todos os outros estão aguardando para serem salvos, mas nunca serão.”

Serabie hoje vive em um santuário para animais (Foto: Divulgação)
Serabie hoje vive em um santuário para animais (Foto: Divulgação)

Serabie, agora, vive em um santuário de leões.

Alexandre diz que a leoa, que já era adulta quando foi resgatada, foi dopada para a viagem e que, ao acordar, estava de mau humor. Mas ela acha que, depois, a leoa a reconheceu. “Pude me aproximar, achar que ela reconheceu o cheiro”, afirma.

Além de salvar a leoa, Alexandra também teve sucesso com o documentário: Saving Serabie foi visto por mais de 15 mil pessoas e ganhou um prêmio em um festival de conservação de vida selvagem.

“Essa era o objetivo principal, criar consciência. Se você vir um leão empalhado na parede você sabe que o caçador não ficou três dias esperando para caçá-lo, mas foi para uma fazenda toda cercada em que o animal não tinha chance de sobreviver.”

Outro lado

O local em que Alexandra trabalhou como voluntária, Bambelela Wildlife Care & Vervet Monkey Rehabilitation, disse que os animais foram deixados pelo tutor em uma clínica veterinária enquanto ele viajava. A clínica, segundo o local, pediu que o Bambelela cuidasse dos animais por cerca de quatro semanas, até que o tutor retornasse de viagem, o que eles fizeram.

Segundo o Bambelela, quando o tutor retornasse os animais seriam enviados para um zoológico.

Segundo Alexandra, Serabie reconheceu seu cheiro (Foto: Divulgação)
Segundo Alexandra, Serabie reconheceu seu cheiro (Foto: Divulgação)

Após os leões serem devolvidos, porém, teriam surgido denúncias de que o local era de caça em cativeiro.

O Bambelela afirma que, até hoje, isso não foi provado.

Diz também que o animal que Alexandra pegou acreditando ser Serabie na verdade era outro – a voluntária nega, dizendo que levou uma especialista ao local para reconhecer a leoa.

Filme sobre resgate foi visto por 15 mil pessoas (Foto: Divulgação)
Filme sobre resgate foi visto por 15 mil pessoas
(Foto: Divulgação)

Fonte: BBC

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Campanha de adoção de cães e gatos ocorre neste sábado na Tijuca, RJ

House Clipping

houseclipping@gmail.com

A campanha “Adote um bichinho e salve uma vida”, organizada pela ONG Anida, realiza neste sábado (16), na Tijuca, em frente ao Pet Shop Casa da Ração, mais uma etapa da campanha de adoção de cães e gatos.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A campanha acontece das 9h às 16h, na rua Conde de Bonfim, 539, e tem como objetivo incentivar a adoção de animais que foram abandonados nas ruas e praças da cidade. Também poderão ser adotados animais especiais com algum tipo de deficiência, além de filhotes de cães e gatos, com toda a orientação e acompanhamento por parte da ONG Anida.

A campanha será realizada em dois sábados por mês e além de colocar os animais para adoção, estará recebendo doações de medicamentos, jornais, produtos de limpeza, ração e qualquer tipo de agasalho para proteger os animais do frio. Para adotar um animalzinho, os interessados deverão levar um comprovante de residência e um documento de identificação, além de assinar um termo de responsabilidade.

Os interessados em participar como voluntários na campanha devem entrar em contato pelo tel. (21) 9632-8115 e falar com Andrea Lambert, veterinária responsável pela ONG Anida.

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Campanha de adoção de cães e gatos será realizada neste sábado, no RJ

Neste sábado (8), continua mais uma etapa da campanha “Adote um bichinho e salve uma vida”, organizada pela Ong Anida, na Tijuca, no RJ, em frente ao Pet shop Casa da Ração. A campanha será realizada das 9h às 16h, na Rua Conde de Bonfim 539 e tem como objetivo incentivar a adoção de animais que foram abandonados nas ruas e praças da cidade.

Cãozinho para adoção na feira (Foto: Anida)
Cãozinho para adoção na feira (Foto: Anida)

Poderão ser adotados filhotes de cães e gatos, com toda a orientação e acompanhamento por parte da Ong Anida. A campanha será realizada em dois sábados por mês e além de colocar os animais para adoção, receberá doações de medicamentos, jornais, produtos de limpeza, ração e qualquer tipo de agasalho para proteger os animais do frio.

Para adotar um animalzinho, os interessados deverão levar um comprovante de residência e um documento de identificação, além de assinar um termo de responsabilidade.

Os interessados em participar como voluntários na campanha devem entrar em contato pelo tel. (21) 9632-8115 e falar com Andrea Lambert, veterinária responsável pela Ong Anida.

Fonte: Brasil Wiki

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