Notícias

Especialistas sugerem consumo de ovos veganos para evitar surtos de salmonela

Especialistas estão pedindo para fabricantes de produtos de panificação que substituam ovos de animais por alternativas veganas.

A iniciativa tem o objetivo de proteger os consumidores contra doenças iminentes na indústria de ovos e reduzir os custos de produção durante um período em que estes estão procurando por rótulos de produtos livres de alérgenos.

“Surtos de salmonelas recentes e recalls de ovos também aumentaram a demanda por substitutos no segmento de panificação”, disse Kathy Sargent, diretora de inovação estratégica do departamento de panificação da empresa de bio-ingredientes Corbion Sargent, à Food Business News.

Sargent apontou para o desenvolvimento da “aquafaba” (salmoura de feijão e / ou leguminosas – principalmente grão de bico) como substituto viável de clara de ovo em produtos assados ​​e condimentos.

Especialistas pedem pela substituição de ovos de origem animal por alternativas veganas para evitar doenças (Foto: Pixabay)

Nesh Zalesny, gerente técnico de vendas da empresa de biotecnologia Fiberstar, concorda com a noção de Sargent de que os substitutos de origem vegetal são vitais para reduzir os custos de produção de produtos de panificação e proteger as empresas contra as perdas causadas pela volátil indústria de ovos de origem animal.

“Há muitos especialistas do setor dizendo que a próxima gripe aviária não é uma questão de ‘se’, mas ‘quando'”, disse Zalesny.

“Muitas das padarias de maior escala têm redução de ovos como projetos para mitigar riscos por esse motivo”.

Durante o surto de gripe aviária em 2015 nos Estados Unidos, muitas empresas optaram por alternativas veganas quando os preços dos ovos subiram vertiginosamente, incluindo o varejista 7- Onze, que substituiu toda a sua maionese por ovo sem alho, feito pela startup de tecnologia de alimentos JUST.

Em 2017, a JUST lançou o JUST Egg, baseado em feijão-de-mung, que superou os Egg Beaters de origem animal na categoria de ovos líquidos em um grande varejista apenas uma semana após sua estreia nas prateleiras das lojas.

​Read More
Retrato de frango filhote
Notícias

Dezenas de pessoas são infectadas com salmonela resistente de frango

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos afirma que pelo menos 92 pessoas em 29 estados do país foram infectadas por uma salmonela extremamente resistente. A contaminação foi detectada em produtos derivados frango.

A origem da contaminação parece não ser um fornecedor apenas. Diferentes mercadorias testadas continham a bactéria, incluindo comida para animais domésticos, frango em pedaços e aves inteiras.

Retrato de frango filhote
Salmonela presente em carne de frango infecta dezenas | Foto: Pixabay

A variedade de salmonela detectada é extremamente resistente aos antibióticos disponíveis. Nenhuma morte foi registrada, mas pelo menos 21 pessoas estão hospitalizadas. Os sintomas da contaminação são febre alta, dor de estômago, diarreia e cãibras.

Além da salmonelas, outras bactérias e vírus podem contaminar a carne animal comercializada. Dadas as precárias condições em que são criados os animais explorados pela indústria alimentícia, é possível detectar matéria fecal na cadeia de produção.

Em prol de rapidez e lucro, a exploração desenfreada de corpos animais também precariza aquilo que entrega. Os danos ambientais são mais um aspecto desse mercado, cuja emissão de gases nos leva a passos largos para o fim.

​Read More
Home [Destaque N2], Notícias

Empresa de laticínios vende leite contaminado com salmonela há mais de 10 anos

Em entrevistas recentes, o chefe da Lactalis, Emmanuel Besnier, afirmou que testes mostraram que uma fábrica descoberta com leite contaminado recentemente também foi responsável por um surto em 2005.

Foto: Reprodução, The Sun

Segundo ele, a hipótese de que os bebês têm consumido leite contaminado durante esse período não pode ser descartada. Um grupo que representa as vítimas do leite contaminado diz que Besnier deve se demitir.

“Eles envenenaram crianças com salmonela por potencialmente 10 anos em mais de 80 países em todo o mundo. Então, o senhor Besnier deve assumir a responsabilidade, estamos pressionando para sua demissão imediata”, declarou Quentin Guiellemain, presidente de uma associação que representa os consumidores da empresa.

Alain Bazot, presidente da Associação Francesa dos Consumidores, diz que Besnier está quase se descrevendo como uma vítima: “Ele não está assumindo responsabilidade por nada quando, na realidade, ele é o dirigente desta fábrica desde 2005. Eles sabiam que a salmonela estava na fábrica desde aquela época”.

Segundo o One News Page, a Lactalis recolheu 12 milhões de latas de leite em pó na França e em todo o mundo depois que bebês ficaram doentes em 2017 por causa do leite contaminado com salmonela da fábrica de Craon, no Noroeste da França.

​Read More
Notícias

Cavernas poluídas ameaçam vida selvagem nos Estados Unidos

O rio Bluestone, que corre pela fronteira entre os Estados da Virgínia e Virgínia Ocidental, nos Estados Unidos, há muito tempo tem sido fonte de água potável para as cidades próximas. Por isso as autoridades ambientais da Virgínia ficaram chocadas quando uma amostragem de rotina apresentou algo perturbador: as carpas do rio estavam lotadas de compostos industriais chamados bifenil policlorados, ou PCBs.

Procurando desvendar o mistério, eles seguiram rio acima até a entrada de uma caverna na área rural da Virgínia Ocidental. A água subterrânea dentro da caverna Beacon apresentava concentrações de PCB “astronomicamente altas”, observa Nick Schaer, geólogo do Departamento de Proteção Ambiental da Virgínia Ocidental, que ajudou a realizar a amostragem. “Obtivemos números muito mais altos que o limite seguro para a saúde.” O provável suspeito se encontra bem acima da caverna – uma usina elétrica há muito tempo abandonada.

A poluição da caverna Beacon é um exemplo claro do crescente problema da contaminação da superfície que tem poluído cavernas por todo o país, incluindo algumas localizadas em parques nacionais e florestas. “O problema é sério”, afirma Tom Aley, especialista em hidrologia subterrânea e presidente do Laboratório Ozark de Águas Subterrâneas, no sudoeste de Missouri.

“Quando as cavernas são ameaçadas, o perigo em geral vem de atividades da superfície”, observa David Culver, especialista em cavernas e biólogo da American University, em Washington, D.C. “As pessoas precisam estar cientes da existência de um ecossistema subterrâneo e que o que acontece na superfície gera um impacto real nesses ecossistemas únicos”.

O problema chama atenção porque quase um terço do suprimento de água potável nos Estados Unidos é formado por riachos e fontes que se originam em cavernas ou passam por elas. De certa forma, a poluição de cavernas é inevitável devido a rachaduras e fissuras na rocha que as cerca. O relevo cárstico, que inclui cavernas, dolinas e outras formações subterrâneas, é esculpido lentamente em pedra calcária pela água da chuva. Rachaduras nessa rocha permitem que qualquer coisa que seja jogada no solo viaje sem filtragem até o fundo. Essas formações cársticas são extensas, perfazendo quase um quarto do território continental dos Estados Unidos. “O problema é maior em áreas cársticas altamente desenvolvidas, onde existe uma grande quantidade de água da superfície passando”, observa William Elliott, biólogo de cavernas do Departamento de Conservação do Missouri, que estudou cavernas por toda a América do Norte.

Além da ameaça à água potável, cavernas poluídas também colocam em risco algumas das mais raras formas de vida selvagem da Terra. As 50 mil cavernas que, estima-se, existam nos Estados Unidos, abrigam cerca de 1.100 espécies de animais, plantas e insetos, e quase todos não sobreviveriam fora do ambiente das cavernas, afirma Culver. Troglóbios são animais cegos como peixes e insetos que passam a vida dentro das cavernas, desenvolvendo sentidos especiais que permitem sua sobrevivência em completa escuridão. Acrescentam-se a eles numerosas outras espécies, como morcegos, guaxinins, grilos-das-cavernas, salamandras, lagartos e cobras, que utilizam as cavernas como áreas temporárias para descanso ou reprodução e criação dos filhotes.

Muitas espécies das cavernas estão incluídas na lista de espécies em extinção do país, principalmente devido à qualidade insalubre da água.

A poluição generalizada das cavernas levou alguns especialistas a questionarem se a poluição não teve influência na síndrome do nariz branco – uma doença misteriosa que dizimou mais de um milhão de morcegos no nordeste dos Estados Unidos. David Blehert, microbiologista do Centro Nacional de Saúde da Vida Selvagem, da Pesquisa Geológica dos Estados Unidos, afirma que é improvável que a poluição tenha provocado a doença que está se alastrando pelas cavernas. Neste verão, entretanto, o Serviço da Pesca e Vida Silvestre começou a analisar tecidos dos morcegos para determinar se PCBs e outras substâncias químicas, particularmente as utilizadas em pesticidas, estão contribuindo com a doença. “Contaminantes provenientes da superfície poderiam estar exacerbando o problema” ao enfraquecer o sistema imunológico dos animais, comenta Anne Secord, especialista em contaminantes ambientais da Agência Federal de Vida Selvagem em Cortland, Nova York, que está chefiando o estudo. PCBs, por exemplo, são conhecidos por anular as células imunes dos animais. “Além disso, pesticidas comuns como a atrazina, que alguns estudos relacionam com alterações nos hormônios e vida selvagem feminina, há muito são encontrados em cavernas subterrâneas e nascentes.

Uma fonte comum de poluição das cavernas são os resíduos humanos. A mundialmente famosa caverna do Mamute, visitada por quase meio milhão de pessoas por ano, foi contaminada por esgoto de um hotel próximo. Salmonela, muito provavelmente proveniente de um sistema séptico defeituoso, também foi encontrada dentro da vizinha caverna da Coruja. O Serviço Nacional de Parques instalou uma estação de tratamento de esgoto regional no final dos anos 1990.

No Alasca, a água suja que escorria de operações madeireiras continha diesel e outros produtos derivados de petróleo que poluíram riachos em cavernas e corredores de salmão na Floresta Nacional Tongass, bem como fontes de água potável rio abaixo.

Em áreas rurais no nordeste de Oklahoma, a caverna Twin foi contaminada com 48 compostos, incluindo os inseticidas proibidos clordano e DDT. Suspeita-se que a causa seja o despejo ilegal de resíduos em uma colina próxima. “Não há preocupação com o que está fora de vista”, comenta Aley. “Há essa percepção de que vivemos em cima de um filtro infinito e o que se joga no solo vai de alguma forma ser limpo.”

Cavernas estão entre os ambientes menos protegidos do mundo, observa Penelope Boston, geomicrobiologista e diretora associada do Instituto de Pesquisa Espeleológica e Cárstica. Segundo ela, que também dirige o Programa de Estudos Espeleológicos e Cársticos do Instituto de Mineração e Tecnologia do Novo México, a saúde tanto das espécies das cavernas quanto da água subterrânea estão “intimamente” relacionadas. Ao contrário dos aquíferos de arenito, que se situam abaixo de grossas camadas de rocha e sedimentos que permitem a filtragem de poluentes, os aquíferos cársticos são particularmente vulneráveis à poluição da superfície por serem constituídos de rochas como calcário e gipsita, que criam uma “super-autoestrada” para regiões abaixo da superfície, explica Boston. “Eles são extremamente fáceis de poluir”, acrescenta.

Entretanto, a mesma absorção rápida que torna os aquíferos cársticos tão suscetíveis à poluição também pode ajudar a restaurá-los. Uma vez que a fonte tenha sido identificada e a poluição contida, as cavernas – e a vida dentro delas – se recuperará, observa Elliott, biólogo de cavernas do Departamento de Conservação de Missouri. Ele cita a caverna Hidden River, no Kentucky, uma atração turística popular que chegou a ser fechada em 1943 devido à poluição pelo esgoto municipal e resíduos de uma leiteria e uma indústria de cromagem. Em meados dos anos 1980 uma nova estação de tratamento de águas residuais foi construída e por volta de 1995 muitos animais que haviam desaparecido, como bagres-cegos e lagostins, retornaram para a seção antes extremamente poluída. “A caverna não fede mais e temos excursões novamente”, comenta Aley, o especialista em hidrologia subterrânea do Laboratório Ozark de Águas Subterrâneas. “Quando a água estava superpoluída não havia vida. Os bagres-cegos e lagostins tinham sumido. Agora ambos retornaram. Essa é uma história de sucesso.”

Esse é o desfecho que desejam aqueles que trabalham na recuperação da caverna Beacon, de seus riachos subterrâneos e dos canais que eles alimentam. Mas o problema, entretanto, permanece. A caverna da área rural da Virgínia Ocidental é popular entre os escaladores e valorizada por seu riacho subterrâneo bem como por seu lento redemoinho. Testes efetuados em julho na bacia do rio Bluestone pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) revelaram que as concentrações de PCB estão caindo, mas ainda excedem os padrões estaduais para a água. Schaer, o geólogo da Virgínia Ocidental, acredita que barris enterrados da usina elétrica há muito desativada podem ainda estar poluindo a caverna.

Michael Towle, coordenador local da EPA na caverna Beacon, concorda que pode ainda haver uma fonte de PCB no subsolo, “talvez na própria caverna”. Mas ele observa que por ser uma bacia hidrográfica muito grande e complexa, achar a fonte de poluição não será fácil. “Muita coisa está enterrada há muito tempo, já encoberta e perdida na memória das pessoas, portanto pode ser que permaneça escondida para sempre”, conclui.

Fonte: Gazeta Web

​Read More