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PL propõe inclusão de ensino sobre defesa dos animais em todos os níveis da educação no Brasil

Fonte: Pixabay

Muitos são os temas trabalhados em sala de aula. Porém, a “Educação Ambiental Humanitária em Bem-Estar Animal” poderá se tornar um novo conteúdo obrigatório em todo o país. Isso acontecerá se o projeto de lei do deputado federal Roberto de Lucena (Podemos-SP) for aprovado.

O PL 4198/2020 defende a inserção dos direitos dos animais, “de modo a garantir que seus interesses básicos sejam respeitados para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade”, conforme declarado no Art. 1º.

Nesse âmbito, há diversos assuntos que podem ser explorados pelos professores e estudantes. Dando uma direção nesse aspecto, o projeto de lei decreta algumas temáticas que deverão ser desenvolvidas, como, por exemplo, o fim dos testes em animais e métodos substitutivos, a declaração de Cambridge sobre a consciência e senciência animal e a educação humanitária. Além disso, noções de manejo e comportamento animal, guarda responsável e conceitos da fauna sinantrópica também devem ser abordados.

Para que essa mensagem seja transmitida a todos, o projeto reitera que será executado “como uma prática educativa integrada e contínua em todos os níveis e modalidades do ensino formal”, de acordo com o Art. 3. Sendo assim, a proposta abrange a educação infantil, o ensino fundamental e médio, a educação especial e a de jovens e adultos. Nos cursos de graduação será exigida “a frequência em 50% das atividades complementares do total do curso em atividades voltadas aos direitos dos animais”, como citado no Art.4º, e nos de “pós-graduação, extensão e nas áreas voltadas ao aspecto metodológico da educação ambiental, é obrigatória a frequência em 20% e 10%”, indicado no Art. 5º.

Além dessas especificações, o PL 4198/2020 aponta que a “Educação Ambiental Humanitária em Bem-Estar Animal” deverá ser trabalhada em todas as instituições de ensino públicas e privadas anualmente. Para isso, a temática precisará ser desempenhada “por meio de projetos, inclusa no Projeto Político Pedagógico e desenvolvida através da inter, multi e transdiciplinaridade” das organizações, como mencionado no Art. 2º, e “não deverá ser implantada como disciplina específica no currículo”, determinado no Art. 8º.

Com o conteúdo sendo propagado dessa maneira, o deputado federal acredita que “o aluno poderá analisar os problemas, as situações e os acontecimentos e dentro de um contexto e em sua globalidade, utilizando, para isso os conhecimentos nas disciplinas e sua experiência sócio-cultural”. Defendendo seu projeto, ele ressalta as sensações emocionais e físicas que os animais têm, assim como o raciocínio e inteligência, identificando-os como parte significativa do meio ambiente. Além disso, Roberto de Lucena cita Leonardo da Vinci para complementar seu pensamento: “Chegará o tempo em que o homem conhecerá o íntimo de um animal e nesse dia todo crime contra um animal será um crime contra a humanidade”.


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Destaques

Cão espera todos os dias do lado de fora de sala de aula pelo seu amigo professor que morreu

Buboy espera por seu amigo | Foto: Metro UK/Reprodução
Buboy espera por seu amigo | Foto: Metro UK/Reprodução

Um cão fiel esteve esperando do lado de fora de uma sala de aula todos os dias por seu amado amigo humano que morreu recentemente.

Um vídeo comovente mostra o cão sentado na frente a uma sala de aula de uma universidade, esperando para ser recebido pelo professor Carmelito Marcelo.

O amigo de quatro patas arranha a porta na esperança de que Carmelito venha abri-la, mas infelizmente isso jamais vai acontecer de novo.

Carmelito, de 58 anos, se tornou amigo do cão em situação de rua, Buboy, há mais de dois anos, enquanto lecionava no Mabalacat City College, em Pampanga, nas Filipinas.

Tornou-se uma rotina para Buboy ir à sala de aula do professor para comer de manhã e voltar na hora do almoço para um lanchinho e petiscos.

Buboy ficava em volta do campus e vigiava os prédios à noite.

Infelizmente, Carmelito parou de ir à escola lecionar quando sofreu um derrame no início deste mês e faleceu no sábado último, 18 de maio.

Nas últimas duas semanas, o cão leal vem até a sala de aula todas as manhãs, esperando para cumprimentar o professor.

Professor Carmelito | Foto: Metro UK/Reprodução
Professor Carmelito | Foto: Metro UK/Reprodução

A atitude de Buboy tocou o coração dos alunos de Carmelito e eles decidiram levar o cachorro para a igreja onde o corpo do professor esta sendo mantido.

Em um ponto durante a reunião, Buboy se inclinou na beira do caixão aberto de Carmelito e choramingou com ganidos baixos e doloridos enquanto olhava para o corpo do professor.

Buboy então chegou ao chão e se colocou na frente do caixão, deitando.

O último adeus | Foto: Metro UK/Reprodução
O último adeus | Foto: Metro UK/Reprodução

O estudante Mark Christian Arceo, que tirou as fotos e fez o vídeo do momento, postou o conteúdo nas redes sociais e escreveu: “‘Um cachorro é a única coisa na terra que mais te ama do que ele ama a si mesmo’ – Josh Billings”.

“É difícil e triste ver o cachorro esperando por seu amigo. Ele não sabe que seu companheiro especial foi embora e não vai retornar”.

Foto: Metro UK/Reprodução
Foto: Metro UK/Reprodução

“Todo mundo se uniu para ajudar com a alimentação de Buboy. A equipe, alunos e professores estão fornecendo comida para ele”.

Os funcionários da faculdade Mabalacat City College disseram que agora planejam ajudar a conseguir um novo lar para Buboy.

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Jaguatirica é encontrada dentro de sala de aula em escola no Mato Grosso

Uma jaguatirica foi encontrada dentro de uma sala de aula na Escola Municipal Marechal Rondon, no município de Cáceres, a 220 quilômetros de Cuiabá, no estado de Mato Grosso.

O animal silvestre foi encontrado pelos alunos no momento em que eles entravam na sala. Ao se deparar com a jaguatirica, eles correram e avisaram a professora. No momento em que o animal entrou na sala, o local estava vazio. O caso aconteceu na última quinta-feira (14). As informações são do portal G1.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

O professor Mahal Massavi Evangelista, que é coordenador de educação ambiental do projeto Bichos do Pantanal, acredita que a jaguatirica pode ter entrado na escola à procura de alimento. O animal, no entanto, saiu do local espontaneamente. A escola está localizada na zona rural do município de Cáceres.

“O animal não oferece risco, desde que não seja encurralado. É só deixar o animal tranquilo e em uma ocasião em que ela não conseguir sair sozinho é preciso chamar o Corpo de Bombeiros”, explicou o educador.

De acordo com Evangelista, uma das professoras foi até a sala de aula e fez imagens da jaguatirica. “Fizeram o vídeo e depois o animal saiu espontaneamente”, disse.

A jaguatirica encontrada na sala de aula da escola é um animal adulto.

Desmatamento

A destruição do meio ambiente impacta diretamente na vida dos animais silvestres, que migram para as cidades ao terem seus habitats devastados. Essa migração normalmente ocorre devido à necessidade desses animais de encontrar abrigo e alimento. No perímetro urbano, no entanto, eles correm riscos, como o de atropelamento.

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Animais: morte induzida nas salas de aula

Divulgação
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O presidente da Comissão de Proteção e Defesa Animais da OAB do Rio, Reynaldo Velloso, esteve reunido nesta segunda-feira (13) no Conselho Regional de Biologia, com representantes de vários Conselhos de diversas profissões. Na ocasião foi acertada a realização de uma Audiência Pública a ser realizada na sede da OAB/RJ, em data a ser marcada, para esclarecer melhor o assunto e proporcionar a participação democrática da sociedade neste importante tema.

Em fevereiro/2016, o Conselho Nacional de Controle da Experimentação Animal (CONCEA) acatou a solicitação do Instituto 1R e da CPDA/OAB-RJ, de novembro/2015, e aprovou a Diretriz Brasileira para o “Cuidado e a Utilização de Animais em Atividades de Ensino ou de Pesquisa Científica”, determinando que as instituições promovam alternativas nas avaliações e consequentemente respeitem a “Objeção de Consciência”.

Em 2000, A objeção de consciência também foi utilizada pelo biólogo e pesquisador e um dos líderes do Instituto 1R, Róber Bachinski, quando era estudante de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, para não ser obrigado a ter aulas envolvendo animais vivos. O documento foi rejeitado pela instituição na época, mas graças a uma ação judicial ele pôde se formar sem explorar animais.

Daquele momento em diante, Bachinski passou a apoiar os universitários contrários ao uso de animais em aulas práticas e pesquisas como no desenvolvimento de métodos éticos de pesquisa na Biologia Experimental. Junto com o também biólogo Thales Trez, ele comanda o Instituto 1R, engajado em tornar as instituições universitárias brasileiras mais éticas e respeitosas para com os animais.

“Iremos garantir aos alunos a opção de suas objeções, sem traumas, opressões ou perseguições, pois a autonomia universitária não é absoluta, devendo retratar-se aos ditames constitucionais, como a liberdade de consciência, convicção filosófica, e vedação de tratamento discriminatório”, disse Velloso.

Agora a Comissão da OAB pretende negociar a regulamentação da Diretriz com todos os Conselhos envolvidos (Veterinária/Zootecnia, Medicina, Farmácia, Química, Eng. Ambiental/Agronômica, Psicologia, Psiquiatria, Biologia, Biomedicina e outros) e proporcionar a sua implantação o mais breve possível.

Divulgação
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Fonte: Jus Brasil

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O ensino precisa estar livre de qualquer crueldade

Por Ligia Cunha (da Redação)

Patos em seu habitat natural, o melhor exemplo para as crianças (Foto: Divulgação)
Patos em seu habitat natural, o melhor exemplo para as crianças (Foto: Divulgação)

Ensinar as crianças a serem éticas, é, sobretudo, incutir-lhes o respeito pelos demais seres. Assim, é inconveniente utilizar espécies vivas nas aulas, evitando submete-las a situações de sofrimento. As informações são do Clarín.

Os jardins de infância e escolas primárias devem ser ambientes onde se inicie a criança a um caminho de solidariedade que promova um mundo melhor para todos os seres desde sua entrada na sociedade, incluindo especialmente o interesse e a empatia com as espécies não humanas, já que esta iniciação na área educativa e de relações sociais da criança é fundamental para o entendimento e conexão respeitosa também com os animais não humanos.

Uma criança que é piedosa e que dirige essa piedade para além de nossa própria espécie, dificilmente será um adulto mau, já que se abre a um mundo menos egoísta e mais empático.

Não são comuns no nível educacional primário os programas de educação zoológica e menos ainda os planos de educação humanitária para a proteção dos animais.

A associação argentina ADDA (Associação para Defesa dos Direitos do Animal), iniciou sua luta para retirar a vivissecção e dissecação de animais nos níveis primários e secundários de ensino. “Nos entristecia ao extremo saber que feiras de ciências em escolas primárias mostravam ratos, pombas e outros espécimes abertos, sustentados por alfinetes sobre um placa, com o fim de instruir sobre o aparelho digestivo, reprodutivo, etc. E nem falamos nos níveis secundários, onde os alunos tem que levar seus próprios animais para abrir em aula” , diz Martha Gutiérrez, presidente da Associação.

Após diferentes manifestações em frente ao Ministério da Educação da Argentina, obtiveram a primeira vitória em 1986, com a Resolução 1299 deste ministério, que aprovou o projeto da entidade para abolir as mencionadas práticas. A prefeitura de Buenos Aires não ficou atrás e logo reconheceu a iniciativa aderindo à medida sancionada.

Para garantir esta temática, a ADDA continua com o trabalho para ganhar outras áreas de proteção aos animais de todas as espécies, mesmo com a vinda de administrações governamentais que não dão muita importância a estes temas educativos.

A Associação segue divulgando o assunto e, mesmo quando algum professor inclui espontaneamente o tema em uma aula, está sujeito a cometer erros, apesar de sua boa intenção, pois não recebe a formação específica no campo de proteção animal. Um erro comum é que levem à escola animais sem um planejamento de manuseio de acordo com as necessidades da espécie, que, nas mãos das crianças, podem receber um tratamento perigoso.

Por exemplo, quando as crianças brigam para segurar um coelhinho, não é conveniente solucionar a questão dizendo “Primeiro o João, que pegou primeiro, depois Diego que também quer pegar”. Por favor! Esse ser indefeso merece que nenhum dos dois o segure. A melhor das hipóteses é que ambos o contemplem juntos, em seu habitat natural, o qual o animalzinho pertence. Outro erro comum é fazer com que algum animal como coelho, ave, peixe ou qualquer outro animal, se transforme em um hóspede na casa de diferentes alunos, onde cada ambiente será diferente e o animal não terá tempo de adaptação em nenhum deles.

Os conhecimentos adquiridos pelas crianças desta forma, apenas servirão para desvalorizar a necessidade de um ambiente permanente para o animal, que é o que necessita, um ambiente que seja relacionado com suas necessidades específicas. Com este método de ensino, as crianças também deixam de aprender que é necessário um tratamento específico para cada tipo de animal. Ignorar este fato é ignorar o estresse que o novo ambiente gera ao animalzinho visitante. Se as pessoas pudessem medir o tamanho do temor que um animal da fauna silvestre, de fazenda ou mesmo de companhia sofre quando é inserido em um lugar cercado por humanos, mesmo sendo tratado com gentileza, a maioria se absteria de manuseá-lo e o deixaria em paz , no lugar ao qual pertence.

Essas práticas não tem nada a ver com ensinar consideração e piedade para com as outras espécies, mas servem para instruir sobre o poder do ser humano sobre os demais animais de seu mesmo reino. Nada é mais profundo e fundamental do que entender as demais espécies animais, do que observá-las em seu habitat. Ensinar a criança a ser bondosa com os animais não humanos pode fazer muito bem durante os primeiros anos, mas mostrando-lhe seus hábitos naturais em passeios organizados à parques ou fazendas onde são naturalmente respeitados.

Nem mesmo uma minhoca deveria ser retirada de seu lugar na terra para ser levada a uma aula, por tudo que foi exposto e porque, além de tudo isso, geralmente são esquecidas e terminam no fundo dos frascos de vidro como se fossem insetos secos.

Isso é um péssimo exemplo para as crianças, porque esta minhoca era um ser vivo com um valor intrínseco respeitável em seu pequeno mundo, na terra de onde foi tirada para ensinar às crianças coisas que elas também podem ver em um livro ou em fotos na lousa. Aliás, existem vídeos fantasticamente reais na internet e em canais a cabo.

É absolutamente necessária a formação de professores nesta área da educação, já que se trata de conceitos simples e básicos que geralmente são confundidos e se convertem em variantes da crueldade.

As crianças, com suas mentes abertas, são a esperança de um planeta em perigo, que poderemos salvar mediante o exercício de uma conduta respeitosa, especialmente a tudo que possa padecer.

O projeto de um mundo ético está na mão das crianças, apenas temos que colocar coisas tão simples a serviço de seu entendimento, como bases morais e éticas, e deixar que planejem um futuro bondoso. Se pudéssemos entender que a luta pela paz mundial começa nas escolas, começaríamos a tralhar por ela com as crianças agora mesmo.

Nota de redação: além de deixarem de aprender sobre a necessidade que um animal tem de ficar em um ambiente apropriado e fixo, levar animais para morarem com diferentes crianças sob períodos de tempo é condenável até mesmo se não fosse necessário um ambiente apropriado para a saúde psicológica e física do animal. Isto ainda seria a utilização do animal como um instrumento humano e continuaria a ser digno de ser combatido.

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Notícias

Venda de objetos de peles sintéticas arrecadará verbas para preservação de espécies animais

Muito se fala em preservação ambiental, mas os habitats naturais dos animais estão sendo devastados a cada dia. Sem ter para onde se refugiar, os bichos saem em busca de novas áreas, muitas vezes não encontram meios de se alimentar, o que causa desequilíbrio à sua espécie. A caça também tem provocado a extinção de várias espécies.

Trabalhar com animais é um tema muito rico, pois a biodiversidade  pode provocar entusiasmo nos alunos, além de favorecer ótimas etapas de aprendizagem, incentivando a preservação. Para isso, é importante voltar-se para a realidade que alguns animais têm sofrido, sendo mortos para a retirada de suas peles.

Desde muitos anos, nos tempos das cavernas, os homens necessitavam das peles dos animais para se protegerem do frio. Com o passar dos anos, com a evolução do homem, a descoberta do fogo, da roda, de ferramentas, a construção das casas, sua vida se modificou muito, mas essas práticas pré-históricas continuaram.

A indústria das peles e dos couros cresce a cada ano, o que causa maus-tratos aos animais, que vivem em condições deploráveis. As indústrias têxteis se desenvolveram muito de uns anos para cá, elaborando imitações de couros de animais, mantendo uma capacidade térmica ainda maior que as peles naturais.

Todos os anos a moda das peles continua em evidência, causando grande estima aos mais adeptos desses figurinos, aumentando a comercialização das mesmas. Até nos móveis e artigos de decoração as peles são facilmente encontradas.

Contudo, desenvolver um trabalho em sala de aula, a fim de proporcionar maior conhecimento dessas espécies animais, o respeito às mesmas e às formas de preservação, será de grande estima para todos os envolvidos no processo educativo.

As etapas do projeto podem se constituir de pesquisas sobre o homem na pré-história, as peles de animais, a utilidade das mesmas, as espécies que são mais atingidas pelos altos índices de consumo, os cativeiros, a forma natural de vida desses animais, as belezas físicas dos mesmos, a preservação das espécies, fazendo-se uma relação de porque as peles continuam sendo utilizadas pelos homens.

Além disso, pesquisas de como as peles são utilizadas em roupas, sapatos, bolsas, chapéus, tapetes, almofadas, estofados, etc., mostram que o mundo evoluiu, mas o homem se vale de hábitos pré-históricos; onde esses produtos são utilizados e comercializados, matando-se quantidades elevadas de animais para a fabricação de cada tipo de artefato.

Pesquisas revelam que para se fazer um casaco de pele de tamanho médio são necessários: 100 chinchilas, 30 coelhos, 27 guaxinins, 11 raposas, um absurdo!

O professor que trabalhar com esse projeto poderá contar com o apoio do filme 101 Dálmatas, dos estúdios Walt Disney, que aborda bem o assunto, onde a temível Cruela Cruel quer matar os filhotes de dálmatas para fazer um único casaco com a pele dos mesmos.

Dentre os animais mais comuns e de peles mais bonitas, podem ser destacados: a onça pintada, a zebra, o tigre, o lince, a raposa, a pantera negra, o castor, o coelho, a jaguatirica, a foca ainda filhote, dentre outros.

Como experiência concreta, realizada na sala de aula, a turma poderá confeccionar almofadas em tecidos sintéticos, que imitam perfeitamente as peles dos animais, e terminar o projeto com uma exposição e venda das mesmas, doando o dinheiro arrecadado para campanhas de preservação animal, ensinando que os animais merecem respeito e que a fauna precisa ser preservada.

E para quem possui casacos de pele legítima, campanhas contra o frio vêm incentivando que os mesmos sejam marcados, pelo lado de fora, com uma tinta vermelha, sendo doados aos sem-teto, para que possam se proteger do frio.  Vale a pena conferir o sucesso!

Fonte: Brasil Escola

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Educação Vegana

Material didático de apoio (parte I)

Durante meu ano letivo, recorro a três tipos de materiais para transmitir conhecimentos básicos sobre os direitos animais e seus fundamentos éticos, incluindo o modo de vida vegano; os três tipos de materiais são os seguintes:

1. Os filmes: Matrix (o 1º da trilogia), A Ilha, o Show de Truman, e os documentários A Carne é Fraca, Não Matarás, Earthlings e A Life Connected;
2. A Revista dos Vegetarianos e artigos não acadêmicos;
3. As obras de teóricos do movimento de direitos animais e artigos acadêmicos.

Por hora, apresentarei o uso do 1º material didático de apoio, o audiovisual.

Os três filmes são fundamentais para introduzirmos a problemática dos direitos animais na sala de aula do ensino médio. Utilizo-os como uma representação cinematográfica da alegoria da caverna – no seu aspecto político-pedagógico e epistemológico – apresentada por Platão no livro VII da República. Os personagens principais desses filmes, Neo, Lincoln Six-Echo, Jordan Two-Delta e Truman Burbank, passam pelo mesmo processo de libertação que o prisioneiro da alegoria da caverna: eles saem do mundo das aparências, das crenças costumeiras, opiniões e preconceitos sobre os simulacros que acreditam ser reais para o luzente mundo real. É o poder da aletheia; desvelamento alcançável somente pela via da dúvida, do espanto e da admiração. Admiração com o que está dado, com o costumeiro, espantar-se com o óbvio.

Dentre as opções de como trabalhar com as filosofias em sala de aula eu prefiro a temática, e dentro desta me foco nos conceitos (a especificidade da Filosofia1). A princípio quando cito, indico e passo um desses filmes no início do ano letivo, não faço nenhuma referência aos direitos animais e ao veganismo – meu objetivo são os conceitos de alienação, ideologia, realidade e verdade. Os personagens vivem em um mundo que acreditam ser real; depois de muito questionar e de passar por um doloroso aprendizado, descobrem o “deserto do real”.

Apresento, a partir desses filmes, os conceitos marxianos de alienação e ideologia e de realidade e verdade, caros a toda História da Filosofia, com o objetivo de desvelar tudo o que vemos, sentimos, tocamos e desejamos.

Quando inicio os documentários sobre o modo exploratório e desrespeitoso direcionado aos outros animais, começa, de fato, a busca pela saída da caverna. Depois de muito debate, confronto (por parte dos alunos), ‘caras e bocas’, estendidos por quase oito meses. Muitos começam a entender que Neo, Lincoln Six-Echo, Jordan Two-Delta e Truman são eles mesmos, que o mundo de aparências do qual eles precisam se libertar é o crença de que se alimentar, vestir, divertir e pesquisar às custas de outros animais, sencientes ou não, é natural. Por mais paradoxal que pareça para o senso comum, essa libertação mental não é nada fácil dentro do ambiente escolar, por se tratar de um espaço que é, por excelência, o lugar da reprodução e legitimação da ideia de que todo nosso capital cultural especista é natural.

O vômito e mal-estar de Neo após voltar da viagem a Matrix com Morpheus, após as boas-vindas ao deserto do real; o choque e espanto de Lincoln Six-Echo e Jordan Two-Delta ao descobrirem que os sorteados (os produtos) pela loteria não iam para a ilha e sim para uma mesa de cirurgia para serem fatiados, e que as mulheres (reprodutoras) eram assassinadas e descartadas após o parto; e, na sequência, as dúvidas, as crises existenciais de Truman ao montar vagarosamente o quebra-cabeça libertário sobre sua vidinha pacata e monótona ideologicamente assim planejada por um deus (Ed Harris na película). Esse processo de descoberta da verdade passado pelos personagens é relatado durante o ano pelos alunos como doloroso: “não é fácil, professor, saber o que está por trás da carne, do leite, dos produtos de higiene que usamos, do entretenimento com os animais…” comenta um estudante. Um outro, diz: “é revoltante saber que fui enganado a vida toda sobre a origem de tudo o que uso”.

Esses documentários exercem um importante papel na ilustração dos conceitos animalistas apresentados na sala de aula, como especismo, vegetarianismo, veganismo, direitos animais, experimentação animal, ética, moral, princípio da igualdade na consideração de interesses semelhantes, bem-estarismo, senciência, vulnerabilidade, agência e paciência moral, abolicionismo, dorência, valor inerente, esquizofrenia moral e outros.

Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras; às vezes sim, outras não. Acredito que exibir documentários com massacre de outros animais apenas para chocar, com a desculpa de que está chamando a atenção para a causa animal é estupidez pedagógica. O trabalho de educação vegana formal deve fazer uso da didática da provocação. Ao apresentar os conceitos animalistas citados acima, o docente deve provocar a ignorância, o quietismo, o comodismo mental dos alunos; provocar o pensamento, a rebeldia sem causa. A didática da provocação se fundamenta na maiêutica socrática. Primeiro, introduz a temática, os conceitos. Inevitavelmente, seguem-se os debates para, só depois, entrarem os documentários. Seu objetivo deve ser ilustrar o que foi apresentado no campo das ideias na sala de aula. Chocar por chocar é nada mais do que um tiro no pé; o adolescente para de comer carne (bovina ou avícola) por alguns dias e depois volta com força total, pois faltou-lhe a base teórica ética sobre por que não consumir produtos de origem animal. Chocar por chocar pode levar ao reforço da já banalizada relação com o mal diário, da violência naturalizada e institucionalizada.

Nossa herança sociocultural especista é transmitida mimeticamente, geração após geração, como o mais natural dos ensinamentos. A educação vegana cuja base é a não violência não pode, via seus representantes – os educadores veganos – cair nesse engodo do chocar por chocar. O fundamental é o raciocínio ético. Quantas centenas de vezes ouvi alunos dizerem no início da exibição dos documentários citados que “ah! eu já vi isso, no ano passado a professora x passou isso aí”. E eu questiono, ‘e aí?’.  E os alunos respondem: “pediu um redação na aula seguinte mas não tocou mais no assunto, ficamos sem entender nada”. Ou eles repetem as respostas dos pais quando questionados sobre a realidade opressiva vivida pelos outros animais, e dizem: “eu já sabia que é assim, fazer o quê, precisamos comer, e os remédios serão testados em quem?”; ou “eu sei que carne e leite fazem mal a saúde, mas eu gosto”. A imagem exibida por si só não foi o suficiente para colocar a ética acima do paladar, pois não passou de uma imagem solta no ar2.

Recorro à seguinte reflexão da eticista Sônia Felipe para corroborar as conclusões a que cheguei em sala de aula:

“ … do mesmo modo como as imagens causam impactos à primeira vista, elas também acabam por dessensibilizar o sujeito, produzindo o contrário da reação que dele se espera: a indiferença, o desânimo, a imobilidade, a passividade. Sabemos, por outro lado, que uma imagem e a sensação que produz são facilmente substituídas por outras, além de que, imagens produzidas por um determinado órgão dos sentidos podem ser abatidas por outras mais fortes, oriundas de outro sentido. Assim, mostrar imagens de animais brutalmente assassinados em esteiras rolantes nos frigoríficos causa enorme impacto no telespectador. Mas, verdade seja dita, esse impacto apaga-se em seguida, quando o olfato capta, vindo da cozinha, o aroma das iguarias derivadas desses mesmos animais preparadas carinhosa e refinadamente pela(o) cozinheira(o). Temos visto milhares de imagens de animais em gaiolas e currais metálicos de proporções mínimas, transporte em condições degradantes, abate através de métodos cruéis, e até mesmo o processo de corte e acondicionamento de suas carcaças para a  comercialização. Tais imagens evocam emoções fortes, geram indignação, repulsa, culpa e medo, sentimentos que misturam a revolta do consumidor que observa essas imagens contra o fato de ser, sabendo-o ou não, cúmplice desse mesmo horror que condena. Não diminui, ainda assim, o consumo de carne de animal por parte dos que veem tais imagens. Mas parece que a revolta manifesta em consumidores de animais após verem tais cenas deve-se mais a um desejo de não serem confrontados com uma avaliação moral de suas práticas e costumes, do que com um sentimento moral de apreço por práticas e costumes que excluem causar dor e sofrimento a seres sensíveis. Expostos a tais realidades, os seres humanos, por mais esclarecidos cientificamente que o sejam, preferem manter-se, no mínimo, “inocentes”, para não qualificar de modo menos gentil suas reações3.

De maneira nenhuma defendo que os horrores cometidos contra os outros animais sejam mantidos em sigilo4, que fique “claro, a princípio, que não sou contra descrever o sofrimento ou mostrá-lo através de fotos ou filmes; penso que o sofrimento existe e é mascarado pelos exploradores dos animais e não devemos esconder essa verdade. O que sou contra é depositar nesse tipo de atividade (tornar conhecido o sofrimento) uma esperança grande de que, com essa atividade sozinha, as pessoas mudarão a concepção que possuem dos animais. Infelizmente (…) as questões são mais complexas do que simplesmente achar que as pessoas fazem o que fazem porque não viram o que acontece com aqueles que sofrem as consequências do que fazem5. Meu foco aqui é um público específico num contexto específico, e nesse ambiente os documentários devem ser usados como ilustração das teorias que já estão sendo discutidas, debatidas em aula. Primeiro, a temática, qual seja, os direitos animais, o veganismo e os conceitos basilares relacionados e, na, sequência os documentários, não deixando de dar continuidade à discussão após a exibição dos vídeos. Deve-se gastar quantas aulas forem necessárias para esgotar todos os prós e contras, os alcances e limites da temática, e novamente, o foco deve estar no raciocínio ético.

No último mês do ano letivo volto aos três filmes que foram usados ou somente citados no primeiro mês de aula. É o momento do fechamento, de vir à tona o porquê dos conceitos de alienação, ideologia, realidade e verdade serem os fios condutores para a apresentação e desenvolvimento da temática animalista em sala de aula. Sem eles acredito ser  (no mínimo) difícil a introdução da teoria dos direitos animais e seu fundamento ético, do modo de vida vegano de maneira mais acessível, mais palatável para um adolescente de 15 anos. Se vivêssemos em um país onde a criança e o adolescente fossem estimulados o tempo todo ao hábito de leitura, não seriam tão fundamentais filmes nem documentários para ilustrar um problema ético. Bastaria adotar uma ou duas obras para serem esmiuçadas durante o ano, e daí ficaria a cargo do adolescente, após refletir as teses éticas animalistas abolicionistas neles apresentadas, adotá-las no dia a dia. Mas vivemos em um país onde a criança e o adolescente são livrofóbicos, epistemofóbicos, e uma novela tem mais efeito formador que um tratado de ética.

Esses filmes e documentários contribuem para o processo de desvelamento da realidade, tanto dos adolescentes quantos dos outros animais, para que deixem de ser “baterias”, como disse Morpheus a Neo, alimentando o sistema (Matrix) reificador do humano e do não humano. Em outra cena, o deus do sono diz que, enquanto houver Matrix, as pessoas não serão livres – alusão clara ao dito marxiano de que, enquanto houver Estado, o ser humano não será livre. Digo que enquanto houver especismo a nossa animalidade não será vivida em plenitude. Alienação e ideologia são os dois lados de uma mesma moeda, não existe uma sem a outra. A estrutura ideológica da necessidade do uso de tudo oriundo da exploração e coisificação dos outros animais se sustenta basicamente graças ao nosso capital cultural especista herdado, preservado (pela família), reproduzido (pela escola) e legitimado (pelas mídias6). Como educador vegano, procuro usar esse audiovisual como instrumento contra-hegemônico, desalienador e desvelador do status quo, e provocando didaticamente o estado crônico de alienação em que se encontra o adolescente hodierno, para que saia da cômoda caverna especista legada pela filosofia moral tradicional.

Notas

1. DELEUZE, G., GUATTARI, F. O que é a filosofia? Rio de Janeiro: Ed. 34, 1992.
2. Veja a crítica ao uso de imagens (filmes) pelos que pensam que só isso é suficiente para as pessoas deixarem de ser especistas, feita por Luciano Carlos Cunha, no artigo “Está tão na cara que é difícil de enxergar (parte VIII)”, in:  http://www.pensataanimal.net/index.php?option=com_content&view=article
&id=70:esta-tao-na-cara-viii&catid=41:lucianocunha&Itemid=1

3. FELIPE, Sônia T. Por uma questão de princípios. Florianópolis: Fundação Boiteux, 2003. p. 164-165.
4. ______________. Ética e experimentação animal. Florianópolis: Ed. UFSC, 2007. p. 109.
5. CUNHA, Luciano C. Está tão na cara que é difícil de enxergar (parte VIII). Artigo citado na nota 2.
6. Cf. WUNENBURGER, J-J. O homem na era da televisão. São Paulo: Loyola, 2005; GARCIA, Nelson J. O que é propaganda ideológica? São Paulo: Brasiliense, 1982 (col. primeiros passos). Segundo Tom Regan “uma barreira contra a discussão justa sobre os direitos animais é a mídia”. Cf. Jaulas Vazias. Porto Alegre: Lugano, 2006. p. 13-14 e 190-191.

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Crianças matam filhotes de cães e destroem colégio no Paraná

Um grupo de crianças é acusado de invadir o Colégio Estadual João Ricardo Von Borell Du Vernay, em Uvaranas, Ponta Grossa (PR), matar seis filhotes de cães e deixar um rastro de destruição. O que mais chama a atenção é a idade dos acusados de participar dos atos, que, segundo o permissionário Marcos Ubirajara, varia de 3 a 12 anos.

O Conselho Tutelar foi informado nesta segunda-feira (28) do caso e já conversou com os pais das crianças. Segundo a conselheira Bernadete Cristina Silva, a mãe confirmou a participação de três filhos com mais de 7 anos. “Os pais são responsáveis porque eles têm menos de 12 anos. A gente dá uma advertência a eles, mas precisam impor limites”, diz. O próximo passo é levar o fato ao conhecimento da Promotoria Pública.

As crianças teriam invadido a escola no fim da tarde de sábado (26). Quando a Polícia Militar chegou, encontrou um dos menores tentando matar um filhote de cão colocando-o na hélice do ventilador ligado em uma das salas de aula. Segundo a PM, o grupo já havia arrebentado portas, quebrado lâmpadas e danificado e sujado banheiros. Apenas um dos acusados foi apreendido pela polícia porque os demais conseguiram escapar. Ele foi levado à casa dos pais.

Ubirajara disse que os filhotes tinham cerca de 50 dias. Dois cachorrinhos sobreviveram. “Os outros foram mortos a pauladas, pedradas e no ventilador. As crianças ainda penduraram um deles num gancho usado para guardar bicicletas”, relatou. Além de torturar e matar os animais, o grupo teria furtado cinco ventiladores e danificado outros dez.

Ubirajara mostra ventilador que teve duas hastes quebradas depois de ser usado para torturar os filhotes. (Imagem: Jornal da Manhã)
Ubirajara mostra ventilador que teve duas hastes quebradas depois de ser usado para torturar os filhotes. (Imagem: Jornal da Manhã)

Os filhotes que estavam sendo cuidados pela comunidade escolar seriam entregues ao Grupo Fauna na próxima segunda-feira (04/01).

Fonte: Jornal da Manhã

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