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Cantora Dulce Maria participa de campanha contra as touradas: ‘não é cultura’

Reprodução/PETA

A cantora e atriz Dulce Maria se uniu à causa animal para conscientizar a sociedade sobre a crueldade das touradas. Em uma campanha da PETA, a artista aparece ensanguentada segurando uma espécie de lança usada para ferir os touros.

“Não se deixe enganar. A tourada é tortura, não cultura. Não a apoie”, diz o cartaz no qual Dulce Maria aparece. A frase foi repetida pela atriz na legenda de uma publicação em suas redes sociais.

A campanha conta ainda com um vídeo (confira abaixo) que mostra a cantora assistindo imagens de touradas e comentando-as. “Eu não queria ver [as imagens], mas é importante porque é uma realidade que me acompanha”, diz Dulce Maria no início do vídeo, que tem um minuto de duração.

“Como mexicana, digo a vocês, há belas tradições que valem a pena promover e que vão passando de geração em geração, mas há coisas que como seres humanos estamos evoluindo em consciência”, afirma a atriz.

“É muito triste que torturem um animal e que seja para o entretenimento de muita gente, que aplaudam e fiquem felizes enquanto torturam um ser vivo”, completa.

Nas redes sociais de Dulce Maria, internautas apoiaram a iniciativa de proteção aos animais. “Bravo por se juntar a esta causa. Mais vozes como a sua são necessárias para que as pessoas entendam que touradas são tortura e crueldade contra os animais”, escreveu uma internauta. “Na Espanha somos iguais, lutamos por isso. Os tempos mudaram e evoluíram, você deve entender!”, disse outra.

O vídeo idealizado pela PETA, entidade que defende os direitos animais, tem como lema a frase “os animais não são nossos para diversão”.

As touradas são eventos cruéis nos quais os touros são humilhados e torturados em uma arena. Tratados como objetos de entretenimento humano, esses animais são feridos e mortos para garantir uma diversão sádica ao público.

Embora sejam extremamente cruéis, as touradas ainda são realizadas em países como México, Peru, Colômbia e Espanha.

 

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Vídeo mostra abusadora apagando cigarro nos olhos de filhote de cachorro

O animal é visto nas imagens com a boca fortemente amarrada para não latir enquanto uma mulher o segura pelo pescoço e coloca o cigarro aceso no olhos do cachorrinho


Atenção: imagens fortes 

Foto: Viral Press
Foto: Viral Press

Uma ONG de proteção aos animais em Cingapura denunciou um vídeo de crueldade explícita contra animais postado em um site de tortura e sadismo. Nas imagens uma mulher apagando um cigarro no olho de um filhote de cachorro amarrado e indefeso.

Na filmagem grotesca, o cão filhote pode ser visto com a boca amarrada fortemente por uma corda, causando rigidez na mandíbula e o impedindo de latir.

O cãozinho sem raça definida é segurado com uma das mãos pela mulher, que o prende firmemente pelo pescoço, impedindo-o de ser mover.

Foto: Viral Press
Foto: Viral Press

A abusadora então dá uma tragada no cigarro antes de enfiar a ponta acesa no olho do animal.

O expectador se sente impotente perante o ato sádico.

Depois que foi alertada para o vídeo no mês passado, a Sociedade para a Prevenção da Crueldade contra Animais (SPCA, na sigla em inglês) de Cingapura tem tentado identificar a abusadora.

Foto: Viral Press
Foto: Viral Press

Acredita-se que o vídeo tenha sido feito em Cingapura mesmo ou em um país próximo.

Membros da instituição sugeriram que as imagens criminosas podem ter sido filmadas em sites pornográficos sobre tortura de animais.

“Há indicações de que o incidente pode não ter ocorrido em Cingapura, mas estamos explorando todas as possibilidades e solicitando urgentemente informações para buscar justiça para o filhote”, disse um porta-voz da instituição.

Foto: Viral Press
Foto: Viral Press

“Se você conhece a identidade e o paradeiro da mulher, forneça as informações à agência relevante em seu país”, pede a ONG em um post.

O ato brutal causou revolta nas redes sociais e uma defensora dos direitos animais, Carly Day, iniciou uma petição pedindo aos sites de mídia social que “se juntassem à caça à abusadora de filhotes”.

“O filhote de cachorro preto e branco tem a boca fechada, completamente impotente contra a tortura agonizante – provavelmente infligida para que sites de fetiche sexual pudessem obter lucro com seu sofrimento”, disse a ONG em seu post no Facebook.

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Hospital veterinário de universidade registra aumento de animais baleados no DF

O Hospital Veterinário da Universidade de Brasília (UnB) registrou um aumento no número de animais baleados no Distrito Federal e no seu entorno. Cinco aves e um macaco foram resgatados nos últimos 30 dias após serem atingidos por projéteis de chumbo. Deles, apenas um tucano e um carcará sobreviveu.

Todos os animais, encontrados em áreas urbanas de Taguatinga, Cidade Ocidental (GO) e Valparaíso (GO), estavam com membros fraturados. “Foram dois carcarás, um papagaio-galego, um falcão quiriquiri, um tucano e um sagui-de-tufos-pretos”, explicou a médica veterinária Júlia Vieira Herter, residente em clínica e cirurgia de animais silvestres.

Foto: Arquivo Pessoal

No caso do tucano, que sobreviveu, um projétil de chumbo ficou alojado em sua cabeça. Outro sobrevivente, o carcará aguarda cirurgia para remoção de parte da asa, alvejada por um tiro. As informações são do portal Metrópoles.

“É possível encontrar esses animais em propriedades particulares, na área urbana. Não acho que alguém cace os animais para comer, então só consigo imaginar que o pretexto é diversão”, lamentou Júlia. Ela disse ainda que outros casos com indícios de caça chegaram ao hospital, mas que a instituição ainda não compilou os dados.

Em junho, moradores de Águas Claras denunciaram um caso em que patos e gansos do parque ecológico da região administrativa foram mortos. Na época, a superintendente de Unidade de Conservação do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), Rejane Pieratti, levantou a hipótese de que pessoas mataram os animais após pular o muro do local. Segundo ela, o caso foi pontual e seria investigado pela polícia ambiental.

A caça e a manutenção de animais silvestres em cativeiro é proibida por uma lei de 2007. Caçadores podem ser punidos com multas e processo judicial por maus-tratos.

O Hospital Veterinário da UnB pede que a população denuncie a caça de animais silvestres através da ouvidoria do governo, no número 162, ou pelo número 197, da Delegacia Especial de Proteção ao Meio Ambiente e à Ordem Urbanística (Dema).


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Sadismo: Ana Maria Braga publica fotos segurando peixes após pescá-los

A apresentadora do programa “Mais Você”, Ana Maria Braga, participou de uma pescaria e, antes de embarcar no barco, publicou uma foto com a legenda: “o segredo de fazer o que nos faz feliz”, demonstrando não ter nenhuma compaixão pelos peixes que, momentos depois, seriam mortos por ela.

(Foto: Reprodução / Instagram / @anamaria16)

Dentre as fotos publicadas pela apresentadora, há imagens que mostram Ana Maria segurando peixes grandes. Em uma delas é possível ver um peixe com a boca aberta, o que demonstra que o animal sofreu ao morrer em decorrência de asfixia.

Na legenda de uma das fotografias, Ana Maria escreveu: “20 horas no barco, mar agitado, mas valeu cada puxada!”. A postura sádica da apresentadora, que é uma formadora de opinião, vai na contramão do posicionamento ético em relação aos direitos animais que tem sido cada vez mais disseminado na sociedade e incentiva os seguidores dela a normalizarem atos de abuso e crueldade impostos aos animais.

(Foto: Reprodução / Instagram / @anamaria16)
(Foto: Reprodução / Instagram / @anamaria16)
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Gerente de fazenda vai para a cadeia por crueldade contra vacas, na Nova Zelândia

Divulgação
Divulgação

O gerente de uma fazenda de laticínios na Nova Zelândia recebeu a maior pena por crueldade animal na história do país. Ele vai passar quatro anos e meio na cadeia e está proibido de ter animais por 10 anos. As vacas apanhavam, tinham seus rabos quebrados e levavam tiros no joelho, entre outras formas de sadismo.

Michael James Whitelock (foto) confessou 12 acusações, inclusive mau tratamento de animais, posse ilegal de armas de fogo e tentativa de subverter a justiça.

Acredita-se que essa seja a maior pena por crueldade contra animais já expedida naquele país. A segunda maior foi a pena de dois anos e um mês dada a uma fazendeiro de Waikato em 2013.

Dos 1.100 animais inspecionados, 152 vacas e 57 novilhas tinham rabos quebrados. O veterinário disse aos investigadores que ele nunca tinha visto tamanho número de animais com rabos quebrados como ele encontra na fazenda Totara Dairy Unit em Cape Foulwind.

Uma vaca que deveria ter passado pelo procedimento de morte induzida foi levada ao offal pit (local onde animais mortos são jogados) onde Whitelock passou um revólver para um empregado e o mandou atirar na vaca nas pernas. Whitelock e três empregados deram um tiro cada nas pernas da vaca antes dela ser morta.

As autoridades que investigaram o caso disseram que em outro caso Whitelock bateu em um vaca com um baton de esgrima, o que resultou em um ferida séria no olho. Whitelock então tentou matar o animal, mas, não conseguindo, a colocou no offal pit enquanto ela ainda estava viva.

Os outros acusados foram sentenciados a detenção comunitária, serviços comunitários e desqualificação.

Fonte: Lobo Repórter

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Em ato de coragem, ativista entra em arena para confortar touro que agonizava

Por Lilian Garrafa  (da Redação)

Em um ato de extraordinária coragem, uma ativista pelos direitos animais pulou para a arena de touradas Malagueta para confortar um touro que agonizava antes de morrer, em Málaga, Espanha, no dia 13 de agosto. Por alguns momentos, Virginia Ruiz, de 38 anos, colocou seu corpo sobre o touro e tentou protegê-lo antes de funcionários da arena a arrastarem violentamente para longe. “Eu podia ouvi-lo chorando de dor, então pulei para dentro, atravessei a arena até chegar no local onde ele já estava morrendo”, relatou a ativista. “Ele olhou para mim e acredito que sentiu a minha energia. Eu queria dar-lhe amor, antes que ele deixasse este mundo”, completou.

(Foto Eduardo Nieto)
(Foto Eduardo Nieto)

Enquanto Virginia era afastada do touro, a multidão de fãs de touradas vaiava e gritava “fuera!” (fora) em uníssono. “Eles me chamavam de vários nomes”, disse Ruiz, “me chutaram, cuspiram em mim, me disseram para voltar para a cozinha e me chamaram de prostituta.”

O touro foi morto a facadas.

Virginia Ruiz assistiu à tourada em um dia em que a entrada era gratuita – ela não comprou ingresso para ocupar um dos 9 mil lugares. Ela afirmou que sua intenção era apenas filmar a crueldade na arena, que nesse dia não teve todas as arquibancadas ocupadas, apesar do acesso gratuito.

(Foto: Eduardo Nieto)
(Foto: Eduardo Nieto)

Impulsivamente, quando ouviu o touro chorar, ela pulou para dentro da arena e caminhou em direção a ele. “Porque eu estava caminhando, e não correndo, eles [o público] não perceberam que eu era uma ativista até que eu chegasse muito perto do touro”, disse Ruiz. “O touro ainda estava vivo antes que eles fizessem o esfaqueamento final com a faca na parte de trás do pescoço. Ele estava chorando e tentou olhar para as pessoas”, disse ela.

 Assista ao vídeo da ativista Virginia Ruiz adentrando a arena:

Ruiz, que é uma ativista antitouradas desde 2008, disse que havia, no máximo, apenas 1500 pessoas nas arquibancadas. O lado da arena onde batia sol estava vazio e o lado sob a sombra estava com apenas três quartos ocupados, incluindo “muitas crianças presentes”.

“Queremos que a América saiba o que está acontecendo aqui. Hemingway estava errado sobre toda essa tradição bárbara. Sentimos vergonha. Isso não nos representa. Existem mais opções para a Espanha do que as touradas. Somos um povo maravilhoso. Somos vistos como um país do terceiro mundo”.

(Foto: Eduardo Nieto)
(Foto: Eduardo Nieto)

Depois que a ativista foi violentamente arrastada para fora e detida ilegalmente, ela foi autuada pela polícia local, que anotou seu endereço. Ela vai receber uma notificação por invasão e terá de pagar uma multa de até 6.000 euros (cerca de 23 mil reais).

O Parlamento Europeu subsidia o “esporte” sangrento das touradas com 600 milhões de euros (23 milhões de reais) por ano.

“Eu sinto que estava fazendo a coisa certa”, disse Ruiz. “Ele sabia que eu estava lutando por seus direitos.”

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“Augustine”: filme francês abusa de cenas de tortura e crueldade contra animais

Por Fernanda Franco (da Redação)

Diretora e roteirista parisiense Alice Winocour utiliza-se da crueldade contra animais em seu novo filme “Augustine”

Alice Winocour, diretora e roteirista francesa (Foto: Reprodução)
Alice Winocour, diretora e roteirista francesa (Foto: Reprodução)

O filme “Augustine” foi lançado na Europa em 2012, mas só estreou no Brasil recentemente, em junho de 2013. O drama francês, que se passa no século 19, aborda a relação entre um médico e sua paciente Augustine, uma jovem de 19 anos, portadora de uma perturbação denominada histeria. Mas a sinopse do filme pouco importa, pois o que poderia render um roteiro de crítica social, ou mesmo uma conflituosa história de amor, cai por terra quando nos deparamos com o conteúdo de crueldade contra animais presente no filme.

Logo nas primeiras cenas, caranguejos são filmados agonizando dentro de uma panela com água fervente. Em outra cena, uma galinha é degolada, ainda viva, pela jovem protagonista Augustine. Sem a cabeça, o animal é então filmado se debatendo desesperadamente, numa agonia sem fim. Um primata também foi utilizado durante as filmagens (não se sabe a que tipo de tratamento o animal foi submetido, mas alguma desnaturalização certamente lhe foi imposta). E ainda que todas essas cenas não fossem reais (que não tivessem sido utilizados, de fato, animais nas filmagens), ainda assim as cenas mostrariam um olhar nada preocupado com o sofrimento dos animais.

Histórico de crueldade

Lagostas se debatem durante filmagens do curta “Kitchen”, dirigido e escrito por Winocour em 2005 (Foto: Reprodução)
Crustáceos se debatem durante filmagens do curta “Kitchen”, dirigido e escrito por Winocour em 2005 (Foto: Reprodução)

Em seu curta-metragem “Kitchen” , lançado em 2005, Winocour utiliza dois crustáceos vivos durante as filmagens, expondo-os a situações estressantes. O filme se torna medíocre e patético à medida em que usa animais e os submete a condições de medo, sofrimento e estresse, como se fossem coisas-sem-vida a serviço da suposta “necessidade dramática” da cineasta.

Winocour chega a sugerir, ainda, ao longo dos aflitivos 15 minutos de “Kitchen“, atos de crueldade contra os crustáceos (como cutucá-los com uma faca ou triturá-los vivos em um liquidificador), tratando as cenas em tom de comédia (como se houvesse algo de engraçado no sofrimento dos animais se debatendo de medo e desespero).

Em entrevista ao jornal francês Télérama, a cineasta explicita seu sadismo ao descrever um certo fascínio pelo sofrimento dos animais: “No meu primeiro curta-metragem Kitchen, filmei as convulsões de lagostas vivas no momento de serem escaldadas, pois vejo uma expressão de bestialidade e selvageria adormecidos em todos nós”, justifica Winocour.

Zoossadismo

O termo zoossadismo (adaptado do inglês “zoosadism”), criado pelo antropólogo alemão Ernest Bornemann, refere-se ao prazer obtido por meio de atos de crueldade contra animais. Diferentemente do zoófilo, que obtém prazer ao estabelecer relações sexuais com animais, o zoossádico obtém prazer do sofrimento causado aos animais.

Estudos psiquiátricos incluem o zoossadismo, assim como todas as práticas ligadas a atos de violência contra animais, entre os comportamentos associados ao perfil de serial killers, sociopatas e agressores em potencial. Nos EUA, o zoossadismo está classificado como crime de abuso contra animais desde 2010, sendo considerado ato criminoso “exibir animais não humanos sendo submetidos a lesões corporais graves”.

Um dos sintomas das pessoas que possuem uma natureza zoossádica é, portanto, a obsessão por causar dor aos animais. Qualquer observador minimamente atento percebe essa obsessão em Winocour – basta atentar ao sofrimento dos animais em seus filmes e notar que a dor dos animais explorados é sempre mostrada como algo sem importância ou como algo engraçado – um forte indício de zoossadismo na cineasta.

Boicote

Na época em que foi lançado na Europa, “Augustine” foi alvo de campanhas de boicote por ativistas da causa animal. Algumas críticas publicadas em veículos internacionais, como o americano “Screenpicks”, também classificaram as cenas de violência contra animais como “descabidas”, “gratuitas” e totalmente deslocadas do eixo temático da obra.

É possível enviar mensagens educadas de conscientização ao público e à própria cineasta, deixando uma crítica aberta na página do filme, no site francês “AlloCiné”.

Diferentemente de um ator humano, que voluntariamente se propõe a contracenar ou a infligir dor em seu próprio corpo, os animais explorados não escolhem estar ali, sendo ridicularizados enquanto sofrem. Talvez seja necessário alertar Winocour sobre o fato de que ela não possui direito sobre o corpo do outro – seja esse outro um animal humano ou não humano – e que ela deve se empenhar em utilizar, ou aprender a utilizar, sua criatividade (capacidade de criar) sem escravizar vidas e corpos alheios.

Nota da Redação: Nenhum argumento, como a suposta “necessidade dramática” alegada pela cineasta francesa (e por tantos outros pseudo artistas que se utilizam do sofrimento animal em suas obras), justifica o uso da violência contra seres sencientes, sejam animais humanos ou não humanos. Da mesma forma que se solidariza diante do sofrimento humano, a sociedade deve também se escandalizar – e agir – jamais consentindo quaisquer atos que desrespeitem e violem o direito à vida e ao bem-estar dos animais. O mínimo que podemos fazer para não alimentar esse tipo de violência é não consumir ou financiar nada que advenha da exploração e do sofrimento dos animais. 

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Aumenta o número de casos de maus-tratos provocados por crianças

Por Natalia Cesana (da Redação)

Foto: s/c

Na Itália, a cada semana são ao menos quatro casos de crianças que, direta ou indiretamente, cometem atos de violência contra os animais, em particular contra filhotes de cães e gatos.

O último caso ocorreu na província de Ascoli Piceno, na região de Marche, onde um grupo crianças com menos de 10 anos (e por isso, não puníveis) se divertiu enterrando vivos três gatinhos abandonados. As informações são do jornal italiano Cremona Online.

Neste caso, a providencial intervenção de uma pessoa evitou que os gatos morressem sufocados. Infelizmente, nem sempre os adultos intervêm e com frequência os animais morrem devido a sofrimentos atrozes.

Às vezes, é comum que cães e gatos sejam torturados na frente de uma câmera e depois a filmagem é postada no Facebook e Youtube.

Alguns desses maus tratos são divulgados, outros permanecem desconhecidos até que sejam encontradas carcaças de filhotes mortos por enforcamento ou torturados com faca ou outros utensílios pelo simples gosto sádico.

A situação é grave, não só porque muitas vezes não há punição por estes atos quando se trata de uma criança com pouca idade, mas também por causa da atitude dos pais que deixam esse tipo de violência acontecer com a clássica frase: “São coisas de crianças”.

São cerca de 200 casos ao ano de crianças que, quase sempre em grupo, massacram, enforcam ou batem selvagemente nos animais. Existe a necessidade de se compreender e estudar o fenômeno.

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Ex-jogador de futebol Dinei conta em "A Fazenda" como matou um gato aos 16 anos

Por Fernanda Franco (da Redação)

Dinei fez com que gato pulasse pela janela do 17º andar (Imagem: Reprodução/R7)

Recentemente, mais um dos participantes do programa “A Fazenda”, exibido pela TV Record, demonstrou descaso pelos animais. Desta vez, foi o ex-jogador de futebol Claudinei Alexandre Pires, conhecido como Dinei, que completa 40 anos no dia 10 de setembro, quem revelou seu lado cruel e covarde.

Em um dos episódios do programa, Dinei começa contando que tem fobia de gatos e que aos 16 anos fez com que um gato se jogasse do 17º andar de um prédio, sem sobreviver. Aos risos e gargalhadas dos outros participantes, o ex-jogador relata a história empolgado, como se fosse engraçado provocar a morte de um animal com uma ‘brincadeira’ cruel.

“Abre o vidro, vamos ver se ele é esperto”, foi o que disse o ex-jogador aos 16 anos, referindo-se ao gato, enquanto provocava o animal para que pulasse em direção à janela do apartamento, a caminho da morte.

O comportamento doentio do ex-jogador, ao friamente provocar a morte do gato e, depois, ao se orgulhar e ainda achar graça de causar sofrimento e a morte de um animal, é digno dos psicopatas, que são incapazes de nutrir qualquer sentimento ou afeto por outros seres.

É esperado, novamente, que a TV Record assuma uma postura ética e adote um critério rígido de punição em casos como este, em que ocorre a incitação à violência ou a prática da mesma, como foi o caso do ator Thiago Gagliasso.

Para ser leal aos supostos princípios em que o programa se baseia, a TV Record deveria punir o participante que apresenta esse tipo de comportamento com expulsão. Afinal, de acordo com as regras de “A Fazenda” a violência é penalizada com expulsão. Mas, até o atual momento, a emissora vem lamentavelmente permitindo tal tipo de conduta, sem nenhum tipo de punição.

O vídeo com a infeliz performance do ex-jogador pode ser assistido aqui:

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Bezerro torturado e morto em Barretos (SP) reinicia discussão sobre rodeios

Animal cai rendido no chão, após ser torturado por peão (Foto: Reinaldo Canato/UOL)

O sacrifício de um bezerro torturado na Festa do Peão de Barretos (SP) reiniciou a polêmica sobre o uso de animais nesse tipo de evento. Desde a sexta-feira, 19, o assunto ganhou força principalmente no Twitter. De acordo com informações do site UOL, o Ministério Público está investigando o caso não apenas para tratar deste acidente, mas também para saber se esta prova é prejudicial aos animais. A promotora do meio ambiente de Barretos, Adriana Nogueira Franco, informou que foi enviado um ofício para a organização do evento na terça-feira, 23.

O animal sacrificado foi utilizado em uma competição conhecida como “bulldog”. Nessa prova, o peão desce do cavalo em movimento para tentar derrubar o bezerro usando apenas as mãos. Na quarta-feira, 24, a organização do evento informou que o competidor César Brosco, responsável pela lesão na vértebra cervical do bezerro, foi afastado por seis meses pela Associação Nacional de Bulldog. O peão César Brosco diz sofrer retaliação pelo ocorrido.

Segundo o UOL, o afastamento foi solicitado por técnicos do Centro de Estudos do Comportamento Animal (ECOA), ligado ao clube que organiza a Festa do Peão de Barretos. O relatório feito pelos profissionais demonstra que “a infração poderia ter ocorrido por conta de uma manobra executada de forma irregular”.

As opiniões sobre o fato são divididas. Para Marcos Murta, presidente do clube “Os Independentes”, que organiza a festa, o ocorrido foi uma fatalidade. Ele afirma que foi a primeira vez em 56 anos que um animal precisou ser sacrificado após o rodeio. Já para o presidente do PEA (Projeto Esperança Animal), Carlos Roselen, é inadmissível que acidentes como estes ocorram.

Visto que o evento tem o caráter de entretenimento, são questionadas outras práticas além das provas da competição como o ‘bulldog’. É o caso do uso do sedém, uma corda que passa pela virilha dos animais, usada em provas de montaria. Em entrevista ao UOL, Roselen, do PEA, afirmou que o objeto causa sérios danos aos animais. Para Murta, da organização de Barretos, o utensílio provoca apenas ‘cócegas’.

Assista ao vídeo dessa prova de covardia e crueldade contra os animais:

Fonte: O Povo Online

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Fazendeiros retiram pelo de vaca para expô-la viva em feira

Vacas vivas tiveram recentemente o pelo de seus corpos retirado por fazendeiros, sob o intuito de serem expostas e ridicularizadas em uma das maiores feiras de agronegócio da Bélgica.

A crueldade ocorreu durante a Feira de Agricultura, Florestas e Agronegócio de Libramont, que é uma das mais conhecidas na Europa, com público estimado em 200 mil pessoas e participação de 1.500 expositores.

Fazendeiro inspeciona uma das vacas expostas na Feira de Agricultura, Florestas e Agronegócio de Libramont... Foto: Francois Lenoir/Reuters
....com o couro que foi retirado de várias partes do corpo do animal; evento atrai cerca de 200 mil pessoas. Foto: Francois Lenoir/Reuters

Com informações da Folha

Nota da Redação: É deprimente ver até onde o ser humano pode chegar, no que se refere ao desrepeito contra seres inocentes. O ato de explorar os animais não se limita mais a confinar, torturar, e escravizá-los para o consumo humano: os animais são humilhados, sem que lhes seja permitido qualquer resíduo de dignidade. Atitudes involutivas como essa, colocam a humanidade ainda mais distante de uma existência harmoniosa e merecedora de paz. Lembremos disso quando outros seres resolverem fazer de nós humanos meros fantoches de suas forças dominadoras, da mesma forma que tratamos os animais não humanos.

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Autores do site Domus Mortem responderão a inquérito policial

Por Lobo Pasolini  (da Redação)

Em resposta a uma matéria publicada pela ANDA, a polícia de São Paulo,  abriu inquérito policial nº 287/11 na  1ª Delegacia do Meio Ambiente de SP  para apurar a apologia à violência contra animais sugerida pelo website domusmortem.com. As providências legais foram tomadas pela diretora de jornalismo da ANDA, Silvana Andrade.

O site apresentava um vídeo de um gato em uma gaiola e oferecia aos visitantes a opção de escolher o destino do animal: matar ou poupar o felino. A exibição causou polêmica por seu conteúdo pertubador e atraiu centenas de milhares de visitantes, todos muitos angustiados com o destino do animal. Internautas da Espanha, Grã-Bretanha, Alemanha, Brasil, entre outros países, se mobilizaram nas redes sociais para denunciar o site, que teve, segundo seus autores, cerca de um milhão de visitas em apenas 10 dias e teria sido derrubado três vezes por hackers.

Josmar Bueno Junior é o produtor executivo do site Domus Mortem. Foto: Divulgação

Josmar Bueno Junior, 38 anos, técnico cinematógrafo, é o produtor executivo do Domus Mortem e sócio-diretor da produtora Guela Cine Produções. Em entrevista à ANDA, ele declarou: “a ideia  era entreter o público dentro de uma proposta de dramaturgia ficcional ainda sem um formato definido. O site na verdade é o produto, mas ainda não sabemos aonde vamos chegar. Depois dessa repercussão é provável que tentemos comercializar algo baseado nessa produção”, afirmou com vaidade.

A estratégia utilizada para angariar audiência e acessos do público é, no entanto, isenta de ética e desprovida de qualquer valor consciente e artístico.

Segundo o promotor público, professor e colunista da ANDA, Laerte Levai, o website ultrapassou “o campo da liberdade de expressão para entrar na seara do crime. Afinal, manter um animal engaiolado sob a ameaça de matá-lo caso isso for da vontade da maioria, faz com que a responsabilidade penal recaia sobre aquele que está promovendo esse tipo de ‘jogo mortal'”, ele disse.

Pouco preocupado com as consequências jurídicas do caso, Josmar declarou que não tinha intenção de incitar maus-tratos contra animais, mas de discutir a violência, já que o Domus Mortem seria um vilão.

Sofrimento

A despeito de todas as desculpas que possam apresentar, o vídeo causou sofrimento ao animal. O gato usado na experiência tem um tutor e ficou preso em uma gaiola durante mais de oito horas, segundo a produção, para que fosse gravado o vídeo. As imagens então foram apresentadas em loop com duração de oito horas para criar a ilusão de uma cena ao vivo em tempo real.

A intenção era deixar o site no ar por um mês, mas em razão dos desdobramentos o vídeo do gato foi retirado e substituído por uma cena de uma mulher amarrada a uma cadeira.

Visão da justiça

O promotor Levai cita o artigo 225 par. 1º, inciso VII, que proíbe a submissão de animais à crueldade; o artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais 9.605/09 que proíbe a prática de maus-tratos ou abusos a animais; e o Código Penal, que pune aquele que incitar publicamente a prática de crime (artigo 286) ou que faça apologia de fato criminoso (artigo 87), cuja pena varia de três a seis meses de detenção ou uma multa.

O promotor acrescenta que “a simples divulgação disso na internet, como que deixando o destino do gato nas mãos do público, viola princípios éticos. Nenhuma propaganda pode se valer de expedientes ilícitos para promover o que quer que seja. Ninguém pode invocar o direito constitucional de expressão quando infringir outro direito constitucional, no caso o direito de os animais não serem submetidos à crueldade. Isso sem falar que tal proposta de escolha é perversa, um estímulo a outras ações sádicas em prejuízo dos animais, sabido que a internet é um mundo sem limites que garante, muitas vezes, o anonimato e a impunidade”, afirma Levai.

Ele disse ainda que “não se pode aceitar tais abusos como algo normal, porque além de violar os direitos dos animais eles também afrontam a maioria da sociedade, já cansada de tanta apologia à violência.”

Para o advogado, idealizador da Associação Brasileira de Advogados Animalistas e colaborador da ANDA, Carlos Cipro, além das consequências criminais, há também outras relativas aos aspectos civis: “O dano ambiental causado pela exibição mundial do crime praticado, ou ameaçado, extrapola o mero resultado do ato em si, gerando revolta e indignação em grande número de pessoas, além de deseducar ambientalmente a população, tendo relevante repercussão social. Dessa maneira, constatado o evidente dano moral coletivo, o agente deve indenizar a sociedade”, explica.

Nota da Redação: Em nome de uma suposta arte já se praticaram muitos crimes. No ano de 2007, o costa-riquenho Guillermo Vargas Habacuc, até então considerado um “artista”, mostrou-se na verdade um assassino ao expor, em uma galeria de seu país, um cachorro amarrado até que morresse lentamente de fome e sede. Uma agonia que durou dias e foi contemplada passivamente pelo público. O objetivo do artista era mostrar a hipocrisia humana. Este é um exemplo de abuso consentido pelas leis locais, que ignoram a ética, o respeito, a dignidade e o direito inerente à vida de todos os animais.  O artista não pode se colocar acima da lei. A reação contra a exploração e a favor de uma ética justa e igualitária entre todos os seres é o caminho para a evolução não só da cultura e da arte, mas da convivência entre seres humanos e as demais espécies.

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