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Conheça os pais mais dedicados do reino animal

Foto: Caters News Agency
Foto: Caters News Agency

Os pais do reino animal são capazes de fazer grandes concessões quando se trata de cuidar dos filhotes, seja protegendo a família ou sacrificando a própria vida por seus filhos.

Esses pais também se destacam quando se trata da sobrevivência da espécie. Sencientes, eles amam e criam vínculos profundos entre si, com muitas espécies tendo o pai como responsável pela criação e alimentação dos filhos enquanto as mães seguem seu caminho separadamente.

Foto: @StarPittsburg
Foto: @StarPittsburg

Ao olharmos mais de perto, vemos a incrível capacidade de doação desses animais que através de exemplos de altruísmo e abnegação provam que há muitas maneiras diferentes de se ter sucesso como os pais da próxima geração.

1. Leão

Nosso primeiro pai é um exemplo de dedicação. Enquanto o leão ganha pontos por ser um feroz protetor de sua família, infelizmente ele também é um verdadeiro dorminhoco, a única coisa que os leões fazem com mais frequência do que dormir é cuidar de seus filhos. Mas cuidado, porque quando este pai está acordado, você não vai quer mexer com ele.

Foto: Kristian Sekulic/iStockphoto
Foto: Kristian Sekulic/iStockphoto

A visão de um leão é cinco vezes melhor do que a de um humano, e o rei da selva pode ouvir a presa na savana a 2 milhas de distância. Além disso, esse é um pai que pode nunca anda sozinho.

Os leões vivem em unidades familiares enormes chamadas “pride” orgulho que podem incluir até sete leoas e 20 filhotes.

2. Rato-australiano

Este rato marsupial da Austrália entrou na lista devido à sua tenacidade altruísta quando se trata de fazer amor. Esses pequenos animais dão a própria vida em nome da paternidade.

O antechinus pode gastar até 12 horas se reproduzindo. Na verdade, esse marsupial fica tão distraído em seus esforços que ele se esquece de comer, beber e dormir.

Foto: Jason Edwards/National Geographic/Getty Images
Foto: Jason Edwards/National Geographic/Getty Images

Com isso e os esteroides que se acumulam em seu sangue, e ele acaba não resistindo. Sua companheira sobrevive, normalmente já fecundada até o final da estação de reprodução.

Mas não fique triste com a morte do velho e querido pai. Sem a presença desse papai devotado, os filhotes jamais existiriam – e ele provavelmente morreu com um rato muito feliz.

3. Chacal dourado

Nativo da Índia, o chacal dourado é um verdadeiro pai presente. Caçando três vezes mais efetivamente ao trabalhar em pares, esses habilidosos escavadores permanecem parceiros notavelmente leais, ao contrário de tantos outros animais, os chacais se formam parceiros pela vida toda.

Foto: Nico Smit/iStockphoto
Foto: Nico Smit/iStockphoto

Além de ganhar estrelas douradas por ser o pai-propaganda da monogamia, o chacal dourado também literalmente “dá as entranhas” para conseguir comida para seus filhos, esses animais alimentam os filhotes com comida regurgitada do próprio estomago.

4. Ema

À primeira vista, pode parecer que esses pássaros que não voam, nativos da América do Sul, têm um arranjo de acasalamento bastante incomum. Uma espécie poligâmica, a ema do sexo masculino corre ao redor de um harém composto de duas a 12 fêmeas. Mas antes de achar que esses pais não dão conta de todos os seus filhos, tome nota: esses pássaros assumem sua responsabilidade e, em seguida, alguns quando se trata de criação dos pequenos.

As fêmeas deixam seus ovos aos cuidados do pai, enquanto se reproduzem com outras aves. Enquanto isso, papai cuida das crianças, não apenas incubando até 60 ovos por mais de dois meses com apenas duas semanas de alimento para sustentá-lo, mas também criando os filhotes recém nascidos como “pai solteiro” por quase dois anos.

Foto: Norton Santos/VC no TG
Foto: Norton Santos/VC no TG

E esse pai não tem medo de atacar ninguém – seja outras aves do sexo feminino que se aproximem ou mesmo humanos – quem comete o erro de tentar chegar perto de sua ninhada vai receber o devido aviso.

 5. Pinguim-imperador

Este pai ganha seu lugar na lista por sua incrível resistência. O pinguim-imperador se reproduz na Antártida, o lugar mais frio da Terra. Estamos falando 57 graus abaixo de zero.

Depois que a mãe põe seu ovo, o trabalho do papai é mantê-lo aquecido. Enquanto isso, a fêmea tira uma licença sabática de dois meses, enquanto o macho equilibra o ovo em seus pés em um clima abaixo de zero, muitas vezes forçado a se aconchegar junto com outros pais para o aquecer até que seus filhotes eclodam dos ovos.

Foto: Corbis
Foto: Corbis

Apesar de não ter comido durante meses, é o pai que fornece a primeira refeição ao bebê – uma substância do tipo leitoso para sustentá-los até que a mãe possa voltar com uma barriga cheia de peixes e alimente os famintos com algo mais sólido, é quando os pequenos passam do “leite paterno” para a papinha. Uma inversão de papéis no seu melhor exemplo.

6. Cavalo-marinho

O cavalo-marinho macho ganha lugar de destaque nessa lista e aqui está o porquê: não só ele é monogâmico, mas essa criatura é realmente aquele que engravida no casal, carregando até mil bebês de uma vez.

Foto: Gail Shumway/Getty Images
Foto: Gail Shumway/Getty Images

O processo de acasalamento começa com um ritual de namoro de dança, com a fêmea colocando centenas de ovos dentro do macho, sendo que ele ajuda a fertilizar a si mesmo durante o processo.

Este futuro papai também adora exibir sua barriga arredondada, orgulhosamente exibindo a barriga arredondada onde fica a futura ninhada e que ele usa para carregar seus filhotes até o momento em que ele dá luz aos seus descendentes.

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Destaques, Notícias

Índia emite licenças online para sacrifício de animais em nome da religião

A Brihanmumbai Municipal Corporation (BMC) decidiu iniciar um processo online por um período limitado entre 21 de Agosto e 4 de Setembro, no qual indivíduos podem disponibilizar suas informações e obter permissões para assassinar um animal. O corpo cívico também lançará um aplicativo móvel para isso.

Cabras vendidas para serem mortas durante o festival
Cabras vendidas para serem mortas durante o festival/ Foto: Prashant Nadkar

As leis existentes estabelecem que os animais só podem ser mortos em matadouros. No entanto, o BMC tem o poder de fazer uma isenção para esta regra e permitir que as pessoas matem animais em outros lugares também.

Durante o Bakrid, o comissário municipal fará uma exceção durante três dias e fornecerá licenças por escrito para os assassinatos a todos aqueles que irão comprar animais do matadouro Deonar, segundo o The Indian Express.

Até o momento,  o passe emitido no matadouro Deonar era considerado um documento aceito como permissão para cometer os assassinatos. Porém, muitas vezes, ele não continha o nome do comprador final.

Conhecido como o Dia do Sacrifício, durante o festival  os muçulmanos matam vacas, ovelhas, cabras e camelos para lembrar o gesto de Abraão, que estava prestes a matar o próprio filho em nome de Deus, que mandou que ordenou que ele substituísse a criança por um cordeiro.

Para agravar ainda mais a morte trágica dos animais,  o novo sistema permite que uma pessoa que tenha um passe válido depois de comprar um animal pode acessar o site do BMC e enviar sua prova de identificação, assim como o número do documento e obter uma licença personalizada para matar animais.

Para agravar o horror, Yogesh Shetye, gerente geral do Deona, disse que os pedidos serão encerrado após 4 de Setembro e as permissões para assassinar animais ais em outras épocas do ano podem ser adquiridas preenchendo um formulário no matadouro.

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Você é o Repórter

CCZ de Guarujá (SP) ameaça sacrificar cão caso não seja adotado em uma semana

Juana Braga
juanabraga@yahoo.com.br

Esse lindo Pastor Alemão, foi levado para o CCZ com denúncia de mordedura.

Os fatos reais:  Ele apareceu numa obra no Guarujá (SP) e alí permaneceu. Um dia, sabe-se lá o tipo de brincadeira que os pedreiros da obra fizeram com ele que revidou mordendo (sem preconceitos, mas nós sabemos como alguns homens podem ser truculentos e ignorantes). Pronto, estava traçada sua sina.

Foi levado para o CCZ do Guarujá, onde permanece há 3 meses. Infelizmente quando um cão dá entrada no CCZ com histórico de mordedura, o preconceito dos funcionários se instala: “ele é ruim, é do mal” e com esse rótulo o cão passa a viver. Sem afeto, sem atenção,  sem relacionamento humano (os funcionários se limitam apenas a lhe colocar comida), num lugar escuro, frio, com espaço mínimo para um cão de porte grande (a baia tem 1,20 de largura, menor que o tamanho do pastor da cabeça até o fim da cauda).

No CCZ e nesses espaços reservados a cães considerados agressivos, “um anjo pode se transformar em diabo”; os piores instintos de sobrevivência se afloram e o final todos nós sabemos qual é, aumento de sua agressividade “uma bola de neve”.. Um casal chegou a visitá-lo, porém a primeira coisa que os funcionarios disseram foi: ele mordeu uma pessoa, e assim ele perdeu a sua única chance de ser adotado.

A Rose até a semana passada estava divulgando apenas no litoral, porém agora tudo mudou. O veterinário do CCZ deu um ultimato: esta é a última semana que ele permanecerá aqui, se não for adotado será sacrificado, preciso da vaga para outros cães “sic”.

O Pastor que a Rose carinhosamente chama de Bonitão, Bonitinho, tem apenas 2 anos, já está castrado e vacinado. Rose me contou que ele é manso com ela (não gosta de máquina fotográfica, percebam que em nenhuma foto está olhando de frente, se afasta temeroso). Por ser um Pastor, de porte grande ele assusta, que dó !!! Sabe-se lá  tudo que já sofreu esse garotão….Parece que seu triste destino já está traçado, se nessa semana do dia 27/09 até 02/10 ele não for retirado será sacrificado !!

Quem pode salvá-lo da morte que se aproxima? Alguém que more em Santos, ou quem sabe, se alguns protetores ajudassem a pagar táxi dog para levá-lo a outra localidade. Quem está disposto? Por gentileza entrem em contato com a Rose.

Ele é lindo, imponente, nobre, um pastor legítimo, não merece morrer. Que cachorro bravo lambe a mão de alguém?

Rose Orlandi
UIPA Guarujá
(13) 9714-2610/ 3025-4737
“Rose Orlandi” uipaguaruja@gmail.com

Nota da Redação: A Redação da ANDA recebeu a informação de que o animal felizmente foi adotado! Mais uma vida foi salva graças à divulgação e à solidariedade de vocês. Parabéns a todos os envolvidos nesse lindo gesto solidário.

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Cão atropelado em Joinville é sacrificado

Foto: Salmo Duarte
Foto: Salmo Duarte

Depois de 27 horas agonizando, o cachorro atropelado na manhã de terça-feira (29), conforme notícia publicada na ANDA (leia aqui), finalmente recebeu atendimento e foi levado a uma clínica veterinária. Porém, os veterinários que o atenderam optaram por sacrificar o animal.

“Como sofreu uma lesão na coluna, que o deixou paralisado e sem sensibilidade nas patas traseiras, e como ele já tinha idade avançada, optamos pela eutanásia, porque um animal neste estado sofre muito”, explica o veterinário da clínica Bicho de Estimação, Rodrigo Polido.

Fonte: Blog Mascotes

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Você é o Repórter

Veterinária expõe a incoerência no assassinato de cães contaminados

por Dra. Marlene Nascimento

marcio@musicatri.com.br

Foto: Mario Gomes Santos Filipe
Foto: Mario Gomes Santos Filipe

Nosso país está passando por graves problemas sociais e o tema proteção animal é encarado com certo preconceito. O que muitos governantes não percebem é que o perfil das pessoas que lutam pelos direitos dos animais mudou. O defensor não é mais aquele que fica chorando pelo que está acontecendo, mas o que se informa, pesquisa e vai a luta. Apresenta sugestões e trabalha não só em defesa do animal, mas também como um colaborador, quando lhe é permitido, dos órgãos de saúde pública.

Em nosso trabalho de defesa animal nos deparamos com situações desgastantes. Mas nenhuma que se iguala a que encontramos quando nos deparamos com a forma como são encaradas as zoonoses (doenças como raiva, leishmaniose, leptospirose e toxoplasmose). Em nome delas, são sacrificados milhares de cães e gatos no mundo inteiro, como se a vida destes animais não tivesse nenhum propósito neste planeta e o ser humano fosse o senhor absoluto do universo.

Nas grandes metrópoles, e mesmo em pequenos povoados, assistimos à depredação do meio ambiente, à falta de saneamento básico, a seres humanos convivendo com o lixo e a miséria, a governantes corruptos desviando verbas e a situações cada vez mais caóticas.

A interferência no meio ambiente

A interferência do ser humano no meio ambiente (desmatamento, acúmulo de lixo, circulação de animais, etc.) causou danos irreparáveis ao planeta e fez aparecer, em zonas urbanas, doenças como leishmaniose, leptospirose e outras consideradas de zona rural. Quando os detentores do poder se deparam com estas doenças, começam a combatê-las matando cães e gatos. Esquecem-se que estes são vítimas das ações depredatórias do ser humano e que também sofrem com a doença. É fácil sacrificar animais indefesos, tão fácil quanto é transferir a culpa pela incapacidade de resolver problemas tão primários.

Toneladas de inseticidas são utilizadas para combater este ou aquele vetor. Muitos animais são mortos e suas carcaças jogadas em lixões a céu aberto ou em valas comuns. Prefeituras disputam, com estatísticas aterrorizadoras em mãos, verbas para combater esta ou aquela doença. Muitas zoonoses estão emergentes devido à depredação do meio ambiente ou técnicas laboratoriais mais eficientes ou, o que é pior, devido a pesquisas dirigidas com a finalidade de disputar as verbas federais, equipamentos para laboratórios ou para alimentar o ego de alguns pesquisadores. O cão ou o gato são as primeiras vítimas caso tenham algum envolvimento com a doença.

A leishmaniose que agora se alastra pelo Brasil, a leptospirose, ou outra, não importa qual doença, a dinâmica é a mesma. Prefeituras disputam verbas com suas estatísticas e defensores dos animais tentam em vão salvar a vida de animais, vítimas inocentes. Se as verbas destinadas aos municípios fossem utilizadas para combater a raiz do problema, que com certeza não é o cão, nem o mosquito, nem o rato, mas a interferência do ser humano no meio onde vive, não teríamos tantas doenças que estão levando tanto o homem quanto o animal ao sofrimento.

A (ir)responsabilidade do ser humano

A partir do momento em que o ser humano domesticou o cão e o gato, tornou-se responsável por alimentá-lo, supervisioná-lo e, inclusive, interferir em sua capacidade reprodutiva através da esterilização, evitando assim a superpopulação e a disseminação de doenças.

Quanto ao rato, ao mosquito e a outros vetores, o homem contribui proporcionando o habitat para os mesmos como acúmulo de lixo e esgoto a céu aberto.

As zoonoses, muitas vezes, nos parecem “minas de ouro”, pois a cidade que mais apresentar problemas recebe maior verba. E assim, ano após ano, veremos animais sendo sacrificados em nome da saúde pública, como foi o caso de Araçatuba (SP), e agora é a vez de São Borja (RS) estampar as manchetes. Qual será a próxima cidade?

Ainda estamos consternados com as perdas causadas pela febre amarela, que levou muitos bugios a morte, alguns pela doença, mas a maioria morta cruelmente pelo bicho homem com a intenção de se proteger da doença.

Agora perguntamos: quantas pessoas morreram de febre amarela no Rio Grande do Sul e quantas morreram de problemas provocados pela vacina? Cobrem estes dados dos responsáveis. Esta maneira alarmista e insensível de proteger a saúde tem feito vitimas inocentes que, no caso da febre amarela, também atingiu os seres humanos.

Com a Leishmaniose “instalada” no Rio Grande do Sul, veremos milhares de cães serem abandonados e suas mortes serão inevitáveis, mesmo que pesquisas confirmem que matar cachorros não reduz a incidência da doença, mas as normas ditam: leishmaniose em cães significa morte, fazendo do Brasil o único país que mata os cães soropositivos.

Falta operador responsável para a máquina pública

Nós, cidadãos, estamos sustentando a máquina pública com o dinheiro de impostos, que são muitos, pagando para ver situações intermináveis de sofrimento de animais, e nenhuma solução de bom senso. E o que ouvimos é que investir em vacinas (no caso de leishmaniose) não é interessante. Esterilização? “Nem pensar, não resolve o problema”. Não somos SUS. Cães e gatos mesmo que esterilizados continuam albergues de doenças e estão sujeitos ao extermínio.

A situação se assemelha ao que acontece no nordeste: a seca assola a região, que recebe milhões em verbas todo o ano, mas nenhuma é investida na raiz do problema que é a “falta de água” e a seca continua sendo a “mina de ouro” do nordeste.

Precisamos fiscalizar as verbas

Estamos acostumados com lamentos: falta verba para a saúde, não é feita medicina preventiva neste país, etc. Se analisarmos todas as verbas que chegam aos nossos municípios para o combate a dengue, leishmaniose, entre outras, e somarmos a que chega para o meio ambiente, saneamento básico e muitas outras, veremos que na realidade não é tão pouca como dizem. Nós, cidadãos, devemos nos unir e fiscalizar onde essas verbas estão sendo gastas e cobrar para que sejam gastas na “raiz do problema”, caso contrário, estaremos sujeitos a passar o resto de nossas vidas vendo os nossos animais sendo bodes expiatórios de uma política de saúde pública enganosa e viciada como, até hoje, os nordestinos são vítimas da seca e fome.

Somente através da mudança da política de saúde pública é que conseguiremos evitar que milhares de cães e gatos sejam sacrificados em nosso país, pois não importa a gravidade da doença. Pode ser a raiva, uma doença mortal, ou uma simples verminose: qualquer uma é motivo para sacrifício de animais dentro da política atual. Vivemos numa ditadura em que os sanitaristas têm “poder de polícia” e nós temos que assistir o abuso praticado contra os animais em nome da saúde pública. Não importa qual o vetor nem a doença, o culpado pela disseminação do vetor e da doença sempre será o homem com a sua interferência no meio onde vive.

Saúde se faz com educação, saneamento básico, respeito ao meio ambiente, erradicação da miséria e efetivando políticas publicas com respeito a vida. Chega de matar animais em nome da saúde pública.

Dra. Marlene Nascimento

Médica veterinária, especialista em Saúde Pública, fundadora e presidente do Clube Amigos dos Animais.

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Universidade não sabe o que fazer com cão doado a laboratório

Foto: Sérgio de Pinho Comércio da Franca
Foto: Sérgio de Pinho Comércio da Franca

O Departamento de Veterinária da Unifran, em Franca, no interior de São Paulo, ainda não sabe que destino dar ao cão Perré, visto morto pela própria tutora no laboratório de anatomia, na faculdade onde ela estuda, na semana passada.

A diretora do curso de veterinária, Antonella Cristina Bliska, disse que é preciso “aguardar” que fim terá o caso, já que o corpo do cão, desaparecido desde setembro, seria dissecado pelos alunos.

“Estamos aguardando decisão superior, pois existe uma polêmica. Imagino que a antiga tutora queira enterrá-lo, mas, como foi feito um boletim de ocorrência para averiguar como o animal chegou até a instituição, teremos que aguardar”, contou ela, por e-mail. De acordo com Antonella, o cão morto seria usado no laboratório pelos alunos do primeiro ano de veterinária para “estudar os posicionamentos dos órgãos nas cavidades torácica e abdominal”.

Em entrevista ao G1 na tarde desta quarta (28), a tutora de Perré, Gabriela Souza Ferreira, de 20 anos, contou que o vira-lata de três anos e cor preta fugiu de casa com outro cachorro da família, ainda desaparecido. Ela acredita que os dois foram atrás de uma cadela no cio. A Prefeitura alega que o animal chegou ao Canil Municipal “doente e agonizando” e que o procedimento indicado pelo veterinário dali foi sacrificá-lo.

Atropelamento

Antonella ressalta que o animal morto chegou à Unifran com outros “cinco cães já eutanasiados pelo serviço de Vigilância Sanitária”. De acordo com o relato dela, o laudo da Vigilância informa que “o animal foi recolhido na rua em estado de choque”, com “temperatura corporal abaixo do normal, as pupilas não se contraíam com a luz de uma lanterna e não reagia aos exames neurológicos”.

Segundo a professora, “o laudo também cita que o animal sofreu atropelamento e foi recolhido devido ao telefonema de um cidadão”. No entanto, o chefe da Vigilância Sanitária da cidade, Fernando Baldochi, não confirma a informação. “Não tem como dizer que o cachorro foi atropelado. O laudo não fala isso”. A própria Gabriela tem dúvidas. “O cachorro não parecia ter sido atropelado”.

Por causa dessa polêmica, Antonella e Baldochi reafirmaram a importância do que chamam de “guarda responsável” em relação aos bichos de estimação. “Se o tutor cuida e não oferece condições de fuga, isso não acontece. O cuidado tem que ser feito com responsabilidade”, comentou Baldochi.

“Na rua, o animal fica livre e longe da supervisão do tutor”, afirmou Antonella, sugerindo que Perré pode ter se afastado demais de casa, brigado com outros cães ou ter sido atropelado mesmo. Ela defende o cadastro dos animais para que se tenha contato com o responsável em caso de problemas.


Nota da Redação: Todos os protetores dos animais sabem o que é guarda responsável, defendem-na e ajudam a disseminá-la. Gabriela, no entanto, não parece ter submetido Perré à falta de cuidados e preocupou-se logo que notou seu desaparecimento, procurando pelo cachorro de diversas maneiras. A guarda responsável é fundamental, importantíssima, mas não deve ser usada como justificativa para um assassinato e para a descriminalização de uma situação lamentável.

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Você é o Repórter

TV Globo usa e abusa de animais silvestres

Claudete Sachi
happy_33141@ yahoo.com

Os programas NO LIMITE e JOGO DURO estão utilizando animais silvestres com freqüência em suas exibições. E o que é pior: o Ibama do RJ e o Ibama do CE estão autorizando esse uso.

Para as gravações do NO LIMITE, no Ceará, a TV Globo solicitou ao Ibama vários animais especialmente rapinantes (como corujas e gaviões), serpentes e pequenos mamíferos. Acreditem ou não, o Ibama concordou, mesmo sabendo que os programas não têm NADA de educativo, científico ou mesmo para saciar curiosidades sobre a vida selvagem.

Além disso, o próprio zoológico de Fortaleza estaria cedendo alguns animais em troca da reforma dos recintos… ou seja, até órgãos públicos aceitam a ajuda financeira da Globo, mesmo que para isso tenham que sacrificar alguns animais silvestres nativos.  É o patrimônio natural brasileiro sendo aplicado para fins diversos.

A história tem se repetido no RJ, com as autorizações para o programa JOGO DURO, onde jiboias, lagartos-teiú e aranhas caranguejeiras posam de vilões para os gananciosos competidores.

É hora de protestarmos contra esses abusos feitos pela TV Globo com a complacência do Ibama. Os animais silvestres não podem continuar sendo utilizados como qualquer objeto.Também não podem continuar sendo estigmatizados, ou seja, servindo para retratar situações de perigo, medo, nojo, covardia, traição, etc.

Proteste: envie cópia deste e-mail para a TV Globo e para o Ibama. Ambos devem promover ações para proteção da fauna e não para seu uso desmedido e banalizador.

TV Globo: (21) 2540-2432 (11) 5509-5000

Ibama: (61) 3316-1312

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