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Agência dos correios se transforma em centro de regate de animais selvagens em vila

Kyle Moser alimenta canguru salvo dos mesmos incêndios que destruíram sua casa | Foto: Andrew Quilty/The Guardian
Kyle Moser alimenta canguru salvo dos mesmos incêndios que destruíram sua casa | Foto: Andrew Quilty/The Guardian

Em uma sala na parte de trás da agência dos correios da Vila de Cobargo, na costa sul de Nova Gales do Sul, Austrália, Kyle Mos e seu parceiro, David Wilson, cuidam de um filhote de canguru resgatado da bolsa de sua mãe nos incêndios que atingiram a vila na semana passada.

O pequeno ainda não tem nome, mas Moser quer dar a ele o nome de “Ali”. “Como o lutador”, explica ele. Além de Ali o casal cuida de mais dois filhotes de canguru.

Ao lado da agência estão os restos de uma cafeteria que foi toda queimada. Do outro lado da rua estão as ruínas carbonizadas do que costumava ser uma loja de couro, um estúdio de ioga e uma loja de incenso.

“Disseram-nos que os bombeiros realmente lutaram para salvar os correios porque não queriam perdê-los”, disse Moser. “É humilhante, sabia? Por que merecemos isso?”.

Moser e Wilson não tiveram muita sorte. O casal se mudou de Sydney, há quatro anos, para começar uma nova vida juntos, administrando os correios. Após o incêndio do fim de semana (04 e 05), a agência tornou-se a casa deles.

Na segunda-feira (06), eles levaram o jornal The Guardian para ver o que restava de sua casa na vizinha Wandella.

Enquanto alimentavam as ovelhas, vacas e cabras que milagrosamente sobreviveram ao incêndio em meio aos escombros do que costumava ser sua casa, eles explicaram como assistiram as primeiras horas da manhã do Ano Novo enquanto o fogo se aproximava de sua cidade.

Ruínas da casa de Moser e Wilson | Foto: Andrew Quilty/The Guardian
Ruínas da casa de Moser e Wilson | Foto: Andrew Quilty/The Guardian

“Foi aterrorizante”, disse Moser. “Nunca pensei em me envolver em um incêndio florestal e nunca mais espero. Foi tão assustador. Acabei de arrumar o carro. Dave queria lutar no começo, mas estávamos preocupados em sair. Há apenas uma estrada aqui”.

Com seus quatro cães, eles se dirigiram para a cidade costeira de Bermagui, que, às 10h, estava “totalmente escura” de fumaça. Um boato dizia que as vias estavam superlotadas de carros, provocando um congestionamento. Disseram-lhes que os correios haviam sido destruídos, que toda a cidade se fora.

Quando voltaram para casa, alguns dias depois, encontraram os restos de sua casa.

“Eu estava apenas entorpecido”, disse Wilson. “Eu acho que seu corpo simplesmente se desliga. Ainda acho que não processamos o que aconteceu. Eu literalmente acabei de descobrir que estamos cobertos pelo seguro e que me sinto vazio. Acho o estresse que carreguei foi tanto que me anestesiou”.

As temperaturas amenas e o clima úmido que ajudaram os bombeiros em Nova Gales do Sul (NSW) a lidar com as dezenas de chamas ainda queimando fora de controle chegaram tarde demais para muitos lugares como Cobargo.

Na segunda-feira (06), a polícia confirmou que uma oitava pessoa havia morrido nos incêndios na costa sul, elevando para 20 o número total de mortes no estado desde o início desta temporada de incêndios florestais. Um homem de 71 anos foi encontrado em sua propriedade em Nerrigundah, uma pequena vila a cerca de uma hora ao norte de Cobargo.

Mas o que acontece com pessoas como Moser e Wilson após a crise inicial? “Esse foi meu primeiro pensamento: “O que vem a seguir?”, disse Moser. “Como, o que acontece agora? Eu ainda não sei”.

Faz uma semana que pai e filho Robert e Patrick Salway morreram lutando contra o mesmo incêndio em sua casa na vizinha Coolagolite.

Parque de exposições de Cobargo | Foto: Andrew Quilty/The Guardian
Parque de exposições de Cobargo | Foto: Andrew Quilty/The Guardian

O incêndio destruiu dezenas de casas e empresas em Cobargo e no distrito circundante, e a Vila tornaram-se objeto de foco internacional depois que o primeiro ministro australiano, Scott Morrison, foi confrontado por moradores locais durante uma visita.

Mas depois que os holofotes passaram para a próxima cidade no caminho do incêndio, a vida de muitos na região atingiu um impasse. A vila permanece sem energia e o parque de exposições local se tornou o abrigo para várias pessoas.

O local tornou-se referência para encontrar informações, conseguir um lugar para ficar e buscar suprimentos em uma barraca de doações mais bem abastecida do que a maioria das lojas locais.

“Eu nem sei de onde vem a maioria das doações”, disse Jess Collins. “As coisas aparecem e desaparecem antes que eu saiba de onde vieram. Algumas pessoas de Jindabyne (cidade vizinha a cerca de 250 quilômetros a oeste) deixaram algumas coisas antes e saíram”.

Collins está aqui quase todos os dias desde o incêndio. Embora tenha crescido em Cobargo, agora vive cerca de quatro horas ao norte, na cidade de Goulburn.

Ela voltou para casa no Natal para visitar o pai e se refugiou no parque de exposições quando as colinas ao redor de sua casa foram tragadas pelo fogo. “Vou ter que voltar para casa eventualmente, mas por enquanto só quero ajudar”, disse ela. As informações são do The Guardian.

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Cervo é resgatado de ruínas graças a ciclistas na Andaluzia

Animal foi resgatado por um grupo de ciclistas que passava pelo local.


Por Heloiza Dias


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Facebook/ Club Ciclista Huescar

Um cervo foi encontrado preso dentro de uma antiga construção inundada na região da Andaluzia, na Espanha. Em imagens gravadas por ciclistas que visitavam o local, é possível ver que o animal não consegue escalar os muros laterais para sair da água sozinho, os ciclistas então o seguram pelos chifres para tirá-lo da água.

A força de cinco homens foi necessária para retirar o animal da água, mesmo assim, isso só foi possível graças a uma corda que foi envolvida nos chifres do cervo para que ele pudesse ser puxado para cima.

O animal ao sair da água corre rapidamente em direção a floresta, quase atropelando um dos ciclistas.

Assista ao vídeo.


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Animais traumatizados são resgatados de ruínas da guerra na Síria

Os bombardeios realizados durante os seis anos de guerra civil na Síria foram responsáveis pela morte da maior parte dos 150 animais que viviam no zoológico Mundo Mágico, em Aleppo. Os sobreviventes ficaram abandonados nas ruínas do local. Eles passaram fome, presos em suas jaulas, até que uma missão de resgate os salvou.

Os proprietários do zoológico fugiram por causa do conflito que resultou na morte de milhares de pessoas e na saída de cinco milhões do país, sendo a cidade de Aleppo a mais afetada.

(Foto: Reprodução / BBC)

Com o apoio do governo turco, a ONG Four Paws International resgatou os 13 animais sobreviventes. Eram cinco leões, dois tigres, dois ursos, duas hienas e dois cachorros. Todos física e psicologicamente traumatizados, segundo o médico veterinário Amir Khalil, líder da missão. “Não havia o que eles pudessem fazer para escapar dessa armadilha mortal”, lamentou. Os moradores que permaneceram no local, sensibilizados com o sofrimento dos animais, ofereciam comida e água para eles. Infelizmente, em quantidades insuficientes.

Foram necessários três meses para que todos os animais fossem resgatados. A operação foi dividida em duas etapas: inicialmente eles foram levados para um centro de reabilitação na Turquia e depois, finalmente, foram para um santuário na Jordânia.

O patrocinador da ação, Eric Margolis, considera o ato um pequeno milagre. “É como disse a Madre Teresa: ‘Não faço grandes milagres, mas faço vários pequenos milagres’ e foi isso que escolhi fazer”, disse Eric ao lembrar que “ninguém queria patrocinar essa ousada missão de resgate”.

Um dos animais salvos foi uma leoa grávida. Poucas horas após o resgate, o filhote nasceu.

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