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Construção de centro de eventos para corrida de galgos gera críticas no RS

Ativistas denunciam maus-tratos, abandono de galgos feridos e uso de anabolizantes nos animais (Adobe)

A Prefeitura de Bagé, no Rio Grande do Sul, anunciou a construção de um centro de eventos ao lado da pista de corrida do Parque do Gaúcho Dimas Costa, na qual criadores da raça forçam os animais a competir. A obra, que daria mais conforto e entretenimento aos tutores dos cães, gerou revolta entre defensores dos animais.

Nas redes sociais, a secretária de Cultura e Turismo de Bagé, Anacarla Oliveira, anunciou o início da obra, com inauguração realizada na última sexta-feira (14). Segundo ela, o centro de eventos “abrigará um importante espaço que proporcionará conforto, viabilizando ainda mais os eventos e atividades turísticas culturais e esportivas que lhe é peculiar”.

Moradores da cidade e defensores da causa animal discordam. Na opinião deles, explorar galgos em corridas não é cultura, tampouco esporte. “Um absurdo a prefeitura investir em exploração animal. Deveriam investir em políticas públicas favoráveis aos animais. Corridas de galgos não são cultura nem esporte, são crueldade e exploração de animais”, escreveu uma internauta em resposta à secretária.

A publicação de Anacarla Oliveira reuniu dezenas de comentários insatisfeitos com a construção do centro de eventos. Além de críticas às corridas de galgos, os internautas reclamaram da falta de políticas públicas para os animais em Bagé e denunciaram o abandono de galgos feridos e doentes nas ruas do município.

“Quantos galgos com patas quebradas nas ruas e com tumores em Bagé? Você sabia que a corrida de galgos foi proibida em outros países? Isso é exploração e crueldade com os animais. A causa animal do país está focada em Bagé”, escreveu uma internauta. “Quanto a prefeitura tem feito pelos cães em Bagé? O canil municipal está lotado e sem recursos, vários galgos saíram de lá para adoção em outros estados!! Vergonhoso falar que isso é cultural e a prefeitura estimular. Estão vindo galgos de países vizinhos, onde é proibido o ‘esporte’, para correr aí, tudo sem fiscalização sanitária. Absurdo! Na contra mão do bem-estar animal”, afirmou outra usuária do Facebook.

Apenas oito países do mundo permitem as corridas de galgo, incluindo o Brasil. No entanto, um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados tenta proibir a prática em território brasileiro. Em Bagé, a pista de corridas foi construída em 2012 no Parque do Gaúcho. O local recebe visitantes de várias cidades e até de outros países, como Uruguai e Argentina, onde é proibido explorar galgos em corridas. Eventos semelhantes são realizados nas cidades gaúchas de Santana do Livramento, Quaraí e Uruguaiana.

Após o prefeito de Bagé, Divaldo Lara (PTB), assinar a ordem de serviço na última sexta-feira (14), as obras tiveram autorização para começar. Um investimento de R$ 251 mil foi anunciado pela prefeitura para a construção de uma estrutura de 150 metros quadrados com salão, cozinha, banheiros e churrasqueira – que deve estar finalizada em quatro meses.

Protetores de animais denunciam treinamentos exaustivos e anti-naturais, maus-tratos, uso de anabolizantes, abandono de galgos doentes e feridos e a realização de apostas clandestinas durante as corridas. Apesar de negarem maus-tratos, os criadores admitem realizar apostas.

Em entrevista ao jornal GaúchaZH, a presidente do Núcleo Bajeense de Proteção Animal, Patrícia Coradini, informou que 60 galgos foram resgatados em Bagé no último ano. Segundo ela, a maior parte dos cachorros foi encontrada com fraturas ou ferimentos causados pelas corridas. O uso intensivo de anabolizantes também levou ao resgate de cães com atrofia muscular.

“Aumentou demais nos últimos anos o número de galgos abandonados. Muitos criadores não têm dinheiro para o tratamento ou simplesmente largam o cachorro porque o animal não consegue mais correr. É comum a gente chegar segunda-feira e encontrar um cão com a pata quebrada na porta do núcleo”, contou Patrícia.

Galgo resgatado após ser explorado em corridas (RSPCA NSW)

Além das denúncias de maus-tratos e abandono, a vereadora e protetora de animais Beatriz Sousa (PSB) contesta o uso do Parque do Gaúcho por criadores de galgos sem autorização formal por meio de convênio ou parceria.

“Em 2017, pedi informações à prefeitura sobre o uso do espaço por uma suposta associação de criadores, mas jamais recebi resposta. Vou fazer uma representação ao Ministério Público”, disse.

Os recursos destinados à construção do centro de eventos foram obtidos junto ao governo federal através de emenda parlamentar do deputado Dionilso Marcon (PT). Ao GaúchaZH, Marcon afirmou que não sabia que a obra tinha como objetivo beneficiar criadores de galgos.

“Sei que eles têm eventos internacionais lá em Bagé com os galgos. Me pediram a emenda e eu dei, mas não sabia que era específica para isso”, afirmou.

No Instagram, o grupo Fox Vegan criticou as obras e afirmou que os galgos são vítimas “de humanos que só pensam em lucros, explorando, violentando, maltratando, drogando e depois abandonando à morte”.

“A população reclama que o dinheiro seja usado para a proteção animal de cães e gatos abandonados, precisando de abrigos, alimento e vacinas”, reforçou o grupo.


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‘Era meu sonho’, diz dona de restaurante após o estabelecimento se tornar vegano

Foto: Arquivo Pessoal

Vegetariana há 30 anos, Zelinda Amarante de Lima sempre quis transformar seu restaurante em um estabelecimento vegano. No último dia 1º de junho, o que era apenas um sonho se transformou em realidade. O Picanha’s Grill ganhou a palavra “Veg” em seu nome e, desde então, os moradores de Porto Alegre (RS) passaram a contar com um novo local para consumir deliciosos pratos veganos.

Em entrevista exclusiva à Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA), Zelinda contou que o restaurante sempre ofereceu opções veganas. Isso porque boa parte da família da proprietária do estabelecimento não consome carne. Zelinda tem filhos e netos que são vegetarianos e veganos.

“Meu marido ainda come carne, mas me deu muito apoio. Ele gosta muito da culinária vegana, faz ótimos pratos, é um excelente cozinheiro”, disse Zelinda. Segundo ela, o marido, Evandro Rodrigues dos Santos, que também é dono do estabelecimento, pretende se tornar vegano.

Zelinda revelou que se tornou vegetariana após conhecer, no passado, a filosofia Hare Krishna. Atualmente, repassa aos outros o que aprendeu sobre direitos animais. “Acho que a pessoa realiza o não comer carne. Ela vê que tão importante quanto a vida dela é a vida de qualquer ser vivo. O ruim para mim era trabalhar num restaurante onde se lidava com carne, vendia carne, chorei muitas vezes por causa disso. Hoje, sem forçar nada, tento fazer com que a pessoa entenda que aquele ser merece estar vivo tanto quanto ela. Acho que cada um tem o seu tempo, tu explica, tu fala, mas cada um tem o seu tempo”, afirmou.

Foto: Arquivo Pessoal

Atualmente, o restaurante oferece de seis a oito tipos de saladas, três a quatro tipos de sobremesa e dez pratos quentes. “A gente procura variar sempre os pratos”, explicou Zelinda. Dentre os alimentos servidos na última segunda-feira (8), estão arroz, feijão, almôndegas ao molho branco, seitan (“carne” de glúten) ao molho, mini pastéis de brócolis, pão de alho, hambúrgueres, maionese, pêssego em calda e bolo de laranja com mousse de coco.

“Nossa vontade é abrir uma churrascaria vegana aos sábados. Durante a semana, continuaremos com o buffet e aos sábados teremos a churrascaria, com vários pratos, como seitan assado, na grelha e recheado; pão de alho, abacaxi assado, entreveiro na chapa, glúten acebolado, entre outros”, contou.

Para Zelinda, oferecer pratos veganos aos clientes é o que mais importa. “Tem pessoas que nunca ouviram falar em veganismo. Então, cada lanche que a gente serve que não tem carne é um ganho para a gente”, disse. A transição do restaurante para o veganismo foi realizada aos poucos para que os clientes, acostumados com carne, se adaptassem. E muitos já disseram não sentir falta de ingredientes de origem animal no prato.

Foto: Arquivo Pessoal

“Estamos começando aos poucos. Parte dos clientes afirmou que não sente falta da carne. Mas está sendo aceito aos poucos. O que me incentiva é isso: não estou vendendo carne, então estou ganhando muito mais com isso, porque são uma média de 40 refeições no almoço sem carne, sem nada de origem animal, sem crueldade nenhuma no prato, e isso para mim vale muito, porque era o que eu sonhava. Estou feliz, minha família está feliz e estamos empenhados”, reforçou.

Transformar o restaurante em um estabelecimento vegano é, para Zelinda, uma forma de “levar o veganismo adiante”, atingindo mais pessoas. O público vegano, porém, concentra-se à noite. No almoço, a maior parte das pessoas que consome a comida do restaurante não é vegana. “Durante o dia são pessoas que comem carne e que apreciam minha comida. Poucos veganos almoçam aqui, consomem mais à noite”, explicou. Segundo ela, durante o dia o público do estabelecimento é composto, em maior parte, por funcionários de empresas, por conta da localização do restaurante, que fica em uma região industrial.

A proprietária do Picanha’s Grill Veg reforça que, ao levar refeições livres de ingredientes de origem animal para pessoas que não são veganas, ela tem conseguido fazer com que, em média, 40 pessoas consumam pratos sem carne e derivados no almoço. “Então para gente é um ganho muito grande”, disse.

Foto: Arquivo Pessoal

E a iniciativa rendeu muitos elogios nas redes sociais. Satisfeitos com a nova proposta do restaurante, internautas parabenizaram os proprietários. “Parabéns pela iniciativa, admiro vocês”, disse um usuário do Facebook. “É muito nobre veganizar um restaurante”, afirmou outro. “A mudança que eu quero pro mundo, a mudança que é possível”, escreveu uma terceira pessoa.

Por conta da pandemia de coronavírus, cuidados extras estão sendo tomados pelo restaurante. As mesas foram espaçadas, álcool em gel é oferecido logo na entrada, e a proprietária recomenda que as pessoas retirem a comida no local ou solicitem o serviço de delivery ao invés de consumir no estabelecimento. No entanto, medidas são adotadas para proteger aqueles que optam por comer no restaurante e para preservar a saúde dos funcionários. “Quem almoça aqui, a gente ajuda a pessoa a se servir, oferecemos álcool em gel na porta e máscara para quem chega sem”, explicou. Durante a noite, as vendas são feitas exclusivamente via delivery, sem opção de consumir no local. A chamada tele-entrega também pode ser solicitada durante o dia.

Foto: Arquivo Pessoal

E além de promover a conscientização sobre direitos animais através da alimentação, o Picanha’s Grill Veg também prova que não é verdadeiro o argumento de que ser vegano é caro. Isso porque o restaurante oferece buffet a R$ 13,90 o kg e marmitas a R$ 12. “Envio o cardápio, o cliente escolhe o que gostaria de comer e monto a marmita de acordo com a preferência dele”, explicou Zelinda.

O restaurante está localizado na Avenida Plínio Kroaff, 1893, Sarandi, na Zona Norte de Porto Alegre. Os moradores da cidade podem fazer o pedido via WhatsApp e receber os pratos em casa. O telefone para contato é o 51 99951-5791.

Foto: Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal

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Cães e gatos são envenenados em cidades do Rio Grande do Sul

Casos de envenenamento foram registrados nas cidades de Estância Velha, Ivoti e Lindolfo Collor


Animais foram envenenados em três cidades do Rio Grande do Sul. Na última semana, três gatos foram mortos no Residencial Nova Estância, no bairro União, em Estância Velha. Os crimes revoltaram os moradores do local.

(Foto: Arquivo Pessoal)

Todos os animais apresentavam sinais de envenenamento. Pankeka, um dos gatos, foi encontrado com vida e recebeu atendimento veterinário, mas morreu dias depois. As informações são do portal O Diário.

Outros casos já haviam sido registrados na região há alguns meses. Moradores desconfiam de uma pessoa que pode ser a responsável pelas mortes. Os casos foram denunciados à polícia.

Em Lindolfo Collor, a gata Bela foi morta na Vila Três Passos. A tutora, Gabriela Pereira, conta que sua mãe encontrou o animal com sinais de envenenamento. O caso não foi denunciado à polícia porque a comoção pela morte foi tamanha que o corpo foi enterrado logo em seguida, impossibilitando a realização de exames que comprovassem a ingestão de veneno.

Em Ivoti, quatro cachorros e seis gatos foram envenenados desde o final de 2019. Todos estavam em suas casas quando foram mortos. Um boletim de ocorrência foi registrado por uma mulher que perdeu dois cães envenenados.


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Cachorro cego e idoso encontra um novo lar em Esteio (RS)

Na nova casa, que dividirá com outros oito animais, o cachorro desfrutará de um espaço reservado especialmente para ele


Francisco, um cachorro idoso e cego que foi levado ao Canil Municipal de Esteio, no Rio Grande do Sul, após ser atropelado em dezembro do ano passado, encontrou um novo lar.

A dona de casa Clarisse Lenz, de 52 anos, ficou comovida com a história do animal e decidiu lhe dar uma chance. Francisco foi para seu novo lar na última terça-feira (4).

Reprodução/Revista News

Emocionada, Clarisse contou que soube que o cachorro estava para adoção ao conversar com uma protetora da ONG Grupo Amigos e Tratados dos Animais (Gata). As informações são do portal Revista News.

“Na hora que me falaram do Francisco, eu já quis ficar com ele. Amo os meus bichinhos e sei da dificuldade de achar um lar para um cão idoso, ainda mais deficiente. Aqui ele ficará dentro de casa e será muito amado”, explicou.

No novo lar, Francisco terá a companhia de outros oito cachorros. Ele também desfrutará de um espaço reservado especialmente para ele na casa.

Atualmente, o Canil Municipal abriga 50 cachorros à espera de adoção. Todos castrados, vacinados e vermifugados.

“Atendemos muitos animais. Alguns precisam ficar mais tempo para receber cuidados. Porém, após tratados, é necessário que eles sejam adotados para que não voltem para rua e para que possamos atender outros animais que necessitam de atenção”, afirmou a coordenadora do Departamento de Bem-Estar Animal, Luciane Baretta.

Interessados em adotar um animal em Esteio podem acessar o site Catioro Go!, criado em 2016 pela administração municipal, e ver as fotos e informações sobre os animais que procuram um lar.

Após escolher um animal no site, é preciso ir até o canil, localizado na Av. Luiz Pasteur, 7275, Bairro Três Marias, junto ao Galpão da Cootre. O local funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h. O telefone para contato é o (51) 3433-8180.

Para adotar um animal do canil é necessário ter mais de 18 anos, apresentar RG, comprovante de residência e assinar termo de adoção responsável.


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Voluntários denunciam caso de cachorro comunitário estuprado em Bom Jesus (RS)

O animal conhecido como “Cristão”, porque frequentava até a igreja da cidade, foi examinado por um veterinário e a lesão anal foi confirmada


Voluntários do grupo Bicho de Rua protestaram contra a crueldade animal na terça-feira (28) em frente à delegacia de Bom Jesus (RS) e denunciaram o estupro de um cachorro.

Pixabay/Timur85

De acordo com Naiara Bortolloto, Cristão, como é chamado o cachorro, é conhecido na cidade e vive na área central de Bom Jesus. As informações são do GaúchaZH.

“O Cristão é o primeiro a entrar na igreja assim que o padre abre as portas. Ele fica nas missas e é muito dócil e querido. Achamos que ele foi estuprado em função dos ferimentos encontrados. É revoltante porque pelo menos uma vez por mês temos suspeitas de casos parecidos. Não vamos nos calar. Queremos providências das autoridades porque sabemos quem cometeu esses crimes, mas o processo sempre esbarra na falta de provas. Por isso precisamos da ajuda da polícia. Algo precisa ser feito. Isso não pode ficar assim!”, disse.

Gelson Barbosa dos Santos, dono de uma padaria, contou que encontrou o cão momentos antes do estupro. “Ele está sempre aqui me esperando. Eu dei comida e água para ele como todos os dias e ele saiu em direção à praça. Uns 20 minutos depois ele voltou chorando e com muito sangue escorrendo pelas patinhas. Levamos ele no veterinário, estava com a respiração ofegante. Amamos os animais e cuidamos dos que ficam aqui pelo Centro. É inaceitável o que fizeram com ele”, relatou.

O padre Lindomar Santos também busca justiça para o caso. “Cristão foi carinhosamente `batizado` e adotado pela comunidade católica da Paroquia do Senhor Bom Jesus. Há mais de dois anos ele frequenta regularmente as missas na Igreja Matriz. É um cão em situação de rua que é conhecido e amado por todos”, disse.

“As agressões sofridas por ele deixaram a comunidade perplexa e indignada. Há um sentimento de revolta e, ao mesmo tempo, de tristeza. O Cristão não é agressivo, ele busca e aceita o carinho de todos, não percebe a maldade que há no coração de alguns humanos”, completou.

De acordo com o veterinário Nicolas Boschi Vianna, que atendeu Cristão, o animal sofreu lesão anal que pode ter sido causada por zoofilia.

“Não há prova clínica de que a lesão tenha sido provocada pela penetração de um pênis. Teria que ser feito um exame para comprovar se havia esperma. O ferimento pode ter sido provocado por um pedaço de madeira ou outro objeto, por exemplo, o que não minimiza a violência contra o cão”, disse.

“O cão teve lesão anal e sentia dor na região do ânus. Ele foi medicado e está em um local seguro para se recuperar. Para o animal, um ato assim é sempre uma agressão e uma violência”, acrescentou.

O caso será investigado pela polícia. “Sobre esse caso mais recente, já determinei que fosse efetuado o registro, antes mesmo que o boletim fosse feito pelos voluntários, já que há elementos para serem verificados a respeito dessa violência contra o animal”, explicou o delegado Vítor Fernando Boff.

“Vamos buscar testemunhas e colher declarações dessas pessoas apontadas como suspeitos para encaminhar o processo à Justiça”, concluiu.

Estupro de animais é crime previsto na Lei de Crimes Ambientais e tem como punição detenção de até um ano, além de multa. A penalidade pode aumentar se o animal morrer.


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Cachorro brinca com batina de padre durante missa em Itacurubi (RS)

O animal foi adotado pelo padre há três meses e demonstrou ter muito carinho pelo sacerdote


Um cachorro decidiu brincar com a batina de um padre durante uma missa, na última semana, em Itacurubi, no Rio Grande do Sul. Sem se incomodar com a presença do animal, o sacerdote continuou celebrando a missa.

Foto: Loane Dorneles / Facebook / Estadão Conteúdo

O padre Irineu Neto, de 62 anos, contou ao Diário de Santa Maria que adotou o cachorro há três meses. O animal recebeu o nome de Seliguedim. As informações são do portal Terra.

“Como passei o dia no interior rezando missas, acho que ele sentiu a minha falta, porque não parei em casa. Como a casa paroquial fica perto [da minha], ele ouviu a minha voz e chegou até a igreja”, explicou.

Após concluir a reza, o padre pediu licença aos fiéis para se retirar e oferecer comida ao animal. Em seguida, retornou e concluiu a missa.

Comovida com a situação Loane Dorneles dos Santos, que estava na paróquia, registrou a brincadeira do cachorro e publicou o vídeo em rede social.

“Deus se manifesta em todas as criaturas, na inocência e na simplicidade”, escreveu uma mulher.

O vídeo fez sucesso na internet e teve, até o momento, 1,5 mil compartilhamentos no Facebook. “Que lindo, parece que ele estava chamando atenção”, escreveu um internauta. “Olha a seriedade do padre. Se fosse eu, já estaria no chão com o cachorro”, disse outro.


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Cresce procura por animais com deficiência após repercussão do caso do cão Tintim

O secretário municipal de Proteção Animal de São Leopoldo (RS), Anderson Ribeiro, considera que “o debate em torno dos animais deficientes se consolidou”


A repercussão do caso do cão Tintin, que tem as patas dianteiras atrofiadas e foi abandonado em São Leopoldo (RS), aumentou a procura de adotantes por animais com deficiência.

Cacau e Tintim (Foto: Arquivo Pessoal)

O secretário municipal de Proteção Animal, Anderson Ribeiro, explica que animais com deficiência encontram dificuldades para serem adotados. Ele acredita, no entanto, que o carisma de Tintim estimula as pessoas a mudar essa realidade. As informações são do G1.

“Não vai zerar, até porque existem 6 mil na rua. A Sempa recolhe animais doentes ou atropelados e só devolve ao local de origem os que estiverem sadios. Se algum, porventura, vier a perder uma pata ou um olho, ele fica no canil. Como todo dia tem casos graves, sempre terá um com alguma sequela”, disse.

Além de Tintim, Cacau também teve um final feliz. A cadela, que não tem uma pata, foi adotada. “Nós não sabíamos que existiam tantos animais assim. Não é uma coisa que é muito comentada, que é muito divulgada. Mas o olhar dela me comoveu na hora. E quando a gente conheceu, foi amor à primeira vista. Já tinha roubado o coração”, diz a professora Jordana Ayres.

A conscientização das pessoas a respeito da adoção de animais retirados das ruas é comemorada pelo secretário.

Cacau e Tintim (Foto: Thales Ferreira / Prefeitura de São Leopoldo)

“Vamos ver se esses adotantes que não derem certo com o Tintim não possam adotar outro animal com sequela! Mas, com certeza, o debate em torno dos animais deficientes se consolidou. O caso dele é o símbolo de milhões de animais de rua do Brasil. Não é um caso isolado. O senso crítico está se formando”, ressalta Anderson.

A história de Tintim terá um desfecho diferente do planejado por quem o abandonou. E a saudade ficará para o secretário. “Sempre tenho animais por perto no meu gabinete. Os casos piores trago para ficarem comigo. De 2017 pra cá, foram mais de 600 vezes que isso aconteceu. Até ligo para saber como ficaram, vou tomar café para ver como estão. Bah, essa pergunta bateu”, emociona-se. “Por isso somos chatos na adoção. É melhor ser mais exigente e fazer uma adoção consciente”, conclui.


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Tatá Werneck e Patricia Pillar se candidatam para adotar o cão Tintim

Entrevistas com os interessados em adotar Tintim foram feitas. Os possíveis adotantes devem, agora, visitar o cachorro para cumprir a segunda etapa da seleção do novo tutor do cão


Famosos estão entre os 20 interessados em adotar o cachorro Tintim, que foi abandonado em São Leopoldo (RS). A Secretaria Municipal de Proteção Animal (Sempa) da cidade confirmou que a apresentadora Tatá Werneck e a atriz Patricia Pillar estão entre os candidatos a adoção.

Foto: Sempa

O secretário da pasta, Anderson Ribeiro, disse ainda que há outros famosos interessados em levar Tintim para casa, mas não divulgou os nomes porque são pessoas que não se pronunciaram publicamente. As informações são do GaúchaZH.

Em uma publicação da ONG AMPARA Animal, Tatá Werneck demonstrou interesse em adotar o animal. A apresentadora e seu marido, o ator Rafael Vitti, são tutores de 20 animais.

Patricia Pillar, por sua vez, divulgou o vídeo do momento em que a tutora de Tintim o abandona na rua e se dispôs a cuidar do animal. “Isso é crime!!! Se alguém souber onde está esse cachorrinho, me avisa, eu cuido!!!”, escreveu a atriz.

Na quinta-feira (9), Patricia disse que tentou adotar o cachorro, mas que precisaria ser de São Leopoldo para levá-lo para casa. “Eu tentei mas tinha q ser da cidade! Hj terminavam as entrevistas para adoção”, escreveu no Twitter.

De acordo com o secretário de Proteção Animal, o fato de Patricia e Tatá não morarem no Rio Grande do Sul “é uma questão importante a se avaliar”. Ele, no entanto, não descartou a possibilidade do cão ser adotado por uma delas.

Após cerca de 20 entrevistas serem feitas, o secretário já tem uma lista de pré-selecionados. A partir desta sexta-feira (10), os candidatos a adoção visitarão Tintim. Essas etapas, segundo o secretário, foram cumpridas em todas as mais de 600 adoções feitas desde 2017.

O secretário espera que o caso de Tintim impulsione as pessoas a adotar animais. Cerca de 6 mil cães estão abandonados na cidade e 300 vivem no canil municipal.


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Baleia de 10 toneladas é encontrada morta em Tramandaí (RS)

Uma baleia morta de 10 toneladas chamou a atenção de banhistas no domingo (29) no Balneário Jardim Atlântico, em Tramandaí, no Rio Grande do Sul.

Mateus Bruxel / Agência RBS

Os guarda-vidas da praia onde o animal foi encontrado afirmaram que a baleia apareceu no local por volta das 20h de sábado (28).

A subprefeitura de Tramandaí e o Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar) foram informados sobre o caso. As informações são do portal GaúchaZH.

O corpo do animal foi retirado do local através do uso de cordas e de uma retroescavadeira. A operação durou cerca de duas horas e meia e foi executada pelo secretário da subprefeitura da Zona Sul de Tramandaí, Adan D’Avila, e por equipes dos Bombeiros e da Brigada Militar.

Uma análise deve indicar se a baleia ingeriu plástico ou resíduos orgânicos. O corpo será enterrado entre Tramandaí e Cidreira, próximo às dunas.

A baleia pertencia à espécie jubarte, segundo o biólogo Fernando Campani, secretário do Meio Ambiente de Tramandaí.

“Este é um período de migração da espécie, que muda de lugar para alimentação e reprodução. É provável que tenha encalhado e, no esforço de tentar voltar ao mar, morreu. A língua inchada demonstra que já estava morta havia alguns dias”, explicou Campani. Segundo ele, a espécie não está ameaçada de extinção.


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PL que reconhece animais como seres sencientes é aprovado no RS

O texto determina que animais domésticos não sejam mais tratados como coisas pelo ordenamento jurídico


A Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul aprovou, na quarta-feira (11), um projeto de lei que cria o Código Ambiental do Rio Grande do Sul. Durante a votação, foi aprovada também a inclusão no projeto de um capítulo, de autoria do deputado Gabriel Souza (MDB), que reconhece os animais como seres sencientes.

Reprodução/Pixabay/Alexas_Fotos

O texto será encaminhado agora para análise do governador Eduardo Leite, que deverá optar pela sanção ou pelo veto.

“Esta é uma grande vitória. Aprovamos a lei mais moderna do país sobre o assunto e que certamente servirá de modelo para outros estados brasileiros”, escreveu Gabriel Souza em seu site oficial.

O texto determina que animais domésticos não sejam mais tratados como coisas pelo ordenamento jurídico e que recebam tutela jurisdicional em caso de violação.

A medida estabelece ainda punições para quem maltratar ou abandonar animais. As penalidades vão desde advertências até multas ambientais e sanções restritivas de direitos.

“Teremos a partir de agora uma legislação completamente nova e revolucionária, comparável a de países de primeiro mundo. Além de elevar a condição jurídica dos animais, conseguiremos fazer com que o Estado inclua punições para quem maltratar animais”, afirmou Gabriel.


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Gambá é resgatado após prender a cabeça em pote de plástico

Os militares do Corpo de Bombeiros usaram pequenos alicates para cortar o plástico e libertar o animal


Um gambá foi resgatado após ficar com a cabeça presa em um pote de plástico na madrugada de quarta-feira (22) em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Arquivo pessoal / Mauro Sérgio

O animal foi encontrado pelo radialista e empresário Mauro Sérgio na rua Corrêa Lima, esquina com a Hipólito da Costa, no bairro Santa Tereza. As informações são do portal GaúchaZH.

Sérgio retornava para casa após prestar serviço para uma cliente, por meio de sua empresa de transporte de animais, quando encontrou o gambá.

“Saí de madrugada para socorrer um gato que havia sido mordido por um morcego. Quando estava voltando para casa vi, no meio da rua, o que parecia ser um gato com a cabeça presa em um pote. Quando me dei por conta, percebi que era um gambá. Dava para ver que estava com dificuldade de respirar”, conta.

O empresário decidiu, então, ligar para a Brigada Militar, que o orientou a acionar o Corpo de Bombeiros. Os militares cortaram o plástico com pequenos alicates e, após cerca de 30 minutos, conseguiram libertar o gambá.

De acordo com o médico veterinário e professor de Medicina de Animais Silvestres da Faculdade de Veterinária da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Ivan Gonçalves, a presença de um gambá-de-orelha-branca (Didelphis albiventris) é comum em Porto Alegre.

“Sem dúvida, é o mamífero silvestre mais comum em nosso meio. É um marsupial extremamente adaptável. Possui hábitos crepusculares e noturnos e é bastante oportunista para se alimentar, comendo quase tudo o que encontra, inclusive os restos da civilização”, explica.

O especialista orienta a população a agir com cautela, sem fazer contato com o animal, caso o encontre em apuros, optando sempre por acionar o Corpo de Bombeiros para realizar o resgate.


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Notícias

Oito cães e um cavalo extremamente desnutridos são resgatados no RS

Os cachorros foram levados para ONGs de proteção animal e o cavalo, apesar de ter sido socorrido, não resistiu e morreu


Oito cachorros e um cavalo foram resgatados na quarta-feira (20) em São Sepé, no Rio Grande do Sul, em situação de extrema desnutrição. O caso foi descoberto graças a uma denúncia.

Reprodução/Pixabay

Os cachorros foram levados para entidades de proteção animal e o cavalo foi encaminhado ao Hospital Veterinário de Santa Maria, mas não sobreviveu. As informações são do portal GaúchaZH.

A delegada Carla Dolores informou que os animais viviam com uma família que está em situação de pobreza. Na casa, moram um casal de idosos e três filhos adultos que, segundo a polícia, sofrem de transtornos mentais. Diante desse cenário, a Secretaria de Assistência Social foi acionada.

Um Termo Circunstanciado de Ocorrência pelo crime de maus-tratos a animais foi aplicado pelas autoridades. Por ser um crime de menor potencial ofensivo, a pena de detenção de até um ano costuma ser convertida em punições alternativas, como prestação de serviços à comunidade.

Na manhã de quinta-feira (21), a Prefeitura de São Sepé divulgou nota por meio da qual afirma que “a equipe da Secretaria Municipal de Assistência e Habitação Social está reunida para reavaliar a situação da família moradora do bairro Hípica” e que “a família é composta pelo casal e seus três filhos, que possuem deficiência e recebem benefício”.

Os moradores da casa recebem orientação de profissionais da prefeitura. A última visita da assistente social foi feita no dia 22 de outubro. Diante do caso de maus-tratos a animais, a prefeitura se comprometeu a intensificar, por meio da Secretaria de Assistência Social, as visitas à residência da família.


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