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Ursos Verrú e Mizar exploram nova moradia no Rancho dos Gnomos

Cachoeira, piscina e gruta estão entre as novidades que preenchem os dias dos ursos trazidos do Ceará


 

Foto: Biga Pessoa
Foto: Biga Pessoa

Por: Fátima ChuEcco

Há dez dias os ursos Verrú e Mizar deixaram para sempre uma vida de prisão e exposição ao público, no zoo de Canindé, no Ceará, para desfrutar de um ambiente que imita o natural no Santuário Ecológico Rancho dos Gnomos, em Joanópolis, divisa de SP com Minas Gerais. O novo recinto, com 1.900 m² e patrocinado pelo Instituto Luisa Mel, tem uma variedade de atrações que os ursos pardos adoram: cachoeira, piscina, gruta, camas suspensas forradas de feno e amplo espaço gramado com árvores frutíferas.

Outro espaço foi usado pela ursa Rowena, falecida em julho deste ano, aos 36 anos de idade, devido a um tumor ovariano que causou lesões em seu cérebro. Rowena passou sete anos no Zoológico de Teresina-PI e era irmã de Mizar. A ideia original era fazer o reencontro das duas, separadas há 20 anos. No entanto, Rowena morreu logo depois do lançamento do livro infantil “Amiga Ursa”, de autoria da cantora Rita Lee e que tem entre as protagonistas, além da própria ursinha, Luisa Mel e Brigite Bardot.

Foto: Biga Pessoa
Foto: Biga Pessoa

Os ursos ganharam nova “casa” e também novos nomes. É uma tradição do Rancho dos Gnomos rebatizar os animais para descaracterizar o período que passaram em sofrimento. “Os novos nomes visam deixar o passado para trás e permitir uma vida nova num local novo e com energia nova”, explica o casal Marcos e Silvia Pompeu, fundadores do Rancho. Assim, o urso Dimas recebeu o nome de Verrú, que significa “força da superação” e Kátia passou a se chamar Mizar, que é a estrela de brilho mais intenso da constelação da Ursa Maior.

“A querida Mizar não nega ser irmã da adorável Rowena, sempre cautelosa e fazendo tudo ao seu tempo. Tem o andar lento, mas preciso. No domingo ficou na piscina mergulhando, bebendo água da cascata e brincando de bola. Já Verrú não faz cerimônia. Com seu jeitão maroto entra na piscina e faz muitas molecagens dentro da água. Estamos muito atentos para conhecê-los, observando o comportamento de cada um para entender como será a dinâmica de tratamentos”, comenta o casal Pompeu no instagram https://www.instagram.com/ranchodosgnomos/ que tem 172 mil seguidores e reúne vídeos encantadores da dupla de ursos.

Foto: Biga Pessoa
Foto: Biga Pessoa

Marcas da exploração

Verrú viveu 11 anos no zoo de Canindé e tem hoje aproximadamente 27 anos de idade. Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), Verrú foi encontrado por moradores às margens da BR-222, em Sobral (CE), depois de ser abandonado pelo circo em que se apresentava, provavelmente como dançarino. Ele tinha uma lesão em um dos olhos, teve todas as garras dianteiras retiradas quando ainda era filhote e seus dentes extraídos, restando apenas os molares. Mizar passou 8 anos no mesmo zoo e tem cerca de 35 anos. Foi apreendida pelo Ibama em um circo.

A viagem para um novo começo

O transporte de animais selvagens de um estado para outro, ainda mais quando já passaram por muito sofrimento e estão com idade avançada, é sempre muito delicado e envolve inúmeras ações estaduais, federais e recursos para a movimentação por vias áreas e terrestres, sem falar nos inúmeros especialistas que precisam acompanhar cada passo da operação. O deslocamento pela companhia aérea Latam Cargo, por exemplo, foi acompanhado por veterinários a fim de cumprir todas as medidas de segurança dos animais.

Foto: Biga Pessoa
Foto: Biga Pessoa

“Quando chegou o momento tão esperado de soltar Verrú em sua casa nova, toda equipe envolvida no processo se emocionou muito. O urso saiu de sua caixa transportadora e logo começou a cheirar o lugar e se ambientar de forma muito espontânea. Ele se encantou com a piscina e não perdeu a oportunidade de se refrescar”, relata o casal de ambientalistas.

Como são os ursos pardos

O urso pardo é natural da Rússia, Asia central, China, Canadá, Estados Unidos (principalmente o Alasca), Escandinávia e Romênia. Está acostumado a temperaturas frias e amenas. Durante o inverno, busca covas e cavernas para entrar em estado de letargia, que pode durar até sete meses. Durante esse período, sua temperatura corpórea cai levemente (32 °C a 35 °C), e sua respiração e batimentos cardíacos diminuem drasticamente de ritmo. Também não come, não urina e não defeca neste período de hibernação utilizando energia apenas de sua gordura acumulada.

Foto: Biga Pessoa
Foto: Biga Pessoa

O urso pardo vive de 25 a 30 anos na natureza, mas em cativeiro pode passar dos 40. Mede de 1,70 m a 2,80 metros de altura. Sua dieta abrange mariposas, larvas, frutas silvestres, mel, pequenos roedores e, dependendo da região que habita, até grandes animais como cervos e alces. Normalmente, os ursos pardos evitam os humanos, mas com a perda do habitat natural eles estão cada vez mais se arriscando a buscar comida nas lixeiras das casas e até se aproximam de turistas para receber alimento.

No passado os ursos dançarinos eram comuns em circos da Rússia, Europa e todo o continente americano. O treinamento sempre foi extremamente doloroso forçando os ursos a pularem sobre chapas quentes o que os condicionava a repetir o ato diante das plateias ao ver a mesma plataforma que gerava sofrimento. As narinas eram perfuradas para a colocação de uma argola por onde eram puxados e controlados pelas pessoas que os exploravam. Embora essa não seja mais uma prática comum, ainda há vários ursos dançarinos espalhados pelo mundo.

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Após morte da ursa Rowena, santuário decide fazer memorial para homenageá-la

O Rancho dos Gnomos anunciou, através das redes sociais, que irá fazer um memorial, com um jardim, em homenagem à ursa Rowena, que morreu na última quarta-feira (25) após viver dez meses no santuário. A ursa nasceu na natureza, provavelmente na Rússia, mas foi capturada, ainda filhote. Explorada durante quase toda a vida, ela passou décadas sofrendo em um circo e, depois, em um zoológico. O fim da sua vida, no entanto, foi cercado de amor e cuidados no santuário em Cotia (SP).

Foto: Biga Pessoa

“Teremos a difícil tarefa em seguir sem a presença física da irmã Rowena.  Os dias estão passando e, ver o recinto, a caminha, as ocas, a piscina, a bacia de suco e todos os cantinhos que ela tanto amava, tudo vazio e parado é devastador e a saudade é enorme”, diz uma publicação do santuário no Instagram.

Através da rede social, o Rancho dos Gnomos anunciou a criação do memorial e incentivou os internautas a enviarem homenagens à ursa. “Amigos, faremos um lindo memorial, com jardim florido e todas as homenagens feitas a ela. Caso vocês também queiram homenageá-la, com desenhos, músicas, poemas, entre outros, façam contato”, diz a publicação. O santuário disponibilizou o e-mail contato@ranchodosgnomos.org.br para o envio das homenagens.

“Rowena transformou a vida de milhares de pessoas, foi amada por todos e, em seu olhar doce e meigo transbordava até o perdão à quem tanto lhe fez mal no passado”, afirma o santuário, que lembrou também que “a amorosa energia de Rowena estará sempre presente”.

Junto do texto que anuncia a criação do memorial, o santuário publicou um vídeo que mostra a chegada da ursa ao Rancho dos Gnomos e um pouco da rotina dela nos dez meses que viveu no local. “Vamos sempre lembrar da ursinha mais amada do Brasil como imenso amor, saudade e gratidão”, afirma, no vídeo, Marcos Pompeu, que fundou o santuário com Silvia Pompeu.

 

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Morre Rowena, a ursa que conheceu o amor após uma vida de escravidão

Rowena partiu deixando uma linda mensagem de amor e superação | Foto: Biga Pessoa (@bigabp)

A ursa Rowena faleceu na manhã de ontem (24), no santuário Rancho dos Gnomos, local onde vivia há 10 meses, na cidade de Joanópolis, interior de SP. A morte foi causada por um tumor grave no ovário. A neoplasia afetou seriamente seu cerebelo e provocou uma forte convulsão.

Há uma semana, ela começou a comer menos e demonstrar sintomas de dor. Foi medicada, mas não sobreviveu à convulsão. Não se sabe ao certo a idade da ursinha, mas algumas fontes afirmam que ela tinha cerca de 33 anos de idade. O corpo de Rowena foi levado para a Faculdade de Veterinária da USP, onde foi realizada uma necropsia.

Rowena viveu intensamente seus últimos meses de vida no santuário Rancho dos Gnomos | Foto: Biga Pessoa (@bigabp)

A notícia foi confirmada pelo Rancho dos Gnomos por meio de uma postagem na rede social do santuário. “É com muito pesar que comunicamos a passagem da nossa querida Rowena. O Rancho dos Gnomos está em luto. No momento, nos faltam as palavras. Todos viram a evolução do amor e cuidado a ela. E, contudo, pedimos que sejam emanadas vibrações de luz e paz. Rowena segue seu caminho nos deixando saudade, mas certos de que seus últimos meses pode desfrutar de tudo que lhe foi roubado durante a vida como a dignidade, a compaixão, a benevolência e o respeito! Rowena, nossa Luz!”, diz o comunicado.

A notícia da morte de Rowena comoveu milhares pessoas de todo o Brasil que acompanhavam a história da ursinha. A postagem feita pelo Rancho dos Gnomos já conta com cerca de 300 comentários. “Acompanhei toda a história, desde o resgate e toda a evolução de Rowena. Gratidão a todos os envolvidos, vocês fortaleceram minha fé na humanidade. Força e conforto para vocês nesse momento. Rowena se foi feliz. Conheceu o amor e o respeito”, disse uma internauta.

Reprodução | Internet

A morte da ursinha também comoveu a atriz e ativista em defesa dos direitos animais Alexia Dechamps, que emitiu uma nota de pesar em seu perfil no Facebook. “Sem palavras, de tanta tristeza. O que me alegra é saber que você viveu quase 1 ano cheia de amor de madrinhas e todos os mimos que você merecia. Tao explorada a vida inteira . Acabo de saber que você nos deixou. Estou chorando aqui que nem criança. Um dos momentos mais intensos de alegria na minha vida foi o teu resgate! Obrigada todo mundo! Que bom que você não estava mais num zoológico!”, diz a postagem.

Rowena será enterrada na manhã de hoje (25) no Rancho dos Gnomos. Descanse em paz Rowena.

Legado

Rowena inspirou milhares de pessoas em todo o mundo, incluindo a cantora Rita Lee | Foto: Guilherme Samora

A história de Rowena se tornou uma grande inspiração. Ela conquistou o carinho da cantora Rita Lee, que após visitá-la escreveu um livro infantil contando a história de superação da ursinha. A libertação da ursa também incentivou a luta pela libertação dos ursos Kátia e Dimas, que atualmente vivem confinados em um zoo no Ceará.

Uma vida de escravidão

Rowena viveu mais de 30 anos sendo explorada para entretenimento humano | Foto: Instagram (@ursarowena)

A ursa parda siberiana, anteriormente chamada de Marsha, nasceu na Rússia há cerca de 35 anos. Ela foi explorada e maltratada por um circo itinerante brasileiro por mais de 20 anos, onde, além de ser forçada a performar truques, era alimentada com ração para cães. Sua rotina era de dor, sofrimento e confinamento.

Há oito anos ela foi resgatada na cidade de Caxias, no Maranhão, e o que parecia ser finalmente sua libertação, se transformou em um novo pesadelo. Ela foi doada ao Parque Zoobotânico de Teresina, no Piauí, e novamente aprisionada para o entretenimento humano.

No zoo em Teresina, a ursa era mantida sob temperaturas de mais de 40ºC | Foto: Reprodução/TV Clube

No zoo, a ursa vivia em um pequeno recinto e era exposta a altas temperaturas. Sua tristeza era nítida, bem como seu estresse e exaustão. Ela pesava quase metade do peso de um urso da sua espécie e idade. A ursa apresentava sinais de problemas psicológicos e físicos. O drama de Marsha foi denunciado e ela ficou conhecida “a ursa mais triste do mundo”.

O sofrimento da ursinha motivou uma grande campanha que pedia sua libertação. A Confederação Brasileira de Proteção aos Animais ingressou uma ação judicial pedindo a transferência da ursa para um local com temperaturas mais amena e mais adequado para a espécie. O santuário Rancho dos Gnomos rapidamente se voluntariou para recebê-la.

Rowena antes de sair do zoo em Teresina | Foto: Foto: Andrê Nascimento

O processo de transferência não foi fácil. Órgãos municipais empurravam a responsabilidade para órgãos estaduais e procrastinaram a libertação de Marsha. Uma petição online reuniu cerca 240 mil assinaturas. Celebridades como Glória Pires e Heloisa Périssé se manifestaram a favor da ida da ursa para o santuário.

O recomeço

As barreiras burocráticas foram enfim vencidas. O Instituto Luisa Mell patrocinou com R$110 mil a construção do novo recinto para ursa, com muito espaço e com uma queda de água. O transporte foi disponibilizado pela Força Aérea Brasileira (FAB). Na madrugada de sábado do dia 22 de setembro de 2018, após mais de 30 anos de cativeiro e exploração, Marsha finalmente conheceu a liberdade.

Assim que chegou ao santuário Rancho dos Gnomos, Marsha foi rebatizada como Rowena, que significa “recomeço”. Ela rapidamente se sentiu em casa. Desfrutava de deliciosas refeições, longas sonecas e muitos banhos. Ela engordou e se metamorfoseou em uma bela e doce ursa em menos de um ano em seu novo lar.

A ursinha sofreu uma incrível transformação após ser transferida para o santuário | Foto: Rancho dos Gnomos

Nota da Redação: a redação da ANDA lamenta a morte da ursinha Rowena. Agradecemos imensamente aos ativistas Marcos e Silva Pompeu, do Rancho dos Gnomos, por propiciar uma curta, mas intensa, vida de amor, conforto e segurança a ela em seus últimos e mais felizes tempos de vida. O espirito de Rowena se libertou das limitações físicas e ascendeu a planos superiores levando consigo a compaixão, a bondade e o bem.


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Acordo na Justiça garante transferência dos ursos Dimas e Kátia para santuário

Um acordo judicial garantiu a transferência dos ursos Dimas e Kátia do zoológico de São Francisco de Canindé, no Ceará, para o Rancho dos Gnomos, em Joanópolis (SP).

Kátia e Dimas no zoológico (Foto: Alex Pimentel/SVM)

Em junho, a transferência dos ursos havia sido determinada pela Justiça, mas cabia recurso. No entanto, caso o zoológico recorresse, a instituição teria que enfrentar uma ação que pedia R$ 100 mil de indenização por dano ambiental movida pela associação Viva Bicho, responsável por pedir a transferência dos animais. As informações são do G1.

Com o acordo feito entre as partes ficou determinada a transferência dos ursos, que ainda não tem data para acontecer. A forma como os animais serão transportados também não foi definida ainda.

Essa é a segunda tentativa de acordo. A primeira, feita em 4 de junho, não obteve sucesso.

Recinto foi preparado para Dimas e Kátia (Foto: Biga Pessoa/ Rancho dos Gnomos)

“A outra parte entendeu que seria melhor para os animais a transferência. Todos agora estão se mobilizando para que estes animais sejam transportados o quanto antes para o rancho”, disse a advogada Tiziane Machado, da associação Viva Bicho.

No Rancho dos Gnomos já vive a irmã de Dimas e Kátia, a ursa Rowena, que ficou conhecida como a “ursa mais triste do mundo” no período em que viveu em um zoológico no Piauí, suportando temperaturas extremas de mais de 40°C, totalmente inadequadas para a espécie.

A parte operacional, que deve ser executada para que Dimas e Kátia possam ser levados para o santuário, já foi iniciada, conforme explicaram os idealizadores e gestores do Rancho dos Gnomos, Marcos e Silvia Pompeu.

Recinto dos ursos no santuário está pronto (Foto: Biga Pessoa/ Rancho dos Gnomos)

“O recinto para os irmãos ursos já está pronto, foi construído por meio de doações feitas ao Instituto Luísa Mell, e repassadas para essa construção de 1,9 metros quadrados, piscina com capacidade para 80 mil litros de água, cambiamentos, decks, área de descanso, área de alimentação e amplo espaço de área gramada”, explica Marcos.

Não se sabe ainda como os ursos serão levados até o santuário. No caso de Rowena, uma cabine climatizada foi usada de abrigo para a ursa, que foi transportada por um avião da Força Aérea Brasileira (FAB). Por não haver nada definido com a FAB para transferência de Dimas e Kátia, os responsáveis pelo Rancho dos Gnomos não descartam a possibilidade de buscar uma empresa aérea para transportar os ursos.

Exames que atestam que o casal de ursos está apto para ser transferido do zoológico para o santuário serão anexados ao processo e encaminhados ao Ibama, que ficará responsável por emitir uma guia de transporte autorizado. Assim que o documento for emitido, a transferência dos animais poderá ser realizada.

À esquerda, Rowena quando chegou ao santuário, logo após o resgate. À direita, a ursa atualmente, recuperada (Foto: Hellen Souza/Arte G1)

Reencontro dos irmãos

Dimas e Kátia ficarão em um recinto que tem um corredor que interliga o abrigo deles ao local onde vive Rowena, irmã dos dois. A reaproximação do trio será avaliada e monitorada por profissionais.

O casal de ursos foi levado ao zoológico de São Francisco de Canindé em caráter provisório pelo Ibama após serem resgatados de uma situação de maus-tratos. Eles eram explorados e maltratados por um circo que se apresentava no Ceará. Na época, segundo a decisão judicial, os ursos chegaram a ser alimentados com rapadura e refrigerante.

Ursa Rowena se refresca em piscina no Rancho dos Gnomos (Foto: Divulgação/ Rancho dos Gnomos)

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Um mês após ser levada a santuário, ursa Rowena exibe comportamento dócil

Um mês após chegar ao santuário de animais em Joanópolis (SP), a ursa Rowena – que ficou conhecida como ‘a ursa mais triste do mundo’ durante a campanha para transferência do animal – dá sinais de que já se adaptou totalmente ao novo lar. Além de comportamento dócil, ela permite que os técnicos do local se aproximem dela.

(Foto: Silas Basílio/ TV Vanguarda)

Assim que chegou, veterinários constataram que a ursa tinha uma infestação de verminose grande, além de dificuldades de visão e de locomoção naturais para a idade do animal, que é considerado idoso.

“Ela passou por um tratamento de dez dias com medicamentos específicos contra a verminose. Após esse período, repetimos o exame e ela está curada. Agora estamos fazendo um medicamento para tratar a artrose, que é devido à idade”, explica o diretor do santuário, Marcos Pompeu.

Ela foi transportada de Teresina, no Piauí, em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) e levada em uma cabine climatizada especial até Joanópolis, no interior paulista.

Comportamento

Rowena – que antes se chamava Marsha e foi rebatizada para marcar o início de uma nova vida no novo lar – tem comportamento dócil e sempre é vista brincando com alguns objetos deixados no recinto de 600 m², com piscina e caverna.

(Foto: Silas Basílio/ TV Vanguarda)

“Tem essa proximidade com os humanos desde que o animal permita. Ela já sofreu muito. Queremos mostrar a ela que agora está em um local seguro”, disse o diretor, que se aproxima dela para dar uma mistura de suco de melão, laranja, mel e água em um pote.

A ursa faz uma média de três alimentações por dia. Na primeira, e mais reforçada, ela come frutas, na segunda acrescentam legumes e folhas e na última do dia ela consome proteínas.

(Foto: Silas Basílio/ TV Vanguarda)

Histórico

O animal viveu 25 anos no circo e há sete anos foi resgatada com mais três ursos, que viveram no zoológico no Piauí até morrer. Ela foi resgatada em Caxias, no Maranhão, e doada ao parque de Teresina pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Durante o período em que viveu no circo, a ursa foi acostumada a se alimentar com ração de cachorro. A transferência foi feita porque a temperatura média de 40°C em Teresina não era a adequada para o animal.

Fonte: G1

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Ursa Rowena desfruta de uma nova vida após ser levada para santuário

A ursa Rowena, anteriormente chamada Marsha, teve a vida transformada após ser levada para o Santuário Ecológico Rancho dos Gnomos, em Joanópolis, no interior de São Paulo. O clima é apenas o início de toda a mudança vivida pela ursa. Em Teresina, no Piauí, Rowena vivia sob estresse devido às altas temperaturas, que alcançavam os 40º C – algo inadequado para um animal dessa espécie. Já no santuário, onde o clima é bem mais ameno, a ursa foi filmada deitada no chão, de barriga para cima, totalmente relaxada.

(Foto: Reprodução / Instagram / Rancho dos Gnomos)

O ambiente proporcionado à Rowena no Rancho dos Gnomos também é totalmente oposto ao do zoológico. No santuário, a ursa tem uma extensa área de grama, uma piscina grande, vários brinquedos, além de uma caverna e uma cama confortável para dormir. Em meio à natureza, há também uma bela vista e ar fresco. Os responsáveis pelo local tiveram ainda o cuidado de construir uma barreira visual em um trecho da cerca do recinto de Rowena que tem como objetivo deixá-la mais confortável no espaço onde vive.

Na última segunda-feira (24), o Rancho dos Gnomos publicou no Instagram uma foto da ursa dormindo, desfrutando de uma temperatura bem mais baixa do que aquela que ela era obrigada a suportar em Teresina. “Um bom dia bem preguiçoso da nossa irmã Rowena. Esse é o melhor começo de segunda-feira que ela já teve. E temos certeza que a sua segunda-feira também vai ser melhor depois de lembrar que ela está muito bem. Faz cerca de 20° neste momento em Joanópolis”, escreveu o santuário.

A ursa já conheceu todo o recinto, menos a piscina, na qual ela ainda não entrou. Também já experimentou os brinquedos selecionados pela equipe do santuário para agradá-la. “Job do dia: brincar com essas bolonas, rolar na grama, dormir, comer, beber água, dormir, fazer xixi e cocô, dormir, brincar, comer, beber água, fazer xixi, comer… E aí descansar porque nenhum urso é de ferro. Não tá fácil, não, viu? Rsrs Se der tempo, ela vai encaixar na agenda dela uma entradinha na piscina rsrs Parece que ela ainda não sentiu necessidade da piscina porque, em comparação ao Piauí, Joanópolis é fria”, publicou o Rancho dos Gnomos.

(Foto: Biga Pessoa)

Rowena, quando ainda era Marsha, explorada para entretenimento humano, vivia em condições inadequadas que prejudicavam sua qualidade de vida, fazendo, inclusive, com que ela realizasse movimentos repetitivos, sinalizando as consequências negativas da vida que levava. Na época, ela era considerada “a ursa mais triste do mundo”. Com a mudança para o santuário, Rowena passou a ser chamada pelo Rancho de “a ursa mais amada do mundo”. A escolha de um novo nome para ela, inclusive, tem relação com a transferência do zoo para o santuário. Rowena significa “luz” e, segundo o santuário, “ela ganhou uma nova vida, por isso, um novo nome. Nunca mais ela vai ouvir aquele nome que era ligado a dor e sofrimento”.

Reintrodução na natureza

Nas redes sociais, internautas têm questionado sobre a possibilidade de soltar Rowena na natureza. Através do Instagram, a ativista Luisa Mell, que participou do resgate da ursa, explicou porque não é possível realizar a soltura e pediu boicote a estabelecimentos que aprisionem animais para entretenimento humano, como zoológicos, aquários e circos.

“Muita gente me perguntou sobre a reintrodução na natureza… a esta altura da vida dela é impossível! Meu sonho de vida é que nenhum animal viva preso! Mas infelizmente depois de tantos anos em cativeiro, e com a saúde tão debilitada, seria impossível! Por isso para estes animais meu sonho é levar todos para santuários sérios onde sejam respeitados e amados. Por isso imploro para que você que se comoveu com esta história não contribua para isto! Não sustente estes abusos! Não visite circo (com animais), show de baleias, golfinhos, aquários, zoo… Só criminosos merecem a prisão”, escreveu Luisa.

(Foto: Reprodução / Instagram / Rancho dos Gnomos)

Ajude Rowena e outros animais

Além de Rowena, outros animais dependem do Santuário Ecológico Rancho dos Gnomos para ter uma vida digna. Os responsáveis pelo santuário, no entanto, não conseguem manter o local em funcionamento, tratando os animais da melhor forma possível, sem a ajuda da sociedade.

Para colaborar com a manutenção do Rancho, é possível se tornar apoiador mensal, acessando o site e doando R$ 20 por cartão de crédito ou boleto. Doações esporádicas de diferentes quantias também podem ser feitas.

Confira vídeos da Rowena abaixo:

 

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Job do dia: brincar com essas bolonas, rolar na grama, dormir, comer, beber água, dormir, fazer xixi e cocô, dormir, brincar, comer, beber água, fazer xixi, comer… E aí descansar porque nenhum urso é de ferro. Não tá fácil, não, viu? Rsrs Se der tempo, ela vai encaixar na agenda dela uma entradinha na piscina rsrs Parece que ela ainda não sentiu necessidade da piscina porque, em comparação ao Piauí, Joanópolis é fria. Essa é a nova vida da Rowena, a ursa mais amada do mundo. // Você já cogitou fazer parte dessa história ajudando com apenas R$ 0,66 (sessenta e seis centavos) por dia? Lá no nosso site (www.ranchodosgnomos.org.br / link na bio) tem opção de se tornar apoiador mensal desse projeto doando R$ 20,00 por cartão de crédito ou boleto. Aí, você vai fazer parte de um grupo cada vez menos seleto (pois queremos que todos participem) de apoiadores do Rancho dos Gnomos 🙂

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‘A questão dos zoológicos tem que ser revista’, diz vice-governadora do Piauí

A vice-governadora do estado do Piauí, Margarete Coelho, afirmou que a questão dos zoológicos precisa ser revista e que o Parque Zoobotânico de Teresina passa por um momento de antes e depois do caso da ursa Marsha, que foi transferida do local para o Santuário Ecológico Rancho dos Gnomos e ganhou, inclusive, um novo nome: Rowena. A ursa, que foi explorada por um circo por 20 anos, vivia no zoológico em condições inadequadas e era forçada a suportar calor intenso.

Ursa Rowena, também conhecida como Marsha (Foto: Reprodução / Cidade Verde / Luccas Araújo)

Foi Margarete quem interviu para apaziguar os ânimos entre a presidência da Confederação Brasileira de Proteção Animal (CBPA) e o titular da Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Piauí (Semar-PI), que, a princípio se manteve veementemente contra a transferência da ursa.

De acordo com a vice-governadora, os entraves entre a CBPA e o Semar ocorreram devido ao fato do tema ser novo ao governo, que, segundo ela, precisou de tempo para avaliar a situação. “O Estado do Piauí superou este momento e conseguimos dar exemplo para o Brasil e para o mundo. Agora, vai ser antes e depois da Marsha. Isso abre o espaço para que outros estados tomem a mesma decisão”, disse Margarete ao portal OitoMeia.

“A questão dos zoológicos tem que ser revista. Claro que o Estado do Piauí vai entrar nesse debate. Não é adequado animal exótico, animal nenhum, em um clima que lhe é completamente adverso, muito menos em circos e espetáculos. Não é da natureza de animais fazer espetáculos”, completou.

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Após longa viagem, ursa Marsha chega a santuário em Joanópolis (SP)

A ursa Marsha chegou na madrugada deste sábado (22) no Santuário Ecológico Rancho dos Gnomos, em Joanópolis (SP). No entanto, devido à impossibilidade de colocá-la durante a noite no recinto preparado para ela, Marsha conheceu o novo lar apenas no final da manhã. A ursa, que já foi explorada por um circo durante 20 anos, viveu outros 7 no Parque Zoobotânico de Teresina, no Piauí, de onde saiu nesta sexta-feira (21).

Rowena explora novo lar em santuário (Foto: Reprodução / Instagram / Rancho dos Gnomos)

Com uma vida nova pela frente, a ursa não só ganhou um espaço com temperatura e estrutura adequadas, como também um novo nome: ela agora se chama Rowena. “A ursa Marsha agora se chama Rowena, que significa ‘luz’. Ela ganhou uma nova vida, por isso, um novo nome. Nunca mais ela vai ouvir aquele nome que era ligado a dor e sofrimento”, escreveu o santuário nas redes sociais.

Conhecida como a ursa mais triste do mundo, Rowena foi resgatada por uma equipe composta por biólogos, veterinários e ativistas. A luta pela transferência dela ocorre desde 2017 e foi motivada principalmente pelas altas temperaturas de Teresina, insuportáveis para o animal.

Para o resgate, foi montada uma operação que contou com jaula especial climatizada e um avião da Força Aérea Brasileira (FAB). Devido ao ar condicionado da jaula, ativistas relatam que a ursa relaxou e conseguiu, inclusive, dormir durante o trajeto.

Todos os cuidados necessários foram tomados pela equipe, que optou por não anestesiar Rowena. “Respeitando a idade avançada dela, o clima extremamente quente e a movimentação toda. O anestesista veio para o caso de alguma urgência ele atuar”, explicou ao G1 a proprietária do santuário Sílvia Pompeu.

Rowena antes de sair do zoo em Teresina (Foto: Andrê Nascimento/G1 PI)

A ursa ficará em um recinto provisório, com piscina e caverna, até a construção, através de doações, de um espaço definitivo.

“Nossa equipe de veterinários já está em contato com a equipe do Zoobotânico para pegar o prontuário dela e a partir daí elaborar um plano de alimentação e adaptação dela em um novo recinto, um novo espaço, com uma temperatura bem mais amena para ter o restinho de vida dela em uma condição mais confortável”, contou o proprietário do Rancho dos Gnomos Marcos Pompeu.

 

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Primeiras imagens da ursinha em São Paulo. Aos colegas jornalistas: podem usar para suas matérias.

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