Notícias

Brigadistas encontram animais mortos na maior queimada em décadas no Pantanal

Queimada no Pantanal, em Poconé, Mato Grosso — Foto: Rogério Florentino/AFP

As queimadas no Pantanal reservam aos brigadistas um trabalho árduo de combate às chamas. Washington Rojas, de 24 anos, e Heuler Hernany, de 25 anos, sabem bem disso. Chefes de esquadrão do Sistema Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), no Mato Grosso do Sul, eles se dedicam à preservação da natureza.

O Pantanal sofre com a maior temporada de queimadas em décadas. As chamas já consumiram 1,5 milhão de hectares, sendo 910 mil em Mato Grosso do Sul e o restante em Mato Grosso.

Uma reportagem de Camilla Veras Mota para a BBC Brasil mostrou o importante trabalho dos 90 brigadistas do Prevfogo, personagens essenciais nessa história de luta pela preservação do bioma. Em entrevista ao jornal, o supervisor de brigadas do Prevfogo Bruno Águeda revelou que nem mesmo a chuva que caiu sobre a cidade de Corumbá foi capaz de dar fim ao fogo. Isso porque a água não foi suficiente para encharcar o solo. A aproximação do frio também não é vista com bons olhos, porque o inverno na região costuma ser seco.

Determinados, os brigadistas começam a trabalhar às 8 horas e não têm hora para acabar. “Quando a gente vê que dá pra vencer o fogo, a gente continua. Já cheguei a virar noite”, afirmou Rojas.

Das 10h às 14h, o fogo se mostra em sua pior fase. Ao contrário do período noturno, quando costuma ser mais fácil controlar as queimadas. O cenário, porém, torna-se mais perigoso à noite, já que os brigadistas precisam enfrentar a mata fechada em meio à escuridão.

Há também as dificuldades emocionais. Lidar com a destruição causada pelo fogo é doloroso. Para Hernany, ver animais fugindo ou carbonizados foram as cenas mais impressionantes que viu durante o trabalho. Ele já encontrou um tatu e um filhote de macaco mortos. Rojas, por sua vez, já presenciou cinco jacarés queimados de uma só vez. “Você vê o animal todo encolhido, dá muita dó. Parece cena de filme”, disse Hernany.

Os animais mais lentos são as principais vítimas das queimadas. No entanto, às vezes as chamas aparecem inesperadamente e qualquer animal pode ser morto. Denominado “fogo subterrâneo” ou “fogo de turfa”, esse tipo de chama aparece “do nada”.

Isso se deve às secas e cheias, que criam camadas de matéria orgânica no solo. Segundo Águeda, forma-se uma espécie de sanduíche, com uma camada de terra, outra de vegetação, mais uma de terra, e assim por diante. Se o fogo atinge uma das camadas mais profundas, ele se espalha nas profundidades até emergir para a vegetação mais seca através de alguma fissura.

O fogo subterrâneo, no entanto, não é o único desafio dos brigadistas, que também lutam contra o vento, que muda subitamente e carrega as chamas para outra direção. Em alguns casos, logo após a retirada de uma faixa da vegetação para frear o fogo, o vento muda. “Às vezes o brigadista passa o dia inteiro batendo enxada e o vento leva o fogo para outro lado”, afirmou o supervisor de brigadas.

“A gente pode ter feito tudo, mas às vezes o vento muda e joga uma fagulha a 100 metros. A coisa que mais choca é a sensação de impotência”, completou o tenente-coronel Rodrigo Bueno, do Corpo de Bombeiros do Mato Grosso do Sul, instituição que também exerce papel essencial no combate às queimadas no Pantanal.

O último relatório sobre uma força-tarefa de combate às queimadas revelou a participação de 81 bombeiros do Mato Grosso do Sul e 42 do Mato Grosso, que atuaram em três bases: em Poconé/Sesc Pantanal (MT), em Corumbá (MS) e na terra indígena dos Kadwéus (MS).

Além das saídas diárias a partir das bases, equipes são enviadas a missões em áreas mais afastadas. Tenente Bueno é um membros dessas equipes. Voluntário para passar 10 dias na base do Sesc Pantanal, ele costuma trabalhar em Maracaju (MS). Em uma de suas missões, foi enviado à área da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) do Sesc Pantanal para impedir que o fogo atingisse a casa do único morador do local: seu Dito Verde. O homem, considerado “uma lenta do Pantanal”, vive em “uma casinha de barro, com telhado de sapê, toda feita por ele.”

Bombeiro há 10 anos, Bueno afirmou à BBC Brasil que nunca viu uma operação tão grande de combate aos incêndios. E isso tem razão de ser. Segundo o presidente do Instituto Homem Pantaneiro, coronel Ângelo Rabelo, as queimadas no Pantanal têm piorado ano após ano.

Quando iniciou os trabalhos na região, na década de 80, o coronel se deparou com “um dos momentos mais violentos da história do Pantanal”, com muitos animais sendo traficados e mortos. Atualmente, a maior preocupação é o fogo, que ameaça a existência de quase 4,7 mil espécies de plantas e animais.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Destaques, Entrevistas, Notícias

Bastidores da causa animal: protetora revela rotina do resgate de animais

Casos de abandono e maus-tratos a animais comovem a população rotineiramente. Mas o que existe por trás desta causa nobre? Quem são as pessoas que batalham todos os dias para garantir uma vida digna a animais com um histórico de dor e sofrimento? Para responder a essas perguntas, a Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA) conversou com exclusividade com a protetora de animais Ana Cavalcanti. Confira abaixo a entrevista na íntegra.

Ana Cavalcanti atua na proteção animal desde 2016, mas sempre teve animais resgatados da rua (Foto: Reprodução/Facebook/Ana Cavalcanti)

ANDA: Há quanto tempo você está na proteção animal e quantos animais, em média, você já ajudou – através de resgates e outras ações?

Ana Cavalcanti: Oficialmente, estou na proteção animal desde 2016, mas sempre tive animal resgatado da rua. Quando eu era adolescente , eu tinha 16 gatos. Claro que não tinha a consciência que eu tenho hoje em relação a castrar ou vacinar, criar dentro de casa, sem acesso à rua. Mas desde criança eu tenho animal.

Sobre os animais que já ajudei, somando resgates, adoções, castrações e ações que realizei dentro de ocupações, ajudei em torno de 300 animais. Dentre eles, prestei auxílio não só a animais abandonados, mas também a alguns que têm tutor, mas vivem com famílias carentes, que precisam de ajuda para cuidar deles.

ANDA: O que te fez decidir entrar para a proteção animal?

Ana Cavalcanti: Não foi uma escolha racional. Eu não decidi um dia “vou resgatar animais”. Sempre levei ração na bolsa e no carro para alimentar os animais que vivem na rua. Em 2016, comecei a saber de animais atropelados, envenenados, e pensei que aqueles animais não poderiam continuar na rua, já que corriam riscos. E aí, sob influência de uma amiga minha, que inclusive foi a primeira pessoa vegetariana que conheci, há uns 10 anos, comecei a resgatar.

Negão foi adotado pela protetora Ana Cavalcanti (Foto: Reprodução/Facebook/Ana Cavalcanti)

ANDA: Qual animal que passou pela sua vida que te marcou mais?

Ana Cavalcanti: Um dos animais que mais me marcou foi o Negão. Hoje ele dorme na cama comigo. Eu cuidava dele na rua, ele era um cão comunitário. Foi diagnosticado com um TVT (tumor venéreo canino transmissível) raro, teve que ser operado, mas já se recuperou. Antes de trazê-lo para minha casa, tentei doá-lo quatro vezes. Ele chorava, pulava o muro das casas e fugia para a rua. Na época, ele sumiu. Ficou 16 dias desaparecido. Quando o encontramos, parecia que um filho meu tinha nascido de tanta felicidade. Desde então, ele mora comigo, dentro de casa.

Outro animal que me marcou foi a Menina, uma cadela que resgatei em Valinhos (SP). Já tem uns 7 anos que ela morreu. Foi muito marcante para mim porque ela foi resgatada com um tumor no baço, já com metástase, e pela primeira vez tive que decidir sacrificar um animal. A veterinária iniciou a cirurgia dela, me ligou e disse que ela não sobreviveria nem mais dois meses e sofreria muito. Foi muito difícil decidir e, para piorar, isso aconteceu no dia do meu aniversário. Chorei muito e tive que lidar com a morte dela, que foi induzida para poupá-la de mais dor.

O Gatão também me marcou muito. Tive que levá-lo em uma veterinária especialista em gatos, após passar por profissionais que não conseguiam descobrir o que ele tinha. Essa veterinária que atendeu é especialista em comportamento. Ela me explicou que existem gatos que ficam ariscos, fogem e se defendem unhando e mordendo, e outros que travam completamente – por conta de traumas e da vida na rua. Os mais comuns são os do primeiro tipo. O Gatão, no entanto, estava entre o segundo. Ele congelava, ficava parado, em pânico, com a aproximação das pessoas. Hoje, após ter sido resgatado e adotado por uma boa família, é um gato super carinhoso, muito fofo. Vendo-o na rua, nunca imaginei que ele se transformaria tanto.

Rock, como passou a ser chamado o Gatão após a adoção, marcou a vida de Ana (Foto: Reprodução/Facebook/Ana Cavalcanti)

ANDA: Você falou que teve que lidar com a difícil decisão de autorizar o sacrifício de um animal para aliviar o sofrimento dele. Quais sentimentos você já vivenciou por conta da proteção animal?

Ana Cavalcanti: Impotência é o principal sentimento – faço até terapia para aprender a lidar com isso. É a impotência de saber que tudo depende de dinheiro – e eu acho justo que veterinário cobre mesmo, ele precisa sobreviver, mas é difícil – e de não poder ajudar mais animais do que já ajudo. Mas têm sentimentos bons também. Nem sei mensurar o tamanho da minha felicidade ao ver animais que tirei da rua vivendo em bons lares. Recebo fotos, áudios dos tutores frequentemente e fico tão feliz. Não tem preço. Mas também sinto raiva. Raiva ao ver as pessoas insistindo em comprar animais, colaborando com um mercado que os explora e maltrata ao invés de adotar os que precisam de lares. E tem também meu sentimento ao ver a reação das pessoas a minha militância. Eu tinha amigo no Facebook que me excluiu por causa das coisas que eu posto, mas não vou deixar de militar para ter a aceitação das pessoas. E nessa militância entra não só a proteção animal, como o veganismo. De dois anos para cá, não consigo pensar na proteção animal sem estar de mãos dadas com o ativismo pelo veganismo. E é por isso que eu tenho muito orgulho do Cantar Faz Bem Pra Cachorro, um evento que organizo com a ajuda de outras pessoas.

ANDA: Você falou do Cantar Faz Bem Pra Cachorro. Como surgiu a ideia de realizar esse evento e como ele é realizado? Fale mais do evento.

Ana Cavalcanti: Tudo começou quando resgatei a Amora. Toda noite eu vou às ruas para alimentar animais. Numa determinada noite, vi a Amora em meio a vários cães machos, tentando cruzar com ela. Coloquei ração para eles e fiquei observando qual era fêmea, para resgatá-la. Foi então que ela se assustou, correu em direção a uma avenida e foi atropelada. Ouvi o barulho e pensei que ela tivesse morrido. Comecei a chorar. Cheguei perto. O carro não passou em cima dela, mas acertou a cabeça dela, deixando-a por cerca de três meses com sequelas neurológicas, que foram tratadas. Quando falei do resgate para a Fátima, dona do bar Vila Bambu, ela sugeriu que fizéssemos um evento para arrecadar fundos para o tratamento da Amora. Assim nasceu o Cantar Faz Bem Pra Cachorro, que teve o nome escolhido pela Fátima.

Cachorros são bem-vindos no evento realizado pela protetora (Foto: Reprodução/Facebook/Ana Cavalcanti)

No próximo dia 29 de março, iremos realizar a 13ª edição. Sempre no bar da Fátima, sempre com músicos e cantores fazendo música ao vivo, sempre com comida vegana e com toda a renda revertida para os animais abandonados. Me ajuda muito a pagar as contas das clínicas veterinárias. Costumamos fazer o evento a cada dois meses, aos domingos. E além de me ajudar muito financeiramente, o Cantar Faz Bem Pra Cachorro me deixa muito feliz por conta do sucesso que a comida vegana faz. Já fizemos yakisoba, feijoada e chilli. A maior parte do público não é vegana, mas a comida sempre acaba, porque todo mundo come, repete, adora, e volta nas outras edições. Para mim, isso é também uma forma de militar em prol do veganismo. Tenho muito orgulho do evento.

ANDA: Além da aparência física e da questão de saúde, qual mudança você vê no comportamento dos animais após o resgate que demonstra que eles tiveram a vida transformada?

Ana Cavalcanti: A Amora sentia tanto medo das pessoas que foi atropelada justamente porque correu para a avenida assustada. A Pitty também era quieta e medrosa. O Pepe não deixava ninguém chegar perto e mordia quem insistisse. Hoje, ele vira a barriga para cima, brinca, acorda me lambendo. Os animais sentem uma confiança, sentem o amor que a gente dá para eles. A maioria, no entanto, leva muito tempo para mudar o comportamento, meses, até anos, principalmente os adultos que sofreram maus-tratos.

Não sei nem descrever para você a mudança que o animal passa após o resgate. Tem animal que evolui tanto emocionalmente que isso afeta o físico, o pelo fica mais bonito, engorda, a recuperação de algum problema de saúde acontece de maneira mais rápida. Parece que o organismo dele se abre àquela nova energia, a imunidade fica mais forte.

O alfajor foi uma das delícias veganas comercializadas em uma edição do evento (Foto: Reprodução/Facebook/Ana Cavalcanti)

ANDA: O que você acha que falta em nossa sociedade em relação ao respeito e cuidado com os animais?

Ana Cavalcanti: Acho que as pessoas têm que parar de comprar animais, mas não só. Nossa sociedade é especista. A educação precisa vir da base. Além da questão de políticas públicas. O castramóvel, por exemplo. Em Campinas, na minha cidade, tem castramóvel, mas é preciso ser melhor divulgado, muita gente nem sabe que existe. As ações de castração realizadas em cada bairro precisam de mais divulgação, para ter mais adesão. Creio também que a questão da proteção animal deveria ser ensinada nas escolas. Falar com os alunos sobre o respeito aos animais, incentivá-los a não abandonar, explicar que abandono é crime, abordar a necessidade de adotar ao invés de comprar, questões assim.

É preciso ensinar que os animais não estão no planeta para servir às pessoas. A cadela não existe para ser forçada a procriar para alguém ganhar dinheiro vendendo os filhotes. O cavalo não existe para ser obrigado a carregar peso puxando uma carroça ou charrete.

As pessoas também precisam ter mais iniciativa, parar de querer repassar casos de animais abandonados e maltratados para ONGs e protetores e começar cada um a fazer sua parte. Faz vaquinha, arrecada recursos, paga o veterinário, dá lar temporário, doa. Não fica esperando sentado.

ANDA: Sobre conscientização, você acha que as pessoas estão mais conscientes, mais abertas em relação a ideia de, por exemplo, adotar um animal?

Ana Cavalcanti: Acho que as pessoas estão se tornando mais conscientes. Viajo às vezes para São Paulo a trabalho, vou em bairros nobres e vejo pessoas tutelando cães sem raça definida, adotados. Tem gente deixando de comer produtos de origem animal. Outros, embora ainda comam, já se conscientizaram sobre os testes e optam por produtos não testados em animais. Ainda tem muito o que evoluir, mas melhorou sim.

Amora é um dos tantos animais resgatados pela protetora (Foto: Reprodução/Facebook/Ana Cavalcanti)

ANDA: Qual a maior dificuldade que você enfrenta na proteção animal?

Ana Cavalcanti: Dinheiro. A maior dificuldade é o dinheiro. Tudo custa muito caro. Por exemplo, um hemograma humano custa, em média, R$ 15. O do animal é R$ 40. Precisei me submeter a um exame de ultrassom, paguei R$ 40. O dos animais que resgato não sai por menos de R$ 150. Medicação também é caro. E ninguém quer deixar de gastar um pouco consigo mesmo para ajudar os animais. Então fica díficil, com poucas doações, pouca ajuda.

ANDA: Se você pudesse deixar um recado para os animais que já passaram pela sua vida, o que você diria a eles?

Ana Cavalcanti: Eu diria para eles que faço tudo com muito amor e que se pudesse, faria por muitos outros. E se fosse possível voltar no tempo, faria melhor do que fiz. Quero que eles sejam muito felizes, que aproveitem o resto de suas vidas com suas famílias. Eu falaria para eles que sou muito grata pela oportunidade de fazer o que faço por eles e que a proteção animal me mostrou que sou mais forte do que eu pensava ser. E para cada animal que eu ajudei, eu fui muito mais ajudada. Evolui muito como ser humano, melhorei, aprendi sobre empatia, paciência, compaixão, inclusive com as pessoas, com outras causas. Hoje sou uma pessoa melhor por causa deles. E não quero parar. Dei uma freada nos resgates por conta do meu psicológico. Preciso me cuidar para seguir cuidando deles. Mas não consigo ver minha vida longe deles, longe da militância. Penso, em primeiro lugar, sempre no sofrimento deles.

Ao lado de cachorro, Ana participa do evento em prol de animais abandonados (Foto: Reprodução/Facebook/Ana Cavalcanti)

E tudo me aconteceu meio que ao mesmo tempo: veio a proteção animal, logo veio também o veganismo. Sou vegana pelos animais, por defender a preservação do meio ambiente e entender o quanto o consumo de produtos de origem animal prejudica a natureza e, como consequência, ainda garanto uma saúde melhor para mim e a consciência leve.

Interessados em conhecer mais o trabalho voluntário da Ana Cavalcanti na proteção animal e auxiliar por meio de doações, lar temporário ou adoção, podem entrar em contato com a ativista através do Facebook ou pelo WhatsApp, no número: (19) 99817-3741.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Filhote de baleia é cortado do ventre da mãe na caçada anual das Ilhas Faroe

Foto: Sea Shepherd
Foto: Sea Shepherd

Uma baleia grávida morta na caça anual das ilhas Faroe teve o filhote cortado fora de seu útero, uma cena forte e comovente, registrada por ativistas. A temporada de caça é comumente referida pelos locais como uma “rotina” da região.

A caça, que pode ser descrita como um verdadeiro mar de sangue, dada a cor que ficam águas após a morte dos animais, levou a morte de 23 baleias, assassinadas friamente por sua carne e gordura. Mas o governo das ilhas Faroe afirmam que a atividade é “sustentável” e “regulada por lei”.

A organização ambientalista Sea Shepherd compareceu ao local da matança na baía de Hvalvik para documentar o massacre descrito pela entidade como “bárbaro”.

Foto: Sea Shepherd
Foto: Sea Shepherd

Uma visão angustiante

“Como de costume, o processo descrito como “humanitário” pelos caçadores, para matar as baleias-piloto estava longe disso, com várias tentativas frustradas de paralisar os animais com a lança sendo observadas em vários grupos”, disse um porta-voz da entidade.

“Tendo observado anteriormente outras baleias pilotos, nossa tripulação notou que este grupo de baleias estava claramente desgastado ou resignado ao seu destino tanto que muito pouco ou nenhum grito foi ouvido das baleias.

“Enquanto as famílias se deitava nas docas, imagens ternas e ao mesmo tempo perturbadoras de crianças saltando e brincando com os animais mortos podiam ser vistas. À medida que o processo continuava, a tripulação testemunhou uma baleia jovem sendo perseguida até a morte e a angustiante visão de um filhote não nascido sendo cortado do ventre de sua mãe”.

‘Semanas antes de nascer’

A Sea Shepherd afirma que o filhote parecia estar a “meros dias ou semanas apenas de nascer” – e, portanto, seria “despejado sem a menor cerimônia” de volta ao mar.

“As Ilhas Faroe costumam falar da tradição por trás da rotina de morte e, especificamente, do respeito mostrado às baleias-piloto”, acrescentou a instituição.

“Vídeos e fotografias mostram claramente que isso não é o caso, com imagens de pessoas e turistas tirando selfies com as baleias assassinadas.

Foto: Environmental Investigation Agency
Foto: Environmental Investigation Agency

“As crianças brincavam com barbatanas, chutavam e socavam os corpos, andando sobre elas e, despreocupadamente, podiam ser vistas correndo pelo cais carregando as facas tradicionais que são usadas como parte da matança”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

​Read More
Notícias

Curitiba (PR) registra 30 denúncias de maus-tratos a animais por dia

Uma média de 30 denúncias de maus-tratos a animais é registrada por dia em Curitiba, no Paraná. Os dados foram divulgados por Matheus Araujo Laiola, delegado responsável pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente da Polícia Civil do Paraná.

Foto: Pixabay

Especialista em investigação criminal, segurança pública, gestão pública e direito constitucional, Laiola participou de um evento na Câmara Municipal de Curitiba para abordar a atuação policial no combate a crimes de maus-tratos a animais. O delegado participou do debate a convite da vereadora Fabiane Rosa (DC). As informações são do portal Jornale.

Laiola assumiu a Delegacia de Meio Ambiente em janeiro. De acordo com o delegado, os casos presenciados por ele e por sua equipe foram chocantes, já que eles estavam acostumados a lidar com crimes da Delegacia de Furtos e Roubos.

“Policiais acostumados a lidar com traficantes passaram a ter de capturar cobras de 7 metros”, contou o delegado. “Houve o objetivo de se mudar algumas dinâmicas e, nesse curto espaço de tempo, obtivemos resultados expressivos”, completou.

Devido à necessidade de encaminhar para locais adequados os animais resgatados em ocorrências policiais, a Delegacia de Meio Ambiente atua em parceria com a Rede de Proteção Animal.

“A função da Delegacia de Meio Ambiente é penal e a da Rede de Proteção Animal é administrativa e fiscal. O resultado dessa atuação em conjunto é que nos últimos cinco meses 300 animais em situação de maus-tratos foram resgatados”, concluiu.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Imagens relevam a rotina de um cão em situação de abandono

Divulgação
Divulgação

Como você sobreviveria a uma vida na rua? Seria mais fácil do que isso? Dê uma olhada no vídeo abaixo. A World For All Animal Care & Adoptions é uma organização de bem-estar animal localizada em Mumbai. Ela revolucionou o modelo de adoções, além das adoções, a ONG também realiza resgates e castração dos animais abandonados.

A empresa GoPro resolveu colocar uma câmera pendurada no pescoço de um cachorro para ver como é seu dia a dia. Você vai se surpreender ao ver como é o dia deste triste cachorro em situação de abandono.

Nenhum cão foi ferido na gravação deste vídeo. As cenas mostram apenas os vários desafios que um cão em situação de rua enfrenta todos os dias na Índia.

Fonte: New Pangea

​Read More
Notícias

Cães devem passar por exames de rotina para prevenir câncer de próstata

Divulgação
Divulgação

O câncer de próstata, apesar de ter cura, é uma doença que gera preocupação nos homens. Os seres humanos, porém, não são os únicos a sofrerem com a doença. Os cachorros também precisam passar por todos os procedimentos enfrentados pelos tutores.

De acordo com o médico veterinário Luiz Biondi, coordenador do curso de veterinária na UNIMES, o processo de desenvolvimento do câncer de próstata em homens e em cães é o mesmo. “O aumento da próstata em seres humanos acontece com o aumento da idade. Nos animais, acontece a mesma coisa, só que em uma escala mais rápida, pois eles envelhecem mais rapidamente”, explica.

Ainda segundo o médico, os tumores em cães, pela semelhança da próstata com o humano, é utilizado em estudos para combater a doença. “A próstata é um órgão que está em todos os mamíferos masculinos. Mas o animal que mais se aproxima do homem é o cão, e, por isso, são utilizados em estudos para que a cura seja obtida de uma maneira mais fácil”, conta.

Apesar da semelhança no desenvolvimento, segundo Biondi, o aparecimento de um tumor em cães é mais raro do que nos seres humanos. “A ocorrência de tumor é, em média, dez vezes menor em cães do que em homens, mas acontece e as pessoas devem ficar atentas a todos os riscos”, completa.

Prevenção
Segundo o médico, os tutores de animais precisam ter cuidado com a doença e que, assim como os homens, precisam passar por exames regularmente. “As ocorrências de câncer de próstata em cachorros acontecem entre sete e 17 anos nos cães. Às vezes, as pessoas vão ao veterinário somente quando existe um problema de saúde, mas precisam ficar alertas, pois o animal também precisa fazer exames de rotina”, relata.

Tratamento
Em casos descobertos precocemente, o médico alerta que a retirada da próstata deve ser feita para que o tratamento tenha êxito. “Os tratamentos também são semelhantes. Portanto, fazemos a remoção da próstata e quimioterapia para evitar o risco de metástase.

Fonte: G1

​Read More
Notícias

Empresário cria ‘BBDog’ para tutor acompanhar rotina de cães em hotel

Divulgação
Divulgação

Um adestrador de cães de Santos, no litoral de São Paulo, transformou a própria casa em um hotel para cachorros. Nelson Guerreiro resolveu deixar o adestramento de cães de lado para cuidar dos animais enquanto os tutores dos animais vão viajar ou trabalhar. Neste ano, ele decidiu ousar e transformou o estabelecimento em um “Big Dog Brasil”.

A ideia de criar um dos primeiros hotéis para cachorros na cidade surgiu em 1999. Nelson trabalhava com adestrador de cães, mas passou a ter outras tarefas. “Muitos patrões iam viajar e me pediam para ir na casa deles para limpar o cão, para passear. Como era uma renda extra, eu comecei a aceitar e divulgar isso aos meus outros clientes”, disse.

Divulgação
Divulgação

Nelson, então, começou a construir o próprio hotel para receber os cachorros. Em um terreno em que divide a própria casa com a instalação dos animais, ele tenta se adaptar às tecnologias e, por isso, instalou câmeras em todos os 22 quartos.

“Eles fazem sessões de 20 minutos de brincadeira no jardim e, depois, vão para o quarto. Nas áreas comuns, eu já tinha câmera, mas, agora, resolvi colocar em todos os quartos. Acabou virando um Big Brother mesmo”, explica.

A busca de Nelson é pelo tratamento VIP aos cachorros. Ventilador, espaço climatizado e solário são os principais orgulhos de Nelson. “O meu cliente é o cachorro. Não posso ficar me importando se o tutor estará bem, se o animal não estiver. Primeiramente, prezo pelo bem estar do animal, depois, do humano”, relatou.

De acordo com Nelson, o trabalho com cachorros, apesar de cansativo, faz com que ele e sua família se sintam mais felizes. “Tenho clientes de muitos anos. Eu trabalho me divertindo. Eles ficam aqui brincando e eu brinco junto. Trabalhar com vida é muito emocionante e muito alegre”, finaliza.

Divulgação
Divulgação

Fonte: G1

​Read More
Notícias

Consultas de rotina ajudam a identificar insuficiência renal em animais

Mid section of veterinarian and assistant examining dog
Divulgação

A universitária Luíza Quadrado teve seu gatinho Tom, de 11 anos, diagnosticado com Insuficiência Renal Crônica (IRC) no início de fevereiro. Ela percebeu que ele parou de comer e beber água da noite para o dia, além de uma mudança visível de comportamento. A IRC tem diferentes estágios, é grave, progressiva e irreversível e se manifesta quando há comprometimento do funcionamento dos rins, que deixam de filtrar resíduos do sangue para excretá-los através da urina. Estima-se que 60% dos gatos idosos desenvolvam doença renal e os primeiros sintomas só aparecem quando os rins já perderam, pelo menos, 75% de sua função.

Com a creatinina em 11 mg/dL, muito superior ao valor de referência proposto para a espécie, e ureia acima de 300 mg/dl, Tom foi diagnosticado para IRC e internado imediatamente. Ele recebeu medicação intravenosa e para controle de vômitos, além de dar início às sessões de fluidoterapia e dieta com ração renal. Depois de duas semanas os exames foram repetidos e Tom já apresentava um comportamento praticamente normal. Embora com valores mais baixos, a ureia e creatinina continuavam altas, o que obrigou o gatinho a prosseguir com a fluidoterapia a cada dois dias. Hoje, as taxas permanecem em controle e Tom segue com medicação oral em casa e soro subcutâneo na clínica veterinária.

Daqui pra frente, todos os cuidados devem ser redobrados. “Não sei quanto tempo ele ainda estará aqui, mas farei o que for preciso para que a vida dele com a doença seja com a melhor qualidade possível, sem sofrimento”, comenta Luíza, tutora de Tom desde os 35 dias de vida do bichinho. “Tom é um gato muito agressivo com estranhos e atacou todos os veterinários pelos quais já passou. Isso foi determinante para que visitássemos o veterinário somente quando era necessário, como no caso das vacinas. Talvez, se ele tivesse passado por exames e acompanhamentos de rotina, teríamos descoberto a doença em seu estado inicial, o que nos daria um prognóstico muito melhor. Se eu pudesse voltar atrás, era isso o que eu teria feito”, alerta Luíza.

06
Divulgação

Quando desconfiar de IRC
Os sintomas relacionados abaixo, em especial se associados, podem indicar IRC em cães e gatos:

– Sonolência, cansaço, falta de energia e intolerância ao exercício
– Aumento da sede e da produção de urina (cães e gatos buscam uma maneira de compensar o mau funcionamento dos rins)
– Diminuição do apetite
– Perda de peso, vômitos e diarreia (geralmente nos estágios mais avançados da doença)
– Inflamações e úlceras bucais
– Halitose
– Anemia
– Infecções do trato urinário inferior, como cistite
– No exame de imagem, rins lesionados, com tamanhos reduzidos, contornos pouco definidos e presença ou não de cálculos

Vai amarelar?
Ainda que já tenha passado, março é reconhecido por ser o mês internacional de cuidado e prevenção das doenças renais. Para conscientizar os donos de animais sobre a importância do diagnóstico precoce da IRC, a Elanco, empresa global de inovação animal, lançou a campanha Março Amarelo – amarelar é amar, com foco na prevenção da doença. As ações da campanha seguem em alta e têm foco em gatos, espécie mais suscetível à IRC.

Campanha Março Amarelo – amarelar é amar, promovida pela Elanco, busca conscientizar tutores de animais sobre a importância da investigação de IRC e cuidados com os rins.

Com o mote “Vai amarelar?”, que representa o ato de amar e cuidar do animal, a campanha busca informar dois públicos: os médicos veterinários, com informações técnicas para aumentar a qualidade de vida e sobrevida dos animais, e a população em geral, para que levem seus pets para consultar periodicamente.

As mídias sociais são a principal arma da campanha para atingir o público geral. Foram firmadas parcerias com grandes blogs, como o famoso Cansei de Ser Gato, para abordar a doença de forma direta e lúdica. Para outras informações importantes sobre diagnóstico, cuidados e tratamento, visite www.amarelareamar.com.br.

Fonte: Gazeta do Povo

​Read More
Notícias

Frutas congeladas viram ‘sorvete’ para espantar calor de cachorros

Sorvete para cachorros é mix de frutas picadas congeladas (Foto: Reprodução / TV TEM)
Sorvete para cachorros é mix de frutas picadas congeladas (Foto: Reprodução / TV TEM)

Com altas temperaturas registradas na região noroeste paulista, os animais, principalmente com os cães sofrem. Vale tudo pra aliviar o calor, mas é preciso também evitar a exposição deles ao sol nas horas mais quentes do dia.

O movimento em petshops de Araçatuba (SP) dobrou nas últimas semanas por conta do calor. São cerca de 15 cães atendidos por dia, a maioria para aparar o pelo. A veterinária Tatiane Sampaio Moura Castro recomenda a tosa, principalmente para cachorros com pelos mais longos e diz que se não houver atenção o calor pode trazer problemas para os animais.

Araçatuba tem registrado temperaturas de 40 graus. Além de beber bastante água, é preciso encontrar meios de se refrescar. Os sorvetes para cães tem sido atração na cidade. Feito um mix de frutas congelado e água, foi a maneira que uma creche de cães da cidade encontrou para aliviar a sensação de calor nos animais. E eles adoraram a novidade.

Os cuidados incluem também pano molhado no chão, ventilador e muita água. Até umidificadores podem ser colocados próximo ao local onde o cachorro fica, orienta a veterinária.

Fonte: G1

​Read More
Notícias

Maus-tratos contra animais está se tornando rotina em Venâncio Aires (RS)

venâncio aires

Agressões registradas terça-feira, à tarde, e que resultaram na morte de um cão, na área central de Venâncio Aires, causou indignação em quem presenciou a cena. Um aposentado, de 81 anos, é acusado de ter agredido o animal com uma barra de ferro e com um facão. Também havia aberto uma cova para enterrar o animal. O cachorro foi recolhido com vida, mas teve que ser sacrificado por um veterinário.

Situações assim estão se tornando rotina para a equipe que trabalha na Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma). Segundo as profissionais, diariamente chegam denúncias de maus-tratos. As principais vítimas, dizem, são os cães.

Os casos chegam ao conhecimento da Semma através de pessoas que presenciam os maus-tratos. No caso verificado terça-feira, uma mulher passou em frente ao terreno onde o aposentado batia com a barra de ferro no cachorro.

Quando as profissionais da Secretaria chegaram, o homem estava sentado em uma cadeira, fumando e tomando chimarrão. “E o cachorro estava amarrado em uma árvore, sangrando e agozinando”, explicaram.

Brigada Militar e Corpo de Bombeiros foram acionados e resgataram o cão, de grande porte e da raça Pit bull. Alheio à indignação das pessoas, o aposentado se mostrava tranquilo, mesmo estando com as mãos ensanguentadas. “Tu vê, ele me atacou do nada”, dizia a quem lhe perguntava o que tinha acontecido.

O cachorro foi recolhido e levado pela equipe da Semma ao veterinário Luciano Frozza. Após verificar a situação do cão, constatou múltiplas fraturas na mandíbula e teve que sacrificá-lo. “O Frozza é nosso parceiro e está sempre pronto para nos auxiliar”, comentaram as profissionais da Semma.

O veterinário explicou que todos os dentes de um lado da boca do Pitbull foram quebrados. “O cachorro foi agredido com a focinheira”, comentou Frozza. Segundo ele, a tentativa de salvar o animal foi inviável, principalmente por causa do pós-operatório. “É revoltante ver uma cena destas”, mencionou.

Cova

O que chamou a atenção das profissionais da Semma foi a frieza do aposentado. “Ele me disse que depois que saíssemos de lá, iria terminar de matar o cachorro e o enterraria”, revelou uma das integrantes da Secretaria.

A princípio, o aposentado vai responder a um Termo Circunstanciado por maus-tratos. A equipe da Semma vai tentar agravar a penalidade, passando para um crime de crueldade contra animais. Além disso, o aposentado terá que arcar com as despesas na clínica veterinária.

Ong tem dificuldades

A Amigo Bicho é a única entidade no município que trabalha em prol dos animais abandonados que necessitam de assistência, e seus membros também ficaram em choque com a crueldade do caso. A membro da diretoria da ONG, Marcela Ewald, diz que os associados dispõe seus lares para abrigar temporariamente os animais de rua, mas que o grupo não consegue ajudar a todos. “Damos prioridade para animais sem lar, pois muitos desses bichos que ficam nas ruas têm casas, mas não são bem cuidados.”

Além disso, a ONG não consegue novos parceiros, e não tem uma dependência onde alocar animais sem lar. Dessa forma é quase impossível serem acolhidos mais animais. “As pessoas não entendem que não temos um local de verdade para cuidar dos animais, apenas temos parceiros que cedem suas casas para cuidar deles por um tempo, até que encontrem lares definitivos”, destaca. “Mas maltratar um animal nunca é o correto, as pessoas devem ter noção do trabalho que dá criar um animal antes de tomar essa decisão”, completa Marcela.

Cachorros e gatos eram criados dentro de pequenas gaiolas

O dia a dia das profissionais da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) alterna momentos de paixão e ódio. O primeiro sentimento é de ver que ainda há solução para situações das mais revoltantes; e a segunda, de saber que há muitas pessoas que não têm amor pelos animais.

A constatação foi feita durante atendimento a uma denúncia, no bairro Coronel Brito. Aparentemente, se tratava da manutenção de aves silvetres em gaiolas.

Ao chegarem no local, as profissionais do Semma encontraram três gaiolas nos fundos de uma casa. No entanto, não eram pássaros que estavam trancados. Para espanto da equipe, uma mulher mantinha dois cães e dois gatos nas gaiolas.

Mas, a indignação maior foi quando a mulher tentou argumentar a situação. “Nos disse que retirava os cães e os gatos todos os dias das gaiolas para eles passearem. Mas não tinha como, pois eles não passavam pela portinha das gaiolas”, revelam.

A saída foi arrombar as gaiolas para retirar os animais. Ao vê-los de perto, as profissionais da Semma viram que estavam com as patas machucadas. “É que sempre viveram dentro da gaiola, desde pequenininhos, e as patas estavam machucadas por que ficavam o tempo todo sobre os arames da gaiola”, explicaram.

Os dois cães e os dois gatos foram entregues a membros da ONG Amigo Bicho, que ficou como fiel depositário dos animais. A Mulher vai responder pelos maus-tratos.

Fonte: Folha do Mate

​Read More
Notícias

Polícia Rodoviária apreende pacas mortas em estrada de Rondônia

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) encontrou, durante fiscalização de rotina da última quarta-feira (28), duas espingardas, munição inteira e deflagrada e três pacas assassinadas.

Após acompanhamento tático da PRF, a abordagem policial entendeu que os ocupantes do veiculo apresentavam “nervosismo” e quando questionados com relação a desobediência à ordem de parada, o motorista alegou “falta de CNH”. As pacas mortas e o armamento foram encontrados em um carro de passeio nas imediações do Km 522 da BR 364.

A PRF fez ação de busca pessoal e no veículo, onde foram encontradas 02 armas, tipo espingarda sem marca aparente, sendo uma calibre 20 e a outra calibre 28, 04 munições de calibre 20 intactas, 07 munições de calibre 28 intactas, 03 de calibre 28 deflagrados e 01 de calibre 20 deflagrada.

No porta-malas do veículo foram encontrados 03 pacas mortas, vítimas da caça.

Os dois ocupantes do veículo foram presos em flagrante e encaminhados junto com as armas, as munições e os animais para o Plantão da Polícia Judiciária civil de Ariquemes.

Fonte: Rondônia Agora 

​Read More