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Animais são “deixados para trás” em incêndio ao Norte de Los Angeles

Foto: Nichal Czerwonka
Foto: Nichal Czerwonka

Mais de 3.500 bombeiros norte-americanos travam há mais de 48 horas, na Califórnia, um combate desigual contra múltiplas frentes de incêndio que já lançaram dez mil pessoas em fuga e obrigaram à evacuação compulsiva de 6.600 casas. O Serviço Florestal dos Estados Unidos concentra agora esforços na contenção das chamas que ameaçam os subúrbios a Norte de Los Angeles.

No entanto, os animais estão sendo tratados como secundários. A Leste de Acton, uma das regiões abrangidas pelas ordens de evacuação, situa-se o santuário de animais Roar Foundation Shambala Preserve. As autoridades optaram por deixar os animais para trás, evitando, assim, uma operação de resgate descrita como “um pesadelo logístico”.

“Temos 64 felinos grandes, leopardos, leões, tigres, pumas. Os animais estão andando de um lado para o outro, sem se mostrarem afetados por tudo isto. Se nós entrarmos em pânico, eles entram em pânico”, afirmou um responsável daquele centro.

É impossível que seres dotados de tanta sensibilidade – até maior do que a humana – não estejam desesperados com o fogo que assola seu habitat e “não se mostrem afetados por tudo isto”. Na verdade, estão impedidos de fugir por estarem encerrados no santuário onde viviam e sofrendo com o descaso de autoridades que consideram humanos mais importantes do que outras espécies.

Ao longo de dois dias de combate, os bombeiros conseguiram controlar apenas cinco por cento do incêndio que ameaça atingir os sopés das montanhas a noroeste de Los Angeles. Portanto, se continuarem sendo deixados para trás para evitar o tal “pesadelo logístico”, os animais certamente serão consumidos pelas chamas sem chances de salvação.

A reserva abriga cerca de 400 animais, incluindo leões, tigres, leopardos, lobos e ursos. Até agora foram retirados cerca de 250 que foram levados a lugares como o Zoo de Los Angeles.

Com Informações da RTP

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