Primata encostado em árvore rindo
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Pesquisadores descobrem que outras espécies riem quando sentem cócegas

Primata encostado em árvore rindo
Foto: su-lin via flickr

É especialmente interessante examinar a ciência por trás do riso. Existem duas categorias principais: uma resposta a estímulos físicos – como cócegas – e risadas sociais.

Os seres humanos começam ainda bebês e os cegos e surdos também riem, o que é uma grande pista de que o riso é uma função cerebral profunda.

Os cientistas têm tentado entender o riso há muito tempo e descobriram alguns fatores interessantes.

A ideia de que outros animais além dos humanos riam pode ser rastreada pelo menos até 1872 no trabalho de Charles Darwin, “A expressão das emoções no homem e nos animais”.

Segundo pesquisas da Universidade de Hannover, “os primatas passaram em torno dos últimos 10 a 16 milhões de anos evoluindo essa habilidade”.

Em um estudo de 2009, os pesquisadores descobriram que as características do riso humano – o que o torna distinto de outros sons – podem ser rastreadas até os nossos antepassados, que são compartilhados com os dos grandes primatas.

Há uma origem evolutiva comum para o riso induzido por cócegas em humanos e grandes macacos. Assim, o riso é, cientificamente falando, algo que compartilhamos com múltiplas espécies, informou o Care2.

“Circuitos neurais para o riso existem em regiões muito antigas do cérebro e formas ancestrais de brincadeiras e risos existiram em outros animais antes da chegada dos humanos”, explica Jaak Panksepp, neurocientista de Washington.

Em 2000, foi descoberto que os ratos também riem quando sentem cócegas. Naturalmente, o som que eles fazem é muito diferente do riso humano. Esse som está fora da faixa auditiva humana e é o mesmo ruído que os ratos fazem quando brincam.

Ainda há um longo caminho a percorrer antes que os cientistas estejam prontos para classificar outros animais como sendo capazes de rir mesmo que saibamos sobre sua capacidade de sentir uma série de emoções.

Quanto a outros animais próximos a nossos grandes amigos primatas, muitas espécies produzem um som diferente e ofegante que funciona muito como o riso.

Com base no que sabemos atualmente, esses animais – incluindo cães e golfinhos – usam isso para mostrar que estão se divertindo.

Ainda temos um longo caminho a percorrer antes de compreendermos  que outros animais também podem emitir sons de alegria enquanto brincam ou sentem cócegas ou se existem maneiras diferentes de expressarem sua felicidade.

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Estudos indicam que risadas podem aliviar o estresse dos animais

Muita gente acredita que a risada é uma expressão emocional que serve apenas para humanos. Há algumas décadas, o ganhador do Prêmio Nobel de fisiologia de 1973, Konrad Lorenz, sugeriu que os cães também são capazes de rir. Tudo isso pareceu claro a Lorenz quando convidava cachorros para brincar: “Eles abrem as mandíbulas, mostram a língua e a abertura da boca “quase de orelha a orelha”, dão a impressão de que estão rindo”, afirmou. Tudo isso seguido de um som produzido pela respiração rápida que se assemelha a “huh, huh”.

Imagem: Getty Images
Imagem: Getty Images

A pesquisadora de comportamento animal Patricia Simonet, da Sierra Nevada College, gravou com sua equipe o som dos cachorros rindo enquanto brincavam em um parque e testou o efeito da gravação com 15 filhotes. “Eles explodiam de alegria ao ouvir a gravação. Recentemente, ela ainda mostrou que esse som servia para acalmar os cães em um abrigo”, disse o professor de psicologia Stanley Coren, Ph.D. da Universidade de British Columbia, em seu blog Canto Canino, no site Psichology Today.

Coren testou o experimento como seus próprios cães. “Os primeiros efeitos foram quase nulos e não causaram mais que olhares dos cachorros. Precisei de muita consciência no monitoramento para pegar o som exato. O melhor para mim “hhuh-hhah-hhuh-hhah”, com o “hhuh” feito com os lábios fechados e o “hhah” com a boca um pouco aberta e expressão de riso. O som tem de ser anasalado, sem efeito vocal nem vibração nas cordas vocais”, afirmou o psicólogo, que percebeu que os cães levantavam imediatamente e passavam a abanar o rabo ou se aproximavam dos tutores.

Segundo Coren, a estratégia pareceu realmente acalmar os cães nervosos, ansiosos e tímidos. Claro que o funcionamento da tática é idêntico como seria em humanos: se estão um pouco ansiosos, o humor é bem-vindo. Se a situação é de pânico, sua atitude pode ser vista como rir do estado emocional deles e até piorar as coisas.

Fonte: Terra

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