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Animais em processo de extinção reaparecem em áreas de preservação durante quarentena

Reprodução/Pixabay/Imagem Ilustrativa

Pesquisadores e cientistas apontam para a possibilidade de animais em processo de extinção terem reaparecido em áreas de preservação ambiental por conta da redução do fluxo de pessoas nestes locais. Esse fenômeno, ainda estudado pela ciência, estaria relacionado à quarentena de combate ao coronavírus.

Um dos locais nos quais essa situação foi percebida é o Parque Ecológico Universitário (PEU), na Bahia. A área verde, que é uma Área de Preservação Permanente (APP) que recebeu o título, concedido pela Unesco, de Posto Avançado da Reserva de Biosfera da Mata Atlântica, tem cerca de 25 hectares de floresta. Aproximadamente mil espécies de animais e plantas foram catalogadas no local. Outras dez, que não eram vistas na região há pelo menos dez anos, foram registradas nos últimos dois meses pelo coordenador do Centro de Ecologia e Conservação da Ucsal, Moacir Tinôco, que é biólogo e doutor em Biologia e Conservação.

“Temos percebido de uma maneira muito evidente que animais que a gente já não via, voltaram a aparecer durante o dia e a noite. Agem tranquilamente como se nada estivesse acontecido. Espécies comuns que não estavam aparecendo mais e também espécies raras e ameaçadas como é o caso dos Tatus e do Ouriço Preto (Chaetomys subspinosos), do Tamanduá Mirim (Tamandua tetradactyla), alguns macacos que não tínhamos noção que estavam presentes naquela área e serpentes inofensivas”, contou ao portal A Tarde.

O grande número de animais que tem transitado pelo parque recentemente mostra, segundo Tinôco, que a presença humana desordenada em áreas de natureza preservada é “um dos grandes fatores de risco para a preservação da biodiversidade, e perceber isso talvez seja uma maneira da gente repensar como lidamos com as áreas naturais”.

A pandemia, segundo o profissional, deve ser observada de forma a levar a uma mudança de comportamento nas pessoas. Segundo ele, se a humanidade entendesse a necessidade de respeitar os animais e os ecossistemas, talvez a relação com o Sars-Cov-2, vírus causador da Covid-19, pudesse ser outra.

“Desta forma, talvez pudéssemos ter mantido ele dentro do ambiente que existia a princípio. Existem inúmeros vírus transitando na natureza, só que eles estão todos equilibrados com sistemas naturais. No momento em que a gente quebra o equilíbrio do ecossistema, a gente faz com que o vírus passe a conviver entre nós. Então, ou a gente muda a forma de se relacionar com a natureza ou essa será a primeira de muitas pandemias”, afirmou.

O aumento no número de animais selvagens em áreas urbanas também tem sido observado. Segundo o biólogo e pesquisador da área de genética e biodiversidade André Leite, relatos sobre a presença desses animais (especialmente répteis como cobras e jacarés) nas cidades aumentaram nas duas últimas semanas. “Eles transitam por um ambiente que antes era natural e passou a ser ocupado por humanos. Os animais estão ali e permanecem escondidos e acuados. Pode ser uma coincidência, mas acredito que um número menor de pessoas, máquinas e veículos circulando, favorece para que os animais transitem com mais tranquilidade”, explicou.

Membro da Unidade de Conservação de Proteção Integral do Parque das Dunas, o pesquisador afirmou que a presença de animais selvagens em locais que eram, no passado, habitat deles – destruído pela ocupação humana -, é inevitável.

“Por isso é importante salientar que a cobra, por exemplo, não ataca, ela se defende. Caso estes animais apareçam, o ideal é evitar o contato e acionar a polícia ambiental, que é treinada para estas situações”, concluiu.


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Mais de 100 animais foram resgatados na Amazônia durante os dois primeiros meses de 2020

Foto: Pixabay

O Batalhão Ambiental da Polícia Militar do Amazonas estima que o total de animais resgatados nos dois primeiros meses de 2020 foi de 140. No ano passado, o Batalhão bateu seu recorde de resgates, 676 animais, o triplo do registrado em 2018.

Ao todo, por espécie, foram resgatadas 62 aves, 32 mamíferos, 23 répteis e 23 quelônios. Segundo os agentes, os animais mais resgatados são: preguiças, periquitos, jacarés e cobras. Entre o total de animais salvos estão quatro espécies consideradas em extinção pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Conforme explica o tenente-coronel Marlon Benfica, as equipes trabalham 24 horas para atender a demanda da população e proteger os animais. “Nós criamos um disque-denúncia para atender o cidadão. Quando eles ligam, mandamos uma equipe averiguar e adotamos as providências. Se o animal tiver condições, levamos para um lugar isolado e realizamos a soltura”, explicou o tenente-coronel.

Os animais resgatados que necessitam de cuidados médicos devido a ferimentos são imediatamente conduzidos para atendimento veterinário. O Batalhão costuma atuar em parceria com equipes médicas que são compostas por enfermeiros e veterinários.

Para realizar qualquer tipo de denúncia ou pedido de resgate, a população pode entrar em contato com o Batalhão Ambiental da Polícia Militar através do número (92) 98842-1553.


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Queimadas colocam plantas e animais em risco na Austrália

Dentre as espécies de animais ameaçadas estão aves, répteis e peixes


As queimadas que atingem a Austrália colocam em risco pelo menos 327 espécies de animais e plantas.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente do país, 272 espécies de plantas, 16 mamíferos, 14 sapos, 9 aves, 7 répteis, 4 insetos, 4 peixes e uma aranha estão sob ameaça. A pasta lembrou ainda que 31 das 327 espécies estão ameaçadas de extinção, 110 estão em perigo de extinção e 186 são vulneráveis.

AAP Image/David Mariuz via Reuters

Quatro espécies de aves migratórias, que não estão ameaçadas de extinção, também foram afetadas pelos incêndios, que já destruíram mais de 80 mil km². As informações são do portal R7.

“O status de algumas dessas espécies terá que ser revisado pelo Comitê Científico de Espécies Ameaçadas de Extinção quando o impacto for melhor compreendido”, afirmou o Ministério.

Cerca de 300 espécies que vivem na Austrália são nativas, incluindo marsupiais e coalas. Dessas, aproximadamente 244 existem apenas no país.

De acordo com cientistas da Universidade de Sydney, mais de um bilhão de animais foram afetados pelas queimadas.


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Quase 2 mil novas espécies estão ameaçadas de extinção

A tendência de extinção das espécies, porém, é reversível, segundo a UICN


Quase 2 mil novas espécies foram adicionadas pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) à Lista Vermelha. A entidade alertou ainda sobre o risco que as mudanças climáticas representam para as plantas e os animais silvestres.

Tobias Titz/Getty Images

Foram adicionadas 1.840 novas espécies à lista, que agora tem 30.178 espécies elencadas. Um comunicado sobre o caso foi publicado durante a Conferência do Clima da ONU (COP25) em Madri, na Espanha. As informações são da revista Exame.

“As mudanças climáticas aumentam as múltiplas ameaças que as espécies enfrentam e devemos agir de maneira rápida e decisiva para enfrentar a crise”, disse Grethel Aguilar, diretor geral interino da UICN.

De acordo com a UICN, as mudanças climáticas prejudicam os peixes de água doce da Austrália, dos quais 37% sofrem ameaça de extinção. Desse percentual, “pelo menos 58% são diretamente afetados pelo aquecimento”.

Segundo a Plataforma Científica e Política Intergovernamental sobre Serviços de Biodiversidade e Ecossistemas (IPBES), as principais ameaçadas às espécies são: mudanças no uso da terra – incluindo agricultura -, superexploração (caça e pesca), mudança climática, poluição e espécies invasoras, crescimento demográfico e de consumo.

“A atualização (da Lista Vermelha) mostra que o impacto das atividades humanas na vida selvagem continua a crescer”, disse Jane Smart, chefe do grupo de conservação da biodiversidade da UICN. “O próximo ano será crítico para o futuro do planeta”, completou.

Em 2020, será realizado o Congresso Mundial da UICN na França e uma cúpula na China sobre biodiversidade, além da apresentação de novos objetivos nacionais para o combate às mudanças climáticas sob o Acordo de Paris.

A tendência de extinção das espécies, porém, é reversível, segundo a UICN. De acordo com a instituição, a situação de dez espécies – oito de aves e dois de peixes de água doce – melhorou.


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Ameaçadas de extinção, toninhas são encontradas mortas no litoral de SP

A espécie pode desaparecer da natureza em até 35 anos se ações de conservação não forem executadas


Duas toninhas foram encontradas mortas em Praia Grande, no litoral de São Paulo. A espécie é a mais ameaçada de extinção entre os golfinhos.

Foto: Reprodução/Praia Grande Mil Grau

Os corpos foram recolhidos por uma equipe do Instituto Biopesca, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (9). As causas da morte devem ser apontadas através de exames.

O Biopesca informou ao G1 que os animais foram encontrados mortos no domingo (8) no bairro Caiçara. A espécie pode desaparecer da natureza em até 35 anos se ações de conservação não forem executadas.

As toninhas estão ameaçadas graças a ação humana. Elas sofrem com a degradação dos ambientes costeiros, a presença de lixo nos oceanos e a interação com a pesca.

O Biopesca é uma das instituições executoras do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) desde 2015. Neste período, 373 toninhas mortas já foram recolhidas pelo projeto em praias de Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Mongaguá. Apenas um animal da espécie foi encontrado com vida, em abril de 2018. Após receber cuidados, a toninha foi solta na natureza. A espécie é frágil e raramente sobrevive em cativeiro.

Foto: Reprodução/Praia Grande Mil Grau

No sábado (7), outra toninha foi encontrada morta no bairro Vila Caiçara. A fêmea, que já era adulta, teve seu corpo recolhido por profissionais do Instituto Biopesca.

Ao encontrar golfinhos, tartarugas e aves marinhas, vivos ou mortos em praias da região, a orientação é acionar o Instituto pelos telefones 0800 642 3341 (horário comercial) ou (13) 99601-2570 (WhatsApp e chamada a cobrar).


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Ônibus atropela tartaruga ameaçada de extinção e motorista é multado

A tartaruga sobreviveu ao atropelamento, mas ficou com o casco parcialmente destruído


O motorista de um ônibus de turismo foi multado em US$ 11 mil (o correspondente a mais de R$ 46 mil) após atropelar uma tartaruga ameaçada de extinção na Ilha Galápagos, no Equador.

Foto: Divulgação

O animal foi atropelado no dia 21 de novembro e ficou com o casco parcialmente destruído. O motorista alegou que não viu a tartaruga na estrada, mas assumiu a responsabilidade pelos ferimentos causados. As informações são do jornal Extra.

O Parque Nacional Galápagos informou que a tartaruga é da espécie Chelonoidis porteri, conhecida como Tartaruga Gigante de Santa Cruz. No mundo todo, há apenas 11 delas.

Ao decidir aplicar a multa, o juiz que julgou o caso citou a Convenção para o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Flora e Fauna (CITES), na qual a tartaruga é listada como animal protegido e ameaçado de extinção.


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Número de onças-pintadas aumenta 27% no Parque Nacional do Iguaçu

A onça-pintada está criticamente ameaçada de extinção na Mata Atlântica


O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) divulgou dados que apontam um aumento de 27%, em dois anos, no número de onças-pintadas que vivem no Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no Paraná.

Foto: Claudia Camurça

Um censo da espécie tem sido feito desde 2009 por especialistas do projeto Onças do Iguaçu. No mês de novembro foi divulgado o último levantamento, referente ao resultado de 2018. Foram encontradas 28 onças no parque, o que indica um aumento de 27% em comparação a 2016, quando 22 animais da espécie viviam no local. Em 2009, eram 11 onças-pintadas.

Os animais são monitorados no parque por meio de câmeras e outros equipamentos. A espécie está criticamente ameaçada de extinção na Mata Atlântica. As informações são do portal oficial do ICMBio.

O objetivo do Projeto Onças do Iguaçu é conservar a onça-pintada como espécie-chave para garantir a manutenção da biodiversidade do Parque Nacional do Iguaçu. Para isso, são estudados deslocamento, comportamento e dieta das onças.

O projeto também mantém contato constante com a comunidade local para trocar informações a respeito da convivência pacífica entre pessoas e onças.

Atualmente, mais de 80 armadilhas fotográficas, espalhadas pelos 185 mil hectares do parque, são usadas para monitorar as onças-pintadas.


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Homens comem tubarão ameaçado de extinção e são detidos pela polícia

Cada um dos pescadores foi autuado em R$ 8,4 mil, totalizando R$ 25,2 em multas. Eles responderão por crime ambiental em liberdade


Três homens foram detidos pela polícia por crime ambiental após pescarem um tubarão-touro, ameaçado de extinção. Eles publicaram uma foto do animal morto em rede social. Após serem identificados em Ilha Comprida (SP), o trio admitiu ter comido a carne do tubarão.

Foto: Divulgação/Polícia Ambiental

Os pescadores capturaram o tubarão em 20 de novembro. Da espécie cação-mangona, popularmente conhecido como tubarão-touro e tubarão-cinza, o animal consta na lista nacional oficial de animais ameaçados de extinção (Portaria MMA nº445/2014). As informações são do G1.

Um laudo técnico sobre a espécie, que foi identificada através das fotos tiradas pelos homens, foi elaborado por um especialista na área de pesquisa em elasmobrânquios do Instituto de Biociência da Universidade Estadual Paulista (UNESP).

O caso chegou ao conhecimento da 5ª Companhia de Polícia Militar Ambiental Marítima cinco dias após a pesca. Após iniciarem buscas, os policiais encontraram os pescadores no Balneário Mar e Sol, nas proximidades da entrada do bairro Juruvaúva, em Ilha Comprida.

Foto: Divulgação/Polícia Ambiental

Os homens contaram que o tubarão ficou preso em uma rede de pesca e foi trazido por eles até a areia. Em seguida, o animal foi cortado e entregue para conhecidos para que fosse consumido.

Cada um dos pescadores foi autuado em R$ 8,4 mil, totalizando R$ 25,2 em multas. Eles responderão por crime ambiental em liberdade.


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Dia do Rinoceronte: data faz alerta sobre a necessidade de preservar a espécie

Mais de 90% dos rinocerontes foram mortos nos últimos 40 anos


Hoje, dia 22 de setembro, comemora-se o Dia Mundial do Rinoceronte. A data foi criada em 2010 pela organização WWF com o objetivo de chamar a atenção da sociedade para a necessidade de preservar a espécie.

Reprodução/Pixabay/Pexels

Os rinocerontes estão criticamente ameaçados de extinção. Para tentar evitar que a espécie desapareça completamente, a conscientização é um dos caminhos.

Vítimas da ganância humana, os rinocerontes estão sendo dizimados. Mais de 90% deles foram assassinados nos últimos 40 anos. Esses animais são caçados para que seus chifres sejam retirados e comercializados.

Vegetarianos, esses animais conseguem correr a até 50 km/h e vivem entre 30 e 50 anos. Apesar de terem uma visão ruim, os rinocerontes têm um olfato e uma audição apurados, e se guiam por eles para sobreviver na natureza.


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Biólogos encontram óleo em santuário de peixes-boi após desaparecimento dos animais

Dados do Ibama indicam que o peixe-boi é o mamífero aquático mais ameaçado de extinção


Manchas de óleo foram encontradas em capim-agulha, principal alimento de peixes-boi, na Praia da Lama, em Cajueiro da Praia, no Piauí. A região, de onde os animais desapareceram, é considerada um santuário da espécie.

O material, encontrado por biólogos, foi coletado e entregue à Capitania dos Portos, que ficou responsável por enviá-lo para análise.

Foto: Pesca Solidária da Comissão Ilha Ativa

De acordo com a bióloga Liliana Souza, ainda não há indícios de que o óleo esteja relacionado ao desaparecimento dos peixes-boi.

“Essa diminuição da frequência de avistagem dos animais é algo que sempre acontece nesse período, devido à alta salinidade, ou outros fatores. Mas mesmo com essa diminuição ainda era possível observar animais em um ponto e não estamos conseguindo mais”, afirmou Liliana ao G1.

“Estamos verificando os bancos de alimentação, porque como encontramos capim-agulha associado ao óleo, é necessário intensificar isso, pois em alguns trechos não foi possível mergulhar devido à turbidez da água”, completou.

Dados do Ibama indicam que o peixe-boi é o mamífero aquático mais ameaçado de extinção e que a espécie já desapareceu do Espírito Santo, da Bahia e do Sergipe, sendo considerada “criticamente em perigo”.

A bióloga informou que foi relatada a existência de pontos de óleo em uma área de manguezal.

“A informação repassada pela comunidade agiliza as saídas de campo e possivelmente constatação da presença ou ausência desse material, assim como a busca pela solução do problema. As visitas continuarão para averiguação dos possíveis impactos causados pelo óleo”, explicou.

“Pedimos à população que continue atenta as tais manchas na praia, no mangue ou até mesmo em animais. Caso encontrem, evitar o contato direto e informar o mais rápido possível aos órgãos ambientais”, acrescentou.

Peixes-boi não foram encontrados mortos no Piauí até o momento. No entanto, duas tartarugas marinhas foram localizadas já sem vida no litoral do estado. Uma necrópsia feita pelo Instituto Tartarugas do Delta confirmou a presença de óleo nesses animais.

O óleo surgiu, segundo a Capitania dos Portos, na Praia do Arrombado, em Luís Correia, em 27 de setembro. Depois, foram afetadas também as praias Coqueiro, Itaqui, Peito de Moça, Porto da Lama e Atalaia, no município de Luís Correia; e Pedra do Sal, na cidade de Parnaíba.


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Guepardos estão ameaçados de extinção por conta do tráfico de animais

O tráfico de animais está ameaçando a existência dos guepardos, que são comprados por pessoas com alto poder aquisitivo para serem confinados em cativeiro. A privação da liberdade e a ausência de cuidados adequados, no entanto, frequentemente condena esses animais à morte.

Reprodução/CNN

Atualmente, apenas 7,5 mil guepardos vivem na natureza e mais de mil estão aprisionados em cativeiros pelo mundo. O levantamento é da organização africana Fundo de Conservação de Guepardos (CCF, na sigla em inglês), que denuncia o tráfico da espécie.

De acordo com a entidade, os guepardos são retirados da natureza para serem criados por pessoas ricas, especialmente na Arábia Saudita. As informações são da CNN.

Entre janeiro de 2012 e junho de 2018, 1.367 guepardos foram traficados através de anúncios nas redes sociais, segundo a organização. O comércio e a manutenção da espécie em cativeiro, no entanto, são proibidos por lei.

De acordo com uma pesquisa feita pela ONG, a maior parte dos anúncios é feita no Instagram e no YouTube. Publicações relacionadas ao tráfico da espécie foram encontradas em 15 países, mas 90% delas foram feitas no Golfo Pérsico, sendo 60% na Arábia Saudita.

De acordo com a bióloga Laurie Marker, fundadora da CCF, manter guepardos em cativeiro pode ser fatal, já que o animal é um dos mamíferos mais rápidos do mundo e que, por isso, precisa de grandes áreas para correr, além de uma dieta específica.

Marker explicou que a maior parte dos guepardos traficados e mantidos em cativeiro morrem em um ou dois anos devido à falta de cuidados adequados.

Em entrevista à CNN, a bióloga afirmou que as pessoas que mantêm guepardos em cativeiro, tratando-os como animais domésticos – o que eles não são -, “estão causando a extinção da espécie”.

Para Marker, é necessário que os países dos Emirados Árabes aumentem a fiscalização de combate ao tráfico de guepardos e puna os traficantes.


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Câmara pode votar projeto de lei sobre porte de armas para caçadores

O Plenário da Câmara dos Deputados pode votar, a partir desta terça-feira (20), o projeto de lei (PL 3723/19), de autoria do Poder Executivo, que trata, dentre outras questões, do porte de armas para caçadores.

Foto: Divulgação

Um substitutivo apresentado pelo deputado Alexandre Leite (DEM-SP) incorporou à proposta o PL 3615/19, aprovado pelo Senado e que prevê porte de armas a caçadores, colecionadores e atiradores.

Apenas categorias como militares das Forças Armadas, policiais e guardas prisionais têm autorização para portar armas atualmente. O porte é a autorização para transitar armado fora de casa ou do trabalho – diferente da posse, que permite ter armas apenas em casa e no trabalho. As informações são da Agência Câmara Notícias.

O projeto concede prazo de dois anos, a partir da entrada em vigor da lei, para que donos de armas sem registro regularizem sua situação com a Polícia Federal, sem que paguem taxas, tendo apenas que apresentar documento de identificação pessoal, comprovante de residência fixa, nota fiscal de compra ou comprovação de origem lícita da arma de fogo. Até que a regularização seja deferida, o proprietário poderá ter um registro provisório emitido pela polícia.

Animais sob ameaça

De autoria do senador Marcos Rogério (DEM-RO), o PL 3615/19, que foi incorporado ao PL 3723/19 por iniciativa do deputado Alexandre Leite (DEM-SP), é um retrocesso para os direitos animais.

O projeto estabelece que a caça é um direito de todo cidadão brasileiro que estiver registrado junto ao Exército e define diretrizes para que as práticas de colecionar, atirar e caçar sejam exercidas.

A autorização para que uma pessoa se torne caçadora, colecionadora ou atiradora será dada através do Certificado de Registro (CR), documento que permite que pessoas físicas ou jurídicas exerçam atividades com produtos controlados pelo Exército. Também será emitido um certificado de registro de arma de fogo para cada arma registrada no Sistema de Gerenciamento Militar de Armas (Sigma).

A proposta autoriza que atiradores e caçadores transportem uma arma de fogo curta durante o trajeto entre os locais de guarda do acervo e de treinamento, prova, competição ou caça. No certificado das armas de atiradores e caçadores será gravada a inscrição “autorizado o transporte”.

O projeto coloca a vida dos animais em risco e também a existência das espécies, que podem ser extintas, além de naturalizar a caça a animais, reduzindo-os à condição de objetos a serem alvejados para a garantia de uma diversão sádica e perversa.


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