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Baixa vazão de rio do Sistema Cantareira provoca morte de 6 toneladas de peixes

Nas cidades do interior abastecidas pelos rios que fornecem água para a Grande São Paulo, por meio do Sistema Cantareira, a falta de água já apresenta problemas desde janeiro. O Ministério Público Estadual recebeu laudo da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) que confirma que a mortandade de 6 toneladas de peixes registrada em fevereiro no Rio Piracicaba foi provocada pela baixa vazão do manancial.

Segundo o documento, a vazão média do rio onde foram registradas as mortes é de 240 mil litros de água por segundo. Mas, neste ano, a vazão no mês foi de 14 mil litros. “Enquanto o rio mantiver vazão muito reduzida, poderão ocorrer novos eventos”, informa o relatório.

Para o promotor Ivan Carneiro Castanheiro, não só os peixes estão em risco, mas toda população da bacia dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí – cerca de 5,5 milhões. “Com os rios com pouca água, aumentam os poluentes e fica mais difícil tratar água. As pequenas cidades têm problemas de fazer esse tratamento, é uma questão de saúde pública”, afirma o promotor.

Segundo ele, até mesmo o uso da água do fundo dos reservatórios do Sistema Cantareira (chamado volume morto), que vai ser adotada pela Sabesp, coloca a qualidade da água em risco para o abastecimento.

Racionamento. Valinhos, uma das primeiras cidades a adotar o racionamento de água, deve manter o rodízio no abastecimento até dezembro. “A população vai ter de aprender a conviver com um recurso escasso e os governos terão de aprender como evitar o racionamento”, afirma Francisco Lahóz, do Consórcio das Bacias do Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), que representa usuários de água de 73 cidades do interior.

O cenário de escassez decorre da pior seca vivida em um período de verão, quando deveria estar chovendo e os reservatórios do Sistema Cantareira sendo recarregados para o período de inverno, quando chega a estiagem.

Janeiro e fevereiro foram os meses com menor volume de chuvas da história na área de influência para recarga das represas. Segundo boletim do grupo anticrise do Cantareira, em janeiro deste ano choveu 87,8 milímetros quando a média é de 259,9 mm. A vazão de água do sistema no mês chegou a 23% da média, enquanto em janeiro de 1953 (pior seca) era de 39%.

Fonte: Boa Informação

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Peixes agonizam no rio Piracicaba (SP)

A agonia dos peixes no rio Piracicaba chamou atenção de moradores e de frequentadores da Rua do Porto, em Piracicaba, interior de São Paulo. Na sexta-feira (19) à noite, cardumes inteiros eram arrastados pela correnteza, na superfície da água. Era possível ouví-los claramente tentando respirar, como que pedindo ajuda.

Segundo o morador Silvino Duarte Novaes Filho, 60, ele notou o problema durante a tarde. “Eles estão saindo muito da água para respirar, só pode ser alguma coisa que soltaram no rio”, afirmou. Outro morador, Natalino Márcio, 47, contou que muitas garças estavam se alimentando facilmente desses peixes .

Todos no local ficaram revoltados ao verem cardumes inteiros agonizando. “O rio está muito cheio. Não dá para afirmar que é o lodo que desprendeu do fundo”, disseram os moradores Aparecido Donã, 60 e Octávio Donã Neto, 17.

De acordo com eles, o problema teria começado no final da tarde de quinta-feira (18). “Eram 16 ou 17 horas quando a água do rio ficou vermelha por quase duas horas. Depois voltou ao normal. Em seguida, os peixes começaram a rodar na correnteza”, contaram.

Aparecido ressaltou que na manhã de sexta-feira tudo estava normal, até que à tarde a água ficou vermelha novamente e os peixes voltaram a aparecer na superfície agonizando. “Alguns já descem mortos”, completou Neto.

A Polícia Militar Ambiental recebeu a denúncia da agonia dos peixes no rio Piracicaba, por volta das 21 horas de sexta-feira e acionou a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo).

Um engenheiro da companhia esteve no local por volta das 22h40 para tentar constatar a mortandade dos peixes. Ele explicou que o rio volumoso e caudaloso dificulta a localização dos peixes mortos, por esse motivo, ele ainda iria percorrer a margem até Ártemis.

Na manhã de sábado, ele deve fazer uma nova vistoria no rio.

Serviço

Denúncias de crimes contra o meio ambiente podem ser feitas à PM Ambiental pelo telefone: (19) 3421-6827.

Fonte: Gazeta de Piracicaba

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