Destaques, Notícias

Comerciantes asiáticos oferecem falsos remédios com chifres de rinocerontes para cura do Covid-19

Vendidos como “bolas medicinais”, os produtos possuem ingredientes minerais, vegetais e animais

Chineses vendem falso remédio contra coronavírus à base de chifres de rinocerontes. Foto Pexels/Pixabay

Depois que o coronavírus começou a se espalhar, o governo chinês fechou o mercado de Wuhan que vendia animais vivos mantidos em gaiolas e onde se supõe ser o marco zero da pandemia. No entanto, segundo reportagem do The Independent, outros mercados no país continuaram a vender animais para alimentação, incluindo morcegos, cobras, ratos, cães, gatos, faisões e tartarugas.

Esses comerciantes ilegais da China e também do Laos, ainda viram no surto do covid-19 uma chance de ganhar mais dinheiro e começaram a oferecer remédios à base de chifres de rinoceronte e partes de outros animais selvagens (alguns em extinção) com a falsa promessa de que curariam a doença.

O produto com chifres de rinoceronte, popularmente conhecido como “angong niuhuang wan” tem sido vendido até mesmo no WeChat, um aplicativo de mensagens e mídia social, de acordo com a Environmental Investigation Agency (EIA), sediada no Reino Unido.

Os rinocerontes estão criticamente ameaçados após declínios constantes na população global desde o início do século XX. Centenas são mortos a cada ano principalmente para atender os mercados asiáticos.  O chifre de rinoceronte por vezes é substituído pelo chifre de búfalo na formulação do “angong niuhuang wan”.

Vendido como “bolas medicinais”, consiste em ingredientes minerais, vegetais e animais com a promessa de que reduzem a febre. A investigação descobriu que um vendedor da China tem uma longa história de uso do WeChat para vender peças de tigres, elefantes, ursos, rinocerontes e outros animais selvagens.

Os investigadores disseram que as descobertas destacam “a necessidade urgente de uma aplicação efetiva contra o comércio ilegal de animais silvestres e de recursos para reduzir a demanda por animais selvagens ameaçados pelo comércio de medicamentos tradicionais”. A China proibiu temporariamente o comércio de animais silvestres, mas os conservacionistas pediram que a proibição se tornasse permanente.

Os consumidores chineses usam um grande número de peças e produtos de rinocerontes, grandes felinos, pangolins, leopardos e outras espécies em medicamentos tradicionais, conforme relata a reportagem.

No ano passado, pelo menos 107 garrafas de vinho de osso de tigre foram apreendidas por funcionários da fronteira China-Coréia do Norte, encontradas na bagagem de turistas chineses.

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Quase 10% dos rinocerontes de Botsuana foram assassinados nos últimos dez meses

Em 2019, as altas taxas de caça aos rinocerontes levaram o governo a alertar que a população da espécie poderia ser exterminada no país do sul da África até 2021


AFP

Pelo menos 46 rinocerontes foram assassinatos no Botsuana nos últimos 10 meses, disse uma autoridade do governo do país no dia 24/02. Geralmente os assassinatos ocorrem na Reserva de Caça Moremi. Desde abril de 2019, quase 10% da população de rinocerontes foi morta no local.

“A caça aumentou a um ritmo alarmante nesta área”, relatou Moemi Batshabang, vice-diretor do departamento de vida selvagem do governo, ao site AFP. E completou: “Posso atestar que 46 rinocerontes foram mortos por caçadores de abril do ano passado até o momento”.

O Botsuana, país africano, abriga 500 rinocerontes, segundo a organização internacional de conservação de rinocerontes, a Save the Rhino. E embora os animais sejam uma espécie protegida no país, ficando fora da recente decisão do governo em permitir a caça , os animais continuam a ser assassinados.

A maioria dos rinocerontes percorre as planícies gramadas do Delta do Okavango, no norte, onde a Reserva de Caça Moremi está situada. “O aumento da caça dos rinocerontes é preocupante e incomum”, disse Batshabang.

Em 2019, as altas taxas de caça aos rinocerontes, levaram o governo a alertar que a população de rinocerontes poderia ser exterminada no país do sul da África até 2021.

A caça de rinocerontes, incessante no país, é alimentada por uma demanda grande de chifres dos animais na Ásia, além disso, o chifre é utilizado para a composição de  um medicamento tradicional e alternativo, e pode chegar a US$ 60.000  (cerca de R$ 264 mil) por quilo. O chifre de rinoceronte é composto principalmente de queratina, a mesma substância das unhas humanas.


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Rinoceronte negro mais velho do mundo morre na Tanzânia

Foto: AYO TV
Foto: AYO TV

O rinoceronte negro mais velho do mundo morreu aos 57 anos em um santuário na Tanzânia, depois de viver a maior parte de sua vida na natureza.

Acredita-se que o rinoceronte do sexo feminino, chamado Fausta, tenha morrido de causas naturais em 27 de dezembro, segundo o Departamento de Conservação de Ngorongoro, reserva localizada no norte da Tanzânia.

A declaração dizia: “Os registros mostram que Fausta viveu mais do que qualquer rinoceronte no mundo e sobreviveu no Ngorongoro, ao ar livre, por mais de 54 anos”.

Fausta foi transferida para o santuário em 2016, depois de ser atacada por hienas.

Especialistas consideraram liberar o mamífero na natureza, mas ponderaram que ela poderia estar correndo o risco de contrair uma doença.

A declaração acrescentou: “Fausta foi vista pela primeira vez na cratera Ngorongoro em 1965 por um cientista da Universidade de Dar Es Salaam, com idade entre três e quatro anos”.

“Sua saúde começou a se deteriorar em 2016, quando fomos forçados a colocar o animal em cativeiro, depois de vários ataques de hiena e ferimentos graves depois disso”.

Sana, uma fêmea rinoceronte branco do sul, com 55 anos, foi considerada o rinoceronte branco mais antigo do mundo quando morreu em cativeiro no parque zoológico La Planete Sauvage, na França, em 2017.

O Departamento de Conservação de Ngorongoro estima que a expectativa de vida dos rinocerontes esteja entre 37 e 43 anos na natureza, enquanto eles podem viver até mais de 50 em cativeiro.

Contudo, a vida de um animal é cativeiro é sempre mais infeliz, limitada e menos próspera que na natureza, onde é o seu lugar, animais levados para viver em santuário não se encontram aptos para a vida na selva. As informações são do Daily Mail.

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Morre o último rinoceronte-de-sumatra fêmea da Malásia

Com a morte da fêmea, a espécie é oficialmente considerada extinta na Malásia


Morreu a última fêmea da espécie rinoceronte-de-sumatra da Malásia. Com a morte do animal, restam menos de 80 rinocerontes na natureza, segundo a International Rhino Fundation, entidade que promove ações de proteção aos rinocerontes.

Foto: Wikimedia Commons

Iman, de 25 anos, morreu no último dia 23. Sua morte determina a extinção da espécie na Malásia. O último macho que habitava a região, de nome Tam, morreu há seis meses com 30 anos. A causa da morte foi a falência de seus órgãos. As informações são da revista Galileu.

O material genético dos dois animais foi guardado para que sejam feitas tentativas de converter células em embriões viáveis para serem transplantados em outros rinocerontes.

Iman foi capturada em 2014 e encaminhada a um programa de reprodução que tinha como objetivo salvar a espécie. A fêmea tinha tumores no útero e na bexiga que a faziam sentir muita dor. Uma cirurgia para reverter o caso seria inviável devido ao risco de perda de sangue após o procedimento.

Iman morreu de choque, isso é, seus órgãos pararam de funcionar por não receberem fluxo sanguíneo. Ela pesava 476 kg, tendo perdido 44 kg devido à doença.

Estes rinocerontes foram dizimados pela caça, que visa retirar seus chifres para comercializá-los na Ásia. Com mais de 70% de queda na população da espécie, o rinoceronte-de-sumatra é provavelmente o mamífero mais ameaçado do planeta. Atualmente, as populações selvagens da espécie se concentram na Indonésia.


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Dia do Rinoceronte: data faz alerta sobre a necessidade de preservar a espécie

Mais de 90% dos rinocerontes foram mortos nos últimos 40 anos


Hoje, dia 22 de setembro, comemora-se o Dia Mundial do Rinoceronte. A data foi criada em 2010 pela organização WWF com o objetivo de chamar a atenção da sociedade para a necessidade de preservar a espécie.

Reprodução/Pixabay/Pexels

Os rinocerontes estão criticamente ameaçados de extinção. Para tentar evitar que a espécie desapareça completamente, a conscientização é um dos caminhos.

Vítimas da ganância humana, os rinocerontes estão sendo dizimados. Mais de 90% deles foram assassinados nos últimos 40 anos. Esses animais são caçados para que seus chifres sejam retirados e comercializados.

Vegetarianos, esses animais conseguem correr a até 50 km/h e vivem entre 30 e 50 anos. Apesar de terem uma visão ruim, os rinocerontes têm um olfato e uma audição apurados, e se guiam por eles para sobreviver na natureza.


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Autoridades turcas encontram centenas de partes de animais selvagens em flagrante policial


A polícia turca encontrou centenas de partes de animais, como chifres de rinoceronte, presas de elefante, entre outras, estimadas no valor de 261 mil dólares, em uma operação realizada em apartamento no distrito de Kağıthane, em Istambul – informaram autoridades na quarta-feira (30).

De acordo com a polícia, o flagrante ocorreu em 23 de outubro e um total de 269 itens foram apreendidos, incluindo dezenas de partes de animais selvagens, como uma pele de píton de 4,6 metros, duas presas de marfim e um chifre de rinoceronte. A polícia também encontrou dezenas de itens feitos de partes de animais, como bijuterias e ornamentos.

Os oficiais responsáveis pela operação disseram que o suspeito era natural do Azerbaidjão e foi libertado sob controle judiciário após ser detido brevemente.

A Turquia é uma região de trânsito importante para espécies ameaçadas da flora e fauna. Embora os países africanos e asiáticos estejam associados ao tráfico de animais selvagens, a Turquia e outros países europeus são as principais rotas para os traficantes contrabandearem e venderem esses animais.

O país há muito tempo luta contra o tráfico de animais selvagens. Em 2013, foi realizada a quinta reunião do projeto de contrabando de vida selvagem coordenado pela coalizão Turquia e Espanha no âmbito da Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Selvagens (CITES), na cidade de Rize, no norte.

Os rinocerontes são mortos por seus chifres, que se acredita terem benefícios medicinais ou são usados como afrodisíacos, especialmente na Ásia. Enquanto isso, o marfim é tido há séculos como símbolo de status, usado para fazer esculturas, joias, móveis, teclas de piano e outros itens.

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Equipes de resgate salvam filhote de rinoceronte que se afogava em inundação

Foto: AccuWeather
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Guardas florestais indianos resgataram um filhote de rinoceronte que estava se afogando durante uma inundação violenta na terça-feira última em Kaziranga, na Índia.

O filhote, que tem apenas três meses de idade, estava tentando alcançar sua mãe quando perdeu o equilíbrio e caiu nas águas que inundaram o Parque Nacional Kaziranga, localizado no estado de Assam, no nordeste do país.

Um vídeo mostra as equipes de resgate transportando o bebê rinoceronte em seu barco, que foi levado para o Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal (IFAW). O filhote está sob vigilância 24 horas até que sua condição se estabilize.

“Em circunstâncias comuns envolvendo indivíduos jovens, tentativas (algumas com duração de semanas) são feitas para reuni-los com suas mães, antes de serem considerados pacientes para reabilitação a longo prazo”, disse Gail A’Brunzo, gerente de resgate da IFAW.

O IFAW disse que está atualmente cuidando de outros oito rinocerontes que foram deslocados pelas enchentes.

As inundações provocadas pelas monções devastaram partes do nordeste da Índia durante a semana passada, deixando milhões de desabrigados em todo o país e nos países vizinhos: Nepal, Paquistão e Bangladesh.

Foto: AccuWeather
Foto: AccuWeather

Mais de 4,2 milhões de pessoas foram diretamente afetadas pelas inundações apenas em Assam, de acordo com a CNN, e mais de 100 pessoas morreram até agora. Espera-se que as fortes chuvas continuem nos próximos dias.

Kaziranga, que abriga a maior população do mundo de rinocerontes indianos, foi particularmente atingida pelas tempestades. Estima-se que 90% do parque esteja submerso e pelo menos 19 pessoas morreram na área até agora. A enchente já matou pelo menos dois rinocerontes.

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Histórias Felizes, Notícias

Gatinha e rinoceronte se tornam as melhores amigas

Foto: Ami Vitale
Foto: Ami Vitale

Capazes de vínculos verdadeiros e sentimentos sinceros, os animais são seres sencientes que dão lições valiosas e únicas aos seres humanos, tanto sobre amor incondicional, como de amizade, fidelidade e lealdade.

Cenas de ternura e carinho entre animais das mais diversas espécies são registradas diariamente, comprovando que esse esses seres especiais não colocam fronteiras quando se tratar se oferecer um ombro amigo, ajuda ou proteção àqueles que necessitam ou estão em dificuldades.

Mia e Emilka são o melhor exemplo disso.

O fotógrafo da National Geographic, Ami Vitale, capturou este vídeo emocionante de uma gata e um rinoceronte do sexo feminino que se tornaram as amigas mais improváveis, mas isso não as impediu de criar laços entre si, sem falar no carinho.

“Mia, a gatinha, teve seu rabo mordido por um rinoceronte diferente quando era filhote. Mas mesmo com essa infeliz experiência anterior, ela persistiu, manteve o coração aberto e um dia encontrou a amizade verdadeira em uma rinoceronte chamada Emilka no Dvur Kralove @safariparkdvurkralove na República Tcheca ”, escreveu Vitali no Instagram.

Este é o guardião da vida selvagem Joseph Wachira dá e recebe carinho do bebê rinoceronte branco do sul no OL Pegeta Conservancy | Foto: Ami Vitale
Este é o guardião da vida selvagem Joseph Wachira dá e recebe carinho do bebê rinoceronte branco do sul no OL Pegeta Conservancy | Foto: Ami Vitale

“Este é o mesmo lugar onde os últimos rinocerontes brancos do norte vivem e eles têm sido fundamentais para salvar a espécie que esta à beira da extinção.”

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Governo Trump aprova permissão para importar troféu de caça de rinoceronte negro

O animal pertence a uma espécie criticamente ameaçada de extinção, o caçador Chris Peyerk pagou 400 mil dólares para matar o rinoceronte na Namíbia


 

Foto: ABC News/Reprodução
Foto: ABC News/Reprodução

O pedido de permissão solicitada por um caçador de troféus de Michigan (EUA) para trazer o crânio, a pele e os chifres de um rinoceronte negro criticamente ameaçado de extinção morto por ele na África para os Estados Unidos, será aprovada pelo governo Trump, de acordo com um relatório feito pela Associated Press.

Chris Peyerk, de Shelby Township, localizada no estado no Michigan, solicitou a permissão de importação em abril. “O requerente solicita uma permissão para importar o troféu esportivo de caça de um rinoceronte negro (Diceros bicornis) do sexo masculino da Namíbia com o objetivo de melhorar a propagação ou sobrevivência da espécie”, diz o texto do documentos do departamento de Serviços de Pesca e Vida Selvagem dos EUA.

Peyerk teria pago 400 mil dólares a um programa de combate à caça para que pudesse obter permissão para caçar “espécies criticamente ameaçadas” dentro de um parque nacional da Namíbia, informou a AP (Associated Press).

A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) diz que restam cerca de apenas 5.500 rinocerontes negros na natureza.

As notícias da aprovação pelo governo Trump foram recebidas com uma reação de indignação e revolta por grupos de defesa dos direitos animais em todo o mundo, que acusam os EUA de incentivar a matança de animais em extinção com essa medida.

“Pedimos ao governo federal americano que encerre esse esquema de pagamento para matar, que permite que rinocerontes criticamente ameaçados sejam mortos por americanos ricos, enquanto desfere um golpe devastador à conservação dos rinocerontes”, disse Kitty Block, presidente e CEO da Humane Society em um comunicado. “Embora não possamos atrasar o relógio para salvar esse animal, o governo pode impedir que os EUA contribuam ainda mais para o fim dessa espécie, recusando futuras licenças de importação de troféus de rinocerontes negros. Rinocerontes negros devem estar fora dos limites para caçadores de troféus”.

“O governo Trump deu outro golpe na proteção da vida selvagem ao conceder sua terceira permissão para importar um troféu de rinoceronte negro, uma espécie criticamente ameaçada”, disse Sara Amundson, presidente do Fundo Legislativo da Humane Society, em um comunicado.

O rinoceronte negro, que pode pesar entre 1.760 e 3.080 libras, é uma espécie em risco de extinção. No entanto, a tendência atual da população é de crescimento, de acordo com a National Geographic.

Os rinocerontes negros são conhecidos por seus dois chifres, que podem crescer até 5 pés de comprimento, o NatGeo diz que esses chifres são a razão pela qual suas vidas estão em risco.

“Muitos animais foram mortos pelos seus chifres, que são usados na medicina tradicional na China, Taiwan, Hong Kong e Cingapura. O chifre também é valorizado no norte da África e no Oriente Médio para ser usado na confecção de adagas ornamentais”, de acordo com o National Geographic. “O rinoceronte negro já percorreu a maior parte da África subsaariana, mas hoje está à beira da extinção devido à caça, impulsionada pela demanda comercial por seu chifre”.

O departamento de Serviços de Pesca e Vida Selvagem dos EUA, que é a agência que recebe as licenças de caça de troféus, defendem esse tipo de “caça de conservação”, dizendo que realmente beneficia as espécies a longo prazo.

Sob o governo presidente Barack Obama, o departamento de Serviços de Pesca e Vida Selvagem emitiu a primeira permissão de importação de troféu de rinoceronte preto criticamente ameaçada em 33 anos.

A ABC News, fonte original da matéria, não recebeu imediatamente uma resposta do governo Trump ou do Departamento do Interior para comentar o assunto.

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Proposta para liberar o comércio de chifres de rinocerontes é rejeitada na CITES

Foto: Joel Sartore/NatGeo
Foto: Joel Sartore/NatGeo

Os países membros votaram contra a redução das proteções para os rinocerontes brancos do sul na 18ª Conferência da CITES, o Tratado de Comércio de Vida Selvagem, que está acontecendo em Genebra, na Suíça.

O comércio internacional de partes de rinocerontes foi proibido desde 1977, mas na conferência deste ano, Eswatini (antiga Suazilândia) e a Namíbia propuseram a flexibilização de restrições para seus respectivos países. A votação ainda precisa ser finalizada na sessão plenária no final, quando todas as propostas de mudança de apêndice aprovadas em comitê forem adotadas oficialmente.

“Fiquei encorajado e aliviado ao ver os países membros rejeitarem a proposta que pedia a legalização do comércio internacional de chifre de rinoceronte”, diz Taylor Tench, analista de política de vida silvestre da Environmental Investigation Agency (EIA).

“As populações de rinocerontes permanecem sob imensa pressão da caça e do comércio ilegal, e a legalização do comércio de chifre de rinoceronte teria sido desastrosa para as populações de rinocerontes remanescentes no mundo. Agora simplesmente não é hora de enfraquecer as proteções para rinocerontes”.

Outros países, incluindo o Quênia e a Nigéria, temem que a legalização do comércio prejudique a sobrevivência dos rinocerontes selvagens da África.

“A humanidade pode muito bem viver sem fazer uso do chifre de rinoceronte”, disse um representante do Quênia durante o debate. “Ele não é remédio”.

Centenas de rinocerontes são caçados todos os anos – uma média de cerca de três por dia, segundo Tench – principalmente por seus chifres. Feitos de queratina (a mesma proteína que compõe nossos cabelos e unhas), o chifre de rinoceronte é frequentemente usado como uma cura para todos na medicina tradicional na China, no Vietnã e em outros lugares da Ásia. Como os rinocerontes-brancos-meridionais são mais abundantes e vivem em habitats mais abertos, eles suportaram o peso da caça, diz Tench.

Previsto para ser extinto no final de 1800, o rinoceronte branco do sul é classificado hoje como quase ameaçado pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), que determina o estado de conservação das espécies. Há cerca de 18 mil em áreas protegidas e reservas de caça privadas hoje, quase todas na África do Sul, de acordo com a IUCN. Os rinocerontes-negros são classificados como criticamente ameaçados, restando apenas cerca de 5 mil no mundo. Eles são encontrados principalmente na Namíbia, África do Sul, Tanzânia e Quênia.

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Austrália anuncia de proibição do comércio interno de marfim de elefantes e chifres de rinocerontes

Reserva de Tshukudu na África do Sul | Foto: Getty Images
Reserva de Tshukudu na África do Sul | Foto: Getty Images

A Austrália proibirá em breve o comércio interno de marfim de elefante e chifre de rinoceronte. Os delegados do país anunciaram a decisão na 18ª reunião da Conferência das Partes da CITES (CoP18) em Genebra.

Os elefantes asiáticos e a maioria das populações de elefantes africanos estão listados no Apêndice I da CITES, que proíbe todo o comércio global desses mamíferos e seus produtos. A proibição, no entanto, não se aplica ao comércio interno. Muitos países que fazem parte da CITES permitem que seus mercados domésticos de marfim operem desde que o marfim seja importado ou adquirido antes que as espécies fossem listadas na CITES.

No entanto, alguns grupos de conservação e especialistas alertaram que esses mercados domésticos legais acabam servindo como condutores para o marfim ilegal ser passado como antiguidade, perpetuando a demanda por marfim, o que leva a mais caça de elefantes.

“A Austrália já garantiu que todo o nosso comércio internacional está em estrita conformidade com os regulamentos da CITES”, disse Sussan Ley, ministro do Meio Ambiente da Austrália, em um comunicado. “O mercado doméstico da Austrália não representa uma grande ameaça ao comércio mundial de marfim, mas é importante assegurar que não haja nenhuma porta dos fundos para incentivar a atividade ilegal por aqueles que buscam contornar os princípios da CITES.”

Ley acrescentou que se reuniria com ministros em novembro para garantir que medidas sejam tomadas para proibir o comércio interno de marfim e chifre de rinoceronte em todas as jurisdições.

Em setembro de 2018, uma comissão parlamentar criada para investigar o comércio de marfim e chifre de rinoceronte na Austrália publicou um relatório observando que uma crítica frequente aos mercados domésticos da Austrália era o monitoramento e a regulamentação inadequada do comércio interno. O relatório destacou preocupações de que “se a Austrália não conseguir implementar uma proibição do comércio interno, os atores envolvidos no comércio ilegal poderão transferir suas operações para a Austrália para explorar sua estrutura de controle mais fraca”.

Nos últimos anos, países como os EUA, a China e o Reino Unido proibiram o comércio interno de marfim de elefante. Os mercados domésticos em muitas nações da UE e no Japão, no entanto, ainda permanecem abertos.

Na reunião em curso da CITES, uma coalizão de 30 países africanos onde vivem elefantes apresentou uma proposta solicitando que todos os mercados internos de marfim fossem fechados. A proposta foi rejeitada. Em vez disso, os países que ainda não fecharam seus mercados domésticos foram solicitados a relatar as medidas que planejam tomar em relação ao assunto na próxima conferência da CITES.

“Mercados de marfim legais e falta de ação contra grandes mercados ilegais em certos países continuam a oferecer oportunidades para sindicatos criminosos traficarem marfim,” disse Matt Collis, diretor de política internacional do Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal (IFAW) e chefe da organização das delegação na CITES, em um comunicado. “Pedimos aos países cujos mercados domésticos legais permaneçam abertos, particularmente o Japão e a UE, que os encerrem com urgência, e esperamos que eles estejam em posição de relatar essas medidas na próxima conferência da CITES.”

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Meninas riscam seus nomes com as unhas nas costas de rinoceronte

Duas visitantes de um zoológico na França foram criticadas após marcarem seus nomes nas costas de um rinoceronte com as unhas. Fotos do animal com “Julie” e “Camille” gravado em sua pele foram compartilhadas nas redes sociais e causaram revolta.

O rinoceronte com o escrito Julie bem visível
Foto: Facebook/Royan News

A rinoceronte fêmea, chamada Noëlle, vive no Zoo La Palmyre há 35 anos. A negligência do estabelecimento permitiu que as garotas se aproximassem do animal e arranhassem sua pele.

Segundo o diretor do zoológico, Pierre Caille, a instituição irá reforçar a presença de cuidadores no parque, para impedir que casos assim se repitam. Ele ainda declarou que não irá denunciar o caso para as autoridades.

As costas do elefante, o Camile bem visível
Foto: Facebook/Royan News

Embora o zoológico argumente que a maioria dos visitantes toca os rinocerontes com respeito, a instituição de proteção à fauna silvestre Le Biombe afirmou que o estabelecimento é irresponsável por permitir esse tipo de interação.

Depois de divulgadas, as fotos trouxeram indignação ao público da França, que utilizaram o caso como exemplo para criticar os zoológicos. Um dos usuários do Twitter declarou que zoológicos e circos deveriam ser banidos pelo tratamento que dispensam aos animais.

Os zoológicos são ambientes estressantes para os animais. O cativeiro, além de não ser capaz de suprir necessidades básicas, também os explora pelo entretenimento humano. As pessoas, em sua ânsia de ver, tocar e registrar, também representam um abalo no psicológico dos animais, já fragilizados pela falta de liberdade.


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