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Rinoceronte-de-java é declarado oficialmente extinto

O vice-ministro dos Recursos Naturais e do Meio Ambiente da Malásia, Datuk Dr. Hamim Samuri, declarou o rinoceronte-de-java (rhinoceros sondaicus) oficialmente extinto durante o Seminário Sobre Biodiversidade 2017.

O rinoceronte-de-java está oficialmente extinto (Foto: Animal Corner)

“Dos últimos registros da lista de vida selvagem da Malásia, o rinoceronte-de-java está extinto, enquanto outros quatro animais, Rinoceronte de Sumatra, Tigre Malaio, Sunda Pangolin e Gaur (Bisonte indiano) são considerados espécies críticas”, afirmou Samuri.

Em 2010, a presença de rinocerontes-de-java em estado selvagem alcançou um recorde histórico, segundo Samuri. Naquela época, três espécies dos rinocerontes foram registrados pelo Departamento de Silvicultura, mas estes ano as espécies não foram mais encontradas, mesmo com a utilização de câmeras e outros métodos de monitoramento.

A redução do habitat, o tráfico e acidentes rodoviários foram as três principais causas que levaram à extinção do rinoceronte. Além dele, outras 12 espécies foram avaliadas como em perigo, 14 como vulneráveis e 33 como ameaçadas. As informações são do portal Juice Online.

“Nossa vida selvagem está enfrentando várias ameaças devido à redução de habitats e áreas devido ao desmatamento. Além da perda de habitat, as populações de vida selvagem também diminuíram, principalmente tigres e elefantes, após atividades de caça à vida selvagem e tráfico de animais”, disse Samuri.

“Os números de rinocerontes de Sumatra, Pangolin e Gaur (Bison) estão diminuindo em comparação aos números anteriores. Por exemplo, eram apenas dois rinocerontes de Sumatra que estavam vivos, e esses dois eram idosos e não podiam criar mais. Quanto ao tigre malaio, havia apenas 250 tigres quando, na realidade, deveríamos ter mais mil”, acrescentou.

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Usina inaugurada em Cingapura põe em risco espécies como orangotango e rinoceronte

A companhia petrolífera finlandesa Neste Oil inaugurou em Cingapura a maior usina de produção de biocombustível do mundo, que teve investimento de 550 milhões de euros (mais de US$ 800 milhões), informou a imprensa local nesta quarta-feira.

A usina tem capacidade para produzir 800 mil toneladas anuais de biodiesel, a partir de óleo de palma da Malásia e Indonésia e também de gordura animal, para exportar para Europa, Canadá e Estados Unidos.

A Neste Oil escolheu a Cingapura por ser o terceiro maior centro de refino de petróleo do mundo e pela proximidade com a principal zona produtora de óleo de palma do mundo. A companhia finlandesa desenvolveu sua própria tecnologia para produzir biocombustível de nova geração, chamada NExBTL, que permite utilizar como matéria-prima qualquer tipo de gordura vegetal ou animal.

Os grupos ambientalistas acusaram a indústria do óleo de palma na Malásia e na Indonésia de acelerar o desmatamento das selvas de Bornéu e Java, colocando em perigo espécies como o orangotango e o rinoceronte de Java. A Neste Oil, no entanto, assegura contar com o certificado alemão ISCC (International Sustainability and Carbon Certification), que garante que a empresa cumpre com as exigentes normas ambientais.

Com informações de Terra

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Saúde humana está em risco por causa da extinção de animais

O desaparecimento de qualquer espécie, desde bactérias a mamíferos, revela ser uma ameaça para a saúde humana. Um recente estudo, publicado na revista «Nature», explica que cada vez que desaparece um grupo de animais, aumenta o aparecimento e transmissão de doenças. Coincidentemente, neste Ano Internacional da Biodiversidade, a World Wild Fund (WWF) publica uma lista anual das espécies mais ameaçadas.

Segundo os autores do artigo, investigadores do Bard College (Estados Unidos), proteger a biodiversidade vai muito mais além do que lutar pelo meio ambiente, porque são uma rica variedade de espécies animais e vegetais que nos ajudam a protegermo-nos dessas doenças. A investigação «Impacto da biodiversidade no aparecimento e transmissão de doenças infecciosas» explica que a consequência se traduz no aumento de organismos patogénicos.

Os investigadores adiantam ainda que muitos dos animais, plantas e micróbios que desaparecem são os que amenizam a transmissão de diferentes enfermidades infecciosas e já descobriram o padrão geral no qual incide este desenvolvimento de doenças e a transmissão de uma vasta gama de sistemas infecciosos.

O declive na biodiversidade debilita o efeito protetor das diferentes espécies, mas especialmente na terra do que nos oceanos, já que esses são mais afetados pelas alterações climáticas. Contudo, os cientistas de Barn não conseguem ainda explicar por que as espécies mais resistentes são as que amplificam os patogênicos, mas alertam para o fato de a conservação dos habitats ser a melhor forma de prevenir a situação.

Top dez
A WWF publicou a lista das dez espécies mundiais mais ameaçadas em 2010 e às quais prestou uma especial atenção durante este ano. As escolhas da organização mundial de conservação são apenas algumas de um vasto universo que está à beira da extinção de forma preocupante e negligente pela perda de habitats, pela caça ilegal e as alterações climáticas.

A lista destaca o tigre (Panthera tigris), o urso polar (Ursus maritimus), a morsa do Pacífico (Odobenus rosmarus divergens), o pinguim de magalhães (Spheniscus magellanicus), a tartaruga de couro (Dermochelys coriacea), o atum rabilho do Atlântico (Thunnus thynnus), o gorila da montanha (Gorilla beringei beringei), a borboleta monarca (Danaus plexippus), o rinoceronte de Java (Rhinoceros sondaicus), o panda gigante (Ailuropoda melanoleuca) e a águia imperial (Aquila adalberti); esta última, em Portugal.

Fonte: CiênciaHoje

Nota da Redação: Infelizmente, o homem precisa dizimar todos e quaisquer animais para pensar depois em reverter a situação. E é preciso haver consequências prejudiciais aos seres humanos para combater a extinção, pois caso contrário, não haverá mesmo quaçquer luta.

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Os animais mais ameaçados de extinção

(Montagem/Exame)

Quando percebemos o valor de todo  tipo de vida, pensamos menos no que já passou e nos concentramos mais na preservação do futuro. A afirmação é da pesquisadora  Dian Fossey, encontrada assassinada em 1985 em sua cabana, no centro de estudo sobre gorilas-das-montanhas que fundara em Ruanda na década de 70. Quando seu gorila favorito foi morto (e suas mãos retiradas para fazer cinzeiros), Fossey começou uma campanha contra a atividade, tornando-se alvo da ira de caçadores ilegais. Ainda hoje, o futuro do gorila-da-montanha e de muitas outras espécies animais continua incerto.

Segundo o Relatório Planeta Vivo 2010 da World Wild Fund (WWF), o mundo perdeu 30% de sua biodiversidade em 40 anos. Nas espécies tropicais essa queda foi de 60%. Em 2002, a ONU definiu metas para frear a perda de espécies. Longe de lograr sucesso, mais de 190 países se reúnem novamente em Nagoya, no Japão, para encontrar um plano B, durante a 10ª Conferência das Partes da Convenção da ONU sobre Diversidade Biológica, que vai até dia 27 de outubro. O futuro de muito seres vivos pode ser definido nos próximos dias. Entre eles, estão as 10 espécies mais ameaçadas do mundo, de acordo com a WWF. Os animais listados a seguir são apenas alguns de um vasto universo ameaçado de forma preocupante e negligente pela perda de habitats, pela caça ilegal e alterações climáticas.

Panda gigante encontra dificuldades para procriar

(Foto: Creative Commons)

Restam apenas 1,6 mil pandas gigantes na natureza. Os emblemáticos animais preto e branco vivem nas florestas da China, que estão cada vez mais ameaçadas pelo crescimento das cidades. Segundo a WWF, a despeito das mais de 20 áreas de proteção ambiental do país, 43% dos habitats naturais desses animais não estão nas áreas protegidas.

De acordo com a ONG, o habitat natural do panda gigante tem se dividido em pequenos territórios, o que dificulta o encontro entre diferentes populações de animais para a reprodução. Os pandas fêmeos dão à luz uma vez por ano. Na maioria das vezes, nascem apenas duas crias.

Rinoceronte de Java: restam apenas 60 em todo o mundo

(Foto: WWF)

Entre os mamíferos de grande porte mais raros do mundo, o rinoceronte de Java é o mais ameaçado de todos. Os 60 animais remanescentes da espécie se dividem entre duas reservas, na Indonésia e no Vietnã.

Mesmo protegidos nas reservas, ainda correm risco devido à perda da diversidade genética, doenças e caça ilegal. Em maio deste ano, restos de um rinoceronte Java foram encontrados na reserva do Vietnã. O animal teve o seu chifre arrancado.

Moído, o chifre do rinoceronte é vendido a centenas de dólares por grama no mercado negro para ser usado na medicina asiática. A expansão das plantações também tem acabado com as florestas que abrigam o animal.

Borboleta-monarca luta contra temperaturas extremas

(Foto: Creative Commons/Docent Joyce)

Um dos insetos mais delicados e coloridos do mundo, a borboleta-monarca tem sofrido com as temperaturas extremas e inesperadas. Todo os anos, durante o inverno, milhares de borboletas monarcas cruzam os Estados Unidos em busca do calor das florestas mexicanas. Fevereiro é, habitualmente, um dos meses mais secos no México. Mas este ano, dias de chuvas torrenciais e granizo vieram perturbar o equilíbrio dos ecossistemas.

Tempestades atípicas podem afetar a população de insetos, já que é naquela região que se inicia o ciclo biológico da espécie. Segundo a organização Nature Conservancy, o número de borboletas que chegou ao México para passar o inverno, depois de uma migração de 3200 quilômetros, foi o menor já registrado.

As que conseguem sobreviver à viagem turbulenta, se deparam com outro problema: o bosque de Oyamel, no México, considerado seu habitat característico, embora localizado em uma reserva declarada Patrimônio Mundial pela Unesco, sofre com incêndios florestais, desmatamento ilegal, pragas e doenças florestais.

Gorilas-das-montanhas: vítimas da guerra e da caça

(Foto: Getty Images)

Famosos depois do filme Nas montanhas dos gorilas, estrelado por Sigourney Weaver, os gorilas podem deixar de existir na próxima década. Estimativas apontam a existência de apenas 720 animais dessa espécie na natureza. Cerca de metade deles vivem no Parque Nacional de Virunga, localizado na zona oeste da República Democrática do Congo, na fronteira com Ruanda e Uganda.

Essas áreas são palco de conflito humano permanente que repercute na perda dos habitats naturais e na caça do gorila-da-montanha. Algumas iniciativas isoladas têm possibilitado o aumento dessa população nos últimos anos, mas a espécie ainda corre grande perigo. Este animal, que vive aproxidamente 35 anos, possui um período de gestação de 250 até 270 dias, e o número de crias que dá é de apenas uma, sendo muito raro terem gêmeos.

O atum de barbatana azul está no vermelho

(Foto: Creative Commons/Stewart Butterfiel)

Encontrado no leste do Atlântico e no Mar Mediterrâneo, o atum azul está ameaçado pela pesca predatória. Sua carne é muito valorizada na culinária japonesa para o preparo sushi. Por várias décadas, 90% de todo o atum azul pescado era de indivíduos com menos de um ano de idade.

A falta de controle no processo levou a pesca desse espécie marinha à beira do colapso em todos os oceanos do mundo. Tanto que, no começo do ano, a ONU propôs o fim da exportação do peixe, que viu sua população cair mais de 80% desde o século 19.

Durante a Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica das Nações Unidas (COP 10/CDB), que acontece em Nagoia, no Japão, os líderes de diversos países – incluindo o Japão, o maior consumidor de frutos do mar do mundo – devem determinar a ampliação de áreas oceânicas onde serão proibidas a pesca e as atividades industriais com o objetivo de ajudar os oceanos a restaurarem seus estoques marinhos.

Tartaruga-de-couro: gigante raro sob ameaça

(Foto: Creatice Commons/Paul Mannix)

Também conhecida como tartaruga-gigante, porque pode chegar a medir até dois metros de comprimento e pesar 900 quilos, esse réptil possui um casco menos rígido que o de outras tartarugas marinhas e semelhante a um couro.

A maior das tartarugas marinhas é também a mais ameaçada. Um declínio global de 78% em 14 anos levou a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) a incluir a espécie na Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas com o estatuto de “Criticamente Ameaçada”.

Estimativas indicam que a população desta espécie seja de apenas 2,3 mil exemplares. As ameaças são inúmeras e vão desde a ingestão acidental de plástico e pesca acidental, à caça e destruição intencional de ovos.

O pinguim-de-Magalhães nada, nada e morre na praia

(Foto: Creative Commons/DFaulder)

O pinguim de Magalhães vive nas Ilhas Malvinas, na Patagônia e ao longo da costa da Argentina e Chile. Seu nome é uma homenagem ao explorador Fernão de Magalhães, primeiro europeu a observar estes animais, em 1519. Com o aumento na temperatura das correntes marinhas, estes simpáticos pinguins estão tendo que ir mais longe para encontrar alimento.

Pesquisadores apontam que mudanças nas correntes e temperaturas oceânicas podem ser responsáveis por fazer os pinguins se deslocarem mais de 1,6 mil quilômetros da área a que estão habituados a viver. Em 2008, centenas deles chegaram às praias do Rio de Janeiro, muitos já sem vida, outros moribundos, atrás de alimento. Atualmente 12 das 17 espécies de pinguins estão tendo suas populações diminuídas rapidamente.

Morsa do Pacífico: sem gelo e sem presas

(Foto: Getty Images)

A morsa do Pacífico é mais uma das principais vítimas das alterações climáticas. Assim como os ursos-polares, e outros seres vivos cujo habitat são as regiões gélidas dos polos, esses animais de pele enrugada e longas presas de marfim são especialmente vulneráveis ao derretimento do gelo.

Com o abalo de seu ecossistema, as morsas são obrigadas a procurar novas regiões, nem sempre seguras. Em setembro de 2009, cerca de 200 exemplares da espécie foram encontrados mortos em solo firme perto do mar Chuckchi, no Alaska. Os biólogos não sabem exatamente o que matou os animais, mas ficar em terra não é um comportamento comum na espécie.

A teoria mais aceita é de que eles foram pisoteados por outros membros de seu grupo: alguma coisa teria assustado os bichos e causado uma fuga em massa e desordenada para o mar. Se estivessem no gelo, as morsas teriam mais chances para escapar.

Urso-polar: à deriva no mar das mudanças climáticas

(Foto: Greenpeace)

Até 2050, o mundo perderá dois terços da população atual de ursos-polares, alertam cientistas, em grande medida por causa do aquecimento global, que está derretendo o gelo no Polo Norte. Segundo a ONU, a região está aquecendo mais rápido do que qualquer outro lugar na terra e pode ficar sem gelo até 2030.

Nas próximas quatro décadas, os gigantes da neve vão perder 42% da área que têm à disposição para viver durante o verão. Os ursos-polares dependem do gelo que flutua à superfície da água do mar para descansar, procurar alimento e cuidar das suas crias.

De acordo com o World Conservation Union, atualmente há entre 20 mil e 25 mil ursos polares no Ártico, ameaçados pela poluição, pela caça, pelo desenvolvimento de cidades, pelo turismo e, principalmente pelo degelo.

Tigres lideram a lista de animais em risco de extinção

(Foto: Creative Commons/Koshyk)

Felinos solitários e caçadores impetuosos, os tigres selvagens estão sob forte ameaça em muitos países como o Camboja, Laos e Vietnã. Estudos estimam a existência de apenas 3.200 exemplares da espécie soltos na natureza, que só 7% do seu habitat original – com uma queda de 40% nos últimos dez anos.

Cobiçados sobretudo por caçadores devido ao alto preço de sua pele e por terem suas partes utilizadas na medicina asiática, a maioria desses animais vive em bolsões isolados espalhados por florestas cada vez mais fragmentadas. Segundo cientistas, três subespécies – o de Bali, do Mar Cáspio, e o tigre de Java – já se extinguiram no século 20.

Muitos pesquisadores acreditam que um quarto, o tigre do Sul da China, já está “funcionalmente extinto”. Em toda a China, existem apenas 50 tigres, enquanto há meio século o número ultrapassava os 4.200. Segundo a WWF, se tirarmos esses predadores do topo da pirâmide alimentar, todo o sistema poderá colapsar.

Fonte: Exame

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Caçadores matam rinoceronte raríssimo no Vietnã

Um rinoceronte-de-java, considerado um dos mais raros grandes mamíferos do mundo, foi achado morto, com seu chifre arrancado, num parque nacional do Vietnã. Segundo conservacionistas, caçadores provavelmente vitimaram o animal.

Uma das raras imagens do rinoceronte-de-java (Foto: Mike Baltzer/AP/WWF)

Guardas-florestais acharam o cadáver no último dia 29, dentro do parque nacional Cat Tien, afirmou Bach Thanh Hai, funcionário do parque. O animal, já decomposto, pode ter morrido há mais de três meses, e levou um tiro nas patas da frente. “É uma notícia muito triste”, disse Hai.

As autoridades suspeitam que haja apenas de três a cinco rinocerontes da espécie no Vietnã, diz Hai. A única outra população, na ilha de Java (Indonésia), tem entre 40 e 60 indivíduos. Não existem animais em cativeiro.

“É uma população pequena criticamente ameaçada. Achar um deles morto é devastador para a espécie”, afirmou Nicole Frisina, porta-voz da ONG WWF para a região.

A situação desesperadora desse e de outros rinocerontes se deve, em grande parte, ao uso de seu chifre na medicina tradicional chinesa. Moído, o chifre é vendido a centenas de dólares por grama no mercado negro. É usado para tratar febres e pressão alta, mas nada indica que seja realmente eficaz.

Fonte: Folha Online

Nota da Redação: É revoltante ler essa notícia e saber que nada de efetivo é feito para acabar com essa matança indiscriminada de animais inocentes. Quando vão reconhecer o real valor da vida para que essa exploração e abuso sem sentido terminem? Será essa mais uma espécie que as próximas gerações não irão conhecer? Isso não pode ser permitido.

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WWF divulga lista dos dez animais mais ameaçados de extinção

Foto: Arquivo/O Globo
Foto: Arquivo/O Globo

Uma em cada cinco espécies de animais do planeta está ameaçada de extinção, segundo dados das Nações Unidas. A ONU lançou ontem o “Ano da Biodiversidade”, campanha que tem como objetivo chamar a atenção dos governantes e da população para a necessidade da preservação de plantas e animais. No início do mês, o World Wildlife Fund (WWF) divulgou uma lista com os principais animais ameaçados de extinção. Confira a lista:

1. Tigre: novos levantamentos indicam que existem menos de 3,2 mil tigres na natureza. Hoje, restam apenas 7% do habitat natural destes animais. O extermínio dos tigres também está ligado à falta de informação. Em muitas partes da Ásia, eles são caçados porque partes do seu corpo são consideradas medicinais.

2. Urso-polar: o urso-polar se tornou o principal símbolo dos animais que perdem seu habitat natural devido ao aquecimento global. A elevação da temperatura no Ártico é uma das principais ameaças aos ursos, assim como os petroleiros e os derramamentos de óleo na região.

3. Morsas: os mais novos animais a entrarem para a lista dos ameaçados, as morsas também são diretamente afetadas pelo aquecimento global. Em setembro, 200 morsas foram encontradas mortas nas praias do Alasca. Com o derretimento das geleiras, os animais estão ficando sem comida.

4. Pinguim de Magellanic: o aquecimento das correntes marítimas tem forçado os pinguins a nadarem cada vez mais longe para achar comida. Não à toa, os bichinhos têm aparecido nas praias do Rio de Janeiro, muitas vezes magros demais ou muito doentes. Doze das 17 espécies de pinguins estão ameaçadas pelo aquecimento global.

5. Tartaruga-gigante: também conhecida tartaruga-de-couro, ela é um dos maiores répteis do planeta, chegando a pesar 700 quilos, e existem há mais de 100 milhões de anos. Porém, estimativas de cientistas mostram que há apenas 2,3 mil fêmeas no Oceano Pacífico, seu habitat natural. O aumento das temperaturas, a pesca e a poluição têm ameaçado a procriação destes bichos.

6. Atum Bluefin: um dos ingredientes principais do sushi de boa qualidade, o atum encontrado nos oceanos Atlântico e Mediterrâneo está sendo extinto por causa da pesca predatória. Uma proibição temporária da pesca desta espécie de atum, segundo cientistas, ajudaria a população dos peixes a voltar a um equilíbrio. Segundo o WWF, a população pode proteger estes animais diminuindo a ingestão do peixe.

Foto: WWF
Foto: WWF

7. Gorila-das-montanhas: famosos depois do filme Nas montanhas dos gorilas, estrelado por Sigourney Weaver, os gorilas podem deixar de existir na próxima década. Existem apenas 720 animais vivendo nas florestas da África, e outros 200 no Parque Nacional de Virunga, a maior área de preservação dessa espécie.

8. Borboleta-imperial: as temperaturas extremas são a principal ameaça dessas borboletas, que todo ano cruzam os Estados Unidos em busca do calor mexicano. Elas vivem em florestas de pinheiros, área cada vez mais ameaçada pelo aquecimento global e urbanização crescente.

9. Rinoceronte de Java: existem apenas 60 destes rinocerontes em seu habitat natural. Por ser usado na medicina tradicional asiática, costuma ser caçado de forma predatória. A expansão das plantações também tem acabado com as florestas que abrigam a espécie. No mês passado, pesquisadores usaram cães de caça para rastrear os rinocerontes no Vietnã. O país, antes o habitat dos rinocerontes, abriga apenas 12 animais no momento.

10. Panda: restam apenas 1,6 mil pandas na natureza, de acordo com o WWF. Eles vivem nas florestas da China, que estão cada vez mais ameaçadas pelo crescimento das cidades chinesas. Existe mais de 20 áreas de proteção ambiental no país para proteger estes animais. Metade dos pandas vive hoje em áreas protegidas ou em zoológicos.

Fonte: O Globo

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