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Grupo a favor da caça usa o cadáver de uma raposa para atacar ativista pelos direitos animais

Foto: Caters News
Foto: Caters News

As imagens flagram o momento chocante em que um agressor balança o cadáver de uma raposa contra um carro que estava sendo conduzido por ativistas sabotadores de caça no Boxing Day (feriado inglês celebrado um dia após o Natal).

Um veículo 4×4 é mostrado bloqueando a estrada na vila de Kirk Smeaton, condado de North Yorkshire, Inglaterra, quando um grupo de homens se aproxima dos ativistas, cobrindo o rosto com os braços.

Quando os ativistas viram o carro para escapar, um homem os alcança e agride violentamente seu carro com uma raposa morta. Um dos ativistas pode ser ouvido dizendo, “que horror, absurdo”, enquanto eles escapam.

Após o ataque, a ativista pelos direitos animais, Charlotte Smith, enviou fotos mostrando sangue manchando na janela do carro.

O vídeo foi filmado pelo grupo ativista anti-caça, Sheffield Hunt Saboteurs, que viajou para ajudar outros ativistas a atrapalhar a Caçada de Badsworth, que aconteceria nos arredores de Kirk Smeato, segundo os ativistas.

Na página do grupo no Facebook, os ativistas disseram: “A escória local estava claramente infeliz por não ver uma caça real, então decidiu ser agressiva e bloquear veículos e bater em nossa janela com uma raposa morta, além de vir para cima do nosso veículo”. Os seguidores da página ativistas, defenderam o grupo e chamaram o homem por trás do ataque de “vil” e “mau”.

Foto: Caters News
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George Knobbs disse: “Eu odeio pessoas assim. Quero dizer, olhe para o cara, que ato absurdo para um ser humano fazer. Não tenho esperança para a raça humana, já desisti totalmente”.

Um porta-voz do grupo do departamento rural de Countryside Alliance disse ao Metro.co.uk: “Condenamos esse comportamento absolutamente desprezível mostrado por esse grupo de pessoas que segundo relatos, não estão conectados à caça de forma alguma”.

“Entendemos que eram pessoas locais cujas ações terríveis nos envergonham e esperamos sinceramente que elas sejam responsabilizadas”.

Foto: Caters News
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A caça à raposa foi proibida na Inglaterra e no País de Gales sob a Lei de Caça de 2004, mas a caça “por arrasto” – onde os cães são treinados para seguir um perfume artificial de animal – ainda é legal.

Os ativistas dizem que isso deixa uma brecha para os cães continuarem rasgando raposas em pedaços, ato que caçadores podem justificar dizendo que foi um “acidente”.

Um porta-voz da polícia de North Yorkshire disse: “A polícia está investigando um incidente na área de Kirk Smeaton que ocorreu por volta das 12 horas do dia 26 de dezembro de 2019. As investigações estão em um estágio inicial”. As informações são do METRO UK.

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Evento em Miami que promoveria passeios de carruagem é cancelado graças a ativistas

Foto: Lisa Jacobs/Flickr
Foto: Lisa Jacobs/Flickr

Exploradores de animais em carruagens que atuam na cidade de Miami, na Flórida, contavam com os passeios de charrete puxadas por cavalos nas festas de final de ano para ganhar dinheiro, mas, felizmente, isso não vai mais acontecer.

Os passeios foram anunciados nas mídias sociais e em uma página da Eventbrite (site de eventos) agora removida. O evento deveria começar no dia 19 de dezembro e continuar até o dia 31.

Moradores e ativistas locais pelos direitos dos animais ficaram indignados, incluindo Sarah Velasquez, uma ativista pelos direitos animais que vive na cidade. Residentes classificaram o evento como “antiquado” e questionaram por quê os cavalos deveriam puxar centenas de quilos de pessoas nas ruas movimentadas de South Beach expostos a toda sorte de perigos.

Foto: PETA
Foto: PETA

“É quase 2020, não há razão para ter animais como fonte de entretenimento. Está errado” disse a ativista ao Miami News Times sobre os passeios de carruagens.

Velasquez entrou em contato com a prefeitura e os órgãos responsáveis da cidade por e-mail quando o evento chamou sua atenção, pedindo que cancelassem sua aprovação. Então o órgão responsável, Distrito de Melhoria de Negócios da Washington Avenue (BID, na sigla em inglês), cancelou a publicação sobre o evento abusivo no Facebook, escrevendo que:

O BID é “sensível ao cuidado e ao tratamento justo dos animais” e decidiu que os passeios de charrete “não eram do melhor interesse do Distrito de Melhoria de Negócios da Washington Avenue (órgão responsável)”.

Foto: Facebook
Foto: Facebook

“Temos uma cidade bonita com belos animais ao nosso redor”, diz Velasquez. “Deveríamos ser capazes de protegê-los e respeitá-los.”

As carruagens puxadas a cavalo estão sendo totalmente proibidas nos Estados Unidos ou regulamentadas em um prazo para que deixem de existir. É uma coisa boa tanto para a segurança dos passageiros e mais ainda para a segurança desses animais inocentes que não têm lugar no trânsito de uma cidade moderna.

A PETA, que documenta incidentes em carruagens, diz que os passeios podem ser perigosos para os cavalos e para as pessoas se os animais ficarem assustados e fugirem. Em fevereiro, um cavalo disparou num galope incontrolável ao ouvir som do barulho de uma construção em Savannah, na Geórgia, e caiu. Sete pessoas que estavam na carruagem foram parar no hospital. A PETA documentou dez incidentes na Flórida entre 1993 e 2017, a maioria dos quais ocorreu em Santo Agostinho.

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Mais de um milhão de poloneses estão abandonando a carne e se tornando veganos

Foto: Vegan and Food Living/Reprodução
Foto: Vegan and Food Living/Reprodução

Um milhão de residentes poloneses no Reino Unido são vegetarianos ou veganos e outros dois milhões pretendem se juntar a eles, de acordo com um novo estudo.

O site de pedidos de alimentos Pyszne.pl realizou uma pesquisa sobre o assunto, que revelou que mais e mais poloneses estão se conscientizando sobre sua alimentação. Outro estudo do IQS revelou que 43% da população está tentando limitar o consumo de carne.

“A demanda por produtos vegetais está crescendo tanto na Polônia quanto no mundo”, disse Patrycja Homa, diretor do ProVeg Polska, ao Warsaw Business Journal. “Embora o associemos principalmente a pessoas com dieta vegetariana ou vegana, até 90% das vendas são geradas por pessoas que não fazem parte de nenhuma dessas dietas”.

O flexitarismo está crescendo em popularidade. No Reino Unido, 91% da população agora se identifica como flexitária. A Beyond Meat – a empresa de carnes veganas por trás do “sangrento” Beyond Burger – diz que 93% de seus clientes são consumidores de carne.

Por que os consumidores estão reduzindo a carne?

Na maioria das vezes, as pessoas estão mudando seus hábitos alimentares devido a preocupações ambientais e de saúde.

No ano passado, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente revelou que combater o consumo de carne é o problema mais urgente do mundo. Ele afirmou em um comunicado: “a pegada de gases de efeito estufa da pecuária rivaliza com a de todos os carros, caminhões, ônibus, navios, aviões e foguetes combinados. Não há caminho para alcançar os objetivos climáticos de Paris sem uma redução maciça na escala da agricultura animal”.

O impacto do consumo de carne na saúde também é um fator-chave. Nos Estados Unidos, quase 114 milhões de pessoas estão tentando comer mais alimentos à base de vegetais este ano para sua saúde. Estudos associaram a carne ao risco maior de desenvolver várias doenças, incluindo câncer e doenças cardíacas.

Muitos profissionais de nutrição e médicos acreditam que o risco de morte prematura pode ser reduzido ao optar por uma dieta baseada em vegetais e alimentos integrais. “Temos um tremendo poder sobre nosso destino e nossa longevidade em relação a saúde”, disse o especialista Michael Greger – médico americano e autor de “Como não morrer” – em entrevista à Fox Business Network.

Ele acrescentou que “a grande maioria das mortes prematuras e invalidez é evitável com uma dieta baseada em vegetais e outros comportamentos associados a um estilo de vida saudável”.

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Tigre é espancado até a morte por moradores de vilarejo indiano

Tigre em um parque nacional em Bhopal | Foto: Sanjeev Gupta / EPA
Tigre em um parque nacional em Bhopal | Foto: Sanjeev Gupta / EPA

A polícia indiana prendeu quatro pessoas depois que uma multidão de moradores espancou brutalmente até a morte um tigre. O animal acuado e na defensiva teria atacado residentes locais.

A constante ocupação humana dos habitats de animais selvagens leva a confrontos frequentes entre as duas espécies.

Imagens de celular do incidente se tornaram virais nas mídias sociais, e autoridades disseram que uma das nove pessoas feridas pelo animal morreu no hospital.

Este é o mais recente de um número crescente de confrontos entre animais e humanos na Índia, que os especialistas culpam pela diminuição dos habitats e pela escassez de alimentos para a vida selvagem.

O tigre atacou pessoas depois de se afastar da reserva de tigres Pilibhit, no estado de Uttar Pradesh, no norte do país, disse à AFP o magistrado do distrito, Vaibhav Srivastava.

Dezenas de pessoas armadas cercaram o animal depois que ele entrou na aldeia, o perseguiram e espancaram até a morte com bastões de madeira e lanças, ele disse.

Trinta e três pessoas foram procuradas pelo assassinato do tigre e quatro foram presas até agora, acrescentou o magistrado, dizendo que os aldeões estavam assustados e com raiva após os ataques aos humanos.

O vídeo gravado do telefone mostrava aldeões espancando o animal enquanto ele estava quase imóvel no chão.

Seu cadáver foi cremado para que os órgãos do animal não caíssem nas mãos de contrabandistas, disseram autoridades.

Cerca de 30 pessoas foram mortas por tigres na Índia em 2018, e mais de 60 tigres morreram ou foram mortos até agora este ano em todo o país.

Em um caso no mês passado, um tigre e dois filhotes morreram depois que os aldeões envenenaram o cadáver de uma vaca que os animais haviam caçado um dia antes.

Os tigres estavam perto da extinção na Índia há alguns anos devido à caça. Mas o país agora abriga mais da metade da população de tigres do mundo, com mais de 2.220 encontrados em reservas em um censo feito em 2014.

A população global de tigres foi reduzida de cerca de 100 mil indivíduos no início do século 20 para apenas 4 mil , de acordo com o World Wildlife Fund.

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Projeto ressocializa detentos com a ajuda de gatos residentes de presídio em Campo Grande (MS)

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Duas agentes penitenciárias de Campo Grande criaram um projeto para controlar a população de gatos de rua que habitam o complexo penitenciário da capital de Mato Grosso do Sul sem ter que optar entre induzir a morte e abandonar os felinos. A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) considera os animais importantes na ressocialização dos presos. A ideia é castrar aqueles que vivem nesses locais e evitar a reprodução.

“Nós fizemos um levantamento e descobrimos que existem cerca de 150 felinos no complexo. E animal em situação de rua é uma questão de saúde pública. Queremos evitar doenças para os presos, sofrimento para os gatos e manter uma população controlada de animais lá, já que eles ajudam a evitar ratos”, disse Carla Gameiro Alves, uma das criadoras do projeto.

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O trabalho é feito em parceria com o Centro de Zoonoses (CZZ) da cidade. Como o projeto está no começo, apenas dez gatos passaram pela castração. Assim que o primeiro presídio terminar de levar os felinos que rondam sua região, outra unidade prisional recomeça o trabalho, e assim sucessivamente.

“Nós não queremos criar os animais nos presídios, até porque não podemos fazer isso. Mas já que é difícil evitar que eles cheguem nas unidades, pretendemos cuidar bem. Inclusive estamos estudando a possibilidade de colocar chip nos que foram castrados pra termos um controle”, afirmou Carla.

A castração sai de graça. O problema são as despesas com materiais como vacinas e vermífugos. Para custear as despesas, uma das idealizadoras do projeto doou uma joia para ser sorteada. Já os presos ajudam a cuidar dos felinos. Alguns animais se tornaram verdadeiros companheiros. É o caso da princesa. A gatinha até ganhou uma casinha cor rosa com direito a um desenho de coração na fachada. Tudo feito pelos detentos.

A ideia de cuidar dos animais foi tão bem recebida pela Agência de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), que o projeto deve ser levado para o interior do estado.

“Os gatos ajudam na ressocialização dos presos, já que eles cuidam dos animais e criam um carinho. Isso melhora a vivência ali dentro. Nós vamos terminar o trabalho feito na capital e, em seguida, vamos levar a ideia para o interior do estado”, garantiu Ailton Stropa, diretor-presidente da Agepen.

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Fonte: G1

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