Notícias

Queimadas atingem últimos refúgios de onças-pintadas no Pantanal

(Bloomberg / Colaborador/Getty Images)

A sobrevivência das onças-pintadas está sob ameaça no Pantanal. As queimadas, que se dispersam e destroem áreas cada vez maiores, chegaram aos últimos refúgios desses animais, que correm risco de serem extintos. Dentre eles, o Parque Estadual Encontro das Águas, na região de Porto Jofre, em Poconé (MT). Segundo o governo de Mato Grosso, a área de preservação ambiental reúne a maior concentração de onças-pintadas do mundo, que agora lutam para fugir do fogo.

Muitos animais, no entanto, não conseguem escapar das chamas. Os que não têm a sorte de serem resgatados com vida, agonizam e morrem em meio à mata, carbonizados ou sufocados pela fumaça.

Recentemente, uma onça-pintada com graves queimaduras nas patas foi resgatada às margens do Rio São Lourenço. O resgate, acompanhado pela reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, contou com o apoio do “piloteiro” Vandir Garcia, o Cabelo, que oferece serviço de transporte no rio. “O fogo neste ano aqui está muito brabo. Os animais não conseguem escapar”, afirmou Cabelo.

Com as patas em carne viva, a onça de aproximadamente 100 quilos lambia as patas para remover a pele queimada em uma tentativa desesperada de amenizar o próprio sofrimento. Estima-se que o animal, do sexo masculino, tenha cerca de dois anos de idade.

Chegar à beira do rio provavelmente foi uma tarefa difícil para a onça por conta da dor causada pelas queimaduras. Mas o esforço garantiu a sua sobrevivência, já que em meio à mata ela poderia ter morrido por asfixia, como tem acontecido com tantos outros animais.

O estado de saúde da onça, no entanto, não tornou o resgate mais fácil. Debilitada e sem forças, ela teve que ser sedada durante uma operação comandada por Eduarda Fernandes Amaral, de 20 anos. Liderança no município de Porto Jofre, ela é responsável por fazer a mediação entre donos de pousadas, Corpo de Bombeiros, ONGs e agentes do governo estadual que se uniram para combater as queimadas. “O Pantanal é muito grande para os poucos bombeiros que vieram”, lamentou Eduarda em entrevista ao Estadão.

Foto: Ernane Júnior/Facebook

Assustada, a onça-pintada resistiu ao resgate e, após uma hora de tentativas, o veterinário Jorge Salomão, de 36 anos, da ONG Ampara Animal, conseguiu sedá-la usando uma zarabatana. Carregada e colocada em uma jaula, a onça recebeu os primeiros socorros e foi levada para uma pousada que abriu as portas para receber os animais atingidos pelo fogo.

Um helicóptero da Marinha foi providenciado para o transporte do animal, que foi levado para o hospital veterinário da Universidade Federal de Mato Grosso, onde está recebendo tratamento.

A expectativa agora é que a onça-pintada sobreviva e tenha um destino diferente daqueles que morreram carbonizados, asfixiados ou atropelados enquanto fugiam dos incêndios.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Mais de 100 animais vítimas de queimadas foram resgatados no Pantanal

Foto: Polícia Militar

O Batalhão de Proteção Ambiental da Polícia Militar resgatou 108 animais silvestres na região de Poconé, no Mato Grosso, desde que as queimadas tiveram início.

Os resgates realizados no Pantanal ocorreram do dia 20 de julho até o momento. Dentre os animais resgatados, estão uma onça-pintada, um veado-mateiro e uma anta. Encontrados com queimaduras graves, eles tiveram seu habitat destruído. Apenas a onça sobreviveu.

Amanaci, como passou a ser chamada a onça, foi inicialmente levada para o Centro de Medicina e Pesquisa de Animais Silvestres (CEMPAS), da Universidade Federal de Mato Grosso, onde ficou internada até ser transferida para Goiás.

Atualmente, o animal está sendo submetido a um tratamento com células-tronco. A onça sofreu queimaduras nas patas e também inalou muita fumaça. Por conta dos cuidados que tem recebido, ela voltou a se alimentar sozinha e evoluiu no tratamento.

A anta morreu momentos depois de ter sido resgatada. O cervo foi sacrificado para ser poupado de mais sofrimento. Encontrado às margens de um curso d’água, o animal perdeu todas as falanges – ossos das patas traseiras e dianteiras.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

ONG promove reencontro entre animais e tutores separados por explosão no Líbano

Reprodução/YouTube/The National

Uma entidade de proteção animal que resgatou animais após a explosão que devastou a cidade de Beirute, no Líbano, promoveu o reencontro entre os resgatados e seus tutores. A ação da ONG trouxe um pouco de alegria em meio ao caos gerado pelo acidente.

Os animais se perderam de seus tutores em razão de uma grande explosão, ocorrida na última terça-feira (4). A suspeita é que um depósito de nitrato de amônio explodiu. O lugar onde o fertilizante ficava guardado está situado na zona portuária de Beirute.

A explosão deixou mais de 4 mil pessoas feridas e matou mais de 100 delas. Um abrigo para animais também foi atingido. Cães e gatos ficaram feridos, assustados e abalados psicologicamente com o estrondo.

O diretor executivo da ONG Animais do Líbano, Jason Mier, contou ao portal Notícias ao Minuto que levar os animais de volta a suas famílias trouxe felicidade em um momento em que o Líbano enfrenta dificuldades.

Um vídeo (confira abaixo) registrou o reencontro entre um cachorro e seu tutor. “Ô meu Deus, bom menino!”, é possível ouvir uma pessoa dizer enquanto o animal pula no homem, demonstrando o quão feliz estava por rever quem tanto ama.

“Até hoje, já tivemos mais de 40 pessoas trabalhando numa ação que teve início às 20 horas da noite passada [quarta-feira, 5]. O objetivo é continuar, eu sei que estamos fazendo coisas boas e sei que estamos fazendo as pessoas felizes”, disse Jason.

Não há dados oficiais sobre o número de animais mortos, feridos e separados de seus tutores por conta da explosão. Nas redes sociais, libaneses pedem ajuda para encontrar animais desaparecidos.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Maior incidência de queimadas faz crescer número de animais resgatados

Foto: Corpo de Bombeiros

O número de animais silvestres resgatados nas cidades aumentou por conta do crescimento das queimadas, que têm o tempo seco como facilitador.

De janeiro a julho de 2019, o Corpo de Bombeiros de Varginha, em Minas Gerais, registrou 610 ocorrências de incêndios florestais. Em 2020, no mesmo período, foram 672 casos.

A comparação entre os dois períodos revela também um aumento no número de animais silvestres resgatados. Foram 279 este ano, ante 256 em 2019.

Um dos resgates, realizado na semana passada, envolveu uma fêmea de tamanduá-bandeira. Ameaçado de extinção, o animal foi examinado por um especialista e, depois, retornou ao habitat.

“Nós tivemos um aumento muito grande tanto de queimadas quanto de ocorrências que envolvem animais silvestres. Por exemplo, tivemos aproximadamente três resgates de cobras. Também tivemos resgate de um cervo, que é um animal que não vem para cidade. As queimadas [têm] aumentado muito mesmo na área urbana. Têm alguns bairros [em loteamentos e áreas com mato] em Varginha que têm mais probabilidade de pegar fogo”, disse ao G1 o subtenente do Corpo de Bombeiros, Paulo Estevam Cata Preta.

As queimadas, no entanto, não são as únicas responsáveis por forçar a migração de animais silvestres para áreas urbanizadas, conforme explicou a bióloga Jaara Tavares.

“A gente percebe que ocorre um aumento na aparição de animais silvestres em áreas urbanas. Isso ocorre devido a vários fatores. O primeiro dele sé a própria expansão da cidade, o que diminui cada vez mais o habitat natural dessas espécies. Outro fator muito comum são as queimadas e também a gente está percebendo, nesta época de pandemia, que com a diminuição do ruído nas cidades, os animais estão ficando mais curiosos e chegando mais perto da área urbana”, afirmou.

A especialista recomenda que os moradores das cidades não tentem resgatar animais silvestres por conta própria.

“O correto é a pessoa não se aproximar desse animal, muitas vezes a pessoa quer tirar uma foto e mostrar essa curiosidade. Mas não se aproximar e manter certa distância desse animal para que ele não fique estressado, para que ele possa até mesmo sair daquele local e voltar para a área dele. E, em um segundo momento, se a pessoa perceber que o animal não vai embora, que ele pode estar machucado e com alguma dificuldade para sair dali, o correto é chamar o Corpo de Bombeiros para fazer o resgate e, se possível, a soltura dele na natureza”, salientou.

Um minucioso trabalho de reabilitação é feito nos animais que, por alguma razão, não podem ser devolvidos à natureza imediatamente após o resgate.

“Muitas vezes esses animais passam muito tempo no cativeiro e mesmo que a gente consiga que eles estejam saudável para irem à natureza, muitas vezes o comportamento desses animais já foi alterado. Então, muitas vezes a soltura é uma coisa bem delicada. A gente tem que trabalhar muito bem antes de ter certeza que aquele animal vai se adaptar e que aquela área está preparada para receber aquele animal. Quando a gente fala dessa época do ano, das queimadas e da chegada desses animais no ambulatório, o que a gente tem que trabalhar é a prevenção, para que haja cada vez mais conscientização da população para que não faça essas queimadas”, explicou ao G1 a médica veterinária, Samanta Favoretto, do ambulatório de animais selvagens da Universidade Federal de Lavras (Ufla).

A veterinária informou que o ambulatório da Ufla não cobra para atender animais feridos por atropelamentos ou outras causas. Após serem atendidos pelos profissionais do local, eles são levados ao Instituto Estadual de Floresta, órgão que os encaminha para a soltura na natureza ou decide o destino daqueles que não têm condições de retornar ao habitat.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Baleia, golfinho e pinguins são encontrados mortos em Búzios (RJ)

Foto: Folha de Búzios

Uma baleia-jubarte, um golfinho e quatro pinguins foram encontrados mortos no último sábado (11) na cidade de Armação dos Búzios, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Os corpos foram localizados em diferentes praias.

A baleia surgiu no Mangue de Pedras, onde ficou encalhada. A Guarda Marítima suspeita que o animal esteja morto há mais de dez dias. Na noite de sábado, uma equipe da Secretaria de Meio Ambiente tentou retirar o corpo do local, mas sem sucesso. Até a noite de domingo (12), a jubarte ainda estava encalhada na praia.

Sem parte da calda, o golfinho foi encontrado morto na Praia de Tucuns. A suspeita da prefeitura é de que uma rede de pesca tenha se enrolado no animal e decepado sua calda. O corpo foi levado pela Guarda Marítima Ambiental até o CTA – Meio Ambiente, empresa que presta serviço à Petrobrás.

Foto: Folha de Búzios

Os pinguins foram encontrados mortos de sexta-feira (10) até o último domingo (12). Quatro deles estavam mortos e dois foram localizados com vida, porém debilitados. Eles foram levados ao CTA.

A Secretaria de Meio Ambiente e Pesca enviou nota ao G1 por meio da qual afirmou que, “conforme informações de técnicos da região, no dia 24 de junho, houve a notificação de uma baleia presa em rede de espera, na região de Araruama, sendo posteriormente, no dia 27 de junho, avistada na altura de Arraial do Cabo, já morta e a deriva”.

Foto: Folha de Búzios

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Mais de 30 galos explorados em rinhas são levados para abrigo após resgate

Reprodução/R7

Uma operação realizada pela Polícia Militar Ambiental levou ao resgate de 35 galos explorados em rinhas na cidade de Cotia, na Região Metropolitana de São Paulo. Outros dois animais foram encontrados mortos.

As aves sobreviventes, que eram mantidas em um sítio na Estrada dos Hengles, foram resgatadas na tarde do último sábado (6) graças a uma denúncia anônima.

Durante a ação policial, 28 pessoas foram detidas. A PM Ambiental informou ao portal R7 que foram encontrados no local dois espaços cercados que formavam uma espécie de arena onde as rinhas eram promovidas.

Além dos 35 galos resgatados com vida, dois foram encontrados mortos. No local, foram localizadas ainda 93 esporas de plástico, 12 esporas de couro, 11 bicos de metal e 9 viseiras.

Após realizar perícia no sítio, a polícia encaminhou os galos sobreviventes a um abrigo na cidade de Embu das Artes, na Região Metropolitana de São Paulo.

As pessoas detidas durante a operação policial foram levadas à Delegacia de Cotia. Como rinhas são proibidas por lei, todos os envolvidos irão responder judicialmente pelo crime de maus-tratos a animais.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Mais de 1,4 mil animais silvestres são salvos do tráfico em Santa Catarina

Reprodução/Portal Diarinho

Nos últimos 12 meses, foram resgatados 1.417 animais silvestres em Santa Catarina. Vítimas do tráfico, esses animais sofrem graças à ganância e ao egoísmo, que levam as pessoas a se sentirem no direito de retirá-los da natureza em prol de seus desejos.

Dos mais de 1,4 mil animais resgatados, 1.008 foram levados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) para serem reabilitados para posterior soltura na natureza. As informações são do portal Diarinho.

Os resgates ocorreram com mais frequência nas seguintes regiões: Caçador, Itapema, Balneário Camboriú, Lages, Canoinhas, Tubarão, Joinville, Grande Florianópolis e Criciúma. Apesar do número de animais resgatados ser menor do que o registrado em outras partes do Brasil, o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina afirma trabalhar para reduzir o tráfico ainda mais.

João e Maria, dois tucanos, estão entre os animais resgatados no estado. Eles chegaram à Florianópolis em outubro e dezembro de 2019, respectivamente. Bastante debilitado, João foi resgatado com a asa cortada, crueldade cometida pelo traficante que tentava obter lucro ao objetificar e vender o animal.

O sofrimento, no entanto, é passado na vida de João e Maria. Após reabilitação, eles foram soltos juntos, em 22 de março deste ano. Apesar de terem reconquistado a liberdade, tão necessária para os animais silvestres, a dupla de tucanos continua sendo monitorada para que a readaptação à natureza seja observada.

Em Santa Catarina, as espécies de aves mais traficadas são: trinca-ferro, canário, coleirinho, papagaio-verdadeiro e papagaio-de-peito-roxo. Nem mesmo a ameaça de extinção que coloca em risco a sobrevivência do papagaio-de-peito-roxo comove os traficantes, que seguem retirando o animal da natureza de maneira sórdida. Pelo contrário, quanto mais raro é a espécie, mais interesse ela gera por parte dos compradores e, por consequência, dos traficantes.

O crime, porém, não é apenas a retirada do habitat. Esses animais também costumam ser maltratados durante o transporte, que é precário, e no cativeiro. Mutilados para que não consigam voar, eles também são dopados para que não pareçam ariscos diante dos humanos, que são seres estranhos para eles, o que pode levá-los a não ter um comportamento manso como forma de defesa.

A interferência humana sobre as espécies, em alguns casos, é irreversível. Por isso, há animais que não conseguem retornar à natureza nem mesmo após reabilitação. O Instituto Espaço Silvestre, que assumiu a cogestão do Cetas em 1º junho de 2019, recebeu, desde a data, 3.239 animais, tendo libertado 658. Atualmente, 393 animais estão em reabilitação no Cetas. Os que não podem voltar para o habitat – por deficiência física, por pertencerem à espécie exótica (isso é, nativa de outro país) ou por terem um comportamento dócil que os colocaria em risco maior diante de caçadores -, são encaminhados a instituições parcerias, que os abrigam.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Mais de 1,5 mil animais silvestres são resgatados neste ano no Acre

Foto: Divulgação/CBM-AC

O Corpo de Bombeiros resgatou 1.598 animais silvestres em áreas urbanas do Acre nos primeiros meses de 2020. O levantamento, feito a pedido do G1, mostra que a maior parte dos resgates se concentrou na capital, Rio Branco, onde 927 animais foram salvos até o último sábado (23).

Os dados mostram o número de resgates feitos desde janeiro. São salvamentos de animais aprisionados em cativeiro, encontrados feridos nas ruas ou que aparecem em locais em área urbana, inclusive em quintais de residências.

“Todos os dias temos esses resgates, só que divulgamos pouco. Para se ter uma ideia, em Rio Branco, nós temos em torno de 10 capturas todos os dias de vários animais como cobra, jacaré, preguiça”, informou ao portal da Globo o major Claudio Falcão.

A maior parte dos animais é devolvida à natureza imediatamente. Outros passam por tratamento no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), na capital.

Um dos casos recentes envolve um bicho-preguiça, encontrado no quintal de uma casa em Tarauacá, no interior do Acre. Saudável, o animal silvestre foi solto na floresta após o resgate.

“No interior também tem o mesmo número aproximado, o que leva a pelo menos 20 resgates diários em todo estado. São muitos casos”, reforçou o major.

Retorno à natureza

A devolução ao habitat é uma forma de reparar os danos causados aos animais retirados da natureza e garantir vida digna a eles.

No Pará, uma equipe do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) soltou, na última sexta-feira (22), dez tartarugas no rio Tocantins, em Baião, região do Baixo Tocantins, no Pará.

Os animais foram resgatados de um cativeiro, onde viviam aprisionados, e reabilitados durante mais de três anos pelo Centro de Triagem da Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH).

Foto: Divulgação ICMBio

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Quase 300 animais são resgatados e devolvidos à natureza em 4 meses em MT

Foto: Polícia Militar Ambiental-MT

O Batalhão Ambiental da Polícia Militar resgatou no estado de Mato Grosso 273 animais silvestres, e os devolveu à natureza, de janeiro a abril deste ano. Todos receberam os cuidados necessários.

O maior aparecimento desses animais em áreas urbanas, que leva a um aumento nos resgates, pode estar associado à quarentena.

Conforme explicou ao G1 o sargento Boa Sorte, o isolamento social imposto aos humanos para combate ao coronavírus reduziu a movimentação de pessoas nas ruas, o que atrai os animais para os centros urbanos.

“O que pode estar ocorrendo é esses animais irem para área urbana devido à pouca movimentação de pessoas, pois tem menos ruídos e eles se sentem mais à vontade”, explicou a sargento.

Ao encontrar um animal silvestre em área urbana, a pessoa deve acionar a Polícia Ambiental para que a equipe de plantão realize o resgate. É importante que os animais sejam retirados das cidades apenas pelas autoridades, sem que o cidadão comum faça contato com a fauna silvestre, para que o resgate seja feito sem riscos e de maneira correta.

“O ideal é isolar o local. Se o animal estiver na cozinha, por exemplo, coloque algo para o animal não ultrapassar aquele cômodo e, imediatamente, ligue para nós que vamos fazer o resgate”, disse o sargento.

“Geralmente, os solicitantes se deparam com esses animais silvestres dentro de casa e entram em contato conosco. O batalhão funciona 24h e sempre tem uma equipe de resgate à disposição”, completou.

Animais silvestres são animais que precisam do contato com a natureza e devem viver em liberdade. Mantê-los aprisionados em cativeiro para atender aos anseios humanos é uma prática cruel e criminosa, proibida pela Lei de Crimes Ambientais.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Comissão de proteção animal pede que ministro da Justiça desista de medida que prevê matança de animais

Luiz Carlos Ramos Filho (TV Câmara)

O presidente da Comissão de Defesa dos Animais da Câmara Municipal do Rio de Janeiro Luiz Carlos Ramos Filho, vai encaminhar um ofício ao novo ministro da Justiça, André Mendonça, para tentar convencê-lo a parar de defender o assassinato de animais resgatados após maus-tratos.

No dia 23 de abril, quando era chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Mendonça encaminhou um documento ao Supremo Tribunal Federal (STF), aprovado pelo presidente Jair Bolsonaro, que solicitava permissão para que animais resgatados após maus-tratos sejam mortos.

O pedido de Mendonça foi feito após o ministro do STF Gilmar Mendes conceder liminar que proibia a matança desses animais. 

A liminar é resultado de uma ação constitucional ajuizada pelo Partido Republicano da Ordem Social (PROS), que prevê a anulação de normas da Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998) que permitem que animais silvestres e domésticos resgatados após maus-tratos sejam mortos.

O pedido da AGU tem o objetivo de garantir o indeferimento da ação acatada pelo ministro-relator Gilmar Mendes, que suspendeu, em 30 de março, as ações administrativas e judiciais que autorizavam a matança desses animais.

A questão, no entanto, é bastante complexa. Isso porque, embora ativistas defendam que os animais resgatados de maus-tratos não devem ser mortos, há quem alerte sobre os riscos representados pela decisão de Gilmar Mendes, por se tratar de uma medida que não determina a criação de locais para onde esses animais devem ser levados.

Enquanto cachorros e gatos são protegidos pela legislação – embora seja uma lei branda, que abra margem para a impunidade, há uma proteção que outros animais não dispõem – e encontram lares temporários ou abrigo em ONGs e Centros de Zoonoses dos municípios com mais facilidade, outras espécies ficam completamente desamparadas, como os galos.

A decisão do ministro Gilmar Mendes tem como defensor o senador Telmário Mota (PROS), que é a favor da exploração de galos em rinhas. Isso pode ser um sinal de que a medida expedida pelo ministro pode acabar com a fiscalização de rinhas de galos ou permitir que, após operações promovidas pelas autoridades para coibir essa prática criminosa, as pessoas que exploram esses animais fiquem como suas fiéis depositárias durante a tramitação da ação judicial.

A razão que poderia levar à concessão da tutela provisória dos galos a quem os maltratou é a falta de local para abrigá-los, não só pela ausência de espaço, já que são muitas aves, mas também pela falta de um ambiente seguro, visto que parte desses animais é comercializada a preços altíssimos e pode acabar sendo sequestrada por criminosos se não for bem protegida. Na prática, esses animais podem voltar a ser explorados e, assim sendo, continuarão sofrendo.

Por isso, é de suma importância proibir que animais resgatados sejam mortos, mas essa medida só será de fato eficaz se junto dela for determinado que sejam criados locais ou firmadas parcerias com proprietários de espaços que possam receber esses animais.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Centro que abriga animais silvestres muda escalas para funcionar durante pandemia

Foto: Arquivo Cefau/Governo do Tocantins

O Centro de Fauna do Tocantins (Cefau) adaptou suas escalas de servidores para manter o local em funcionamento durante a pandemia de Covid-19.

Parte dos técnicos que atuam no local integram o grupo de risco da doença e, por isso, não podem trabalhar. Por essa razão, um sistema de revezamento está sendo realizado entre os demais funcionários.

Os colaboradores do Cefau que lidam com os animais já usam equipamentos de proteção individual no dia a dia. Essa prática, no entanto, foi reforçada para evitar a contaminação pelo coronavírus.

Cerca de 150 animais silvestres são atendidos mensalmente pelo centro. No local, os animais são submetidos a um processo de reabilitação. Parte deles é resgatada após ser vítima do tráfico.

O gerente de Pesquisa e Informações da Biodiversidade do Naturatins Jorge Leonam da Silva Barbosa afirmou ao G1 que o Cefau recebeu 59 animais até março de 2020. Em todo o ano passado, foram quase 540. Animais acidentados em rodovias e encontrados órfãos em área urbana também são atendidos pelo estabelecimento.

Denúncias podem ser feitas ao centro através do e-mail fauna@naturatins.to.gov.br, pela Linha Verde no número 63 0800 11 55 ou por meio do site do Naturatins.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Centros de resgate de animais lutam contra escassez de recursos causada pela Covid-19

Foto: Merazonia

Diversos centros de resgate de animais selvagens pelo mundo têm sofrido com a elevada escassez de recursos, que tem sido causada pela quarentena imposta em diversos países com intuito de neutralizar a pandemia causada pelo surto do coronavírus. A doença tem feito com que os centros de resgate da vida selvagem iniciem uma verdadeira luta para sobreviver.

Com cerca de 100 animais, o centro de resgate Merazonia, localizado no leste do Equador, enfrenta um futuro incerto após o país começar a restringir o movimento da população, já que a maior parte do financiamento do centro vem do turismo voluntário. Grande parte dos animais que vivem no abrigo foram resgatados do tráfico de animais selvagens na América do Sul e não têm condições de retornar à natureza.

Já na Tailândia, Edwin Wiek, o secretário geral da Wild Animal Rescue Network, afirma que a perda do financiamento para o refúgio Wildlife Friends Foundation Tailândia, que atua no resgate de vida selvagem e refúgio de elefantes do leste e sudeste da Ásia, chega a 80%. “Temos mais de 700 animais – 25 elefantes que requerem muito cuidado e comida, cerca de 30 ursos e 400 primatas. Se não conseguirmos uma renda alternativa daqui a três meses, teremos que abrir as gaiolas e deixar os animais saírem, o que não posso fazer. Estamos tentando fazer tudo o que podemos”, explica Edwin.

Foto: Gloria Dickie

Na ONG Animals Asia, localizada em Chengdu, na China, os altos preços cobrados por máscaras e medicamentos têm sido um grande problema, já que a instituição atua no resgate de ursos da lua salvos de fazendas de bílis. “Tem sido muito assustador. No nosso santuário, temos uma população realmente geriátrica de ursos que depende muito do alívio da dor. Está sendo um desafio superar essa crise. Nunca deixaremos o bem-estar dos ursos comprometido, mas isso tem um custo. Garantir que nossos estoques permaneçam altos agora é a nossa maior preocupação”, conta Ryan Sucaet, diretor da equipe de veterinários da entidade.

Apesar da crise econômica ser grande e estar afetando diretamente vários centros de resgates da vida selvagem em todo o mundo, existe ainda um fio de esperança que ajuda a manter as atividades dos abrigos, já que, no final de fevereiro, a China emitiu uma proibição temporária sobre o comércio e o consumo de animais selvagens, que deverá ser transformada em lei ainda este ano. E o primeiro-ministro do Vietnã, Nguyen Xuan Phuc, pediu ao Ministério da Agricultura do país que elabore uma diretiva para acabar permanentemente com o comércio e o consumo de animais selvagens.

Para a fundadora da Animals Asia, Jill Robinson, a luta de décadas para o encerramento do comércio de animais selvagens finalmente está alcançando resultados. “Já vimos mudanças significativas de forma relativamente rápida por parte das autoridades. O mundo está acordando para o fato de que é impossível cultivá-los humanamente sob condições estritas de biossegurança. Estamos percebendo que precisamos mudar nossos hábitos e atitudes em relação à maneira como vivemos e administramos a vida selvagem”, conclui Jill.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

​Read More