De olho no planeta

Reservas naturais da Alemanha perdem mais de 75% de insetos voadores

Pesquisadores da Radboud University, na Holanda, e seus colegas mediram a biomassa de insetos voadores que ficaram presos em 63 reservas naturais na Alemanha desde 1989.

Foto: Wikipedia

Eles ficaram horrorizados ao descobrir que a biomassa total diminuiu drasticamente ao longo dos 27 anos do estudo, com um declínio sazonal de 76% e uma queda de 82% no verão, quando o número de insetos tende a atingir um pico.

Segundo a AFP, ainda que pesquisas anteriores tenham revelado e desaparecimento de borboletas e vírus na Europa e América do Norte, o estudo atual é o primeiro a documentar que os insetos voadores em geral diminuíram.

O motivo por trás do declínio da população não está claro. “Mudanças no clima, na paisagem e na variedade vegetal nessas áreas são incapazes de explicar isso. O tempo explicar diversas flutuações na temporada, mas não explica a rápida tendência descendente”, disseram os especialistas.

“Todas essas áreas são protegidas e a maioria delas é uma reserva natural gerenciada. Porém, ocorreu esse declínio dramático”, declarou Caspar Hallmann, pesquisador da Radboud University.

A maioria das 63 reservas naturais no estudo é cercada por propriedades agrícolas, o que significa que o uso de pesticidas pode ter prejudicado os insetos, informa o Ecowatch.

“Essas áreas do entorno afetam insetos voadores e eles não podem sobreviver ali.É possível que essas áreas atuem como uma ‘armadilha ecológica’ e prejudiquem as populações nas reservas naturais”, afirmou Hallmann.

Os pesquisadores ficaram alarmados com as descobertas, já que insetos são polinizadores importantes e fornecem alimentos para animais maiores e outras criaturas.

“Como ecossistemas inteiros dependem de insetos para a alimentação e como polinizadores, mal conseguimos imaginar o que aconteceria se essa tendência descendente permanecesse inalterada”, ressaltou Hans de Kroon, da Radboud University.

Os pesquisadores esperam que seu estudo promova uma mobilização por mais pesquisas e medidas de proteção para os insetos.

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Ainda é possível salvar o tigre da extinção com criação de corredores ecológicos

Depois do compromisso político, a confirmação científica. Um estudo diz ser possível cumprir a meta, acordada por 13 países em novembro passado, de salvar o tigre asiático de uma extinção iminente, se forem criados corredores entre as várias reservas naturais. Hoje existem apenas 3600 animais em estado selvagem.

Reservas naturais isoladas não resolverão o problema do tigre (Panthera tigris) na Ásia, que passou de uma população de cem mil indivíduos, em 1900, para uma de 3600. Um estudo publicado ontem na revista PNAS (“Proceedings of National Academy of Sciences”) defende um trabalho ao nível da paisagem, que ultrapasse as fronteiras das reservas naturais.

A criação de corredores ecológicos entre aquelas áreas protegidas permitirá aumentar a população de tigres para mais de dez mil animais, um número três vezes maior do que o actual, dizem os investigadores que fizeram a primeira avaliação à viabilidade do acordo político. A Declaração de São Petersburgo, assinada a 24 de novembro, comprometeu 13 países a duplicar o número de tigres na Ásia até 2022.

As reservas identificadas “representam habitat suficiente para suportar uma duplicação – ou mesmo uma triplicação – da população de tigres”, dizem os autores da investigação.

De acordo com o estudo – que inclui peritos dos Estados Unidos, Nepal, Índia, Rússia, China, Butão, Malásia, Tailândia, Bangladesh e Camboja -, existem 324 reservas dentro das grandes Paisagens de Conservação do Tigre – que incluem savanas, florestas e estepes – e abrangem 380 mil quilómetros quadrados. Baseados nas densidades potenciais destas reservas, os investigadores concluíram que estas áreas poderão suportar mais de 15 mil tigres, incluindo cinco mil fêmeas reprodutoras. Deste total, 169 reservas são consideradas prioritárias. Estas cobrem 69 por cento do território do tigre e podem suportar 10.500 animais, incluindo 3400 fêmeas reprodutoras.

Apesar de ser importante proteger os habitats cruciais, um programa de recuperação do tigre com sucesso precisa de ser mais ambicioso”, dizem especialistas. Além disso, a ligação de reservas diminui o problema da consanguinidade e aumenta a variabilidade genética entre sub-populações, porque possibilita a dispersão de animais.

No Nepal, o número de tigres diminuiu drasticamente por causa dos conflitos civis entre 2002 e 2006. “Contudo, os tigres não desapareceram porque as reservas naturais no Nepal e Índia estão ligadas por corredores florestais”, lembrou a organização em comunicado.

Além da caça e da perda de habitat, a construção de estradas, barragens e exploração de minas um pouco por toda a Ásia têm ameaçado o habitat dos tigres.

Fonte: Ecosfera

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Tamanduá que ficou paraplégico recebe cuidados no hospital da UFU

Animal foi atropelado em uma estrada. No último ano,
unidade recebeu cerca de 1.000 animais silvestres.

O atendimento a animais silvestres cresceu nos últimos sete anos no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Uberlândia. No último ano, foram cerca 1.000 atendimentos segundo o diretor-executivo do hospital, Amado da Silva Nunes Júnior. Em 2003, quando a instituição deu início ao trabalho clínico e de pesquisa na área, foram 13 atendimentos.  Atualmente, o hospital trata um tamanduá, que, após ser atropelado em uma estrada, sofreu uma lesão na coluna e ficou paraplégico.

Após atropelamento, tamanduá ficou paraplégico. Foto: Reprodução/TV Globo

De acordo com a médica residente Heloísa Pereira, o tamanduá foi tratado com medicamentos e agora faz sessões de acupuntura, que tem ajudado na reabilitação. O hospital recebe animais silvestres capturados nas áreas urbanas por moradores e aprendidos pela polícia ambiental.

“A incidência de animais nas áreas urbanas é devida à perda de áreas naturais, no caso da nossa cidade, para a atividade agropecuária. Uberlândia está rodeada por represas e isso não deixa de causar impactos ambientais”, disse Júnior. Ainda de acordo com o diretor-executivo, o aumento no atendimento é favorecido pela conscientização das pessoas. “Quem encontra esses animais tende a levá-lo para ser cuidado. Isso, além do trabalho efetivo da polícia ambiental, responsável pela captura”, falou.

Por estresse, arara chegou ao hospital sem penas. Foto: Reprodução/TV Globo

O cuidado inadequado em casa acarreta problemas. Uma arara apreendida em uma casa de Uberlândia chegou ao hospital com quadro de estresse, segundo a veterinária. “O proprietário, às vezes, acha que sabe cuidar do animal, mas não sabe. O animal fica estressado e ele mesmo arranca a penas. Nasce e ele arranca de novo”, disse a veterinária.

Após receber cuidados, os animais saudáveis são devolvidos ao habitat natural. Reservas naturais e zoológicos podem ser o destino daqueles que não conseguem a reabilitação completa, de acordo com o diretor-executivo da unidade.

De acordo com o capitão Carlos Magno, subcomandante da Polícia de Meio Ambiente da cidade, é crime criar animal silvestre sem a devida documentação. A pena varia de seis meses a um ano de prisão, além de multa, que é agravada se o animal estiver na lista de extinção.

Fonte: G1

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