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Antílope africano é protegido em área de conservação angolana

A localização e captura da palanca-negra gigante, em finais de julho de 2009, no Parque Nacional de Cangandala e na reserva do Luando, província de Malanje, constituiu uma das grandes realizações do Ministério do Ambiente no ano findo, já que a espécie era tida como desaparecida devido aos conflitos armados que assolaram o país.
As primeiras expedições para localização do antílope tiveram início em 2002, com o fim da guerra em Angola. Em 2004 realizaram-se outras operações de busca no mesmo parque nacional, com meios aéreos. Os especialistas tiveram inúmeros indícios da existência do animal, entre as quais amostras de fezes, que se confirmaram ser da palanca-negra gigante. Os peritos envolvidos na operação confirmaram, em 2005, por meio de imagens obtidas por câmaras automáticas, que o animal tinha sobrevivido.
Com as câmaras foram vistos oito exemplares, junto a uma salina natural. Constatou-se, depois, tratar-se da única manada. Devido aos riscos, o Ministério do Ambiente (com o apoio de cientistas internacionais) realizou uma última expedição, em 2009, que culminou com a captura de nove fêmeas e um macho, atualmente protegidos numa área de conservação, com 400 hectares, do Parque de Canganda, denominada “Santuário”.
No âmbito dos esforços para a conservação da espécie, o Ministério do Ambiente propõe-se a apresentar ao Governo uma iniciativa no sentido de transformar o Parque Nacional de Cangandala, habitat da palanca-negra, em unidade orçamental.
Foto: Reprodução/A Minha Sanzala




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