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Explorado e morto, porco tem corpo cortado e imagem é exibida pelo programa ‘Mais Você’

A reportagem reforça a ideia presente na sociedade de que animais como porcos são “coisas” sem valor, que nasceram apenas para serem explorados, torturados e mortos


O programa “Mais Você” exibiu na terça-feira (3) imagens ao vivo de um porco morto sendo cortado no Mercadão de Campinas, no interior de São Paulo. As imagens pareciam tentar naturalizar ainda mais a exploração e a crueldade as quais os animais são submetidos para que suas carnes sejam consumidas pela população.

O registro foi feito enquanto a repórter Duda Esteves mostrava produtos vendidos no mercadão. Ao entrar em uma das lojas do local, a jornalista pediu ao açougueiro para mostrar os diferentes tipos de corte existentes. Ele, então, cortou o corpo do porco.

Reprodução/Mais Você

A reportagem reforça a ideia presente na sociedade de que animais como porcos são “coisas” sem valor, que nasceram apenas para serem explorados, torturados e mortos.

Inteligentes, carinhosos e sensíveis, porcos são impedidos de viver dignamente em nossa sociedade. Poucos têm a sorte de parar em um santuário ou na casa de um tutor responsável que os veja como o que são: seres sencientes, dotados de sentimentos e detentores do direito à vida e à integridade física.

Na indústria, porcas passam quase a vida toda em celas gestacionais, sem espaço sequer para que possam se mexer. Sofrem, muitas vezes, ao verem seus filhotes serem castrados sem anestesia na sua frente – filhotes que, por sua vez, também sofrem ao vivenciarem uma dor intensa. Os machos, adultos, costumam ser mantidos em espaços pequenos. Todos, sem distinção, são submetidos a sofrimento físico e psicológico. Vivem vidas miseráveis e suportam uma morte covarde para que, depois, sejam cortados por um açougueiro para que sua carne vá parar no prato de alguém.

Parte dessas pessoas que ainda se alimentam dos corpos desses animais não aprovou a exibição das imagens pelo programa “Mais Você”. Os internautas consideraram a cena desnecessária e usaram o Twitter para criticar a apresentadora do programa, Ana Maria Braga, e a repórter Duda Esteves.

Um internauta se denominou “carnívoro”, mas desaprovou as imagens. Outro afirmou que faltou bom senso por parte do programa e que “tem uma galera que não se sente bem em ver isso, não só os vegetarianos e veganos”. “Eu não estou nem perto de ser vegetariana, mas a Ana Maria Braga mostrando na maior naturalidade o açougue abrindo um porco é no mínimo sem noção”, disse uma usuária da rede social.

O comportamento das pessoas que ainda consomem carne, mas que ficaram chocadas com a reportagem do programa, demonstra a resistência de cada um contra o despertar da consciência. O incômodo com a cena do porco sendo cortado vivo é sinal de que essas pessoas entendem que aquela imagem é forte e repudiam tal ato. No entanto, elas ainda não fazem a ligação entre o que acontece com aquele porco e a responsabilidade de seus próprios atos ao comer carne e outros produtos de origem animal nas refeições. Se existe incômodo frente ao que foi mostrado, mais do que reclamar das cenas, é preciso deixar de ser um dos responsáveis pela existência delas.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


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Reportagem mostra como estão os beagles resgatados do Instituto Royal

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Divulgação

Comandado pelo jornalista Roberto Cabrini, o programa Conexão Repórter, do SBT, exibiu na noite do domingo (25), mais uma reportagem especial sobre o caso do Instituto Royal.

Às vésperas de completar três anos, a história rendeu mais uma grande reportagem. Cabrini entrevistou novamente a cientista Silvia Ortiz, mas dessa vez a entrevista ocorreu por Skype. Segundo Silvia, ela atualmente vive na Bélgica porque no Brasil não conseguiu mais recolocação no mercado de trabalho após o grande resgate. Na Europa, Silvia Ortiz continua trabalhando em sua área (explorando animais em nome de pesquisas), mas preferiu não dar detalhes durante a entrevista exibida na emissora.

A ativista vegana e apresentadora Luisa Mell também voltou a falar com Cabrini na nova reportagem e relembrou todo o caso com o apresentador. Adriana Greco, uma das ativistas que iniciou toda a movimentação no Instituto Royal ao se acorrentar com colegas ao portão da instituição, também esteve no estúdio para reviver toda a história.

O resgate cães da raça beagle e dos camundongos e ratos do Instituto Royal ficou conhecido mundialmente e foi a maior ação do tipo já realizada no Brasil. Veja o vídeo:

Fonte: JE Online

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Cachorro preso em córrego é salvo por equipe de reportagem em Maringá (PR)

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Preso em um córrego, um cachorro sem raça definida foi resgatado por uma equipe de reportagem em Maringá (PR). A equipe formada pelo repórter Índio Maringá e o cinegrafista Manoel Vilela encontraram o cão bastante assustado.O cãozinho precisou ser puxado, pois não tinha como sair da água. O caso aconteceu no Jardim Nova Aliança, entre Sarandi e Marialva.

Uma moradora escutou os latidos e ganidos do animal e tentou ajudá-lo, mas sem sucesso. Depois ligou para as autoridades e também não foi atendida e resolveu pedir ajuda para a TV local. Todo salvamento foi registrado.

O repórter Índio Maringá então se lançou – literalmente – à aventura de salvar o animal, pulando um barranco para ficar mais próximo dele. Ele tentou com cordas puxar o cão para cima, mas foi ‘no braço’ que conseguiu agarrá-lo e fazer o resgate.

Passado o desafio de salvar o animal das águas, havia a dificuldade em passá-lo ao outro lado do barranco. Um morador então apareceu como mais um herói dessa história e trouxe uma tábua para uma ponte improvisada. Aparentando cansaço, o cachorro logo demonstrou alegria e passou a seguir seus salvadores, depois rumando para casa.

Fonte: Carlão Maringá

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Olhar Literário

Bicho-Homem

Juro por deus que uma vez comprei a revista Playboy por causa de uma reportagem anunciada na capa. Falo sério, foi em setembro de 2000, quando o então editor sênior Dagomir Marquezi – nosso colega aqui na ANDA – escreveu uma matéria pra lá de intrigante, por ele protagonizada um mês antes, nas dependências do zoológico de Bauru. A reportagem chama-se “Bicho-Homem” e está publicada na edição 302 da Playboy.  Para resumir a ópera, o repórter passou um domingo preso em uma jaula, sendo exibido como típico exemplar da espécie Homo sapiens, ou, como ali anunciado, o “animal mais perigoso do mundo”.

Na placa colocada diante da grade via-se a sua ficha completa: HOMEM – Nome científico: Homo sapiens – Período de vida: 65 anos – Período de gestação: 270 dias – Hábito alimentar: Onívoro (churrasco, fast food, feijoada) – Distribuição geográfica: Planeta Terra. Detalhe: Dagomir foi instalado naquele recinto não como muita gente esperava, nu e semisselvagem, mas vestido normalmente, acomodado a uma cadeira e tendo à sua disposição poltrona, mesinha de centro, biombo, café, jornal, máquina fotográfica e até disc man com música clássica.

Tudo nos conformes para o repórter atuar em seu papel de representante da raça humana. Mas ao lado daquela cela, por trás das grades, estava o recinto escuro em que vivia o babuíno que apelidara Babu, animal “de olhos cinzentos que parecem trazer mil anos de sabedoria de um Buda símio”.  Em muitas passagens do texto o repórter estabelece um diálogo silencioso, ora consigo, ora com Babu, quase que a pedir desculpas pelos desmandos da nossa espécie. É difícil, segundo ele, ficar na jaula de um zoo sem sentir uma profunda raiva dos humanos em geral. Eis aqui algumas de suas mais pungentes reflexões:

“A cada animal que eu olho nos olhos em cada zoológico do mundo eu quero dizer a mesma coisa: – Ei! Eu não sou um deles. Eu não queimo florestas, eu não torturo cobaias, eu não dou dinheiro a donos de circo, eu não freqüento rodeio, eu torço pelo touro, eu torço pela caça! Eu estou do lado de vocês! Vocês entenderam bem? Eu estou do lado de vocês!”.

“Sabe, Babu, certos humanos são tão pobres de espírito que precisam buscar pela vida seres que consideram inferiores. No zoológico, eles encaram símios e primatas como caricaturas humanas, palhaços naturais, exemplos perfeitos de inferioridade”.

“A maior parte da humanidade não entendeu que cada espécie tem a sua própria forma de comunicação. Assim como você, babuínos, não devem entender o que nós falamos, nós não temos muita idéia do que significam os ruídos vocais que vocês emitem. Para essa gente, Babu, não saber falar a linguagem humana é não saber falar, e ponto final”.

Nem é preciso dizer que, nas sete horas em que passou em sua jaula solitária, o repórter ouviu do público visitante insinuações preconceituosas, risos sarcásticos, provocações e desaforos. A maioria delas era advinda – segundo o jornalista – do  Homus cretinus, incorporado via de regra por adolescentes que faziam o estilo Beavis e Butthead:

“O cara é Homo.. é homo….” , “Só está faltando uma macaca para ficar com ele”, “Sobe no teto, vai, se pendura no teto, ou tá muito gordo para isso?”, “Joga uma banana para ele”, “Cadê o Lalau?”, “Cuidado que ele vai jogar bosta na sua cara”…

“Bicho-homem” é um dos textos mais brilhantes já escritos no Brasil sobre a realidade dos zoológicos. E não se trata apenas de uma reportagem jornalística.  É uma sondagem psicológica do comportamento humano.  É uma reflexão filosófica sobre a condição dos animais. É um estudo antropológico relacionado a determinado aspecto da cultura humana. É um belo e poético texto literário. É um pequeno tratado de pedagogia..  É um libelo contra os estabelecimentos de diversão pública que aprisionam e exploram animais.  É tudo isso e mais um pouco, em suma, é uma notável contribuição intelectual que a revista Playboy propiciou aos seus leitores. Confesso que depois de lê-la, dez anos atrás, muita coisa mudou em mim.

Aprendi, nessa reportagem, que a porta que separa o “racional” do “irracional” pode ter apenas 1 metro de altura por meio de largura, feita de ferro e que desliza em canos de aços sobre graxa.  Aprendi que a mais prazerosa refeição da nossa vida é a vegetariana. Aprendi que a educação não pode andar desvinculada da ética e que ela tem um papel fundamental para a mudança de nossos hábitos e atitudes.  Aprendi que a palavra pode ter um poder enorme. Aprendi no referido texto, enfim, muita coisa sobre direitos dos animais.

Encerro esta crônica com uma frase fundamental do próprio Dagomir Marquezi, inserida nas páginas daquela memorável revista Playboy cujo exemplar eu ainda guardo a sete chaves:

Quem somos nós para condenar os outros animais a essa vida de presidiários?

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Vereador-caubói pode ir à Justiça para ter rodeios em Guarulhos (SP)

Quem imaginou que o acórdão que vetou a organização de rodeios por uma empresa de Cotia, publicado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) na semana passada, fosse esfriar os ânimos dos defensores da volta da modalidade às arenas de Guarulhos, pode começar a se preocupar.

O vereador-caubói Wagner Freitas (PR), autor de uma lei pró-rodeio, muito discutida nos bastidores da Câmara, não se intimida e promete a volta dos rodeios a Guarulhos em breve. “Mais da metade da Câmara (que hoje é contra) vai querer um ‘camarotinho’ para tomar ‘uisquinho’ (e acompanhar as provas). Eu te garanto”, diz em tom assertivo. As provas na cidade foram impedidas pela Lei 6.033/04, de autoria do vereador José Luiz Ferreira Guimarães (PT).

A despeito da fundamentação do desembargador da Câmara Especial de Meio Ambiente do TJ-SP, José Renato Nalini, em sua decisão de barrar eventos promovidos por Marcelo Chaddad Magoga, da organizadora de rodeios Doctor’s Ranch, em Cotia, Freitas afirma que não há embasamento científico que indique haver sofrimento de animais.

No acórdão, o desembargador destacou: “Aparentemente a humanidade regride. O homem do milênio, Francesco de Bernardone, que se tornou conhecido como Francisco de Assis, chamava todas as criaturas de irmãs. Em pleno século XXI, há quem se entusiasme a causar dor a seres vivos e se escude na legalidade formal para legitimar práticas cujo primitivismo é inegável”.

Freitas discorda e ataca o magistrado: “O cara (desembargador) é um desprovido de informação porque não existe prova científica de que (rodeio) cause dor ao animal”. O vereador ressalta que “existe uma lei federal (10.519/02) que regulamenta (os rodeios no país)” e que poderia ter entrado na Justiça contra a proibição imposta pela lei municipal.

“A Câmara aqui é inerte nesse assunto. Pode até fazer a lei, votou, provocou a discussão e a posição da Câmara é contrária. A Justiça me dá uma liminar a qualquer momento.” Em seguida pergunta para dar ele mesmo a resposta: “Por que não fez isso, Wagner? Porque eu quero submeter a Câmara a um julgamento”, disse.

O vereador Wagner Freitas iguala a violência dos rodeios à de esportes consagrados, como F1, futebol e boxe. Lembra do GP de Ímola (Itália), de 1994, quando um acidente causou a morte do piloto brasileiro Ayrton Senna e as várias mortes súbitas de jogadores e boxeadores no exercício da atividade. “É uma p…hipocrisia. Existe uma lei federal que regulamenta (tais esportes da mesma forma que o rodeio). Se a gente for fazer uma avaliação honesta não há o que se discutir.” Para Freitas, até os animais da Cavalaria da PM sofrem maus-tratos, pois ficam expostos a tumultos, trânsito, buzinas e agressões: “Você acha que isso não causa estresse ao animal? Eu chamo de idiota o cara que fica falando sem ver. Vai lá no rodeio ver como o animal é tratado. Vai lá na fazenda ver como o animal é transportado”, esbraveja.

Segundo ele, existe um estudo científico que demonstra que o ser humano projeta no animal as dores que sentiria. “É um sentimento chamado ‘antropomorfização’”, diz. Dá como exemplo a ordenha da vaca. De acordo com ele, o manuseio do animal para retirada do leite é feita com muita força. Se o mesmo movimento fosse feito em humanos, causaria dor, mas na vaca, afirma, não dói.

Do mesmo modo, garante, acontece aos cavalos nos rodeios. Indaga em tom de desafio: “Como você sabe que não maltrata o cachorro passar uma coleira no pescoço dele?”.

Além disso, assegura o vereador, o rodeio é tradicional em Guarulhos, pois existiam provas em algumas localidades, como no bairro de Bonsucesso. “Não se pode dizer que não há tradição da cidade.”

Fonte: Folha Metropolitana, por Ricardo Filho

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Tao do Bicho

Mídia dardeja (contra) o vegetarianismo

A grande mídia tem expressado recentemente, de forma efusiva, o que parece ser o receio de uma parcela da sociedade: a possibilidade de as dietas vegetarianas se difundirem. E, para tanto, contra-ataca.

Entre o fim de março e o início deste mês de abril de 2011, foram publicadas pelo menos três matérias na grande imprensa que, se não tiveram o propósito de denegrir o vegetarianismo em suas diversas formas, conseguiram, pelo menos, confundir os leitores no que tange à viabilidade e aos benefícios de tais dietas. Seriam matérias pagas? Ou apenas sem fundamento, isto é, escritas por pessoas ignorantes no que toca às dietas vegetarianas? Não sabemos. Mas, qualquer que seja a resposta, é impossível não lembrar a máxima: a ignorância é vizinha da maldade.

Das três matérias citadas antes, duas foram publicadas na Revista Época, em março de 2011 [1]. Em uma delas, intitulada “Agora sou vegetariana” [2], a autora, Cristiane Segatto, apresentada pela revista como “repórter especial, que escreve sobre medicina há 15 anos e ganhou mais de 10 prêmios nacionais de jornalismo”, lamenta a decisão de sua filha de 10 anos de (tentar, pois foi impedida por ela!) aderir à dieta vegetariana.

Escreveu a autora em tom melodramático: “Meu mundo caiu quando minha filha de 10 anos disse isso. Onde foi que eu errei? Onde eu estava quando esses pensamentos tortos começaram a entrar na cabecinha dela?” “Quem a salvaria de tal sandice?”, entre outras bobagens.

A matéria, até então, já estava bastante mal encaminhada, mas a autora parece ter feito questão de deixá-la ainda pior. Embora tenha reconhecido que se preocupar com os animais era uma coisa bacana por parte da sua filha, concluiu seu (des)informativo texto afirmando que (sic), “infelizmente, ter uma alimentação restrita não é saudável. Como humanos que somos precisamos comer carne para ter todos os nutrientes necessários para a nossa saúde”.

É interessante destacar que a autora menciona o trabalho sério e competente do Dr. Eric Slywitch, da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), mas preferiu acreditar nas velhas fórmulas sem respaldo científico, repetidas ad nauseam por médicos que não estudaram o assunto. De fato, não só resolveu não dar crédito à valiosa opinião do Dr. Eric, mas deixou de consultar fontes importantes e até conservadoras, como a American Dietetic Association (ADA), que, em seu Journal of the American Dietetic Association, de julho de 2009, volume 109, número 7, assegura a viabilidade das dietas vegetarianas, incluindo as veganas, em todas as fases da vida, e até para atletas [3]. Isso apenas para citar um exemplo de um documento respaldado por inúmeros estudos (são cinco páginas só de referências bibliográficas) e que teve o aval de diversos pesquisadores que, ao contrário da maior parte dos médicos e nutricionistas ativos no mercado de trabalho, estudaram o assunto. E nem vou entrar na seara dos malefícios, também comprovados, que envolvem a ingestão de carne. Fico por aqui, no caso dessa matéria.

A outra, também da Revista Época, intitulada “Quem inventou o cachorro vegetariano?”[4], de Mario Marcondes, veterinário, diretor clínico do Hospital Veterinário Sena Madureira, trata da possibilidade de oferecer dietas vegetariana a animais como cães, o que em princípio parece bem intencionado. Mas ela contém algumas impropriedades e argumentações esdrúxulas que tem início já na chamada para a matéria, onde se lê:

“A moda de negar carne a animais carnívoros mostra que a humanização (cada vez maior) dos bichos domésticos não tem limites – e pode prejudicá-los”.

Em primeiro lugar, não se trata de moda, e sim de preocupação de cunho ético. Em segundo lugar, não se trata de humanização, ou antropomorfização (como depois o autor diz no texto), no sentido de compulsão de imputar atitudes e sentimentos humanos aos animais, como é o caso, isso sim, de roupinhas, laços de fita e outros adornos que muitas clínicas veterinárias adoram vender (também mencionados no texto, mas de forma a dar a entender que estão no mesmo patamar das atitudes de cunho ético). E, por último, ressaltar que tal prática (o vegetarianismo) pode prejudicá-los, em vez de beneficiá-los (quando o próprio autor cita exemplos de benefícios no texto).

A matéria expõe também alguns contextos de interações dos humanos com os cães, muitas das quais maléficas para eles, bizarras, ou antiéticas em algum sentido, como é o caso da cadela Laika, enviada como “heroína” (sic) para morrer em uma expedição espacial famosa, ou o de Lassie, uma cadela da raça rough collie treinada para divertir os humanos na indústria cinematográfica. O texto cita ainda contextos questionáveis ou bizarros, como uma herança milionária recebida por um cão maltês e um velório de uma cadela da raça west white highland terrier.

Todavia, o que mais chama a atenção é o “silêncio” no que concerne aos malefícios das rações com carne, teoricamente adequadas para esses animais, muitas das quais são de péssima qualidade. Se algum leitor se sentiu compadecido ao ler que alguns carnívoros foram/ estão sendo obrigados a ingerir uma dieta vegetariana, lembro que, nos casos das rações de má qualidade, os pobres animaizinhos são igualmente forçados a ingerir um alimento que não escolheram, e que tampouco conta com qualquer garantia em termos de co-evolução. Concordo que tem gente estúpida o suficiente para obrigar seu cão ou gato a manter uma dieta vegetariana não-balanceada (assim como fazem consigo mesmos, para depois alegarem que a dieta não é saudável) e, com isso, causar prejuízos à saúde do animal. Nesse sentido, vale o questionamento. Mas não abordar a questão dos perigos das rações que contêm carne é, no mínimo, estranho (talvez alguns anunciantes de tais revistas não tenham permitido tal questionamento).

Como no caso da matéria anterior, muito ainda poderia ser dito. Mas encerro comentando um argumento do autor de que um animal da ordem Carnivora não poderia ou deveria ser convertido a uma dieta vegetariana: os pandas, por exemplo, comedores de bambu, também pertencem à ordem Carnivora. Mas parece que evoluíram com o tempo (he,he).

O terceiro texto, sobre o qual teço um rápido comentário, foi publicado na prestigiada Folha de São Paulo [5] e o autor, Ricardo Lísias, é doutor em literatura brasileira pela USP e escritor.

A “chamada” para a matéria diz que o escritor, que encarou quatro dias de “ecologista radical”, conta que se sentiu fraco com a dieta vegana (sic), além de não ter topado fazer xixi só no banho.

Essa talvez seja a pior matéria entre as três. O autor ensaia um estilo pretensamente divertido ao escrever, mas seu humor é pesado, como diriam os franceses. Sem falar na profusão de boçalidades que ali capeiam soltas.

Para começar, feliz será o dia em que os ecologistas que se autointitulam radicais, ou rotulados como radicais por outras pessoas, forem veganos. Eu, pessoalmente, não conheço nenhum! E, pasme o leitor, sou professora de um departamento de Ecologia de uma universidade federal. De fato, não há nada mais irreconciliável do que ecologistas radicais (sic) e veganos, já que estes últimos são geralmente movidos pela ética dos direitos dos animais, um assunto considerado menor, ou até risível, por parte dos tais ecologistas do naipe citado pelo autor. Mas aqui reconheço que Ricardo Lísias pode ter feito um favor aos animais: associar os ecologistas – quase todos churrasqueiros inveterados – à dieta vegetariana, algo que seria coerente.

O autor comete injustiças e afirma diversas inverdades e informações equivocadas quanto à dieta vegana. Uma das primeiras foi a de que almoçou 750 g de alimento exclusivamente vegetal e não ficou satisfeito, além de reclamar (diversas vezes no texto) que ficou irritado, com medo de enfraquecer, etc. Além de ser muito estranho alguém enfraquecer tão rapidamente em decorrência de uma dieta vegana conduzida num período tão exíguo (quem sabe o autor já estava com a saúde debilitada ao tentar a dieta nova?), a primeira e óbvia pergunta que se coloca é se seu prato estava composto de forma correta, sobretudo em termos calóricos. Todos nós concordamos que pratos pouco calóricos não saciam a fome. Mas não está escrito em lugar nenhum que a dieta vegana tem que ter um baixo conteúdo calórico. Talvez desconfiado de que possa ter sido essa a causa da sua fome, o autor diz que preparou uma “feijoada vegetariana” que ficou um horror (o autor foi, contudo, salvo por uma banana com quinua – ufa!). Ora, mais uma vez, a cozinha vegana não pode ser culpada pela baixa performance culinária de alguém que não conhece minimamente o assunto. Aliás, nem precisa conhecer. Basta bom senso e boa vontade. Até cozinheiros preguiçosos e sem expertise, como eu, conseguem preparar um prato rápido com massa à base de sêmola e cortes finos de abóbora passados no alho e no azeite de oliva, numa panela de ferro. Pode-se adicionar meia dúzia de castanhas, se houver em casa, ou não. Um prato assim não precisa (nem deve!) pesar 750g, repõe as energias e sacia a fome, mesmo voltando de um treino de Kung Fu de uma hora e meia!

Mas o autor não abandona seu pacote de maldades contra o veganismo: se pergunta se não haveria algum fetiche no vegetarianismo radical (ele parece não compreender as motivações de cunho ético subjacentes à questão), e insiste que a dieta vegana (apenas em seu segundo dia!) está mexendo (negativamente, bem entendido) com ele: se sente irritado e se pergunta se poderá ficar burro? Essa foi uma pérola e tanto! De fato, já ouvi um argumento semelhante por parte de uma pessoa pouco instruída, mas confesso que me surpreendi no caso do doutor Ricardo. Vale salientar que, como no caso anterior – o de “ficar fraco” – o questionamento deve se remeter a um tempo anterior ao da dieta vegana por ele adotada naquele período exíguo. E, no caso, eu usaria a palavra “estúpido” em lugar de “burro”, por ser essa última uma expressão especista que denota a dicotomia cultura-natureza, muito presente mesmo nos meios intelectualizados.

O autor finaliza seu diário com mais uma série de afirmações bobas, como dizer que sonhou com um boi que, mesmo abatido, continuava gritando com ele, e com uma horta que o atacou, o que o fez se sentir ridículo (nisso eu concordo!). Isso, sem explorar outras passagens infelizes como a que ele expõe, sem pudor, seus preconceitos para com os chineses.

Para terminar, ele encerra a tola peça jornalística com aquelas clássicas afirmações típicas de pessoas totalmente desinformadas acerca dos motivos que movem o veganismo, tais como: “Não acho cruel extrair leite de um animal para consumo” e, “até o ovo?”, como se tais “produtos” fossem resultantes de cadeias produtivas ética, política e ecologicamente corretas. Por último, ainda diz que o veganismo é caro. É claro que, se frequentarmos somente restaurantes elegantes, ou se a parte mais expressiva de nossos pratos for composta por produtos como tofu, nozes macadâmias e cogumelos, o preço da refeição vai subir. Mas, de novo, em nenhum lugar está recomendado que as refeições veganas tenham que ter tais ingredientes. Num bom e barato “sacolão” (feirão de legumes e vegetais), é possível encontrar ingredientes para preparar pratos maravilhosos e nutricionalmente adequados.

Embora o autor tenha pretensamente tentado aderir à dieta vegana, entre outras atitudes ecologicamente corretas, no que se refere ao veganismo, sua tentativa poderia ser equiparada à de alguém que tenta fazer um churrasco (para situar a questão num contexto bem conhecido) jogando a carne – sem sal e com plástico e tudo – em cima de uma grelha. Também não daria certo.

Concordo com o teor da última frase do autor (embora não com o sentido expresso no texto), de que o problema urgente é a fome. Sim, a fome de toda a humanidade e dos indefesos animais predadores de topo poderia ser saciada, caso adotássemos uma dieta vegana. Ah, sim, esqueci que o autor não entenderia qual é a conexão entre as questões que acabo de afirmar. Explico: se não devastássemos tantos ecossistemas naturais – habitats de tais animais e de tantas outras espécies – para plantar grãos (commodities) para dar continuidade à pecuária, poderíamos acabar com a fome no planeta: a dos humanos (de forma direta) e a dos predadores de topo (ao garantir acesso aos seus territórios).

Já disse isso uma vez, mas repito: é lamentável que, na chamada era da informação e do conhecimento, sejam publicadas matérias eivadas de afirmações equivocadas, ultrapassadas e sem respaldo científico no que tange à saúde humana (tanto individual quanto pública), animal e planetária. É ainda triste constatar que os principais meios de comunicação sejam acríticos ou coniventes com matérias que não apenas atrasam a construção de um mundo mais sustentável nos planos ético e ambiental, mas, de fato, obstruem quaisquer avanços em todos esses planos. Quem escreve tais matérias são, teoricamente, pessoas de alto gabarito intelectual que têm nas mãos meios de comunicação que atingem um grande número de pessoas. Mas elas andam sem freios: podem escrever qualquer coisa, uma vez que não há quem as questione (ou será que esses conteúdos vêm ao encontro do que almejam os grandes anunciantes de tais revistas?).

Enfim, como disse um ilustre colega da UFSC, “depois de o veganismo (frente à grande mídia) ter subido de ´elevador´ através dos Obama [6], os veganos tinham que ser chamados à terra”… Haja paciência!

Agora, por favor, me deem licença que estou saindo para meu treino de Kung Fu (sim, veganos têm muita energia para gastar!). Permitam-me desfrutar desse oásis repositor de boas energias, num mundo onde pululam contextos repletos de aleivosidades, ignorância e más intenções.

Notas:

1. Não é meu objetivo aqui fazer uma análise sistemática das três matérias jornalísticas citadas antes, mas apenas comentar alguns trechos.

2. http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI221142-15230,00-AGORA+SOU+VEGETARIANA.html

3. No original (p.1266): It is the position of the American Dietetic Association that appropriately planned vegetarian diets, including total vegetarian or vegan diets, are healthful, nutritionally adequate, and may provide health benefits in the prevention and treatment of certain diseases. Well-planned vegetarian diets are appropriate for individuals during all stages of the lifecycle, including pregnancy, lactation, infancy, childhood,and adolescence, and for athletes.

4. http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI221339-15228,00.html

5. Folha de São Paulo, Diário de um ecochato; Cotidiano; domingo, 17 de abril de 2011. http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2011/04/foia-alfacista.jpg

6. Referência ao fato de a primeira-dama estadunidense Michelle Obama ter solicitado uma dieta vegana quando da vinda da família Obama ao Brasil, em março de 2011.

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Luisa Mell estreia no próximo domingo programa em defesa dos animais na TV Gazeta

No próximo domingo, dia 17 de abril, a partir das 19h, estreia na programação da TV Gazeta o programa ‘Estação Pet’. Apresentado por Luisa Mell, o programa será ao vivo e trará pautas focadas no universo animal. Dentre as principais atrações do programa estão a investigação de maus-tratos, o resgate de animais feridos ou abandonados, entrevistas com veterinários, além de curiosidades.

Gravação do primeiro programa. Foto: Divulgação

Semanalmente, Luisa terá a companhia do simpático vira-lata Jaimão, além da presença de convidados em estúdio para a discussão de temas que estão em evidência no universo animal. “Teremos especialistas para essas discussões. Queremos mostrar tudo o que acontece no mundo animal, oferecer temas de interesse para a população, sem criar polêmicas, mas mostrando opiniões diferentes sobre um mesmo assunto”, explica o diretor Cristiano Mendes.

No programa de estreia, será possível conhecer alguns quadros do programa, como ‘Operação Resgate’, em que Luisa e sua equipe de produção buscam animais abandonados ou feridos, oferecem tratamento e colocam para posterior adoção no próprio programa. O primeiro personagem será um pitbull resgatado no bairro de São Miguel Paulista, em São Paulo , que já matou quatro cães e feriu um gato. Em linguagem de documentário, o quadro terá cerca de dez minutos de duração. De acordo com Luisa, o objetivo é mostrar que é possível ter animais de qualquer raça, desde que se ofereça bastante carinho.

Os telespectadores que quiserem participar do ‘Estação Pet’ poderão enviar suas mensagens pelos perfis do programa e da apresentadora Luisa Mell nas redes sociais, como o Twitter (@luisamell) e Facebook, pelo blog da apresentadora: http://luisa.mell.blog.uol.com.br e pela página do programa na Internet: www.tvgazeta.com.br/estacaopet, que entrará no ar logo após a estreia do programa.

Para a estreia, o ‘Estação Pet’ contará com uma plateia Vip, formada por convidados da emissora e da apresentadora, que trarão consigo seus animais. O programa vai ao ar vivo no dia 17 de abril, às 19h.

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Vídeo que mostrou cães nos escombros chama a atenção do mundo para a situação dos animais no Japão

Por Marli Delucca  (da Redação)

Após a divulgação do vídeo “Tsunami- Dois cães a espera de resgate”, que mostra que um cão que sobreviveu à tragédia permaneceu cuidando de seu companheiro ferido nos escombros, milhares de pessoas em todo o mundo começaram a se perguntar sobre o destino dos animais.

Foto: reprodução da TV

No vídeo produzido pela equipe da TV Fuji, o repórter diz que, “ No início pensei que o cão queria que ficássemos longe deles, mas depois percebi que o segundo cão ainda estava vivo, e que o primeiro estava tentando ajudá-lo “, ele que reside em Yokohama, e que postou o vídeo em seu blog Ohmaidog.

“Aparentemente, os cães foram deixados lá, nós não tínhamos nem água e nem comida para oferecer aos cães, e também não havia informações de quem ou algum grupo poderia posteriormente resgatá-los. Quando o vídeo foi ao ar as pessoas começaram a enviar e-mails a TV Fuji  perguntando qual era o local aonde estavam os cães, para poder encontrá-los e socorre-los “, disse ele.

Foto: reprodução da TV

Mas a boa notícia veio com o passar das horas: Kenn Sakurai , presidente de uma empresa de “alimentos para animais” a “Butch”, estava se dedicando a socorrer e resgatar animais, desde que foi dado o alerta de terremoto e do tsunami.

Kenn Sakurai abraça um akita. Foto: reprodução perfil Facebook

Ele confirmou que havia encontrado os cães, e transportando-os para locais seguros. “Trouxemos dois cães a Mito, Ibaraki. Um está na clínica veterinária, enquanto o outro foi levado ao abrigo “, contou em seu perfil do Facebook .

Sakurai fez menção ao vídeo dos cães, para explicar o quão difícil é fazer qualquer resgate, considerando o estado em que se encontram as ruas e estradas.

Levamos duas horas para levá-los para o abrigo mais próximo. As chances são melhores porque usamos motos e bicicletas. Uma grande gaiola é colocada na parte traseira da bicicleta.  Mas para trazer o animal e seu peso de volta assim é bem arriscado, quando temos que atravessar locais onde não há estradas “, disse ele. E lembrou que um dos socorristas quebrou uma costela na terça-feira após cair de sua bicicleta ao transportar um outro animal.

“Estes dois cães foram resgatados. Qualquer pessoa que viu o vídeo, sabe que o cão malhado está em melhores condições, enquanto que o cão branco que estava deitado continua no veterinário porque estava muito debilitado. Mas estes dois cães são apenas a ponta do iceberg.  Há muitos mais cães que precisam ser resgatados e precisam de ajuda “, declarou .

De acordo com Sakurai até agora ele já resgatou 62 animais

Veja o  vídeo que comoveu o mundo.

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Você é o Repórter

Animais continuam desaparecendo em Sales de Oliveira (SP)

Emilia de Lucca Pedro
mi.nutri@hotmail.com

Com o coração partido e muitas, muitas lágrimas nos olhos peço encarecidamente ajuda! Este ano saiu na mídia diversas reportagens sobre a matança de animais por envenenamento na cidade de Sales Oliveira, interior de São Paulo, local eu nasci, cresci e onde mora toda a minha familia.

Esta semana recebi a notícia de que as matanças voltaram a se repetir e a televisão esteve mais uma vez na cidade para gravar os acontecimentos.

Não é a primeira vez que isso acontece na cidade e essa crueldade precisa ter fim! Imaginem a dor que estes animais sentiram! Quanto sofrimento! A dura realidade de pessoas sem instrução, sem compaixão, sem caridade, sem amor!

Foram mais de 50 mortes de cachorros, de rua e com tutores. A cidade não toma providências, e não tem câmeras instaladas pela cidade para poder averiguar melhor os fatos. Isso precisa ser investigado! Não pode continuar assim esses crimes sem impunidade!

São animais indefesos! A reportagem dessa semana ainda não foi ao ar, mas as pessoas podem entrar em contato com Rede Record que tem acompanhado o caso desde o começo, dando muito apoio a nossa população, ou então a televisão local EPTV de Ribeirão Preto.

Existem rumores na cidade que na época da carrocinha, os cachorros recolhidos eram mortos a pauladas, e quando a prefeitura tirou a carrocinha a matança dos animais da rua e até domésticos começou.

Veja Reportagem:

Veja a entrevista com o prefeito da cidade:

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Notícias

Programa de televisão mostra violência contra os animais hoje à noite

O “Conexão Repórter”, programa semanal do SBT, vai ao ar nesta quinta-feira (16) com o tema da violência contra os animais.

Câmeras escondidas descobrem flagrantes de abandono, maus-tratos, além de denunciar como funciona um mercado que movimenta milhões de reais.

A reportagem irá acompanhar as dificuldades da polícia em cumprir a lei e da justiça em punir quem maltrata os bichos, e denunciar a venda indiscriminada de animais silvestres na maior cidade do país.

O programa inédito, apresentado pelo jornalista Roberto Cabrini, vai ao ar a partir das 21h25, no SBT.

Com informações de NaTelinha

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Você é o Repórter

Cavalo atropelado em estrada do RJ foi resgatado e adotado

Thalita Santana
santhally@gmail.com

Na manhã desta quinta-feira (09), lhes mandei uma mensagem sobre a história que a Rede Record mostrou em seu telejornal a respeito do cavalo atropelado, que aguardava resgate. Mantive-me atenta para o noticiário da noite, visando obter resposta do caso e, graças a Deus, foi algo positivo.

O animal foi adotado por uma senhora que se comoveu. Segundo a matéria, ela irá levá-lo para seu sítio.

Foi afirmado por uma testemunha que o CCZ foi ao local e quis sacrificar o cavalo, porém as pessoas que estavam cuidando dele não o permitiram. “Atropeladinho”, como foi apelidado, possuía ferimentos no pescoço e na pata, a prática da eutanásia seria uma barbaridade.

Minha intenção era de lhes repassar esse desfecho. Gostaria, também, de registrar minha satisfação em ver uma emissora de tv, denunciando casos de maus-tratos. Pois, conforme todos dizemos: juntos somos mais.

Parabéns a Record e a vocês da ANDA, meu completo respeito.

Veja a Reportagem:

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Você é o Repórter

Rede Globo exibe reportagem com receita de guisado de tartaruga

Luciana Pires
lukapires@gmail.com

Não acaba mais o festival de sandices! Domingo, no Globlo Rural, vai ao ar uma receita de guisado de tartaruga! Foi anunciado agora mesmo, no intervalo do SPTV, pelos jornalistas – com aquela cara de felicidade de estar fazendo um bem para a humanidade – que ainda comentaram que “fica uma delícia”.

No site do Globo Rural ainda não consta nem menção desta reportagem. Consta apenas que estão fazendo um tour pela maldita culinária amazonense. Então, já sabe né?

Estou passada. Vejam a matéria aqui.

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