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Secretário de Trump renuncia após acusações contra a vida selvagem

A notícia da renúncia do ex-senador de Montana está sendo comentada por várias organizações de conservação e bem-estar animal.

Foto: Reprodução | Twitter

“O secretário Zinke não protegeu e conservou a vida selvagem da nossa nação, nossas terras e águas públicas, uma responsabilidade fundamental que a Secretaria do Interior deve a todos os americanos. Durante seu mandato, ele emitiu políticas que permitiriam práticas extremas de caça de ursos e lobos no Alasca, matança negligente de aves migratórias e perfuração de petróleo e gás que ameaça espécies em extinção em todo o país “, disse Jamie Rappaport Clark, Presidente e CEO da Defenders of Wildlife. As informações são da Newsroom Defenders.

“Ele priorizou o desenvolvimento em detrimento da conservação. Zinke deixou um legado de destruição em seu caminho”.

Enquanto Zinke afirma que ele será inocentado e que seguiu todas as regras éticas do departamento, ele escreveu no Twitter no último fim de semana que, após três décadas de serviço público, “não posso justificar gastar milhares de dólares defendendo a mim e minha família contra falsas alegações”.

O momento da renúncia de Zinke estrategicamente precede os democratas que assumem a Câmara. Eles expressaram que estão planejando responsabilizar a Zinke por movimentações controversas da administração, incluindo a redução das proteções para espécies ameaçadas e a ampliação da perfuração offshore.

Zinke “será o pior secretário do Interior da história”, disse Kieran Suckling, diretor executivo do Centro de Diversidade Biológica , na página do Facebook da organização . “Sua abordagem de corte e queima foi absolutamente destrutiva para terras públicas e vida selvagem.”

Conselho Nacional de Defesa dos Recursos (NRDC),  que por muito tempo defendeu que Trump demitisse Zinke, também respondeu publicamente às notícias de sua renúncia.

“Ryan Zinke foi totalmente desqualificado para liderar o Departamento do Interior”, disse Ana Unruh Cohen , Diretora Executiva de Assuntos Governamentais do NRDC, em um post também em sua página. ” Ele não tem ética, integridade e dedicação à missão central da agência para atuar como administrador das terras públicas, da vida selvagem e dos recursos naturais da América.”

Segundo a WAN, Zinke também causou controvérsia ao nomear caçadores, incluindo o diretor de políticas de caça da NRA, ao seu Conselho de Conservação da Vida Selvagem.

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Demissão de ministro mostra força do lobby dos caçadores de animais na França

O pedido de demissão do ministro francês da Transição Ecológica, Nicolas Hulot, trouxe novamente à tona o debate sobre a caça de animais selvagens no país. A pressão do lobby dos caçadores foi apresentada como a gota d’água que provocou sua saída do governo e chamou a atenção para a ação dos grupos de influência na vida política.

(Foto: JEAN-FRANCOIS MONIER / AFP)

Ao anunciar sua demissão, Hulot relatou que havia participado de uma reunião de trabalho para discutir a situação dos caçadores e, ao entrar na sala, deparou-se com a presença de Thierry Coste, famoso lobista que atua junto à Federação Francesa dos Caçadores. O objetivo do encontro era falar do preço da licença obrigatória para os caçadores, que atualmente custa 400€ (quase R$ 2 mil). Depois de muito debate, o valor da autorização foi cortado pela metade. Para o ministro, o resultado da negociação foi mais uma prova da influência dos lobbies na vida política francesa e, diante da situação, preferiu renunciar.

Além de alertar para os lobbies, o episódio levantou novamente a questão da caça de animais selvagens na França. Segundo os últimos números oficiais (que datam de 2015), o país conta com mais de um milhão de praticantes cadastrados.

Essencialmente homens, eles vêm de todos os meios profissionais, sociais e econômicos. Além disso, a tradição de consumir carne de caça (gibier) é mantida em todo o país e são inúmeros os restaurantes onde é possível consumir javali, lebre ou gansos e patos selvagens.

Deputados “caçadores”

Organizados, além dos lobistas profissionais, os caçadores também têm presença efetiva na Assembleia Nacional. Atualmente, 118 dos 577 deputados franceses fazem parte do chamado “Grupo da Caça”, formado por políticos que discutem e geralmente defendem abertamente os interesses da Federação dos Caçadores franceses. Eles representam um dos maiores grupos de parlamentares.

Durante as campanhas políticas, inclusive a presidencial, muitos candidatos também tentam seduzir esse eleitorado. Afinal, esses mais de milhão praticantes registrados, assim como seus familiares e amigos, podem pesar numa eleição. Por essa razão, os privilégios dos caçadores são raramente questionados.

Caça presidencial e espécies protegidas em risco

O próprio presidente francês, Emmanuel Macron, disse durante sua campanha que gostaria de desenvolver as atividades de caça de animais selvagens. O chefe de Estado pretende, inclusive, ressuscitar uma velha tradição francesa: a Caça Presidencial nos arredores do castelo de Chambord, no Vale de la Loire. O ritual, que data da monarquia e que havia sido abolido por Jacques Chirac em 1995, tinha sua lista de convidados mantida em segredo, mas sabe-se que costumava reunir chefes de Estado, funcionários do alto escalão do governo e grandes empresários.

A Caça Presidencial ainda não foi oficialmente retomada, mas a prática continua em todo o país, inclusive em Chambord, a cerca de duas horas de Paris. Atualmente, durante 12 fins de semana por ano dezenas de caçadores se reúnem para caçar na região. Cerca de 40 javalis e cervos são mortos diariamente nesse período de caça, que começa em setembro.

Os ecologistas geralmente contestam a tradição e lembram que a França é uma exceção na Europa: o país autoriza a caça de 64 espécies de pássaros, enquanto a média europeia é de apenas 14 espécies autorizadas. Entre os animais que podem ser mortos, 20 espécies são consideradas em risco pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN, na sigla em inglês).

Nota da Redação: a ANDA se posiciona veementemente contra a caça de animais, seja por controle populacional ou pelo sádico divertimento humano, e reforça que todos os animais devem ter resguardados os direitos à integridade física, à dignidade e à vida, sendo esses direitos que devem ser considerados invioláveis. 

Fonte: RFI

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Executivo que foi filmado abusando de cão renuncia a cargo após petição online

(da Redação)

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Desmond Hague, o CEO da empresa Centerplate que foi filmado em um elevador chutando e sufocando um cão conforme publicado recentemente pela ANDA, renunciou ao cargo.

Segundo a reportagem da Global News CA, apesar da promessa de que ele doaria 100 mil dólares e mil horas de trabalho comunitário para uma organização de bem-estar animal, uma petição online para que ele fosse demitido obteve mais de 180 mil assinaturas.

A SPCA terminou a sua investigação sobre o caso e transmitiu as suas recomendações ao Tribunal.

A Centerplate divulgou o seguinte comunicado nesta semana:

“O quadro de diretores da Centerplate anunciou hoje que Chris Verros foi apontado para o cargo de presidente e CEO (chief executive officer), efetivado imediatamente, seguindo à renúncia de Desmond Hague da companhia. A decisão veio como resultado da conduta pessoal de Hague envolvendo maus tratos a um animal que estava sob seus cuidados.”

“Queremos reiterar que não toleramos nem nós nunca vamos negligenciar um caso de abuso de animais”, disse Joe O’Donnell, presidente do conselho de administração da Centerplate. “Após uma avaliação extensa do incidente envolvendo o Sr. Hague, eu gostaria de pedir desculpas pela angústia que esta situação tem causado a tantos, mas também agradecer aos nossos colaboradores, clientes e convidados que expressaram seus sentimentos sobre o caso. Suas vozes nos ajudaram a moldar as nossas deliberações durante este quadro incomum e infeliz de circunstâncias”.

“Tenho orgulho de ter trabalhado com Chris por mais de 20 anos, e sinto que a Centerplate é incrivelmente afortunada por estar elegendo um líder forte como ele para assumir o papel imediatamente. Esta semana que passou foi muito difícil para a nossa empresa, para nossos funcionários e nossos clientes em particular, e eu não tenho nenhuma dúvida de que a experiência, a visão, a integridade e o compromisso de Chris para com nossos valores e nossa missão irão ajudar para que todos nós avancemos juntos”, acrescentou O’Donnell.

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