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Justiça determina que poder público forneça remédio para cão com leishmaniose

A decisão atende a um pedido da tutora do cachorro, que afirmou que a leishmaniose está agravando o quadro de saúde do animal, levando-o ao desenvolvimento de anemia e lesões


O juiz José Adelmo Barbosa da Costa Pereira, do Tribunal de Justiça de Pernambuco, determinou que o estado de Pernambuco e o município de Caruaru forneçam remédio para o tratamento de um cachorro com leishmaniose.

Reprodução

A decisão judicial atende a um pedido da tutora do animal, Gabriela Guimarães Silva, que resgatou o cachorro da rua e o adotou há dois anos. Por conta de uma lesão de difícil cicatrização, o cão foi levado ao veterinário e, após exames, foi diagnosticado com a doença que, conforme consta na ação, “vem agravando o quadro de saúde do mesmo, acarretando em perda de peso, anemia, lesão na pata, dentre outros”.

A tutora afirma na ação que o remédio Milteforan foi aprovado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para o tratamento da leishmaniose e que cada “caixa custa em torno de R$ 700,00 (setecentos reais), este que segundo a Requerente tem o potencial de reduzir de 95 a 98% da carga parasitária, o que, por conseguinte, reduziria o risco de transmissão da doença”.

Ao determinar que a medicação seja fornecida ao animal, o magistrado obrigou o município e o estado a disponibilizarem o medicamento em um “prazo de 10 (dez) dias úteis, a partir do recebimento da intimação desta, sob pena de bloqueio judicial nas contas do responsável da quantia que se fizer necessária para a aquisição do medicamento na rede privada, após a apresentação de 03 (três) orçamentos, conforme artigo 297 do novo Código de Processo Civil, sem prejuízo da adoção de outras medidas cabíveis”.

Além de obrigar o município a arcar com os custos do remédio, o juiz também determinou que Gabriela adote medidas complementares para garantir a eficácia do tratamento. São elas: “realizar o tratamento do cão pelo tempo e periodicidade tecnicamente preconizados com a medicação ora fornecida; apresentar a cada 6 (seis) meses atestado de saúde do animal e manutenção da redução de carga parasitária, o qual deverá ser elaborado pelo Médico Veterinário e deverá ser apresentado ao setor responsável da Secretaria Municipal de Saúde; utilizar de forma ininterrupta coleira impregnada com Deltametrina 4%
ou outro produto equivalente e tecnicamente reconhecido, a qual deverá ser trocada de quatro em quatro meses ou conforme recomendação do fabricante; afastar o aludido cão no mínimo 500 (quinhentos) metros da área silvestre, não expor o animal em horários de atividade do vetor (crepúsculo e noite) em ambientes onde habitualmente o inseto pode ser encontrado e, adicionalmente, realizar o manejo ambiental, por meio da limpeza de quintais e terrenos, afim de alterar as condições do meio que propiciem o estabelecimento de criadouros de formas imaturas do vetor, destino adequado dos resíduos sólidos orgânicos e eliminação de fonte de umidade; e permitir o ingresso dos profissionais da Secretaria Municipal de Saúde em sua residência para verificação do cumprimento das aludidas medidas”.

O magistrado solicitou ainda que o setor responsável da Secretaria Municipal de Saúde de Caruaru efetue fiscalização mensal na residência da tutora do animal “para verificar se a mesma se encontra cumprindo as determinações acima e, em caso de descumprimento, comunicar a este Juízo”.


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Histórico clínico mostra que chimpanzé Black comeu fezes e foi medicado para estresse em zoo

Os registros foram feitos durante o período em que Black viveu aprisionado em um zoológico em Sorocaba (SP). Atualmente, o animal mora em um santuário


O histórico clínico do chimpanzé Black mostra que ele comeu as próprias fezes em 2013 e foi medicado contra estresse em 2012. Nessa época, o animal vivia no Parque Zoológico Municipal “Quinzinho de Barros”, em Sorocaba (SP). Em maio de 2019, Black foi levado para o Santuário de Grandes Primatas, na mesma cidade.

Black e sua nova companheira Dolores, no santuário (Foto: GAP/Divulgação)

No histórico, consta como primeiro exame um de fezes, em 1981. Em abril de 1985, há a observação de que o animal estava “um pouco triste” e “com o nariz escorrendo”. Nos anos seguintes, o relatório indica que Black estava “animado”, “esperto” e “comendo”.

Em fevereiro de 2001, o documento registra um diagnóstico de diarreia, que recebeu tratamento. Em 2006, Black estava apático e com secreção nasal – ele novamente recebeu tratamento. Em 2009, a ex-companheira Rita estava com diarreia e Black sem qualquer alteração clínica. As informações são do G1.

Em 15 de junho de 2010, Black recebeu uma dose de diazepam, remédio para controlar a ansiedade, que foi ministrado por conta de fogos de artifício usados por torcedores do Brasil que assistiam ao um jogo do time contra a Coreia do Norte na Copa do Mundo na África do Sul.

“Visando o bem estar do Black, foi dado um comprimido por via oral. A prática também é realizada em cães domésticos que se assustam com os rojões”, escreveu a prefeitura.

Histórico clínico indica que Black ingeriu fezes (Foto: Reprodução)

Em 2010, Black foi contido para ser submetido a uma avaliação odontológica e permaneceu estável durante o procedimento. Já em 5 de setembro de 2012, o animal teve espirros e tosse graças a uma possível “alergia”, que foi tratada. Os sintomas desapareceram em dezembro, quando foi registrado que ele estava “ativo, sem incômodos, últimos dias de amoxicilina”.

De acordo com o documento, em abril de 2013 o chimpanzé comeu fezes, o que indica um “possível problema de comportamento (solidão, estresse)”. Em seguida, foi realizada a vermifugação.

“Em 2013 foi relatado episódio de coprofagia. Foi realizado exame de fezes e nada foi constatado. Mesmo assim, a vermifugação foi realizada e o quadro não ocorreu mais”, explicou em nota.

Em 16 de novembro de 2013, foi encontrado sangue nas fezes do animal, que apresentava comportamento ativo. O material foi analisado. No dia seguinte, o sangue não apareceu mais. Até 2015, secreções nasais foram registradas. Em 2016 e 2017, o chimpanzé recebeu tratamento para uma possível lesão na face.

Recinto do chimpanzé no zoo (Foto: Anderson Cerejo/TV TEM)

Em 2019, Black foi submetido a um exame no dia 19 de fevereiro, que não expôs qualquer problema grave. As unhas dele também receberam cuidados. Em março, o chimpanzé foi avaliado e sua urina foi coletada e encaminhada para laboratório.

Em 2 de abril, o zoológico aumentou a oferta de líquidos do animal. Em 3 de abril, consta o diagnóstico de nefropatia glomerular – doença crônica e degenerativa que poderia matar Black.

“Com isso exposto, deve-se ponderar se os riscos inerentes à transferência de um chimpanzé idoso justificam o propósito de realocação”, afirmou o veterinário no documento. O mesmo exame foi feito pelo santuário cinco vezes, mas nenhum indicou a doença.

De acordo com a Clínica Safari, responsável pelo exame, a “interpretação dos resultados depende não apenas do resultado dos exames laboratoriais”, assim como jejum alimentar ou hídrico, estresse e tipo de alimentação podem influenciar. Afirmou ainda que o resultado elevado não implicaria necessariamente em nefropatia, podendo ser apenas um pico pontual.

“O correto, nestes casos, é acompanhar com exames posteriores, a fim de se detectar se esse anormalidade se mantém”, explicou.

A última anotação feita no histórico clínico do chimpanzé foi em 6 de maio, quando a transferência para o santuário foi realizada graças a uma decisão judicial.

Santuário de Grandes Primatas (Foto: Arquivo pessoal)

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Sucesso de teste em miniórgãos artificiais pode por fim a experimentos com animais no futuro

Pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas, no interior de São Paulo, tiveram sucesso ao testar o analgésico paracetamol em miniórgãos artificiais. O resultado positivo é um passo importante nas pesquisas para por fim à exploração de animais em experimentos realizados em laboratório.

Miniórgão desenvolvido em laboratório (Foto: Reprodução/EPTV)

Os miniórgãos são produzidos em laboratório com células humanas, em escala micrométrica, e substituem intestino e fígado. O modelo artificial pode reduzir e até mesmo substituir por completo os animais explorados em testes em um período de 30 ou 40 anos.

“O que a gente conseguiu mostrar nesse estudo inédito foi que o intestino artificial que a gente construiu em laboratório, bem como o fígado, se comportaram de maneira semelhante ao corpo humano. Ou seja, o nosso intestino conseguiu absorver o paracetamol e o fígado metabolizou esse paracetamol e também demonstrou efeitos tóxicos do paracetamol, como acontece no ser humano também”, explica ao G1 a pesquisadora Talita Marin. O paracetamol é capaz de, em altas concentrações, causar lesões no fígado.

Conectados entre si por um fluxo sanguíneo, os miniórgãos foram ligados a equipamentos que reproduzem as condições fisiológicas do corpo humano. O modelo reproduz as funções biológicas e genéticas do organismo humano com muita semelhança.

A pesquisadora do CNPEM Talita Marin participou do estudo com miniórgãos e o efeito do paracetamol, em Campinas (Foto: Vanderlei Duarte/EPTV)

A tecnologia, porém, não é vista apenas com potencial para por fim aos testes em animais no futuro, como também permite acelerar as pesquisas com medicamentos e obter resultados mais eficazes e confiáveis do que os obtidos em estudos feitos com pequenos mamíferos.

“Na linha de descobrimento e desenvolvimento de fármacos, geralmente se começa os estudos com cinco a dez mil compostos, e se leva de dez a 15 anos, se gasta de 1 a 3 bilhões de dólares. E no final dessa linha, você põe somente um medicamento no mercado”, afirma a especialista. “Essa tecnologia que nós estamos implementando e desenvolvendo tem esse intuito, de ser um teste mais robusto, diminuir o custo do desenvolvimento de medicamentos e, ao mesmo tempo, ser mais ético, porque reduz o número de animais”, completa.

A pesquisa tem como próximo passo o teste nos miniórgãos de outros medicamentos de efeitos bem conhecidos.

O CNPEM, responsável pelo estudo com o modelo artificial, abriga o Sirius, laboratório de luz síncroton de 4ª geração e a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil.

Conexões de miniórgãos a equipamentos reproduz funcionamento do organismo humano, afirma estudo do CNPEM, em Campinas (Foto: Vanderlei Duarte/EPTV)
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Vale deu remédio vencido para animais em Brumadinho (MG), diz Ibama

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) denunciou que a Vale negligenciou o atendimento aos animais resgatados em Brumadinho (MG), oferecendo medicamentos vencidos a eles. A denúncia foi feita nesta quinta-feira (14) pela coordenadora de Emergências Ambientais do Ibama, Fernanda Pirillo, durante audiência na comissão externa da Câmara de Deputados para apurar as circunstâncias do rompimento da barragem do Córrego do Feijão.

(foto: Gladyston Rodrigues/Estado de Minas)

“Temos feito vistorias diversas nas áreas que a Vale está implementando para o recebimento de animais e temos verificado a validade de medicamentos. Por incrível que pareça, nos primeiros dias, a Vale tinha providenciado medicamentos vencidos”, afirmou. As informações são do portal Correio Braziliense.

De acordo com a coordenadora, vistorias diárias estão sendo feitas por uma equipe do Ibama. “Temos mais de 60 relatórios e estamos com uma média de 20 servidores por dia em campo”, explicou.

O órgão está redirecionando o resgate de animais e tem trabalhado de forma integrada com o Ministério Público e órgãos ambientais estaduais. “Não só dos animais que foram impactados pela lama, como também dos que ficaram presos nas casas e nas instalações que foram abandonadas. E também daqueles que não haviam sido impactados, mas passaram a ser porque costumam buscar água nessas áreas e ficaram atolados”, finalizou.

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Você é o Repórter

Cadela com cinomose precisa de ajuda financeira para medicação

Uma cadela resgatada com cinomose precisa de doação de dinheiro para que seja comprado o remédio Seniox 1000, que custa R$ 120. O animal está debilitado, apresentando espasmos e precisa tomar a medicação com urgência.

Interessados em ajudar devem entrar em contato para solicitar dados bancários através do número 21 99353-5564.

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Tutor finge dar remédio a cão que fica com ciúme ao vê-lo medicar outro animal

Chloe Copley é tutora de dois cachorros da raça labrador. Recentemente, ela divulgou um vídeo (veja abaixo) no qual mostra o momento em que o pai dela finge dar remédio para um dos cães para evitar que ele fique com ciúme ao ver o outro animal ser medicado.

(Foto: Reprodução / Facebook)

Apesar de apenas um dos cachorros precisar do medicamento, o outro espera pacientemente a vez de receber o remédio. E o tutor, para não fazer com que o animal se sinta excluído e fique enciumado, finge medicá-lo. As informações são do Histórias com Valor.

No vídeo, é possível ver o pai de Chloe colocando remédio na orelha de um dos cães, que é uma fêmea, e em seguida, fingindo fazer o mesmo procedimento com o segundo animal.

“Ninguém tem coragem de dizer que tudo é mentira”, disse Chloe. O ato deixa os dois cachorros bastante felizes.

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Tutores machucam animais propositalmente para obterem medicamentos controlados com veterinários

Drug Enforcement Administration (DEA) alertou médicos veterinários sobre casos de maus-tratos que ocorreram nos Estados Unidos. Tutores que são viciados em drogas abusaram de seus animais para que conseguissem prescrição de analgésicos.

Uma conferência ocorreu em Louisville, Kentucky (EUA) neste mês e reuniu 200 médicos da região, incluindo veterinários. Palestrantes compartilharam detalhes de como os viciados em opioides no passado recorreram a ferir animais da família para obterem substâncias controladas.

Alice foi machucada por tutora para conseguir prescrição de Tramadol (Foto: Daily Mail Online)

Um deles, Scott Brinks, afirmou que os animais estão pagando o preço para o benefício de pessoas viciadas. Casos de animais sendo cortados ou terem membros fraturados para que obter uma receita podem ser comuns nesse cenário.

O USA Today relata que, apesar de terem sido orientados para prestarem atenção, não há meio legítimo de confirmar que os clientes dos veterinários estejam comprando diferentes medicamentos para cirurgias animais para, na verdade, aumentarem o seu próprio estoque.

Para evitar esse cenário, veterinários foram instruídos a analisar se os animais realmente precisam da medicação observando os sintomas. Ainda, se necessário, eles podem dar o animal a droga e deixá-lo sob os cuidados da própria clínica.

O veterinário percebeu que os cortes não pareciam acidentais (Foto: Daily Mail Online)

Em 2014, em Elizabethtown, Heather Pereira foi pega e sentenciada a quatro anos de prisão por ter ferido sua cachorra, Alice, para conseguir Tramadol.

Os veterinários sabiam que algo estava acontecendo quando notaram que os cortes do cão eram muito limpos para terem sido um acidente.

Pereira havia retornado pela terceira vez em dois meses. Ela contava histórias duvidosas, como Alice estar brincando debaixo de um carro ou se esfregando contra uma parte quebrada de uma calha quando ela obteve os ferimentos.

As acusações feitas a Heather incluíam as declarações falsas para obter uma substância controlada e a contravenção de torturar um gato ou cachorro. Ela foi libertada em 2016, mas ainda está em estágio supervisionado.

Infelizmente, Alice pagou o preço e já precisou de seis a oito pontos de cada vez para consertar cortes próximos ao flanco direito.

“Eu me lembro do meu sentimento inicial de descrença, isso não pode ser real”, disse o pesquisador de Elizabethtown, John Thomas. “Foi chocante“.

 

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Câmara aprova criação de farmácia popular para animais em Campo Grande (MS)

A Câmara Municipal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, aprovou um projeto de lei que institui o programa FarmaPet.

De autoria dos vereadores Veterinário Francisco (PSB) e André Salineiro (PSDB), o programa cria uma farmácia popular para animais que tem o objetivo de coletar, recondicionar, armazenar e distribuir medicamentos veterinários e humanos para o tratamento de animais.

(Foto: Divulgação)

“Todos os dias vemos vários animais vítimas de maus-tratos, machucados e doentes e muitas vezes os protetores, ONGs e até mesmo o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) não tem recursos para comprar os medicamentos para fazer o tratamento. Com a FarmaPet poderemos fazer doação e ajudar a tratar esse bebês”, explica o vereador Veterinário Francisco, que lembra que o projeto tem o intuito de beneficiar não só entidades e voluntários que, de forma independente, resgatam animais, mas também famílias de baixa renda que tutelam animais domésticos.

O projeto estabelece que as doações de medicamentos poderão ser feitas por pessoas físicas e jurídicas e que, além disso, os remédios poderão ser adquiridos também através de apreensões realizadas por órgãos municipais, por aquisição direta com uso de recursos pecuniários doados e por meio de termo de conduta (TAC). As informações são do site oficial da Câmara Municipal de Campo Grande.

Para receber os medicamentos, os beneficiários deverão estar previamente cadastrados. Os remédios poderão ser distribuídos diretamente pelo programa através do CCZ, que deverá informar quinzenalmente o número de animais atendidos.

Para que sejam distribuídos, os medicamentos coletados deverão ter a qualidade e validade atestada por profissionais legalmente habilitados. A comercialização dos remédios doados ao FarmaPet é vedada pelo projeto de lei. A proposta segue para análise do prefeito Marquinhos Trad (PSD), que deverá decidir pelo veto ou pela sanção.

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Antidepressivos poluem águas e afetam o comportamento dos animais

Um dos efeitos colaterais muito conhecido dos antidepressivos é a redução da libido em humanos. Novas pesquisas mostraram, no entanto, que não são apenas as pessoas afetadas pelas substâncias presentes na fluoxetina (Prozac). Fêmeas de estorninhos, tipo de pássaro muito comum na Europa, que muitas vezes consomem a droga que tem poluído as águas, se tornam menos “atraentes” para os machos e menos propensas a acasalar. Esta é a última evidência que destaca o dano potencial do que tem sido liberado no meio ambiente.

Como muitas drogas que são consumidas no cotidino, os antidepressivos que não se dissolvem completamente em nossos corpos são excretados pela urina, e encontram o caminho para as estações de tratamento de águas residuais. Essas instalações não têm a capacidade de decompor as drogas, que entram em nossos rios e estuários e entram em contato e se acumulam nos organismos de animais selvagens.

Reprodução | The Independent

Com o aumento do número de pessoas jovens e idosas com problemas de saúde mental e o rápido aumento das prescrições de antidepressivos e medicamentos ansiolíticos, esses problemas de contaminação da água devem piorar. Já sabemos bastante sobre os efeitos da poluição do comportamento animal. Sabemos que os produtos químicos podem alterar a agressão, a capacidade de cheirar, o namoro e a reação da vida selvagem a estímulos como a luz.

Todos esses comportamentos são críticos para os animais que fogem de predadores, encontram comida e companheiros ou defendem territórios. Mas a maioria desses dados vem de estudos em laboratórios. E o comportamento de um animal é muitas vezes muito sensível ao ambiente. Então, para descobrir exatamente como a poluição das drogas está afetando os animais na natureza, meus colegas e eu nos voltamos para a tecnologia para rastrear, medir e analisar seu comportamento.

Uma das dificuldades com isso é que o comportamento animal frequentemente muda rapidamente e é difícil de gravar sem perturbar os espécimes que você está tentando monitorar, especialmente em algo como um rio sombrio. Para levar os humanos como um exemplo, um indivíduo pode não ser agressivo ou ansioso o tempo todo. Seu comportamento pode alterar dependendo se eles estavam em um espaço grande ou contido, ou a hora do dia.

Se você quisesse medir o “efeito feminilizante” do efluente de esgoto nos peixes, você poderia coletar alguns peixes a montante e a jusante da instalação de esgoto e dissecá-los. Ou você pode tirar amostras de sangue que lhe dão um retrato da sua fisiologia ao longo do tempo. Alternativamente, você poderia prender um animal a jusante de uma estação de tratamento de esgoto e fazer medições semelhantes.

Soluções técnicas

Mas quando se tenta medir o comportamento dos peixes, não há um exame de sangue fácil ou uma amostra de tecido que lhe dê um instantâneo do comportamento anormal. Cagar animais naturalmente altera seu comportamento. É aí que a tecnologia pode ajudar.

Por exemplo, marcar animais com marcadores GPS e segui-los com satélites permitiu que os cientistas estudassem o movimento das baleias azuis gigantes em resposta ao ruído, bem como o mergulho em tartarugas e a migração de pássaros. Essas tecnologias permitiram aos cientistas determinar as novas partes das histórias de vida de espécies remotas e ameaçadas, como rotas de migração anteriormente desconhecidas, e como elas respondem a alimentos, predadores e até mesmo distúrbios humanos, como o transporte marítimo.

Pesquisas anteriores em meu próprio laboratório mostraram que crustáceos expostos a antidepressivos gastam cinco vezes mais tempo na luz do que animais que não receberam drogas. Usando câmeras infravermelhas e software de rastreamento, estamos agora otimizando nossos experimentos para que possamos medir seu comportamento no escuro. O software nos permitiu medir automaticamente muitos aspectos do comportamento dos crustáceos, como quais atividades eles realizam, a distância e a velocidade de seus movimentos e a velocidade e ângulos de seus giros. Antes, teríamos que ver meticulosamente horas de vídeos chatos de seus movimentos e registrar manualmente suas ações específicas.

Novos sistemas de software agora incluem software de reconhecimento de comportamento. Por exemplo, se estivéssemos estudando um rato ou um rato, o software registraria automaticamente o tempo que o animal passou preparando, farejando ou comendo, para citar apenas alguns tipos de comportamento. Os desafios futuros envolverão o uso de algoritmos de aprendizado de máquina (uma forma de inteligência artificial) que permitem que o computador identifique padrões de comportamento que não conhecíamos e comportamentos muito sutis não reconhecíveis para os seres humanos. Isso ajudará os pesquisadores a descobrir tipos incomuns de comportamento causados ​​pela poluição.

Nosso próximo objetivo também é determinar se os efeitos do registro da poluição antidepressiva no laboratório também estão ocorrendo na natureza. Pesquisadores na Suécia têm abordado essa mesma questão usando gravações sonoras para rastrear o comportamento de peixes expostos à medicação anti-ansiedade (oxazepam) em um lago inteiro.

Os peixes foram equipados com transmissores acústicos cujos sinais foram captados por receptores ao redor do lago que poderiam triangular com precisão as posições dos peixes. Curiosamente, os peixes expostos ao oxazepam eram mais ousados ​​e se aventuravam mais longe das margens do lago, possuíam territórios maiores e geralmente eram mais ativos. Esses resultados de campo espelharam aqueles reunidos no laboratório, dando certo grau de confiança de que experimentos baseados em laboratório podem estar fornecendo boas informações sobre os efeitos de drogas na natureza.

No futuro, esperamos que o hardware usado para rastrear animais se torne ainda menor, de modo que até pequenos invertebrados, como camarões e caracóis, possam ter seu comportamento monitorado. Mas mesmo agora, essa tecnologia já está nos dando uma boa visão do comportamento de nossa vida selvagem e fornece uma indicação preocupante do impacto das drogas no meio ambiente.

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Cineasta James Cameron espera que o veganismo torne o Viagra obsoleto

Divulgação

O célebre diretor James Cameron espera que o veganismo torne o viagra um medicamento obsoleto. Ele discute o tema em “The Game Changers”, um filme que mostra os benefícios – como ereções mais duradouras e mais frequentes – de uma dieta baseada em vegetais.

Em uma recente entrevista ao The Sun, o famoso diretor e ativista vegano James Cameron discutiu os benefícios de uma dieta baseada em vegetais em relação ao desempenho sexual masculino. “Eu adoraria colocar o Viagra fora dos negócios”, disse Cameron, “apenas espalhando a palavra sobre o consumo baseado em vegetais”.

A declaração de Cameron veio de uma discussão sobre uma cena em “The Game Changers”, um documentário que ele produziu sobre os benefícios de uma dieta à base de plantas, ilustrado por atletas veganos de elite. A cena envolveu três atletas profissionais que passaram por uma série de testes conduzidos por Aaron Spitz, MD – delegado líder da American Urological Association (Associação Urológica Americana).

Spitz descobriu que quando os homens consumiam refeições à base de vegetais, suas ereções eram mais duradouras, mais frequentes e mais difíceis do que quando esses mesmos homens consumiam refeições que continham produtos de origem animal. “É atraente porque, obviamente, um dos primeiros sintomas da aterosclerose é a disfunção erétil”, disse Cameron, “e então alguns dos problemas cardíacos mais graves tendem a se seguir muito rapidamente”.

Cameron revelou acreditar nos benefícios médicos dieta com base em vegetais, mas também falou da urgência com que ele acredita que a população mundial deve cada vez mais adotar uma dieta livre de produtos de origem animal. “Acho que, se não fizermos uma grande mudança enquanto civilização, e quero dizer que, globalmente, em relação à alimentação no planeta, não conseguiremos sobreviver”, disse Cameron.

“Certamente, nossa qualidade de vida será uma pequena fração do que é agora, 30 ou 50 anos a partir de agora. Não podemos continuar a consumir a Terra como se tivéssemos outras quatro por trás de tudo disso”. Cameron espera que os telespectadores masculinos do The Game Changers – que estreou este ano no Sundance Film Festival e será exibido no 2018 Hot Docs Canadian International, o festival de documentários que começa nesta semana – vai entender que os produtos de origem animal não são necessários para atingir e, na verdade, atrapalhar o desempenho atlético (e sexual).

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Você é o Repórter

Cachorro doente é resgatado mas busca ajuda para tratamento em SP

Cármen Guaresemin
carmen@inthepress.com.br

O Zé é um cãozinho de no máximo 2 anos. Na última sexta-feira, foi resgatado das ruas de São Paulo por um grupo de pessoas que decidiu lhe ajudar. O pequeno Zé foi levado ao veterinário, recebeu os primeiros socorros, tomou banho, mas estava evacuando muito.

Porém, recentemente foi descoberto que o cachorro está com cinomose, e precisa de algumas medicações para combater o vírus o mais rápido possível.

Zé busca por uma família que possa adotá-lo e amá-lo. Mas doações em dinheiro ou em remédios também podem ajudar.

O Zé não apresenta sequelas neurológicas, e está respondendo bem ao tratamento. Porém, toda ajuda é necessária e bem vinda.

É possível ajudar com medicações, doações, lar temporário ou família adotante. Necessita-se da vitamina E (250mg), prescrita no receituário, o mais rápido possível.

Doações de qualquer valor em dinheiro também são necessárias e úteis para o cachorro Zé viver com mais conforto. Além disso, o objetivo maior é um lar temporário ou família adotante, sem outros animais. Uma família carinhosa e responsável poderia dar a ele os cuidados que ele precisa ter em sua recuperação.

O pequeno Zé, que foi resgatado mas ainda busca ajuda

O caso é emergencial, já que quem o acolheu não tem condições de arcar com as despesas de recuperação do Zé e tampouco querem devolvê-lo para a rua.

Aqueles que puderem ajudar de alguma forma na zona Norte de São Paulo, entrem em contato pelo inbox desta página no Facebook ou pelo e-mail rs.vocefeliz.2014@gmail.com.

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Cápsula de remédio à base de tapioca é nova opção vegetal do mercado

Cápsulas de medicamentos, tradicionalmente produzidas a partir de matéria prima de origem animal, têm como nova opção a utilização da tapioca em sua fabricação.

Mais estáveis do que as de origem animal, as cápsulas a base de tapioca atendem às exigências dos adeptos do veganismo, que mantém hábitos livres de crueldade animal, o que inclui a luta pela produção de cápsulas de origem vegetal.

Procura por cápsulas de origem vegetal tem aumentado (Foto: Divulgação)

Fáceis de engolir e com boa absorção pelo organismo, as cápsulas tradicionais, presentes na maior parte dos medicamentos fabricados atualmente, têm sua produção pautada na exploração e crueldade animal, já que são feitas de gelatina, componente de origem animal.

Entretanto, com o crescimento do veganismo, tem aumentado também a procura por alternativas éticas. A cápsula de tapioca, que vem sendo usada com sucesso por farmácias de manipulação, é a principal opção utilizada pela indústria farmacêutica.

A farmacêutica Fernanda Lobo Vicentini, da Farma Conde Manipulação, explica que a procura dos clientes pela cápsula de tapioca, conhecida como Tapiocaps, tem crescido de forma notória. “Mesmo aqueles que não possuem restrições alimentares podem se beneficiar da cápsula de tapioca, que já se tornou a alternativa mais natural do mercado”, afirma Fernanda.

Além de atender ao público vegano, a Tapiocaps apresenta, segundo a farmacêutica, uma série de outras vantagens em relação ao produto de origem animal. Dentre elas, melhor proteção ao medicamento, ausência de matéria-prima transgênica, rápida desintegração e absorção pelo organismo, além de ser orgânica – com certificação em andamento.

 

 

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