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Elefanta desnutrida e idosa morre após 70 anos de exploração

A elefanta Tikiri, de 70 anos, que comoveu o mundo ao ter seu corpo frágil, magro e com os ossos à mostra, exposto em fotos, após ser escondido em roupas imensas e coloridas durante os desfiles de um festival religioso no Sri Lanka, morreu hoje, confirmou seu guardião.

A história de Tikiri causou indignação e revolta nas redes sociais no mundo todo depois que fotos de seu corpo esquelético, disfarçado por um traje festivo foram compartilhadas na internet.

Grupos que atuam em defesa dos direitos animais se uniram para pedir a liberdade de Tikiri e sua transferência para um santuário onde pudesse descansar e viver seus dias em paz.

Fotos mais perturbadoras ainda, flagraram o momento em que a elefanta cai no chão após o termino do desfile anual do Esala Perahera, um festival budista em Kandy, no Sri Lanka.

Ela estava entre os cerca de 60 elefantes que marcharam por dias a fio para que turistas e moradores locais se sentissem “abençoados” e pudessem tirar fotos e fazer vídeos ao lado dos animais.

Após protestos dos ativistas, Tikiri foi devolvida ao seu detentor em Rambukkana, uma vila próxima ao orfanato de elefantes de Pinnawala.

Mas parece que a última provação pela qual a elefanta passou, teve um impacto decisivo em sua saúde.

Foto: Lek Chailert
Foto: Lek Chailert

O guardião de Tikiri disse ao jornal Metro: “Confirmado, ela morreu esta tarde. Um veterinário do hospital chegará amanhã para investigar sua morte e fazer uma autópsia”.

Uma fonte disse que a “pobre Tikiri passou a vida toda como escrava”, acrescentando: “Lutamos por ela e havia esperança, mas agora é tarde. É simplesmente terrível”.

No início deste mês, Lek Chailert, que fundou a Save Elephant Foundation (Fundação Salvem os Elefantes) situada no norte da Tailândia, compartilhou fotos de Tikiri depois que ela foi mandada de volta ao guardião.

Foto: Lek Chailert
Foto: Lek Chailert

A ativista perguntou por que as pernas de Tikiri ainda estavam presas por correntes.

Ela escreveu: “Essa elefanta está doente. Ela é idosa. Ela está fraca. Por que ela ainda está com as quatro patas, dianteiras e traseiras, amarradas desta forma? Certamente ela merece um tratamento melhor do que esse. É o medo dela de uma vida inteira de abuso?”.

E continuou: “Não existe nenhuma reciprocidade emocional, após passar a vida inteira com ela? O vínculo entre o responsável pelo animal e o elefante é vigorosamente defendido. A ligação é clara. Eu vejo os laços. Se você diz amar os animais, verdadeiramente, é preciso abrir os olhos, a mente, o coração, para o sofrimento deles”.

Foto: Lek Chailert
Foto: Lek Chailert

Um porta-voz da Relic of Tooth Relic, o templo budista que organiza o festival, afirmou que Tikiri havia sofrido de uma ‘doença digestiva’ que supostamente impediu-a de ganhar peso.

Em uma nota, o templo diz que o guardião de Tikiri havia “solicitado especificamente” sua participação no festival, pois existe uma “crença antiga” de que tais ofertas religiosas podem curar animais fracos.

Foto: Lek Chailert
Foto: Lek Chailert

O texto do comunicado dizia: “É uma crença antiga que prega que a realização de Pooja (oferendas) aos deuses por elefantes doentes ou fracos tenha poderes curativos. Portanto, dada a doença digestiva de Tikiri, seu guardião solicitou especialmente ao Diyawadana Nilame do Vishnu Devala (chefe do templo) para permitir que Tikiri participasse da procissão deste ano na esperança de curá-la”.

O porta-voz esclareceu: “Levando em consideração o grande serviço prestado por Tikiri à procissão de Esala, a solicitação foi aceita já que ela provou estar em condições de sair às ruas após um exame minucioso. Ela foi autorizada a participar de algumas procissões”.

Exausta e escravizada, seja pela vontade, crença ou vaidade humanas, Tikiri nunca pode escolher, sendo submetida a correntes, enfeites, bullhooks e finamente à morte, após uma vida de submissão e sofrimento.

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Investigação apura morte brutal de bois e vacas em estacionamento indonésio

Fotos divulgadas pelo grupo de defesa animal Animals Australia mostram os animais amarrados no chão, sendo arrastados pelas pernas e rabo antes de serem assassinados a uma curta distância e à vista uns dos outros


 

Foto: Animals Australia/Facebook
Foto: Animals Australia/Facebook

Uma investigação foi iniciada após o surgimento de fotos de bois e vacas sendo mortos de forma cruel e desumana em um estacionamento na Indonésia.

Cerca de uma dúzia de bois e vacas foram fotografados sendo brutalmente mortos em um estacionamento debaixo de uma mesquita na cidade de Medan, no norte de Sumatra.

Entende-se que os animais foram mortos como parte do festival religioso de Eid al-Adha – um feriado islâmico que marcou o “Festival do Sacrifício”, como é conhecido – no mês passado.

As imagens chocantes mostram os animais sendo arrastados pelo chão pelas pernas antes de serem puxados pelas caudas.

Foto: Animals Australia/Facebook
Foto: Animals Australia/Facebook

Eles foram então assassinados a uma curta distância e à vista uns dos outros, de acordo com o Daily Mail.

Pelo menos quatro animais entre os mortos foram identificados como exportados do Território do Norte com base em marcas e entalhes, informou o The Guardian.

As fotos foram obtidas pelo grupo de defesa dos animais Animals Australia e encaminhadas à todos os exportadores relevantes na tentativa de identificar os animais.

Animais não são produtos para que sejam vendidos e comprados por seres humanos, porém é dessa forma que são tratados, como seres inferiores dos quais os homens podem dispor como bem entenderem.

Infelizmente mudar a crença de toda a sociedade leva tempo, é um passo grande que acontece gradualmente, por meio de conscientização e evidências científicas, porém ainda ocorrem flagrantes brutais de crueldade que corrompem o pouco conquistado em termos de melhoria em regulações para estes animais escravos da vontade humana.

Foto: Animals Australia/Facebook
Foto: Animals Australia/Facebook

A International Livestock Exports Austrália se identificou como empresa responsável por enviar os animais e suspendeu o contrato de fornecimento para matadouros indonésios.

O diretor do ILE, Mike Stanton, disse que os bois e vacas foram vendidos ilegalmente, por fora dos controles da empresa.

Ele disse que, assim que descobriram a irregularidade, suspenderam o fornecimento.

“Se você está exportando muitos bois e vacas, sempre há risco de problemas ao longo da linha”, disse ele ao The Guardian.

“Nós fazemos o nosso melhor”.

Foto: Animals Australia/Facebook
Foto: Animals Australia/Facebook

“Eu sei que muitas pessoas pensam que não, mas é muito difícil”.

A Animals Australia apresentou uma queixa no Departamento de Agricultura do país por uma violação do Sistema de Garantia da Cadeia de Suprimentos do Exportador (ESCAS, a sigla em inglês).

O ESCAS foi introduzido em 2011 depois que uma investigação descobriu que bois e vacas australianos estavam sendo morto desumanamente no exterior.

O Departamento de Agricultura iniciou uma investigação sobre a empresa de exportação de carga viva International Livestock Exports, depois de tomar conhecimento do incidente.

A investigação está em andamento.

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Maltratado e sob intenso estresse, elefante reage e fere 18 pessoas em festival religioso

Cercados por barulhos aos quais não estão acostumados, multidões, som alto, carros, os animais ainda carregam luzes e ornamentos sobre o corpo enquanto são obrigados a desfilar em procissões


 

Foto: Derana TV
Foto: Derana TV

Elefantes são animais selvagens, acostumados a viver em grupos com hierarquia social, e estrutura de família, estes mamíferos gigantes criam vínculos entre si e sua manada caminha por longas distâncias na natureza.

Subordinar um elefante à vontade humana, enchendo-o de adereços pesados e obrigando-o a desfilar por horas carregando humanos nas costas no meio de multidões é explorar e maltratar esses gigantes gentis.

Não é de se admirar que pressionado pelo stress, barulho, sofrimento e maus-tratos, esse elefante tenha se revoltado com seu destino e iniciado uma fuga desesperada ferindo quem estivesse em seu caminho.

Mais de uma dúzia de participantes do festival ficaram feridos após um elefante que participava de uma procissão budista no Sri Lanka entrou em tumulto.

A procissão que acontecia em Kotte, perto da capital do país, começou com um ministro do governo colocando uma relíquia sagrada em um caixão decorado em cima de um elefante enfeitado com roupas vermelhas brilhantes.

Mas rapidamente o ritual se tornou um desastre, quando o elefante avançou para a multidão, fazendo com que alguns dos adoradores aterrorizados corressem diretamente para outro que depois disso ficou aterrorizado também.

Imagens mostraram que um homem montado nas costas do elefante por pouco evita ser pisoteado depois de ser derrubado quando o enorme animal se dirige diretamente para a multidão.

Autoridades de dois hospitais da região disseram que 18 pessoas feridas foram trazidas após o tumulto, incluindo mulheres e pelo menos duas crianças, e 16 deles já tiveram alta.

Foto: Derana TV
Foto: Derana TV

O acidente é mais um flagrante de crueldade animal relacionada aos elefantes no Sri Lanka, depois que fotos surgiram no mês passado, mostrando uma elefanta esquelética de 70 anos forçada a vestir um traje enorme e colorido, para esconder seu corpo magro e judiado.

Segundo a Fundação Save Elephant, Tikiri foi um dos 60 elefantes forçados a trabalhar por 10 noites seguidas no festival budista Esala Perahera em Kandy.

Foto: Derana TV
Foto: Derana TV

O fundador da organização, Lek Chailert, disse em um post nas redes sociais no Dia Mundial do Elefante: ‘Ninguém via seu corpo esquelético ou sua condição enfraquecida, por causa da roupa que ela usou.

“Ninguém via as lágrimas em seus olhos, feridos pelas luzes brilhantes que decoravam sua máscara, ninguém via sua dificuldade de andar enquanto suas pernas estão presas para que ela caminhe.”

Foto: Saengduean Lek Chailert
Foto: Saengduean Lek Chailert

Um porta-voz da Relíquias do Dente Sagrado, um templo budista que recebe o festival, disse anteriormente ao Metro que “sempre se preocupa com os animais” e confirmou que Tikiri havia sido examinada por um médico especialista em elefantes.

Foto: Saengduean Lek Chailert
Foto: Saengduean Lek Chailert

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Vacas e bois são amarrados e içados por guindaste nas ruas do Paquistão

Foto: Anadolu Agency via Getty Images
Foto: Anadolu Agency via Getty Images

Imagens fortes divulgadas recentemente mostram vacas e bois sendo içados de grandes alturas até o chão, numa operação arriscada e improvisada. Os animais estão sendo levados pelos agricultores paquistaneses, que mantêm seu rebanho no telhado, para o mercado da região de Karachi.

Nas fotos pode-se ver homens sobre os animais enquanto eles são movimentados por um guindaste, presos a cordas e mal acomodados, eles pousam no chão muitas vezes de forma abrupta e mal planejada, causando sofrimento aos animais.

Foto: Anadolu Agency via Getty Images
Foto: Anadolu Agency via Getty Images

Embora aparentemente incomuns, essas visões são comuns em Karachi, a maior cidade do país, onde a falta de terrenos agrícolas e uma população volumosa significam que os agricultores optam por manter seus animais em cima dos telhados.

Fazendo uso de um guindaste, os fazendeiros desceram seus animais enquanto uma aglomeração de pessoas assiste à operação arriscada, as vacas e bois são transportados de uma altura correspondente a de um prédio de quatro andares.

Foto: Anadolu Agency via Getty Images
Foto: Anadolu Agency via Getty Images

Os animais estavam sendo enviados para o mercado antes da festa muçulmana do Eid al-Adha, que começa no próximo domingo.

Foto: Anadolu Agency via Getty Images
Foto: Anadolu Agency via Getty Images

Considerado um dos dias mais sagrados do calendário, o festival marca a disposição do profeta Ibrahim de sacrificar seu filho por Allah, mas seu filho foi então substituído por um cordeiro.

Foto: Anadolu Agency via Getty Images
Foto: Anadolu Agency via Getty Images

Em comemoração à data, um animal é sacrificado e dividido em três partes.

Uma parte é dada aos pobres e necessitados, outra é reservada para casa e uma terceira é dada à família.

O festival dura quatro dias, mas alguns países muçulmanos observam um feriado mais longo.

Foto: Anadolu Agency via Getty Images
Foto: Anadolu Agency via Getty Images

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Touro sangra até a morte em ritual de sacrifício religioso

Foto: Ruptly
Foto: Ruptly

Um touro foi brutalmente sacrificado por aldeões mexicanos que beberam seu sangue para homenagear o santo padroeiro da cidade.

Um vídeo foi divulgado mostrando os moradores da aldeia Mochitlan, no México puxando o animal amarrado e empurrando-o no chão para depois matá-lo com facas.

O sangue do animal é visto jorrando das feridas feitas no corpo do touro que jaz do lado de fora da igreja.

Atenção, imagens fortes:

O animal indefeso é visto tremendo de dor depois de ser puxado pelo chão, enquanto um homem coleta o sangue que jorra dos cortes em uma tigela.

Momentos depois, os aldeões, incluindo mulheres e crianças, podem ser vistos bebendo copos de líquido que eles acreditam ser “abençoado”.

A “celebração” aconteceu na quarta-feira para homenagear a santa padroeira local, Santa Ana, a mãe da Virgem Maria.

Eduardo Reyes, um dos participantes, disse: “Bem, eles dizem que, se você beber, é como se estivesse bebendo água benta.

“Quando você bebe o sangue de boi que eles estão dando, é como se fosse abençoado, porque o touro foi claramente entregue à igreja, já foi apresentado à vovó Santa Ana.”

Foto: Ruptly
Foto: Ruptly

Após o assassinato, os aldeões desfilaram pelas ruas com uma banda e outros touros.
Jovanny Jimenez Mendoza, prefeito de Mochitlan, disse: “Recebemos uma carta do Vaticano ao padre, na qual eles proibiram essa cerimonia, esses passeios”.

“Não podemos ser proibidos de fazer isso porque faz parte da nossa tradição, essa proibição se opõe à nossa cultura, uma tradição de muitos anos”, disse o prefeito.

Mimi Bekhechi, diretor da Fundação PETA, já havia criticado a morte cruel dos animais, de acordo com o Daily Mail.

Foto: Ruptly
Foto: Ruptly

Ela disse: “Somente o diabo seria honrado se, em seu nome, alguém mergulhasse uma faca no estômago de um touro vivo e cortasse suas orelhas, deixando-o morrer lentamente em agonia e medo.

“Em seu tratado de 2015, ‘Laudato Si ‘, o Papa Francisco falou sobre a importância vital de tratar os animais com gentileza, escrevendo que “todo ato de crueldade contra qualquer criatura é’ contrário à dignidade humana'”, concluiu o diretor da ONG.

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Cabras vítimas da barbaridade do festival
Destaques, Notícias

Centenas de animais são mortos em festival religioso

Ao mesmo tempo, os moradores do distrito de Kendrapara acabaram com a antiga tradição de matar animais em Mahastami, no templo Panchuvarahi.

Cabras vítimas da barbaridade do festival
Foto: The Statesman

Apesar da conscientização criada pela administração local em relação aos assassinatos, os cabritos e as ovelhas foram mortos durante o Chhatar Jatra de Maa Manikeswari, a deusa do distrito de Kalahandi, informaram os oficiais.

Segundo eles, o extermínio em massa foi realizado na presença de policiais e oficiais administrativos. De acordo com os rituais, os animais são mortos na estrada quando a procissão de Chhatar parte do templo principal em direção a Jenakhol, a uma distância de três quilômetros, na cidade.

Cabras vítimas do festival
Foto: Greater Kashmir

Os animais foram oferecidos à divindade para cumprir os desejos dos devotos, contou um oficial. Aqueles que tiveram os desejos realizados lançaram pombos como uma maneira de demonstrar sua devoção, segundo o India Today.

Foi informado que até 14 pelotões de força policial e 70 altos funcionários atuaram durante o festival. Um relatório do distrito de Kendrapara disse que residentes locais de Rajnagar estabeleceram um novo precedente ao deixarem de realizar um ritual de sacrifício de animais no templo de Panchuvarahi.

“Ainda que os moradores locais desses bolsos litorâneos vulneráveis acreditem largamente que um ritual deste tipo as salvaria do tormento do mar, elas disseram não à prática desta vez. Elas merecem apreciação por renunciar ao ritual cruel”, disse Kendrapara Collector.

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Notícias

Galinha resgatada de festival religioso encontra a paz

As galinhas jovens, de cerca de cinco semanas, são amontoadas em caixas de transporte nas ruas da cidade, às vezes durante os dias que antecedem o ritual, sem alimento, água ou proteção contra o clima.

Foto: Woodstock Farm Sanctuary/Facebook

Para o ritual, elas são arrancadas das caixas e balançadas pelas asas, enquanto os praticantes cantam para transferir seus pecados simbolicamente para as aves, que são mortas ou abandonadas nas ruas da cidade enquanto ainda estão vivas.

Felizmente, pessoas compassivas lutam contra a crueldade do ritual e pedem que os praticantes utilizem dinheiro em vez das galinhas. Há muitos santuários que oferecem refúgio para as galinhas que caíram das caixas ou foram poupadas do horror do ritual. Por exemplo, o Woodstock Farm Sanctuary recentemente acolheu uma das vítimas do ritual Kaporos, uma jovem galinha chamada Rebecca.

Foto: Woodstock Farm Sanctuary/Facebook

Rebecca nasceu em uma incubadora e estava destinada à morte com seis semanas de vida, mas foi comprada para ser usada no Kaporos.

Agora, ela viverá seus dias em paz no Woodstock Farm Sanctuary, onde se tornará uma embaixadora para os milhares de animais que não tiveram tanta sorte.

As galinhas são seres inteligentes, sociais, podem se comunicar com mais de 30 sons diferentes e são ótimas parceiras.   Elas são mães incríveis e cuidam de seus bebês muito antes do nascimento. Quando os pintinhos nascem, elas são ainda mais amorosas e defendem seus bebês de predadores, mostrando empatia pelos filhotes e ensinando-os tudo de que precisam.

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Home [Destaque N2], Notícias

Muçulmano desafia dogma religioso e se dedica à proteção de animais abandonados

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto:zaerepiadeh/Instagram
Foto:zaerepiadeh/Instagram

Infelizmente, o abandono de animais é um problema que ocorre em todo o mundo. Nos Estados Unidos, existem mais de 70 milhões de animais vagando pelas ruas, mas apenas entre seis e oito milhões têm a sorte de chegar aos abrigos. Entre aqueles que entram no sistema de abrigos, um número ainda menor encontra novas famílias.

Todo o esforço de dar aos animais uma chance não seria possível sem inúmeros veterinários, trabalhadores de abrigo e voluntários que dedicam seu tempo e energia a eles. Em alguns países, animais abandonados são ainda mais negligenciados.

Por exemplo, no Irã, os abrigos de animais são poucos e distantes entre si e há poucos recursos para lidar com esta grave questão no país. Felizmente, há indivíduos que lutam para promover melhorias nas vidas de animais desabrigados.

Komeil Nezafati, um mulá de 33 anos de idade do Irã, decidiu reservar uma parte de seu dia ocupado para ajudar os animais depois de encontrar um filhote de cachorro faminto e sem tutor há quase um ano.

Foto:zaerepiadeh/Instagram
Foto:zaerepiadeh/Instagram

Embora ele tivesse medo de cães, o mulá descobriu que não podia deixar o filhote morrer de inanição ou ficar de braços cruzados enquanto outros animais lutavam para sobreviver.

Quando Nezafati começou a auxiliar animais nas ruas, ele tirava fotos e as publicava em seu Instagram. Logo, ele foi capaz de fundar uma organização chamada Mehr, a palavra persa para “bondade” para ajudar a alimentar  animais abandonados. Ele também abriu um centro de tratamento que pode abrigar 100 cães e 150 gatos.

Foto:zaerepiadeh/Instagram
Foto:zaerepiadeh/Instagram

O empenho de Nezafati para proteger animais abandonados causou um pouco de controvérsia porque o Islã considera que os cães são “impuros”. “A prática islâmica realmente aconselha seus seguidores a serem gentis com os cães e outros animais. Em nenhum lugar o Islã recomenda que você deve abusar de animais ou matá-los”, disse o protetor sobre o assunto.

Animais abandonados tem sido um problema no Irã, mas, eventualmente, Nezafati espera abrir um abrigo para evitar que os animais sejam mortos pelo município.

Graças a sua bondade e coragem para superar o seu medo de cães, tantos animais famintos e doentes estão recebendo o tratamento de que precisam, informou o One Green Planet.

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Destaques, Notícias

Centenas de milhares de animais são mortos em mais um festival religioso do Nepal

(da Redação)

Foto: Animal Recovery Mission
Foto: Animal Recovery Mission

O festival de Dashain, tradicionalmente conhecido como “Mwohni”, é um dos mais esperados no Nepal. Durante os quinze dias de duração, centenas de milhares de animais são mortos sob o pretexto de sacrifício para ajudar a humanidade a se liberar de seus pecados e assim ser concedida a realização de seus desejos. Dashain é um festival anual celebrado tanto por hindus quanto por budistas “neuaris” de todo o mundo, e acontece somente no Nepal. As informações são do The Dodo.

A ONG Animal Recovery Mission (ARM), uma organização sem fins lucrativos de vanguarda baseada em Miami, na Flórida (EUA), tem investigadores relatando o que ocorre nas regiões em torno de Birgunj e Janakpur no Nepal e expondo a carnificina em curso, e outros próximos a templos do país documentando cerimônias conduzidas por devotos do festival.

As cerimônias são executadas em comemoração às crenças e tradições de batalhas sangrentas entre os poderes “divinos” e “demoníacos” que eles alegam “serem realizadas dentro de animais como os búfalos, cabras e pombos”. Ao matar esses animais no que eles chamam “sacrifício”, os adoradores acreditam que receberão uma série de bençãos que vão desde a fertilidade até a sorte nos negócios, a segurança contra acidentes e o sucesso em todas as áreas. Defensores hindus do festival adoram a deusa Durga e as suas várias manifestações, e é para ela que os animais são mortos, especificamente.

Foto: Animal Recovery Mission
Foto: Animal Recovery Mission

O festival de Dashain ocorre durante os meses de setembro e outubro, com o fechamento de todos os estabelecimentos públicos, educacionais e comerciais em sua homenagem. Os dias tidos como os mais importantes são o primeiro, o sétimo, o oitavo, o nono e o décimo.

(aviso: a próxima imagem é forte)

O oitavo dia, chamado “Maha Asthami”, é o dia em que as manifestações mais pesadas da deusa Durga (também conhecida como ‘Kali, a sedenta por sangue’) são “apaziguadas” através da matança de centenas de milhares de búfalos, cabras, pombos e patos em templos espalhados pela nação. Nestas cerimônias, o sangue simboliza a fertilidade e é considerado a oferta mais honrosa à dita divindade. Após a oferta do sangue dos animais, a carne dos animais mortos é preparada e comida pelos “fiéis”, no que acreditam que ser a consumação da benção pela deusa.

Foto: Animal Recovery Mission
Foto: Animal Recovery Mission

É comum búfalos serem mortos nos escritórios de recolhimento de divisas do país nesse dia. No velho palácio em Basantapur Hanuman Dhoka, devotos e sacrifícios são também ativos no decorrer desse dia em particular.

O nono dia é chamado “Mahanavami” – ou “o grande nono dia” das crenças hindus. Nesse dia, os rituais e cerimônias de sacrifício dos animais são realizados com a participação de militares. Nele, búfalos são mortos sob a saudação de tiros de armas de fogo. Os rituais acontecem em locais tidos como sagrados, como o Templo Taleju no qual apenas nesse dia é permitida a entrada do público, fazendo do lugar um dos mais lotados de todos os pontos.

A Animal Recovery Mission está documentando o Festival como parte de seus esforços para despertar a conscientização e a educação entre as pessoas do Nepal, o governo e o resto do mundo. Segundo a ONG, elevar a conscientização irá ajudar a implementar leis de proteção aos animais dentro do país, bem como a criação de ofertas alternativas aos deuses adorados pela cultura do Nepal, que não resultem nas mortes sangrentas e em massa que têm ocorrido há séculos.

Por favor assine a petição para ajudar no trabalho da ARM e fazer parar a matança de animais durante o festival.

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Artigos

Os sete estágios na escolha dos alimentos

Para Refletir:

Em um de seus ensinamentos mais preciosos, Ohsawa (responsável pela difusão da macrobiótica) relaciona sete estágios de discernimento na escolha dos alimentos.
 
Estágio Inferior:

Os alimentos são escolhidos mecânica e indiscriminadamente, sem nenhum critério seletivo.
 
Estágio Emocional:

É o estágio em que a maioria das pessoas se encontra. O alimento não é escolhido por sua capacidade nutritiva, mas pelo sabor e prazer que pode proporcionar.
 
Estágio Religioso:

Este nível de consciência baseia-se em padrões religiosos ou ditados por um dogma ou doutrina em que o julgamento individual não participa da seleção do alimento. Existem religiões que proíbem o consumo de carne.
 
Estágio Racional:

Neste estágio a alimentação é escolhida com base num padrão racional de seleção. Procura-se conhecer as necessidades quantitativas alimentares do organismo e priorizam-se os alimentos capazes de fornecer proteínas, vitaminas, açúcares, gorduras, sais minerais, etc. É o estágio que busca o balanceamento quantitativo na alimentação.
 
Estágio Intelectual:Transcende o estágio racional, levando em conta a qualidade de vida, a pureza dos alimentos, sua origem, sua combinação bioquímica e outras particularidades da alimentação.
 
Estágio Filosófico:

 

É o estágio em que o indivíduo ultrapassa a compreensão analítica dualista e admite uma abordagem mais unificante ou dialética quanto à seleção dos alimentos. Inclui aspectos importantes, como a recusa ao sacrifício animal e a busca dos alimentos em obediência às leis cósmicas.
 
Estágio Supremo:

Este é o nível superior de consciência, julgamento e discernimento, quando o indivíduo se alimenta com perfeição, em harmonia espontânea com a Ordem do Universo, sem nenhuma dependência dos instintivos, desejos ou tabus alimentares. 
 

Ernani Fornari

Fonte: Syntonia

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Notícias

Polícia apreende animais usados em ritual religioso

Dezenas de animais, bebidas e objetos utilizados em cultos de religiões com matrizes africanas foram encontrados na orla da Praia Grande, na Baixada Santista, na madrugada desta sexta-feira. De acordo com a Guarda Civil Ambiental, um grupo de pessoas que estavam com os objetos na praia Ocian fugiu após avistar a equipe que fazia o patrulhamento na orla, deixando tudo no local, inclusive os animais.

O proprietário tem até 48 horas para retirar os objetos na Secretaria de Finanças (Sefin) mediante pagamento de multa de R$ 341,55, mais taxa de R$ 2,28 por unidade. O inspetor da Guarda Civil Ambiental, Elizeu Alves de Melo, explica que o município não proíbe a prática de cultos de qualquer religião, mas que existe uma lei que disciplina esses eventos e que praticar crueldade contra animais é crime. Porém, como os animais não foram maltratados ou sacrificados, a ocorrência não foi criminal.

O Presidente da Federação Nacional da Religião Orixá (Fenorixa), Gladston Bispo, entidade que reúne 1.007 terreiros de Candomblé e Umbanda da Baixada Santista e da Grande São Paulo, acredita que a ação tenha sido praticada por pessoas “desprovidas de conhecimento” que vivem em outros Estados ou ainda por pessoas de outras religião que tiveram a intenção de denegrir a imagem das religiões africanas.

Fonte: estadao.com.br

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