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Governo diz que vai rejeitar ajuda do G7 de 20 milhões de euros para Amazônia

O governo decidiu que vai rejeitar a ajuda de 20 milhões de euros do G7 para o combate às queimadas na Amazônia. A informação foi confirmada pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) do Palácio do Planalto.

Queimada na Amazônia no município de Altamira, no Pará (Foto: VICTOR MORIYAMA / AFP/Greenpeac)

Interlocutores do presidente já haviam afirmado antes que havia tendência pela recusa se a oferta feita pelos países do G7, e anunciada pelo presidente francês, Emmanuel Macron, fosse condicionada a alguma contrapartida ou exigisse um monitoramento na aplicação de recursos. Macron, com quem Bolsonaro tem se desentendido, exigiu que os recursos só fossem utilizados se o governo brasileiro trabalhasse em parceria com ONGs.

Na tarde de segunda-feira (26), após uma reunião no Ministério da Defesa entre o presidente e alguns ministros, o porta-voz Otávio do Rêgo Barros afirmou que a decisão ficaria a cargo do Ministério das Relações Exteriores. Pouco depois, o chanceler Ernesto Araújo, que também esteve na reunião, sinalizou que o governo poderia rejeitar a oferta do G7. As informações são do jornal O Globo.

O ministro alegou que “está muito evidente o esforço, por parte de algumas correntes políticas, de extrapolar questões ambientais reais transformando-as numa ‘crise’ fabricada, como pretexto para introduzir mecanismos de controle externo da Amazônia”.

“O Brasil não aceitará nenhuma iniciativa que implique relativizar a soberania sobre o seu território, qualquer que seja o pretexto e qualquer que seja a roupagem”, escreveu Araújo.

Fontes próximas a Bolsonaro afirmaram que o Palácio do Planalto e o Itamaraty estudam a possibilidade de aceitar ajuda apenas dos países vizinhos sul-americanos e de Israel, além de lançar um grupo de trabalho com os Estados Unidos para a construção de uma política ambiental conjunta e adotar ações para mitigar os efeitos das queimadas.


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Rejeitar a violência

Rejeitar a violência não consiste apenas em evitarmos ser violentos. Rejeitar a violência implica não aceitarmos a violência calados, quando praticada diante de nós, de nossos ouvidos ou de nossa consciência. Significa não violentarmos a nós mesmos, nossos princípios, aceitando ou fazendo aquilo para o que nossa alma diz “não”!

Em primeiro lugar se faz necessário saber onde a violência entra, disfarçada, em nossa rotina. Comemos cadáveres? Apoiamos rodeios, zoológicos, ou outra prática em que animais ficam confinados, sem liberdade, sem escolha ou opção? Exploramos animais para venda ou compra?

Nosso guarda-roupa guarda artigos de couro – a pele de animais? Bebemos os fluidos das vacas, que seriam destinados por direito aos seus filhotes?

Prendemos pássaros voadores em gaiolas? Trabalhamos matando ou fazendo experiências em animais? Compramos produtos de empresas que usam animais para testes ou que escravizam seus trabalhadores humanos, ou que não estão nem aí para o ar que respiramos e a água que bebemos e poluem sem vergonha?

Assistimos impassíveis ao abuso contra um humano ou animal sem denunciar e procurar ajuda?

Não, não e não! A impunidade e o continuísmo da violência acontecem também pela falta da solidariedade, da compaixão.

Ouvi de um mestre que o oposto ao amor, não é o ódio: é o medo. Que paralisa. Ninguém de nós quer essa paralisia impotente; ninguém de nós quer aceitar impassível o que nos machuca; então, só temos um caminho: a coragem de rejeitar a violência. Calmamente, sem ser mais um agressor. Com sobriedade, inteligência, amor e compaixão.

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